O Porão

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Na pequena cidade de Stull, Kansas, existia uma pequena e antiga capela, no topo de uma colina, rodeada por sepulturas. Ao lado da igreja estava um porão, muito difícil de ser encontrado, já que suas portas haviam sido cobertas por grama que crescera lá. Na frente da igreja, havia uma grande árvore que estava sempre sem folhas. Nenhum dos membros da cidade conseguiam se lembrar de ter visto alguma vez uma folha sequer em seus ramos.

Nos primeiros anos da cidade, bem antes da guerra civil, havia várias famílias de agricultores que viviam por lá. A filha do pastor havia se apaixonado loucamente por um jovem que morava perto de lá, mas teve seu coração partido quando descobrira que o jovem havia engravidado uma outra garota sua cidade. Os dois se casaram, e enquanto a filha do reverendo observavam-nos, juntos e felizes, seu ódio pelos dois só aumentava, até que após 9 meses de dolorosa resistência, seu desprezo transbordou. Pouco tempo depois da criança do casal nascer, a filha do reverendo foi em sua casa.

Eles a cumprimentaram alegremente, mas perceberam, tarde demais, que seus olhos estavam sedentos de sangue... Ela cortou as gargantas daqueles dois que haviam feito sua vida tão miserável, e em seguida, arrastou seus corpos, junto com o filho recém-nascido, até o morro da igreja. Ela colocou os corpos no porão e deixou o bebê ali, entre seus corpos, para morrer de fome. Ela trancou fortemente o porão e se enforcou na árvore em frente à igreja. Os corpos do porão não foram encontrados durante três semanas.

Daquele dia em diante, nunca mais cresceram folhas naquela árvore. Algumas pessoas dizem que se você andar no cemitério à noite, você pode ouvir levemente o som do choro arrepiante de um bebê. As pessoas da cidade incendiaram a árvore há muitos anos atrás, na esperança de colocar o espírito da filha do reverendo para descansar. E, mais recentemente, a igreja desabou sobre si mesmo, enterrando o porão já difícil de ser encontrado.

Muitos têm procurado pelas portas, mas os poucos que encontraram e aventuraram-se sob suas profundezas raramente voltavam, com a exceção de alguns que voltaram à luz do sol após cerca de três semanas lá embaixo – quase mortos de fome e cobertos por sangue que não pertenciam a eles.

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Egoismo

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Marcio era um executivo bem sucedido. Tinha uma grande casa, uma bela esposa e duas adoráveis crianças. Ele era diretor de uma grande empresa, que ficava a apenas dois quarteirões de sua casa. Isso o ajudava muito, pois não precisava de carro para chegar ao escritório. Bastava andar em linha reta até a porta da empresa.

Apesar de ser extremamente egoísta, Marcio se considerava religioso. Como havia uma igreja no caminho rotineiro de seu trabalho, ele costumava fazer um sinal da cruz quando passava pela igreja. Essa igreja sempre estava aberta. De manhã, com alguns fiéis na porta e pouca claridade e a noite, quando Marcio retornava para casa e conseguia ver o padre de costas rezando sua missa rotineira.

A vida desse executivo era regada a muito dinheiro. Sempre em festas sociais, eventos e desfiles glamourosos. Quanto mais dinheiro ele conseguisse melhor pois ele ficaria mais rico ainda. Até que um dia, o destino bateu em sua porta.

Antes de sair para o trabalho, um mendigo tocou a campainha de sua casa. Marcio pediu para a empregada ver o que ele queria. Ela disse que ele gostaria de falar com o Sr. Marcio.

- Mas como esse velho sabe o meu nome? - Indagou Marcio perplexo.

Chegando ao portão, Marcio encontrou um velho, careca e com barbas longas e grisalhas. Sujo e com roupas rasgadas. O velho quase se arrastava pelo chão, lhe suplicando:

- Por favor. Dê me um real. Deus lhe agradecerá em dobro.

- Fora daqui ! - Gritou Marcio - Que falta de respeito é esse com pessoas honestas e trabalhadoras? Saia já de frente da minha casa ou eu chamarei meus seguranças !

O velho saiu da frente de sua casa se arrastando. Parecia estar machucado ou com muita fome. Mas isso não comoveu Marcio, que com um beijo despediu-se de sua esposa e foi trabalhar.

Foi trabalhar pelo mesmo caminho. Passou pela igreja, fez um sinal da cruz e continuou sua caminhada. Nem sequer lembrara do pobre mendigo.

Depois de mais um longo dia de trabalho, Marcio volta para casa, pelo mesmo caminho de sempre. Passa pela igreja, vê o vulto do padre rezando a missa e entra em sua casa.

No dia seguinte, no mesmo horário, o mendigo aparece novamente na porta da casa de Márcio:

- Por favor. Dê me um real. Deus lhe agradecerá em dobro.

- Mendigo insolente, vou chamar a polícia

- Eu só preciso de um real para comprar comida. Por favor, Deus lhe agradecerá em dobro.

Enquanto Marcio discutia com o mendigo, sua esposa tinha ido buscar alguns pães para dar ao mendigo. Marcio, irritadíssimo com o velho e pela atitude de sua esposa, tomou-lhe o pão e o pisoteou. Depois carregou o saco para dentro de casa dando gargalhadas. Ao voltar para o portão, para ir trabalhar, o mendigo não estava mais lá.

E mais um dia se passou na vida de Marcio. E foi assim por uma semana. O mendigo tocava a campainha na mesma hora da manhã pedindo dinheiro, e Marcio a cada dia humilhava mais o pobre coitado. Mas, em um certo dia, o mendigo não apareceu. Marcio dava graças a Deus que aquele monte de lixo havia percebido que não conseguiria nada e fora embora. O grande executivo toma seu caminho para o trabalho calmamente, assobiando de felicidade.

Ao passar na porta da igreja, Marcio resolveu parar em frente e "agradecer".

- Obrigado Deus, por tirar aquele homem da minha casa.

E seguiu seu caminho para o trabalho.

