Creepypasta dos Fãs: Sucking Memories!

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31 de outubro, 22:00 h. Halloween.

Erick e Math, ambos com 12 anos de idade, muito travessos, que estavam se divertindo no Halloween. Até que Erick, o garoto metido a corajoso, resolve passar a noite na floresta que havia em sua cidade, só para assustar seus amigos e principalmente Math, garoto medroso e triste. Convencido por Erick, Math resolve aceitar a brincadeira, mesmo temendo muito.

Os dois param em frente à entrada da floresta, o coração de Math acelera, mas ele não queria parecer tão medroso na frente de seu amigo. Depois de um tempo, tomam coragem, e entram na medonha floresta, mal sabendo do que os aguardava.

Já dentro da floresta, a sensação de terror os tomava, arrepios, suspiros, barulhos estranhos à volta. Math não aguentou e pediu pra voltar, mas Erick começou a dizer que ele era medroso, e começou a rir e zombar dele. Então ele resolveu continuar.

Ao longo que eles vão entrando cada vez mais na floresta, o clima de terror só aumenta, até que começam a sentir que não estão sós, era como se alguém os observasse a todo instante.

De repente, avistam duas garotas, aparentemente inocentes e perdidas. Erick fala para Math para se aproximarem e verem se elas estavam bem. Math sentiu que essa não seria uma boa escolha, mas Erick já havia corrido em direção à elas
.
As garotas começam a se apresentar como Cíny e Liz, irmãs gêmeas com estilos opostos, Cíny com aparência meiga e a Liz com aparência mais triste. Elas sugeriram uma brincadeira, algo como um pega-pega, mas a brincadeira era muito mais do que simplesmente correr. Quando os garotos começaram a correr, um para cada lado, cada irmã correu atrás de um, Cíny correu atrás de Math, o garoto mais triste, e Liz correu atrás de Erick o mais corajoso e brincalhão. 

Quando de repente os garotos percebem que as garotas não eram normais, algo como uma sombra negra, saiu de cada uma, seus olhares não eram mais os mesmos, eram devoradores. Os garotos começaram a correr amedrontados, e gritando por socorro, mas era tarde, eles já haviam entrado na brincadeira das duas irmãs.

A sombra de cada uma agarrou os pés dos garotos que corriam, trazendo-os para perto delas. Colocaram-nos rosto a rosto, testa com testa, uma luz de memória viva foi sugada dos garotos e passada para elas, Cíny sugou as memórias ruins de Math, e Liz sugou as memórias boas de Erick. Após ficarem satisfeitas, os dois simplesmente desmaiaram, enquanto elas foram embora.

O dia amanheceu, as famílias dos dois deram falta deles e pediram ajuda aos bombeiros para encontrá-los. Math acordou sendo resgatado por um bombeiro, ele não se lembrava de nada do que havia acontecido, nem se sentia mais triste, suas lembranças ruins simplesmente desapareceram, o que o fez ficar inexplicavelmente feliz, feliz até demais.Passou um tempo de repouso, mas logo melhorou.
Com Erick foi diferente. Ele acordou extremamente assustado, não existia nenhuma memória boa em sua mente, tudo o que lhe restou eram memórias ruins e as imagens do que lhe havia acontecido na floresta, ele começou a chorar,contou o que havia acontecido para a família, completamente amedrontado, sua família pensou que ele estivesse louco, internando-o num hospício!

Eaí, existe algo que você deveria se lembrar?!


Escrito/Enviado por: Dvampira e DyAngel

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Papai Noel

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O Papai Noel é um ser que todos vocês já estão familiarizados: veste um terno vermelho e branco, voa com suas renas, leva um saco cheio de presentes e os entrega a todas as crianças bem comportados. No entanto, você já parou pra pensou o que acontece com as crianças que não se comportam? Será que eles apenas recebem um pedaço de carvão sem sentido neste dia de celebração?

Ou será algo muito pior...?

As velas eram assopradas pelo vento, criando uma sensação de frio e insegurança ao redor da sala. Sombras eram lançadas em direção as mais inúteis e empoeiradas decorações que já haviam sido usadas em todos os anos anteriores. Os bonecos enfeitando a lareira eram os menos comuns; cada figura era esculpida até os mínimos detalhes, fazendo com que elas tivessem uma certa malevolência em seus olhos.

Não foram os gritos dos bêbados festeiros desfilando pelas ruas, nem as crianças gritando nas casas ao lado (exigindo a chegada do enorme, detestável homem de terno vermelho) que despertaram Elizabeth naquela noite.

Foi o barulho vindo da chaminé.

Ela se arrastou lentamente pela escada de madeira, segurando-se ao corrimão caindo aos pedaços para se apoiar. Não era incomum ela inclinar apenas um centímetro longe demais do corrimão, consequentemente escorregando e caindo escada abaixo. Ela andasse estranhamente curvada, dando-lhe a aparência física de uma senhora corcunda maior de idade. Elizabeth sofre de uma doença chamada cifose, uma deformidade da coluna vertebral que pode ocorrer em qualquer idade (embora seja raro no nascimento, que é justamente quando ela desenvolveu a doença).

Tudo estava estranhamente silencioso quando ela chegou ao fundo da escadaria; os bêbados provavelmente haviam encontrado outras vizinhanças para perturbar, as crianças provavelmente tinham perdido as esperanças e voltado a dormir. Nem mesmo o barulho da correria de ratos pode ser ouvido abaixo da casa, dentro daquele sótão abandonado. Um sentimento de pânico invadiu seu corpo. Seu coração batia cada vez mais rápido quando percebeu outro fato sobre o misterioso silêncio: O barulho na chaminé também havia parado. Ou aquilo que estava causando o barulho havia ido embora... ou havia chegado.

Parando exatamente onde estava, a garota de quatorze anos colocou uma mão pálida sobre suas costas e começou a olhar em volta, sua lanterna iluminando pateticamente a escuridão avassaladora, consequentemente, deixando um mistério na extremidade oposta da sala. Caminhando lentamente, ela procurou pelo prato de biscoitos para acalmá-la. Sentindo-se impotente no meio da escuridão, ela não desviava seus olhos azuis do canto mais escuro da sala, quando finalmente se deparou com os pedaços de porcelana rachados do prato que guardava os biscoitos açucarados. Confusa, começou a tocar no chão em volta dos pedaços, quando sentiu o que pareciam ser pequenas migalhas espalhadas por lá. Antes que ela pudesse processar o que poderia ter acontecido com os biscoitos, sua respiração começou a ficar mais pesada quando sentiu um líquido quente próximo as migalhas. Relutante, ela finalmente tirou seus olhos da área suspeita para poder analisar a substância em seus dedos.

Era vermelha.

O tempo pareceu parar quando ela percebeu que não estava sozinha na sala. Seus olhos se arregalaram e todos os pensamentos foram empurrados para o fundo de sua mente, resultando em uma simples, terrível pergunta: Quem estava no quarto com ela? Segurando a lanterna firmemente, ela deu um passo para frente; a luz lentamente queimando a escuridão, apesar de não revelar nada, enquanto o silencio macabro arrepiavam os cabelos da garota e a faziam suar. As cortinas fechadas apareceram, e ela suspirou quando percebeu a loucura de suas ações. Talvez a substância vermelha era simplesmente respingos da tinta que seu irmão havia derramado no carpete na noite anterior. “Você alcançou o ápice de paranoia, sua idiota!”, ela disse a si mesma, tentando afastar todos aqueles pensamentos perturbadores de sua cabeça. “Está à beira da loucura. Teria sorte se mamãe não te encontrasse aqui, se apavorando por causa de uma simples borra de tinta. Obviamente, foram os ratos que a espalharam por ai”. Esquecendo o ocorrido, ela baixou a lanterna e começou a se virar, esfregando a parte de trás de seu pescoço e tranquilizando sua mente.

Em seguida, a mão fria tocou seu ombro.

Ela parou no local. Não se atreveu a se mover. Não se atreveu a respirar. Seus olhos se arregalaram quando ela confirmou a presença de outra pessoa na sala, aquela pessoa que estava lhe observando o tempo todo. A respiração quente em seu ombro faria com que ela estremecesse se não estivesse paralisada ​​de medo. Apenas alguns segundos se passaram, mas para Elizabeth, parecia uma eternidade. Esperando. Esperando seu próximo movimento. Esperando o movimento da outra pessoa. Dominando toda a sua coragem, ela se virou lentamente sobre os calcanhares, ficando cara a cara com um homem viscoso em um terno vermelho e peludo.

Ele estava sorrindo de orelha a orelha. Cada um de seus dentes nojentos e amarelados revelava saliva escorrendo de sua língua para o queixo. Ele estava com barba por fazer, a barba preta formando uma máscara despenteada por cima da metade inferior do rosto. Ele era claramente muito mais jovem do que os Papais-Noéis “originais". Seus olhos eram de uma tonalidade amarelo-nojento, parecendo idêntica aos seus dentes sujos. Ele estava olhando diretamente para ela, com um olhar duro e frio que não emitia nenhuma sensação de calor. Ele não estava sorrindo por causa da expressão aterrorizada da garota, nem por causa de sua deficiência... Mas sim, pela coisa que ele segurava em suas mãos.

Ela não conseguia encontrar sua voz. Ela não conseguia encontrar o grito que procurava tão desesperadamente, o som que muitos faziam quando se encontravam em uma situação de perigo. Era a única coisa que ela conseguia pensar que pudesse salvá-la, pudesse afastá-la daquele pesadelo. Ela deixou a lanterna cair de suas mãos. Ela se sentia cada pedaço de vidro furando e cortando seu tornozelo, o sangue quente escorrendo em sua perna. Logo, notou que as chamas rugiam da lareira ao seu lado. Ela não se importava. Ela não percebeu que o fogo consumia pequenas posses de sua família; tudo o que ela via era o que estava nas mãos do homem. Ela não conseguia se mover. Não conseguia falar. O horror a dominava da cabeça aos pés; suas orelhas doíam e sua visão começou a sumir.

