A Suposta Verdade sobre Flappy Bird!

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Um assunto curioso e um tanto estranho.

Costumo visitar a deep web de vez em quando, embora ela tenha se tornado notória recentemente, ela já existia, sempre existiu.

Pouco tempo atrás me deparei com algo que achei interessante mas que não era relevante, algo que não dei
muita atenção porém, passei essa madrugada toda tentando localizar o que eu havia visto pois, achei que gostariam de saber de uma história que chamo de "coincidência intrigante."
Antes de começar a história, vai aqui um resumo do que é a deep web:

Muitos conhecem ou ao menos já ouviram falar da chamada Deep Web, estou certo disso.
Por lá encontramos todo o tipo de informação e a quantidade de coisas bizarras e até mesmo desumanas são abundantes.

Em resumo, na deep web está tudo aquilo que o google e outros buscadores desprezam e o motivo é óbvio, o conteúdo geralmente é ilegal.

Muitos já sabem, para navegar na deep web basta ter um navegador específco mas, o que a maioria dos usuários comuns desconhecem é que a deep web possui níveis mais profundos e nem sempre os aplicativos padrões da própria deep web são capazes de chegarem nesses níveis.

Estou falando do que há muito além da deep web, falo da última camada chamada: Marianas Web.


A deep web é uma criança perto do primeiro nível da camada Mariana, muitos pensam ter acessado informações privadas e bizarras na deep web mas a verdade é que parte do que está ali é fake, um "vídeozinho" de alguém sendo decaptado, um animal sendo queimado vivo, por conta dessas coisas muitos pensam terem chegado ao fundo da deep web mas, estão enganados, o fundo é tão dificil de se ter acesso que até mesmo o FBI tem dificuldades em checar, ali é para poucos e sem conhecimento avançado, sem alguém que é parte disso para lhe dar as instruções e sem a ajuda de diversos softwares você não será capaz de acessá-la, eu não recomendo mas, se você é uma pessoa teimosa ao menos tenha um pc só para isso pois, ali a coisa não é brincadeira.

Agora que resumi a questão, contarei uma histórinha...

Na Marianas web existe o site de um grupo conhecido por "Devil Mate." Trata-se de uma seita satânica bem diferente de todas as outras que já conhecemos antes.

Para começar, o local é um fórum e aceita qualquer um como membro porém, os membros devem evoluir para ter acesso às informações e a única maneira de fazer isso é praticando rituais bizarros que deverão serem gravados em vídeo como uma maneira de comprovar o ato.
Os usuários membros possuem um nível que vai desde o 1 ao 66.

Usuários nível 1 não praticam rituais, basicamente são os considerados "leitores."
Depois de um tempo, a pessoa decide se quer ou não fazer parte da seita e do nível 2 em diante a coisa pega.

Beber sangue de galinha preta, comer um coração cru de um porco, beber sangue de virgem menstruada, essas são apenas algumas das obrigações dos membros que se aprofundam nessa seita e acreditem ou não, existem outros rituais ainda mais macabros e de nível extremamente cruel por lá.


Mas a questão é:

Por que alguém faria isso? Ou melhor! Em troca de que?

A resposta é: Dinheiro e fama.

A proposta da seita Devil Mate é a de formar um exercito de pessoas bem sucedidas financeiramente aliás, essa é a meta deles.

Há muito do bizarro e estranho por lá e parece que todos os membros estão satisfeitos com os resultados, funciona assim:

Para cada nível, o membro pratica um ritual, depois disso os anciões (acho que são os moderadores ou líderes da seita) instruem o membro com uma espécie de manual detalhado sobre o que ele deverá fazer para ser bem sucedido financeiramente, por exemplo:

Se a pessoa trabalha com uma franquia de fast food, deverá seguir algumas regras e rituais, assim ela terá prosperidade financeira em seu negócio.

Eu realmente vi muitos membros por lá e teve um que me chamou muita a atenção:

Usuário Gnod...

Esse usuário parece estar em um nível relativamente avançado.

Em uma das discussões do forum Gnod recebeu uma tarefa definitiva para alcançar o primeiro nível de prosperidade, ele já havia feito outras tarefas antes mas agora, ele passaria para o nível 27, esse parece ser o nível onde as coisas começam a andar.

Depois de ter cumprido com a tarefa ele recebeu instruções do que deveria fazer para alcançar o sucesso. As instruções estão criptografadas e podem ser lidas por meio de um criptograma especifico criado pela a Devil Mate, apenas usuários de confiança e de determinado nível conseguem a ferramenta e antes que me perguntem como eu consegui, aqui vai a resposta: Não sou membro, apenas consegui.

Na instrução criptografada contém um código fonte de um software que Gnod deveria desenvolver, o código não é completo, apenas algo oculto dentro disso tudo. Tal software faria render muito dinheiro para Gnod e a data da discussão é do final de 2012 e se trata de um jogo que deveria rodar nas plataformas iOS e Android. Após a publicação do suposto jogo, Gnod deveria realizar mais um ritual e apartir daí, seu sucesso seria absoluto, em outras palavras, Gnod se tornaria bem sucedido financeiramente.

Agora, veremos a razão por tal assunto chamar um pouco minha atenção, veja essa imagem abaixo:


Você notou algo familiar nisso? O desenho de um pequeno pássaro na imagem é idêntico ao de um jogo chamado Flappy Bird. O jogo fez muito sucesso e o seu desenvolvedor ganhou (e ainda ganha) muito dinheiro com ele mas...

Por incrível que possa parecer, sem motivos, causa ou razões divulgadas, o desenvolvedor resolveu publicar em seu perfil no Twitter que irá retirar o jogo do ar.

Ele não diz a causa, apenas diz "Eu não aguento mais."

Veja:


Agora, vamos analisar algumas coincidências:

Na pagina do grupo Devil Mate, temos uma imagem de um jogo que conhecemos e isso meses antes do lançamento do jogo, além disso temos o nome "Gnod," que se escrito ao contrário fica Dong.

O jogo Flappy Bird foi desenvolvido por Dong Nguyen e agora fica a pergunta:

Gnod e Dong são pessoas diferentes?

Por que Flappy Bird, que rende milhares de dólares por dia, foi descontinuado com uma única frase,"não aguento mais" ?

Essa história toda é uma simples coincidência, ou há algo oculto nisso?

Pense no que quiser, estamos apenas supondo algo mas, se tudo tiver uma ligação então o que vem depois disso?


Fonte: MedoB

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Francis

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 "Não compreendo"

"Você não precisa compreender. Você só precisa assinar"

Essas duas frases foram ditas no mesmo quarto, nas mesmas horas, pelos últimos 3 meses. Eu sempre digo a primeira, e Francis diz a segunda. Eu odeio Francis. Ele é meu advogado. Queria que ele se fosse pra sempre. Mas desejos só ajudam quando você os deseja para uma estrela cadente.

Já que estou em um momento de lucidez, eu vou te dizer algo... Não assinarei. Ele não pode me forçar. Não quero seu dinheiro idiota.

