Conhece a Carla? Cuidado...

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Histórias de Cascahell – A Cidade Infernal é um compilado de histórias sobrenaturais que ocorreram com as pessoas que nessa cidade vivem, desde os tempos passados até os tempos atuais. Neste compilado, você encontrará as mais inusitadas e aterrorizantes situações e acompanhará o desenrolar e o desfecho da história a qual está sendo narrada, sempre com aquele pensamento: "o que será que vai acontecer".

Mas espere, Cascahell não é apenas a cidade dos acontecimentos misteriosos, bizarros e assustadores, é também a cidade do prazer, então prepare-se para encarar diversas cenas picantes que envolvem os moradores desta metrópole caótica em construção.

Antes de ler este episódio, tenha a certeza de ter lido o anterior: “Depois da Cervejada”


Bom, acredito que pelo menos um rosto surgiu em sua mente quando citei seu nome, mas não se preocupe, não é desta Carla que estou falando... Enfim, Carla é uma jovem mulher de 22 anos, estuda, trabalha, mora sozinha em um apartamento alugado, desses de quinta-categoria, localizado tão perto de seu trabalho quanto da instituição onde faz sua graduação.

Assim como qualquer jovem mulher, Carla é cuidadosa com sua aparência, estando sempre linda, sempre arrumada e perfumada, com seus lindos longos e ruivos cabelos, com seus lábios carnudos e sedutores rosados, sardinhas em seu rosto e com seu chamativo olhar de jade. Não há homem que não se encante com tal mulher, e não há mulher que não sinta ao menos um pingo de inveja de Carla.

Como toda mulher, Carla gosta de sair, de curtir uma festa, dançar, beber e conversar. Gosta de moda, de cinema e olha só, até de games e HQs. E claro, como toda mulher, ela gosta de homem. Mas ela não tem um gosto específico, pois todos eles tem basicamente o mesmo sabor.

Se você conhece a Carla de quem estou falando, já deve tê-la visto acompanhada de algum homem cuja aparência parece não estar a sua altura, e com toda certeza, se você a viu com este homem, jamais o verá novamente. Infelizmente, a única coisa que Carla não tem em comum com uma mulher normal é sua alimentação.

De vez em quando ela gosta de carne, carne humana masculina. E, se você é homem e conhece a Carla (na verdade você acha que a conhece), tome cuidado, não chegue perto e não se envolva com ela. O pior não é ser devorado por ela, pouco a pouco, o terror para os homens na verdade é que ela começa a se alimentar pelo seu "bal-bal", nem chegando a dar o prazer ao homem de possuí-la.

Infelizmente não sei como ela faz para esconder o corpo enquanto o devora (parece que ela leva cerca de 2 semanas para o fazer), mas com certeza ela deve ter um jeito infalível e muito bem escondido, pois estive duas vezes em sua casa, e não vi nem sinal do Jorge, o rapaz com quem a vi começo da semana. Nem mesmo dos outros rapazes, o Breno, Carlos, Matheus, Felipe, Maylon, Caíque e mais alguns aí no decorrer dos anos que a conheço.

Mas, fora este pequeno detalhe, Carla é um amor de pessoa.


Claro, se você for mulher, rsrs'

Autor: Alan Cruz (Não Entre Aqui)

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Fazendeira

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Ela fazia aquela comida cinzenta e aproveitava pra dizer o quanto eu era nojento mastigando, e como ela não aguentava mais ouvir a minha respiração ali. E saía, com aquele andar torto. A vida toda eu fugi de todo o barulho que eu podia. E mesmo vivendo no meio do mato como eu sempre quis, os gritos dela não cessavam. Não quis me dar um filho, disse que não queria outro de mim por perto. Uma vez, levei um filhote de cachorro pra fazenda, pra ver se as coisas melhoravam. Ela afogou o bichinho com gosto. Ela adorava dizer que um dia ia me colocar dentro de um saco junto com o lixo, porque era isso que eu era. Jogou todos os meus discos fora. Lembro daquelas mãos brancas, gordas e engorduradas colocando tudo em um saco preto, me perguntando por que eu não ia pro inferno junto com eles.

