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Desafiei Meu Melhor Amigo a Pôr um Fim na Minha Vida [PARTE 1]

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Olá,

Aqui é o Clark, o melhor amigo do Zander. Espero que vocês se lembrem de mim da última série que Zander publicou. Eu gostaria de estar aqui para dizer obrigado por toda a sua ajuda em obter David King o que ele merecia. Eu gostaria de estar aqui para dizer que todas as acusações de Zander foram abandonadas e que estamos voltando à vida normal, mas não é por isso que estou aqui.

Estou aqui porque o Zander está desaparecido.

Não tenho notícias dele há pouco mais de 2 semanas, e sua atividade no Reddit é inexistente desde então, pelo que vejo. Estou preocupado. Ele sempre envia pelo menos algumas palavras para me manter atualizado a cada dois dias para que eu saiba que ele está seguro e ainda em fuga. Mas agora... Ninguém ouviu falar dele.

Falei com o detetive Hernandez, com seus pais e até Katie. Ninguém viu ou ouviu falar dele já há um tempo.

Deixe-me te contar o que eu sei.

Uma semana atrás, percebi que não tinha notícias dele há algum tempo. Mandei uma mensagem para ele e não obtive resposta. Enviei  uma mensagem criptografada através do mensageiro online que usamos para conversas realmente secretas. Nada. Chequei sua página do Reddit, e não houve novos comentários ou atualizações.

A última coisa que vi em sua conta do Reddit foi um pedido de possibilidades de senha para acessar o antigo disco rígido de David King e alguns comentários aqui e ali para as pessoas.

Você pode estar se perguntando como estou postando usando a conta do Reddit de Zander. Ele nunca compartilhou a senha comigo. Deixe-me explicar a linha do tempo dos eventos até agora.

Depois que eu verifiquei sua página de usuário do Reddit e tentei contatá-lo através de todos os outros canais normais e anormais, fui ver o detetive Hernandez. Perguntei-lhe se ele tinha ouvido falar de Zander recentemente. Ele me disse que a última vez que eles conversaram foi no dia 5 de julho. Eles se encontraram com um dos advogados de Hernandez para discutir os problemas legais de Zander.

Hernandez também "emprestou" o disco rígido assim que ele voltou do laboratório e o entregou para Zander quando eles se encontraram. O laboratório não conseguiu salvar nenhum dado útil, até onde Hernandez sabe.

Enquanto eu estava lá, perguntei a ele onde Zander estava do ponto de vista legal. É assim que entendo sua situação atual.

Zander já havia sido acusado de ajudar em um sequestro, incêndio culposo, homicídio culposo da mãe de David, resistência à prisão, fraude com cartão de crédito, fraude bancária, roubo de propriedade pessoal e posse ilegal dos registros médicos confidenciais de David. Acho que é tudo. Faz uma semana desde que conversei com Hernandez, então posso ter algumas partes erradas.

Foram muitas acusações, e apenas quatro foram retiradas: ajudar no sequestro, roubo de propriedade pessoal, incêndio culposo e homicídio culposo. Três dessas acusações foram canceladas como resultado das filmagens da GoPro que entregamos como prova. O roubo de bens pessoais foi descartado porque o promotor não achou que conseguiria convencer um júri sem o testemunho de David.

Estou muito chateado que as outras acusações ainda estão sendo feitas contra ele.

Como Zander afirmou antes em seus posts anteriores, as empresas de cartão de crédito e o próprio banco dele fizeram suas próprias investigações e apresentaram acusações criminais contra ele por fraude. Isso porque as informações fornecidas a eles enquanto solicitavam um cartão de crédito eram tão completas e tão precisas que não acreditavam que alguém além de Zander pudesse ter preenchido o formulário. As transações eletrônicas também vieram de seu próprio computador.

Quanto à posse de registros médicos confidenciais, não conheço nenhuma maneira real de contornar isso. Se alguém tiver alguma ideia, fico feliz em ouvi-la.

Ele também está sendo acusado de homicídio voluntário por ter matado David King. O amigo advogado de Hernandez está convencido de que um júri poderia ser persuadido a chamá-lo de inocente nesta acusação, mas apenas se ele se entregar. Quanto mais cedo ele se entregar, menos culpado ele parecerá para um júri. Mesmo assim, a evidência da GoPro que lhes dei ainda deve ajudar a provar que foi em legítima defesa. Alternativamente, o amigo de Hernandez está preocupado que o vídeo provará que preparamos uma armadilha para David, provando intenções maliciosas.

Hernandez também me avisou que eles estavam trabalhando vigorosamente para me acusar como cúmplice da morte de David. Eu já sabia disso pelo meu próprio advogado. Mais uma vez a filmagem da GoPro deve ajudar. Espero.

A polícia conseguiu identificar o parceiro que estava com David King. Infelizmente, eles se recusaram a revelar quem era. Até mesmo Hernandez se recusa a dizer. Ele afirma que está em gelo fino com seu chefe e se recusou a arriscar.

Certo, porque um disco rígido roubado coloca você no topo da lista de “ótimos funcionários” de seus chefes.

A acusação de resistir à prisão é tripla. A primeira é de Zander deixando a cena depois do acidente de carro onde David o tirou da prisão. O fato de ele ter deixado a cena é um crime por si só. A segunda instância está em seu estado contínuo de estar em fuga. Quanto mais ele continuar correndo, pior ficará. A terceira instância vem de fugir depois de atirar em David King. O promotor está tratando este último caso com muita seriedade e será um ponto de partida para derrubar a credibilidade e a inocência de Zander.

Hernandez me disse que quando eles se conheceram, ele recomendou a Zander que se entregasse. Isso foi há um bom tempo, então obviamente ele não deu ouvidos. Eles aparentemente discutiram. Hernandez ameaçou simplesmente prendê-lo no local. Zander levou a ameaça a sério e saiu, levando o HD com ele.

Briguei com Hernandez por ameaçá-lo daquele jeito.

Então, ele definitivamente não está fora de perigo, legalmente falando. Mas mesmo esses novos desenvolvimentos não são uma razão para ele ficar completamente fora do radar, especialmente de mim.

Três dias na minha busca por Zander, Katie entrou em contato comigo. Eu tinha acabado de chegar em casa depois de verificar alguns dos esconderijos locais dele. Sim, ele me deu uma lista deles caso eu precisasse usá-los. Não, não compartilharei. Desculpe.

Eu estava indo para casa para o apartamento da minha mãe. Tinha me mudado de volta com a minha mãe durante a situação de David, onde eu poderia ficar longe e não ser alvo. Eu pretendo voltar, mas ainda não me incomodei.

Katie estava encostada na parede do lado de fora do apartamento. Eu congelei quando a reconheci. Seu cabelo estava cortado até os ombros, onde costumava escorregar pelas costas antes de ser sequestrada. Seus olhos não estavam mais sorrindo como costumavam. Eles pareciam... sem graça. Sem brilho. Desmotivados.

"Oi Clark", ela disse depois de um minuto, se afastando da parede e caminhando em minha direção.

"K-Katie?" Eu gaguejei. Não tinha ouvido nada sobre a condição dela depois da noite no depósito. Eu provavelmente vou recontar a experiência do depósito em uma atualização futura.

"Onde está Zander?" Ela perguntou imediatamente. Isso me pegou desprevenida. Não era o que eu esperava ouvir de Katie depois de todo esse tempo.

