A Bruxa na Janela

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Bom gente, hoje trago pra vocês um relato meu, espero que curtam. Quero aproveitar pra agradecer a todos que me elogiam e fazem críticas construtivas, pois desde que entrei no site melhorei bastante o meu trabalho graças a vocês. 

Mês que vêm começo a facul e talvez não consiga postar com tanta frequência, mas prometo sempre arranjar um tempo e postar uma creepy legal aqui quando for possível. Deixei algumas creepys dos fãs programadas, fiquem ligados :) 


Quando eu era criança, dormia em um berço de madeira antigo que ficava perto da janela,  minha casa era de madeira e ficava em cima de uma casa de alvenaria.

Desde pequeno eu sempre via vultos, figuras estranhas e também tinha muitos pesadelos, era como se todas aquelas coisas quisessem me levar com elas, e numa certa noite eu não conseguia dormir, via um vulto preto voando na janela.

Devia ter uns 5 anos de idade, chorava muito e dizia para minha mãe que tinha algo lá fora. Ela dormia no mesmo quarto que eu e mesmo assim não via nada, como não tínhamos ar-condicionado a janela sempre ficava aberta, pois era muito calor. Meu padrasto trabalhava a noite e só chegava de manhã. Já era tarde, minha mãe tinha dormido e eu não conseguia nem fechar os olhos de tanto medo.


Aos poucos o vulto se mexia menos e aquela sombra ia tomando forma. Eu sei que você vai pensar: ‘’Bruxas não existem!’’ Mas foi exatamente o que vi naquela noite.

Ela era idêntica as bruxas dos contos de fadas, tinha um longo nariz, pele escamada meio verde, usava um vestido preto, mas ao contrário das bruxas de contos de fadas ela não tinha vassoura, tinha um par asas pretas enormes parecidas com asas de mariposa, seus dentes eram pontudos e pretos, seu cabelo longo e acinzentado. 



Eu gritava de medo e minha mãe mesmo assim não via nada, ela tentava o tempo todo me acalmar, mas não dava certo. Então fechou a janela, e depois de algum tempo consegui dormir, mas jamais vou esquecer aquela cena da bruxa sorrindo para mim, me olhando como se quisesse me devorar. 

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Desmemoriado

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Espero que gostem dessa creepy curta.(Autoria minha.)

Estou tentando melhorar :)

Leiam em suas mentes com a voz de Domingos Meirelles. rs 


Erica fazia trabalhos voluntários, ajudava moradores de rua que não tinham o que comer, mas não fazia isso sozinha, ela contava com a ajuda de Luciano, seu pai. 



Numa noite enquanto distribuía sopas pelas ruas frias de São Paulo, conheceu um morador de rua chamado Vitor que aparentava ter em torno de 30 anos, 5 anos mais velho que Erica. Os olhos verdes  se destacavam em meio a sujeira que cobria o seu rosto. Aquilo a encantou de tal forma que naquele mesmo instante começou a sentir afeto por ele. 

Então Erica passou a levar roupas limpas, cobertores e comida para ele todos os dias na Praça da Sé. Ele falava muito pouco e isso a instigava muito. Aos poucos foram criando intimidade e passaram a conversar mais. Vitor não lembrava de como tinha chegado em São Paulo, a única coisa que lembrava era o seu nome.

Comovida, o convidou para morar em sua casa por alguns tempos, mas acabou se apaixonando.  

Numa conversa em que tiverem durante o jantar, Erica perguntou o que ele mais gostava de fazer, mas Vitor não conseguia lembrar por mais que tentasse.

Durante a madrugada tinha muitos pesadelos, alguns flashes de memória, mas nada que pudesse esclarecer algo. Era perturbadora a sensação de saber somente o seu nome e mais nada. Ele chegava e socar o próprio rosto as vezes de tanta raiva que sentia.

Era visível o olhar de espanto nos olhos dela, mas seu amado sempre deixava claro que jamais a machucaria. 

Cafés no quarto todas as manhãs e a louça sempre lavada em cima da pia era a certeza de que o homem perfeito estava em sua vida, era um amor que mal cabia em seu peito.

No dia em que fariam um mês de namoro ela deu a notícia de que havia arranjado um emprego para ele, era um emprego simples, mas honesto. Vitor iria trabalhar como ajudante de pintor junto com Luciano, pai de Erica.

Aquilo o deixou feliz, deu um beijo nela, trocou de roupa o mais rápido que conseguiu e foi encontrar Luciano para o primeiro dia de trabalho. Naquele dia estava usando uma bermuda jeans, camisa branca e um par de chinelos pretos.

O dia estava lindo, não estava muito quente, aquele seria o primeiro passo para uma nova vida e novas memórias. 

Enquanto forrava o chão com jornais velhos, ele encontrou uma foto sua no jornal na página policial. Vitor era procurado em dois estados por assassinatos e estupros.

O dia seguiu normalmente, mas aquilo martelava em sua cabeça, recusava-se a acreditar no que leu.

O trabalhou tinha chegado ao fim, Luciano pagou a ele 60 reais e então seguiu de volta para casa.

Erica estava esperando por ele com um almoço caprichado.  Almoçaram juntos e no fim da tarde foram dormir um pouco.

Vitor acordou Erica desesperadamente com um tom de animação, ele parecia feliz com alguma coisa.

Vitor.- Eu lembrei amor, lembrei do que eu mais gosto de fazer!


Disse isso enquanto envolvia firmemente o pescoço de Erica com suas mãos, e a estrangulava.. 





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Mundo Reflexo

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Esse post é uma parceria com a página Cons Pirei! Clique aqui e conheça a página!