Um dia, perto do fim do ano, a vi matando uma galinha. Aquele chinelo arrebentado, o avental sujo e o cabelo ruivo preso em um lenço de bolinhas, praticamente uma cena cinematográfica. Imaginei como seria quebrar aquele pescoço do mesmo jeito que ela fez. Aprendi com a própria, e não teve erro. Se gostava tanto de sacos de lixo, deve estar feliz agora.
Jantei galinha ensopada, sozinho. Silêncio, finalmente.

Autora: Gabrielle Dias

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Depois da Cervejada

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Histórias de Cascahell – A Cidade Infernal é um compilado de histórias sobrenaturais que ocorreram com as pessoas que nessa cidade vivem, desde os tempos passados até os tempos atuais. Neste compilado, você encontrará as mais inusitadas e aterrorizantes situações e acompanhará o desenrolar e o desfecho da história a qual está sendo narrada, sempre com aquele pensamento: "o que será que vai acontecer".



Mas espere, Cascahell não é apenas a cidade dos acontecimentos misteriosos, bizarros e assustadores, é também a cidade do prazer, então prepare-se para encarar diversas cenas picantes que envolvem os moradores desta metrópole caótica em construção.

Antes de ler este episódio, tenha a certeza de ter lido o anterior: “Cuidado com o que Deseja


Olha, não sei se minha história é realmente assustadora, nem se vocês irão publicar isso, mas sem dúvidas foi a coisa mais estranha que me aconteceu em vida.

Como sabem, a juventude é uma coisa realmente boa, ser jovem é ter tempo livre, estar livre de compromissos e poder festar, festar muito. Eu era esse tipo de jovem, tinha 19 anos na época (hoje estou com 23), estava numa cervejada numa chácara, alguns poucos quilômetros da saída da cidade onde vivo.

Fui com uma galera para lá, eu e mais um camarada no meu carro (um saveiro cross 2010), e mais quatro amigos noutro carro. Chegamos lá tarde da noite, quase meia-noite, e por lá ficamos curtindo. Já era 3 da manhã, e eu já tinha de ir para a casa, me despedi dos amigos e aquele que veio comigo disse que voltaria com os demais, portanto, teria eu de voltar para casa sozinho.

Na saída, indo para o estacionamento, notei que havia uma garota próxima aos carros estacionados. Ela parecia estar chorando e não parava de me fitar enquanto me aproximava do meu carro. Eu destravei o carro e notei que a garota se aproximava, mesmo assim abri a porta, pronto para entrar.

- Com licença... – falou a garota.

- Ah, oi... – eu disse.

- Você está voltando para a cidade? – disse meio que em prantos.

- Sim, estou. O que houve? – não pude deixar de perguntar.

- Nada... só estou meio chateada... pode me dar uma carona?

Fiquei meio receoso, mas ela era uma linda garota, não poderia simplesmente deixá-la aqui.

- Sim, é claro. Entra aí. – e ela entrou, assim como eu.

Estava um pouco frio, logo que entramos liguei o carro e o aquecedor. Poucos instantes e já estávamos na rodovia. Era meio difícil não olhar para suas coxas grossas e morenas, e quem dirá para seu par de peitos enormes. Eu precisava quebrar o gelo estabelecido desde aqueles minutos em que entramos no carro até agora.

- Mas então... – fiz uma pausa, ela me fitou – você parece um pouco melhor. Poderia saber o porque de uma garota tão bonita estar em prantos sozinha no estacionamento de uma puta festa?

- Isso não é algo normal? – ela riu, logo que me respondeu.

- Bom... você não seria a primeira a chorar em festas, mas certamente é a primeira a quem eu dou carona. – ela me olhou e respirou profundamente.

- Pois é... – disse com a voz meio xoxa – a festa estava ótima. Mas o rapaz que eu estava afim ficou com uma outra garota.

- Vixi... aí é foda.

- Pois é...

