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A Bruxa Elétrica

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Bom dia/Boa tarde/Boa noite! @anon, obrigado pela sugestão! Apreciem essa creepy, e se quiserem, podem deixar novas sugestões nos comentários!
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Nós deveríamos ter ficado longe.

Mas olha, éramos crianças. Nós pensávamos que éramos imortais. Estávamos errados.

A bruxa elétrica morava numa cabana quase um quilômetro adentro na floresta, na periferia da cidade. Ela ocasionalmente podia ser caminhando orgulhosa entre as árvores, murmurando coisas sem sentido para si mesma. Ela ganhou o apelido de "bruxa elétrica" por causa de suas roupas.

Sobre seu ralo e fino cabelo loiro, ela usava um capacete de plástico com dúzias de fios multicoloridos que se projetavam do topo e pendiam como cabelos.

Ela vestia um colete preto, no qual havia embutido um recorte do raio-X das costelas de alguém. Naturalmente, isso atraia o fascínio e, às vezes, a ira das crianças na vizinhança. O principal delas foi Sam Westom.

Ele era uma daquelas crianças nascidas com um instinto natural de procurar os diferentes do bando e puni-los. Foi ideia dele invadir a casa da bruxa elétrica.

"Só quero olhar em volta
," ele disse, entre mordidas da batata assada de outra criança. "Talvez tirar algumas fotos."

O refeitório era barulhento mas, mesmo assim, Sam falava alto demais.

"Não seja idiota," disse eu, mais discretamente. "Você vai ser preso."

"Preso?" Sam disse. "Isso nem ilegal é. Não é como se aquela bruxa louca fosse dona da cabana, ela só mora lá. Nós temos tanto direito de entrar lá quanto ela."

"Continua sendo uma ideia estúpida. E se ela te pegar? Ela é maluca, não sabemos o que ela vai fazer com você."

"É," ele respondeu. "Por isso eu não vou sozinho. Você vai comigo."

Eu atirei uma das batatas fritas empapadas da cantina nele, mas ele desviou.

"Com certeza," falei, ironicamente. "Se minha mãe descobrir isso, fico de castigo até o apocalipse, e mais um pouco."

"Hm," Sam começou. "Você não acha que ela ficaria mais chateada por ter um franguinho como filho?"

A mesa ficou em silêncio. Os olhos observadores dos meus colegas se voltaram pra mim, e eu soube que não havia nada a fazer. Sam invocara a "palavra com f", então agora eu não teria outra escolha além de segui-lo em sua jornada imbecil. Era isso ou encarar a zombaria dos meus amigos pra sempre. Timothy Jenkins uma vez havia se recusado a comer uma pimenta no segundo ano. Nós estávamos na quinta série agora, e as pessoas ainda caçoavam dele pelos corredores.

"Tudo bem," disse entre dentes cerrados. Então joguei outra batata nele. Dessa vez, acertando em cheio seu rosto.

Anos depois, eu me arrependeria de fazer isso. Deveria ter sido mais gentil, eu diria a mim mesmo. Mas claro, não tinha como saber o que estava por vir.

Nós estávamos na beira da floresta, e eu já me arrependia da decisão. O céu era de um cinza metálico, e o cheiro de chuva pairava no ar. A atmosfera se agitava com eletricidade - uma tempestade estava a caminho.

De perto as árvores eram tão grandes que tentar olhar suas copas fazia o chão se mover e girar sob mim.

"Assustado, hein?" comentou Sam.

"Não," eu menti. Meu coração saltitando como um peixe tentando voltar à água. Não olhei pras outras crianças, com medo deles verem o medo em meu rosto.

Não sou um franguinho.

"Sim, claro," disse Sam, rolando os olhos. "Continue suando assim e logo você vai estar de pé em uma poça."

"Você vai estar numa poça quando dermos de cara com a bruxa," devolvi. "Mas não vai ser suor."

Pra minha surpresa, Sam riu.

"Beleza," respondeu. "Essa foi muito boa. Mas estamos perdendo tempo. Vamos."

Ele bateu forte nas minhas costas e eu tropecei em direção às árvores. Tinha acabado de retomar meu equilíbrio quando vi ele correndo na minha frente.

"Você vem?" ele gritou pra mim, seguido de outros dois gritos.

Eu suspirei, engolindo meu medo, e o segui.


Chegamos à cabana da bruxa em quinze minutos. O vento já havia se agitado nessa altura, e a floresta ganhava vida com o farfalhar dos galhos de árvores balançando.

"E se ela estiver em casa?" eu sussurrei, alto o bastante apenas pra ser ouvido entre o assoviar do vento.

"Então talvez ela nos faça alguns biscoitos," disse Sam.

Ele não esperou pela minha réplica, caminhando confiantemente até a porta.

"Oláá, Sra. Bruxa Louca," falou. "Estamos aqui pelos seus mundialmente famosos biscoitos de chocolate."

Minha respiração congelada na garganta enquanto assistia. Lentamente, a porta abriu com um rangido, revelando a bruxa elétrica.

Ela não disse nada, apenas piscou duas vezes. Sua boca se contorceu. Ela olhou pra mim, murmurou alguma bobagem baixinho.

Finalmente, ela se afastou para nos deixar entrar. Relutantemente, eu segui Sam até a cabana.

O interior era como num sonho bizarro. As paredes eram de ferro corrugado, manchado pela ferrugem, assim como o teto, e a coisa toda parecia prestes a colapsar a qualquer momento. Mas você mal podia ver as paredes através de todo o lixo que as cobria.

Havia microscópios, prateleiras de tubos de ensaio, um tambor plástico de uns duzentos litros cheio de agulhas hipodérmicas sujas.

Havia jarros de animais em conserva: sapos, ouriços-do-mar e fetos de porcos, e potes de órgãos em conserva: corações, fígados e dois cérebros.

Filmes de Raios-X pendiam como retratos, em molduras caseiras feitas com galhos de árvores mortas, cobertas por liquens. Um em particular chamou minha atenção - era uma imagem de um cérebro com uma massa do tamanho de uma bola de golfe no meio do lado esquerdo.

A bruxa me pegou olhando. Ela bateu no lado de sua cabeça, e então apontou pra um dos jarros de órgãos. Dentro, suspenso num fluido verde escuro, estava uma massa cinzenta de tecido cerebral. Apertei minha mandíbula com feroz determinação, para não vomitar. A bruxa sorriu.

Então, ela falou.

"Sentem," disse enquanto gesticulava para uma mesa de damas dobrável feita de papelão no centro da sala, com quatro cadeiras de plástico diferentes entre si ao redor. Sam e eu nos sentamos. A bruxa sentou também, nos mostrando um sorriso amarelado e quase desdentado.

"É tão bom ter visitas," ela disse. "Vocês gostariam de um pouco de chá?"

Olhei ao redor, mas não encontrei uma chaleira em lugar nenhum. Ou um fogão, pra começar.

"Não, obrigado," respondi.

A bruxa balançou a cabeça, ratificando.

"Bem, o que posso fazer por dois jovenzinhos tão charmosos?"

Antes que eu pudesse responder, Sam soltou um suspiro de irritação.

"Você só pode estar brincando comigo," ele disse.

"Perdão?" perguntou a bruxa.

"Viemos aqui ver a velha bruxa louca e tudo que conseguimos é uma velha chata? O que eu deveria contar pros meus amigos?"

O sorriso da bruxa esmoreceu, e uma expressão de dor atravessou seu rosto. Ela se foi por um momento, substituída outra vez por um sorriso. Dessa vez, no entanto, havia algo diferente sobre seu sorriso. Ele não alcançava os olhos dela. Ela se inclinou pra frente, e falou em voz baixa.

"Bem, acontece" disse ela, "que eu sou uma bruxa."

"Ah, é?" disse Sam. "Prove."

O sorriso da bruxa se alargou, e seus olhos assumiram um brilho desagradável.

"Sam," comecei, "eu não acho que nós deveríamos-"

"Cala boca, cagão," respondeu Sam.

A bruxa gargalhou.

"Não há com o que se preocupar, jovenzinho," ela disse. "Na verdade, seu amigo deve estar animado. Tenho um presente muito especial pra ele."

"Você tem?" disse Sam. Sua expressão era cautelosa, mas a ansiedade em sua voz o traiu.

"Ah, sim," disse a bruxa. "Vou te mostrar."