Oi, gente! Primeiramente, fora Temer, vou me apresentar. Me chamo Letícia, sou estudante de Letras - Inglês, então além de dar aulas eu trabalho com traduções. Tenho como por hobby ficar lendo a subreddit do /nosleep de madrugada (às vezes bebendo com os amigos rs) e esse interesse por tradução e coisas misteriosas me uniu com a Divina para criar a página Cons Pirei!

Hoje trago um relato retirado de um fórum do site Reddit que ilustra a teoria de que existe um mundo que é o reflexo do nosso, em que existem cópias nossas vivendo de forma semelhante. Vem pirar com a gente!

“Minha namorada e eu estávamos juntos por mais ou menos um ano naquela época, nunca tivemos grandes problemas, nós somos pessoas de boa. Nunca brigamos, nunca tivemos problemas de confiança, essa treta toda.

Então um dia eu estava na frente do meu prédio, fumando um cigarro, e isto foi antes de nós morarmos juntos. Eu tinha visto ela na noite anterior, saímos para jantar, fomos para um bar, depois para meu apartamento, e depois ela pegou um táxi pra casa. Então eu estou na frente do meu prédio e ela desce de um táxi. Eu não estava a esperando e fiquei surpreso em vê-la. Apaguei meu cigarro, sorri e fui até ela dizendo algo tipo “E aí, o que tá fazendo aqui?” (de maneira amigável).

Ela veio procurando por mim e me deu um tapão na cara. Obviamente eu fiquei perplexo e sem palavras e só meio que olhei pra ela. Ela não disse nada, e só passou por mim e entrou prédio adentro.

Eu a segui até meu apartamento, perguntando o tempo todo o que estava acontecendo, ela entrou no apartamento, pegou a bolsa dela e algumas coisas que ela deixou lá, jogou algumas coisas em mim, e quebrou um ou dois copos quando derrubou um monte de coisa de uma prateleira. Ela me chamou de porco, disse que sabia de tudo e que eu havia partido o coração dela. Obviamente eu estou tentando entender o que está acontecendo e ela parou no caminho quando eu toquei na manga da roupa dela, me olhou e me deu outro tapa. Ela me falou algo tipo “Eu espero nunca mais te ver de novo” e foi embora. Eu a segui até a rua e ela entrou no táxi e foi embora. A rua estava bem vazia, era tipo 8 ou 9h da manhã e eu assisti ela indo embora. Nesse momento eu estou só sem palavras, assustado e triste.

Então, enquanto eu vejo o táxi partir, alguém me abraça por trás. Eu viro e é ela, com roupa de academia (antes ela estava de salto e jaqueta de couro), e eu fiquei completamente pálido. Ela disse “oi” do jeito animado de sempre e então notou minha cara e disse “o que aconteceu?”.
Eu me virei, não tinha táxi algum. Ele tinha partido há literalmente 5 segundos antes, ele não poderia ter virado em alguma rua e o semáforo estava vermelho. Eu não disse nada, só corri escada acima. A bolsa dela não estava ali, as coisas ainda estavam quebradas, minha porta ainda escancarada. Então eu contei a ela.

Nós dois estávamos incrivelmente confusos, de forma alguma eu a teria confundido com outra pessoa e ela é filha única. Nós pedimos à segurança para checar as câmeras e, de fato, estava lá eu seguindo uma moça até meu apartamento. Os ângulos não eram muito bons e a qualidade também não, mas era bem fácil de ver a mim e meu rosto, mas ela era difícil de identificar, se parecia muito com ela, mas a câmera não mostrava muito bem.

Não tem como ser a mesma garota.
Isso ainda me assusta pra cacete, e nós não falamos sobre isso.

PS: Alguém nos comentários fez eu perceber que eu deveria contar o que aconteceu depois: nós registramos ocorrência, eles vieram, colheram todas as coisas quebradas e acharam somente as digitais minhas e da minha namorada. A mesma coisa com a minha porta e essa menina entrou no meu prédio sozinha, o que significa que ela sabia o código da porta, aparece ela digitando o código na fita de segurança. Eu só espero nunca mais vê-la.

PS2: Surgiu, em uma conversa com /u/ZapActions-dower, que eu falei com um professor da Columbia (amigo da família) sobre essa situação “hipoteticamente”, não querendo soar um idiota. Ele ensina algo tipo filosofia e outras coisas a ver com superstições e explicar o inexplicável. Uma das explicações dele era muito próxima desta: de alguma forma, um “reflexo” de nosso mundo, com uma linha do tempo praticamente idêntica, dobrou-se sobre a nossa e colidiu com o nosso mundo temporariamente. Talvez ela tenha me visto no bar na noite anterior com outra garota (minha namorada), não viu o rosto dela e decidiu terminar comigo na manhã seguinte quando foi ao meu apartamento. Então todo esse barraco que foi causado pode ter feito nossos mundos se separarem da forma correta enquanto ela ia embora no táxi. Eu não sou o tipo de cara que acredita nessas coisas, mas depois disso eu acho que nada é impossível. E também eu fico pensando, se isso for verdade, o quanto isso deve ter f*dido o mundo reflexo? Não é possível que as coisas sejam as mesmas lá agora, ela terminou comigo. Sei lá, é muito pra se pensar.”

Então, já tinha pensado nessa possibilidade? Deixa aí nos comentários a sua opinião ou relato!



Este artigo foi traduzido/organizado exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Slides

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Com os dedos tremendo de excitação, abri a caixa...

Como eu esperava, era a câmera que eu tinha comprado no eBay. E com um leve prazer, percebi que tinha feito um acordo muito melhor do que o planejado, pois o antigo dono tinha deixado o cartão de memória ainda na câmera.

Antes de mandar um e-mail para o vendedor, alertando-o sobre o engano, decidi verificar se havia algo no cartão. Plugando a câmera num projetor, assisti enquanto a câmera mostrava através de slides a imagem de uma etiqueta de envio. Minha confusão transformou-se em horror quando o próximo slide mostrou a imagem de uma pessoa brutalmente assassinada. O resto do slide alternava entre endereços de entrega seguidos por cenas de assassinato.