O dia de Márcio segue tranqüilamente. Até o momento que ele passa pela igreja. Marcio vê um movimento estranho na porta do templo. O padre não está rezando a missa hoje. O que haveria acontecido? Marcio resolve entrar para ver o que acontecia e pergunta a uma das fiéis, que chorava desesperadamente:

- O que aconteceu?

- O padre Gabriel morreu - Responde a jovem emocionada

- Mas morreu como?

- Ele havia feito uma promessa a Deus. Queria mostrar que ainda havia pessoas boas nesse mundo e fez jejum por uma semana, para sobreviver com a caridade das pessoas. Morreu de anemia hoje de manhã.

- Que triste - exclama Márcio - Vou fazer uma homenagem visitando o corpo.

Mas, ao chegar ao lado do defunto, Márcio leva um choque, ao perceber que aquele velho deitado no caixão era a mesma pessoa que lhe pedira dinheiro por uma semana, para comprar comida. Marcio fica aterrorizado com a visão daquele pobre velho, agora limpo, de batina e de olhos fechados, sem dizer uma palavra.

Marcio fica tonto, sua visão começa a ficar distorcida e ele ouve incessantemente a frase que o Padre lhe falou durante uma semana:

- Por favor. Dê me um real. Deus lhe agradecerá em dobro.

- Por favor. Dê me um real. Deus lhe agradecerá em dobro.

- Por favor. Dê me um real. Deus lhe agradecerá em dobro.

Ele não sabe o que fazer, Márcio olha para os lados e vê todas as pessoas a sua volta. Todos olhando para ele, com a fisionomia do velho. Com a barba branca e careca e olhares que pareciam lhe perfurar o coração.

O executivo não sabe o que fazer, e num gesto de desespero sai correndo em direção à rua. Mas não percebe a chegada de um caminhão em alta velocidade que lhe acerta em cheio. Marcio cai no chão ensangüentado, cheio de fraturas no corpo, até que dê seu último suspiro.

Márcio acorda, em um lugar claro, cheio de luzes brancas e amarelas. Uma paz absoluta. Ele vê uma pessoa vindo em sua direção. Uma pessoa vestida de branco. As luzes atrapalham a visão e Marcio não consegue reconhecer quem é. Ao tocar na mão da pessoa, Marcio percebe as rugas, e ao olhar para cima vê o rosto do velho, com um semblante triste no rosto.

- Infelizmente, meu irmão, você não conseguiu salvar sua alma.

- Como assim? Indaga Márcio

- Deus havia lhe dado à chance de lhe salvar. Mandou-me interferir em sua vida para que deixasse de ser egoísta. Mas agora é muito tarde.

- Mas o que vai acontecer comigo?

Antes mesmo de Marcio terminar sua pergunta, dezenas de mãos negras, todas deformadas e queimadas surgem do solo. Todas elas puxando a perna de Marcio. Para não deixar ele escapar, as mãos em decomposição cravavam suas unhas na carne de Marcio. Ele estava sendo puxado para o inferno, onde seria torturado, queimado e ficaria apodrecendo pelo resto da eternidade. Marcio tenta as últimas palavras para que o velho lhe ajudasse, mas a resposta é a confirmação de sua sentença de morte eterna.

- Desculpe, senhor... mas eu não tenho um real....

Extraído do blog: www.apocalipse2000.com.br/

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Creepypasta dos Fãs - Crianças não devem brincar com coisas mortas

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"Eu não queria que tivesse acabado assim, na verdade eu era a única que não queria nem que isso tudo começasse. Só estou escrevendo isso para que nunca mais ninguém caia nessa burrada, ou talvez eu só esteja escrevendo porque este é o único motivo que me mantém assim, viva.

Era só uma brincadeira, eu nunca gostei dessas coisas mas "Link" disse que ficaria tudo bem, claro, o nome dele na verdade não é realmente Link, mas é o nick que ele usa em todas as redes sociais então eu  sempre o chamara assim. Eu acabei aceitando fazer o que ele pediu, afinal de contas o que mais poderia acontecer?
Ele me passou um site, a princípio eu achei incrivelmente idiota o fato de um jogo como a tabua Ouija online, as pessoas precisam mesmo achar mais o que fazer.
Era como um jogo em rede, na minha tela via-se uma mesa com a tabua no centro e mais duas cadeiras com respectivas duas sombras sentadas nas mesmas, sorri ao ver "link" sobre a cabeça de uma das sombras, o relógio marcava 00:00, meu celular tocou e eu atendi em seguida, era link.

- Não é divertido Marry?
Eu ri baixinho da ideia dele de diversão.

- Espero que não seja mais uma de suas pegadinhas, meus pais estão dormindo. você sabe.
Link riu:
- Não é Marry eu juro, o usuário D64 pediu para entrar essa hora, já jogamos juntos de tarde.

Eu corri os olhos no meu monitor, olhei de relance para a sombra sentada ao lado esquerdo da tela "D64 é?" pensei comigo, o nick era muito estranho.

- Vamos jogar ou não?
Link perguntou impaciente, então eu apertei Start.
Movi meu cursor até o centro do ponteiro da tabua e este mexeu sozinho junto com meu mouse físico, eu suspirei de susto e link riu:

- É muito legal né?
Eu revirei os olhos, já devia saber, a caixa de dialogo pedia o microfone, eu coloquei os fones e puxei o microfone para perto da boca.

- Alguém ai?

Perguntei meio vacilante com o tom da minha voz, não queria acordar meus pais de jeito nenhum.

- Eu estou Marry.
Link disse visivelmente segurando o riso, se aquilo fosse algum tipo de brincadeira ele ia se arrepender amargamente.

- Todos presentes?
uma voz masculina pergunto, julgava ser de D64.

- Sim.

Link e eu respondemos, em seguida meu mouse tremeu uma vez mais. uma caixa de dialogo no jogo se abriu com algumas frases e a instrução de lê-las em voz alta
" Hoje abrimos a janela do mundo vivo, arrancamos o véu que separa céu e inferno, convidamos a vir conversar qualquer que seja, sente-se e apresente-se."
me senti meio estranha lendo aquilo, Link não conseguia segurar o riso, o mouse e o ponteiro se moveram para "hello"

- Quem está ai?
Link perguntou, o mouse se moveu formando a palavra Jess.