Ela se levantou, e foi até o canto do barraco. Ela se agachou ao lado de um caldeirão de ferro preto que parecia pesado, e removeu a tampa. Abaixando-se, ela tirou algo, antes de recolocar a pesada tampa de metal, que fez um baque. Quando ela se virou vimos - um pequeno cristal que emitia um brilho azul na escuridão do barraco.

Ela vasculhou uma gaveta e tirou de lá um velho medalhão. Destravando o pingente, ela colocou o cristal dentro, então se virou e o deu pro Sam, que apanhou aquilo com seus dedos gananciosos.

"Esse é um amuleto muito especial," disse a bruxa. "Trará boa sorte ao portador. Com ele, você poderia governar o mundo algum dia."

"É mesmo?" disse Sam. "Qual é o truque?"

"Sem truques," respondeu a bruxa. "Apenas regras. A primeira regra é que toda noite, antes de dormir, você precisa tirar o cristal e beijá-lo. Tenha em mente de o fazer muito gentilmente, ou ele vai quebrar. A segunda regra é que você não pode deixar ninguém usar, ou sua sorte será transferida pra quem usar. A terceira regra é que você nunca deve tirá-lo."

Quando ela terminou as regras, Sam já havia colocado o medalhão no pescoço.

"Ei, acho que você não é tão ruim assim," disse ele.

Ele não fazia ideia.


No dia seguinte, no intervalo, éramos astros do rock. Não só havíamos nos aventuramos na floresta e conhecido a bruxa elétrica, mas também voltamos com um souvenir. O medalhão foi passado da mão esbaforida para a mão ansiosa, pra que todos pudessem ver o cristal azul brilhante dentro dele. Sam não deixava ninguém usá-lo, assim como a bruxa havia aconselhado, mas ele estava cobrando dois dólares por vez para deixar as crianças beijá-lo pra dar sorte.

Assisti a coisa toda com uma sensação crescente de desconforto.

"Você tem certeza de que devia estar fazendo isso?" perguntei.

Ele deu de ombros.

"A bruxa não disse que não podia."

Balancei a cabeça e fui embora - eu não queria fazer parte daquilo.

O dia seguinte foi quando as coisas começaram a dar errado.


A primeira coisa que notei foi que estavam faltando dois alunos na nossa mesa no almoço, Randall Evans e Jacob Culver. Na verdade, o refeitório parecia bem menos barulhento que o normal e, quando olhei em volta, percebi que era porque nossa mesa não era a única com estudantes em falta - quase todas estavam.

Sam estava aqui, mas parecia que não havia dormido a noite toda. Sua pele estava pálida e enrugada, e pesadas olheiras descansavam sob seus cansados olhos.

"Ei, você está bem?" perguntei.

"Estou," ele retrucou, soando mais cansado do que com raiva.

"Sério? Porque você não parece-"

Fui interrompido por uma torrente de vômito esverdeado que irrompeu de sua boca, cobrindo toda a mesa. Todos na mesa se levantaram e ficaram boquiabertos diante de Sam, que se levantara e agora cambaleava perigosamente pra frente e pra trás.

"Eu disse," falou ele. "Nunca me senti melhor."

Isso foi a última coisa que ele disse antes de seu corpo despencar no chão como um lenço de papel molhado.

"Enfermeira!" Eu chamei, sem pensar. "Enfermeira!" gritei até que a Sra. Hutch, a enfermeira da escola, viesse apressada, ofegando enquanto suas gordas bochechas coravam. Ela se inclinou sobre a figura prostrada de Sam. Ele estava gemendo baixinho, e apertando o medalhão, que estava sob a camisa. Sra. Hutch levantou a camisa. Ela engoliu a própria respiração num som agudo, e disse "Ah meu Deus."

O medalhão descansava sobre o peito de Sam. Atrás dele e ao redor, a pele havia se tornado preta. Sra. Hutch arrancou ele do pescoço, quebrando a corrente. Ela abriu o medalhão, e pela primeira vez, a ouvi xingar.


Sam estava morto.

Depois que ele desmaiou na escola, a enfermeira ligou pra emergência, e uma ambulância o levou correndo pro hospital. Ele sucumbiu à sua doença três dias depois. A causa da morte foi registrada como envenenamento por radiação, e o cristal brilhante azul foi enviado pro departamento de física da universidade local, sendo positivamente identificado como Cloreto de Césio.

A polícia procurou o barraco da bruxa, mas não havia sinal dela. Eles disseram que, a julgar pelo lixo hospitalar na cabana, ela provavelmente pegou o césio em alguma clínica de câncer abandonada, onde as máquinas de radioterapia não haviam sido corretamente descartadas.

Na semana seguinte, mais dezessete crianças foram hospitalizadas. Quatro morreram. O resto de nós foi posto em quarentena e analisado para prevenir efeitos da radiação. Após alguns dias, nos deixaram ir.

A bruxa nunca foi encontrada.

O prefeito e os vereadores da cidade todos concordaram que a história não deveria ser retratada publicamente, em respeito às famílias, e que qualquer jornalista que violasse o acordo de silêncio se provaria um "inimigo da decência."

Tenho certeza que eles simplesmente não queriam aquela publicidade negativa.

Eu realmente queria que houvesse um fim mais satisfatório pra essa história, que a bruxa fosse pega e punida pelo que fez. Queria que Sam não tivesse deixado mais ninguém tocar no medalhão.

Acima de tudo, queria que eu nunca tivesse visto essa maldita bruxa elétrica em primeiro lugar. Talvez então eu tivesse levado uma vida normal.

Em vez disso, tenho vinte e quatro anos e estou no hospital pra minha terceira cirurgia de câncer de pulmão. Se há uma moral nessa história, tenho certeza pra caralho que não sei qual é, exceto talvez que o mundo é cruel, um lugar perigoso no qual sofremos pelos pecados dos outros.

De qualquer forma, não tenho mais nada a dizer, exceto:

Fim.
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FONTE  AUTOR
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (07:00 - 08:00)

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Waye foi o primeiro a correr em direção das chamas, apesar de seu recente quase encontro com a morte, passou pelos destroços tentando encontrar o piloto.

"Puta merda! Puta merda! Vocês viram isso?" Melissa berrava enquanto eu tentava ajudar Wayne. 

Empurrei algumas partes de destroços para o lado sentindo o calor do inferno enquanto procurava por seja lá quem tinha sido mandado cumprir aquela tarefa impossível.

Lá, preso ao seu assento, estava um jovem soldado usando seu uniforme, detido por pedaços de metal em chamas e por um pedaço logo e afiado de estilhaços.

Não havia como libertá-lo.


O jovem soldado agarrou meu braço, sob sua máscara, pude ver que ele estava tremendo de medo, embora tentasse esconder.

"Vamos te tirar daí," falei, mesmo sabendo que era uma mentira.

Ele enfiou a mão no outro bolso do uniforme e pegou o celular rachado que mostrava suas próximas instruções do jogo.

"Vá", ele ordenou enquanto me empurrava para longe. Wayne me puxou para longe e as chamas ficaram cada vez mais altas.

Eu sabia que não havia nada que pudéssemos fazer e ainda assim eu queria tentar.


Ficou claro que não havia o que fazer quando alguns segundos depois, o resto do helicóptero explodiu crescentemente. Wayne e eu fomos arrebatados pela força da explosão.

Tossi e cobri meu rosto, desesperado para me afastar do acidente e em direção dos outros.

Heather e Celeste estavam calmamente levando o baú até nosso pequeno acampamento na praia, aparentemente sem se incomodar com os acontecimentos ao seu redor.

"O que ele te deu?" Celeste perguntou.

Levantei o telefone para verem e joguei na direção de Heather.

"Isso ... ah, e claro, não vamos esquecer da vida dele também!" Gritei com elas. 

Celeste acenou com a cabeça sobriamente, enquanto sua parceira apenas continuava escolhendo os suprimentos que o homem nos dera.


"Você é uma figura mesmo. Uma filha da puta sem coração mesmo", falei, balançando a cabeça em descrença.

"Olha só. Todos nós fizemos sacrifícios para chegar até aqui. Alguns mais do que outros. Confie em mim, quando isso acabar, podemos lamentar por cada um deles. Mas agora precisamos continuar andando", respondeu Heather enquanto ela mostrou o que estava no telefone do soldado.

Era difícil determinar exatamente o que era, exceto que era uma foto e parecia uma árvore.

Melissa olhou por cima do meu ombro para conseguir enxergar. "Isso é um 8?" Ela adivinhou.

"Nossa próxima jornada. Não há como dizer a que distância ou em que direção, exceto, é claro, a direção de onde veio o helicóptero. Você consegue andar? Não quero atrasos." Disse, olhando para a minha perna e depois para Wayne.