O último slide mostrava a etiqueta de envio da caixa que eu tinha acabado de abrir...

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Observando a Chuva

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Bom gente, agradeço as críticas e elogios a Creepy anterior, eu não estou acostumado a fazer histórias tão longas e juro que tentei entregar um bom trabalho, mas eu prometo melhorar na próxima creepy longa que eu vou fazer, vou ler sempre os comentários e agregar isso no meu trabalho. 


O final deve sair final do mês. 



Espero que curtam a creepy de hoje, autoria minha. :) 


Meu nome é Hilary, eu amo ver a chuva cair, é tão relaxante. A chuva parece ser a única coisa que deixa o mundo mais calmo, onde as pessoas ficam um pouco mais em casa.


Minha mãe trabalhava muito e meu pai trabalhava em outro estado, eu mal encontrava ele. Quando eu era criança torcia sempre para o Natal chegar, era a única data em que eu me sentia menos sozinha. Minha mãe preparava uma ceia enorme e meus pais sorriam sentados a mesa. Quando o Natal passava, meu pai seguia em viagem para outro estado, ele era engenheiro e minha mãe secretaria particular de um empresário.

Lembro-me de muitas vezes pegar todas as minhas bonecas e pôr na sala, ficava horas conversando com elas, me sentia menos sozinha assim.

O tempo foi passando, fui crescendo e arranjei meu primeiro namorado aos 19 anos, ele era bem legal, mas a carência que eu sentia dos meus pais era maior do que tudo. Teve um dia em que eu arrumei boa parte da casa e preparei umas panquecas para o café da manhã, coloquei a toalha bordada na mesa e peguei as xícaras especiais que tinha no armário, as xícaras tinham o desenho de uma família feliz.

Meus pais passaram por mim como se eu fosse invisível, a única coisa que ficou para trás foi o cheiro do perfume doce que a mamãe usava. Nem notaram a mesa do café que preparei com tanto amor.

Naquele dia eu joguei todo o leite e café no ralo da pia, as panquecas joguei no jardim e pisei em cima com as minhas botas amarelas. 

Hoje com 30 anos eu mesma sustento a casa, meus pais já trabalharam muito e sinto que preciso retribuir tudo o que me deram.

Daqui a um dia é Natal e eu já comprei tudo para fazer uma ceia bem farta. Hoje mesmo vou ao shopping comprar os presentes e enfeitar a árvore de natal. Elá é bem tradicional, modelo clássico. 

Enquanto dirijo observo o vento balançar as árvores, é como se elas dançassem em sincronia, o dia está meio nublado hoje e uma chuva fraca deixa tudo mais lindo. 

O transito estava engarrafado e como de costume as pessoas estavam paciência naquele lugar, mas consegui chegar em casa rápido. Sinceramente trabalhar no shopping deve ser sufocante, quando vou até lá sempre vejo o olhar das pessoas e percebo o quanto estão cansadas e entediadas, os sorrisos forçados em seus rostos é a prova disso.  

Comprei um vestido azul para minha mãe, ele tem mangas curtas, uma fileira de botões brancos e cabe perfeitamente nela, tenho certeza. Para o meu pai eu comprei uma camisa social branca.

 Adoram me ver enfeitando a árvore, minha mãe sempre fica emocionada, acho que é porque ela recorda a minha infância. O enfeite que ela mais gosta são os anjos, os olhos dela brilham.

Acabei, meus pais pegaram no sono e eu nem percebi, vou fazer o jantar enquanto dormem.

Acho que vou preparar uma sopa, está meio frio hoje.

Eu nem lembrava que gostavam tanto de sopa, tomaram tudo.

Amanhã é o grande dia, estou tão animada, vai ser uma noite especial como todas as que passamos juntos.

(No dia seguinte)

Finalmente o grande dia chegou, meus pais parecem animados, já posso imaginar o sorriso deles ao verem a mesa arrumada. Coloquei o peru no forno junto com as batatas, estou fazendo um pudim de laranja para a sobremesa. A mesa já está quase pronta, só preciso terminar de assar o peru e mostrar a ceia para os meus pais. Eles parecem bem surpresos com a quantidade de comida e vinho que tem na mesa, eu sempre exagero na quantidade, mas é para agradar
eles.

Começou a chover, estamos comendo e olhando a chuva cair pela janela da sala de jantar enquanto a madeira queima na lareira.  

Eu já não me sinto mais sozinha, a muito tempo eles pararam de tentar se soltar das cordas e algemas.


Somos uma família feliz agora. 
  

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A Banheira de Pregos (Part.3: O Começo da Verdade)

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(Continuação) Eles correram até a casa e encontraram a cozinha completamente suja de sangue e  cheia de penas. Paul estava segurando uma marreta, por algum motivo ele colocou todos os patos na cozinha e esmagou cada um deles. Paul olhava fixamente para a parede branca com grandes respingos de sangue, enquanto desenhava um pentagrama em cima da mesa de jantar.

Caio.- Que merda é essa?! O senhor ficou maluco! 
Paul.- Ele precisa de sangue.
Caio.- O senhor tá delirando! Cadê a vovó?
Alex.- A gente precisar encontrar ela cara.

Os dois começaram a procurar Rita até que encontraram ela no lago, ela estava nua e caída na margem.

Caio.- Vó! Acorda, a senhora precisa me dizer o que tá acontecendo! 
Alex.- Precisamos chamar a polícia, eu vou até a cabana, tem um rádio de emergência lá, talvez eu consiga pedir ajuda. 
Caio.- Vai rápido. 