"Eu... não sei. Ele se foi", eu disse.

"Sim, eu sei que ele está fugindo. Mas ele deveria ter escapado para me ver pelo menos. Faz semanas desde o armazém, e eu não tive nenhum contato. Eu esperaria que ele pelo menos falasse comigo depois do que aconteceu. "

"Katie, o que aconteceu com você?" Eu perguntei depois de um minuto. "Quero dizer, você está de pé e andando e... funcional."

"Eu deveria estar uma bagunça? Uma maluca que se esconde em casa e tem medo de sair?" Ela disse asperamente. Quando ela ficou tão grossa?

"Eu não quis dizer..." eu disse.

"Esquece", ela interrompeu. "Eu preciso falar com Zander. É importante."

"Eu te disse, ele se foi. Ninguém sabe onde ele está. Eu não sei dele."

Seus olhos se estreitaram.

"Zander está desaparecido?" Ela perguntou. Eu assenti. Seus olhos se apagaram novamente. Seu rosto descansou em preocupação por um momento antes de voltar para aquela expressão maçante.

"Ok, eu vou procurá-lo", ela disse, passando por mim. Eu gentilmente peguei o braço dela, mas ela levantou o punho e girou para me encarar. Ela percebeu o que estava acontecendo e soltou as mãos.

"Me desculpe", disse ela, vulnerável.

"O que aconteceu com você?" Perguntei baixinho. "O que David King fez com você?"

Ela olhou para cima e chamou minha atenção.

"Não David", ela respondeu com uma expressão dura. Depois disso, foi embora. Fiquei intrigado quando ela se afastou. Nós tínhamos sido bons amigos antes de tudo acontecer. Zander, Katie e eu passávamos bastante tempo juntos e sempre nos demos bem e fomos amigáveis.

Aquele ano realmente a mudou, eu pude ver isso claramente.

Nos dois dias seguintes, continuei conferindo seus esconderijos. Ele tinha mais de cem deles, alguns locais e alguns em outros estados próximos. Sua preparação estava agora se tornando um fardo para mim.

Era um pouco tarde, mas ainda estava claro lá fora quando encontrei este esconderijo. É uma casa antiga que foi abandonada por anos. De acordo com Zander, a maioria de suas escolhas são lares em que o dono morria em silêncio, e a antiga casa estaria aos pedaços e era tão inútil que ninguém se importava com isso.

Posso entender facilmente porque esta casa foi esquecida. É velha e desleixada. Ela se inclina para um lado: é leve, mas perceptível. Todas as janelas estavam quebradas e fechadas.

As notas do esconderijo me disseram que a porta da frente está sempre barricada, então eu tive que entrar através de uma janela no segundo andar acessado por estar em uma velha unidade de janela AC. Eu tenho que puxar meu braço para fora da minha tipóia para subir.

A configuração de Zander está no porão. Ele configurou para extrair eletricidade dos vizinhos e usa o mínimo de energia possível para evitar a detecção.

Quando eu entrei em um dos quartos antigos onde ele estava escondido, uma sensação de pavor me encheu. Em uma velha e frágil mesa havia algumas torres de computadores com vários monitores. Eles estavam desligados. Uma variedade de teclados e mouses atravancava a mesa. Algumas pastas estavam espalhadas pelo espaço restante, assim como algumas pilhas de papéis.

Foi quando encontrei o celular dele no chão. Pisei nele, mas não o quebrei. O peguei com terror. Zander não fica sem o celular. Nunca. Não depois do filho da puta do David King.

O celular de Zander ainda estava logado no Reddit, que é como estou aqui na conta dele. Eu estou vindo para vocês agora, Reddit, por duas razões. A primeira é tentar recrutar sua ajuda, embora eu ainda não saiba o que preciso de vocês. A segunda é tentar chamar a atenção de Zander.

Zander. Onde está voce? Me mande uma mensagem. Você sabe como entrar em contato comigo. Se algo aconteceu, obviamente você não vai responder e eu vou começar a fazer o que acho que é certo. Caso contrário, é melhor você falar comigo.

Quanto a todos os outros, estou pensando em postar uma foto de Zander para que vocês possam ficar de olho. Estarei andando por essa área verificando os esconderijos de Zander para ver se ele mudou de lugar. Estou... nervoso para liberar a foto dele, caso ele tenha problemas com alguém e uma foto só os ajude a identificá-lo.

Vou ligar para Hernandez, pedindo ajuda. Se ele puder ajudar.

Zander, mande uma mensagem para mim. Por favor.

-Clark



Imagem relacionada























Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Encontrei o celular de um assassino em série. III

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Bom dia/ Boa tarde/ Boa noite, Heitor pirando com essa série aqui :3
Pessoal, essa é a nova formatação pras minhas creepys baseadas em troca de mensagens. Na parte anterior perguntei se preferiam assim, e a maioria gostou.
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ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.
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Registro de texto - (07/11/18) - Começando às 10:23am

Você: Imagem enviada - 1A23071118.jpg

Você: Seu nome é Harry Parks. O conheci na cafeteria próxima ao hospital. Já o vi antes, mas nunca falei com ele. Só um pouco de conversa fiada enquanto estávamos na fila e então tirei a foto depois que fiz contato. Ele não deve saber que tirei a foto ou suspeitar de qualquer coisa.

BRNR3: Muito bom. Gosto de você sendo cuidadoso. Entrarei em contato em breve.

Registro de texto - (07/11/18) - Começando às 2:18pm

BRNR3: Você está no trabalho?

Você: Você sabe que estou.

BRNR3: :) Sei que meu celular está no hospital. Você está trabalhando?

Você: Sim, estou.

BRNR3: Vá para um lugar isolado e abra o aplicativo Polterzeitgeist.

Você: Ok. Um minuto.

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (07/11/18) - Começando às 2:23pm

Revenant: Olá.

Você: É você? BRNR3?

Revenant: Claro.

Revenant: Gostei da sua escolha. Você esqueceu de mencionar no seu “relatório detalhado” de como o conheceu que ele era um oficial da polícia armado à paisana. Supondo que você sabia que ele tinha uma arma e que era agente da lei?

Você: Sim. Não menti pra você. Nunca havia falado com ele antes. Mas já o tinha visto de uniforme na cafeteria algumas vezes, e ele realmente tinha uma arma num coldre em suas costas hoje. Estava sob a jaqueta, mas vi quando estávamos na fila.

Você: Mas imaginei que não seria problema pra você, de qualquer forma.

Revenant: :P

Revenant: Aprecio sua confiança em mim. É bem colocada.

Revenant: Video recebido - comendo.mp4

Você: Ah Deus.

Revenant: Sim.

Revenant: Agora é sua vez novamente. Preste atenção, porque mesmo que aprecie sua tentativa de ser inteligente, não estou no clima pra me repetir ou ouvir você resmungar. Fui claro?

Você: Sim.

Revenant: Bom.

Revenant: Esse aplicativo tem várias funções, mas uma delas é servir de guia. Contém um mapa que vai te mostrar onde você precisa ir. Quando terminarmos de conversar, vá pro mapa e você verá uma estrela amarela nele. Você precisa chegar a essa estrela até 4:45 da tarde. Não saia do trabalho pra chegar na estrela mais cedo que o necessário. Mas olhe o mapa regularmente. Tenha certeza que conseguirá chegar a tempo. Fique preso no tráfego ou se perca e você terá falhado.