"Estamos bem. Vamos", ele insistiu.

Heather não se incomodou em perguntar duas vezes e marchou em linha reta em direção a uma trilha rústica que levava à vasta floresta.


Celeste se afastou de sua parceira e começou a caminhar ao meu lado e aparentemente queria ter uma conversa de um para um. 

"Deixa eu adivinhar, Heather tem um bom coração lá no fundo," resmunguei. 

"Ela costumava ter," Celeste disse, o que na verdade me surpreendeu. 

"O que aconteceu?" Perguntei.

"O Jogo aconteceu. Lá atrás ela achou que era só um desafio qualquer, tarefas que iam ficando cada vez mais difíceis. Pelo menos era isso que os fóruns na internet diziam," explicou. 

"Sim, eu cheguei a ler também. Não faz sentido. Porque as pessoas mentiriam enquanto arriscavam suas vidas e partes do corpo?" Perguntei.

"Não estavam mentindo. Aquelas postagens... eram tudo geradas automaticamente por bots. Todas. Feitas para que as pessoas se inscrevam cegamente. Para jogar essa merda." 

Eu estava fazendo algumas ligações no meu cérebro. Mas isso só fez meu estômago revirar mais e mais.

"Então suponho que você não estava com ela nas outras vezes?" Perguntei.

"Não, não estava. E ela não fala sobre o que aconteceu. Mas sei que seja lá o que aconteceu, mudou nela muito mais que seu corpo físico. Levou seis semanas e meia para poder andar de novo depois da fisioterapia no ano passado." ", Celeste comentou.

"Se ela perdeu tanto, porque está aqui agora? Essa é a terceira vez que ela tenta terminar", percebi.

"Não sei. Mas falei que dessa vez não iria sem mim", respondeu Celeste.

No fundo, sei que é outra mentira. Uma pessoa como Heather não teria parado simplesmente por causa de algo tão pequeno.

Ela é como o Capitão Ahab e este jogo é sua Moby Dick, creio eu.

Não consigo nem imaginar o que isso significa para nós, seus humildes marujos.

"Ei, acho que encontrei alguma coisa!" Melissa gritou atrás de nós.

Nossa pequena comitiva parou sua marcha e Heather foi até onde a ruiva estava parada.

E lá estava, uma árvore com entalhada com o número romano. 


"Bom trabalho", disse Heather, mas antes mesmo de termos a chance de comemorar, Wayne chamou na direção oposta.

"Ei, eu acho que é aqui!"

Franzi a testa e corri até ele para dar uma boa olhada.

"Qual é o certo?" Celeste perguntou nervosamente.

Heather pegou seu celular e tirou uma foto do entalho. Uma mensagem nos disse qual é realmente a nossa tarefa.

INCORRETO.

"Temos que encontrar o certo", falei.

Nós cinco nos movemos para a outra árvore e tiramos outra foto, recebendo a mesma mensagem.

"Merda", Melissa disse preocupada.

"Espalhem-se. Temos dezenove minutos para encontrar o caminho certo!" Heather gritou.

Desta vez, nenhum de nós questionou suas instruções. Mas a cada minuto que passava, comecei a sentir uma bola gelada crescer no meu estômago.

Havia pelo menos trinta árvores espalhadas por uma extensão de três campos de futebol. Nenhuma delas era a certa. 

Então, quando faltavam só dois minutos, ouvi Melissa gritar.

Larguei tudo e corri para ajudá-la. 

Mas não era ela que precisava ser salva.

Lá, em uma árvore marcada com o mesmo numeral romano que procurávamos, havia três homens, pendurados nus de cabeça para baixo em galhos mais baixos.

Prendi a respiração quando o celular que eu estava segurando apitou novamente e vi nosso novo desafio.


IX. DEIXEM-OS PARA MORRER.

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 24/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Pacto com o Diabo: Relato de um Homem Não Identificado

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Para quem imagina que o demônio é alguma criatura assustadora ou tem uma aparência apavorante está enganado, nos trés encontros que "iludido" tive com ele pude observar e ter a falsa impressão de estar lidando com pessoas extremante educadas, elegantes e bonitas.

Nasci em uma família humilde, mas sempre tive o sonho de ter grana e me tornar milionário, quando tinha 18 anos se você não fosse um garoto bonito, dificilmente conseguiria arranjar namorada bonita, pobre seria ainda era pior, na fissura de me tornar alguém rico e importante, resolvi fazer um pacto com o diabo quando tinha 19 anos.

A meia noite criei coragem e fui até uma encruzilhada em meio a um canavial e evoquei Satanás por três vezes, esperei esperei e nada repeti novamente o ato por mais duas vezes, esperei esperei e nada, então desisti e fui embora pra casa.

Passados três dias fui a um barzinho bem conhecido aqui da cidade que não colocarei o nome para preservar o local, la estava eu com meus amigos sentados em uma mesa que dava de frente para a rua quando der-repente chega um sedã de luxo, para bem a nossa frente e dele desce um homem aparentando ter uns 30 anos, bem vestido com traje preto parecia aqueles gangsteres de filmes do Al Capone, cabelos loiros olhos azuis e muito educado sentou se ao nosso lado e ali ficou bebendo whisky até a hora em que fomos embora.

Eu trabalhava de ajudante geral em uma fábrica de baterias e no outro dia cedo logo que cheguei no trabalho, o mesmo homem da noite anterior adentrou no setor em que eu estava trabalhando e veio em minha direção, seu olhar era tão penetrante que quase me hipnotizava, chegou bem próximo e disse; olá Marcos estamos aqui ouvimos o teu clamor, fiquei sem entender nada, então perguntei nós quem ? clamor ? para minha surpresa ele deu um sorriso e colocando as mãos em meus ombros sussurrou em meu ouvido estaremos as 18hrs esperando por você, e foi se embora

Trabalhei o dia todo meio sem saber o que estava se passando até que resolvi perguntar quem era aquele homem, no entanto ninguém o tinha visto nem sabia de quem eu estava falando então caiu a fixa, lembrei do pacto, será ? pensava eu, será mesmo o demônio ?

Eu saia do trabalho sempre as 17:45 e no caminho para o ponto de ônibus o mesmo sedã da noite anterior parou do meu lado, abriu a porta lateral traseira e pude ver ao olhar para dentro do veiculo o mesmo homem que me abordara na minha seção de trabalho, homem este que ninguém conhecia ou tinha visto, mas ele estava lá, rapidamente olhei para meu relógio e eram exatamente 18hrs como ele mesmo tinha marcado, explicar o sentimento que senti naquela hora é difícil por que nem eu mesmo acreditava que aquele sujeito pudesse ser o demônio, era uma mistura de duvida, medo e curiosidade, mas como que seduzido pelo convite resolvi adentrar no carro.

Uma vez dentro do carro o silencio tomou conta do ambiente, até que resolvi perguntar quem era ele e o que queria comigo, a resposta foi:
"Somos muitos, o que queremos ? queremos que você se junte a nós"
Eu disse; muitos ? como assim ? e como poderia me juntar a você ? e ele respondeu:
" Este corpo é apenas o intermediador entre nós e você, pois somos uma legião, eu e meus irmãos queremos que você se junte a nos na servidão de nosso querido mestre, Lúcifer, e em troca receberá todas as riquezas e gozara de todos os prazeres da terra enquanto estiver encarnado "
Fique completamente anestesiado, pois queria sim fazer um pacto em troca de dinheiro, riqueza e mulheres, mas quando vi que isso era realmente possível e que eu poderia estar negociando com uma legião de demônios minha própria alma, confesso que me deu medo, e este medo me fez perguntar a ele: e Deus ? pois se você existe obviamente que Deus também existe e se eu der minha alma a você como fico com Deus ? quando eu morrer vou realmente para o inferno queimar eternamente ? e ele me respondeu dando muitas risadas meio que achando graça da minha ignorância em relação ao que era desconhecido para mim, mais parecia que eu tinha feito uma piada, assim ele me respondeu:
"Marcos... a que Deus você se refere ? ao grande rival de nosso amado mestre LÚCIFER ? fique calmo e relaxe pois tudo não passa de um grande jogo de xadrez, Lúcifer o grande arquiteto, somente deseja o bem, a felicidade e o gozo pelo que é bom para os humanos, seu rival o outro "Deus" é quem é mal, utiliza de tragédias e miséria para conseguir seguidores, foi capaz de mutilar seu próprio filho simplesmente para angariar fieis, e quanto ao fogo eterno e o inferno não passa de mais uma tática que ele usa pra amedrontar seus rivais e inimigos"

Sem palavras apenas olhei novamente para ele e disse: o que quer que eu faça ? ele somente me olhou e me deu uma pasta preta, daquelas executivas com uns adornos amarelos brilhantes, e me disse para ir e aproveitar o resto da semana, mas pediu para que eu abrisse a pasta somente em casa, fiz como ele pediu desci do carro e fui para casa, chegando lá minha curiosidade era extrema, eu já não me continha fui correndo abrir a pasta, para minha surpresa a pasta estava completamente lotada de dinheiro e um envelope grande, dentro dele um papel grosso meio texturizado e de cor amarronzada e tinha um cheiro ruim parecia cheiro de algo estragado "carne" mas não muito forte o cheiro era sutil somente colocando próximo do nariz para sentir.