E o assunto continuou, estávamos a 20 minutos da cidade, e algo muito surpreendente estava acontecendo. Eu e esta garota estávamos num entrosamento incrível, o triste rosto da garota se foi e agora ela ria comigo, até que, não me pergunte como, a conversa ficou apimentada. Era notável a timidez em seu rosto e, provavelmente no meu também, até que essa timidez foi quebrada quando a garota colocou sua mão esquerda em minha coxa.

- Nossa... vai nem me beijar antes – eu falei.

- Talvez seja melhor encostar – ela falou – e foi exatamente o que fiz. Parei no acostamento e mal parei o carro e já estávamos nos beijando. Mas, qualquer um sabe, uma saveiro não é o melhor automóvel para dar uma “tchu-tchada”, e eu não cogitaria transar ao céu aberto, ainda mais próximo dessa plantação de milho, que parecia entoar o ar sombrio daquele local.

Eu apalpava como podia suas coxas, seu bumbum e também seus peitos. Estávamos os dois loucos de vontade.

- Espera – eu falei – tem um motel aqui perto, topa?

- Só se for agora, seu cachorro – ela disse.

Não pensei duas vezes, liguei o carro novamente e já estava a caminho. O motel era próximo dali, dez minutos no máximo, ainda antes de chegar na cidade. Enquanto dirigia, Amanda abriu meu zíper e colocou a mão por dentro da minha cueca, pegando no meu membro.

- Nossa, você tá mesmo pegando fogo, não é?

- Você nem imagina – ela o tirou para fora, se abaixou e começou a chupá-lo.

Eu estava em êxtase. Nem mesmo minha namorada (isso quando eu namorava) fazia isso, e essa garota que eu mal conheci estava me surpreendendo e me dando uma experiência que eu jamais havia experimentado. Toda aquela adrenalina e libido aumentavam minha ansiedade para chegar no motel e poder desfrutar da gostosa que estava a me chupar, melando-me e quase se engasgando.

E finalmente chegamos. A garota ajeitou-se em seu lugar e limpou a boca com os dedos. Seu batom estava um pouco borrado, mas ela não estava a se preocupar com isso. Fechei o meu zíper e cheguei a recepção. Pedi um quarto e entramos, estacionando no interior do local logo em seguida.

Descemos do carro e fomos ao quarto. Abri a porta com a chave que a moça da recepção havia me entregado e entramos, já nos agarrando loucamente, batendo a porta atrás de nós. Eu tirei minha camisa no mesmo instante, mas Amanda se afastou e me disse que precisaria ir ao banheiro primeiro.

- Tudo bem - eu falei.

Ela entrou no banheiro e ali ficou, cinco, dez minutos, até eu começar a estranhar. Enquanto isso, eu estava na cama, esperando a porta do banheiro abrir e louco para ter aquela gostosa, mas quase 15 minutos haviam se passado.

- Amanda? – chamei por ela.

O silêncio corria o quarto.

- Amanda?... Tá tudo bem? – chamei outra vez por ela, e novamente nada. Me levantei e cheguei na porta do banheiro. Bati levemente e chamei outra vez por ela.

- Amanda? Você tá bem?

Não houve resposta. Eu peguei a maçaneta – vou entrar, ok? – e abri a porta lentamente.

Não havia ninguém lá dentro. O banheiro estava completamente vazio.

Fiquei estranhado com a situação, mas a janela do banheiro era grande o suficiente para que ela pudesse passar por ela. Mas por que diabos essa garota faria isso? Será que ela era doida?

Vesti minha camisa e saí do quarto onde estava e me dirigi à recepção, e foi aí que a cena ficou tensa. Ao chegar, perguntei a mesma recepcionista que me atendeu na entrada se ela havia visto onde a garota que chegou comigo havia ido, e sua resposta simplesmente me deixou boquiaberto.

- Mas senhor... – a recepcionista me olhou com estranheza – você não estava acompanhado quando chegou a nosso estabelecimento.

- O que? Mas é claro que estava! A garota ao meu lado é uma morena, dos cabelos lisos e pretos, com um vestidinho preto e branco, com uns brilhantes...