Eu devo te dizer que sou um esquizofrênico - essa voz é a que vem do lado são de minha mente. Francis está tentando me ajudar a vender a casa. Ele não é meu advogado, ele é meu corretor imobiliário. Eu venho tentando vender minha casa, mas algo me impede, algo impede que eu seja coerente nas nossas reuniões.

Eu não tenho nada com a casa, mas é onde estão minha TV, meu XBOX, minha geladeira, meu sofá, minha cama, os pisos, os papéis de parede...

Estou tentando vender essa casa faz muito tempo, mas basta alguém mencionar esse assunto e eu fico incompreensível - falo, ajo e penso como uma criança. Essa doença arruinou minha vida - arruinou minhas chances no amor. É até engraçado, devo admitir - eu estava bem perto de beijar meu primeiro amor, quando minha personalidade ativada pelos sentimentos românticos ouviu uma das vozes em minha mente, e eu disse algo vulgar - depois disso, lembro de acordar com um dente a menos.

É impossível conseguir trabalhar, também. Em um momento, eu tinha completado um arquivo do Word pela primeira vez em uma semana - meu chefe era bastante compreensivo - e no momento seguinte, eu já tinha deletado tudo novamente. Atividades cotidianas, como por exemplo dirigir - sempre que eu dirijo, começo a buzinar como louco e acelero de vez, como um garotinho em um kart. Eu quebrei três TVs em poucos meses.

Elas não me tratavam bem.

Até escrever isso é difícil pra mim. Jag kan inte tanka klart.

Às vezes, minha esquizofrenia me faz escrever e falar em uma língua que não sei como eu sei
Eu decidi interromper tudo isso e me fazer sentir melhor - as pílulas e o psicólogo eram inúteis. Decidi que iria filmar a mim mesmo durante a próxima reunião. Dei a Francis a permissão de me ajudar a assinar. Liguei para ele e relatei meu plano - disse para que não mencionasse a casa até que eu desse permissão a ele.

Entrei.

"Bom dia, Sr. Patterson", ele diz naturalmente enquanto eu filmo.

"Bom dia", respondo. A criança não gosta de seu nome - até mesmo olhar pra ele lhe incomoda.

"Senhor, lhe dou permissão para me ajudar a assinar esse documento"




Acordei no meu sofá. A TV está ligada, e minha câmera está conectada a ela. O vídeo parece se repetir. Já está amanhecendo.

Eu sentei, esfregando meus olhos, e comecei a assistir para ver se consegui vender minha casa. Eu não estava pronto para o que eu vi na fita.

Estou sentado em um quarto branco, com minhas mãos em meu colo. Estou com a barba por fazer. Meus olhos, vermelhos. A câmera está em uma mesa à minha frente, filmando.

Levanto minha mão, como se estivesse com um telefone, e coloco-a perto de minha orelha.

"Francis, é o Jim - já sei o que fazer".

Eu troco de mãos. Minha voz soa como se eu fosse de Nova Jersei "Oh, ótimo, Jim. Finalmente".

Troco de mãos novamente "Eu vou me filmar dando permissão a você para me ajudar a assinar o documento. Não mencione seu nome - Timmy não gosta disso. Ah, não mencione a... a..."

Minha voz fica extremamente alta, soando quase como a voz de Elmo, da Vila Sésamo. "A casa, a casa, não me tire minha casa!!"

Levemente bato minhas mãos para imitar sons de passos, e faço um som de porta abrindo com minha voz.

"Bom dia, senhor Patterson."

"Bom dia. Senhor, lhe dou permissão para me ajudar a assinar esse documento".

E então com a voz aguda "Ta inte mitt hus!"

Minha cabeça bate de vez na mesa. Dois homens de uniforme branco entram e me carregam para fora. Uma mão pega a câmera, girando-a - e eu estou encarando Francis.

"Esse homem, Francis McKnight, vem dizendo a mesma coisa toda vez que nos encontramos. É como se ele sempre encenasse um encontro entre ele e seu advogado imaginário. Ele incorpora o personagem de Jimmy Patterson, um esquizofrênico tentando vender sua casa. Quando ele está pronto para assinar, uma criança chamada Timmy toma controle, e grita no que parece ser sueco. Ele desmaia, e nós temos que levá-lo para seu quarto".

O doutor suspira e olha para ao longe antes de continuar.

"Esse é o caso mais estranho de toda minha carreira - um esquizofrênico cujo alter ego também é esquizofrênico. Eu já tentei de tudo".

"Bom dia, senhor..."

"Henriksson", eu digo. "Meu nome é Henriksson".

"Está na hora do seu remédio, senhor"

"Muito bem". Engulo minhas pílulas e começo mais um dia no manicômio.

Hur din kropp smak?

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Creeper da Semana: Carolina Felipe

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Idade: 17 anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Conheci o blog recentemente, em maio de 2012, por causa do meu irmão. Ele sempre procura coisas de terror na internet e um dia encontrou a creepy de The Fresh Prince e comentou comigo, que também ADORO terror. Desde então, eu virei fã: sempre entro pra ver (ou rever) minhas creepys favoritas e já perdi a conta de pra quanta gente eu já indiquei o blog.

Contato pessoal:
Tumblr: gazegirlsworld.tumblr.com

(Creeper de Semana - 24/02/2014 à 02/03/2014)

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Não acorde o papai

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Mamãe disse que o papai estava dormindo lá em cima, ela disse para não acorda-lo – então, tento brincar em silêncio enquanto mamãe vai fazer compras, ela disse que voltaria logo e que eu não deveria esquecer o aviso:

“Não acorde o papai.”

Continuo brincando até ficar escuro lá fora. Mamãe ainda não voltou, e o papai continua dormindo. Fico um pouco preocupada com a mamãe e decido subir para o quarto do papai.

Mamãe disse para não acorda-lo, mas ele não se importaria. Mamãe já deveria estar aqui, e eu já estava começando a ficar com medo. Subo as escadas e vou para o quarto deles.

Bato na porta e abro lentamente, olhando para dentro – a cama estava vazia. Papai já devia ter levantado... e era estranho já que não o ouvi... tento chama-lo enquanto volto pelo corredor. Sem resposta.

Chamo outra vez, ainda sem resposta. Então percebi que a porta do banheiro estava entreaberta, uma pequena faixa de luz escapando para o corredor.

Fui para a porta e a abri lentamente encontrando o chão do banheiro todo molhado, a banheira cheia de água. Me aproximei da banheira, agora muito assustada... então vi o papai... dormindo na banheira?

Não… não estava dormindo.. o papai estava morto! Um grande machucado na testa, como se alguém o tivesse atingido com algo bem pesado e com bastante força.

Fiquei olhando o papai por algum tempo e logo comecei a cambalear para trás, e de repente, bati em algo atrás de mim. Pulando de susto, me virei e vi a minha mãe – como ela chegou aqui tão rápido? E por que eu não a ouvi chegando...