Alex correu até a cabana e pegou o rádio, o sinal estava bom, ele conseguiu pedir ajuda da delegacia mais próxima, o policial disse que a viatura chegaria em mais ou menos uma hora.

Alex.- Pedi ajuda, mas eles vão demorar um pouco para chegar aqui.
Caio.- Precisamos levar ela pra cabana enquanto a polícia não chega, meu avô tá fora si. 
Alex.- Me ajuda a carregar. 

Eles levaram ela para a cabana e a enrolaram no cobertor, ficaram trancados lá até a policia chegar.

.- Aqui é o policial Josh! Quem estiver na casa por favor saia agora ou vamos invadir.  

Ao entrar na casa ele encontrou Paul deitado em cima da mesa, ele estava tremendo e não dizia nenhuma palavra que pudesse ser compreendida.

Josh.- Aqui é o policial Josh falando do Km 140, perto da estrada Ocean. Estou em uma casa que fica no fim da estrada depois da trilha, eu preciso de uma ambulância imediatamente. Câmbio, desligo.

Alex.- Caio, a polícia chegou, estou vendo a luzes da sirene. 
Caio.- Fica aqui, eu vou até lá.
Alex.- Ok, toma cuidado. 


Caio.- Policial! A minha vó precisa de ajuda.
Josh.- Mãos na cabeça, não se aproxime. O que está acontecendo aqui?
Caio.- Eu não sei dizer, eu tava na cabana e escutei um som estranho, quando cheguei o meu avô já tava nesse estado.

O policial ficou vigiando a casa até a ambulância chegar, e quando a ambulância chegou eles foram para o hospital mais próximo.

Josh.- Essa noite não vai ser fácil, eu vou arranjar uns cobertores e dois cafés, vão precisar. 
Caio.- Obrigado senhor. 




.- Olá, meu nome é Katy, sou a médica que está cuidando dos seus avós, eles estão em  observação, foram medicados. 
Alex.- Qual o estado deles?
Katy.- Bom, o senhor Paul estava muito alterado, parecia estar sob forte estado de choque emocional, Rita está bem, ela só teve uma queda de pressão. 
Caio.- Quanto tempo eles vão ficar aqui?
Katy.- Provavelmente uns dois dias, eles estão bem, mas precisamos observar possíveis alterações no quadro de saúde.  Eu preciso atender outros pacientes agora, com licença.
Caio.- Obrigado pela atenção. 
Katy.- Disponha. 

Enquanto os minutos passavam, a raiva e a angustia iam tomando conta de ambos e fazendo-os questionar a razão de tudo aquilo.

Alex.- Cara eu tenho certeza que tudo isso tem a ver com aquele maldito lugar. Precisamos por um fim nisso. 
Caio.- Amanhã nós vamos sair bem cedo, pegar o carro e voltar naquele galpão, com sorte podemos chegar antes de escurecer. 
Alex.- O que acha de pôr fogo? 
Caio.- Pode ser, eu tenho uma garrafa com gasolina no porta malas e podemos pegar uns fósforos em casa.
Alex.- Tá certo.

Depois de horas na estrada eles chegaram até o bairro onde moravam, parecia que tinha se passado 30 anos já que a casa dos dois estavam em estado caótico.  As casas estavam cobertas de infiltrações e ferrugem que lembrava vagamente sangue seco, alguns canos estavam expostos.

Assim que pegaram os fósforos, seguiram em direção a floresta até ao galpão. O Sol estava se pondo e a floresta ia ficando mais silenciosa a cada passo que eles davam sobre os galhos secos e podres. Insetos saiam dos galhos como se fossem vermes saindo de um cadáver apodrecido.

Alex.- Ainda dá tempo de voltar.
Caio.- Você sabe que não podemos fazer isso, precisamos dar um fim nessa história. 
Alex.- Eu sinceramente não acho que pôr fogo no lugar vai resolver. 
Caio.- Talvez o corpo daquela menina esteja enterrado em algum lugar do galpão, se a gente achar podemos queimar os restos mortais. 
Alex.- Se isso não funcionar estamos oficialmente mortos.

Antes que a noite chegasse eles começaram a procurar uma possível cova, mas não tinha nada em lugar nenhum.

.- Vocês não vão encontrar corpo nenhum nesse lugar, até porque eu nunca estive morta..
Caio.- Porque você tá fazendo isso? A gente não te fez nada.
Alex.- Você é mesmo real.
.- É claro que eu sou real, mas entendam, não adianta tentar me matar, não vão conseguir. Vocês devem se perguntar desde o dia em que pisaram aqui o porquê de existir uma banheira cheia de pregos num lugar como esse, não é? Vou lhes contar uma história..
(Continua..) 

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A Banheira de Pregos (Part.2)

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(Continuação) Alex.- Mas que que droga! 

Uma garotinha se aproximou e sorriu para eles, ela então entrou na banheira e começou a girar na água enquanto os pregos arranhavam seu corpo.

.- Isso é tão divertido! Haha, minha mãe sempre me trazia aqui. 
Caio.- Quem é você?
.- Vocês vão saber..
Alex.- Deixa a gente ir embora, nós nunca mais vamos voltar, eu juro! 
.- Como quiserem, mas isso ainda não acabou.

Então os dois acordaram no dia seguinte sem saber se aquilo tinha sido um sonho ou não, já que Alex dormiu na casa de Caio.

Eles acharam melhor esquecer aquilo tudo, pois já estavam indo longe demais. Os dias foram passando e algumas coisas começaram a acontecer na casa dos dois. As paredes começaram a ter infiltrações e a casa ficava fria mesmo com o aquecedor ligado. Caio tinha certeza que aquilo tudo tinha haver com a garotinha que eles viram no galpão.

Alex estava sentado em frente sua casa esperando por Caio.