- Você é homem ou mulher jess?
Link novamente perguntou, o mouse mostrou "M" como resposta, depois disso segui-se uma série de perguntas idiotas intercaladas por Link e eu, D64 permanecia em um perturbador silencio.

- Está é a ultima pergunta Link, já são 3 da manhã.
Eu disse já entediada de tudo aquilo, finalmente D64 resolveu perguntar algo:

- como você morreu Jess?

o cursor moveu B.R.U.X.A

- Quando você morreu Jess?

o cursor mostrou 1.8.0.4

Eu estava ficando assustada, D64 não parava de fazer perguntas e eu realmente queria sair do jogo mas a pagina não respondia ao comando.

- Que fizeram com você Jess?

B.R.U.X.A

- Bruxa o que Jess?
Desta vez foi Link que perguntou
B.R.U.X.A.R.I.A

- Como fizeram Jess?
D64 perguntou sombriamente

L.E.V.A.R.A.M .M.E.U.S O.L.H.O.S E.M.B.O.R.A E O R.E.S.T.O O .R.E.S.T.O

- O que você quer Jess?
Link perguntou vacilante.

E.U N.A.O Q.U.E.R.O M.A.I.S F.I.C.A.R S.O.Z.I.N.H.A

- LINK!
Eu gritei mas a página havia fechado, eu peguei o celular que nem havíamos desligado

- Link responde!! está me assustando!
Eu chamei mas não houve resposta, só um silencio perturbador, olhei o visor do celular a ligação estava normal, tinha sinal e os segundos contavam.

- Link! isso não tem graça!eu juro que eu vou...
Ouvi um grito agonizante com a voz de Link, entrei em desespero.

- Link! pelo amor de Deus! pare com isso você está...

- Crianças...

- O que?
A voz do outro lado parecia a de Link mas havia a de mais alguém, elas soavam em uníssono.

- Crianças...

- Crianças o que?

- Crianças não devem brincar com coisas mortas.

o Celular fez um barulho estridente e insuportável, parecia um grito muito fino e parou de repente como se aquilo que gritava tivesse arrebentado as cordas vocais.

- Link?
eu sentia o choro na garganta, o celular desligou e eu o deixei cair no tapete do quarto, sem pensar eu abri o bloco de notas no meu computador e comecei a digitar isso, estou ouvindo os passos, ela esta vindo... parece com algo se arrastando, meu coração está saindo pela boca, ela está aqui, eu posso sentir está esperando eu terminar de digitar para finalmente acabar com tudo, eu não consigo parar de tremer, sinto muito, acho que isso é um adeus a todos. só espero que alguém ache este texto, ai pelo menos tudo vai ter valido apena."
-

Depois disso a policia de diferentes estados encontrou os corpos de um casal de adolescentes mortos em seus quartos, ambos tinham os olhos arrancados e na parede sul de cada quarto estava escrito em sangue "crianças não devem brincar com coisas mortas"


Escrito/Enviado por: Camila de Melo

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Creepypasta dos Fãs: Edição Especial

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Olá a todos, meu nome é Suzano Junior, sou uma pessoa muito reclusa e reservada (fui diagnosticado assim), então o único jeito de contar o que se passou comigo é por meio da escrita, pois nunca tive a coragem de desabafar em um ombro amigo... talvez por vergonha ou por não ter os laços necessários para tal. Também é por isso que uso um nome fictício.


Enfim, desde o inicio de minha educação na pré-escola, sempre tive dificuldade com a escrita e leitura, é verdade que compensava essa deficiência na questão artística herdada pela família de minha mãe, era um desenhista muito avançado para a minha idade, nato, muito talentoso mas não conseguia juntar as sílabas para fazer um “bê-a-bá”.


Preocupados com esta situação, provavelmente por não participarem de minha didática por conta do excesso de trabalho, meu pai e minha mãe recorreram a um artifício muito comum entre a grande maioria das famílias brasileiras, as revistinhas da Turma da Mônica. Foi como então tomei gosto e apreço pela leitura e escrita, funcionou perfeitamente, as histórias de Mauricio de Sousa são um anzol para criaturas pequeninas a serem moldadas.


Minha mãe tinha uma irmã que era babá, no momento estava sem emprego, tiveram então a brilhante ideia de contrata-la como empregada-babá, já que era uma pessoa próxima de mim, tudo se tornaria mais fácil e seria supervisionado e educado por minha tia-babá.


O tempo foi passando, e eu não precisava mais de companhia para que lessem ou me ajudassem com a leitura dos gibis, era um passatempo, era diversão para mim e não mais uma obrigação! As revistinhas chegavam duas vezes por mês, sempre comigo contando os dias. Me tornei fiel à turma da Mônica, mesmo crescendo, tornando os valores e a mente cada vez mais velhas.


Três anos depois chegou uma edição em que havia uma proposta para que nós os leitores escrevêssemos ou desenhássemos uma história e enviássemos para editora. Se a mesma fosse boa o bastante, seria publicada juntamente com as histórias dos outros ganhadores em um Gibi para apenas as 10 melhores, que seriam passadas e coloridas aos traços do criador... aos traços de Mauricio de Sousa.


Esta edição não estaria a venda, os 10 ganhadores cada um receberiam em sua casa um único exclusivo exemplar com o seu nome impresso no fim das histórias, é de fazer inveja a qualquer amiguinho, é um troféu para orgulhar meus pais e minha tia babá.


Nesta mesma época minha família passava por dificuldades, estava na quarta série e já era maduro o suficiente para entender que meu pai, que estava doente devido ao câncer estava nos seus meses finais de vida. Como presente, queria muito mostrar-lhe a edição da revista em que tinha certeza que ganharia como uma das histórias vencedoras, onde o time do Cascão ganharia o campeonato do campinho do bairro do Limoeiro em cima do time de seu meu melhor amigo o Cebolinha; tive essa ideia pois eu e meu pai éramos aficionados em futebol.

