Cobaia 323

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“...felizmente, ninguém foi morto,” o ancora do jornal falou na TV de imagem borrada e tremula. Eu estava deitado no sofá, pois não conseguia dormir. A sala estava escura e a janela ao meu lado, mesmo com as cortinas fechadas, deixava entrar os flashes dos faróis dos carros que passavam. Eu não ligava para o que estava assistindo, mas estava sonolento demais para pegar o controle remoto. 

“Agora vamos com a notícia sobre Amy Peterson, que foi encontrada morta hoje em sua sala de estar. Um vídeo foi encontrado em seu celular que estava caído ao lado de seu corpo. Mostraremos o vídeo, mas avisamos, ele pode choca-los e perturba-los,” o ancora falou. Ele soou muito, muito sério. 

De repente a sala ficou mais escura que antes, enquanto a TV cortava para uma pessoa olhando para a tela do celular. Ela tinha cabelo e olhos castanhos, mas os olhos às vezes brilhavam fazendo-a parecer mais assustadora à luz do celular. Ela estava só e ofegante. Ela soava muito assustada enquanto falava. 

“E-eu o encontrei ontem,” ela falou encarando o celular, mas olhando rapidamente para outro lugar, como se algo estivesse por ali. “Ele tinha olhos e cabelo castanhos iguais aos meus, mas seu cabelo era curto e ele parecia um garoto. Ele chamava a si mesmo de ‘Cobaia 323’ mas eu não sei de onde ele surgiu, ou mesmo se ele já foi humano, ou se foi feito para se parecer conosco. Mas hoje eu o irritei, e... e...” 

A garota virou-se e de repente uma mão saiu da escuridão. Parecia que as unhas tinham sido combinadas com a pele para formar uma garra horrível. Ela agarrou o rosto da garota e rasgou sua pele, puxando-a e revelando os músculos por baixo. Pedaços vermelhos caiam de seu rosto e também havia um grito de gelar o sangue enquanto o celular caia. Levantei após isso. A única coisa que agora mostrava na tela, era um par de pés em forma de garras, próximo a outro par de pés que pertencia a Amy. A criatura se abaixou para terminar o trabalho. A luz do celular revelou o que ela estava usando: Um manto branco que parecia rasgado, como se tivesse rasgado durante a fuga de algum hospital. Aliás, parece que provavelmente foi o que aconteceu. 

Então a cobaia 323 olhou para a tela e se levantou. Depois, veio a estática, o que presumi que ele tenha pisado no celular. Então, como conseguiram a filmagem? Talvez o cartão de memória não tenha sido danificado. A TV iluminou a sala enquanto voltavam para as notícias normais. “Agora um aviso, permaneçam em suas casas até que o assassino conhecido até agora como ‘cobaia 323’ seja capturado ou morto,” disse o âncora, olhando diretamente para a tela. 

Então a TV se apagou, assim como todas as luzes próximas, embora os faróis dos carros na rua ainda estivessem normais. Provavelmente era um blackout. 

Gritei, tapando meus ouvidos, enquanto um som terrível vinha da janela; era o som de garras arranhando o vidro. Uma pequena luz marrom surgiu na janela. A luz vinha de um olho brilhante. 

“Por favor, deixe-me entrar! Eu não queria... não vou machuca-lo!” 

Não me mexi. Meus olhos fixos no brilho marrom. Eu não queria ver o que estava na janela; eu sabia o que era… mas eu também esperava que estivesse errado. Então permaneci parado. 

“Eu não queria. Eu não queria. Eu não queria,” a voz repetia, enquanto o brilho se tornava vermelho e sua voz se distorcia. “Olhe para mim para que eu possa ver o seu rosto. Isso fará o prazer de te matar muito melhor!” 

O brilho ficou mais forte. Houve um longo momento de silencio e o brilho de repente sumiu. 

A última coisa que ouvi, foram os passos de algo correndo para bem longe.

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Sally.exe

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Eu sou um grande fã da série Sonic The Hedgehog, assim como um monte de gente. Me limitei aos jogos clássicos e desenhos animados, pois na minha opinião, o resto que a SEGA fez foi uma porcaria.

Eu estava navegando no E-bay um dia desses. Pensei se poderia haver algum item do meu personagem favorito da série, Sally Acorn. De fato, o que eu achei foi um plushie que fora fabricado no SEGA WORLD de Sydney, o qual fechou devido ao baixo número de visitantes em 2006. Esses plushies da Sally eram bem raros, mas eu não tinha dinheiro para comprá-la e meus pais brigariam comigo por isso. Examinei o plushie por um tempo, já que o artigo vinha com algumas fotos. Essa Sally até tinha sua própria jaqueta. Nela, estava escrito “GOD” com tinta permanente. Eu realmente não sabia o que isso significava. Provavelmente eram as iniciais da criança que a tinha, antes de vendê-la.