Caio.- Oi cara, você também não consegue dormir muito bem né?
Alex.- Sim, a casa está cheia de infiltrações e todas as noites fica muito frio. 
Caio.- Lá em casa também, eu tô pensando em passar um tempo na casa dos meus avós, eles moram a alguns quilômetros daqui, se você quiser pode vir junto, tem uma cabana lá. 
Alex.- Obrigado cara, eu aceito, estou precisando sair daqui mesmo. 

Depois de algumas horas na estrada eles finalmente chegaram.

Os avós de Caio moravam num lugar muito tranquilo, tinha um campo enorme de grama, algumas arvores frutíferas, um lago com alguns patos e uma cabana de hospedes onde eles iriam dormir.

Caio.- Bom cara deixa eu te apresentar, essa é a minha avó Rita e esse meu avô Paul, ele foi um grande policial.  
Alex.- Muito prazer! 
Rita.- Seja bem-vindo rapaz, tenho certeza que vai gostar daqui. 
Paul.- Sinta-se em casa jovem. 
Alex.- Muito obrigado, Caio me falou muito de vocês durante a viagem pela estrada. 
Caio.- É verdade haha, ele até dormiu enquanto eu contava. 
Alex.- Que mentira cara! Haha.
Rita.- Estão com fome? Tem torradas e geleia de damasco em cima da mesa, podem comer à vontade. Caio.- Vem cara, não perde tempo! 
Alex.- Obrigado mais uma vez. 
Paul.- Não há de que rapaz, pode ficar à vontade. 

Depois de comerem eles foram arrumar as coisas na cabana, ela era muito confortável, boa iluminação, banheiro, duas camas e uma TV cheia de canais.

Caio.- Essa é a vantagem de ter avós bem de vida haha. 
Alex.- A gente pode ficar aqui durante uns meses haha, eu não ligo. 
Caio.- Seria uma boa rs. 

Era final da tarde e eles foram até o lago observar Rita dar comida para os patos, Caio sempre viu sua Avó sorrir enquanto fazia isso, ela realmente era feliz.

Anoiteceu e eles foram jantar, a avó de Caio havia preparado um jantar especial para Alex, a mesa estava bem farta. Tinha costelas ao molho, purê de batatas, ervilhas frescas, algumas espigas de milho e ovos cozidos.

Paul.- O que motivou a visita de vocês?
Alex.- Bom..
Caio.- A gente precisa de férias! Haha. 
Rita.- Esses jovens são tão impulsivos hoje em dia.. 
Alex.- A senhora tem razão rs. 

Eles foram até a cabana para se acomodarem, finalmente teriam uma noite de sono tranquilo como a dias não tinham. Então eles pegaram no sono e dormiram tranquilamente até as 08:00 e quando acordaram perceberam que a TV estava ligada, mas nenhum deles lembrava de ter ligado a TV naquela noite.

Depois de tomarem um banho e escovarem os dentes, eles foram até as árvores colher algumas frutas e em seguida até o lago onde o avô de Caio estava.

Caio.- O que foi vovô? O senhor parece meio abatido. 
Paul.- Eu não dormi muito bem ontem, tive um pesadelo.
Caio.- Pesadelo com o que?
Paul.- Eu não quero falar sobre isso, preciso ficar um pouco sozinho. Sua vó deixou o café da manhã na mesa para vocês, podem ir. 
Alex.- Até logo senhor.

Eles tomaram café e voltaram para a cabana, a avó de Caio não estava em casa. 

Caio.- Você também achou estranho né?
Alex.- Sim, ele parecia bem tenso. 
Caio.- Amanhã eu vou ter uma conversa com a vovó, talvez ela conte alguma coisa sobre o pesadelo dele. 
Alex.- Sim. Vamos ver TV? Podemos ver uns clipes na MTV. 
Caio.- Você que manda! 
Alex.- Já que sou eu quem manda, amanhã a última torrada será minha.  
Caio.- Tá hahaha.. Mas só pra te avisar eu tenho 21 e você ainda vai fazer 20, ou seja, eu que mando rsrs. 
Alex.- Engraçadinho né? Haha. Espera, que barulho foi esse? 
Caio.- Parece que veio da casa dos meus avós, vêm comigo! (Continua..) 

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A Banheira de Pregos (Part.1)

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Estou pensando em estender essa história até a parte 3, espero que gostem :)  


Alex morava numa cidade muito pequena e ele e seu melhor amigo Caio sempre estavam juntos, sempre saiam por aí para explorar.


Era um dia de sábado quando resolveram entrar na floresta e explorar a área restrita, ainda estava claro e poderiam explorar bastante.

Caminharam por uns 15 minutos sem encontrar nada além de muito mato, mas depois acabaram encontrando um galpão velho. Era bem grande, as paredes estavam bem sujas e a única coisa que tinha dentro era uma banheira cheia de pregos enormes.

Decidiram ir para casa e voltar no dia seguinte para olhar melhor o lugar.

Durante a noite uma inquietação tomou conta do sono de Alex, ele virava de um lado para o outro sem conseguir ao menos dar um cochilo.

No dia seguinte ligou para o Caio e disse que não tinha conseguido dormir, Caio disse a mesma coisa, então concordaram em ir apenas no outro dia.

Caio sempre foi o mais curioso e decidiu ir sozinho até o galpão, mas chegando lá não encontrou a tal banheira. Ficou lá pensando em quem teria interesse numa banheira velha.
Sentiu alguém o observar pela porta do galpão.

Caio.- Alex? É você cara?

Não surgiu nenhuma resposta então ele foi para o lado de fora e lá estava a banheira.

Caio.- Mas que porra! Como isso veio parar aqui? Acho melhor eu ir embora. 

Alex foi até a casa de Caio naquele dia, pois estranhou ele não ter ligado ou ter ido na casa dele.