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Creeper da Semana: Gustavo Ferreira (Gúkêh)


Idade: 15 anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu amo terror, não importa se é simples ou daqueles mais terríveis, sempre fui muito ligado ao sobrenatural, sempre gostei de expandir meu conhecimento, sou fanático por livros que abordam o assunto, e por historias sobrenaturais, sejam elas reais ou não. Um belo dia DARK trancado em meu quarto (ouvindo Heavy Metal \m/), e navegando na deep web descobri as creepypastas, então corri pro Google. Lá, aparaceu o blog CPBR, pensei no momento: ''- Que po**a é essa ?!'', mesmo assim decidi entrar. E c##alho, me senti em casa, o blog aborda vários tipos de Creepys em um lugar só, me apaixonei por elas e desde então, entro todo dia, e me surpreendo cada vez mais, algumas são impressionantes, e outras simplesmente perfeitas.

Informações Adicionais: Sou um gordo, chato, ignorante, realista, ateu, odeio tirar fotos, mas quando tiro evito mostrar meu rosto, e que se f*da. Muitos me perguntam o por que da cruz invertida, sim eu sei o significado dela, mas apenas a uso pra incomodar esse povo chato de merda da minha escola e de qualquer outro lugar, amo incomodar a pessoas e usar roupas pretas, me estresso fácil, sou briguento e, nada me intimida, nasci pra ser guerreiro e não abaixar a cabeça pra ninguém. Amo Rock, mas sou bem eclético. Sou bissexual, ou seja alem de curtir meninas eu gosto de meninos e que se dane u.u Às vezes eu pratico auto-mutilação me cortando por ser assim tão diferente e estranho, mas já acostumei, acabou virando rotina... Sei la, acostumei com a dor... haha' Só isso, mais nada.... ¬¬' 

Contato pessoal:
Facebook: gustavo.ferreira787

(Creeper de Semana - 17/02/2014 à 23/02/2014)

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Pokemon: Dead Channel

Eu fui introduzida ao “reino dos videogames” um pouco mais tarde do que as outras pessoas. Na minha infância fui isolada das outras crianças e não podia interagir com elas. Meus dias eram passados em uma prisão como a escola e minhas noites assistindo TV. Minha vida estava chata e entediante, tudo que eu tinha eram os meus bichos de pelúcia e brinquedos de plástico para conversar.

Foi aí que eu recebi um Gamecube.

Foi no natal de 2003, eu acredito. Eu não acreditava que tinha meu próprio videogame. Ele veio com o Super Mario Sunshine, Pac Man World 2 e Pokemon Channel. Todos esses jogos estão em um lugar especial do meu coração hoje. Logo quando conectaram o Gamecube com a minha TV eu comecei a jogar imediatamente.

O primeiro jogo que eu joguei foi Super Mario Sunshine. Esse foi o jogo que me introduziu aos jogos do Mario. Depois de jogá-lo por muitas horas, achei um level que eu não conseguia passar. Logo, comecei a jogar Pac Man World. Incrivelmente, eu fiquei presa no level 2. Furiosa, eu saí do jogo e comecei a jogar o meu primeiro jogo de Pokemon:

Pokemon Channel.


Logo quando eu comecei o jogo eu sabia que ele iria ser diferente dos outros dois. Não demorou muito para eu me apaixonar pelo jogo. Até que chegou a hora de eu nomear meu Pikachu. Eu o nomeei BRVR, abreviação para “Brother”. Eu não sei o que me dei para o chamar assim, isso não parecia nem um pouco como “Brother”. Eu nunca vou saber o porque, mas eu gostei muito de jogar aquele jogo.
Não tem jeito de descrever o amor que eu sentia por aquele jogo. Aquilo era tudo que eu sonhava. Naquele jogo eu tinha um amigo que eu podia brincar. Eu podia assistir TV com meu melhor amigo BRVR, podia pescar com ele, podia jogar damas com ele, falar com os outros Pokemons com ele, plantar um jardim com ele, construir um boneco de neve com ele, explorar as ruínas com ele, tocar musicas com ele, sentar em volta de fogueiras e contar histórias com ele, admirar as estrelas com ele, todas as coisas que eu nunca podia fazer na vida real eu podia fazer nesse mundo virtual. Com BRVR. O melhor amigo que eu nunca tive.
Eu estava obviamente viciada nesse jogo, mas eu não tinha nada para fazer com meu tempo, então eu preferia passá-lo jogando. Insensível as coisas que aconteciam no mundo real, eu preferia viver nessa fantasia Pokemon com meu melhor amigo BRVR.

BRVR parecia mais do que apenas uma animação 3D forçada a fazer ações baseadas na programação do jogo, ele parecia real para mim. Se eu estava triste em um dia, ele aparecia e agia como se estivesse deprimido também. Se eu estava com raiva, ele podia expressar minha raiva enquanto eu jogava também. Se eu precisava de alguma coisa para me animar, ele podia agir como um palhaço e fazer coisas idiotas também. Mais tarde, quando eu cresci, eu assumi que nenhuma dessas coisas estranhas tinha acontecido. Quando eu era pequena eu apenas tinha imaginado isso. Mas ainda era divertido imaginar que era real.
Os anos passaram e eu ganhei mais jogos. Eu também ganhei um Gameboy, que veio com muitos outros jogos de Pokemon, onde eu podia ter mais do que um Pikachu. Meus interesses giravam em volta de diversas séries como Mario e Sonic. Depois de jogar Pokemon Channel muitas vezes, sempre fazendo as mesmas coisas, ele começou a ficar um pouco entediante. Eu comecei a jogar mais jogos, mas eu sempre jogava Pokemon Channel de vez em quando.

Eventualmente, eu mudei de escola e minha vida mudou. Eu fui de uma escola particular cristã para uma escola pública e meus olhos se abriram para a realidade. Eu comecei a aprender mais coisas sobre a vida real, que me ajudaram a gostar mais dela. As pessoas não eram cruéis comigo, elas me diziam “oi” quando eu passava por elas nos corredores. Eu descobri que eu podia fazer mais do que jogar videogames, eu podia desenhar, ouvir milhares de músicas.

Mas a melhor parte foi que quando eu ganhei uma amiga. Uma amiga de verdade. Uma que tinha sangue e carne. Ela era engraçada, e me ajudou a me acostumar a escola. Ela era uma pessoa que eu podia falar, além de meus pais. Nós duas tínhamos a mesma personalidade imatura. Tínhamos tudo a ver. Eu finalmente tinha uma melhor amiga.

Quando eu crescia (tanto no corpo quanto na mente) Pokemon Channel foi lentamente sendo esquecido. Eu comecei a jogar jogos melhores. Quase todos as coisas que eu podia fazer no jogo eu podia fazer na vida real agora. BRVR foi substituido por minha melhor amiga da vida real. Ele e o jogo foram ficando obsoletos, esquecidos numa prateleira empoeirada no canto escuro do meu quarto.