Revenant: E o que vai acontecer se você falhar vai fazer parecer que tudo pelo que o policial passou foi um passeio pelo paraíso.

Você: Não falharei. Prometo.

Revenant: Bom. Tenho fé em você.

Revenant: Quando você estiver à 15 metros da pessoa que a estrela representa e for 4:43 ou mais tarde, você receberá outras instruções do aplicativo sobre como completar sua tarefa.

Revenant: Não preciso dizer que você deve evitar ser chamativo, estar atento à qualquer segurança ou vigia, e evitar ser pego, no geral.

Você: Ok. Vou conseguir.

Revenant: Após apertar “Aceitar” no objetivo que ele te dá, o aplicativo vai começar a gravar um vídeo. Deixe o aplicativo aberto até que sua missão seja completada. Quando acabar, aperte “Enviar” e espere até que eu entre em contato. Entendido?

Você: Sim. Não vou fazer merda.

Revenant: Veremos.

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (07/11/18) - Começando às 5:15pm

Revenant: Bom trabalho.

Você: Minhas mãos estão tremendo. Puta merda. Você me fez fazer aquilo.

Revenant: Não, você escolheu fazer aquilo. Você decidiu valorizar a si mesmo mais que a um estranho.

Você: Quem ela era?

Revenant: Seu nome era Alison Murphy.

Você: Por que ela?

Revenant: Ela costumava ter um emprego bastante entediante como funcionária de direito, algum dia isso já tinha sido emocionante.

Revenant: Ela foi convidada a participar, mas recusou. Em vez disso, ela decidiu simplesmente falar aos outros coisas que ela não entendia. Ela falar dessas coisas não era o problema. Sua carência de participação, por sua vez… bem, você sabe como me sinto sobre pessoas que não querem participar.

Você: Você sabia onde ela estaria? Que ela estaria sozinha no topo do estacionamento daquele jeito?

Revenant: Eu sabia que ela provavelmente estaria em um de seus lugares nesse momento particular. Ela estabeleceu vários padrões comportamentais relevantes nas últimas semanas. Um desses padrões era ocasionalmente estacionar seu carro no topo dessa garagem em particular, o que ela fez essa manhã às 9:44. Outro era voltar pro carro entre 4:40 e 4:55 da tarde. Tudo isso, combinado com o rastreamento do aplicativo, fez do lugar em que você a encontrou o lugar mais provável que ela estaria.

Você: Mas isso continua sendo só um chute inteligente. E se ela fizesse algo diferente? Voltasse mais cedo ou mais tarde? E se às 4:45 ela estivesse no meio de uma mercearia lotada?

Revenant: Então você só precisaria “pensar em alguma outra coisa”. Do mesmo jeito que você teria que encontrar algum lugar pra colocar seu veneno e a faca se o pobrezinho Chester não estivesse lá pra matar.

Você: Certo. Mas e se ela tivesse deixado o carro lá esta manhã, tivesse pego um ônibus e ido pra outro estado? Ido pra algum lugar que eu não conseguisse alcançar a tempo?

Revenant: Kkkkkk! Ah não. Você pensou que isso era tudo sobre você? Que você era o único com quem estou conectado? Foi isso, não foi? ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Revenant: Independente de pra onde ela fosse, independente do que fizesse, Alisson Murphy morreria hoje. Pra sua sorte, ela estava próxima ao seu hospital. Ainda melhor pra você, ela foi empurrada do sexto andar de um estacionamento pouco povoado e que não tinha câmeras.

Você: Então existem outros como eu?

Revenant: Existem, mas cada um de vocês é especial e único. :)

Registro de texto - (04/07/18) - Começando às 1:01am

BRNR6: Então você encontrou o celular que coloquei na caixa? Posso presumir que viu o resto dos meus “Objetos de Valor Particulares”, então?

Você: Sim, eu olhei. Não sei a combinação pra abrir a trava do livro. E também não sei como abrir a pequena caixa de metal. Mas sim, eu vi o resto. Você é insano.

BRNR6: Sanidade é um conceito relativo. Você pensa que Independence Day é um bom filme, por exemplo, e eu não te julgo.

Você: Okay.

Você: O que você quer de mim?

BRNR6: Você entende que eu posso te encontrar agora?

Você: Sim, só quero que isso acabe.

BRNR6: Bem, você está prestes a dar o primeiro passo nessa direção.

BRNR6: Olhe na caixa. Vê a pequena a abóbora de argila?

Você: Sim.

BRNR6: Ótimo. Agora abra a lista de aplicativos nesse celular que você está usando. Quero que se familiarize com o aplicativo “Polterzeitgeist” Encontre esse fantasma!”

Você: Por quê?

BRNR6: Porque amanhã ele vai te mostrar aonde você precisa levar essa pequena abóbora e o que fazer quando chegar lá.

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (07/07/18) - Começando às 12:19pm

Você: Não posso continuar fazendo isso. O que quer que esse jogo doentio seja, não posso fazer isso. Não posso continuar machucando pessoas, ajudando você a machucar pessoas.

Revenant: Eu acho que você pode. Acho que você vai. Você foi tão bem até agora.

Revenant: Mas eu acredito que é hora de abrir o livro e ler. Vai te ajudar a entender. A combinação é 10925.

Revenant: Espero um relatório completo do livro amanhã pela manhã. ;)

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (08/07/18) - Começando às 09:35am

Revenant: Você entende agora?

Você: Eu não sei.

Você: Talvez.

Revenant: Pronta para continuar?

Você: Tenho alguma escolha?

Revenant: Você sempre tem.

Você: Estou pronta.

Revenant: Bom. Encontre o fantasminha de palha de milho na caixa.

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (12/07/18) - Começando às 8:42pm

Você: Estou dentro. Tudo está preparado.

Revenant: Bom.

Registro de texto de “Polterzeitgeist!” - (12/07/18) - Começando às 9:25pm

Você: Sam Morris foi reivindicado. O trabalho está feito.

Revenant: O trabalho está longe de acabar. Mas você deu outro passo no Caminho Sombrio que lhe mostrei. Estou orgulhoso de você.

Você: Acho que gostei dessa vez.

Revenant: Eu sei. Isso é bom.

Você: O que está acontecendo comigo?

Revenant: Você está encontrando seu “verdadeiro eu”.

Você: Já posso olhar dentro da caixa metálica?

Revenant: Em seu devido tempo, meu amor. Tudo em seu devido tempo.
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FONTE  AUTOR  SEUS LIVROS
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Obs: Nesse segundo "você" eu utilizei o feminino, como em "estou pronta" porque na postagem original teorizam que esta seja uma garota. É importante notar isso porque todas as creepys fazem parte de um universo maior, assim criando as correlações.

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Olhos Incompatíveis

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Tenho heterocromia.

Minha mãe também tem, mas a dela é heterocromia setorial. Uma parte de seu olho esquerdo é marrom, enquanto a maior parte é azul. Meu olho direito é marrom, o esquerdo é azul. Quando criança, eu recebia elogios animados dos adultos:

"Os olhos dele são tão lindos!"

"Uau, são de cores diferentes!

"Que esplêndido!" 

Gostaria de dizer que meus olhos são apenas uma parte de quem sou, é apenas uma fatia do bolo que me compõem. Mas, na verdade, a única coisa fascinante em mim é a heterocromia. Sou na média na escola. Na altura. Na força. No QI. Não sou também muito carismático - costumo a ficar no meu canto.