Não deu tempo...Meu pai acabou falecendo antes que o resultado dos ganhadores fossem revelados. Ah meu Deus, faria qualquer coisa para tê-lo de volta e saudável, talento desperdiçado, deveria ter feito a história e dar para ele ler de minhas mãos!
 
Minha mãezinha então, entrou em um estado quase catatônico, deixou de trabalhar e cuidar de mim, minha tia que também era empregada e babá, decidiu socorrer sua irmã, tornando-se a chefe da família e não mais cobrando um salário para efetuar suas tarefas. Sempre que minha mãe apresentava algum sinal de melhora, ela via alguma foto ou lembrava de meu pai e piorava outra vez, minha tia então deu fim de TUDO o que lembrava meu pai, fotos, roupas, filmes... A comida favorita de meu pai nunca estava no cardápio, e principalmente as CORRESPONDÊNCIAS que davam a ideia que ele ainda estava em casa. Foi como se a existência de meu criador fosse apagada, assim como a de Mauricio de Sousa para com suas personagens.
 
Muito tempo se passou, iniciei o meu ensino superior e tive que me mudar de cidade. A faculdade de Direito, que leva 5 longos anos, deixei para trás a minha mãe e minha tia que praticamente me criou, nunca tive coragem de levar todos os meus pertences, acho que queria passar a ideia de que ALI ainda era meu lar, meu porto-seguro, meu quarto ficara praticamente no mesmo estado em que deixei, fora o guarda-roupa vazio. Eu as visitava todo final de semana.

Logo no final de meu quarto ano de faculdade, minha mãe e minha tia mudariam da casa onde viviam, a casa em que passei minha fase infantil, adolescente e pré-adulta. Achavam que uma mudança de ares faria muito bem a minha mãe. Minha tia, me ligou pedindo para que eu removesse o resto de minhas coisas do local, pois elas já haviam se mudado e me deixou o número do telefone residencial da nova casa.
Esperei o final de semana então e rumei a minha cidade natal. Cheguei em “casa” e tudo estava vazio, apenas meu quarto com meus pertences restantes e o “quartinho-guarda-tranqueira” que possuíamos detinham alguns objetos.

 Era lá onde minha tia guardou tudo relacionado a meu pai, obviamente não levaria para nova casa pois minha mãe deveria se livrar de seus pesadelos e não revivê-los mais, de forma que ela ficaria mais "segura". Fucei em algumas coisas e me deparei com a caixa de papelão que continha as correspondências em nome de meu pai. No meio da resma, me deparei com um almanaque da Turma da Mônica ainda lacrado. Pensei logo em seguida “O que isso esta fazendo aqui?”. Provavelmente minha tia, não considerou que era destinado a mim a correspondência, foi um erro fatal, pois eu era JUNIOR, tinha o mesmo nome que meu pai, ao ler apenas as iniciais já tomara a atitude de se livrar do conteúdo.

Comecei a folhear então a edição e vi que as histórias eram completamente estranhas, pareciam estar deslocadas ali, bem a frente do público destinado, quando finalmente vi meu nome, entendi que eu fui um dos ganhadores da promoção, e NUNCA soubera.
Mas ao começar a ler a história que correspondia ao meu nome, busquei na memória e vi que não era nada daquilo que tinha escrito, a história original fora totalmente editada por outra pessoa.

 Cebolinha e Cascão estavam vestidos estranhamente e brincavam em volta de algo que parecia um circulo para bolinhas de gude. Mônica se aproximou e disse que queria brincar também, eis que cebolinha responde “esta blincadeila é apenas pala meninos, você não pode golducha
Cascão estava muito tristonho e nos quadrinhos seguintes revelou que havia contado anteriormente ao Cebolinha que havia perdido seu pai, e que queria trazê-lo de volta para vê-lo ganhar a final do campeonato,pois achava-se muito talentoso no futebol, e tinha certeza que sairia vitorioso!
Cebolinha dizia algumas palavras, e no meio delas os símbolos que Mauricio de Sousa usava para caracterizar os palavrões como nuvens, hashtags e cobrinhas.
No final da história, o pai de Cascão assistia ao jogo, porém sem seu filho dentro do time, e ninguém parecia notar a ausência de cascão. Depois do “fim” escrito no quadrinho, vinha meu nome Suzano Jr., tinha certeza que eu não era autor daquela história bizarra.

Não consegui falar com minha mãe ou minha tia, voltei então para minha cidade atual, fazia estágio na sala de um Juiz renomado, usei o sistema de busca de réus, para localizar os outros nove ganhadores das outras histórias...sem sucesso.
Com pesquisas mais aprofundadas que poderiam custar meu emprego, tendo em vista que era para uso federal, vi que nenhum dos outros nove se encontravam vivos, três eram dados como desaparecidos, todos realmente muito talentosos por terem ganho a promoção.

 Jamais deixarei que meus filhos leiam ou aprendam ler e escrever com a Turma da Mônica. Depois de incessantes tentativas de contatar minha mãe e minha tia que pareciam ter esquecido de mim, tendo em vista que mantinha contato em todos os finais de semana, recebo uma ligação do número telefônico da onde estavam vivendo (que foi previamente passado pela minha tia), era meu pai dizendo: “Ah meu filho, você achou a revistinha? Parabéns, você é muito talentoso!”.


Enviado/Escrito por: Tiago Luiz Frank

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Barbie.avi

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Olá. Isto aconteceu comigo há alguns meses atrás, eu só precisava dividir com alguém...

Começou na festa de um amigo. Ele é um artista que alugou um loft na parte industrial da cidade, se você puder imaginar um lugar como Detroit em 1920, é como a área se parecia.