Na época se comparássemos com o dinheiro de hoje a quantidade de dinheiro que havia no interior da maleta equivalia a mais ou menos uns 500 mil reais.

Guardei o envelope com o papel estranho e fui pra balada, aquela noite eu era patrão estava cheio da grana e me sentindo o máximo, sai com meus amigos bebemos dançamos e mais tarde fomos a uma boate, fechamos a casa e a orgia rolou solta sexo bebidas e muitas mulheres, passamos a noite na gandaia.

Passados alguns dias eu já de carro novo, casa nova, vivendo uma vida de luxo, imaginando que já teria feito o pacto com o diabo, só aguardando o que mais ele iria me dar de bom, mas para minha surpresa o pacto ainda não tinha se consumado naquele dia por volta da meia noite, estava eu deitado vendo um filme em minha cama com as luzes apagadas, quando der-repente vi uma pessoa em pé, uma mulher, parada, bem na porta do meu quarto, só dava para ver as sua silhueta devido a luminosidade do aparelho de TV, tão grande foi o susto que quase tive uma parada cardíaca, tremulo de medo pelo fato de ser pego de surpresa por alguém que teria aparecido no ar como se fosse um fantasmas, criei coragem acendi a luz e olhei para a Mulher que por sinal era linda, sorridente e muito sex, mais calmo perguntei: Quem é você ? ela me respondeu com uma voz suave e muito atraente, sou a administradora do seu contrato, mas pode me chamar de EMPUSA, (estranhei o nome mas nem perguntei nada) ela me pediu para pegar o envelope com o papel de cheiro ruim que estava na pasta juntamente com o dinheiro, não pensei duas vezes, peguei o envelope e entreguei a ela, ela pegou o papel que estava dentro e colocou sobre meu criado mudo e foi se aproximando de mim, ela era alta de pele ber branca e cabelos lisos bem pretos, olhos pretos e uma cintura de dar água na boca, muitíssimo cheirosa, pernas bem torneadas e rígidas, vestia um vestido de gala "festa" longo vermelho com detalhes brilhantes, se aproximou de mim e começou a me beijar, eu quase que hipnotizado e seduzido por um desejo inexplicável e ao mesmo tempo ainda com medo, me entreguei e deixei me seduzir, fizemos coisas que jamais imaginei que fosse possível de se fazer na cama, experimentei sensações indescritíveis e aquela noite experimentei o mais extraordinário sexo e orgasmo de minha vida.

Passamos a noite juntos e logo de manhã bem cedo por volta das 6 hrs, escutei o interfone tocar e acordei, ela já estava de pé toda linda e pronta para sair mas o curioso e interessante é que com roupas totalmente diferentes das que ela veio, sem noção de onde ela havia conseguido as roupas mas curiosos procurei pelo vestido vermelho e não encontrei, ela me olhou e disse não vai atender a porta? ai eu fui ver quem estava a me acordar aquelas horas e o que queria.

Quando abri a porta um homem de uns 2 metros de altura aparentando uns 20 anos e bem vestido, logo foi adentrando casa a fora e se sentando em meu sofá, era tanta informação para meu cérebro que eu nem perguntava mais nada só esperava acontecer, e lá do quarto veio a jovem Empusa em minha direção pegou minha mão direita e começou a chupar meu dedo indicador, era bem exitante até que olhei para baixo e percebi que seus pés estavam diferentes, pareciam feitos de ouro e tinham formato do pé de um cavalo ou uma égua, me assustei mas não tive tempo para me afastar dela foi muito rápido, ela mordeu meu dedo fazendo um corte profundo com o dente, que naquele momento também tinha se transformado eram parecidos com dentes afiados de tubarões, logo o sangue começou a sair ela passou em meu peito do lado esquerdo, pois eu estava ainda sem camisa só de bermuda "Shorts", ela fez um sinal parecido com uma cruz de cabeça para baixo no meu peito com meu próprio sangue e neste momento o homem que estava sentado no sofá se levantou e o papel que eu citei anteriormente já estava com ele que veio em minha direção e me pediu para que eu escrevesse com meu próprio sangue o seguinte:

"Eu Marcos .......... , me entrego a Lúcifer, Deus eterno das coisas do mundo, senhor da alegria e dos prazeres, e renego a meu rival, deixo a minha alma e o meu ser em gloria honra e poder de Lúcifer renego a criação e as doutrinas de meu rival e tudo que vier dele, sou a partir de hoje filho amado e propriedade do meu senhor, Lúcifer e abomino tudo que for pertencente o grande inimigo e rival de Satanás"

Dei uma titubeada, mas não conseguiria mais viver sem o conforto do dinheiro e sedie a tentação. Feito isso senti no meu peito que aquele momento sim foi o momento derradeiro em que estaria entregando minha alma em um pacto com o diabo.

Assim que ele saiu pela porta eu olhei para o lado tentando ver onde estaria a Jovem Empusa que tinha passado a noite toda comigo, mas ela já não estava mais ali, tinha desaparecido como se tivesse evaporado no ar, foi então que comecei a sentir meu corpo novamente e voltar a si, percebi naquele momento que aquele homem era o próprio Satanás.

Passaram se os dias e minha vida caiu na rotina, até que um belo dia passados mais ou menos uns 40 dias depois do ocorrido, recebi um telefonema de uma multinacional onde fui convocado para uma entrevista, pelo telefone deixaram bem claro que era de meu interesse e que eu deveria comparecer, pois se tratava de um acordo que eu tinha feito recentemente e era imprescindível que eu fosse, claro que liguei os fatos e fui até la saber do que se tratava.

Quando cheguei no local "Empresa" já fui logo bem atendido pela recepcionista que me levou a uma sala de reunião onde havia uma mesa aredondada e ovalada, enorme e umas vinte cadeiras em volta dela, cada cadeira tinha um homem sentado exceto em uma que estava reservada para mim, eles se dirigiam a minha pessoa pelo meu nome e me tratavam como se me conhecessem a vários anos, no entanto eu nunca tinha visto nenhuma daquelas pessoas em toda minha vida.

O homem que estava na base da mesa se levantou e disse:
"Marcos, sente se agora você é da família e nesta família, cuidamos uns dos outros"

Me sentei e perguntei do que se tratava tudo aquilo, ai fui informado por eles através de uma longa conversa, aquela multinacional era como um hobby para eles terem motivo para se reunirem quando quisessem, esta Multinacional talvez seja uma das maiores empresas do mundo e ali estava eu leigo viajando em meio a inúmeras informações de um mundo novo mundo este que eu nem imaginava existir, todos eram muito educados e me deram um cartão de conta corrente já no meu nome e um extrato com a informação de que naquela conta tinha o equivalente a 5 milhões de reais depositados e em meu nome, meio sem entender não consegui me segurar e perguntei: isso é pagamento pelo pacto que fiz dias atras ?

Todos me olharam com ternura e responderam que sim, e que era apenas o começo, ganhei naquele dia um cargo na diretoria da mesma empresa e fui indicado a participar de uma loja Maçônica, nos dias decorrentes fui apresentado a políticos importantes e empresário famosos, participei de festas da alta sociedade e conheci vários artistas que também tinhão feito um pacto assim como eu, tinha um salário de dar inveja, comprei uma bela casa, um belo carro e tinha condições para ostentar o que eu desejasse.