Mas no final das contas, foram meus olhos que salvaram a minha vida. E talvez a vida de alguns outros.

Os assassinatos começaram quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio. Um casal de adolescentes que tinham ido namorar em um carro haviam sido encontrados mortos, destroçados por uma fera selvagem. Seus rostos tinham sido devorados, as línguas arrancadas, e seus olhos tinham sumido.

Eu não os conhecia, estudavam em uma escola particular. Entretanto, começaram a ser espalhadas as histórias sobre a Besta do Monte Gosbecks.

Minha mãe riu quando contei para ela. Aparentemente, a "Besta" também estava a solta na  sua época de colégio também, duas pessoas apareceram mortas antes de parar. Convenientemente, um urso havia sido avistado na área na época. Ela me disse para simplesmente não ir naquele lugar dar uns amassos com nenhuma menina que tudo ficaria bem.

É claro que foi aí que corrigi ela dizendo 'menino', mas isso não a deixou surpresa. Minha mãe é maravilhosa.

Entretanto, dessa vez, a Besta não se contentou em arrancar o rosto de dois pombinhos adolescentes.

Quando cheguei no colégio cerca de uma semana depois do primeiro incidente eu soube que havia algo de errado. Todos estavam quietos, e muitos choravam. Encontrei meu amigo Trent e perguntei o que tinha acontecido. Me criticou por não checar meu Facebook e depois me contou.

Douglas Stafford. Mais conhecido como Doug. Terceirão. Todos amavam ele. Era um cara legal. Porra, até comigo, um deslocado. Eu havia me perdido no meu primeiro dia no colégio e ele me mostrou a direção. Até se ofereceu para ir comigo. Eu nunca mais falei com ele, mas, caraca. Sentia como se tivesse levado um soco no estomago.

Tinha aparecido morto na garagem da casa dos pais. Seu rosto devorado assim como o casal de antes.

No dia seguinte houve uma assembléia na escola onde até o diretor deixou algumas lágrimas escorrer, dizendo que se precisássemos, podíamos nos ausentar de algumas aulas para conversar com o conselheiro do colégio. A namorada de Doug, Cathy, estava na primeira fila chorando muito. Namoravam desde o primeiro ano do Ensino Médio,  e era bem óbvio que planejavam um dia ter uma casinha juntos com cerca branca e um cachorro.

Cathy foi a última casualidade do ano escolar, alguns meses depois encontrada morta na floresta. Mas não tinha sido a Besta quem havia a matado - ela se enforcou e aparentemente a Bestinha tinha ajudado, conforme os boatos.

Durante o verão tudo se aquietou, e logo as conversas sobre adolescentes mortos ficaram de lado. Acho que os pais de Doug começaram uma vaquinha para ajudar uma entidade que cuidava de adolescentes depressivos. Passei 90% do meu verão enfiado em meu quarto jogando vídeo games até demais.

Também saí do armário no Facebook. Recebi bastante apoio. Muitos 'você é perfeito do jeito que é' e outros diversos 'cara, isso era ÓBVIO'.

Porém, Trent não levou na boa como a maioria. Desfez amizade comigo quase que imediatamente e quando as aulas voltaram, aparentemente tinha falado mal de mim pra nossos amigos em comum, e nenhum deles queria ter mais nada a ver comigo. 

Doeu. Não vou mentir, doeu muito. Mas escolhi ignorar isso na maior parte. Eu tinha perdido todos meus amigos próximos. Grande coisa. Eu faria novos amigos. 

É, só que não. 

Como eu já disse, minhas habilidades sociais são uma bosta. O único motivo de que Trent e eu éramos amigos, foi que na quarta série tínhamos sido colocados juntos para fazer um trabalho. Tiramos um B. Agora, toda vez que falava comigo, sempre haviam as palavras 'bixa' ou 'viado' jogadas em suas frases. Mostra como eu conhecias pouco do meu melhor amigo, né?

Mas foi aí que os assassinatos REALMENTE começaram ficar frequentes.

A primeira vítima do primeiro ano foi Camille Dunn. Ela havia perdido o ônibus para escola e resolveu ir a pé. Na manhã seguinte um cara que estava passeando com seu cachorro a encontrou estirada em um acostamento. Olhos sumidos e rosto devorado. A Besta estava de volta.

Claramente havia um lunático ou um animal selvagem à solta e todo mundo levantou a guarda. Mas acho que foi aí que a Besta ficu convencida. Percebeu que conseguia se safar de qualquer coisa. 

As próximas vítimas foram atacadas em suas próprias casas. Um casal de idosos, John e Beatrice. Moravam na casa do outro lado da rua, de frente para a minha. Quando acordei no dia seguinte com o som das sirenes, meu coração despencou. Achei que o coração de Beatrice finalmente não tinha aguentado mais.

Nãããooo, a Besta decidira deixar o jogo mais interessante, arrancando o tal coração. Era a mesma coisa de antes - rostos devorados e os olhos. Tinha entrado na casa pela janela dos fundos, julgando pelas marcas sangrentas. Crianças sussurravam por aí como as marcas pareciam de mãos humanas mas com garras. Avistamentos da Besta cresceram absurdamente. Uma aberração que tinha presas e olhos brilhantes, seu único desejo era caçar e matar.  

Claro que minha mãe me deu um toque de recolher imediatamente e manteve a casa segura. A noite eu a ouvia acordar e andar pela casa, para ter certeza que estávamos todos bem.

Eu acreditei na Besta quando ela a viu. 

Acordei com o grito dela e corri até a fonte. Minha mãe estava branca como um fantasma, suas mãos no peito e olhava para a janela vazia. 

"Estava... estava ali. Não sei o que era, mas - porra, ligue para a polícia. Ligue para a polícia agora!"

Minha mãe não é de falar palavrões. Ela é uma mulher com classe. Busquei o taco de basebol que usava quando criança e liguei para a polícia. Eles vieram surpreendentemente rápido e minha mãe contou o que tinha acontecido enquanto ainda encarava a janela.

Ela havia descido porque não conseguia dormiu e a coisa estava na janela. Sua forma era vagamente humanoide mas seus olhos brilhavam de fato. Foi aí que gritou. A Besta não estava esperando ser vista, e por isso saiu correndo. E com certeza, quando fui no quintal na manhã seguinte, haviam pegadas bizarras no gramado. Não me preocupei em coletar evidências, pois tenho certeza que todos achariam que eram forjadas, mas eu sabia que a Besta era real.

Dois dias depois fui sequestrado por meu então chamado 'amigo'. 

Eu estava andando da escola para casa quando Trent correu atrás de mim, parecendo todo amigável, até que chegou perto. Então senti o canivete ser pressionado contra mim. Trent ainda estava sorrindo, mas de um jeito frio, sombrio. 

"Continue andando, seu viadinho de merda."

Foi o momento mais 'puta merda' da minha vida. 

Não tentei bancar o herói e pegar a faca, Trent era maior e eu não tinha a menor chance contra ele. Andamos até chegar no carro dele, onde me empurrou para o banco de trás e passou fita isolante prendendo minhas mãos juntas e os pés também.