O homem segurava o cadáver ensanguentado de sua mãe.

Seus olhos haviam sido arrancados, deixando dois buracos rasgados em seu rosto. Ela tinha o olhar misterioso de um zumbi; seu olhar era morto e sua boca estava constantemente aberta. Seu rosto era uma sujeira sangrenta, multilados de uma maneira que até mesmo as pessoas mais perturbadas seriam afetadas. A cabeça estava sangrando, juntamente com vários ferimentos brutais no peito e no rosto, braços caídos levemente para os lados. Elizabeth fechou os olhos com força, obrigando-se a não ver aquela cena à sua frente. Ela sussurrou para si mesma que aquilo não era real, que era somente um pesadelo, embora soubesse que sua ignorância era a solução oposta. A respiração quente voltou, desta vez ainda mais próxima. Ele cheirava fortemente a álcool, enquanto as palavras finais eram sussurradas:

"Papai Noel está de volta!"


FELIZ NATAL!!!

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Rostos Familiares

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Você com certeza já viu isso. Esse par de olhos olhando diretamente para você. E por mais que você queira se afastar, os olhos parecem te transfixarem. Ele se move como você, copiando cada espasmo, cada leve movimento - eles estão seguindo você.

Você se lembra do rosto, mas não tem certeza de onde; lembra o rosto de seus pais, o rosto parece seguro, mas não é de confiança. A partir do momento em que você olhar para ele, você estará em risco.

Mas o que torna esta criatura tão assustadora, é que quando você olha para longe, você não faz ideia se ela ainda está te observando, a menos que você olhe de volta, porque esta criatura não faz barulho, não faz som. Ela não precisa respirar. Ela não precisa descansar. E o pior de tudo, ninguém sabe de suas intenções.

Então, basta ter cuidado.

Seu reflexo pode não ser tão inofensivo, afinal.


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Creepypasta dos Fãs - O Velho Soldado.

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Acendi a luz do lampião com cuidado. Já estava quase na hora do pequeno chegar. Desde o começo do mês aquele jovenzinho vinha ao anoitecer para conversar um pouco comigo. Eu adorava poder falar com ele.

Como sempre o menino chegou com um sorriso largo no rosto. Qualquer pessoa estranharia, pensaria maldade de ver um velho como eu conversando com um garotinho como aquele. Mas eu nunca tive nenhuma má intenção com ele. Na verdade ele fora meu primeiro amigo em muitos anos. Depois que você fica velho as pessoas se esquecem de você…

- Seu Bastião, boa noite! -  tilintou o pequeno.
- Boa noite, Marcelo. – respondi – Como anda meu pequeno soldado?

O garoto riu. Adorava quando eu o chamava de soldado, sentia-se importante. Sentou no batente, do lado da minha cadeira. Começou a me contar como fora o seu dia, com quem brincara e qual fora a brincadeira. Falou-me sobre os cômodos novos que explorara na casa das tias, duas velhas solteironas que moravam no fim da rua, na qual estava passando uma temporada. Além de outras coisas que  preenchem a vida das crianças de hoje em dia.

Quando terminou o garoto estava sem folêgo de tanto falar. Olhou para mim, ainda sorrindo e me pediu que contasse como o meu dia havia sido. Como sempre eu lhe contei que o havia sido entediante e que não tinha nenhuma novidede, mas se ele quisesse ouvir alguma historia da minha juventude eu adoraria entretê-lo. Ele logo se animou. Eu via muito de mim naquele garoto.

Quando mais jovem eu fora soldado. Lutei em revoluções, guerras e em toda sorte de levantes. Comecei minha carreira bem jovem, 16 anos, portanto também me aposentei cedo. Não soube levar uma aposentadoria tranquila, porém. A guerra estava em meu sangue e a calmaria que o envelhecimento trazia não me caiu bem. Aos 50 anos me suicidei, nesta mesma casa onde meu espírito tem vagado.
Boatos se espalharam e muitas pessoas tinha medo de se aproximar da minha casa. Diziam ser assombrada. Bom, de certa forma era verdade, eu estava lá. Mas então esse garoto apareceu e ele não tinha medo de mim. Ele sabia que eu já não estava mais vivo, mas isso não parecia incomodá-lo.  Todo noite ele vinha e eu contava-lhe os meus feitos. Ele parecia satisfeito com isso. Eu também estava.

***
Nossa como eu adorava aquele velho! As histórias deles eram incríveis. Ele lutara em guerras, usara armas e matara pessoas. Fora um herói. Eu queria ser um herói. Penso que seja difícil que isso aconteça, devido as circunstâncias…

Depois que ele terminou a história nós nos despedimos e fui embora. No caminho eu pensava como o velho fora solitário em vida. Esse devia ser um dos sacríficios de ser um grande soldado. O homem se isolara de tal modo que nem sabia que no fim da rua não havia um casarão, mas sim um cemitério.
Era lá que eu estava enterrado. Morri ainda muito novo. Nunca poderei ser um soldado. Mas ainda terei o velho e ele poderá me contar suas histórias… Para sempre…


Escrito por: Lucas Emanuel
Fonte: Lex Gravior

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Zalgo

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Zalgo é um meme onde uma pessoa pega e corrompe uma tira de quadrinho popular, resultando em contextos perturbadores. As pessoas também usam referências mais sutis ao monstro, como pichações nos fundos das histórias dizendo "Zalgo wuz heer (Zalgo esteve aqui)". Zalgo pode ser reconhecido no momento que as duas palavras são ditas por pessoas, quando Zalgo está por perto:

"He Comes (Ele vem)".

Zalgo é um ser que pode ser definido como "horror", uma criatura de terror extremo. Ele é conhecido como "Aquele Que Aguarda Atrás Das Paredes" e "Hivemind Nezperdian" em alguns círculos. Ele é uma abominação, não tem olhos e tem sete bocas. Sua mão direita segura uma estrela morta e sua mão esquerda segura uma “Vela Cuja Luz é Sombra”, e está manchado com o sangue de Dhaegar Am. Seis de suas bocas falam em línguas diferentes. Quando chegar a hora, a sétima deve cantar a canção que encerra a Terra:

Para invocar a colmeia que representa o caos.

Invocando a sensação de caos.

Sem ordem.

A Consciência-Coletiva Nezperdiana do caos. Zalgo.

Aquele que aguarda atrás da parede.

ZALGO!

Zalgo é a ideia de Dave Kelly (também conhecido como "Shmorky"), um animador de Flash. Foi mencionado pela primeira vez (mas não visto) em paródias de quadrinhos de jornais sindicalizados em uma página semi-secreta em seu site oficial. Desde propagação dos memes, Shmorky fez várias animações em flash (em seu estilo inimitável, é claro) fazendo referências a ela, incluindo Zalgo. Curiosamente, de acordo com ele, Zalgo afeta apenas quadrinhos, desenhos animados e ilustrações, e não a realidade em si. Bem, isso certamente invalida 99% das histórias sobre Zalgo... A não ser, claro, que ele esteja mentindo...

Exemplos de tirinhas corrompidas do Zalgo






O Hino de Invocação de Zalgo (COMPLETO)

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Perto Demais

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Uma jovem garota voltando pra casa depois da escola encontrou uma pequena pilha de fotos emolduradas jogadas na sarjeta. Havia 20 no total, perfeitamente presas com um pequeno elástico. Ela as pegou, e enquanto caminhava, começou a olhar foto por foto. A primeira era de um homem branco e fantasmagórico em frente a um fundo preto, de pé, mas longe demais da câmera para que ela pudesse distinguir seu rosto. A menina pôs a foto no fundo da pilha e olhou a próxima. A foto era do mesmo homem, agora um pouco mais perto da câmera. A menina folheou as fotos seguintes, rapidamente.

A cada foto, o homem na fotografia se aproximava cada vez mais, e seus traços foram ficando mais visíveis. Quando virava a esquina de sua casa, a garota notou que o homem nas fotos parece estar olhando fixamente para ela, mesmo quando ela movia as fotos para os lados. Isso a assustou, mas mesmo assim, ela continuou passando-as, uma por uma. Ao chegar na 19a foto, o homem estava tão próximo que seu rosto havia preenchido completamente o quadro. Sua expressão era a mais horripilante que a menina já tinha visto. Quando chegou até a entrada da garagem, ela passou para a última foto. Desta vez, ao invés de uma imagem, havia somente duas palavras: "PERTO DEMAIS”.

Ouvindo um grito vindo de fora da sua casa, o irmão da garota correu para a porta e a abriu. Tudo que ele viu foi um monte de fotografias jogadas na porta. A primeira parecia uma versão extremamente pálida de sua irmã, mas ela estava muito longe da câmera para ele ter certeza.

Fonte: Creepypasta Wikia

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A Fotografia

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Minha amiga vai para a faculdade no Norte do Estado de Nova York. Ela gosta de caminhadas e acampamentos, e adora ir acampar sozinha nas montanhas para se comunicar com a natureza ou algo assim.


Normalmente, ela vai passar o final de semana inteiro lá, dirigindo-se depois de suas aulas na sexta-feira, e não voltando pra casa até domingo à tarde. Ela raramente leva pessoas com ela, preferindo experimentar as belezas florestais na solidão.

Isto é, ela costumava fazer tudo isso...

Mas decidiu parar depois da última vez que ela foi. A vez em que aquilo aconteceu.

Era final de outono do ano passado. Ela foi viajar para as florestas montanhosas, como de costume. Levou um par de câmeras que usou para tirar fotos da vida selvagem, árvores, paisagens e todas as outras coisas maravilhosas que você pode ver no Norte do Estado de Nova York. Durante todo o tempo que ficava fora, ela não encontrava nenhum outro ser humano, nem mesmo evidências de acampamentos. Em outras  palavras, ela passou o fim de semana isolada sem precedentes.