O luxo fazia parte de mim e eu dele, e devido a ele conheci uma Atriz bem conhecida e famosa com quem comecei a sair e me relacionar e posteriormente namorar, mesmo escondido e não divulgando para a mídia estávamos namorando, não vou citar seu nome por motivos óbvios um dia fui levado a uma festa em Londres, lá fomos a um local ermo, bem distante da cidade em uma mansão daquelas tipo medievais, chegando lá tínhamos que colocar mascaras pretas no rosto e retirar toda a roupa para adentrar em um corredor que levava a um salão subterrâneo, eles nunca comentavam o que acontecia em suas reuniões ou festas quando estavam fora delas, e eu estava curioso aceitei e entrei no jogo, quando adentrei no salão percebi um ambiente bem luxuoso e agradável, tinha uma cama redonda no centro com uma mulher que estava de pé em cima da cama mas com um lençol negro envolvido em seu corpo da cintura para cima só dava para ver do seu umbigo para baixo, ela estava nua da cintura para baixo e envolta ao lençol negro da cintura para cima, na altura da sua cabeça um ferro prendia seus braços que estavam amarrados juntamente com o lençol, as únicas partes que podia se ver bem eram suas pernas e ginetárias, sob uma luz vermelha tipo aquelas luzes de Motel, toda a iluminação do local era avermelhada, em seu rosto a mascara escondia sua feição.

Em volta da cama tinha cinco homens fortes e malhados também nus e eretos, logo que eles perceberam minha chegada começaram a ter relação com aquela moça que estava sob a cama, fiquei olhando e fui convidado a participar mas meio que envergonhado mas ao mesmo tempo exitado vendo aquela cena entrei na brincadeira, todos penetraram ela e chegou minha vez, me aproximei e eles a soltaram e foram retirando o lençol que escondia aparte superior do seu corpo, fiquei paralisado e chocado com o que vi, aquela linda e exitante jovem era a pessoa com quem eu estava saindo a atriz que citei anteriormente, fiquei sem reação, ai ela vei e me beijou e sussurrou em meu ouvido; "não é só você que tem segredinhos", ai os caras que ali estavam começaram a ter relação com ela enquanto ela me beijava, acabou que entrei na orgia que durou a noite toda. Estou relatando este ocorrido pra vocês entenderem de como eles controlam as pessoas e o mundo.

Claro que o namoro acabou depois disso, mas não tinha motivos para eu reclamar da vida tinha tudo que queria, minha vida era regrada a sexo, luxo e poder, quando falo poder é ter condições e o PODER realmente de dar opiniões e interferir tanto em questões politicas quanto financeiras do meu pais, cujas consequências eram refletidas severamente na sociedade brasileira, eu tinha acesso a deputados, senadores e ate mesmo a presidentes da época.

Mais tarde já com meus 22 anos, cansado das orgias e da solidão causada pela futilidade das pessoas que só pensam em dinheiro, acabei conhecendo uma moça, garota de família e de princípios, diferente das pessoas que faziam parte dos meus círculos de amizade, por quem me apaixonei e me casei e tive dois filhos lindo, mas eu vivia uma vida dupla pois ela era bem religiosa e eu era um Satanista, eu escondia esta vida que eu levara, ela nem imaginava que eu pudesse ser quem eu realmente era.

Conheci ela aos 22 anos, namoramos 7 anos, quando tinha 29 nos casamos, ela sempre quis ser mãe mas não conseguia, somente 11 anos depois do meu casamento ela conseguiu engravidar do nosso primeiro filho e dois anos depois do segundo, quando meu segundo filho completou um ano, recebi uma visita de um dos líderes da organização da qual eu fazia parte, ele me trazia uma noticia derradeira e macabra, me informou que eu teria de sacrificar meu próprio filho em honra e adoração ao Demônio, pois eu deveria provar meu amor ao grande Mestre "Lúcifer", ou sofreria GRAVES CONSEQÜÊNCIAS, neste momento percebi quem eu era e quão terrível e maléfica eram as pessoas com quem eu tinha me envolvido, eu havia participado de rituais satânico mas nunca envolvendo uma criança e pior ainda meu filho que tanto eu amava.

Sob pressão psicológica, mas resistindo, pois aquelas duas crianças "meus Filhos tinham mudado algo dentro de mim assim que nasceram, eu não podia fazer mal a nenhum deles, então tomei a decisão de contar tudo a minha esposa que reagiu da pior forma possível, mas muito religiosa e caridosa não me deixou e pelo contrário, disse que se eu me arrependesse de coração estaria livre daquele acordo "Pacto".

Não pensei duas vezes quebrei meu compromisso com o demônio, deixei toda a minha vida de pecado no passado e fui buscar ajuda na igreja a qual ela frequentava, com 3 semanas que eu estava indo na igreja comecei a fazer caridades com o dinheiro que tinha ganhado de forma diabólica e imaginei estar seguro ali, pelo menos foi o que senti ate receber a noticia que minha esposa tinha sido sequestrada, passaram se os dias e nenhuma noticia sobre ela, até que duas semanas depois chegou a terrível noticia de que tinham encontrado o corpo dela e segundo as informações da pericia eles haviam esquartejado o corpo e utilizado ela para fazer um ritual satânico, rituais dos quais eu já havia participado anteriormente.

Senti na pele a mesma dor que eu causara em outras famílias anteriormente, com muito medo que algo acontecesse com meu filhos, busquei ajuda em várias igrejas e nada, comecei então a receber visitas diárias de demônios com formas de sombras negras que gelavam até a alma quando passavam perto de mim, mal tinha me recuperado da perca da minha esposa meu dois filhos adoeceram e precisei leva los ao medico, no caminho um acidente de carro acabou por ceifar a vida dos dois e me deixar paralisado da cintura para baixo quebrei a coluna e perdi os movimentos da perna ficando preso em uma cadeira de rodas.

Hoje vivo em uma cadeira de rodas, sofro pela perca da minha amada, me culpo pela morte de meus filhos e sou atormentado diariamente por demônios que me fazem desejar a morte como alivio de tanta dor, perdi todo o dinheiro que tinha e sou cobrado por sussurros demoníacos que assopram em meus ouvidos:

" Você teve tudo que prometemos, dinheiro, Luxuria e poder, agora estamos cobrando nossa parte e aguardando o dia em que iremos buscar Você!"

Fonte: https://www.sobrenatural.org/cgi-sys/suspendedpage.cgi

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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (06:00 - 07:00)

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Era por volta das 06:10 quando chegamos à margem, as amplas extensões dos Apalaches se estendem diante de nós com a beleza crua que, em circunstâncias normais, eu provavelmente teria gostado de ver.

Mas estas não são circunstâncias normais. Estou com frio, cansado e com fome enquanto ajudo Melissa a sair do barco e seguir nossa nova líder em direção às praias arenosas e escarpadas.

"Ainda não recebemos nenhuma nova instrução", Wayne refletiu enquanto se esticava e olhava para a floresta sinuosa.

"Não vai demorar muito," observou Heather, olhando em volta procurando por algo escondido na areia.

Um momento depois, acha e cava da areia um baú de metal. De certa forma, isso me lembrou dos itens que recebi mais cedo nesse mesmo dia.


Ela abriu e, para meu alívio, vi comida lá dentro. Junto com uma nota.

VII. COMAM.

"Eu acho que esta é a nossa recompensa pelo bom comportamento?" Celeste disse enquanto jogava a mochila no chão e pegava um dos sanduíches.

Heather parecia nervosa, olhando ao redor da baía isolada como se alguém estivesse nos observando.

"O que foi?" Eu pergunto.

"Não parece certo. O jogo nunca é fácil para ninguém. Nunca. É quase uma regra não escrita", disse.

"Talvez tenha sido porque seguimos bem certinhas as últimas instruções? E estamos lidando mito bem com os desafios até agora, na minha opinião", disse Wayne quando começou a mastigar o sanduíche.

"Isso não é só.. isso. É um desafio. Significa que há algo além de apenas comer um maldito sanduíche de atum", disse Heather.

Wayne pareceu refletir sobre isso por um breve momento e, de repente, seus olhos se arregalam quando deixou cair a comida na areia.

"Caralho, caralho, cara..." dizia rapidamente enquanto colocava as duas mãos na garganta.


"Daniel! Largue a porra do telefone e me ajude! Ele está tendo uma reação alérgica!" Heather ordenou.


***

O que aconteceu nos dezenove minutos seguintes pareceu se alongar muito mais do que podia na realidade. 

Corri para o lado de Wayne e chequei seu sanduíche, tentando descobrir o que poderia ter ali que desencadeasse uma reação alérgica quando Celeste gritou, "Tem uma injeção de adrenalina no barco!" 

Melissa largou sua própria comida e correu em direção do barco enquanto deitávamos Wayne no chão e ele respirava com muita dificuldade. 