Ele dirigiu para fora da cidade até sua cabana abandonada. Dois caras que eu não conhecia esperavam lá, e vi mais facas. Estava próximo a me mijar enquanto ainda estava sentado afundando em um estado de negação. Isso só podia ser uma brincadeira. Só uma pegadinha para me assustar.

Trent me arrastou para dentro  do galpão e bateu a porta. 

Estava escuro e eu não via nada. Levei uma pancada forte no estomago e o ar fugiu de meus pulmões.

"Seu bixa de merda. Quantas vezes você colocou a mão em mim enquanto eu dormia na sua casa, hein?" Eu podia ouvir a escarnio na voz dele. 

Grunhi enquanto me punha de joelhos. "Nunca, Trent. Você não faz bem o meu tipo," Falei, tentando me soltar das fitas. 

Levei um chute na casa e cai no chão. Senti um dente se soltar e o sangue começar a jorrar da minha gengiva.

Trent se abaixou perto de mim. Eu mal conseguia distinguir sua silhueta na escuridão do barraco. 

"Mentiroso do caralho. Você é uma aberração. E agora você vai ser só mais uma vítima da Besta do Monte Gosbecks, velho amigo."

Senti a lâmina pressionada em baixo do meu olho azul. 

"Espero que sua mamãe não sinta falta desses seus olhos bizarros, mariquinha!"

Eu queria fechar os olhos. Esperava que ele enfiasse a faca direto no me cérebro e me matasse para que eu não sentisse muita coisa. Mas ao invés disso eu mantive os olhos bem aberto, e de repende consegui ver o contorno de Trent e seus três comparsas... 

Sim. Três. Mas haviam só dois quando chegamos no barraco. 

Acho que a Besta realmente não gosta de imitadores. 

Eu ouvi o grito antes que a figura mais alta batesse a cabeça dos dois uma contra a outra. Quando totalmente de pé, quase encostava no teto. Trent girou o braço e cortou em baixo do meu olho. 

"Mas que porra é-"

Mais uma pancada e Trent estava no chão. Ouvi ele engasgando e percebi que sentia cheiro de sangue. 

A figura se moveu na minha direção e me ergueu até sua altura. Senti suas garras rasgarem minha camiseta. Eu estava certo que morreria ali mesmo. 

Então o monstro pausou. 

"... Olhos?" 

Desmaiei. 

Quando voltei a mim, já estava escuro na rua e não estávamos mais no barracão. Estávamos na cabana, iluminados por uma lanterna. 

E eu vi a Besta por inteiro.

Parecia ser vagamente humano, usando algo que parecia uma tanga. Sua pele era clara com pelos longos e pretos saindo de suas costas. Sua pele tinha em alguns lugares pedaços de escamas, e seus dedos pareciam que tinhas pequenas lâminas nas pontas. Sua espinha estava coberta de cerdas finas que subiam e desciam a cada respiração.

Trent estava pendurado em um canto por um gancho, acordado e apavorado. Eu podia sentir o cheiro mais forte do sangue. A Besta examinou o rosto de Trent, pensativo, antes de enfiar o dedo indicador na bochecha dele.

Fechei os olhos com força quando ouvi Trent gritar.

A Besta quase não emitia nenhum som, a não ser um zumbido suave enquanto trabalhava em esculpir o rosto de Trent. Quando dei uma olhada, vi o branco reluzente das maçãs do rosto de Trent.

Meus olhos se fecharam novamente.


Finalmente, quando os gritos cessaram, ouvi passos se aproximando. Senti sua enorme presença ajoelhando-se na minha frente. Seus pelos cheiravam a ervas daninhas da lagoa.

"… Abra. Abra seus olhos."

Eu abri, embora não tenha certeza do porquê.

Seu rosto era meio humano. Tinha um nariz forte e feições magras. Mas foram seus olhos que me puxavam.

Brilhavam bastante. Mas o esquerdo era amarelo e o olho direito era violeta.

A Besta inalou bruscamente antes de sua mão alcançar meu rosto. Vacilei e inclinei a cabeça para longe, mas ele só acariciou levemente minha bochecha. Suas garras nem chegaram a cortar minha pele.

“… Olhos. Eles não… combinam. ”

Engoli a seco. "Os.. os seus também não", explanei. 


A Besta sorriu, seus dentes tortos salpicados de sangue. "Não. Não, eles não combinam", disse, quase como se estivesse contendo o riso.

Eu não sei o que me fez fazer aqui, mas estendi a mão e também toquei seu rosto. Sua pele era oleosa, quase me lembrava a textura de um peixe. "Mas, hm, são bem bonitos?" Ofereci o elogio. Seja legal com o monstro, talvez você volte pra casa, então.

Este comentário o atingiu, pareceu chocado. Então ele me puxou para o abraço mais desconfortável da minha vida.

"… Único. Pensei que eu era o único" - soluçou, senti suas lágrimas gordurosas atingirem o topo da minha cabeça.

Sem saber como lidar com aquela situação, dei tapinhas nas costas dele, com cuidado para evitar os espinhos. Deus sabia que eram provavelmente venenosos. Felizmente a Besta pareceu apreciar meu gesto de consolação.


Realmente não tenho certeza de como adormeci com um monstro gigante e fedorento praticamente de conchinha comigo, mas quando acordei, a polícia estava lá. Segundo eles, alguém ligou para o 911 do meu telefone e disse onde me encontrar.

O corpo de Trent foi encontrado no outro cômodo com os outros dois caras. Tinham sido massacrados. Era um milagre que eu estivesse vivo, de acordo com a polícia.

Fui ao funeral de Trent. Não sei porque, mas fui. Sua irmã pediu desculpas por todas as besteiras que tinha feito para mim. Eu a deixei a salvo da informação de que muito provavelmente ele iria me matar fazendo parecer que tinha sido a Besta. 

Quando cheguei em casa tarde daquela noite, encontrei conchas de mexilhão no peitoril da janela. Eu levei para dentro e deixei na minha prateleira.


Essa prateleira agora está coberta de pequenos "presentes", peles de cobra a pedras redondas e contas de vidro. Eu não o vejo desde aquela noite, mas às vezes vislumbro aqueles olhos incompatíveis, brilhando do meu quintal.



FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião

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Conhece a Carla? Cuidado...

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Histórias de Cascahell – A Cidade Infernal é um compilado de histórias sobrenaturais que ocorreram com as pessoas que nessa cidade vivem, desde os tempos passados até os tempos atuais. Neste compilado, você encontrará as mais inusitadas e aterrorizantes situações e acompanhará o desenrolar e o desfecho da história a qual está sendo narrada, sempre com aquele pensamento: "o que será que vai acontecer".

Mas espere, Cascahell não é apenas a cidade dos acontecimentos misteriosos, bizarros e assustadores, é também a cidade do prazer, então prepare-se para encarar diversas cenas picantes que envolvem os moradores desta metrópole caótica em construção.

Antes de ler este episódio, tenha a certeza de ter lido o anterior: “Depois da Cervejada”


Bom, acredito que pelo menos um rosto surgiu em sua mente quando citei seu nome, mas não se preocupe, não é desta Carla que estou falando... Enfim, Carla é uma jovem mulher de 22 anos, estuda, trabalha, mora sozinha em um apartamento alugado, desses de quinta-categoria, localizado tão perto de seu trabalho quanto da instituição onde faz sua graduação.

