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Um Pai Desesperado

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Já fazem 3 meses.

Para alguns esse tempo pode durar muito. 

Mas para um pai desesperado... Dura uma eternidade.

Há exatos 3 meses, meu pequeno filho Urian saiu para brincar com seus amigos pela madrugada, escondido de mim.

Fui acordado aos gritos pelos garotos, todos dizendo que Urian havia ficado preso em uma casa a qual eles invadiram durante a noite para pregar uma peça.

Sem pensar duas vezes, fui voando até o suposto local. Ao chegar lá, encontrei meu pequeno garoto, assustado, como uma criança, sentado em um sofá-cama, rodeado de pessoas.

Tentei tirá-lo dele sem que percebessem, mas logo vi que seria inútil. Se eu quisesse salvar meu filho, teria que ficar naquela casa também e assumir o lugar como pai.

Demorei um pouco para me acostumar com os costumes estranhos e as regras a se seguir ali. Mas saber que nada seria tão difícil quanto ficar sem meu filho, me dava forças para me sustentar naquele ambiente desgostoso.

Fui forçado a levar o menino à médicos, submetê-lo a diversos exames, os quais eu sabia que não resultariam em nada.

Nenhum médico poderia resolver aquilo. Não era desse mundo.

E a medida que o tempo passava, a situação piorava. O corpo de uma criança não resistiria muito tempo.

Depois de muito insistir, foi permitido que eu chamasse um sacerdote. Chamei um, depois outro, depois outro. Chamei vários, de todos os tipos.

Inúteis! Todos com seus pózinhos e líquidos mágicos que apenas fizeram o garoto se contorcer por horas e horas enquanto eu era obrigado a assistir toda aquela tortura.

Inúteis.

Fazem exatos 3 meses que Urian saiu de casa para brincar com os amigos. Eu devia tê-lo dito que ele era novo demais para brincar dessas coisas.

Eu estou desesperado.

Por favor, ALGUÉM ME AJUDE A TIRAR MEU FILHO DE DENTRO DESSA CRIANÇA!

Autor: Lucas Queiroz

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Infernum

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“Um gosto do inferno” ou apenas “Infernum”, era o título de um livro que teria sido escrito por uma pessoa chamada Carrie Shay. Um trecho que seria parte do livro, foi publicado no Reddit em 2008. A autora em questão, comentou que planejava publicar um livro de contos, pedindo a opinião das pessoas sobre o que achavam dos seus textos e poemas. O que se sabe de Carrie, é que a mesma era uma garota esquisita, as vezes falando sobre depressão, suicídio e assuntos mais complicados como incesto, pedofilia e outras coisas que não queremos ouvir na mesa de jantar e nem em um círculo animado de amigos.

Ao ser perguntada por alguém sobre que tipo de contos ela escrevia, a mesma disse que adorava escrever coisas para chocar o leitor, se baseando em algumas histórias japonesa obscuras que você encontra nas entranhas da internet.

"Assisti vários filmes que as pessoas consideram pesados e chocantes, porém, nunca me fizeram sentir nada. A maioria era focada no Gore, forçavam tanto para chocar o telespectador que começava a ficar ridículo. Eu queria escrever algo que os deixassem desconfortáveis, acho que a leitura tem um poder bem maior para fazer isso. Quero que eles leiam e fiquem “Meu Deus!”.

Essa foi uma de suas respostas para um dos seus poucos fãs na época. Ainda assim, nem sempre os textos e poemas de Carrie tinha temas pesados, alguns eram interessantes e abertos a interpretações. Um deles, sem um título, foi postado por ela em 2007, um ano antes dela chutar o balde de vez com “Infernum”.

“Acorde e vá para de baixo da cama
Lá fora o inferno reina
O demônios tentaram quebrar as janelas
Espere o som diminuir e depois volte a dormir
Assista a Tv pela manhã
Veja as pessoas felizes em um local distante
Sorrindo para as folhas levadas pelo vento de uma tarde de outono
Nós estamos presos
Neste canto do mundo
Os demônios estão vindo
E demônios mais poderosos estão logo atrás
Aqueles que lhe dão poder
Aqueles que lhe dão liberdade
Aqueles que falam de amor
Apenas volte a dormir
O amanhecer continua belo.”

Alguém uma vez a perguntou o motivo de usar bastante a palavra “Inferno” em suas histórias, Carrie simplesmente respondeu

"Acho que vivemos um gosto do inferno neste mundo, entende? Este lugar é terrível. Vivemos em uma espécie de demonstração e devemos tirar uma lição disso, devemos ser boas pessoas. Não tem nada de bom aqui, tudo é uma merda. Mas, ainda pode piorar. Como eu disse, esse mundo é apenas uma pequena amostra, você não quer ver o que vem a seguir. Sejam boas, crianças".

Podemos perceber que ela não tem uma visão muito otimista do mundo, algo não muito sério, quer dizer, muitas pessoas tem pensamentos extremos de como o mundo é um lugar cruel e problemático, entretanto, muitas dessas pessoas tendem a ter fiéis seguidores que concordam com tudo que elas dizem.

Ela continuou postando seus contos normalmente até agosto de 2008, quando começou a agir estranhamente, não respondendo mais seus “fãs” como antes. Notando essa mudança de humor, todos começaram a perguntar o que estava se passando, se ela estava bem, se algo tinha ocorrido. Então, ela resolveu responder.

"Em algum lugar, neste momento, uma pessoa tá sendo mantida em cativeiro. Ela está sendo torturada e estuprada. Os demônios estão arrancado suas entranhas. Como conseguimos viver sabendo que isso tá acontecendo em algum canto desta merda de mundo? Não consigo ficar bem com isso, cara. Eu odeio gente como vocês, que falam em viver a vida ao máximo, viver no limite da porra toda, que coisa mais inútil. Isso tudo é um pesadelo no qual estamos presos até finalmente acordamos. Vocês sabem muito bem quando acordaremos"

Alguns dias depois ela respondeu as pessoas uma última vez, agora falando sobre o livro. Ela não falou muito do conteúdo, apenas seu título foi dito e o seguinte trecho

“Tudo parecia um sonho distante, nada mais restava, nem lembranças, nada. A única certeza em sua mente era a morte, acompanhada de seis seres grotescos ao som de um filme dos anos 90. Não sentiria mais o calor das manhãs de verão, o único calor que sentirá é aquele que a fará brilhar por toda a floresta. Não podemos esquecer também do homem de mil faces. Ele entrará em sua residência pela madrugada e devorará sua carne”

Depois disso, Carrie não postou mais nada. Muitas discussões ocorreram até alguns usuários chegarem à conclusão que uma parte do trecho batia bastante com a descrição do assassinato real de Suzanne Capper, que ocorreu em dezembro de 1992. Já a parte do homem de mil faces, poderia ser apenas outra coisa envolvendo outro assassinato brutal? Teorias foram discutidas, mas ninguém chegou a um acordo sobre o que se tratava. Pessoas apareceram dizendo conhecer Carrie, afirmando que ela cometeu suicídio depois de delirar uma noite inteira. Outras diziam que ela apenas resolveu se concentrar em seu livro. Nada foi comprovado. Anos se passaram e não se tem nenhuma notícia de um livro com tal título escrito por essa autora, o que aumentou ainda mais as crenças em um possível suicídio. Seus poucos seguidores continuam esperando uma resposta, mas a verdade é que Carrie tornou-se apenas alguém esquecida no tempo que, ainda não explicou exatamente no que estava pensando quando resolveu tocar no assunto do "Homem de mil faces". Eu apenas passei a trancar melhor as portas de casa toda noite, por precaução.

Autor: Tai

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