- Senhor... vai ter que me desculpar... mas eu não vi ninguém contigo.

Eu comecei a ficar estressado, afinal, teria de pagar pela hora no motel e nem sequer aproveitaria. Fora isso, ainda tinha de descobrir onde Amanda havia ido.

- Moça, eu cheguei neste local acompanhado. A garota provavelmente saiu pela janela do banheiro, os muros são altos e só há uma saída. Se ela não saiu, provavelmente ainda esteja aqui. Poderia verificar para mim?

Ela demorou alguns instantes enquanto checava com o pessoal da segurança.

- Senhor, ninguém chegou a ver uma garota com as características que nos passou. – Isso não fazia sentido, não fazia sentido algum, essa recepcionista só podia estar tirando uma com minha cara e – foi quando notei uma câmera, logo a frente, onde pegava os carros que chegava na recepção.

- Espera. Eu poderia verificar a gravação da câmera de segurança?

- Olha senhor, eu não tenho autorização para lhe exibir as filmagens – eu a interrompi, pedindo que fizesse uma exceção, que eu não sabia o que estava havendo e que precisava resolver isto, e, com um pouco de insistência, ela falou com o superior que autorizou e me encaminhou até o vigia que cuidava dos monitores.

Lá, expliquei toda a situação e ele localizou as filmagens, confirmando para mim que quem estava errado era eu.

Na filmagem aparece meu carro chegando, quando se aproximou da recepção era possível me ver claramente através do para brisas, e o banco acompanhante vazio ao meu lado.

Eu voltei para casa baqueado depois daquilo. Estava pasmo e até com medo. Mas nunca mais (até agora), algo assim me aconteceu. E somente hoje foi que eu descobri:

Uma jovem garota chamada Amanda foi encontrada morta naquele motel, dois anos antes do meu ocorrido. Eu procurei na internet e encontrei uma matéria do jornal de nossa cidade, onde explicava o trágico fim da vida de Amanda.

Após uma decepção amorosa, ela pegou carona para voltar para casa. Quem a apanhou era um homem de maus escrúpulos que aproveitou de sua fragilidade emocional e a seduziu, levando-a para o motel onde foi encontrada morta, estrangulada, no banheiro.

Em fotos na matéria, era possível ver que ela vestia exatamente a mesma roupa do dia em que a encontrei.

Autor: Alan Cruz (Não Entre Aqui)

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Velvet

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Ele me disse o seu nome, e era Bob. Eu já sabia. Eu te amo, Bob. Desde que eu apareci sob as luzes que você me olha com esses olhos tortos. E eu fiz o meu show só pra você, meu amor. Bob, seu eterno fracassado. Como você veio parar em um lugar como esse? E olha só você, de gravata tentando me enganar com esse copo cheio de uísque, não vê que o gelo já derreteu? Eu sussurrei o meu nome mas você não escutou. Uma pena, pois me reconheceria. Você me chamou, Bob, eu ouvi de longe. Por que você não pede mais uma dose, meu amor? Bob acendeu um cigarro e me contou da saudade que tinha da família, mas disse que os negócios iam muito bem.

Depois ele chorou. Pobre Bob, toma meu ombro. Toma mais uma dose. "Vamos para a minha casa?", ele pediu. Claro, meu bem, me leva até para o nono círculo do inferno que eu vou com você. E ele tirou o meu vestido de veludo e beijou a minha carne com delicadeza. Eu te amo tanto que você não pode mais viver, porque eu preciso de você, Bob. E eu cravei as minhas garras nos seus olhos mal feitos. Minhas asas finalmente se abriram e os seus lençóis arderam em fogo e sangue. Eu beijei os seus olhos perfurados. Você me fez viver novamente, Bob. Eu te amo. Tirei os meus sapatos de solas vermelhas e caminhei pela casa na ponta dos pés. Virei todos os crucifixos de cabeça para baixo e saí pela porta.

Boa noite, meu amor, você me chamou e aqui eu estou. Eu sou a Estrela da Manhã.

Autora: Gabrielle Dias

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