Cliquei no botão para voltar para a pesquisa “Sonic Sally”, sabendo que eu não ganharia o leilão de jeito nenhum, apenas para encontrar outro artigo que apareceu. “Todos os episódios de Sonic SatAM” com preço de $1 dólar na compra imediata. Os DVD's desse desenho nunca foram lançados no lugar onde moro (Puto...). Então, feliz do jeito que eu estava, quis assistir de novo ao desenho, então conferi o anúncio. Não tinha descrição alguma ou endereço de onde veio. Alemanha, Canadá... Estava faltando, e o preço do frete era de graça. Eu olhei a foto do artigo. Era um CD em branco. Mas independente disso, decidi comprar. Não apenas pela nostalgia, mas a sinopse do desenho era muito bem feita.

Bom... Tudo começou quando o correio veio. Chegou na manhã seguinte... Estranhamente, era domingo. Eu estava feliz por ter recebido os episódios e, imediatamente, coloquei o CD em branco no meu laptop, iniciando o DVD. Infelizmente, nada aconteceu, mas o laptop pediu para exibir a pasta, então eu a abri e vi um aplicativo chamado Sally.exe. Eu fiquei confuso por ser um arquivo de extensão, mas iniciei mesmo assim e, de fato, estava passando um episódio de Sonic SatAM: O episódio “Viciado em Sonic”. Começou normalmente, ao longo da introdução. Nada de sangue ou algo assim... Mas a parte triste foi que meu computador entrou na “tela azul” quando a cena do beijo de Sonic e Sally começou (quando Sally anda até Sonic e o beija na bochecha, ele diz que seu beijo não foi tão bom e lhe dá um melhor... É, e isso foi fofo também). O computador reiniciou e eu tirei o CD de dentro dele, pensando que fora mau funcionamento, e então joguei fora. Não podia pedir meu dinheiro de volta, mas o cara podia ficar com aquele misero dólar que eu lhe dei. Quero dizer... É apenas $1 dólar.

Eu continuei navegando na internet normalmente, conversando com amigos no Skype e tudo mais. Nada estava errado, até que eu estava assistindo vídeos no Youtube, e meu cursor do mouse começou a travar completamente. Eu desconectei meu mouse, mas o cursor continuou se batendo pela tela. Eu até desativei o touchpad, mas ele continuou se movendo. De repente, ele parou em um ponto e eu o “peguei”, ignorando o que tinha acontecido. Logo, eu me vi baixando uma ROM do Sonic The Hedgehog pra Mega Drive. Bizarro... Assim que baixou, o cursor iniciou o emulador e o jogo começou em modo janela, mas estranhamente, a tela estava preta. Eu encolhi os ombros e esperei o jogo começar.

O familiar jingle da SEGA não tocou. Bem, até tocou, mas estava tão lento que pareceu algo demoníaco, e isso me deu calafrios. O fundo permaneceu preto e o Sonic não apareceu surgindo no logo. O preto foi clareando e um texto apareceu: “Pronto para o 2º Round?”. Eu pisquei e estremeci assim que a tela inicial apareceu. O céu estava cinza escuro e as nuvens pareciam borradas e pretas, exatamente como ficam antes de uma tempestade. As montanhas estavam apodrecidas, assim como o logo. Fiquei espantado com os detalhes em pixels, mas algo também me assustou. “SEGA 1991” estava agora substituído por “SEGA 666” e a água estava vermelho sangue. A música familiar não estava tocando. Eram apenas sons em 16-bits e o demoníaco jingle da SEGA ocasionalmente se misturava entre eles. Ao invés de Sonic aparecer, dois personagens apareceram próximo ao logo – Tails e Knuckles. O olhar deles me aterrorizou mais ainda. Os olhos de Tails estavam pretos e sangrando... Seu pelo se tornou cinza/preto e ele também tinha uma expressão de angústia em seu rosto. Knuckles parecia muito pior. Seu pelo vermelho escureceu para um cinza-avermelhado, seus “cabelos” estavam pingando sangue e seus olhos eram pretos e sangrentos, como os de Tails, e ele tinha um olhar de tristeza em seu rosto.