E nesse dia eu abusei na festa e decidi dormir por lá, em algum sofá. Acordei as 4 da manhã e decidi ir embora, o sol ainda não havia nascido e caminhar pela cidade naquele horário não era uma opção, eu decidi então ligar para minha namorada e implorar uma carona, sendo ela uma ótima namorada ela foi me buscar e disse que estaria lá em torno de 40 minutos e que me ligaria assim que chegasse.Dez minutos depois de falar com ela acabou a bateria do meu celular, então decidi me sentar á janela e esperar até ver o carro, me sentei ali e meus olhos começaram a ficar pesados e eu comecei a pegar no sono. Um barulho de algo quebrando lá fora me acordou, um barulho não mto alto mas foi o suficiente para me acordar, eu olhei lá fora e procurei por algo mas não vi ninguém, mas do outro lado da rua perto daquelas enormes latas de lixo havia um computador e um monitor jogados no chão que não estava ali antes...

Quando minha namorada chegou, eu desci me lembrei que um amigo estava sem computador e decidi ir até a lixeira e ver o que poderia ser salvo, o monitor não tinha muita utilidade mas eu decidi levar a cpu pra ver se funcionaria. Uma semana se passou e minha namorada ligou dizendo que estava no porta malas do seu carro então fui buscar e trouxe para casa aquela noite. Antes de desmontar a cpu decidi ligar no monitor pra ver se estava funcionando e para minha surpresa estava, tinha um windows xp e parecia ter sido formatado, então decidi procurar por coisas como "porn, pussy, tits" pra ver se encontrava algo que o antigo dono tivesse esquecido, mas não encontrei nada, decidi então procurar por filmes, e um arquivo apareceu, era um .avi dentro de uma pasta chamada "barbie" escondido no diretório WINDOWS/system32, então eu dei play no vídeo.

Agora tudo começa a ficar extremamente perturbador.

O filme tinha mais ou menos uma hora de algo como um arquivo de filmagem raw. A filmagem era de uma mulher sentada em uma cadeira conversando, decidi assistir o vídeo pra ver do que se tratava, depois de 15 segundos de vídeo o áudio começa a ficar inaudível e a face dela começa a mudar como se estivesse desconfortável por estar ali, mas ela continua falando, como ela falava e parava, falava e parava, eu assumi que aquilo era como uma entrevista e que ela estava respondendo perguntas...Ela então começa a chorar e tentar continuar respondendo, e então ela começa a chorar tanto que mal consegue olha para a câmera, e não consegue mais falar. Uma das palavras que consegui ler em seus lábio foi a palavra "skin" (pele). Ela repete essa palavra várias e várias vezes, ela parece não estar contente com sua pele.Nesse ponto ela já não fala mais apenas chora e então tudo fica preto.
Tem muito mais que preciso tirar do meu peito e contar para vocês, mas está ficando tarde e eu não consigo continuar, amanhã eu continuo contando. Deus salve minha alma.

Não consegui dormir, devo continuar.

Eu importei o vídeo para o final cut, para tentar isolar o áudio e ver se eu conseguia algo mais, isolei o áudio e tentei mexer nos equalizadores, mas mesmo assim continuava impossível, eu tentei muito mas não consegui nada, eu percebi que ela não se mexia ou levantava, assisti o video muitas vezes essa noite procurando algo que pudesse me dar mais pistas, eu estava muito insatisfeito, eu queria mais.

Foi quando notei que havia mais 10 minutos de filmagem. Esses dois minuto estão muito tremidos e quase impossível de se assistir, o meu palpite é que enquanto levavam a câmera para algum lugar ela foi esquecida ligada porque só dava pra ver um par de pernas caminhando por um trilho de trem por 6 minutos, então entrando em uma floresta. Foi quando meu coração disparou porque eu lembrei que tem um trilho de trem algumas milhas daqui que parecia muito similar com essa do filme. Eu TINHA que ir checar o lugar.

Em um sábado pela manhã, peguei minha lanterna, minha faca ka-bar, e minha câmera e fui até os trilhos de trem, estacionei meu carro e fui andando pelos trilhos até que entrei em uma floresta e continuei caminhando por duas horas prestando atenção, e parando para ouvir sons ou algo do tipo.

Encontrei uma trilha de árvores e fui seguindo até avistar uma clareira com uma casa que parecia estar sendo consumida pela vegetação selvagem do lugar, demorou um tempo até eu tomar coragem e entrar na casa, eu não queria que me vissem ou até mesmo caminhar em campo aberto, quando finalmente tomei a decisão de entrar na casa...

A porta estava meio aberta e eu empurrei a porta com a minha lanterna e me senti bem ao ver que o interior da casa estava muito bem iluminado. Não havia móveis, o chão estava cheio de tijolos e algumas paredes estavam com buracos enormes, nada de anormal, tirei algumas fotos. Até eu perceber que havia uma porta que me pareceu ser do porão, diferente de todo o resto da casa estava nova, e trancada. Além disso quando eu subi ao segundo andar da casa encontrei algumas cadeiras e uma mesa meio coberta que parecia novas demais para estar ali, eu vi claramente um saco de plástico molhado dentro da banheira, como se alguém tivesse lavado aquilo.

Foi quando ouvi um gemido muito alto vindo do porão então pulei pela janela do segundo andar e voltei pelo caminho de onde eu vim, quando estava voltando eu percebi que o gemido na verdade era um barulho vindo dos canos de água da casa, me senti mais tranquilo, foi quando esse pequeno momento de alívio deu espaço ao terror que senti ao me perguntar porque a água estaria ligada em uma casa abandonada no meio da maldita floresta...

Faz um pouco mais de dois meses desde que isso aconteceu e eu não voltei lá e nem penso em voltar.

Este era um dos videos que estava no computador:



Fonte: Medo B.

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A frase maldita

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"Tome um assento, essa história vai lhe tomar um tempo." Disse o guarda a Dovakiin.