No domingo, ela voltou para a civilização, sentindo-se revigorada. Deixou as fotos em um lugar para serem reveladas - ela havia usado todo o filme nessa viagem - e continuou com sua vida cotidiana. Na terça-feira, ela pegou suas fotografias reveladas.

Levou-as de volta ao seu dormitório para folhea-las. Havia fotos de veados, árvores, nascer do sol, tudo que ela tinha fotografado. Porém, no meio da pilha de fotos, ela se deparou com algo que a deixou perplexa.

Ela segurava uma foto de uma jovem dormindo em barraca, tirada de cima, como se o fotógrafo estivesse inclinado sobre a figura adormecida. O flash iluminava o rosto da jovem, deixando muito claro quem estava na foto...

Ela mesma.

Quando sua confusão inicial passou, ela sentiu o terror preenchendo as lacunas que deixaram para trás. Ela folheou as fotos restantes rapidamente, mas todas eram fotos que ela mesma havia tirado; paisagens, beleza e vida selvagem.

Ela passou uma eternidade olhando para aquela foto, tentando encontrar alguma explicação que não a aterrorizasse, mas não conseguia. Pior ainda, quando ela olhou a foto de perto, ela pôde ver algo atrás de suas costas, escondido pela sombra e fora de foco. Algo estranho. Algo perturbador. Algo como uma mão estendida.

Fonte: http://creepypasta.wikia.com/

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Creepypasta dos Fãs - Barney

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Passou-se uma semana desde um ocorrido em nossa casa, mas mesmo assim, quando tento falar a respeito disso com meu pai ele me parece cada vez mais puto. Moro em uma casa com 4 pessoas: Eu, minha mãe, meu pai e meu irmão mais novo Lucas.
Meu irmão tem apenas 5 anos, o que justifica um pouco a raiva do meu pai em relação aos eventos inusitados e ainda recentes. Em pleno 2012, meus pais foram às lojas americanas e compraram um box de dvd's do Barney (Sim, aquele dinossauro roxo debiloide).

Quando eu questionei eles por quê eles comprariam dvd's de show velho como aquele, quando se tem tantos programas infantis atuais,eles me disseram alguma besteira sobre desenvolvimento psicológico infantil e coisas que eu realmente não dei atenção. Afinal, o Lucas adora e é isso que importa.

Bom, os dvd's vieram cheios de dicas para os pais (algumas do próprio David Joyner), bastidores, etc...
As coisas começaram a ficar um pouco estranhas há duas semanas atrás. Lucas passou a desenvolver um certa curiosidade por assuntos que não dizem respeito a uma criança de sua idade. Certo dia, ele simplesmente entrou na sala com um sorriso infantil e inocente e perguntou à nossa mãe, na frente de todos na sala, o que significava "abortar". Naturalmente, eu caí na risada, enquanto meu pai sorriu deliberadamente e minha mãe ficou horrorizada, enquanto tentava explicar algo bobo como: "é quando os pilotos saltam em segurança de seus aviões". O motivo pelo qual eu e meu pai achamos graça foi que minha mãe ficou horrorizada por achar (mesmo que por alguns segundos) que se tratava, de fato, da palavra "aborto", enquanto eu e meu pai logo percebemos que não poderia ser isso,embora, hoje não tenhamos mais tanta certeza assim.

Bom, passada uma semana desde esses incidente relativamente engraçado. Minha mãe havia viajado, eu e meu pai estávamos assistindo algo na TV, e Lucas estava no quarto assistindo seus Dvd's que meu pai havia colocado. Quando ouvimos um som um tanto quanto alto sair da TV do quarto de Lucas e logo em seguida, ele veio correndo em nossa direção, chorando e falando coisas impossíveis de se entender, até que após muitas tentativas, nós o acalmamos ele ficou dizendo repetidamente: "Barney é um monstro horrível! Barney é um monstro horrível!".
Ficamos completamente sem reação ao ver o garoto que há 10 minutos idolatrava Barney, estar com um olhar tão horrorizado e ferido após ter assistido o show dele. Sem entender direito e sem nenhuma explicação de meu irmão, fomos assistir o Dvd para nos certificarmos que não havia nada de errado...
O show teve sua abertura normalmente, suas músicas e brincadeiras também... Então, o áudio alterou de volume drasticamente, e pudemos ouvir o mesmo ruído que ouvimos da sala, porém mais alto. Era um ruído estrondoso e soava como o som de um quadro sendo arranhado.

 E então, as coisas ficaram realmente bizarras. Eu não acredito em Papai Noel, no Elvis vivo, ou em mensagens homossexuais no Bob Esponja, mas mesmo assim, fiquei horrorizado com a cena que vi.
Nada de telas pretas, cortes de frames ou qualquer coisa do tipo: O dvd simplesmente travava por cerca de 5 segundos e você podia ouvir o áudio original (em inglês) do dvd e uma voz grave, grotesca e gritando distorcidamente "Suck me, little kid, suck me!" (Chupe-me criancinha, chupe-me) pelo que parecia ser menos de 1 segundo de vídeo. E então, reaparecia a imagem de Barney, o herói das criancinhas, em uma cena não-explícita de sexo oral, enquanto a música infantil ainda tocava, porém muito lentamente. A cena mais parecia uma foto e ficava na tela por cerca de 3 segundos, então cortava-se para o encerramento do show. Era o último dvd dessa temporada. Meu pai e eu tivemos tempo de assistir inúmeras vezes o dvd, e em todas as vezes, o mesmo acontecia. Lucas ainda está um pouco afetado com o incidente e agora fica facilmente assustado.

Meu pai ainda ligou para as Lojas Americanas e todos os fornecedores possíveis exigindo uma explicação. Porém, é inexistente. Acho que pode ser alguma falha de edição ou brincadeira de péssimo gosto. Meu pai não está tão cético á respeito. 

Uma coisa é certa, eu nunca havia visto nada parecido. 
Anexarei uma foto e vocês podem tirar suas próprias conclusões.



Escrito/Enviado por: João Gabriel Stroppa

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FINALMENTE!

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NOVO VENCEDOR DA CANECA CPBR É...

GABRIEL!
gabe.sic@hotmail.com


COM A FRASE:

Eu quero a caneca pra poder oferecer um xamegão 3lt pro Homem da Meia Noite.


Enviaremos um email e aguardaremos resposta em uma semana. Manifeste-se até dia 3/12/2012 ou perderá a Caneca.

Boa tarde e fiquem todos com o homem da meia noite.

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Creepypasta dos Fãs - Mason

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Era um dia escuro e chuvoso de fevereiro quando fui atingido por uma pequena picape vermelha. 15 de fevereiro. Me disseram que voei 4 metros antes de bater com a cabeça no chão. Aparentemente o motorista não me viu atravessando.
Eu não me lembro de nada desse dia.
Por 4 semanas eu dormi, em um coma que muitos temiam que eu não saísse. Fui colocado em uma ala para crianças e adolescentes com ferimentos graves ou doenças.
Meu colega de quarto era um garoto chamado Mason. Eu nunca descobri seu sobrenome. Nesse tempo no qual eu dormi, ele foi descobrindo pequenas coisas sobre mim pelos meus vários visitantes. Minha cor favorita, que tipo de música eu gostava e outras coisas aleatórias.
No dia em que acordei, fui regado de amor e atenção da minha família e levei quase 1 hora para notar a presença daquele garoto deitado na cama ao lado da minha. Ele me deu um sorriso torto e silenciosamente voltou ao livro que estava lendo.
Uma hora ou outra fui deixado em paz e depois de 20 minutos sozinho com Mason, pensando, eu falei e perguntei seu nome. Sua voz era suave e baixa e nunca deixou de me arrepiar. Passamos o resto da noite brincando de perguntas e nos conhecendo.
Eventualmente meu médico iria quebrar nossa diversão e falar sobre os meus ferimentos e sobre como o processo de recuperação seria. Ele me disse que quando fui atingido, não só tive uma feia concussão, mas minhas pernas também haviam quebrado na minha não tão graciosa aterrissagem.
Disseram que eu tinha 60% de chance de andar de novo.
Nós ficamos próximos instantaneamente. As enfermeiras riam e diziam que parecíamos um casal de idosos empacotados na cama assistindo qualquer novela que estivesse passando na tv. Mason dava seu sorriso de sempre enquanto eu ficava vermelho e colocava meu rosto no seu peito.
Nós dois tínhamos nossos dias bons e ruins. Num dia particularmente difícil de tratamento para ele, nós deitamos com ele tremendo em meus braços. Nunca vou esquecer seus soluços suaves ou o nó na boca do meu estômago. Eu finalmente tomei coragem e perguntei a pergunta de um milhão de dólares.
Ele tinha a doença de Hodgkin. Acho que nenhum de nós dormiu naquela noite.
Conforme minhas pernas iam passando do gesso para muletas, a quimioterapia de Mason começou. No entanto, sem hesitar, quando eu voltava frustrado ou em lágrimas depois de uma sessão de terapia difícil, ele estava lá para me confortar com suas palavras calmantes e reprises de I Love Lucy.
Nas próximas semanas, a quimioterapia começou a cobrar o seu preço. Seus cachos castanhos afinaram a quase nada, círculos escuros tomaram lugar permanente embaixo de seus olhos e sua pele se tornou branca como a neve. Conforme minhas pernas ficavam mais fortes, o dia em que seria liberado não parecia mais um dia a se esperar.
O dia em que decidimos raspar sua cabeça foi o dia em que quebrei. Eu disse a ele que faria qualquer coisa; doaria sangue, medula óssea, qualquer coisa para ele ficar melhor mais rápido mas ele apenas me deu o seu sorriso que me fez derreter e enxugar minhas lágrimas.
60%. Mason tinha 60% de chance de vencer seus demônios. O mesmo que eu.
Em 12 de maio, eu estava oficialmente liberado do quarto 104. Eu andaria mancando pelo resto da vida. Todo dia eu visitava Mason. Todas as vezes que ia embora tirava uma foto nossa juntos. Nos próximos meses podia comparar a primeira foto com a última e ver como ele estava se deteriorando. Era de partir o coração.
Em 17 de agosto foi a primeira vez que o perdi. Pela noite uma febre forte parou seu coração por quatro minutos e meio. Foram os piores momentos da minha vida. Sentei do lado de fora do seu quarto em uma desconfortável cadeira de plástico vendo as enfermeiras que eu conhecia muito bem correndo para cima e para baixo tentando salvar sua frágil vida.
Eu não saí do seu lado até que ele apertou minha mão, piscou e me disse para ir para casa tomar um banho.
Depois disso, eu jurei nunca deixá-lo me deixar sozinho de novo.
Eu acho que as chances não estavam a favor de Mason porque na época de Ação de Graças ele era quase um esqueleto. Mas eu não ligava.
Ele me disse aquela noite que aceitava o fato de seu tempo estar quase acabando e que ele iria esperar por mim do outro lado. Eu implorei para ele não ir, mas ele apenas balançou a cabeça levemente e fez pequenos círculos nas minhas costas com sua mão. Ele não iria sobreviver para ver o Natal.
Isso foi há dois meses.
Não mais aguentando vê-lo ligado a todo tipo de máquinas, nós decidimos fugir durante a noite. Eu o arrumei e fomos embora no carro da minha mãe até chegarmos em uma velha cabana onde minha família passava os feriados. Mason e eu não poderiamos estar mais felizes. Eu não ligo de estar no noticiário todas as noites ou que todos os policias do estado estejam me procurando.
Tudo que quero é ficar com Mason para sempre.
Mesmo que sua carne esteja cheia de larvas e sua pele esteja começando a cair de seus ossos. Nem que o cheiro do seu cadáver apodrecendo nunca saia da minha pele. Seus lábios ainda estão quentes de noite e ele sussurra doces segredos no meu ouvido antes de dormirmos. Ninguém, nem a polícia, nem os médicos vão nos separar. Eu estarei pronto para eles quando eles vierem.
Eu fiz questão de pegar o bisturi mais afiado que pude achar quando saímos do hospital.
Mas até lá, vou me deitar nos braços de Mason ou pelo menos no que eu acho que antes foram seus fortes braços e vamos conversar a noite toda até que ele me leve.
Vamos ficar juntos para sempre.