Nos próximos anos da minha vida foram dourados. Todo dia eu conseguia aprender uma coisa nova e eu me divertia com a minha melhor amiga. Eu fiz outros amigos também, mas nenhum podia se comparar a minha melhor amiga. Eu sempre conseguia jogos novos, dinheiro, desenhar alguma coisa, ouvir musica e fazer coisas com a minha melhor amiga. Eu nunca desejei nada mais.
Coisas boas não duram para sempre.

Eventualmente, eu tive que me mudar. Eu protestei, mas nada adiantou. Tentei parar as lágrimas que caiam dos meus olhos. Eu disse adeus a minha melhor amiga no meu ultimo dia de aula. Nos próximos dias eu chorei enquanto tentava dormir em minha nova casa, mas eventualmente eu parei. Ter uma das minhas principais razões de viver minha vida foi rasgada, meu coração nunca vai ser completamente curado, mas a dor começou a ficar mais fraca.

Eu continuei a ter contato com a minha melhor amiga. Nós duas tínhamos contas no Youtube e falávamos pela internet. Ainda nos chamávamos para dormir nas casas uma da outra e as vezes ver um filme juntas. Mas doía eu não poder vê-la na escola. Eu fiz novos amigos em minha nova escola, talvez até mais do que na minha escola antiga, mas nenhum deles conseguia ser engraçado como a minha melhor amiga. Nenhum podia a substituir.

Mas quando eu me acostumei com esse estilo de vida, uma das coisas mais terríveis aconteceu. Para a segurança dela, eu não vou dizer o que minha amiga fez, mas ela fez uma coisa horrível e minha mãe se recusou a me deixar falar com ela ou vê-la novamente. Meu coração foi quebrado em milhões de pedaços. Não havia mais nenhum motivo para eu viver. Eu sentia como minha única amiga tinha ido embora para sempre.

Eu agora tive que voltar aos meus velhos hábitos, jogar videogames e me isolar do resto do mundo. Eu não passeava mais como antes. Eu me recusava a sair do meu quarto, além de ir para a escola, comer, usar o banheiro e visitar meu pai todo fim de semana, Agora minha melhor amiga foi tirada de mim, eu não tinha nada para fazer na vida real, então eu tinha que ter alguma coisa para substituir o que eu fazia.
Procurando na minha velha estante de jogos, eu encontrei o Pokemon Channel. Eu tirei o pó da capa. Eu sentia como se fosse uma eternidade dês de que eu tinha visto o jogo pela ultima vez. Eu inseri o jogo no Gamecube, agarrei meu controle e esperei por meu velho amigo virtual BRVR.

Uma lágrima caiu dos meus olhos quando as memórias foram voltando enquanto eu olhava para a tela de título. Depois do momento de nostalgia, eu selecionei “continue”. Eu soquei o botão “Yes” quando ele me perguntou se era aquele save data que eu queria carregar. A transição de pokébolas passou na tela. Eu não conseguia esperar mais para ver meu amigo BRVR de novo.

Quando a transição acabou, eu apareci no meu quarto. A cutscene do Pikachu que está dormindo no topo da estante não tocou, mas naquele momento eu não estava ligando para isso. A única coisa na minha mente era BRVR. Eu o procurei pelo quarto, mas ele não estava em lugar nenhum.

“De bi de? De bi dee!”

O Delibird que entregava as coisas que você comprava no Shop ‘N Squirtle estava na porta. Eu sorri. Eu lembrei que eu comprava coisas praticamente todo dia naquele canal quando eu era pequena. Eu pensei que eu tinha comprado alguma coisa da última vez que eu joguei, eu não lembrava direito. Curiosa do que estava na entrega, eu fui ansiosamente para a porta.

“Pikaa...”

O som de um bocejo me parou antes que eu pudesse chegar a porta. Eu “me virei” e vi BRVR surgindo de baixo da cama e subindo-a. Ele parecia deprimido. Eu nunca vi ele subindo na cama assim, exceto quando nós estávamos procurando pelo Pokemon Mini Game no começo do jogo. Quando ele se virou e me viu, ele parecia surpreso. Como acontece sempre.

“Hey Brother, sou eu!” eu sussurrei mesmo sabendo que ele não podia me ouvir. Em vez de seu olhar feliz, “Pika Pikaa!!” ele parecia furioso. Eu estava um pouco confusa. Por que ele estava zangado? Mas antes que eu pudesse refletir sobre isso, “De bi dee!!” O Delibird chamou de novo na porta.

Excluindo aquele pensamento, eu virei para a porta. Eu fui recebida pelo Delibird segurando uma caixa. BRVR sorriu e celebrou quando o Delibird voou. “Uma caixa chegou com a mercadoria do Shop ‘N Squirtle!” Eu rapidamente pressionei A assim que a mensagem apareceu.

Eu me perguntei o que tinha lá dentro. BRVR entrou dentro da caixa e tirou os itens que havia lá dentro. “Você recebeu uma Pikachu TV Z! A Pikachu TV Z vai ser mostrada”. Uma TV horripilante substituiu minha velha TV Voltorb. Ela parecia como um Pikachu com a face virada para você. Dentro de sua boca estava a tela da TV. Parecia que a “pele” do Pikachu estava rasgada e costurada e sangrando em algumas partes, também era como se a tela da TV fosse muito grande para a boca. Eu estava um pouco chocada de como a TV parecia.

“Você recebeu um Red Wallpaper Z! O wallpaper vai ser mostrado” Eu engasguei quando eu vi que o papel de parede era vermelho escuro como sangue. Os Pikachus eram estranhos, sorrisos maquiavélicos estavam em sua face. Eles eram vermelho claro. Eu estava começando a ficar assustada.

“Você recebeu um Pikachu Doll Z! O boneco vai ser mostrado” Eu congelei de medo quando eu vi o Pikachu mórbido sendo colocado em uma das prateleiras. Ele tinha os mesmos olhos dos Pikachus no papel de parede, exeto pelos caninos enormes. Seus olhos eram pequenos, vermelho rubi e dilatados. A ponta de sua cauda era inclinada como um gancho, e tinha garras afiadas. Vários pontos de sangue estavam em seu corpo.

“Você recebeu um Pikachu Doll Z! O boneco vai ser mostrado”
“Você recebeu um Pikachu Doll Z! O boneco vai ser mostrado”
“Você recebeu um Pikachu Doll Z! O boneco vai ser mostrado”
“Você recebeu um Pikachu Doll Z! O boneco vai ser mostrado”

A mesma coisa aconteceu de novo e de novo até que o quarto inteiro foi coberto pelos pequenos bonecos perturbantes. Eles substituíram todos os outros bonecos que eu havia colocado no quarto.
BRVR se levantou e olhou para o quarto. Ele concordou satisfeito e andou para a TV. Eu estava sentada em minha cadeira, tendo arrepios de medo. Eu joguei esse jogo por anos, eu sabia que esses itens não estavam incluídos no jogo. “Pikaa” BRVR me chamou. Ele estava em frente a TV, com brilho nos olhos. Eu sabia que ele estava me chamando.