Só então eu notei que um novo personagem surgiu no meio do logo. Um pequeno ouriço rosa colocou a cabeça para fora. No início, ela estava sorrindo, mas parecia confusa e nervosa ao mesmo tempo, como se realmente não soubesse o que estava acontecendo. “Amy Rose?”, pensei. “O que é isso?!”. A curiosidade me levou a pressionar o “Enter”. Um som alto de ruído estático se esvaiu pela tela.

Eu queria não ter feito aquilo...

“Kyle não quer brincar comigo...”, a escrita apareceu novamente. “Que pena. Mas eu posso brincar com você...” “... Certo?”.

O demoníaco jingle da SEGA tocou novamente por uma fração de segundos. Uma imagem passou. Ela desapareceu tão rápido que eu não consegui entender o que era, mas eu poderia jurar que vi um Sonic preto e vermelho, com olhos de mesma cor. Aquele momento me fez pular. Ele não começou na “Green Hill Zone Act 1” como eu imaginei. Bem que eu queria que tivesse. Ao invés disso, no título da fase se lia “Not Perfect Act 1”. O jogo começou. O chão parecia normal como o do Green Hill Zone, mas o fundo estava escuro. Amy ficou onde normalmente Sonic ficava, no jogo original. Surpreendentemente, aquilo era um sprite muito bem feito. Não era seu sprite clássico, mas sim, seu atual. Enfim, parecia oficial. No lado oposto da tela em que Amy estava, havia um grande e prateado anel. Na frente dele, o sprite de Sonic se levantou, com um sorriso em seu rosto. A animação de Amy ali em pé foi que ela olhou para frente com uma expressão totalmente apaixonada, com corações saindo de sua cabeça. Eu achei que deveria ir até o Sonic, então movi Amy em direção a ele, mas Sonic fugiu e saltou pra dentro do anel. Fiz Amy saltar logo depois dele.

O nível os teletransportou para uma das fases bonus onde você pode obter um Esmeralda do Caos. O fundo era rosa com corações por todo lado. Parecia fofo, mas eu estava distraído por ter 4 esferas coloridas – brancas e vermelhas – para saltar, e eu tentei equilibrar Amy em cima delas enquanto ela tentava, desesperadamente, se manter sobre as esferas, mas meus dedos escorregaram dos controles e Amy caiu. Eu caí em uma parede de esferas Goal. Assim que eu pensei que seria teletransportado de volta, um som alto de grito soou e a imagem desse... Sonic demoníaco, piscou na tela. A tela surtou completamente e eu ouvi gritos. Gritos altos de onde eu poderia JURAR que era a própria Amy Rose. Eu continuei ouvindo “Não! Não!” e choros altos de agonia e dor, os quais acabaram bruscamente com mais ruídos estáticos que soaram por um pequeno momento, antes de a tela ficar toda preta.

Logo, a tela do título apareceu de novo. Knuckles e Tails tinham sumido, mas ao invés disso, Amy apareceu. Ela estava sorrindo, seu sorriso fofo e usual, mas seu corpo tinha buracos. Não buracos sangrando ou buracos de bala... Apenas... Buracos que perfuravam todo seu corpo. Suas cores se desbotaram para um preto e branco. Até seus olhos pareciam estranhamente desfigurados. Isso me assustou tanto que meu corpo inteiro começou a arrepiar. Fui ficando cada vez mais assustado, enquanto observava outro personagem aparecer. Eu fiz uma careta ao ver Cream, da qual tinha uma expressão aterrorizada dentro do logo. Pobre Cream. Eu queria sair do jogo, mas como não conseguia fazer isso, apertei "Enter" de novo e a tela mudou.

“KINDANFAIR Act 1”. A fase agora estava em branco e a música de fundo era uma versão mais lenta do Green Hill Zone. A fase começou e o sprite de Cream era como o de Amy, muito bem feito. O ambiente era infantil. Parecia um lindo parque de diversões. Na frente de Cream, havia uma televisão que lhe dava maior velocidade. Fiz Cream se agachar e dar um spindash pra frente, batendo no item. A fase não mudou. O chão era uma plataforma sólida e parecia que Cream estava indo cada vez mais rápido, até que de repente, ela bateu em mais caixas, mais caixas, mais caixas... Eu notei que a música ficou completamente fora de sincronia, o que me assustou. De repente, Cream bateu em uma parede de espinhos na parede: “SPLAT!”. A pobre Cream foi despedaçada. O sangue escorria dos espinhos e da coelha ensanguentada, lentamente, na frente dos meus olhos. A imagem piscou novamente e logo a tela do título apareceu. Como esperado, Cream apareceu com Amy. Ela parecia assustada, mas seu outro olho estava... Como posso dizer... Caído e morto, e sangrando uma gosma preta. Suas orelhas agora estavam em seu rosto ao invés de estarem na parte de trás de sua cabeça. Sua paleta de cores mudou de marrom e laranja para um roxo muito, muito escuro, e vermelho. Seu vestido estava cinza escuro.