Escrito/Enviado por : Felipe Thomé

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Promoção de Halloween: Creepypasta Brasil!

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ANUNCIAMENTO DO VENCEDOR!
Muitas pessoas quebraram as regras da promoção postando frases de mais de 140 caracteres ou até mesmo textos enormes, o que dificultou um pouco a avaliação. Poucas frases de fato foram coesas e dentro das regras. Nesta belíssima tarde será divulgado o vencedor , logo mais, Fiquem atentos. Boa sorte a todos!



PROMOÇÃO ENCERRADA!!



Fala ai, gurizada! Tudo tranquilo?

Bom, como prometido, pra comemorar este dia maravilhoso que é o Halloween (Ou dia das bruxas, como preferir), divulgaremos agora os detalhes da promoção, e como você pode ser o ganhador desta maravilinda caneca Oficial do Creepypasta Brasil! \o/


É o seguinte: Este pequeno concurso começa hoje (31) no dia do Halloween, e se estende até o dia 10 de Novembro. Como você conseguirá ser o ganhador da caneca?

Simples: Mande uma frase criativa dizendo porque merece a caneca. No máximo 140 caracteres, postar a frase no mural do nosso perfil ou nos comentários dessa postagem. See, it's that simple!

Bom, então por hoje é isso... Vejamos quem será o ganhador deste primeiro concurso. Esperamos que gostem também das Creepypastas postadas aí em baixo em comemoração do Halloween!

Grande abraço, ótimo Halloween e boa sorte a todos!

Keep Creepying \o/

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A verdade sobre Homem-Aranha

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Da série "A verdade sobre Hora da Aventura"

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Cemitério Night Springs

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Um sol laranja tecia seus últimos raios no céu ao se deitar no horizonte, iluminando fracamente Night Springs. Simon Willis, na meia idade, aproveitava essas luzes finais para olhar para o túmulo de sua mãe e pensar sozinho. Não lhe restava muito tempo, o cemitério ficava perigoso depois da noite. Não por alguma razão misteriosa, se você julga assim ser, mas sim por ele ser rodeado por uma floresta, e ser o único lugar em toda a Pennsylvania a ter registros de lobos selvagens por perto.

"Você sabe dos lobos, não sabe?"

Simon pulou ao ouvir a voz e virou seu corpo com raiva para o intruso. Ele conseguiu se acalmar ao reconhecer o velho de aparência gentil como o coveiro do cemitério. Sua raiva gélida derreteu logo que ele viu o homem erguer as mãos em gesto de desculpas.

"Desculpe-me, não queria lhe assustar assim. Achei que minhas velhas pernas barulhentas haviam me denunciado a mais de um quilômetro atrás."
O velho riu baixo e continuou a se aproximar, ao que Simon se permitiu um levíssimo sorriso de canto de boca após todo aquele duro dia. Por um momento, o coveiro observou o túmulo ao lado do homem, em reverência solene. Apesar de não haver apreciado a aparição de outros familiares ou amigos por perto, até gostou daquele velho homem ali por perto. O coveiro trouxe um senso de cordialidade ao luto de Simon, e lhe aumentou o oficialidade de se manter parado no seu lugar, como uma estátua. O homem até parecia saber a hora certa de quebrar o silêncio.

Eu cavei essa cova, sabe. Cavei todas as covas por aqui, na verdade. Mantém meu corpo mais jovem do que realmente é." disse ele, olhos brilhando com orgulho. Era verdade. Simon lembrava de conhecer esse homem desde de era criança, ele já devia estar nos seus oitenta anos ou algo assim, mas parecia estar chegando aos sessenta agora. Não parecia ter envelhecido tanto assim nesses anos.

"Estou nesse emprego a quarenta anos agora. Foi passado a mim pelo meu pai logo após sua morte. Ele devia ter minha idade, mais ou menos, quando aconteceu. Me chame Jeremy Carter, se está se perguntando como me chamar. Só Carter já basta."


"Carter," Simon repetiu vagamente. "Como seu pai faleceu? Se não se importa que eu pergunte."

"Não, não, tudo bem. Ele só ficou cansado de viver, suponho. Provavelmente fumou demais e enterrou boa gente demais." Aqui ele mudou o assunto. "Não sabia muito sobre sua mãe, mas a reconheci ao saber que morava na cidade. Nunca soube o nome dela. Ouvi dizer que foi câncer."

"É..." A voz de Simon soou vazia e ele se perguntou se não seria assim para sempre agora em diante.

"Uma maneira terrível de se partir. Morrer aos poucos. Já deve estar cansado de ouvir isso mas, meus sinceros pêsames."
Carter estava certo. O "Obrigado" que saiu da boca de Simon foi automatizado e sem sentido. Como um músculo usado demais, até pararmos de sentir ele. Tudo que Simon queria era fugir dessas formalidades de pêsames e respeitos e passar o luto de sua mãe em paz. Ele não sabia se um dia essa palavra voltaria a ter significado outra vez.
Simon queria falar sobre sua mãe com esse homem. Até tentou começar com um "Ela-" antes de notar que nenhuma palavra seguiria e sua garganta estava seca. De algum modo, o velho homem parecia entender isso tudo e foi aproximando o assunto do que Simon queria.

"Sei que sua mãe sempre viveu aqui, então estou certo em afirmar que você cresceu em Night Springs também?"

A pergunta ofereceu caminho para abir a conversa desejada então Simon gentilmente aceitou e respondeu.

"É, bem, eu nunca conheci meu pai, então cresci aqui sozinho com minha mãe." Então se corrigiu. "Bem, não sozinho. Tem toda uma cidade, naturalmente, e eu costumava conhecer todo mundo. Minha mãe nunca teve outro filho ou se casou de novo, então sempre fomos só nós dois na casa."

Simon parou por um momento, refletindo, então sentiu que precisava falar apropriadamente para honrar a memória de sua mãe.


"Era bom de qualquer jeito. Minha mãe foi uma grande mulher. A casa era pequena comparada com as outras, mas dava para nós dois e ela trabalhava muito para mantê-la. O Sr. Anderson no banco - não sei se ele ainda está lá - ele não esteve no funeral hoje - Ele sempre ajudava quando possível aumentando o crédito de minha mãe ou alargando o valor de seu empréstimo. Foi difícil quando fui para a faculdade e ela precisou trabalhar em período integral em dois empregos para que eu pudesse me concentrar só nos estudos. Me formei e logo consegui um estágio em advocacia, me bacharelei  e quando completamente formado pude dar descanso a ela. Sempre tentava aparecer aqui nos feriados, mas era muito difícil deixar a cidade e meus clientes, nem que por um dia. Isso me dominou mais do que eu deveria ter deixado."

"Fiquei arrasado quando soube que ela estava com câncer. Tentei fazer ela se mudar para perto de mim para tratamento médico apropriado na cidade mas ela recusava sair dessa cidade. Eu mal pude esperar para ir para faculdade mas ela sempre amou estar aqui. Eu poderia vir para cá e cuidar dela, mas não podia simplesmente abandonar todo o pessoal lá e destruir a carreira que ela se orgulhava tanto de eu ter conseguido. E ela insistia que nossa vizinha Debbie cuidava bem dela. Elas sempre foram como irmãs uma para a outra. Ofereci Debbie pagamento de enfermeira mas ela ignorou. Sabe como é o pessoal dessa cidade."