Dovakiin puxou um assento e começou a ouvir,a luz da fogueira dava um to grave ao rosto do  guarda.
"A história começa anos atrás. Eu era o corredor mais rápido de Rorikstead, mas a vida era entediante como pastor de ovelhas. Decidi seguir uma vida de aventura como muitos jovens faziam. Tomei minha espada,  meu escudo e minha coragem e busquei por glória. Não podia me enganar, um  urso ou um troll já seria demais para mim, quem dirá males maiores que povoavam essa terra, mas eu tinha coragem, como já disse. Pretendia poder derrotar os grandes demônios dos contos antigos, mas sem conhecimento não chegaria a lugar nenhum. Entretanto, nenhum mentor me aceitava. 'Muito apressado e arrogante', eles sempre diziam. Sem necessidade que eu diga, me senti destruído e tolo. Na estrada de volta para casa uma chuva começou a cair, que só aumentava o buraco em meu coração, então raios e trovões começaram a cair."

Dovakinn parecia estar ouvindo a história pela metade.  Sua atenção estava sendo atraída por outra coisa.

"Quando virei  meus olhos, percebi que não era uma mera tempestade de  raios. A eletricidade provinha de um terrível mago usando os trajes mais negros que eu já vi em minha vida, e estava indo para Rorikstead! O mago estava invocando algo, e, apesar de minha falta de treino, corri contra ele com minha espada. Ele claramente não me conhecia, pois começou a correr de mim. Eu  fui rápido demais para ele, e velozmente empalei-o nas costas.  Entretanto, atrás de mim, havia uma terrível abominação do reino de Oblivion. Ao que me virei para lhe golpear, levei uma pancada na cabeça e desmaiei. Quando acordei, fui recebido por um vigia de Stendarr. Ele me disse que eu fiz muito bem em matar o mago, mas havia muito o  que ser feito ainda. Viajamos  pela terra derrotando as criaturas de Oblivion que toda sorte de magos haviam invocado."

O bardo começou a tocar uma música lenta e caída, que só trouxe mais agonia para a história do guarda.

"De qualquer  modo, todas as coisas boas chegam a um fim, e logo meus dias como aventureiro terminariam. Um dia, eu estava fora buscando lenha, e quando voltei, o vigia que me acompanhara nas minhas jornadas estava morto. Acima do corpo do meu amigo, havia um demônio como eu nunca havia visto antes. Magro, seco, como se estivesse morrendo de fome, seus dedos eram garras pontiagudas, sua boca era como de uma sangue-suga e tinha uma cauda longa e fina, que terminava em espinhos. Suas pernas eram  finas e terminavam em cascos pontiagudos, não pareciam fortes o suficiente para sustentar o corpo da criatura. Ele pegou o arco de meu amigo que estava no chão, e atirou em meu joelho."

O guarda olhou para baixo e choramingou dizendo: "A criatura disse; Eu costumava ser um aventureiro como você, mas então levei uma flecha no-" (N.T: Frase original: I used to be an adventurer like you, but then I took and arrow to the knee.)

"Quieto, homem velho"; o  guarda foi rudemente interrompido por Dovakiin. Ele ouviu o silêncio por minutos até que o grito de dragão foi bradado e sacudiu a taverna.

"Dragão!" o povo gritou. O guarda correu para fora para lutar, mas foi rapidamente comido.

O mesmo guarda agora assombra Skyrim, possuindo outros guardas e fazendo eles pronunciarem essa mesma mensagem para Dovakiin. Você pode fazer piada com ele, você pode se recusar a atender seu chamado, você pode até matá-lo, mas há uma coisa  que você nunca deve fazer. Nem que se encontre no abismo da loucura, eu lhe imploro.

Nunca repita a frase amaldiçoada.

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Creepypasta dos Fãs: Vazias

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Estava fazendo uma poesia
Quase uma filosofia
Porém enquanto eu fazia
eu ouvia algo que ria
Eu sentia
uma espécie de agonia
que tomava tudo que em mim existia,
então eu perceberia
que as órbitas do ser que me olhava eram vazias,
sua pele era pálida e fria,
e seu sorriso assustados, respirar não me deixaria
e perceberia,
que desapareceria
e na minha frente surgiria
Andes que eu pudesse reagir me atacaria.
Perto da minha morte falaria:
que o gosto de medo em meu sangue sentia
e que não se arrependeria
pois do fraco que acabava de cair
ele renasceria.


 Autor/Enviado por: Gabriel Marques

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H3LPM3.exe

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O acontecimento a seguir ocorreu  entre 12 de outubro de 2009 e 25 de outubro de 2009. Esta história está em forma de um diário, mantido por um marido viúvo. Ele foi encontrado morto na calçada próxima a um supermercado local. A única coisa fora do comum é que seus olhos estavam completamente pretos, e tinham grandes marcas de queimadura em seu peito. Nenhuma evidência do assassino foi encontrada.

Já faz exatamente três meses desde que Mari morreu. Uma insuficiência cardíaca? Que aconteceu do nada? Claro que não, os malditos médicos pensam que sabem tudo, de qualquer maneira, meu conselheiro disse que seria uma boa idéia começar um diário para manter meus pensamentos . DROGA!

13 de Outubro
A maldita senhora no supermercado demorou pra caramba! Droga, quantos sacos de ração uma cadela precisa? Tirando isso, foi um dia normal. Cheira a cerveja lá fora, ou é só impressão minha? Uh, chefe estúpida achava que sabia tudo; agora nós estamos no meio das favelas, o dique não tem dinheiro e ele demitiu metade dos trabalhadores.

14 de Outubro
Finalmente! A loja demorou uma eternidade para entregar meu laptop! Porra, três semanas sem noticias?! Uhhggg.

15 de Outubro
Laptop é uma porcaria, mas é a única coisa que eu posso pagar agora. Tudo bem, eu baixei todos os arquivos habituais, agora vamos nos divertir um pouquinho.

Droga, peguei uma porcaria de um vírus! UM CAVALO DE TROIA!

16 de Outubro
Fiquei acordado a noite toda jogando WoW; não ficar on-line durante muito tempo, fere o seu status social, cara. Estou procurando alguns jogos para entrar em minha coleção. Me deparei com um jogo de tiro em primeira pessoa, chamado H3LPM3. O título supostamente significa ”Hacker Life’s Personal Massacre 33 (Massacre Pessoal de uma Vida de um Hacker 33)”. Ele tinha notas muito boas, então decidi baixá-lo. Está tudo indo bem, mínimos problemas, jogabilidade boa. O jogo é praticamente uma cópia de Modern Warfare 2.