Olhei para o meu sanduíche e larguei no chão, sem coragem nenhuma de dar uma mordida. "Acho que estão todos envenenados. É uma armadilha," falei.

Celeste pareceu concordar mas sua parceira parecia não concordar com isso. 

Heather rangiu os dentes, depois sussurrou, " Não... é muito mais que isso. É mais um malditodesafio. Nós temos que completar o desafio. Precisamos comer." 

Mordeu sua comida e observei hesitantemente enquanto ela engolia sem nada demais acontecer.

"Alguns estão cheios de alergênicos, outros não. Temos que escolher os certos," percebeu. 

Wayne estava ofegante, quase inconsciente quando Melissa voltou correndo com o kit médico. Celeste abriu e administrou a dosagem correta enquanto eu observava minha própria comida.

"Não temos como saber qual é qual?" Perguntei. 

"Creio que não," Heather admitiu enquanto andava pela costa. 

"Eu não vou comer nada!" Melissa balbuciou. 

Wyane começava a restabelecer sua compostura enquanto a medicação fazia efeito e Heather apontou sua arma novamente para Melissa. 

"Sabe de uma coisa? Você está começando a me irritar. Primeiro, você quase comprometeu todo nosso jogo por ser uma idiota e depois tentou se matar. Bem, se está tão preparada para morrer, por que não come logo a porra do sanduíche?" Heather gritou. 

Melissa ergueu as mãos na defensiva e eu estiquei o braço para o chão, pegando o meu e dando uma mordidinha. 

"Eu acho... acho que esse está bom. Podemos dividir," falei enquanto ainda observava Heather, seus olhos arregalados de ódio. 

Aqueles olhos são do tipo que escondem algo a mais. 

Melissa deu uma mordida no meu sanduíche e entregou para Celeste. 

"Bem... agora sabemos que dois deles não estão cheios de tóxicos," falei. 

Nos dez minutos seguintes fomos fazendo turnos de mordidas no mesmo sanduíche para recuperar um pouco de nossas forças. Ofereci um pedaço grande do final para Wayne quando sua respiração voltou ao normal. 

"Estou com medo que ter outra reação," ele disse. 

"Todos temos que comer, você sabe, são as regras," falei. 

Não queríamos de Heather tivesse mais um surto, então Wayne assentiu solenemente e comeu. 

O silêncio que se estendeu pelo resto da hora era ensurdecedor.

Mas cheguei a uma conclusão enquanto estava lá sentando, olhando para aqueles quatro estranhos ao meu lado; nenhum de nós sabia realmente o que aconteceria a seguir.

"Acho que não tem reviravolta dessa vez," Celeste disse frstrada. 

Heather nem sequer respondeu. 

Então, cerca de quarenta e cinco minutos depois, ouvi um barulho estranho vindo do Norte e olhei em direção das montanhas. Era um helicóptero preto que provavelmente pertencia a equipe do SWAT que havia nos atacado perto do lixão. 

"É mais um ataque!" Melissa guinchou.

Ela estava prestes a se levantar e sair correndo quando Heather a segurou e ficamos só observando quando algo era jogado de dentro do helicóptero. 

"Mas que porra..." Wayne começou a falar quando um caixote caía a não mais que dez metros de nós. "Falei que eles sempre dão coisas," Heather disse triunfante.

Então, três segundos depois, o helicóptero começou a apontar seu nariz em direção da água e me vi prendendo a respiração. 

"Eles vão bater!!" Gritei freneticamente enquanto o barulho das hélices aumentava. Ficamos ali em choque absoluto enquanto o helicóptero se aproximava, passando por cima de nossas cabeças direto para um rochedo próximo. 

Se despedaçou em milhares de partes e direções e, por trás de todo o fogo e carnificina da cena, ouvi um suave som familiar de uma nova mensagem chegando. 

FONTE



PRÓXIMA PARTE: 20/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Há um fantasma em meu quarto, e eu acho que estou o assombrando

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NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Resultado de imagem para ghost in the bedroom

Há um fantasma que assombra meu quarto, e ele é a melhor parte da minha casa.

Acho que papai não queria uma filha. Ou, pelo menos não queria uma depois que sua esposa não pôde ser minha mamãe. Tudo que ele já disse sobre ela é que não podemos impedir a morte, e então ficou bem quieto.

Ele nunca mais quis falar sobre ela depois disso.

Eu sempre me perguntei quanto controle ele tinha sobre sua própria vida. Se você não pode impedir a morte de acontecer, por que você impediria a vida de acontecer? Porque essa é a escolha que ele fez.

Ele nunca me levou a nenhum lugar. Amigos não eram permitidos dentro de nossa casa. Para ser honesta, ele nunca pareceu muito feliz e ser meu papai.

Eu fiquei com muito medo na primeira vez que o fantasma veio até mim. Senti como se estivesse caindo no sono, mas então eu estava realmente caindo. Caí mais e mais rápido, e eu queria acordar, mas algo estava me puxando para longe. Eu não conseguia respirar, e tudo estava muito escuro.

Então ficou quente e pacífico. Conheci o fantasma, mas não podia vê-lo. Não fazia o menor sentido, mas todos os meus sentidos se foram. Eu sabia que ele estava na minha frente, mas meu corpo não estava ali, e e havia luz. Eu senti a luz em vez de vê-la, e isso tornou real.

"Eu vim te levar embora", ele disse. O fantasma não usava palavras, mas eu sabia o que ele queria dizer mesmo assim. "Por que você está me tirando da minha cama?" Pensei, e ele entendeu. "É apenas por um curto período", explicou. "Eu estarei no seu lugar, em sua cama, e seu pai não será capaz de saber que sou eu em vez de você. Quando acabar, você poderá voltar para casa." "Mas pra onde eu vou até lá?" Pensei, e o fantasma rapidamente respondeu. "Você ficará aqui, onde é quente e seguro. Buscarei você quando a noite acabar.

Queria fazer mais perguntas, mas ele se foi.

Eu estava quente e segura.

E quando voltei para minha própria cama naquela noite, ainda me sentia quente e segura.

Teria feito sentido ficar com medo quando caí na escuridão e entrei em outro mundo. Teria feito sentido duvidar do fantasma que me tirou do quarto e tomou o meu lugar à noite. No entanto, eu não estava com medo. Podia sentir bondade no fantasma.

Mas também senti tristeza.

Ficou mais forte com o passar do tempo. O fantasma ficava na minha frente por apenas um segundo quando eu vinha para seu mundo. Cada vez, ele ficava mais frio. Cada vez, ele falava menos.

Eu queria fazê-lo se sentir melhor, mas não sabia como. Me perguntei, então, se essa era a parte sobre crescer que ninguém fala. Talvez todos possam ver a dor nas pessoas ao seu redor, mas não entendem o que perguntar sobre por que ela está lá, mesmo onde a pessoa que sofre apenas precise compartilhar uma história sobre a qual ninguém saiba como falar.

Queria contar ao meu papai sobre o fantasma que entrava no meu quarto à noite. Mas sempre que eu tentava, ele ficava muito vermelho e quieto. Às vezes, ele se afastava e eu ouvia um som estridente. Mais tarde, eu encontrava buracos do tamanho de punhos nas paredes.

De vez em quando o mundo me engolia enquanto eu conversava com papai, e o fantasma me levava no meio do dia. Ainda era dia quando eu voltava, mas papai sempre me evitava até a manhã seguinte.

Acho que ele não queria ouvir minhas histórias. Eu nunca entendi o porquê; tudo que eu queria era alguém para compartilhá-las.

E nem é importante acreditar na história que um amigo lhe conta. Na maioria das vezes, o amigo só quer saber que é valorizado o suficiente para ser ouvido.

Mesmo sendo muito jovem, eu entendia que um homem deveria valorizar sua filha.

Eu não sabia como resolver o problema, então aprendi a parar de falar sobre isso. Ninguém queria ouvir o que eu tinha a dizer.

Então o problema falou por si só.

Só ficou maior e maior porque ninguém estava ouvindo. E de repente tudo mudou.

Eu contei dezenove socos na parede naquela noite, e treze segundos depois, minha porta estava chiando nas dobradiças. Não entendi porque eu tinha que ter medo, mas sabia que tinha. Às vezes, não ´há um motivo para quando as pessoas estão com medo.

Coloquei minha fé na fechadura da porta.

Minha fé foi quebrada.

Eu estava caindo.O fantasma passou por mim, e eu podia sentir o medo em torno dele como redemoinhos de creme branco no café preto.