Os dois homens compartilharam aquele silêncio meio nostálgico de conterrâneos. O sol não podia mais ser visto agora. Ainda se via umas listras laranjas mas a escuridão da noite já fazia seu manto por cima de tudo. Estava ficando bem escuro.

"Ela lutou por um tempo ainda. Eu tinha... Eu tenho muito orgulho dela. Sete meses de luta, foi isso. Visitei-a bastante, uma dúzia de vezes, apesar de não passar de no máximo o fim de semana, ainda assim, ela ficava bem feliz. Nunca imaginei que ela resistiria assim tanto tempo. Até nas semanas finais ela parecia muito bem."

Simon notou que havia concluído. O homem pôs uma mão em seu ombro e disse: "Você foi um ótimo filho. Falei com Debbie, você sabe, ela me contou que sua mãe só falava de você e do quão duro você trabalhava. Ela tinha.. tem muito orgulho de você."
Simon não chorou, mas não conseguiu falar também. Uma longa pause se deu até que Carter quebrou o silêncio de novo. "Bem, é melhor eu ir andando. Um coveiro tem sempre muito trabalho. E você também, deveria ir andando. Sabe, os lobos. Eles uivam um bocado de noite, mas dificilmente atacam se não forem provocados. De qualquer modo, a iluminação é pobre e é melhor não arriscar. Tome cuidado para não dar com a cabeça no túmulo de alguém se tropeçar."

"Obrigado, mas eu vou ficar um pouco mais. Não muito, tá tudo bem, acho que talvez só mais uns minutos."

Carter bateu no ombro do homem uma última vez e disse "É claro rapaz." Com isso, sumiu na luz da noite, deixando Simon em seu luto, solitário mais uma vez.

Simon manteve sua palavra e ficou mais alguns minutos. Pensou em mais algumas palavras para sua falecida mãe, esperando que ela ouvisse, onde quer que estivesse. Tentou se lembrar de todo e cada bom momento com ele, formando mil imagens das lembranças e tentando fugir da visão dela em seu leito de morte. Ele estava pronto para ir embora quando ouviu um grito.

Um uivo havia sido escutado momentos antes, então, um rápido gritou seguiu, acompanhado de gritos agonizantes de uma voz que ele reconheceu.

"SENHOR CARTER!" Ele gritou, correndo na direção do grito, conforme eles ficavam mais e mais intensos. Não levou muito tempo até ele tropeçar em uma pequena pedra e cair dentro de uma cova recém-cavada. Simon Willis morreu instantâneamente da queda.

A apenas 50 passos adiante, escondido nas sombras, um homem entregava a seu cão uma recompensa, um biscoito. Sua garganta estava ardendo dos gritos, mas ele conseguiu dizer um "Bom garoto", para seu lobo de estimação por ter se comportado bem.

Devagar e metodicamente, Jeremy Carter andou pelo labirinto de túmulos até a cova recém cavada a algumas horas. Havia preenchido seu solo com estacas de madeira.
Sacudiu a cabeça em desapontamento ao olhar para o corpo, lavado em sangue. Era um bom rapaz... Ele quase gritou para que ele parasse, no intuito de salvar a vida do menino. Um pensamento estranho para Carter. Talvez ele houvesse enterrado muita gente boa. Mesmo assim, não pensou duas vezes em beber da energia remanesceste do corpo do homem. Sentiu suas juntas velhas se rejuvenescerem e se fortalecerem.

Talvez ele saísse desse trabalho logo. Mas seu pai foi até os cento e vinte anos e ele pretendia ir muito além disso, estava determinado. Além do mais, um coveiro tem sempre muito trabalho.

Um lobo uivou na noite conforme Jeremy Carter preenchia o buraco que havia feito no chão com terra.

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Estação Kisaragi

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Uma história do 2ch (fórum de internet japonês) de 2004, postado no meio de um tópico chamado "Poste alguma coisa estranha que aconteceu com você: Tópico 26." Os posts eram anônimos no começo, mas depois começaram a ser anexado seu nome.

Para deixar você informado, #??? e Hasumi indicam posts feitos pelo criador do tópico. #2ch indicam posts feitos por qualquer outro usuário do 2chan, eles não são sempre a mesma pessoa.
Esperam que gostem da história.

-

#???: Talvez seja só minha imaginação... Posso postar uma coisa?

#2ch: Vá em frente.

#2ch: O que tá acontecendo?

#???: Eu estou andando de trem faz algum tempo, mas algo está errado.

#2ch: Hmm...

#???: Eu sempre pego esse trem pra ir pro trabalho. Mas ele não parou em nenhuma estação nos últimos vinte minutos mais ou menos. Geralmente eu demoro cinco, sete, no máximo oito minutos. Ah, há mais cinco outros passageiros comigo no vagão, mas eles estão todos dormindo.

#2ch: Você não pegou o trem expresso por engano?

#2ch: É um trem bala?

#???: Bem, talvez eu tenha apenas perdido minha estação. Eu vou esperar um pouquinho mais. Se mais alguma coisa estranha acontecer eu volto pra cá.

#2ch: Tente ir até o vagão do final pra ver o condutor, talvez?

#2ch: Seria muito ruim se o motorista tivesse tido um ataque epilético ou algo do tipo, você devia ir dar uma olhada no condutor!

#???: Ainda sem nenhuma parada, então beleza, vou lá dar uma olhada.

#???: As janelas estão cobertas por alguma coisa, então eu não pude ver o condutor ou o motorista. A rota são os trilhos privados em Shizuoka.

#2ch: Bata na janela?

Hasumi: Tentei isso, ninguém respondeu.

#2ch: Você consegue olhar pela janela? Nomes das estações que você está passando, etc.

Hasumi: Nós saímos de um túnel, então estamos diminuindo consideravelmente a velocidade. Geralmente não há nenhum túnel... É um trem vindo de Shin-Hamamatsu.

Hasumi: Parece que finalmente estamos parando em uma estação.

#2ch:Você não vai descer aí, vai?

Hasumi: Estamos parados na estação Kisaragi. Estou em dúvida se devo descer. Eu nunca ouvi sobre esse lugar antes.

#2ch: Definitivamente, vai dar uma olhada.

#2ch: Não, fique no vagão até a última parada.

#2ch: Ah, provavelmente já está de partida agora.

#2ch: Quando você pegou o trem?

Hasumi: Eu saí do trem.  Não vejo funcionários na estação. Eu acho que peguei o trem por volta das 11:40

#2ch: Não estou encontrando nenhuma informação sobre Estação Kisaragi... E Hasumo, seu trem ficou andando sem parar por uma hora? Isso realmente é estranho.

#2ch: É, também não tô achando nenhuma informação sobre a estação Kisaragi.

Hasumi: Estou procurando uma tabela de horários pra ver quando posso voltar, mas não consigo encontrar
nenhuma. O trem ainda está parado. Então acho que é melhor eu voltar... Bem, ele partiu enquanto eu escrevia.

#2ch:Há alguém por perto, ou alguma construção? Está frio lá fora, então tome cuidado.

Hasumi: Eu vou procurar por um taxi da estação. Muito obrigada.

#2ch: Parece bom. Se cuide.

#2ch: Após passar o último trem, em uma estação sem funcionários.... Realmente questionável se você vai encontrar algum taxi aí.

#2ch: E então Hasumi virou um habitante de dois mundos em dimensões diferentes...

Hasumi: Não parece haver nenhum taxi por aqui... Hmm...

#2ch: Ligue 110? [Número da polícia]

#2ch: Ligue para a companhia de taxi?

#2ch: Se há um telefone aí por perto, procure pelo número da companhia  de taxi no catalogo de telefones e ligue.

Hasumi: Eu liguei pra casa e pedi para que me buscassem, mas nenhum dos meus pais parecem saber onde fica a Estação Kisaragi. Eles iram procurar no mapa pra que possam me buscar, mas estou começando a ficar um tanto assustada agora.

#2ch: E os outros? Você foi o único que saiu do trem?

#2ch: Eu procurei na internet também, e o nome da Estação Kisaragi não está em lugar nenhum. Estou errado em pensar que é por perto de Shin-Hamamatsu? Eu vou checar no Yahoo.

Hasumi: Eu procurei por um telefone público e não há nenhum. E mais ninguém saiu, então estou sozinho agora. É definitivamente Kisaragi o nome.

#2ch: As vezes os telefones públicos ficam por fora da estação.

Hasumi: Vou procurar por lá, aparentemente está escrito com o kanji para "Diabo", mas se lê Kisaragi"...

#2ch: Estação do Diabo? Uau....

#2ch: Você tá fazendo um joguinho nerd? Porque um jogo aparece quando você poem isso no google.

#2ch: Diga para a gente o nome das estações antes e depois da Kisaragi.

Hasumi: O que você quer dizer, um jogo? Aqui não diz nada sobre as estação de antes nem de depois.

#2ch: Volte andando pelos trilhos.

#2ch: Se você começar a correr agora, talvez você consiga alcansar o trem.

#2ch: Deve haver algumas casas perto da estação, certo?

Hasumi: Sim, tem. Eu não tinha percebido sendo que eu estava em pânico. Eu estou esperando meus pais ligar de volta enquanto ando pelos trilhos. Eu tentei checar informações da cidade pelo i-mode, mas me deu um "point error" ou algo do tipo. Eu quero ir pra casa.

Hasumi: Não há nada aqui perto! Tudo que eu vejo são campos e montanhas. Mas acho que eu consigo voltar se eu voltar pelos trilhos, então vou continuar. Obrigada. Podem achar que é um piada se quiserem, mas posso voltar a vocês se encontrar mais alguma coisa estranha?

#2ch: Claro. Apenas tome cuidado.

#2ch: Com certeza! Só tome cuidado para a bateria não acabar. Seu telefone é o que está te mantendo viva agora.

#2ch: Não se perca. E tome cuidado no túnel.

#2ch: Uh, você consegue pegar sinal no meio do nada? Eu meio que acho que você não devia se afastar da estação.