Eu andei até a TV e a liguei. Ele abriu no canal que normalmente aparece quando eu ligo a TV, o Report channel. Mas para meu terror a tela estava com sangue pingando. Eu mudei de canal e parecia que todos estavam do mesmo jeito. Eu rapidamente abri meu diário, que nesse jogo estava no “start menu”, e cliquei na aba “TVS”. Eu esccolhi a Voltorb TV, mas logo que meu diário se fechou eu me encontrei com BRVR, olhando para mim desapontado.

BRVR se virou para a TV e mudou para o “Fortune Channel”. Esse canal pareccia normal, exceto pelo sangue pingando na tela. “Escolha seu biscoito!” as palavras escorreram no canto da minha tela. Eu escolhi o biscoito do topo, como sempre faço. O biscoito voou para as mãos da Chansey e se abriram.
“Você realmente quer saber sua sorte?” As palavras apareceram na tela. Eu congelei de medo. Alguma coisa sobre aquela sorte me pareceu estranho. Apareceu que o Chansey na tela estava gargalhando.
BRVR mudou o canal de novo. Ele mudou para o Relaxation Channel. Em vez do Mareep fofo, quem me recebeu foram dos Pikachus mórbidos que apenas pareciam como bonecos pulando uma cerca. Eu rapidamente apertei B e voltei ao centro do quarto. Normalmente BRVR iria virar para mim e me observar, mas daquela vez ele não parecia ligar.

Eu andei para uma pintura antiga. Uma bela pintura de um Jirachi com um Pikachu a sua volta. Eu suspirei de alivio. Pelo menos alguma coisa ainda continuava normal. Eu fiquei observando o quadro por alguns instantes, porque eu não queria olhar para o papel de parede ou aqueles bonecos sinistros.
“BRVR está olhando para a pintura também”

Calafrios percorreram a minha espinha quando aquela mensagem apareceu. Mesmo que fosse normal que os Pikachus olhassem os quadros com você. Eu aperte B para ter certeza de que BRVR estava na frente do quadro. Ele pareceu estar triste, como se estivesse pensando em memórias perdidas. Ele virou para mm, com a mesma expressão deprimida. Ele parecia que estava prestes a chorar. Eu sentia muito por ele e desejei que haveria alguma coisa para animá-lo.

BRVR veio para perto de mim e me perguntou algo, o que é comum para um Pikachu perguntar coisas. Mas meu sangue congelou quando eu vi o que estava sendo perguntando: “BRVR quer saber se você continua a amá-lo” Havia um O (Sim) e um X (Não). BRVR nunca perguntou aquilo antes. Eu rapidamente cliquei O. Ele sorriu, e ele parecia estar gargalhando. Eu estava confusa. Por que ele estava rindo? Quando ele terminou de rir ele olhou para mim com um sorriso medonho. Uma mensagem apareceu no topo da tela: “BRVR sabe quando você está mentindo”. Ele então virou-se e continuou a assistir TV.

Naquele ponto eu não sabia o que fazer. Eu sabia que nada disso devia estar acontecendo. Talvez se eu reiniciasse meu Gamecube tudo poderia voltar ao normal. Eu me levantei e pressionei o botão de reiniciar, mas quando eu o pressionei nada aconteceu. Eu o apertei uma segunda vez, e nada aconteceu.
“O jogo não pode ser reiniciado agora” A mensagem apareceu na minha tela. Meu coração parou de bater por um segundo. Depois de ficar olhando para o aviso por um minuto eu voltei a me sentar e decidi continuar jogando. “Melhor ver o que está acontecendo...” eu sussurrei para mim mesma.

Eu olhei a minha volta por um minuto. Outras coisas além do papel de parede, bonecos e a TV pareciam normais para mm. Eu tente sorrir olhando aos velhos posters que eu tinha, mas eu não podia fazer isso. A música fofa e animadora pareça fazer o quarto ficar mais assustador e sombrio. Me parecia que os bonecos mórbidos pareciam ter seus olhos fixados em mim, como se eles estivessem prestes a chegar perto de mim e me agarrar, e lentamente me cortar e devorar minha carne.

“BRVR quer ir para fora” a mensagem apareceu no topo da tela. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, BRVR foi para fora e me obrigou a segui-lo.

Minha respiração parou por um instante quando eu fui para fora.

O céu estava um vermelho sangue, muito mais sombrio com as nuvens vermelhas pairando nele. Em todo o campo estavam cadáveres de Pokemons. Eu não podia dizer quantos eram, muitas de suas partes estavam arrancadas, suas faces estavam picadas e espalhadas para todos os cantos. Eu me senti mal, como se eu pudesse vomitar.

BRVR circulou com volta dos corpos, virou-se e me deu um sorriso malvado. Ele andou e me perguntou: “BRVR quer saber se você gostou do que ele fez com o lugar” Eu imediatamente cliquei X. Aquele sorriso macabro cresceu ainda mais. Ele andou para um corpo de um Skitty e jogou ele para mim. As partes do corpo dele voaram e pularam pela tela. Depois de muitos minutos agonizantes tendo que assistir BRVR brincar com as partes dos corpos mortos, ele andou para o jardim.

Quando nos chegamos ao jardim, duas plantas estavam completamente crescidas. Em vez de frutas, elas tinham cabeças de Pokemons. BRVR pegou uma e começou a comê-la lentamente Meu almoço começou a subir para a garganta, mas eu o forcei para ir para baixo de novo. Eu tentei virar meus olhos para longe daquilo, mas algo os manteve presos a tela. Depois de um tempo BRVR andou para o outro lado e pegou outra cabeça. Quando ele terminou ele me deu um sorriso maquiavélico e saiu do jardim, me obrigando a segui-lo.

Eu estava esperando que ele acabasse e nós pudéssemos voltar para dentro. Mas eu preferia mais aqueles bonecos mórbidos do que as partes dos corpos. Mas ele ainda não tinha terminado de me mostrar aquele mundo que ele havia criado. Imediatamente quando nós entramos BRVR voltou para a porta. E quem foi obrigada a ir junto com ele?

Quando nós saímos não haviam mais nenhum corpo, para meu alívio. Mas o céu ainda estava naquele estranho vermelho sangue. Quando eu tentava ir para dentro ele não me deixava, BRVR apenas me olhava e sacudia sua cabeça negativamente, então eu estava presa ali. O ônibus para a Virdian Forest chegou e BRVR entrou nele antes que eu o mandasse ir. A transição tocou normalmente, o ônibus no mapa da Virdian Forest. Mas quando nós chegamos a floresta estava pegando fogo.
Pokemons mortos estavam em todo lugar, as árvores estavam completamente queimadas, os seus corpos sendo tomados pelas chamas. BRVR pareça insensível ao fogo. Ele foi para o trecho dos cogumelos. Eles pareciam que estavam sangrando. BRVR comeu um sem minha permissão e depois ele sacudiu a cabeça afirmativamente quando acabou.