Hora do terceiro personagem... e Deus, eu quis chorar quando vi Sally Acorn sair pra fora daquele maldito logo, com seu sorriso inocente no rosto enquanto acenava para mim, como se ela não soubesse quais torturas estava prestes a sofrer. O jogo estava tão apavorante e mesmo assim tão fascinante, e eu queria muito parar, mas minha mão não se movia. Eu até comecei a tremer. Queria chegar ao botão de desligar o notebook pra acabar com aquilo, mas minha mão simplesmente não se moveu e, antes que eu percebesse, já tinha iniciado a fase.

“________ Act 9”, dizia a tela. Uma melodia monótona e triste tocava ao fundo, e uma silhueta de sprite que se parecia com Sally apareceu na frente de um fundo que consistia todo o grupo: Amy, Cream, Knuckles, Tails e Robotnik apareceram, todos em suas formas desfiguradas e com expressões de tristeza. Também tinha o Sonic, mas de uma forma quase que irreconhecível. Ele tinha um sorriso largo no rosto, com dentes afiados. Seus olhos eram pretos, com pontos vermelhos como pupilas, os quais estavam sangrando. Parecia que ele ia chegar à frente de sua silhueta. Eu tentei mover Sally, tirá-la de lá, mas nenhuma parede se mexia. Tudo estava muito escuro. Eu parei no meio e, para meu horror, o cenário começou a encolher, e as paredes foram se fechando sobre Sally. Eu tentei movê-la, correr, mas não adiantou. Deixei a Sally no meio da tela enquanto as paredes se fechavam sobre ela. Ela se agachou antes de desaparecer completamente no escuro.

“SPLAT!”

A escrita vermelha apareceu na tela novamente: “Sonic, meu amor...”

Subitamente, uma cena familiar começou a aparecer... Eu reconheci imediatamente. Sonic SatAM estava passando, aquela parte onde o CD havia cortado! Porém, Sonic tinha um tom mais avermelhado, e aqueles... Olhos pretos, sangrentos, demoníacos. De repente, apareceu uma imagem na tela... Era Sally. Seus olhos estavam faltando. Era como se eles tivessem sido retirados, e o crânio dela fora costurado e fechado novamente. O sangue escorria de sua ferida. Aquilo fez meu estomago revirar. Então voltou para o desenho. Sonic puxou Sally como no episódio, mas então, coisas pularam pra fora de sua boca, fazendo barulhos nojentos e de mastigação. Eu podia até ver a protuberância na garganta de Sally. A pior coisa era que eles pareciam estar curtindo aquilo. Pude ver Tails e Knuckles corrompidos no cenário também. Sonic se afastou. “Então?", ele disse. “Nada mal!”, Sally simplesmente respondeu.

Eu me silenciei e desviei o olhar da tela. De canto, notei algo em minha cama...

Era aquela boneca da Sally que vi no E-bay... Com os olhos faltando.

Tradução: Gabriela Prado

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Duas Faces

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É normal se ver casos de pessoas que sofreram choque térmico devido a uma forte mudança climática, casos como essa já aconteceram com pessoas durante o banho, levando até mesmo ao desmaio em algumas situações e nas mais extremas, fazendo com que a pessoa morra, mas esses casos são a minoria.

No entanto há sinistros relatos de algumas dessas vítimas que são no mínimo curiosas, falando que pouco antes do choque térmico aconteceu algo que pode ser considerado no mínimo intrigante. Segundo alguns, durante o banho, viram uma pessoa dentro do banheiro.

Não existe um nome específico para a tal aparição, mas alguns a chamam de "Duas Faces", isso porque embora os relatos variem em diversos detalhes, alguns desses detalhes se fazem presentes na maioria dos casos relatados. A pessoa vai tomar banho e o vapor gerado pela água começa a surgir, fazendo com que o vidro do box comece a ficar embaçado, tudo parece normal até a pessoa perceber o som de uma canção baixa e lenta e quando ela olha pra fora do box, percebe um vulto humano no local, daí quando a pessoa passa a mão no vidro para ver quem é, o vulto aparece bem em frente ao vidro e a pessoa pode ver sua cara, que é caída, como se a pele não estivesse grudada na carne com um aspecto de velha, e então a pessoa ouve ela sussurrar "Duas Faces".