#2ch: Totalmente sozinho em uma noite fria em uma estação sem atendentes. Logo não haverá mais luz, e vai ficar um breu total....

#2ch: Provavelmente é mais seguro esperar o dia amanhecer na estação, mesmo assim.

#2ch: Ah, meu Deus, isso está soando tão ruim...

Hasumi: Eu recebi uma ligação do meu pai, e ele tinha muitas perguntas, mas não conseguiu achar minha localização atual. Me falaram pra ligar para a polícia, o que estou com um pouco de receio em fazer, mas eu vou agora pedir ajuda para eles.

#2ch: Eu realmente acho que você devia esperar clarear o dia até fazer alguma coisa.

#2ch: Esperar sozinho na noite obsucura? E em um lugar inabitado, eba...

#2ch Andar em um túnel totalmente sozinho em uma noite obscura? Em um trilho de trem inabitado, eba...

Hasumi: Eu liguei 110 e tentei dar o meu melhor para explicar a situação, mas eles acharam que era uma piada e ficaram bravos comigo. Então fiquei com medo e pedi desculpas...

#2ch: Pediu desculpas pelo o que? Deveria desistir por hoje, espere pelo próximo trem de amanhã.

#2ch:Como é por volta da estação? O que tem aí?

Hasumi: Eu ouço sons que parecem a mistura de bateria com algum tipo de sino em uma certa distancia. Honestamente, eu não tenho ideia do que fazer agora.

#2ch: Volte pra estação, Hasumi. É melhor voltar pra onde começou enquanto não está perdido.

#2ch: Eles estão tendo algum tipo de festival ou o que?

Hasumi: Vocês podem achar que eu estou brincando, mas estou com muito medo de olhar pra trás. Eu quero voltar pra estação, mas... eu não consigo me virar.

#2ch: Corra. E não olhe pra trás.

#2ch: Você não pode voltar pra estação agora. Corra para o túnel! Tenho certeza que você vai ver que não está longe.

Hasumi: Alguém atrás de mim gritou "Hey! Não ande nos trilhos, é perigoso!" Eu olhei pra trás esperando ver um atendente, mas eu vi um velho de uma perna só, mas ele desapareceu. Eu acho que estou muito apavorado pra me mexer.

#2ch: Eu disse pra você não olhar pra trás! CORRA.

#2ch: Se acalme e me ouça, okay? Veja da onde a bateria está vindo.  Alguém tem que estar tocando ela né.

#2ch: Aonde diabos você quer que Hasumi vá parar?

#2ch:Como você sabe que era um velho se você só viu uma perna?

#2ch: ...Duh, ele viu um velho que tinha perdido uma das pernas.

#2ch: Deve ser algum velho que morreu e perdeu sua perna depois de andar nos trilhos.

Hasumi: Eu não consigo mais caminhar ou correr. A bateria parece estar mais perto.

#2ch: Espere o amanhecer. Nãos será assustador na luz do dia.

#2ch: Fico feliz por ter ficado dentro do trem.

Hasumi: Ainda estou viva. Eu sinto que estou começando a sangrar, e eu quebrei um salto, então eu estou
sentada no chão. Não quero morrer...

#2ch: Acho mais seguro que você saia do túnel. Assim que sair daí, chame ajuda imediatamente.

Hasumi: Eu liguei pra casa. Papai está chamando a polícia, mas o som parece estar chegando mais perto.

#2ch: Eu espero, em nome de Deus, que não seja o som de um trem. Mas pode ser muito tarde...

Hasumi: Eu finalmente dei um jeito de chegar até a frente do túnel. O nome diz Isanuki. O som ainda parece estar chegando mais perto, então eu vou sair do túnel. Se eu conseguir sair do túnel a salvo, eu posto aqui de novo.

#2ch: Boa sorte.

#2ch: Esse é o final. Esqueça sobre os trens e estações. Esqueça sobre voltar. Esqueça sobre alguém perseguindo você. O som que você está ouvindo é só coisa da sua cabeça. Corra para fora do túnel. Se você parar, você vai sucumbir em algo que não pertence a esse mundo.

Hasumi: Saí do túnel. Há alguém logo a frente. Parece que seu conselho estava certo apesar de tudo. Muito obrigada. Minha cara está uma bagunça entre lágrimas, ele deve ter me confundido com um monstro. 

#2ch: Espera, Hasumi! Não morra agora!

#2ch: Pare! Isso não parece bom. 

#2ch: Alguém aí? Essa hora da noite? Supeito... 

Hasumi: Ele parece gentil, e preocupado comigo. Ele ligou pedindo um trem para me levar para a estação mais próxima. Aparentemente há um hotel por aqui perto. Eu estou muito, muito agradecida por todos vocês. 

#2ch: Hasumi, me responda essa única coisa. Você pode perguntar a esse homem onde vocês estão? 

#2ch: Ele realmente é gentil? Ele soa assustador pelo o que você disse. 

#2ch: Esse cara não é bom! Porque ele estaria nos trilhos a essa hora?! Ele pode ser algum defunto ou coisa do tipo! CORRA, HASUMI!

Hasumi: Eu perguntei onde estamos ele disse Hina. Mas isso não parece verdade... 

#2ch: Hasumi, não entre no trem! 

#2ch: Como é, Hasumi? Onde é Hina? 

Hasumi: Nós estamos andando em direção as montanhas por alguns minutos. Não me parece o lugar onde haveria trens. E ele parou de falar comigo completamente. 

#2ch: Talvez porque você esta constantemente mexendo no celular? 

#2ch: Hasumi, ah não, não, não... Você contatou seus pais depois de sair do túnel e receber ajuda (?) desse cara? 

#2ch: Hasumi, ligue 110. Talvez seja sua última chance. 

Hasumi: A bateria do meu celular está acabando. As coisas estão ficando estranhas, então eu acho que vou começar a correr. Ele tem estado falando consigo mesmo sobre coisas bizarras por um tempo. Para me preparar para fazer isso no tempo certo, esse vai ser meu último post por agora.
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* Depois disso "Hasumi" nunca mais postou nada.
Créditos: Essa realmente foi um tópico no 2chan. O tópico foi traduzido e adaptado por vgperson para mais fácil leitura.


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Taper8097=.bsp.wmv

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Em 20 de Julho de 2011, o usuário "slackingstacker" postou um vídeo  chamado de "Taper8097=.bsp.wmv". Ele afirma ser uma fase "easter egg (secreta)" do game Half Life 2, mas o método de encontra-la e sua verdadeira origem, nunca fora descoberta por ninguém.

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Rosto.jpg

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Em 1991, um assassinato foi registrado no arquivo da polícia. Como sou um estagiário no departamento de polícia, tive completo acesso ao arquivo.

Eu estava andando por lá, até que encontrei um arquivo de caso de assassinato em uma dessas prateleiras abandonadas que ninguém abre mais. Fiquei curioso, então o tirei de lá. Como nossos arquivos são armazenados digitalmente, havia somente um USB lá dentro. Fui para o computador, pluguei o USB, e apareceu um arquivo nomeado: V28956, assim como os homicídios geralmente são registrados. Dentro do arquivo estava uma descrição completa do crime, depoimentos de vizinhos e todas as coisas de costume. Porem tinha um arquivo que fez com que eu levantasse minhas sobrancelhas de curiosidade, chamado ARQUIVOS DIGITAIS. Este arquivo só aparecia se algo digital tivesse a ver com o assassinato, por exemplo, sons do assassinato, os vídeos que deixaram as pessoas loucas o suficiente para matar suas vitimas. Eu cliquei, e dentro havia um arquivo. jpg e um arquivo .doc. Clicando no .jpg, descobri que era uma foto muito perturbadora de um rosto. Eu nunca tinha visto nada parecido antes; parecia que tinha sido tirada com uma Kodak. Encolhendo os ombros, decidi abrir o arquivo .doc, chamado EXPLANATION.doc. Aqui vai o que estava escrito:

"O assassino disse que matou a vítima por causa do efeito da imagem. Ele disse que a encontrou em um velho disco rígido (HD), e após vê-la, teve pesadelos constantes e lúcidos sobre rostos brancos amaldiçoando-o com as palavras ‘K'yalla Iömed wÿarñ’. Ele começou a ficar louco e perguntou por que eles estavam amaldiçoando-o daquela forma. Ele disse que a única maneira de fazê-los sair era dar-lhes poder de vida, matando outras pessoas, então ele decidiu fazer um ‘sacrifício’, e então matou sua própria filha de 8 anos. Ele destruiu os membros da garota com um martelo, escreveu a frase ‘K'yalla Iömed wÿarñ’ em seu torso usando uma faca, e escondeu o cadáver debaixo de sua cama. Depois disso, ele afirma que seus pesadelos pararam, até os vizinhos estranharem a ausência da garota e chamarem a policia.

Os policiais que viram a imagem não relataram quaisquer pesadelos semelhantes."

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Disneylândia

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Em 1999, minha família visitou a Disneylândia. Animados, fomos na atração It’s A Small World. Eu tinha 12 anos na época e minha irmã tinha 6 anos. Nós amamos cada momento, e nossos pais choraram de alegria com nostalgia. Mas eu me lembro que uma vez, perto do fim da atração, algumas luzes desligaram de repente, e as luzes da parte de trás iluminaram o teto. As partes móveis do brinquedo se desligaram, e os engenheiros de manutenção, vestindo macacões vermelhos, caminhavam para ajudar os passageiros nos barcos a saírem do enorme castelo por meio de saídas de emergência. Uma voz veio ao longo dos alto-falantes: "Disneyland thanks you for your visit. Please evacuate the attraction in an orderly fashion. Keep looking foward and follow the directions of staff. Thank you (A Disneylândia agradece pela sua visita. Favor evacuar a atração de forma organizada. Continue olhando para frente e siga as instruções do pessoal. Obrigado."