17 de Outubro
Essa droga de jogo! O maldito travou meu laptop! Eu comecei a jogá-lo, e ele me levou para a tela de título, daí de repente, as luzes começaram a piscar e CRASH! FUDEU! Agora tenho que levar essa porcaria de volta para o cara que o consertou em primeiro lugar. Ele me disse para voltar amanhã. A única coisa que eu tenho agora é minha TV.

18 de Outubro
Voltei à loja de informática. Eles me disseram que não havia nada de errado ou fora do comum, e que estava funcionando perfeitamente quando usado. Sério? 50 dólares a menos na minha carteira por isso? Bem, eu o levei de volta, conectei e liguei. Tudo estava normal, apesar da metade dos meus arquivos terem sido excluídos, incluindo o jogo. Droga, Mari! Se você pelo menos estivesse aqui! Eu tive que ir trabalhar hoje, em um domingo, é claro. Nosso chefe despediu mais algumas pessoas. Eu havia conversado com ele um bom tempo sobre uma conta que precisava de atendimento. Heh, quem diria que aquele idiota teria um pouco de cérebro, apesar de tudo.

19 de Outubro
Descobri que meu chefe, Jearan, foi encontrado morto, os olhos completamente negros, e uma marca de queimadura no peito. Aquele filho da mãe sabia que sua hora estava chegando, muito ruim, já que a empresa enviou outro agente pra cá por um tempo. O problema, é que ele é um mimado, filho da puta, irritante. Age como se fosse muito melhor do que nós. A policia estava em toda a área. Um homem acabou se borrando ao ser assustado por um policial. Ele sempre foi o mais covarde da empresa. Heh, que bicinha!

20 de Outubro
Minha casa fora invadida ontem à noite. Minha janela da cozinha havia sido aberta. A coisa mais estranha foi que, nada havia sido roubado. Apenas uma única foto de meu rosto havia sido riscado por algo. A polícia não encontrou nada. Eles pegaram essa foto como prova. Maravilha, depois de todos os meus problemas, aparece um serial killer ou algo assim em minha casa para acabar com tudo! Que saco! Bem, esta noite eu vou ficar na minha casa de um amigo. Mari, eu te amo! Espero ver você em meus sonhos!

21 de Outubro
Cheguei em casa ontem à noite, e surpreendentemente, tudo ainda está em seu lugar. Achei que havia ficado tudo bem, porem, um bilhete sobre o balcão dizia o contrário: "Por que você saiu daqui? Você está com medo? Você me odeia?" Agora eu tenho um motivo para ficar com medo. Vou começar a rezar. Vou ficar acordado a noite toda, e esperar, e esperar, e esperar ainda mais... Estou muito assustado agora.

22 de Outubro
Estou completamente chocado neste momento. Passei a noite toda acordado. Não ouvi nada, pensei ser algum amigo pregando alguma espécie de brincadeira em mim, mas hoje a tarde, descobri que não era o caso... Recebi uma ligação da policia, dizendo que meu amigo, com quem eu passei a noite a dois dias atrás, foi encontrado morto. Igual ao meu chefe, olhos negros e marcas de queimaduras em seu peito. Eu não sou um suspeito, mas uma pessoa de interesse. Eles não sabem quem ou o que está causando essas mortes. Eles acham que pode ser alguma espécie de vírus ou doença, mas ainda não descartaram a possibilidade de um assassinato. Decidi checar melhor aquele bilhete. Nenhuma impressão digital, sem pistas, nada. Estou começando a duvidar se eu sou mesmo capaz de fazer qualquer coisa, sem mesmo saber. Todas as pessoas próximas a mim, mortas ou desaparecidos. DROGA, SE VOCÊ QUER ACABAR COMIGO, POR QUE NÃO ME MATA LOGO?!

23 de Outubro
Sinto muito por ontem, tudo aquilo foi demais pra mim, não consegui me segurar. Um homem da UPS bateu em minha porta hoje, trazendo uma caixa. Eu abri e havia um laptop, e um bilhete dentro:

"Prezado Sr. Anderson,

Por favor, aceite nossos pesares. O laptop que você encomendou a alguns dias atrás fora entregue por engano à um dos escritórios em Chicago.

Atenciosamente, gerencia da UPS”

De onde diabos aquele notebook apareceu? Ou pensando melhor, para onde foi parar aquele jogo? Eu procurei on-line e todas as evidências de sua existência haviam desaparecido. Já não estava mais no topo da lista de melhores jogos. Tudo havia sumido. Espere um minute, alguma coisa está acontecendo.

24 de Outubro
Eu não escrevi muita coisa ontem porque algo apareceu em minha casa... Alto, moreno, peludo, com um sorriso demoníaco ou alguma merda assim. Ele ficou parado, do lado de fora de meu quarto, me observando. De repente, ele começou a arranhar minhas paredes sem parar! EU NÃO SABIA QUE PORRA AQUELA COISA QUERIA! Liguei para a polícia e disse-lhes que havia um homem estranho em minha casa. Eles chegaram aqui em uns 2 minutos, mas pareceram horas. Eles entraram, viram a coisa e sem mais, atiraram. Ouvi rosnados, uns barulhos de algo sendo rasgado e esmagado, e os gritos, caralho, os gritos erram horríveis! Ele me quer, ele vai matar todo mundo só para me pegar! Eu só quero morrer de uma vez, não agüento mais isso!

25 de Outubro
Eu pulei pra fora de minha janela e corri pela rua em plena luz do dia. Sentia que a coisa estava me perseguindo. Eu estava correndo pela rua, vi alguns vândalos em um beco. Eles vieram até mim e me pararam. Eles iriam me assaltar. Porem, de repente, a coisa voou pra cima deles, e literalmente RASGARAM seus corpos lentamente, mas ele não estaria satisfeito até que me tivesse. Voltei correndo para casa somente para que eu pudesse escrever isto. Essa droga de jogo, H3LPM3, é uma sentença de morte, sem mais nem pior! EU TE AMO, MARI! VENHA ME PEGAR ENQUANTO PODE, SEU FILHO DA MÃE!