Eu estava subindo. Mas imediatamente comecei a cair de novo, e nada fazia sentido, e todos estavam girando um no outro.

Então eu estava na casa do fantasma. Eu estava quente. Eu estava segura.

Fui puxada novamente.

Caí na minha cama com força o suficiente para quicar. Respirei fundo e me sentei. Sentia cheiro de moedas. Senti uma camada espessa de um líquido pegajoso vermelho na minha camisa.

A silhueta do meu pai permaneceu no outro lado do quarto. Eu estava confusa, porque ele não parecia zangado.

"Sinto muito", ele sussurrou, entranho e familiar ao mesmo tempo. "Mas eu não posso impedir a morte. Ninguém pode."

Eu estava desconfortável, e queria chorar. Mas os piores tipos de lágrimas são aquelas compartilhadas com pessoas que não se importam, então aprendi a não chorar perto do papai.

Ele respirou fundo, e eu entendi que ele estava chorando baixinho no escuro.

"Quem morreu?" Eu perguntei em voz baixa.

Ele congelou por vários segundos. "Você."

Senti o líquido no meu peito, depois olhei para os meus dedos. Um tom de vermelho era quase invisível ao luar que entrava pela janela.

Entrei em pânico. "Não há razão-"

"Não importa se não há razão", papai continuou, devagar. "Crescer significa deixar as coisas irem."

Lutei para respirar. "O que tem que ser deixado ir?"

Sua voz tremeu. "Eu sinto muito. Tentei para isso. Mas a raiva de seu papai foi demais desta vez, o que significa que foi demais para sempre." Ele estendeu o punho trêmulo para a pequena faixa do luar.

Estava coberto de vermelho.

Eu suspirei. "Eu vou-"

"Eu troquei com você", ele respondeu. "Você só poderia entrar em outro lugar quando alguém estivesse disposto a substituí-la. Então não, você não vai morrer."

Minha cabeça girou. Eu queria vomitar.

"Você estava indo para o outro lugar", ele continuou, "e então a morte veio, e não pôde ser detida. Então era hora de trocar novamente. Sinto muito que você tenha ido e voltado tantas vezes. Mas alguém tinha que estar no seu lugar, alguém tinha que estar no lugar de seu papai, e a coisa mais importante é que a morte tinha que levar um de nós." Ele falava alto agora. "Eu sinto muito. Eu não sei porque era minha responsabilidade cuidar de você, mas é assim que as coisas são."

Ele enxugou os olhos. "Eu não acho que ele era um bom papai. Não podia ser parado, e você merecia ser salva da morte muito mais do que ele."

Eu queria perguntar tantas coisas, mas tudo ficou preso na minha garganta.

"Mas eu não podia deixá-la sozinha. Não depois de passar tanto tempo protegendo você, trocando nossos corpos quando seu pai vinha para você à noite."

Ele ficou muito quieto.

"Você é o fantasma?" Eu perguntei surpresa. "E agora você está no corpo do meu papai?"

Ele assentiu ao luar.

"E meu pai está-"

Ele assentiu novamente. "Ele tomou a decisão de trazer a morte para o quarto, então tomei a decisão de que ele seria o único a enfrentá-la."

Comecei a entender. "Mas - quando você pode voltar para sua casa, onde é quente e seguro?"

Ele deu um longo suspiro. "A morte fecha portas que não podem ser abertas novamente."

Eu tremi. O tremor não parava. "Mas é a sua casa! Sua família não vai sentir sua falta?"

Ele fungou. "Sim."

Ficamos em silêncio por algum tempo.

"Sinto muito", ele finalmente disse. "Eu não sei ser seu pai. Não há instruções. Tenho que começar falhando nisso, ou não aprenderei nada." Ele finalmente chorou, aberta mas gentilmente. "Sinto muito que você esteja presa comigo. Eu tentei dar o meu melhor, mas às vezes só podemos escolher o menor fracasso."

Saí da cama e atravessei o quarto para envolvê-lo em um abraço. Eu conseguia perceber imediatamente que era uma pessoa diferente, mesmo que o corpo fosse o mesmo. Eu senti algo que nunca tive antes.

Era quente e seguro.

Ele tossia entre soluços abafados. Meu minúsculo ombro estava pressionado contra sua boca enquanto eu o abraçava, então ele lutou para falar.

"Quando você e eu trocávamos, eu apenas tomava seu lugar por alguns minutos de cada vez. Além disso, eu nunca fui uma - bem, uma pessoa antes. Eu não sei como."

"Tudo bem", respondi rapidamente. "Ninguém sabe."

Ele respirou pesadamente. "Quando eu estava no seu lugar... seu pai me quebrou um pouco mais a cada visita. Eu não sei se algum dia serei consertado."

A culpa me dominou. "Oh". Respirei profundamente. "Bem, talvez um conserto não é algo que acontece uma vez. Talvez ser consertado apenas signifique que você sempre tenta melhor um pouco."

Ele olhou para mim, os olhos arregalados ao luar fraco. "Como eu posso fazer isso?"

O soltei, segurei-o pela mão e sentei-me na beira da minha cama.

"Bem", comecei, "o que eu sempre quis foi alguém para me ouvir." 


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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Ela Não Quer Parar de Gritar.

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Bom dia/Boa tarde/Boa noite! Mais uma curtinha pra vocês apreciarem nessa maravilhosa quinta feira!
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Sou mãe de quatro crianças.

Três delas são meus lindos anjinhos, meus filhos. Eles fazem o que todo garoto normal faz, se sujam, gritam, todas essas coisas boas. São normais em todos os sentidos.

Mas, minha filha. Ela é diferente.

Ela é uma criança de cinco anos distante. É boa na escola. Escuta os outros. No entanto, ela me dá uma sensação estranha. Ela não é uma criança normal de forma alguma.

Toda noite quando vai dormir, ela grita. Tão alto. Meu marido consegue dormir mesmo assim, mas eu não. Seus gritos são penetrantes, desumanos. Parece um maldito demônio, não uma criança. Quem sabe com o que ela sonha, seja o que diabos for.. Eu não gosto.

Uma noite, ela veio ao meu quarto. Segurando firmemente o Sr. Aconchego, seu coelho de pelúcia, nas mãos. Ela estava tremendo, sangue pingava de suas mãos na pelúcia.

"Mamãe?" perguntou. O quarto estava escuro, então eu não estava ciente de suas mãos ensanguentadas. Tudo que conseguia enxergar era sua trêmula silhueta, delineada pelo brilho lunar que atravessava a janela.

"Sim, Elizabeth?" respondi naquela noite. Era um tanto estranho que ela ainda estivesse acordada e não na cama, gritando do topo de seus pulmões enquanto dormia, e me enlouquecendo. Mas, mesmo com aquela gritaria, ela era minha filha e eu não deveria tratá-la mal.

"Me desculpe" ela respondeu e foi embora. Ouvi a pia do banheiro abrir por alguns minutos e depois parar. Então seus pequenos passos e o som de sua porta rangendo se fechando. Poucos minutos depois, seus gritos preencheram a casa. Ninguém se perturbava com aquilo, além de mim. Não tinha ideia do motivo dela ter se desculpado, apenas ignorei e tentei dormir.

Toda vez que falava disso com meu marido, ele me chamava de louca ou dizia que eu estava delirando e que Elizabeth dormia tranquilamente. Eu a levei pra terapia sem ele saber. Precisava que ela parasse de gritar.

Naquela manhã, acordei-a. Sr. Aconchego estava manchado com um vermelho muito fraco, assim como suas mãos. Fiquei extremamente confusa com aquilo. Peguei-a no colo. Ela estava cansada, se inclinou para mim e bocejou. Colocou suas mãos levemente manchadas no meu braço e sussurrou "Ryan se foi." O que só me deixou mais confusa do que já estava. Ryan é seu irmão mais velho, o que gosta de provocar ela e deixá-la nervosa. Mesmo assim, eles se amavam muito, ou era o que eu pensava.

"Querida, Ryan não se foi, bobinha." Eu a tranquilizei, imaginando que ela estava confusa. Então fui mostrá-la o quarto do irmão, e abri a porta. Lá estava ele, coberto enquanto dormia tranquilamente. Mas Elizabeth apenas balançou a cabeça, olhando pra mim com seus grandes olhos cor de avelã enquanto se repetia.

"Ryan se foi."