Assim como qualquer jovem mulher, Carla é cuidadosa com sua aparência, estando sempre linda, sempre arrumada e perfumada, com seus lindos longos e ruivos cabelos, com seus lábios carnudos e sedutores rosados, sardinhas em seu rosto e com seu chamativo olhar de jade. Não há homem que não se encante com tal mulher, e não há mulher que não sinta ao menos um pingo de inveja de Carla.

Como toda mulher, Carla gosta de sair, de curtir uma festa, dançar, beber e conversar. Gosta de moda, de cinema e olha só, até de games e HQs. E claro, como toda mulher, ela gosta de homem. Mas ela não tem um gosto específico, pois todos eles tem basicamente o mesmo sabor.

Se você conhece a Carla de quem estou falando, já deve tê-la visto acompanhada de algum homem cuja aparência parece não estar a sua altura, e com toda certeza, se você a viu com este homem, jamais o verá novamente. Infelizmente, a única coisa que Carla não tem em comum com uma mulher normal é sua alimentação.

De vez em quando ela gosta de carne, carne humana masculina. E, se você é homem e conhece a Carla (na verdade você acha que a conhece), tome cuidado, não chegue perto e não se envolva com ela. O pior não é ser devorado por ela, pouco a pouco, o terror para os homens na verdade é que ela começa a se alimentar pelo seu "bal-bal", nem chegando a dar o prazer ao homem de possuí-la.

Infelizmente não sei como ela faz para esconder o corpo enquanto o devora (parece que ela leva cerca de 2 semanas para o fazer), mas com certeza ela deve ter um jeito infalível e muito bem escondido, pois estive duas vezes em sua casa, e não vi nem sinal do Jorge, o rapaz com quem a vi começo da semana. Nem mesmo dos outros rapazes, o Breno, Carlos, Matheus, Felipe, Maylon, Caíque e mais alguns aí no decorrer dos anos que a conheço.

Mas, fora este pequeno detalhe, Carla é um amor de pessoa.


Claro, se você for mulher, rsrs'

Autor: Alan Cruz (Não Entre Aqui)

Essa postagem compartilhada foi feita pelo site Não Entre Aqui. Cliquem aqui e visitem o site, para não ficarem de fora de nenhuma novidade.

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Tem uma garota morta no Snapchat (Parte 1)

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Ontem a noite eu recebi uma notificação no Snapchat me dizendo que uma amiga minha tinha acabado de me adicionar. O problema era que ela tinha sido assassinada cinco anos atrás.

Lydia era uma grande amiga minha antigamente. Ela era parte do nosso pequeno grupo que costumava sair juntos. Todos íamos ao cinema, jantar, celebrar o aniversário um do outro, entre outras coisas, todos juntos. Eu nem tenho muita certeza como começamos a sair, na verdade. No início éramos apenas dois ou três e, de repente, éramos 25 nos encontrando em uma lanchonete, numa sexta à noite, só porque não tínhamos nada melhor para fazer. 

Naveed se juntou ao nosso grupo por um curto período de tempo, mais porque ele tinha uma queda na Lydia, do que por qualquer outro motivo. Tudo bem isso. Quando se participa de um grupo de 20 e tantas pessoas, você acaba se interessando por alguém do grupo, até ficando com alguém pelo resto da vida. Não à toa, uma boa parte de casais formados no grupo acabaram casando e estão juntos ainda. Era normal que Naveed tivesse sentimentos por alguma garota do grupo. Ninguém deu realmente muita bola. Bom, até que as coisas ficaram estranhas. 

Começou com coisas pequenas, com o Naveed chamando a Lydia para sair algumas vezes. Eles até chegaram a sair algumas vezes, mas a Lydia não estava interessada nele dessa maneira. Ela dizia para ele, mas ele não se tocava. Quando saíamos em grupo, ele insistia em sentar ao lado dela e chegava a ficar com raiva quando outra pessoa tomava o lugar dele. Uma vez eles tiveram uma conversa onde ela disse para ele parar de tentar forçar uma coisa que nunca ia acontecer. Isso levou Naveed a se afastar aos poucos do grupo. Algumas pessoas até tentaram manter ele envolvido com o grupo e até tentaram sair com ele individualmente, mas não tiveram muita sorte.

Jorge era ótimo nisso. Ele amava, genuinamente, ficar perto de pessoas e passava bastante tempo com o Naveed, saindo só eles dois diversas vezes. Claro que isso, em um momento, também parou de acontecer.

No dia dos namorados, há cinco anos atrás, recebi a terrível notícia que Lydia havia sido assassinada. Naveed apareceu no apartamento dela no início da tarde com flores e um ursinho de pelúcia. Girassóis. A flor favorita de Lydia.

Ele estava esperando por ela onde ela normalmente estacionava o carro. Ela chegou em casa e eles tiveram uma discussão bem pesada sobre o que tinha acontecido entre os dois. Pelo que ouvi dos vizinhos dela no funeral, ela estava tentando dizer para ele que os dois nunca ia acontecer e ele teimava em recusar aquele fato. Ele puxou uma arma e atirou na cara dela. Ela morreu quase instantaneamente. 

Os próximos meses se passaram como um borrão. Todos estavam devastados com o acontecido. Ninguém acreditava que aquilo poderia acontecer com um de nós. Aconteceu tudo do nada. Entre o funeral, a investigação, o julgamento e toda carga emocional que aquilo exerceu sobre a gente, não foi surpresa nenhuma que o grupo tenha começado a desmanchar. Naveed foi preso e, atualmente, cumpre pena perpétua por homicídio em primeiro grau. As meninas mais próximas de Lydia criaram uma página no Facebook, uma espécie de memorial, que ainda está em atividade, mesmo após todos esses anos. Eu ainda falo com algumas pessoas do grupo de vez em quando, mas, no geral, comecei a sair com outro grupo de pessoas. Lydia ainda passa pela minha cabeça vez ou outra. Eu lembro de visitar ela na lanchonete em que ela trabalhava e sempre acabava com uma porção extra de comida na minha bolsa. Nós tínhamos planos de levar nosso cachorros para passearem juntos, mas nunca aconteceu.

Ontem a noite eu estava com alguns amigos, apenas relaxando e jogando carta, quando uma notificação apareceu no meu celular:

"Lydia P. acabou de entrar no Snapchat"

Meu estômago embrulhou. Eu encarei a tela pelo que pareceu uma eternidade. Minha tela escureceu e olhei para meus amigos com um olhar perdido e um deles perguntou se estava tudo bem. Acho que eu estava meio pálido, como se cada gota de sangue tivesse fugido do meu rosto e se alocado no meu peito. O tempo ainda parecia parado enquanto eu pensava no que tinha acabado de acontecer.

"Sim, sim." Finalmente respondi. "Tudo bem. Foi o café... sabe que ele acaba com meu estômago de vez em quando." Eu levantei e fui para o banheiro para me aliviar e jogar uma água gelada no rosto. O choque inicial de ver o nome dela no meu telefone passou e eu comecei a tentar pensar na situação de maneira lógica. 

Eu ainda tenho o telefone da Lydia salvo depois desse tempo todo. Eu provavelmente troquei o telefone uma dúzia de vezes desde que ela foi assassinada, mas o número dela permanecia lá. Claro, meu telefone excluía o número da minha mãe cada vez que eu trocava, mas o da Lydia ele mantinha. Tecnologia é confusa às vezes.