Ele então correu para o sino que começa o Concerto Pokemon. Em vez de BRVR ser cercado por Clefairies, ele foi cercado por aqueles Pikachus mórbidos. Usando os sinos eles tocavam uma das mais horríveis músicas que eu já havia ouvido. Ele era muito alto, fez minhas orelhas doerem. Mas para meu desespero eu não consegui abaixar o volume. Depois de o que pareciam muitos anos aquilo parou de tocar.
BRVR pareceu satisfeito com a floresta em chamas, e retornou ao ônibus. De novo eu fui forçada a ficar parada para fora de minha casa, enquanto eu esperava pelas outras coisas horríveis que BRVR havia feito. Eu pensei que ele gostaria de tomar o ônibus para o Mt. Snowfall, mas ele tinha outras idéias. Em vez disso ele decidiu tomar o ônibus para Cobalt.

A mesma transição simples, a mesma cena horrível. A praia estava literalmente coberta por pedaços de corpos dos Pokemons que você normalmente encontraria enquanto estivesse passeando por aí. O oceano parecia sangue, e flutuando nele estavam mais pedaços de corpos dos Pokemons. Agora eu tinha certeza que BRVR não gostava dos outros Pokemons.

Então nós jogamos damas. Em vez de pedras, nós usamos órgãos como as peças. BRVR me derrotou rapidamente, porque eu não conseguia pensar em como eu podia usar as entranhas dos Pokemons enquanto eu era cercada pelos corpos mortos. Ele riu quando ele me derrotou, como ele fazia normalmente quando isso acontecia. Então por um longo momento ele exibiu uma face triste. Eu, dando tudo para confortá-lo, pressionei C para acariciá-lo. Mas mal quando eu o toquei com o mouse ele voltou a sua aparência maligna. Ele correu para a área onde pescávamos e eu tive que segui-lo.

BRVR sentou em sua pedra e jogou a sua linha de pesca para o oceano de sangue, esperando algum peixe morder a isca. Não havia nada que eu podia fazer, mas ele se virou e me olhou com brilho nos olhos, como se fosse para eu ajudá-lo. Foi aí que eu lembrei da isca. Eu cliquei no pote de iscas e em vez de um donut de chocolate era um cérebro decomposto. Ele estava se despedaçando e coberto por um musgo verde amarronzado. Eu rapidamente o jogue para o mar.

Rapidamente, BRVR puxou alguma coisa. Com um forte puxão uma criatura veio voando para fora do oceano.

Eu sei que essa criatura vai assombrar meus sonhos para sempre.

Parecia como um Magikarp roxo, mas em sua boca escorria sangue verde ácido. Muitos órgãos pareciam estar saindo de seu corpo. Partes de suas escamas haviam sido retiradas, o que nos deixavam ver alguns de seus músculos, e alguns dos músculos pareciam que haviam sido mordidos e deixados com os ossos para fora. Ele pulou e engasgou procurando respirar, enquanto sons demoníacos saiam de sua boca.
Eu gritei quando eu vi a criatura. BRVR se virou como se ele tivesse ouvido. Ele lentamente desceu da pedra, levando o maior tempo possível para deixar a criatura sofrer muito mais. Então ele começou a comer o Magikarp vivo. Eu gritei novamente e cobri minha boca com as mãos. Mas meus olhos continuaram a observar a cena. Quando ele terminou, ele virou para mim e me mostrou um sorriso, um sorriso alegre. Eu não podia acreditar que esse monstro já fora meu melhor amigo que eu via todo dia depois das aulas.
Depois daquela cena traumática, BRVR animadamente saltitou para a praia, voltando para o ônibus cantando “Pi ka Pi ka Chu~” A sua felicidade fez a situação ficar muito mais assustadora. Enquanto esperávamos para o ônibus para o Mt. Snowfall BRVR parou no meio de sua caminhada, olhando para mim. Sua face estava sem emoção. Mesmo sabendo que ele não podia me ouvir, eu sussurrei: “P-Por que... Por que você está fazendo isso...?” Uma lágrima escorregou dos meus olhos.

“BRVR fez esse mundo para te agradecer” Congelei quando eu vi a mensagem aparecer no topo da tela. BRVR me deu mais um sorriso doentio que ia de bochecha a bochecha. Mais lágrimas começaram a descer a minha cara. O ônibus para o Mt. Snowfall chegou.

As mesmas coisas de antes, transições inocentes, mas paisagens nem tão inocentes. Carcaças congeladas estavam em todo lugar naquela terra congelada, muitos deles enterrados na neve. Surpreendentemente não havia nenhum sangue ou entranhas no chão. Era uma atmosfera mais triste do que mórbida. BRVR caminhou lentamente até onde o Kackleon e o Jigglypuff normalmente cantavam, mas agora eles estavam mortos e enterrados embaixo da neve.

BRVR cantou a mais triste canção que eu já havia ouvido. A sua voz soava como violinos tocando. Ele tinha a expressão mais deprimida enquanto ele cantava a canção. Eu não podia controlar as lágrimas que escorriam de meus olhos enquanto ele cantava. Meu pobre e frágil coração partiu em dois enquanto eu ouvia a canção melancólica.

Depois do que se pareceu uma eternidade BRVR finalmente terminou. Ele me olhou com aqueles olhos deprimidos, melancólicos e sem esperanças que ninguém nunca tinha visto. Eu desejava segura-lo em meus braços para confortá-lo, mas ele rapidamente se virou e correu até a outra parte da Mt. Snowfall.
Nós paramos na frente das Ruins of Truth. Por muitos momentos BRVR apenas parou, como se estivesse morto, encarando as ruínas. Até que ele olhou para mim, um olhar significativo em seus olhos, e correu para dentro. Lá dentro estava escuro, como era para ser. Ele usou um choque para acender as flores elétricas que traziam luz para as ruínas. Em todas as paredes e no chão haviam palavras escritas com sangue “Me ajude” “Por quê?” “Eu preciso morrer” “ME MATE” “É tão frio” “Eu estou tão sozinho” “Onde ela está?” “Volte” “Por que eu não posso morrer?”

BRVR andou até o outro lado das ruínas, até o pergaminho da verdade e da mentira. Eu fui forçada a clicar nela.

“BRVR foi abandonado pela sua melhor amiga anos atrás e substituído por um novo melhor amigo que o deixou sozinho nesse mundo virtual. Verdade ou mentira?”

Eu finalmente entendi o que tudo isso significava. Todas essas palavras escritas nas paredes, elas foram escritas por BRVR. Isso era minha culpa. Eu o abandonei. Meu melhor amigo. Para morrer sozinho. Não, ele não podia morrer nem se quisesse. Ele foi forçado a arrastar sua existência miserável por anos. Eu não o culpava por querer vingança, eu merecia isso.

Eu dei um tapa na minha própria cara. O que eu estava pensando?! BRVR e Pokemon Channel eram só um jogo, eu não era obrigada a passar a minha vida intera o jogando. Eles eram criados para entreter a mente de uma criança. Eles não eram reais. Eu demorei um minuto para pensar no meu argumento, eles não eram reais. Eu pensei sobre todas as coisas que BRVR tinha feito para me traumatizar e ter vingança por eu ter o abandonado por tanto tempo.