O homem foi encontrado morto em sua casa no dia 26 de Outubro. Ele havia cortado o próprio pescoço com uma navalha, provavelmente não conseguia mais suportar sua loucura. De acordo com os relatos de testemunhas, tudo o que viram foi um monte de bandidos, sendo dilacerados por nada. As últimas palavras de um deles estavam em uma língua desconhecida. As câmeras de segurança da loja de mantimentos pegaram uma boa parte do ataque.  O vídeo mostrava os bandidos sendo rasgados, e em seguida, seus peitos explodindo em chamas, que rapidamente apagaram. Os homens caiam, sem reação, seus peitos em chamas. Então, num piscar de olhos, a tela começa a brilhar, e o vídeo termina por ai.

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Lord of the Rings: The Third Age

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Meu amigo havia me emprestado sua cópia do jogo Lord of the Rings: The Third Age para o Game Boy Advance. Parecia um jogo antigo que ele já tinha a algum tempo. Ele disse que havia ganhado de aniversário a muito tempo atrás, quando o jogo acabara de lançar e ainda era bem popular. Lord of the Rings: The Third Age é um jogo de RPG que tem um sistema de batalha meio que parecido com os jogos Fire Emblem, que é basicamente um RPG de estratégia.

Você pode jogar com os personagens bonzinhos, e os personagens jogáveis eram ​​Aragorn, Gandalf, e Elrond. Você também pode jogar com os vilões do jogo, e os personagens jogáveis ​​são Saruman o Branco, o Witch King, e O Boca de Sauron. Eu escolhi ser Elrond quando comecei a jogar, e aconteceu uma falha muito estranha quando eu jogava na fase Darkness Upon Bree, onde você luta contra os Espectros do Anel (ou Nazgul). Do nada, o jogo congelava, e nem eu nem o jogador inimigo conseguiamos mover nossas unidades; estava tudo congelado. Apertei Start, nada, apertei Select, nada, apertei A, nada, apertei B, nada, tentei me mover, nada, tentei apertar os botões L e R, ainda nada.

O jogo estava completamente congelado, e eu não consegui fazer nada, até que a música parou de tocar também. Neste momento, a única coisa que conseguia ouvir era os Nazguls, e eles ficavam sibilando como cobras; pareciam assobios e gritos por alguns minutos; pareciam dizer algo como "Get Out of Here (Saia Daqui)". Meio chocado com a situação, eu não tive mais escolha, exceto reiniciar meu Game Boy, então eu o fiz. Quando voltei a jogar a fase Darkenss Upon Bree , o jogo congelou e a música parou de novo. Como da última vez, a “falha” aconteceu novamente, e a única coisa que conseguia ouvir eram Nazguls, sussurando e gritando constantemente, sem parar! Eu não sabia mais o que fazer, então decidi tentar uma ultima vez.

Tirei o cartucho, limpei, voltei a jogar e a mesma falha aconteceu de novo, na mesma fase. Então decidi desligar e dar uma olhada no cartucho. Não havia nada de errado com ele. A falha continuou acontecendo toda vez que eu joguei aquela fase. Então comecei um novo jogo e joguei com um dos bandidos desta vez, o Rei Bruxo. Quando eu estava com ela, a falha não voltou a acontecer, e eu terminei a Darkness Upon Bree sem quaisquer problemas. Isso não é um pouco assustador, me deixar vencer como um cara mau, mas não como um cara bom? Eu pensei assim. Você acha que poderia ser uma mensagem subliminar programada no jogo, tipo aquela coisa toda da síndrome de Lavender Town, em Pokemon?

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Creepypasta dos Fãs: Quadros

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Há tempos que eu vinha percebendo algo de estranho em minha casa. Se é que podia se chamar de casa, pois tinha um porte muito grande. Estava mais para uma mansão antiga, bem, mas isso não vem ao caso agora. Era uma casa muito velha mesmo, e como toda casa velha, haviam muitos quadros. Mas não eram quadros comuns, pinturas bonitas de paisagem, artes abstratas, nada desse tipo.
Eram retratos. E todos os quadros continham o mesmo retrato, da mesma pessoa, porém em escalas e posições diferentes.

Você deve estar pensando “retratos, e daí?”
E daí que eles não me deixavam em paz. Retratavam uma mulher com cabelos louros maltratados, roupas que deviam ser brancas, mas no quadro ficavam amareladas pelo tempo. Nestas também haviam inúmeras manchas de sangue, já secas. Sempre sorria. Mas o sorriso dela não é o tipo de sorriso que te faz sorrir junto.

Porém esta não é a parte assustadora. O motivo pelo qual eu não consigo pregar os olhos à noite é que os quadros não permanecem assim. Eles mudam.

Eu os vejo pela primeira vez ao dia. Então vou fazer outra coisa qualquer, e quando volto, a mulher já não mais sorri. Há mais manchas em sua roupa, também em seu rosto e mãos. Nestas, a loura carrega uma faca levemente enferrujada e também suja do líquido vermelho.

Eu saio correndo. Vou para a sala, e ligo minha televisão num telejornal.
Notícia da semana: uma perigosa assassina à solta. O âncora aconselha aos telespectadores que tranquem suas portas, antes de mostrar uma foto da tal mulher na tela. Eu quase caio para trás ao encarar a face pálida, raivosa e tão bem conhecida dos retratos.

Corro pela casa à procura de um deles, e não tardei a encontrar. Parei em frente à ele, a assassina estava lá. Não sorria, nem segurava a faca, parecia... assustada. Recuei. Saí à procura do meu porão, demorando um ou dois minutos para estar diante de sua porta. Abro-a, e sinto um forte cheiro de carne apodrecida e sangue.

Então eu finalmente entendo. 

Aquela casa velha tinha mesmo muitos, muitos espelhos.
 -

Isabella Krambeck da Silva  - SP

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