Os engenheiros não diziam muitas coisas para nós, pois eles rapidamente nos conduziam para fora do prédio. Haviam ambulâncias do lado de fora, e um carro de polícia estava estacionado na passarela principal. Na época, minha mãe ainda tinha sua câmera, então pode tirar algumas fotos dos tripulantes e close-ups dos brinquedos mecânicos. Ela tirou varias fotos às cegas de última hora, até terminar o último rolo de filme na câmera, já que estávamos indo revela-los no final da tarde, de qualquer maneira. Esta foi a última foto do carretel, visando o teto da atração.


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Sussurros

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Estou postando essa noite na esperança que clareie-se todos os mal-entendidos à respeito do desaparecimento de Debra Lindsay Caine, correndo assim os meu próprio risco. Pau e pedras e essas coisas... Nada disso irá importar depois dessa noite. Considerem isso como minha patética tentativa de desculpas, nada além disso. É mais ou menos minha culpa que isso tudo tenha acontecido, afinal.

Mesmo em seu auge, a blogueira Sugarcaine era apenas mais uma comediante de internet. Ela era mais engraçada que a maioria e certamente hábil com a caneta, mas por outro lado  não tão conhecida como o resto. Por anos as circunstâncias a respeito do seu desaparecimento eram apenas ocasionalmente mencionadas apenas nos mais obscuros tópicos  de alguns fóruns. Ela teria sido esquecida por completo se aqueles funcionários públicos  não tivesses encontrado a fita gravada na última segunda-feira.

A verdadeira identidade de Sugarcaine era uma menina ruiva fofinha que se vestia como um garoto chamada Debra Lindsay Caine. Sua irmã Payton descrevia ela como "... um saco cheio de pregos, punhos e opiniões apenas esperando uma desculpa para se abrir à alguém, regada a cerveja e Sprite desde que nossa pai morreu em '91."

Debra involuntariamente começou sua carreira como um blog de humor quando uma amiga convenceu-a a criar uma conta no MySpace. Ela achava que blogs eram puro egocentrismo, choramingo, e sem substância, e então começou a usar sua página do MySpace para parodiar as estúpidas divagações de seus semelhantes. Depois de certo tempo ela se graduou em menosprezar os populares e ocasionalmente por revisar alguns livros, revistas em quadrinhos, filmes, e qualquer e-mail de odiadores que ela recebia de sua crescente rede de leitores.

Ela rapidamente percebeu que as pessoas gostavam do que ela escrevia, e pela metade de 2005 ela aposentou sua conta no MySpace e começou seu próprio site de humor, Sugarcaine Junction (N.T: Junção de Sugarcaine, em tradução livre).  Apesar da mais-que-decente escrita de Debra o site foi medíocre no seu melhor. A maioria dos viciados em internet nem sabiam que ela existia, muito menos que ela tinha desaparecido e possivelmente tivesse sido assassinada.

Até que os funcionários públicos acharam a fita.

Sugarcaine Junction nunca falhava em comemorar qualquer feriado e festivais que aconteciam, e seus artigos das estações eram geralmente os mais aguardados. Debra surpreendentemente compôs graciosas cações sobre bebida para seu artigo sobre a Oktoberfest, e um poema tocante para o dia dos pais, do qual ela se recusava a falar sobre depois. Para o Natal de 2005 ela escreveu séries de parodias de passagens bíblicas que quebrou o recorde de e-mails odiosos de uma noite para outra.

Naquela época eu era conhecido como DeadAtFifty (N.T: Morto aos cinquenta, em tradução livre) e era um dos regulares leitores das postagens de Sugarcaine. Durante a primeira semana de Outubro de 2006 eu sugeri que ela passasse a noite na casa assombrada da família Daley e escrevesse sobre a sua experiência para o artigo de Halloween. Ela anunciou para todos seus leitores que eu era um crianção e um débil mental. Eu adicionei o preço de mil dólares para a aposta. Ela ansiosamente aceitou.

Na última semana de Outubro Debra anunciou que ela faria sua longa viagem de carro até a Casa Daley para a "assustadora festa do pijama". Ela embarcou para lá na noite do dia 29, encorajando seus leitores à "ficarem ligados para mais detalhes à sua jornada de mil dólares até a casa Daley  mal-assombrada!" Eu tinha a intenção de dar à ela o dinheiro, e nunca teria mencionado a casa caso eu soubesse o que aconteceria.
Debra sempre pesquisava sobre o assunto antes de suas "jornadas", apenas para fazer o louvor / paródia mais completa. No seu apartamento a polícia encontrou recortes de jornal desde 1960 sobre a Família Daley: A glorificação de Kevin Daley pelas vidas que salvou de um incêndio; O crescimento da fama de Jeff como um artista abstrato com apenas 11 meses de idade; os rumores de que Naomi derrubara propositalmente seu filho da escada causando ao menino Autismo Limítrofe; e é claro, a procura sem resultados dos corpos quando a família toda desapareceu em 1982.

A maior parte dos artigos eram testemunhos dos vizinhos e amigos da família sobre a última 
vez que viram os Daleys. A performance escolar de Jeff diminuiu, mas o trabalho que fazia nas aulas de arte era tão detalhados como sempre, representando reinos  abstratos em formas retorcidas e sombras ameaçadoras - Imagens que ele não reproduzia desde que era criança. Ele afirmava que "sussurros" o fazia desenhar essas coisas. A única explicação que ele tinha para esses "sussurros" era "eles me seguem por toda minha casa; eu não consigo vê-los, mas eu sei que estão lá."

Eu não acho que Jeff Daley estava viajando ou sonhando: Eu acho que seus subconsciente era as portas para outros mundos, e talvez sua mãe soubesse disso e tentará  o matar. Se esse fosse o caso, eu gostaria que ela tivesse sido um pouco mais persistente.
Os colegas de trabalho de Kevin o descreviam como "nervoso, constantemente no limite, como se estivesse sendo perseguido por um lunático e não pudesse despista-lo."  Naomi, conhecida normalmente por receber os clientes à sua taberna com sorrisos brilhantes e calorosos olás, parecia ter rastejado para dentro de uma concha e se recusava a sair de lá. 

Ela começou a ter intervalos frequentes para ir ao banheiro, apenas para se dobrar num cantinho e chorar com as mãos tapando os ouvidos. E então um dia Jeff não apareceu mais na escola, e seus pais nunca mais apareceram no trabalho. Eles desapareceram no ar; e de acordo com seus vizinhos, eles não foram calados.

Outros artigos descreviam coisas estranhas, mas aparentemente banais como sons na casa abandonada dos Daleys de 1989-2004.  Alguns desses artigos eram tão estranhos que eram considerados pegadinhas ou exageros grotescos.

O cão de um dos vizinhos correu para a varanda da casa dos Daley. Quando voltou, ele passou os próximos dos dias chorando a cobrindo seu focinho aparentemente por nenhuma razão. Em uma manhã os donos do cão acordaram para se deparar com o desaparecimento do cão que nunca mais viram.

Um jovem casal afirmou ter visto uma silhueta nas sombras do jardim frontal da casa, sussurrando algo para eles enquanto passavam pela casa tarde da noite. Eles não posem afirmar se havia ou não alguém lá, e enquanto continuavam sua caminha a forma os perseguiu por vários quarteirões até desaparecer completamente.

Vários carteiros deram depoimentos idênticos sobre ouvir movimentos e balbucios dentro da casa enquanto em sua rotina de trabalho em suas rotas. Um deles achou que era obra de alguns engraçadinhos fazendo um pegadinha e alertou a polícia. Eles nunca encontraram ninguém dentro da casa.

No começo da semana os funcionários públicos estavam preparando a casa para a demolição quando descobriram a fita de baixo de uma velha escrivaninha. Lembrando a história das pessoas desaparecidas, eles deram a fita para a polícia. O oficial que a recebeu - um amigo meu o qual o nome não será revelado - tinha sido um dia fã da Sugarcaine.  Eu passei uma tarde inteira na casa dele ouvindo a gravação. Para espalhar a história pela internet eu transcrevi as gravações para meu próprio blog, o qual você pode ler abaixo:

*
[A fita começa com quinze segundos de silêncio. Quebrado por uma rouca voz feminina.]

"Não acho que eu tenha vindo alguma vez para esse lado da cidade. Tive que parar em um restaurante para pegar informações porque eu consegui me perder estupidamente. Acho que tenha sido uma hora de uma longa viagem, mas acho que será por volta da meia noite quando eu chegar ao local.
Ah, eu falei para a moça que eu estava indo visitar uma amiga minha que morava na vizinhança perto da casa Daley e ela ficou feliz por poder me ajudar. Imaginei que ninguém ficariam muito contente se eu ficasse falando para todos que eu passarei meu final de semana invadindo a casa dos outros. Mesmo que os Daley estejam bem mortos para dar a mínima"

[Silêncio por oito segundos. Suspiro.]

" Eu me sinto tão boba por estar fazendo isso. Mas vendo pelo lado positivo eu vou conseguir pagar meu aluguel mês que vem."

*
"Agora são... onze da noite em ponto.  Demorei a eternidade para encontrar essa casa estúpida. Sempre entrava nas ruas erradas. Difícil perde-la depois que finalmente encontra. O jardim frontal é uma selva de videiras e três pés de grama infestados de milhões de espécies de insetos jamais vistos pelo ser humano. Você não consegue nem ver a porta de entrada pela rua durante a noite, porque as sombras a engole.
Estacionei dois quarteirões de distância e andei até aqui. Vou procurar uma janela que eu possa escalar e entrar na casa. Esperançosamente não quero precisar alcançar a porta de trás, pois isso levará a eternidade. Falarei mais quando entrar."

*
[Passos ocos sobre as velhas tábuas de madeira. Um série de batidas destorcidas enquanto o gravador sacode violentamente. Silêncio por dezesseis segundos]

"Tropecei. Uau, é um breu aqui. Onde está minha maldita...?”