Mas era tudo tão real.

Eu selecionei O para verdade, porque era. Eu admiti que eu havia abandonado BRVR. Em vez do pergaminho voltar a mesa, ela brilhou em verde como se dissesse que eu estava certa. A tela começou a, lentamente, desaparecer e ficar preta.

Exceto por BRVR.

Ele parou no centro da tela com um olhar cansado, zangado e triste. Eu não sabia o que pensar dele. Eh o odiava e desejava que eu pudesse matá-lo, mas eu queria pedir desculpas pare ele com todo o meu coração e fazer as coisas melhorarem.

“BRVR sente a mesma coisa por você”

As mensagens não me surpreendiam mais. Era o que eu estava esperando. Depois de muitos momentos nos encarando, eu finalmente abri a boca e perguntei: “O que você vai fazer comigo agora?”

“BRVR quer que você sofra do mesmo jeito que ele sofreu.”

Ele me deu um último e doentio sorriso, o mais terrível que eu já havia visto, e a tela ficou completamente negra. Depois de um momento a tela de início apareceu. O botão de continuar sumira. Eu suspirei aliviada. Aquela coisa horrível havia acabado. Eu me levantei e olhei para a minha mesa.

Nela estava um Pikachu Doll Z.


O bosque

No coração das Montanhas Rochosas (EUA), há um bosque de árvores crescendo num círculo perfeito. Um bosque que, apesar de sua forma geometricamente perfeita, parece perfeitamente normal quando visto de fora. Se alguém entrar nesse bosque, entretanto, verá que o interior é tão escuro quanto uma noite sem luar numa dessas florestas densas, mesmo que ainda seja dia e o sol brilhe. Aqueles que entraram nesse bosque raramente saem em qualquer condição de dizer o que acontece lá dentro; a grande maioria sequer sair. Mas se você for corajoso (ou tolo) o bastante, você pode tentar acampar nesse bosque.
Entre com seus olhos fechados, deite em seu saco de dormir, e não importa o que você ouça, não importa o que você sinta, não os abra novamente. Se você conseguir dormir antes que o bosque tire sua sanidade, você acordará na manhã de um dia ensolarado, no meio de um bosque. Um bosque que, apesar de sua forma geometricamente perfeita, parece perfeitamente normal quando visto de fora. Se alguém sair desse bosque, entretanto, verá que o exterior é tão escuro quanto uma noite sem luar numa dessas florestas densas.

Creeper da Semana: Dalila Rocha


Idade: 15 anos

Estado: Rio de Janeiro

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Sou amante de terror desde que era pequena... O mal corre em minhas veias! Conheci o blog pelo Google e um amigo posteriormente me fez acessar o blog mais frequentemente e aí me apaixonei. Sou otaku, gamer e Lolita!

Contato pessoal:
Facebook: Shigeru Ayuzawa

(Creeper de Semana - 10/02/2014 à 16/02/2014)

PS: Sobre o pedido do email, pode nos mandar suas histórias no nosso email a vontade que postaremos elas com créditos a você, okay Dalila? Estamos muito interessados em lê-las. Muito obrigado :)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

12 minutos

No outono de 1987, um Canal de notícias local (WSB-TV 2 de Atlanta) deveria ter uma lacuna preenchida em sua grade de programação nas manhãs de domingo.

Depois de algumas solicitações da população local, foi decidido que o jovem Reverendo Marly Sachs deveria pegar o horário disponível para fazer um show religioso. O show estreou no dia 18 de Outubro sem muita divulgação.

Era apenas um programa religioso normal em que o reverendo se sentava em uma cadeira simples e lia passagens da bíblia, discutindo suas interpretações e significância para a nossa vida moderna. O show recebia um razoável número de telespectadores e assim continuou até meados de Dezembro. Foi nessa época que o estúdio começou a receber estranhas queixas dos telespectadores do “Palavras de Luz com o Rev. Marly Sachs”.

As queixas eram de mulheres (apenas mulheres), que se referiam aos desconfortos que sentiam principalmente em alguns intervalos durante o programa. Descreviam náuseas, dores musculares, tontura e visão borrada. Essas mulheres, por alguma estranha razão, estavam convencidas de que a causa desses sintomas era o programa. Mas tarde, depois de 3 semanas de reclamações, foi determinado que esses “sintomas” surgiam com intervalos de 12 minutos durante o programa.

A equipe do pequeno estúdio checou todos os equipamentos de gravação, áudio e vídeo, e não encontraram falhas. Quando o reverendo tomou conhecimento dos incidentes, ele meramente deu de ombros e disse, enigmaticamente, que “Alguns não conseguem lidar com a voz de Deus...” O diretor do estúdio, com a falta de explicações para a causa das reclamações, decidiu continuar com o programa.

Em fevereiro, a audiência caiu drasticamente e foi decidido que o show seria cancelado. O diretor achou que seria mais prudente gastar o tempo do show com as últimas noticias que estavam sendo transmitidas por outros dois canais locais: o surto de abortos. Começando em novembro, o número de mulheres grávidas saudáveis sofrendo aborto na área metropolitana de Atlanta já estava alcançando os 300. O CDC não pôde descobrir uma causa para as terríveis ocorrências.

O reverendo aceitou o cancelamento do show mostrando apenas indiferença. Quando informado, ele não protestou, nem demonstrou qualquer outra reação. Ele deixou o estúdio após filmar o último episódio e sem dizer uma única palavra desapareceu da face da terra. Ninguém nunca mais ouviu sobre ele, nem a sua congregação e nem os membros da igreja. O estúdio preencheu o horário com comerciais e continuou a se concentrar nos casos dos abortos.

Um ano e meio depois, um estagiário do estúdio descobriu as fitas do “Palavras de Luz” e começou a analisa-las á procura de imagens para montar uma matéria sobre o impacto da religião na cidade. O Incidente Atlanta (como o surto de abortos ficou conhecido nos jornais) perdeu forças e cessou três meses depois do cancelamento do programa do reverendo, e já estava desaparecendo das lembranças do público. Enquanto o estagiário verificava as gravações, ele acidentalmente fez uma descoberta perturbadora.

Quando tentava pausar uma gravação em 10 minutos e 45 segundos, ele acidentalmente travou o botão para avançar. Enquanto a gravação avançava, ele tentava destravar o botão com uma chave de fenda. Assim que conseguiu destravar, a gravação tinha pausado aos 36 minutos e 1 segundo. O estagiário caiu da cadeira quando viu o que estava pausado na tela: a imagem de uma cabeça decomposta preenchia completamente a tela. Após se recompor, ele retrocedeu e avançou gravação algumas vezes, e então percebeu que não era uma ilusão. Ele analisou todo o resto da gravação e logo descobriu que a cada intervalo de 12 minutos a imagem aparecia rapidamente.