Caio.- Oi Alex, eu não tô muito bem cara, por isso não liguei. 
Alex.- Mas o que houve?
Caio.- Eu fui naquele galpão, a curiosidade foi mais forte que eu. 
Alex.- Você não devia ter ido sem mim, já pensou se te acontecesse alguma coisa?
Caio.- Eu sei, me desculpa. Aconteceu uma coisa tão estranha, quando eu cheguei lá a banheira tinha sumido e depois estava do lado de fora. 
Alex.- Você ainda quer voltar lá? Podemos levar uma câmera e filmar tudo, se tiver algo estranho nós vamos descobrir, afinal somos parceiros exploradores haha. 
Caio.- É claro que eu quero, nós vamos descobrir tudo, somos ótimos nisso hehe. 


No dia seguinte eles foram até a floresta e encontraram a banheira dentro do galpão, exatamente no mesmo lugar, mas dessa vez ela estava cheia de água e não tinha como ser água da chuva já que o telhado ainda estava em bom estado.

Eles começaram a filmar e quando se deram conta já estava escurecendo, caminharam até a porta, mas estava trancada.

Caio pegou seu celular, mas estava sem sinal, Alex tentou arrombar a porta, mas as correntes eram fortes demais.


.- Um banho seria bom..
Caio.- Quem disse isso?!.. (Continua) 

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O que está acontecendo?

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Caro seja quem for que estiver lendo isso 
 Se encontrou esse diário, eu já devo estar morto 
Procurei por todos os lugares, mas não os encontro 
Decidi acabar com tudo hoje a noite 
Fale para a Jenny que a amo. 
- Michael 

20 de abril, 2012 
Acordei hoje e o meu colega de quarto, Kevin, não estava, pensei que ele tinha saído para comer fora, ou algo assim, não seria algo incomum. De qualquer forma, desci para preparar o cereal, e vi o carro do Kevin no estacionamento. Isso não era comum, ele tinha acabado de tirar habilitação e nunca largava o carro. Então decidi ligar para o celular dele. Caiu no correio de voz. Isso não era típico do Kevin. Mas varri isso da mente e voltei para o cereal. Estávamos sem torradas, e o Kevin surtaria se eu ousasse tocar nos petiscos dele. Então resolvi passar na mercearia. Mas, a caminho de lá, percebi algumas coisas estranhas. Primeiro, não havia tráfego, as ruas geralmente ficavam apinhadas a essa hora do dia. Então as coisas ficaram realmente estranhas; entrei na mercearia e ela estava vazia. O estacionamento também estava vazio. Andei pelo local procurando por algum funcionário. Ninguém. Foi quando percebi que estava sozinho. 

3 de maio, 2012 
Estive coletando suprimentos por todas as lojas próximas, com sorte ainda havia comida suficiente para minha sobrevivência. Eu costumava pensar que ser a única pessoa no mundo seria algo incrível. Nunca precisar escutar alguém, conseguir tudo que quisesse de graça, notebooks de graça, games de graça, cara, você até poderia assistir filmes de graça. Seria uma vida perfeita! Mas eu estava errado. Não é. É uma vida solitária. Acho que eu deveria ir mais longe para verificar se há mais alguém vivo. Por que diabos fui escolhido para ficar, enquanto poderia ter desaparecido como todos os outros que conheço e amo. 

14 de maio, 2012 
Estive nos maiores sites que pude pensar, postando perguntas, procurando por alguem que pudesse me responder. Nesse meio tempo, comecei a explorar lojas e outro lugares. Aprendi como usar uma caixa registradora e como destravar máquinas de lanches com um kit de arrombamento que encontrei em uma loja de penhores. Tenho que manter as esperanças que ainda exista alguem por aí. Por que me deixar vivo, por que me fazer sofrer assim, por que Deus não me matou como todos os outros. 

24 de maio, 2012 
Anexarei uma foto que tirei da estação de metrô, como evidência de que tudo realmente aconteceu caso algum sobrevivente encontre esse diário. 

2 de junho, 2012 
Acho que estou começando a enlouquecer, por todos os lugares que olho, vejo alguém, mas apenas por um breve segundo. Ouço pessoas. Vejo coisas. Ouço ele. Ele me fala sobre o que preciso fazer para sobreviver. 

4 de julho, 2012 
Antes, eu pensava que ele fosse mal, mas eu estava errado! Ele é incrível! Ele me ajuda. Me fala o que fazer. Me guia. 

13 de outubro, 2012 
Não gosto mais dele, ele quer que eu mate, mas não quero matar. Ele me trancou em casa. Vou tentar fugir. 

16 de outubro, 2012 
Recolhi suprimentos pela casa, e vou tentar fugir desse espaço confinado. Planejo mata-lo, preciso mata-lo, é a única maneira para que eu possa viver. 

3 de novembro, 2012 
Finalmente saí, e estou fugindo. Não posso deixa-lo me pegar. NÃO POSSO DEIXA-LO ME PEGAR. Se ele me encontrar, terei que mata-lo. Terei que mata-lo ou ele me matará. 

31 de dezembro, 2012 
Ele sabe onde estou, é apenas uma questão de tempo até ele me matar, se alguém encontrar isso, por favor, salve-se. Salve-se dele. 

1 de janeiro, 2013 
 Ele está aqui. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo ou ele me matará. 

4 de janeiro, 2013  
Não pude mata-lo, mas não o deixarei me matar. Vou me matar, tenho que fazer isso ou ele me matará. Hoje, exatamente as 23:59, vou mastigar uma cápsula de cianeto. Escrevi uma nota e deixarei ao lado desse diário antes das 23:58, meus pensamentos reunidos, essas coisas. Ele não pode me parar. Não dessa vez.