A unica resposta lógica é que a companhia telefônica reatribuiu o número dela e essa pessoa entrou no Snapchat pela primeira vez. Eu lavei minhas mãos e o terror que eu senti foi ralo abaixo. Meus amigos acharam toda a história sinistra, mas ainda tinha esse incômodo na minha mente e no meu estômago. "Deve ser o café" eu disse para mim mesmo enquanto dirigia para casa.

Como uma regra, checo todas minhas redes sociais antes de dormir. Instagram, Facebook, Reddit, um pouco de Tumblr e, se eu estiver bastante entediado, entro no Snapchat. Eu tenho um celular Android e o Snapchat é um lixo no Android, então raramente entro. Eu tinha esquecido da situação da Lydia até que cliquei naquele pequeno ícone. O aplicativo abriu uma tela preta enquanto a câmera tentava focar no meu pé no quarto escuro. Minha cachorra estava enrolada aos meus pés, cansada de brincar com seu coelhinho o dia inteiro.

Tinha uma notificação no Snapchat de que eu tinha um novo seguidor. Eu sabia que era quem fosse que estava com o antigo número da Lydia, mas achei estranho terem começado a me seguir. Claro, eu ainda tinha o número dela no meu celular, mas como essa pessoa saberia quem eu era. Eu abri a notificação e olhei para o nome dela do lado daquele fantasminha vermelho. Minha mente viajou para anos atrás, comigo sentado no drive through e brincando que ela teria problemas por me dar aqueles dois tacos extras. Ela realmente era uma pessoa incrível. Lindos olhos castanhos e um sorriso que fazia o mundo mais brilhante. Eu realmente sentia falta dela.

Eu cliquei na notificação, especialmente pela minha compulsão de não ter nenhuma notificação não lida. Minha cachorra exalou exasperado e pulou da cama. Eu a ouvi correr para sua casinha numa velocidade muito maior do que ela normalmente vai quando ela está pronta para ir dormir lá. Ela começou a ofegar bem forte. Me virei para minha esquerda para olhar em direção à casinha dela. Ela fez esse barulho estranho de choro, rosnado, sei lá, que eu nunca tinha visto ela fazer antes e continuava ofegante como se tivesse acabado de voltar de um passeio.

A tela do meu telefone apagou e eu tomei um susto com a escuridão repentina. 

Eu passei o dedo pelo scanner para desbloquear e, mesmo com a tela religando, eu continuava no escuro. Aplicativo estúpido, sempre abria de novo na câmera, ao invés de onde eu estava antes. Eu estava esperando um pouco de luz, mas lá estava a câmera de novo, tentando focar nos meus pés.

Não, espera.

No canto inferior esquerdo do visor da câmera tinha uma névoa estranha.

Eu movi o celular para a esquerda, tremendo, para ver que tipo de coisa estranha meu telefone tinha captado. Eu cliquei na tela para ter certeza que não apagaria de novo e um pequeno círculo apareceu e tentou focar no que fosse a estranha névoa no quarto. Eu não pude deixar de sentir um arrepio ao ouvir minha cachorra ofegando mais intensamente e a casinha dela tremendo junto a ela. 

"Chega disso." pensei, e fui na minha lista de amigo para ver quem é que estava usando o número antigo da Lydia. Quem é que fosse, já tinha postado uns dois stories, ou mais. O pequeno círculo ao redor do nome da Lydia estava preto e eu conseguia ver um texto ali. Sem saber o porquê, eu cliquei nele. 

O primeiro story era um vídeo do que parecia um estacionamento. Era difícil de saber se era mesmo, porque o telefone estava balançando demais, mas eu conseguia ver as linhas amarelas de um estacionamento. A câmera começou a diminuir de velocidade e eu consegui enxergar o que pareciam pequenas manchas vermelhas escuras no chão. Meu sangue congelou quando eu reparei que eu estava olhando para o chão ensanguentado do estacionamento do condomínio da Lydia. Teve uma segunda pausa quando o story chegou ao limite de tempo e passou para o próximo, ainda filmando as linhas amarelas e as manchas vermelhas.

Minha cachorra estava frenética nesse momento. Ela saiu correndo da casinha e começou a arranhar a porta, não querendo mais ficar no quarto. De jeito nenhum eu deixaria ela sair. Eu nem sabia se eu conseguiria fazer alguma coisa além de apertar meu celular com as duas mãos. Ela pulou na cama, choramingou um pouco para mim e depois correu de volta para a casinha.

O próximo story começou. Era uma luz branca brilhante, que machucou meus olhos depois de passar tanto tempo no escuro. A câmera moveu-se um pouco para trás e eu vi o pelo branco de um ursinho de pelúcia segurando um coração que dizia "a vida sem você é insuportável". Ficou pouco tempo na tela, mas foi o suficiente para eu reconhecê-lo do julgamento. Era o ursinho que o Naveed deu para a Lydia no dia que ele matou ela.

Minha tela ficou preta de novo, enquanto o próximo story começava, mas só por um segundo ou dois.

A tela acendeu de novo, mas dessa vez amarela e preta, mostrando um grande girassol.

Eu senti uma lágrima escorrer dos meus olhos e exalei pela primeira vez depois do que pareceram horas segurando a respiração. De repente eu me dei conta do quão frio o quarto estava. Meus olhos moviam-se rapidamente enquanto eu olhava cada detalhe do girassol. O story estava sendo exibido por um tempo já. Era só um vídeo do girassol, que tinha aproximadamente uns 2 minutos. Eu estava imerso e cativado pelos stories e não conseguia tirar os olhos da tela. Até piscar parecia uma traição. 

Finalmente, o story acabou e minha tela ficou preta. Eu me ouvi ganir de alívio. A próxima tela era o que eu vi no thumbnail antes deu clicar. Era uma tela preta com um texto que continha apenas três palavras:

"Ele conseguiu sair."

Eu taquei meu celular na cama e saí correndo do quarto. Eu conseguia sentir a bile quente no fundo da minha garganta e tentei chegar no banheiro antes que saísse pela minha boca. Eu não consegui chegar no vaso, então vomitei na pia do banheiro. Vômito vermelho encharcou minha pia e eu pulei quando ouvi minha cachorra latir furiosamente. Eu me agachei embaixo da pia e tentei parar de vomitar. Quando me vi de relance no espelho, fracamente iluminado por uma pequena luz que deixo no banheiro para quando vou de madrugada, eu notei que meus olhos estavam vermelhos pelo esforço de empurrar a bile. Eu senti uma onda de frio adentrar o banheiro e o vômito parou. Um pouco de tosse e um pouco de pigarro para limpar a boca e notei que o frio tinha passado. Minha cachorra ainda estava latindo. Eu mandei ela parar de latir e ela deu uma choramingada, então ouvi a casinha dela tremer depois dela entrar de novo. 

Demorou um tempo para eu reunir coragem o suficiente para voltar para meu quarto, mas minha mente racional e lógica prevaleceu e eu cheguei a conclusão de que alguém estava pregando uma peça em mim. 

Quando voltei para o quarto, meu telefone estava no chão, virado para cima, ainda aceso. O mesmo story estava lá. Uma tela preta com as três palavras. Quando eu olhei para o celular, o story mudou para outra tela preta, com três novas palavas:

"Avise o Jorge"

Fonte

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Eu encontrei uma pesquisa online muito bizarra

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Ninguém sabe o que é o fundo do poço até alcançá-lo.