[Silêncio arrastado pelo próprio minuto, e mais passos. Debra libera um ar exausto. Gravador se agita levemente]

"Okay, estou dentro. Meu acampamento está montado no... acho que é o escritório. Há uma velha empoeirada escrivaninha perto da janela, eu subi por esta janela e por uma estante até a porta. Ambas estão vazias. Estou pronta para fazer meu tour pela casa. Câmera apronta, embora esse lugar não tenha muito à se ver.Vou manter o flash desativado, então as fotos tenham que ser editadas depois que eu voltar. Eu deveria usar a lanterna desligada até meus olhos acostumarem mas... é, não vou fazer isso."

[Dois minutos de silêncio à parte das pegadas e ocasional som eletrônico de uma câmera tirando fotos. Tosse.]

" A casa é realmente espaçosa dentro dos seus dois andares. Ah, aí está você, escada imprecisa...O carpete foi todo rasgado exceto por um canto da sala de estar, de modo que o chão é todo de madeira dura."

[Pegadas.  Alto, um grito parecido como de um humano vindo de uma das dobradiças enferrujadas de um porta. Debra solta um suspiro assustado, maldições.]

"... um banheiro mofado intocado desde mil novecentos e oitenta e dois..."

[Várias tossidas enquanto a câmera tira foto. Dobradiças mais guinchantes, silêncio significante. Mais cliques de câmera.]

"Ugh, puta merda aranhas armadeiras em todo lugar!"

[ Sete minutos apenas com pegadas, cliques de câmeras e tossidas de Debra; Sons ocos de botas subindo escada, e pegadas mudam para mais altas, rangidos insalubres. Agora e depois Debra faz vários comentários sobre o layout da casa.]

"[Murmúrio inteligível] - poeira está me matando. Segundo andar é instável pra caralho. Espero que a construção não desabe em mim essa noite."

[Mais pegadas enquanto ela retorna para o primeiro andar. Na marca de dez minutos, silêncio mortal por aproximadamente vinte segundos. Debra exala.]

"Acho que é isso pelo tour. E eu vou dormir com as aranhas."

[Silêncio por dois minutos. Debra sussurrava para si mesma. Estalo de madeira]

"Achei uma madeira solta no chão do escritório. No estilo 'arrancada de propósito' solta. Eu terei que checar isso amanhã de manhã."

[Passos vagarosos, pesados e cuidadosos de botas no chão de madeira. Farfalhar de pano grosso. Tosse.]

"Ah, Deus, eu não consigo respirar nesse lugar. Certo, hora de dormir. Terminarei minhas anotações amanhã. Boa noite!"

*

Chocalhos no gravador. Debra começa a falar, mas só sai as primeiras silabas antes de ficar quieta novamente. Silêncio por mais um minuto]

"Há algo aqui..."

[Batidinhas de pés descalços. Silêncios. Rangido de porta. Farfalhar.]

"Malditos ratos. Eu sabia. Eu os ouvi cavoucando nas paredes do quarto. Eu devia ter trazido uma barraca.

*
[Suspiro exautorado]

"Okay, bem, eu não vou dormir essa noite depois de tudo, então eu vou erguer aquela tábua para passar o tempo. Falo mais sobre depois.

[ Chacoalhos são gravados enquanto o gravados e posto de lado. Nos próximos cinco minutos nada mais do som de unhas e algo metálico - provavelmente um canivete suíço - arranhando na madeira, e ocasionalmente, uma baque. Um ofego e o barulho de um pequeno objeto. As pegadas de Debra saem de alcance do som. Debra diz algo longe demais para ser ouvido e parece esperar uma resposta. Ela se repende, mais alto.]

"Quem está aí?”

[Nada por um minuto e meio. Barulho da porta do escritório se fechando. Batidinhas de pés descalços voltando. Chacoalho da fita.]

"Estou enlouquecendo. Eu juro que pude ouvir -"

[Silêncio. Arranhadas e batidas voltam, e momentos depois há um barulho de madeira sendo colocado de lado.]

"Ahá!"

[Farfalhar de papel]

"Hm..."

[Mais farfalhar de papel. Silêncio.]

"Hm, há... desenhos. Desenhos amassados recheando os pequenos espaços da tábua. Acho que são desenhos de Jeff Daley. Quando ele tinha cinco anos ele costumava desenhar seus pesadelos.Não, esses não podem ser de verdade. Os detalhes são -?”

[Amassando: papel sendo desamassado. Debra fala silenciosamente, quase inaudível, como se estivesse lendo algo pra si mesma. ]

"Não ouça. Não é o papai. Não é o papai. Não é..."

[Silêncio. Respiração profunda e tremida.]

"Okay, hm... Okay, isso não tem mais graça."

[Um som distante, possivelmente no corredor, e um suspiro agudo. Dois minutos e quarenta segundos de silêncio.]

"[Murmúrio incoerente] - não tem graça."

[ O som de novo, dentro de cinco pés do gravador. Uma voz humana falando quase como sussurros. Ela diz apenas uma palavra difícil de se entender, mas parece como o nome de Debra. O gravador se agita violentamente e atinge o chão.]

"Não tem graça! Pare com isso!"

[Silêncio. Batidas de pés descalços deixando o quarto. Três minutos passam sem barulhos exceto por baques periódicos dentro da casa e Debra gritando com raiva. Os passos voltam. Batida forte com a porta do escritório. Soluçar baixo a mais ou menos 3 pés do gravador. Nada mais por outro minuto.]

"[Falando muito baixo para que seja registrado no gravador. Sua garganta está restringida.]"

[Os soluços param em quando Debra abruptamente prende a respiração. A voz fala de novo baixinho, de dentro do quarto. Pés se debatendo pelo chão. A janela do escritório guincha enquanto é aberta. O resto da fita é silêncio.]

*

Debra postou um update na mesma noite. Não havia nenhum traço de sua narrativa costume. Ela trocou frases energéticas por maldições irritadas. Ela queria que alguém (eu) se desculpasse por algo que ela achava ser uma perversa pegadinha de halloween. Ela manteu um dos desenhos que encontrou na tabua solta e incluiu o desenho scaneado em sua postagem, condenando-o como uma tentativa óbvia de um artista adulto incapaz de reproduzir a obra de um garoto retardado de oito anos.

Desenhado inteiramente em giz de cera preto, parecia a caricatura de uma sala de estar feita por Salvador Dali. No meio de pé, uma forma negra com a cabeça negra distorcida (como em uma casa de espelhos), fazendo impossível saber se era humano ou não. A coisa olhava diretamente ao espectador por cima do ombro, com dois buracos negros sendo seus olhos. Mais três deles estavam além dele, também olhando para o espectador - era como se o ato de desenhar a cena tivesse tomado sua atenção. Embora seus rostos eram amorfos de branco e cinza, os três do fundo pareciam sorrir. E realmente sugeria um nível artístico além do que um menino de oito anos, mas o estilo se encaixava com os outros desenhos já vistos de Jeff Daley.

Debra e eu tivemos nossa parcela de mensagem de ódio depois daquela postagem. Metade dos leitores achavam que eu era um cuzão por ter pregado nela uma pegadinha tão escrota; A outra metade achava que Debra estava pregando uma pegadinha nela mesmo, e quando nas duas atualizações seguintes era apenas descrições irregulares dos sons da casa Daley que a seguiram, todo mundo estava certo que era uma pegadinha dela. Eles ainda acreditavam que era uma brincadeira quando ela não atualizou nada por duas semanas.
No dia 4 de Novembro no meio da tarde, Debra ligou sua irmã, Payton. Ela estava chorando tanto que Payton não conseguia entender uma palavra que ela disse no começo.

"Ela soltou um discurso bêbado de partir o coração. Disse que estava arrependida de ter perdido meu casamento, arrependida por ser uma puta rancorosa quando estávamos crescendo, arrependida por ter chutado nosso cachorrinho quando tinha doze anos - pedindo desculpas por todas coisas bobas como uma confição desesperada de uma pecadora.
Ela parou para respirar, e eu ouvi alguém mais no quarto falando baixinho com ela como se não quisesse que eu ouvisse. Eu perguntei se ela queria que eu fosse até sua casa. Ela começou a soluçar de novo e disse, "Eu ouço o papai, mas não é o papai." Então ela desligou o telefone e eu chamei a polícia. Ele não encontraram ninguém quando chegaram lá. Eu falava com ela poucos minutos antes."

Maioria das pessoas continua pensando que o rapto de Debra pelo perseguidores sussurrantes dos pesadelos de Jeff Daley  é uma farsa orquestrada por ela ou outro individuo doente. A fita foi declarada falta por céticos ignorantes um após o outro, e não vai demorar só que Sugarcaine Junction desapareça na escuridão novamente. Eu espero evitar isso, não porque eu sinta pena de Debra Lindsay Caine, mesmo que eu sinta; mas para prevenir desaparecimentos que nem o dela, como os funcionários públicos também desapareceram, e como o de meu amigo policial. Eles marcam seu território - Como eles marcaram a casa Daley e a fita - eles conseguem farejar qualquer coisa que entre em contato com eles. Uma vez que eles te farejem, eles te caçam como cães famintos até que te marquem também.
Eles te chamam baixinho como se tivessem medo de falar alto - as vezes dois quartos de distância, as vezes do seu lado. Eles imitam pessoas chegadas a você. Talvez porque acham assim mais engraçado. Mas você não pode ouvi-los. Você tem que cala-los, ou de outra forma, você está assustado demais para abrir seus olhos ou para mover um músculo. Você não terá chance de se matar antes que eles te arrastem para onde diabos seja o lugar que Debra foi levada também.

Eu vou tomar um banho com minha torradeira agora. Minha mãe tem me chamado o tempo todo na última hora, mesmo sendo que ela esteja morta a cinco anos.

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