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O Agente de Modelos

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Olá, antes de começar a Creepy gostaria de me apresentar :) 

(Me chamo Andrey e sou o novo membro do Creepypasta Brasil, serei autor e também vou revisar e postar as creepypastas que vocês mandam pra gente, espero que gostem do meu trabalho.)

Me chamo Ana e outro dia enquanto caminhava, fui abordada por um cara muito simpático, ele disse que era membro de uma agencia de modelos e que eu tinha muito potencial. Ele me passou o endereço da agencia e no dia seguinte fui até lá, mas acho que o endereço estava errado, só havia um prédio vazio e caindo aos pedaços naquele lugar. 

Fui embora um pouco desapontada, mas com esperanças de encontrar o agente de modelos e esclarecer algum erro de informação. 

Eu reencontrei ele duas semanas depois, no mesmo lugar onde sempre faço minhas caminhadas, perto da ponte. 

Ele estava um pouco abatido e me disse que as coisas não estavam indo muito bem, ele me disse que o endereço estava certo, e que o prédio era antigo e etc.

Eu disse que ia voltar lá, mas aquele lugar era tão estranho.. Demorei uma semana para voltar naquele lugar. 

Quando eu cheguei lá encontrei o agente em frente ao prédio, sorrindo e com a mão estendida para me cumprimentar. Assim que eu cheguei perto dele, ele me disse: Eu sabia que você iria vir, estou muito feliz Ana. 

Aquilo foi meio assustador e estranho, era como se ele estivesse me esperando a dias, mas eu já estava lá, então eu entrei com ele no prédio. 

O prédio não era tão feio por dentro, era bem arrumado inclusive, mas não tinha ninguém nos corredores, ele me disse que estavam todos em uma palestra num hospital. Sem dúvida aquilo era mais estranho do que tudo até agora, o que afinal os membros de uma agencia de modelos foram fazer num hospital?

Ele recebeu um telefonema antes que eu pudesse perguntar alguma cois e pediu licença para atender numa sala reservada. 

Eu comecei a andar pelos corredores e tentar encontrar alguma coisa, mas as portas estavam fechadas, com exceção de uma.

Antes de continuar, quero dizer que aquilo não saiu da minha cabeça até hoje. 

Tinha uma sala de cirurgia ali, tinha uma mesa cheia de instrumentos cirúrgicos e na outra mesa um manual de necropsia. 

Então me dei conta de que eu estava ali para ser um objeto de estudos para jovens médicos. 

Eu saí dali o mais rápido que pude, e nunca mais nem passei na frente daquele lugar. 

Chamei a polícia, mas eles nunca encontraram nada lá.

Até hoje me revira o estomago pensar no que eles teriam feito comigo se eu não tivesse encontrado aquela sala aberta. 

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Rostos novos

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Olá, meu nome é Seth. Estou escrevendo essa carta, a engarrafando, e a jogando pelo córrego próximo da minha casa. Escrever me ajuda a manter a sanidade. Com sorte, alguém que continuar lendo isso, virá me salvar.

Tudo começou ha um mês. Eu estava em meu escritório, no porão, assistindo Mystery Science Theater 3000 no computador. O telefone tocou ao meu lado, mas eu não dei atenção.

Nunca era para mim; e nas raras vezes, era o meu irmão, e enquanto conversávamos, o meu sobrinho sempre pegava o telefone para tentar falar comigo também. A minha mãe gritou lá de cima que o telefonema era para mim. Sim, eu ainda vivo com meus pais. Pode rir. De qualquer forma, eu atendi.

“Alô?” falei, prestando mais atenção para as palhaçadas que o robô fazia na tela do computador.

“Começou.” A voz soava como um choramingo, um apelo. Eu não reconhecia a voz.

“O que?” Perguntei, imaginando quem poderia estar ligando.

“Eles vieram. Não tenho muito tempo, Jeff; você me pediu que ligasse se o que fizemos desse errado.”

Agora, um pouco preocupado, falei, “Acho que você ligou para o número errado. Aqui é o Seth, não Jeff.”

“NÃO SAIA DE CASA!” A pessoa gritou. Completamente apavorado, bati o telefone. Deveria ser algum trote, mas não foi engraçado. Aturdido, resolvi deixar para lá.

Mais tarde, acabei de assistir e desliguei as luzes para subir as escadas. Estava muito escuro, mas eu já sabia o caminho. Porém, dessa vez a escuridão parecia um pouco mais opressiva. Tentei ignorar a sensação e subi as escadas. Enquanto passava pela sala de estar, arrisquei uma olhada pela janela. Havia pessoas lá fora, andando ou algo assim. Olhei meu relógio e ele marcava 3:00 AM. “Que estranho,” murmurei. Cambaleei para o meu quarto e me preparei para dormir.

Eu fui um tolo naquela noite. Se eu tivesse percebido o que tinha visto, teria me poupado do terror e saído de casa.

Na manha seguinte, a TV estava ligada no noticiário. O que era estranho, pois o meu pai sempre deixava nos esportes antes de sairmos para o trabalho. Mas eu nem dei muita atenção, enquanto puxava uma gravata e seguia para o banheiro. Uma estranha sensação rastejava em minhas entranhas enquanto eu cumpria minha rotina matinal. Eu sempre tinha que lutar pelo banheiro, mas hoje não havia nenhum som pela casa. Dei uma olhada na sala e percebi que a porta da frente estava aberta, mas a porta de vidro que levava para a rua ainda estava fechada. Tudo estava silencioso. Olhei para fora e vi as mesmas pessoas que tinha visto na noite passada.

Abri a porta.

Imediatamente, seus rostos se viraram em minha direção. Recuei e voltei para dentro o mais rápido que pude, sentindo algo agarrar meu tornozelo. Seus rostos mostravam olhares inexpressivos e suas bocas estavam levemente boquiabertas e pingando sangue. Olhei para baixo e vi um deles na varanda, retraindo os braços. Ele tinha tentado me agarrar. Com uma estonteante sensação de horror, reconheci o meu irmãozinho.