Amo minha filha. De coração. Talvez ela me deixe um pouco desconfortável e seja um tanto estranha, mas eu realmente a amo. Minha mente estava frenética enquanto a colocava no chão. "Ryan não se foi." eu disse com raiva. Logo me acalmei um pouco, lembrando que ela só tinha cinco anos, e apenas não entendia que ele estava dormindo. Fui até seu irmão e olhei para ele. Tudo que você podia ver era seu rosto pálido e as feições tranquilas. Nada com o que se preocupar. Ou foi o que eu pensei.

"Acorde." disse a ele. Mas Ryan não acordou. Ficando frustrada, puxei sua coberta, mas deixei cair assim que vi o que estava por baixo dela. Era meu filho. e ele havia partido. Sua camisa foi arrancada, seu estômago estava aberto, pedaços do intestino faltando. Sangue encharcava a cama, mas não havia chegado às cobertas.

"Ryan se foi." Elizabeth repetiu.

Sou mãe de quatro crianças.

Duas se foram.

Um morto pela minha filha.

E minha filha morta por mim.

Meu filho pode ter partido. E eu posso estar em apuros por minha filha ter partido.

Mas ao menos os gritos pararam.
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FONTE  AUTOR
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Estou sendo forçado a jogar um jogo de 24 horas (05:00 - 06:00)

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O sol da manhã estava nascendo, subindo pelas águas do rio, esticando longos raios solares contra o pequeno barco onde nos encontrávamos.

Melissa estava encostada contra os corrimões do barco observando o sol nascer e nós navegávamos em direção a costa norte. Suspirei e parei ao seu lado, tentando espairecer minha cabeça. 

"O que você acha disso tudo? Confia nela?" Perguntei. 

A ruiva olhou para mim e depois afastou o olhar. "Eu nem sequer confio em você. Nem sei se seu nome realmente é Daniel!", murmurou. 

"Que? Qual seu problema?"

"Estou apenas encarando os fatos. Isso está acima da nossa capacidade. Eu não esperava por isso. Só queria..." 

Ela começou a berrar e sacudir a cabeça antes de colocar a mão no bolso e pegar o celular descartável.

"Eu não tô nem aí para o que vai acontecer. Estou farta!" surtou e jogou o celular na água. 

"Ei! Qual o seu problema?" Perguntei. 

Seus olhos estavam inchados e vermelhos enquanto eu a encarava e então percebi. 

"Aquelas pessoas do outro grupo... você conhecia alguém?" Perguntei.

"Meu pai... ele entrou no grupo anterior provavelmente junto com nossa salvadora, se é que ela é isso mesmo," Melissa disse amargamente.

"Faz quanto tempo que ele está desaparecido?" Sussurrei. 

"Pelo menos nove meses. Talvez dez. Eu ainda tinha esperanças de que estivesse vivo em algum lugar, porque não voltou quando perdeu. Disse que queria continuar jogando essa merda," falou. 

Sacudi a cabeça, confuso, olhando em direção da água. Não fazia sentido. Então Heather apareceu e resmungou, "Qual de vocês jogou o celular na água?" 

Melissa olhou timidamente para cima e então Heather mostrou o novo desafio que tinha sido dado. 

VI. RECUPEREM O TELEFONE. 

"Isso é loucura. Essas águas estão congelantes nessa época do ano. Além do mais, são tipo seis metros até o fundo, talvez o dobro!" Eu disse. 

"Você acha que eu não sei disso? Mas é o que temos que fazer. Se não, o jogo termina. Sem cache. Sem mais instruções. Perdemos tudo." Heather fez uma careta. 

Melissa olhava em direção das águas congelantes em surpresa enquanto Heather suspirava.

"Bem, temos quarenta minutos, vamos ter que tirar no palitinho? Obviamente eu não posso," disse abanando o cotoco do braço no ar, como se fosse um troféu de batalha. 

"Eu vou," uma voz soou e olhei para cima para ver sua parceira fazendo um gesto para Heather ir assumir o controle do barco.

"Celeste, você não pode! Você vai ficar com hipotermia se ficar mais do que trinta minutos lá." Heatler tentou argumentar. 

"Dezenove minutos, na verdade. E viemos preparadas para todos os tipos de situações e não vejo porque essa seria diferente," sua parceira falou enquanto tirava a blusa de gola alta e se alongava por alguns segundos. 

"A culpa é dela, faça ela ir!" Heather apontou para a garota mais nova. 

"Eu... eu..." Melissa gaguejou.

Wayne saiu para a deck para entender toda aquela comoção. 

Depois de explicarem a situação ele levantou os braços para o céu e disse, "nem olhem para mim, eu não sei nadar." 

"Cuidem do barco, eu voltarei em um segundinho," Celeste disse. 

"Espera... talvez seja melhor eu ir?" Sugeri. 

"Esse debate está só fazendo com que percamos tempo. Você ainda está com ferimentos abertos que precisam sarar, a água fará mais mal do que bem," Celeste deu o ponto final enquanto tirava o máximo de roupa possível para evitar o peso da água.

Então, Heather pegou o leme e guiou o barco o mais próximo possível do ponto em que Melissa havia jogado o telefone antes de permitir que sua parceira pulasse na água. 

Prendi a respiração tentando ver quanto tempo levaria para ela voltar à superfície. Três segundos se transformaram em trinta e depois quase um minuto se passou.

"Está vendo ela?" Heather perguntava freneticamente.

"Não ... nada", respondeu Melissa.

"Meu deus, porra, volte Celeste", falei olhando a água escura.

Um momento depois, ela voltou ofegando por ar. Cinco minutos e vinte segundos.

"Deus abençoe!" Falei animadamente.


"Desça e pegue um cobertor quente", Heather ordenou.

Melissa foi quem obedeceu e ofereci a Celeste meu casaco para evitar que o ar da manhã lhe causasse muito dano. Ela tremia e batia os dentes enquanto tocava seus dedos frios e disse: "Viu? Nã-não f-f-foi n-n-nada".

"Você é tão idiota", disse Heather quando Melissa voltou para o lado de Wayne.

"O que diabos aconteceu?" ele perguntou enquanto olhava para Celeste.

"Longa história. Estamos todos bem agora", eu disse.

"Ninguém mais recebeu a mensagem, então?" ele perguntou.


Eu parei o que eu estava fazendo quando ele me mostrou o telefone onde outra mensagem tinha aparecido.

VI.2. JOGUE FORA O TELEFONE. 

"O que é isso?" Melissa perguntou pegando-o para ler.

"Você está de palhaçada comigo? Ela acabou de arriscar a vida para buscar essa merda!" Melissa guinchou.

Heather desceu da coluna de leme, com os olhos ardendo em fúria ao pegar o descartável de Wayne e ler a mensagem.


"Nenhum de vocês me deu ouvidos antes, não é mesmo?" Disse junto de uma risada enquanto ia até sua parceira e pegava o telefone morto que ela acabara de recuperar.

"Você não perceberam? São as regras deles. Nós jogamos do jeito deles e conseguimos viver. Nós somos apenas bonecos aqui!" Heather gritou enquanto enfiava o telefone molhado no rosto de Melissa.

"E isso, isso aqui! É só para nos lembrar quem está no comando", ela murmurou enquanto jogava no mar novamente.

Voltou para o convés para se acalmar enquanto Celeste se enrolava no cobertor quente e acenou em agradecimento para todos nós.

"Vou fi-ficar b-bem", gaguejou enquanto descia as escadas.

Assenti e olhei para Melissa, seus olhos estava, tão vermelhos e inchados quanto antes de todos os desafios.


"Vamos todos morrer jogando este jogo", murmurou.

"Ei, olhem para mim", eu disse quando me lembrei do meu filho de 6 anos.

"Nós vamos sobreviver a isso. Está me ouvindo? Nós vamos."

Ela assentiu fracamente e sorriu antes de acrescentar: "Sinto muito pelo meu comportamento de antes. Espero que você encontre sua família."

Ela esfrega meu braço e depois subiu lentamente na proa. 

"Espera! O que você está fazendo?" Perguntei.

"Não há mais nada para eu ganhar", disse com os dentes cerrados.

Mas antes que pudesse pular, um dardo atingiu Melissa na nuca. Corri para segurá-la já inconsciente enquanto olho para as escadas e vejo Heather parada com a arma na mão.

"Ninguém vai embora", ordenou.

Puxei Melissa e a coloquei em repouso para descansar ao lado do cobertor que Celeste deixou e senti um arrepio percorrer minha espinha.


De repente, já não tenho certeza do que é pior: jogar o jogo ou as pessoas com quem estou jogando. 

FONTE

PRÓXIMA PARTE: 17/03/19

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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