Pensando que era uma pegadinha para os novatos, ele mostrou a gravação para um dos técnicos, pronto para as zombarias. O técnico ficou tão confuso quanto ele. Ninguém havia tocado nas gravações desde o cancelamento do show. Durante a noite no fim do turno, o estagiário convenceu o técnico a ajuda-lo a analisar todas as outras fitas do show.

Eles descobriram que todos os episódios possuíam essa mesma anomalia. Eles também descobriram que enquanto o show progredia a imagem se tornava mais nojenta, enquanto vermes começavam a corroer a cabeça e pedaços de cabelo e pele pareciam cair com frequência. O técnico deixou claro para o estagiário que o que estavam vendo era tecnicamente impossível como o próprio filme não mostrava sinais de corte. E o próprio técnico estava presente em todas as filmagens e edições do show e sabia que em nenhum momento aquela imagem tinha sido inserida no vídeo.

Tudo isso foi apresentado ao diretor do estúdio, que, temendo algum tipo de reação caso saísse no ar, ordenou que todas as fitas fossem destruídas. Ele disse para o estagiário e para o técnico que não tinha interesse em descobrir quem fez aquilo, apenas que... “Cobrir falhas é tudo o que importa agora.” Ele ordenou que não mencionassem isso para ninguém.

O técnico aceitou facilmente, lembrando da descoberta apenas como uma anedota pessoal sombriamente engraçada, mas o estagiário não esqueceria. Ele copiou o máximo de fitas que pôde antes de serem destruídas e guardou as cópias para tentar descobrir algo que pudesse apontar quem fez aquilo ou por que fez.

Alguns dias depois, o estagiário tentou outra vez pedir ajuda ao técnico, dizendo que acreditava ter descoberto algo mmais perturbador que a própria imagem da cabeça: quando os pequenos frames contendo a cabeça foram editados juntos em ordem cronológica, a boca da cabeça parecia se mexer como se tentasse formar palavras. O técnico, temendo pelo emprego, pediu que o estagiário se livrasse das cópias e não voltasse a falar sobre aquilo.

 ...


Uma semana depois, a policia respondeu um chamado de emergência feito por uma senhora em um dos subúrbios de Atlanta ao anoitecer. Ela tinha ouvido gritos terríveis vindos da casa vizinha onde morava um casal de jovens. A senhora disse para a emergência que a jovem vizinha estava grávida e ela temia que algo ruim tivesse acontecido. Quando os policiais chegaram à casa dos jovens 20 minutos depois, encontraram a porta da frente aberta e a casa completamente escura. Eles entraram cautelosamente e seguiram para a sala.

Na sala, encontraram a jovem morta, com um grande corte no abdômen. O corte estava aberto e uma trilha de sangue levava do corpo para o sofá no outro lado da sala. Ali o marido estava sentado, o estagiário do estúdio, pelado, e com o corpo da criança prematura aos seus pés. Em sua mão estava a faca de cozinha que utilizou para cortar a mulher grávida. A televisão estava ligada passando em uma repetição de 18 segundos um vídeo que mostrava uma cabeça decomposta pronunciando palavras ininteligíveis.

Hoje, o que contam na delegacia, é que o estagiário não parava de murmurar: “A luz de Deus chama por eles...”enquanto era arrastado para fora da casa.




RoboKy


O portador do começo

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Em qualquer cidade, em qualquer país, vá em qualquer hospital e peça para visitar aquele que se auto entitula "O guardião do começo". Um pequeno sorriso aparecerá no rosto do atendente, como se dissesse "Seu tolo".

Você será levado por um longo corredor - long o bastante para fazer você achar que ele leva para fora do prédio. Entretanto, numa clara violação das leis de espaço e da física, ele levará para o mais profundo interior do prédio. O corredor sempre estará silencioso, mesmo que você tente fazer barulho. Gritos serão sufocados antes mesmo de sair de sua boca, e passos serão abafados. Ao invés de falar, seu guia irá, simplesmente, apontar para a porta.

Atrás dela há um quarto bastante acolhedor, com um aroma agradável porém impossível de identificar. No centro desse quarto, uma mulher estará sentada, com os braços vazios como se ninasse um bebê. Esse quarto ficará tão silencioso quanto o corredor, até que você pergunte uma única questão: "Por que eles foram separados?" A mulher irá explicar, em detalhes extremamentes explícitos, cada detalhe horrível da história. Cada surra. Cada guerra. Cada estupro. Cada assassinato. Nenhum evento da história do universo escapará de seus ouvidos. Quando ela terminar, tudo voltará ao mais completo silêncio, e você poderá sair. Cabe a você decidir o que fazer com essa informação.

A mulher é o Objeto 2 de 538. Você deve decidir se eles devem ser reunidos ou não.

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Uma alma alternativa

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Às 12:17, em qualquer noite, você tem a oportunidade de acordar uma alma alternativa. A maneira mais comum de conseguir vê-la? Através de um espelho.

Comece o ritual exatamente à meia noite. No quarto ou banheiro, nenhuma luz, exceto a de uma única vela, que deve ficar atrás de você e refletir no espelho.

Por 10 minutos, você deve se concentrar no silêncio, focado somente no seu reflexo. Não quebre o contato visual: será interpretado como fraqueza, e você será subjugado.

Após os 10 minutos, você deve tirar seu próprio sangue e esfregar na linha dos olhos do seu reflexo. Fazer isso irá cegá-lo, e você verá seus atributos começando a mudar drasticamente.

Devagar e gradualmente, seu reflexo se tornará uma criatura assombrosa, uma além da compreensão daqueles que nunca a viram antes. Você não deve, sob hipótese alguma, quebrar o contato visual.

Logo esse contorcionismo irá acabar. Então, um som não humano irá ecoar ao seu redor. A criatura vai começar a se aproximar do vidro.

Se você não apagar a vela exatamente às 12:17, a criatura vai escapar.

Esteja avisado, caso você tenha êxito: em qualquer superfície polida, seja um espelho, madeira ou uma janela, seu reflexo sempre estará te observando.


A equipe Creepypasta Brasil não aconselha a fazer quaisquer coisas relatadas no blog, e NÃO se responsabilizará por o que venha acontecer se você tentar.

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Creeper da Semana: Arthur Andrade

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Idade: 14 anos

Estado: Minas Gerais

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu sempre gostei de coisas relacionadas a terror, como: contos, filmes, etc. Quando tinha 11 anos aconteceu algo sobrenatural comigo(aparição de um "ser" em uma foto que tirei), então fui atrás de respostas na internet, e foi assim que conheci o Blog! Me interessei tanto pelo assunto que comecei a fazer vídeos de terror, de pouco em pouco fui ganhando público, e hoje sou parceiro do blog! Desde então, venho acompanhando o blog e narrando as creepypastas em meu canal :D

É isso gente, obrigado pela oportunidade equipe CPBR, continuem com o ótimo trabalho :D

Contato pessoal:
Canal: http://www.youtube.com/user/D4rkCraf7eR
Email: D4rkCraf7@gmail.com
Twitter: @D4rkCraf7eR
Skype: darkcrafterbr

(Creeper de Semana - 03/02/2014 à 09/02/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

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