Ser despedido de repente do emprego no qual trabalhou pelos últimos dez anos e então encontrar sua garota te traindo com o cara que pegou sua vaga realmente te faz pensar.

Que inferno, minhas dívidas da faculdade nem estão pagas ainda.

A vida é uma droga.

Depois de uma noite bêbado enviando uma dúzia de currículos e cartas de apresentação horrendas, eu desmaiei.

Quando acordei na manhã seguinte, eu decidi pelo menos tentar ganhar algum dinheiro enquanto esperava uma entrevista.

Naquele momento, eu pensei que o melhor modo era fazer algumas daquelas pesquisas de
internet que te dão alguns centavos, um cartão presente para uma lanchonete ou algo do tipo depois de uma hora respondendo questões. Quer dizer, eu não tinha nenhuma outra habilidade rentável que poderia me dar retorno imediato.

E foi assim que eu desperdicei o dia jogando jogos no computador. Pelo menos eu não precisaria pagar pela comida.

Eu preenchi pesquisas por umas cinco horas antes de quase desmaiar. Era bem mais cansativo do que eu pensava. No fim das cinco horas, eu tinha acumulado alguns dólares e um vale-presente, nada mau.

Eu já ia fechar meu notebook e ir para o bar mais próximo afogar minha melancolia quando eu vi.

Não devia ter sido tão notável... Mas, por algum motivo, era. No canto da tela, havia um pequeno anúncio. Talvez a simplicidade tenha chamado tinha atenção. Letras pretas simples em uma fonte meio feia. "Pesquisas por dinheiro" se lia sobre um fundo completamente branco.

Pelo menos era uma mensagem direta. Mais uma não doeria, eu pensei. Poderia muito bem ganhar mais alguns centavos antes de me afogar em álcool.

Eu me sentei e cliquei no link, me preparando para sobreviver a outra pesquisa meticulosa
cheia de perguntas. As primeiras eram bem simples, acho que eram mais um banco de dados do que perguntas de verdade. Meu nome, idade e ocupação. Eu pensei que era meio estranho perguntarem minha altura e peso, mas não era tão bizarro.

A primeira pergunta de verdade foi diferente. Eu devo ter encarado a tela por muito tempo, olhos bem abertos.

Mas que inferno?

"O quão forte é sua necessidade de olhar atrás de você no momento?"

Havia cinco opções, que iam de "nem um pouco" a "irresistível".

Não havia nenhum motivo lógico para eu estar com medo, mas eu estava. Minha respiração ficou mais curta e eu estava tentando ouvir qualquer mínimo ruído atrás de mim. Não havia nenhum.

Depois de uns bons cinco minutos, eu tive a coragem de olhar. Nada. Eu suspirei aliviado e me senti meio idiota.

Deve ter sido algum tipo de piada. De todo modo, eu decidi prosseguir e escolhi "neutro" como resposta, indo para a próxima pergunta.

"Por que você olharia atrás de você?"

Eu sorri. Que engraçado. Então simplesmente digitei "eu não sei" e cliquei em "próxima". A
terceira pergunta era: "Você está em um avião. Tirando você, há apenas mais um passageiro, que está sentado em algum lugar atrás de você. No meio do voo, você vai ao banheiro e percebe que o homem desapareceu. Ele não está em nenhuma das cadeiras e nem no banheiro. O que você faz?"

De novo, eu devo ter encarado a tela como um idiota por uns dez minutos. Era algum tipo de teste de personalidade obscuro? Quer dizer, deve ser isso, certo? Certo?

Eu respondi de novo um "eu não sei". Era verdade. Eu não sabia. Como eu devia responder essa droga? Eu cliquei em "próxima", agora mais intrigado que tudo. A quarta pergunta era: "Você acorda numa floresta desconhecida. É noite e o luar te dá certa visibilidade. Há uns dez metros de você, há uma pequena e mal-iluminada cabana. A porta está aberta e uma mulher sorridente te convida a entrar com um gesto. Você vai? Explique".

Essa questão não era mais estranha que a última, então minha hipótese de ser um teste de
personalidade ainda era plausível. Eu realmente tentei responder essa e disse algo como "eu entraria na cabana simplesmente porque não há outro lugar para ir".

De novo, eu cliquei em "próxima". Eu provavelmente não devia.

As questões começaram a ficar piores. Nada sangrento ou explícito nem nada assim, mas
piores. Eram mais esquisitas. Mais psicologicamente perturbadoras. Se você quer saber por que eu continuei, eu não sei responder. Eu só senti que precisava.

Algumas questões eram tipo:

"Você acorda um dia e encontra um elevador na sua casa. Toda meia noite, ele se abre por cinco minutos, revelando uma cópia exata de você que fica mais machucada a cada noite. Você continua vivendo assim? Ou entra no elevador e acaba logo com isso?"

E:

"Você está num quarto de hotel e é acordado por alguém batendo com urgência na sua janela. Você espia pelas cortinas e vê um homem sem ambos os olhos. Ele põe a boca no vidro e te diz para matar a mulher no banheiro imediatamente. Você o faz?"

E essa foi uma das minhas menos favoritas:

"Você está assistindo vídeos caseiros com sua mãe. Uma das gravações inclui ela sendo assassinada por um homem mascarado. Sua mãe simplesmente ri sem dizer nada. Na sua opinião, isso é preocupante?"

Além das questões que induziam à insanidade, algumas coisas desconcertantes aconteciam na vida real. Alguém começou a bater na porta depois de uns trinta minutos. Eu olhei pelo olho mágico e vi um cara parado lá balançando a cabeça freneticamente e sussurrando "não" enquanto olhando diretamente para mim. Ele parecia apavorado. Obviamente, eu não abri.

Eu recebi 10 ligações de alguém chamado "o auditor". Ele deixava uma mensagem toda vez, mas todas eram gravações de alguém dizendo números através de um barulho de estática. Pensando agora, parecia mais com gritos.

Depois de uma hora nessa coisa, eu estava prestes a surtar. Eu estava petrificado e queria
olhar atrás de mim mesmo sabendo que nada estava ali. Eu ouvi um arranhar sutil vindo dos tubos de ar e movi meu sofá sobre eles.

Eventualmente, eu cheguei ao fim da pesquisa. Não era uma pergunta, apenas uma frase: "Não os deixe entrar. Eles não são confiáveis".

Então eu ouvi mais batidas na minha porta. Lentamente e em silêncio, eu fui até ela e espiei pelo olho mágico. Não era o mesmo cara que eu vi mais cedo. Era uma mulher com vinte e poucos anos, usando um blazer grosso mesmo estando mais de 30°C lá fora. Ela também usava óculos de sol, então eu não sabia para onde ela olhava. Ela tirou um pedaço de papel do bolso e passou por debaixo da porta.

Eu o li.

"É mentira. Saia do seu apartamento imediatamente".

Já se passou uma hora e meia. Eu não consigo ter a coragem de olhar para a tela do notebook ou para a mulher lá fora. Ela ainda está lá. Eu consigo ver a sombra dos pés dela por debaixo da porta.

Eu ouvi a janela do meu quarto abrir alguns minutos atrás, então coloquei uma cadeira na porta que a impede de abrir. Eu posso ouvir alguns murmúrios vindo de detrás dela agora.

Talvez o fundo do poço não fosse tão ruim.

Mas que droga eu deveria fazer agora?

***

Traduzido por: Alguém. 

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