Batendo a porta, tranquei e corri de volta para a sala. A televisão anunciava uma doença que estava se espalhando pelo sul do Canadá, atravessando para os EUA. Desliguei a TV e chamei por alguém que ainda estivesse em casa.

Sem respostas...

E assim começou a minha solitária existência. As notícias continuaram por alguns dias antes de cessarem. Os jornalistas mantiveram o mesmo erro estúpido: voltavam para casa todas as noites. A eletricidade ainda estava sendo distribuída; acho que alguém continuava trabalhando na usina. Ou talvez apenas a Nova Inglaterra havia sido tomada; Eu não sei. A internet também tinha caído, o que era irritante.

Enquanto as noticias ainda eram transmitidas, eles os chamavam de zumbis. Eu achava que realmente eram zumbis, pois eles não faziam muitas coisas e estavam definitivamente mortos; eles andavam até suas pernas apodrecerem, então se arrastavam ate literalmente caírem aos pedaços. Porém, enquanto tinham pernas eles eram rápidos. Foi como tinham pego a minha família, eu suponho. E o carro de policia que tinha vindo à procura de sobrevivente... não era algo legal de se ver todas as manhãs.

Eles tinham virado o meu carro, então eu estava preso. Mais um policial veio. Eles não precisavam de comida, então nem acabaram de comer o pobre policial. Mas o desmembraram; por isso ele não pôde se levantar para se juntar a eles. Porém, eu podia vê-lo rangendo os dentes, infrutiferamente.

Por quase uma semana, o cara no rádio falava que estavam caindo aos pedaços, então tudo o que precisaríamos fazer seria esperar que se desintegrassem por completo. Então ele ficou impaciente e saiu. Ninguém passou noticias pelo rádio por duas semanas.

Porém, estou encrencado. Não há mais comida em casa. Não posso esperar que todos caiam mortos outra vez. Fiz algumas expedições para o armazém. Sorte que eu tinha uma coleção de espadas.

Eles eram muito lentos para me pegarem enquanto eu corria, mas estavam em grande número, o que me assustava as vezes. Da última vez, eles quase me pegaram. Enquanto voltava, quebrei a porta que dava para a rua; agora o frio se infiltra na casa todas as noites e nesse mesmo momento posso ver um deles de pé na varanda, a menos de dois metros de onde estou escrevendo essa carta.

Você estará seguro dentro de casa. Não me pergunte os motivos que os fazem evitar de tentar entrar. Seja qual for o motivo, é o que me mantém vivo. Infelizmente, eles parecem saber que há alguém vivendo dentro da casa. Não me pergunte como; esse carinha na varanda nem tem mais os olhos. Talvez possam ouvir batimentos cardíacos, ou sentir o cheiro de suor... ou sangue.

Passei alguns dias pondo nomes neles. Alguns rostos eu já reconhecia. Era sempre o mesmo grupo rondando por aqui pelas ultimas semanas, e a quantidade vai diminuindo conforme vão se deteriorando. Porém, eles nunca vão embora. Lá fora, havia 79 deles que um dia já foram homens e 63 que já foram mulheres.

Uma vez, apenas para ver o que aconteceria, atirei na cabeça de um deles, com uma calibre 12. Apenas para ver se aquela coisa de “atire sempre na cabeça dos zumbis” era realmente verdade. Então, agora tem 79 deles que um dia já foram homens, 62 que já foram mulheres, e 1 que já foi uma mulher e decidiu continuar de pé mesmo perdendo 80% da cabeça. E eu estou com uma bala a menos.

Então eles esperam… e eu estou enlouquecendo. Falo constantemente comigo mesmo e comi um animal empalhado na noite passada. O algodão não desceu tão fácil, mas me sinto bem por ter algo no estômago. Não há arvores frutíferas por perto e, de qualquer forma, estamos em Novembro. A água está ficando escassa. A distribuição foi interrompida há oito dias; com sorte, enchi uma banheira e cada garrafa que pude encontrar antes da interrupção.

Ah, que ótimo. Agora as lâmpadas piscam e fazem uns zumbidos. Me pergunto se a energia também será interrompida.

...

Bom, isso não foi legal. Totalmente sem energia por quatro dias. Já tentou dormir no escuro sabendo que há criaturas lá fora que o mataria e o tornaria um deles na primeira chance que tivessem? Provavelmente, já que essas coisas parecem estar por todos os lugares.

Nota: já mencionei sobre Herschel, o cara em minha varanda?

Uma de suas pernas caiu, e agora ele fica sentado cheirando ela. Graças a Deus por eles terem perdido quase todas as funções cerebrais. Estou bastante certo de que as almas não estejam sendo mantidas em cativeiro dentro dessas coisas, e que continuam funcionando apenas com a função de tentar espalhar essa doença (ou o que seja) o máximo que puderem.

 Não sei se você já percebeu, mas os animais parecem não ser afetados. Isso já é um pequeno conforto. É claro que eles morrem se comerem algum infectado, mas não se levantam depois de mortos.

Estranho, né? Estou ficando com fome e desesperado. Talvez… talvez eu pudesse carregar a .22 e atirar em algum esquilo lá fora. Mas como eu poderia ir pega-lo?

Por um lado, estou otimista por saber que você ainda está por aí, seja lá quem for. A energia não poderia ter voltado se não houvesse pessoas trabalhando para restaura a ordem. Estou me sentindo sortudo; hora de pegar uma espada e ir jogar essa mensagem no córrego. Talvez toda essa coisa já esteja acabando.

Talvez…

Mas por outro lado, se essa coisa já está chegando ao fim...

Por que hoje há rostos novos lá fora?

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