Após isso os relatos variam em detalhes, alguns desmaiam, outros saem correndo e quando abrem o box não há mais ninguém. Todos sofrem choques térmicos e paralisia facial, mas na maioria dos casos é reversível. Não se sabe exatamente porque a entidade fala "Duas Faces", mas alguns dizem que ela tenta se referir ao rosto da pessoa ao sofrer o choque térmico, uma espécie de maldição lançada pelo ser, outros acreditam que a criatura se refere ao seu próprio rosto deformado e tenta substituir o seu rosto pelo da pessoa.

Alguns falam que já a viram de forma diferente, não durante o banho, mas sim no espelho embaçado do banheiro, assim que passaram a mão para se olhar, a viram em um canto. Tem também quem diga que alguns dias após a aparição, ainda ouviram a estranha canção saindo dos ralos dos banheiros. Algumas das vítimas dizem que isso é um aviso e que Duas Faces irá retornar e continuará tentando até conseguir o rosto da pessoa que está sendo atormentada, e essa vai ficar com rosto deformado da criatura para resto da vida.

Então para aqueles que acreditam nessas coisas, fiquem avisados, se estiverem no banho e por acaso ouvirem uma canção, é melhor se virar, desligar o chuveiro e esperar todo o vapor ir embora, pois podem não gostar nem um pouco do que verão se ficarem curiosos.

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Compilação de Lendas Urbanas - parte 3: O experimento russo da privação de sono

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Terceira parte do Lendas Urbanas retirado deste link.

                                                                                                                                                                   

Pesquisadores russos, no final da década de 1940, mantiveram 5 pessoas acordadas por 15 dias inalando um gás estimulante experimental. Elas foram mantidas em um ambiente fechado para que monitorassem  cuidadosamente sua inalação de oxigênio a fim de que o gás não os matasse, pois este continha uma grande concentração de toxinas. Isso foi antes da invenção do circuito fechado de câmeras, de modo que só tinham microfones e janelas redondas de vidro de mais ou menos 13 centímetros de espessura na câmara para monitorá-los. A câmara continha com livros, camas dobráveis para dormirem, mas sem roupa de cama, continha água corrente, banheiro e comida desidratada o suficiente para viverem os cinco por um mês.
Russian Sleep Experiment
Os sujeitos testados eram prisioneiros políticos julgados inimigos do estado durante a Segunda Guerra Mundial.
Tudo estava bem durante os primeiros 5 dias, eles quase não reclamavam sobre terem prometido (falsamente) que seriam soltos caso se submetessem ao teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas e notou-se que eles continuavam a falar sobre incidentes cada vez mais traumáticos de seus passados, e no geral o tom das conversas ganhou um aspecto sombrio após o quarto dia.
Após cinco dias, eles começaram a reclamar sobre as circunstâncias e eventos que os levaram para onde estavam e começaram a demonstrar uma paranoia grave. Pararam de falar uns com os outros e começaram a sussurrar alternadamente nos microfones e nas janelas espelhadas. Curiosamente, todos pareciam pensar que poderiam ganhar a confiança dos pesquisadores tornando-se seus camaradas, outros sujeitos em cativeiro com eles. De primeiro, os pesquisadores suspeitaram que fosse um efeito do gás...
Após nove dias, o primeiro deles começou a gritar. Ele correu pela câmara gritando repetidamente por três horas a fio, e continuou tentando gritar, mas apenas conseguiu produzir alguns grunhidos. Os pesquisadores sugeriram que ele havia rompidos suas cordas vocais. O mais surpreendente sobre esse comportamento é como os outros em cativeiro reagiram... ou como não reagiram. Eles continuaram sussurrando nos microfones até o segundo em que começaram a gritar. Os dois que não estavam gritando que pegaram livros, sujaram página por página com suas próprias vezes e as passaram calmamente pela janela arredondada de vidro. A gritaria cessou prontamente.
Assim como o sussurro nos microfones.
Mais três dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que estavam funcionando, pois achavam impossível que nenhum som estivesse vindo dos cinco ali dentro. O consumo de oxigênio na câmara indicava que os 5 deviam ainda estar vivos. Na verdade, essa era a quantidade de oxigênio que cinco pessoas consumiriam em exercício de um nível de esforço muito alto. Na manhã do 14º dia, os pesquisadores fizeram uma coisa que disseram que não fariam para obter a reação dos sujeitos em cativeiro. Eles usaram o interfone dentro da câmara, esperando provocar alguma resposta deles, pois temiam que estivessem mortos ou em estado vegetativo.
Eles anunciaram:

 Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, mantenham distância das portas e deitem-se no chão, ou atiraremos. Bom comportamento garantirá a um de vocês a liberdade imediata.
Para a surpresa deles, ouviram uma única frase dita em uma voz calma responder:

 Não queremos ser libertados.
Um debate se iniciou entre os pesquisadores e as forças militares  que estavam financiando a pesquisa. Incapazes que provocar alguma outra resposta usando o interfone, finalmente decidiram abrir a câmara à meia-noite do décimo quinto dia.
O gás estimulante foi retirado da câmara e esta foi preenchida com ar fresco, e imediatamente vozes dos microfones começaram a contestar. Três vozes diferentes começaram a implorar, como se estivessem implorando pela vida de seus amados, para que voltassem com o gás. A câmara foi aberta e os soldados entraram para recolher os sujeitos testados. Eles começaram a gritar mais alto do que nunca, assim como os soldados o fizeram quando viram o que havia lá dentro. Quatro dos cinco sujeitos estavam vivos, embora nenhum pudesse dizer com certeza o estado de nenhum deles em "vida".
As rações de comida não haviam sido muito tocadas após o quinto dia. Havia pedaços de carne da coxa e da bochecha do sujeito testado morto dentro do ralo no centro da câmara, bloqueando-o e fazendo com que mais ou menos 10 centímetros de água se acumulasse no chão. Nunca foi determinado com precisão o quanto de água era na verdade sangue. Todos os quatro "sobreviventes" testados também tinham grandes pedaços de músculo e pede arrancados de seus corpos. A destruição da carne e o osso exposto nas pontas dos dedos indicavam que os ferimentos haviam sido feitos usando a mão, e não com os dentes, como os pesquisadores inicialmente pensaram. Uma examinação mais de perto sobre a posição e dos ângulos das feridas indicaram que a maioria, se não todas, haviam sido feitas pela própria pessoa.
Os órgãos do abdômen abaixo da caixa torácica de todos os quatro sujeitos testados foram removidos. Enquanto o coração, pulmões e diafragma permaneciam em seus lugares, a pele e a maioria dos músculos ligados às costelas haviam sido arrancados, expondo os pulmões através da caixa torácica. Todas as veias e órgãos permaneceram intactos, somente tendo sido tirados e colocados no chão, espalhando-se em volta dos corpos eviscerados porém ainda vivos dos sujeitos. O trato digestivo dos quatro podia ser visto trabalhar, digerindo comido. Rapidamente se tornou aparente que o que eles digeriam era sua própria carne que haviam arrancado e comido ao longo dos dias.
A maioria dos soldados no local fazia parte das operações especais russas, mas muitos continuaram se recusando a retornar à câmara para retirar os sujeitos testados de lá. Eles continuavam a gritar para serem deixados na câmara e imploravam alternadamente e exigiam que o gás fosse novamente acionado, a fim de que não dormissem...
Para a surpresa de todos, os sujeitos iniciaram uma batalha feroz no processo de serem retirados da câmara. Um dos soldados russos morreu por ter tido sua garganta rasgada, outro foi gravemente ferido, pois teve os testículos arrancados e uma artéria em sua perna pelos dentes de um dos sujeitos. Outros cinco dos soldados perderam suas vidas, se você contar aqueles que cometeram suicídio nas semanas após o incidente.



Durante a luta, um dos quatro sobreviventes do teste teve seu baço rompido e começou a sangrar quase que instantaneamente. Os médicos pesquisadores tentaram sedá-lo, mas perceberam que seria impossível.  Injetaram doses morfina nele mais de dez vezes, e ele continuava a lutar como um animal encurralado, quebrando as costelas e o braço de um dos médicos. Quando seu coração bateu durante dois minutos, ele sangrou tanto que havia mais ar do que sangue em seu sistema. Mesmo após ter parado de sangrar, ele continuou a gritar e a se debater por mais 3 minutos, lutando contra qualquer um que chegasse e apenas repetindo a palavra "MAIS" repetidamente e cada vez mais fraco, até que finalmente ficou em silêncio.
Os outros três sobreviventes foram contidos e movidos para uma unidade de saúde. Os dois com as cordas vocais intactas imploravam sem parar pelo gás, exigindo serem mantidos acordados...
O mais ferido dos três foi levado para a única sala de cirurgia que a unidade tinha. No processo de preparar o sujeito para ter os seus órgãos novamente dentro de seu corpo, descobriram que ele era imune ao sedativo que o deram para prepará-lo para a cirurgia. Ele lutou furiosamente contra a imobilização quando o gás anestésico foi colocado para apagá-lo.Conseguiu rasgar quase que completamente uma tira de couro de mais ou menos 10 centímetros de largura presa em seu pulso, mesmo que um soldado de 90 kg também estivesse segurando o seu pulso. Foi necessário apenas mais um pouco de anestésico para apagá-lo, e no instante em que seus olho se fecharam, seu coração parou. Na autópsia, que aconteceu na mesa de operações, foi descoberto que seu sangue continha três vezes mais oxigênio do que o normal. Seus músculos que ainda estavam grudados ao esqueleto estavam bastante desgastados, e ele quebrou 9 ossos em sua luta para não ser sedado. A maior parte desses machucados foram feitos pelos próprios esforços do paciente.
O segundos sobrevivente tinha sido o primeiro do grupo de cinco a começar a gritar. Suas cordas vocais foram destruídas e ele não conseguia implorar ou exigir uma cirurgia, e sua única reação era chacoalhar a cabeça violentamente em sinal de desaprovação quando a o gás anestésico foi colocar perto dele. Ele chacoalhou a cabeça durante as 6 horas do procedimento de recolocar seus órgãos abdominais e tentativa de recobri-lo com o resto de pele que tinha. O cirurgião que coordenou a operação afirmou repetidamente que seria possível que o paciente sobrevivesse. Uma enfermeira horrorizada que assistia à cirurgia afirmou ter visto a boca dos pacientes curvar-se em um sorriso inúmeras vezes, sempre que seus olhos encontravam os dela.
Quando a cirurgia acabou, o sujeito olhou para o cirurgião e começou a ofegar muito alto, tentando falar enquanto lutava contra sua respiração. Entendendo que isso deveria ser algo extremamente importante, o cirurgião pegou uma caneta e um bloco de notas para que o paciente pudesse escrever sua mensagem. Era simplesmente: "Continue a cortar".
Os dois dois sujeitos foram submetidos à mesma cirurgia, ambos com anestesia. Entretanto, tiveram de injetar neles paralisantes para que a operação prosseguisse. O cirurgião disse que era impossível prosseguir enquanto os pacientes riam sem parar. Uma vez paralisados, eles apenas podiam seguir os pesquisadores presentes com os olhos. O paralisador saiu de seus sistemas em um perioco curto de tempo fora do normal, e logo eles já estavam tentando se soltar. No momento em que conseguiram falar, perguntaram novamente pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar o motivo que eles haviam se machucado, porque haviam arrancado suas próprias vísceras e o porquê de quererem tanto o gás de novo.
Apenas uma resposta foi dada: 
 Eu devo permanecer acordado.
 A imobilização dos três sujeitos foi reforçada e eles foram colocados de volta na câmara, à espera de uma determinação sobre o que deveria ser feito com eles. Os pesquisadores enfrentavam a ira de seus "benfeitores" militares por terem falhado com os objetivos de seu projeto, que considerava a eutanásia para os sobreviventes da pesquisa. O comandante, um ex-KGB, em vez disso, viu potencial, e quis ver o que aconteceria se eles fossem colocados de novo sob o gás. Os pesquisadores refutaram veementemente, mas rejeitaram suas opiniões.
Durante a preparação para serem colocados na câmara novamente, os sujeitos foram conectados a um monitor de eletroencefalograma, e suas amarras foram acolchoadas para que aguentassem o longo tempo de confinamento. Para a surpresa de todos, os três pararam de lutar no momento em que os avisaram de que voltariam para o gás. Era óbvio que à essa altura os três estavam se esforçando muito para permanecerem acordados. Um dos que podia falar cantarolava alto e sem parar; o que era mudo, torcia suas pernas contra a tira de couro com toda a sua força, primeiro a esquerda, depois a direita, e a esquerda de novo para ter algo em que se focar. O último sujeito afastava sua cabeça do travesseiro e piscava rapidamente. Tendo sido o primeiro a ser conectado ao aparelho de eletroencefalograma, a maioria dos investigadores estavam monitorando suas ondas cerebrais surpresos. Elas eram normais na maioria do tempo, mas às vezes sumiam inexplicavelmente. Parecia que ele estava sofrendo repetidamente de morte cerebral antes de voltar ao normal. Conforme eles focaram no papel que saía do monitor de ondas cerebrais, apenas uma enfermeira viu seus olhos se fecharem no mesmo instante em que sua cabeça deitou-se sobre o travesseiro. Suas ondas cerebrais imediatamente mudaram para as de sono profundo, e então caíram pela última vez conforme seu coração parou simultaneamente. 
O último sujeito que sobreviveu que podia falar começou a gritar para ser  selado naquele instante. Suas ondas cerebrais estavam retas como as do homem que acabara de morrer após adormecer. O comandante deu ordens para selar a câmara com os dois sujeitos lá dentro, assim como os 3 pesquisadores. Imediatamente um dos pesquisadores sacou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, e então virou sua arma para o sujeito mudo e atirou em sua cabeça também.
Ele apontou sua arma para o sujeito que restava, ainda preso à cama enquanto os outro membros da equipe de médicos e pesquisa saía da sala. 

 Não serei selado aqui com essas coisas! Não com você!  ele gritava ao homem amarrado à cama.  O QUE VOCÊ É?  ele ordenava.  EU EXIJO SABER!
O sujeito sorriu.
 Como você esqueceu assim tão fácil?  o sujeito perguntou  Nós somos vocês. Somos a loucura que se esconde em todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento no fundo de sua mente animalesca. Nós somos o que você esconde em suas camas toda noite. Nós somos o que vocês sedam em silêncio e paralisam quando atingem o paraíso noturno onde não podemos nos levantar.
O pesquisador parou, e então mirou no coração do sujeito e atirou.
O aparelho de eletroencefalograma zerou enquanto o sujeito gaguejava sem força:

 Qua... se... livre..."


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Microcontos de terror

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Aqui vão alguns microcontos de terror encontrados neste site aqui.

                                                                                                                                                                   

"Eu continuo a alimentando, mas ela sempre me diz que está com fome. Não sei o que farei quando a vizinhança ficar sem gatos."

"A primeira vez que pinguei sangue no livro foi sem querer, mas meu desejo ainda assim foi concedido. O único problema é que você precisa do sangue de uma pessoa diferente a cada desejo."

"O cabelo de uma mulher é sua característica mais atraente. Acho que nunca ficarei satisfeito."

"O choro dela ao pé da cama me acordou. Eu queria perguntar à minha namorada o que estava acontecendo, mas ela estava encolhida ao meu lado."

"Era uma coisa de bom samaritano atravessar a velhinha para o outro lado, mas ela não largou minha mão após dizer 'obrigada'. Ela me arrastou pela calçada até a casa dela, e em vão eu tentei me soltar de sua mão."

"Tudo na minha geladeira está no lugar errado. Não reconheço nenhuma das marcas nos rótulos."

"Achei que as pessoas estavam me achando engraçado, como se eu fosse algo nojento ou terrível. Levou um tempo para eu perceber que elas estavam olhando por cima do meu ombro."

"Sou nova na cidade, todos parecem muito legais. Ninguém diz nada, mas sorriem e acenam quando tento falar com eles."

"Meu histórico da internet tem centenas de sites pornográficos de fantasia violenta logados que nunca visitei. Eu moro sozinho há seis anos."

"A mulher em minha cama e em minhas fotos não é minha namorada. Quando perguntei quem ela era, ela me respondeu: 
- Não quer fazer este trabalho?"

"Meu filho tem amigos por perto o tempo todo. Acho que nunca vi nenhum deles ir embora."

"Achei uma arma na mesa do meu chefe. Tinha um post-it colado nela, onde se lia "Em breve"."

"Minha esposa começou com jardinagem, mas nunca a vi comprar fertilizante. Minha ex parou de me perturbar com ligações há uma semana."

"Faltou luz e os únicos em casa somos eu e meu cachorro. Então, quem continua dizendo o meu nome?"

"Mais cedo, meus vizinhos me perguntaram sobre a garota bonita que viram entrando e saindo de meu apartamento bem tarde da noite. Eu não tenho namorada e não convido ninguém para vir aqui há meses."

"Nossa casa era uma das mais antigas na cidade antes do incêndio. Agora só preciso descobrir para onde os meus pais se mudaram depois que saí."

"Minha esposa e eu estamos juntos há dezoito anos. Encontrar as partes substitutas dela é um preço pequeno a se pagar por esse tipo de felicidade"

"Achei que o pedaço de pele seca fosse descascar quando eu coçasse. Eu não esperava que meu dedo fosse afundar no buraco que fiz, ou que fosse tão frio lá dentro."

"Todos no shopping pararam o que estavam fazendo e olharam para mim quando o telefone tocou. Eles não piscaram ou se moveram quando li a mensagem de texto que recebera: 'Te encontrei' ".

"O saco de lixo suportava trinta litros. Eric pesava apenas seis, então seria grande o suficiente, certo?"



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