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Nunca mais procuro emprego nos classificados

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Então... nos últimos sete meses eu tenho trabalhado para alguém que encontrei nos classificados. Bem, explicarei tudo. Aqui parece um lugar apropriado para contar essa história.

Eu estava vasculhando na internet por um bico, não ligava o que fosse. Então em um site de classificados encontrei algo. Tinha acabado de dar F5 na página e lá estava. Uma pessoa procurava alguém para ir até sua casa e alimentar seus bichos de estimação. Presumi que estava indo viajar ou algo do tipo. Então entrei em contato e deixei meu número no e-mail. Recebi uma resposta imediata por telefonema.

Quem ligou era um homem, que me explicou que estava se mudando da cidade, e que seus pais tinham gatos que precisavam ser alimentados diariamente. Dei a ele meu nome, para que pudesse dar uma investigada nas minhas experiências anteriores ou algo do tipo e, vinte minutos depois, me contratou.

Na manhã seguinte fui até lá para receber as instruções sobre o trabalho e tudo mais, e conheci o homem com quem falara no telefone. Seu nome era Ben. Ben me explicou que não teria mais como cuidar dos gatos dos pais, e que seus pais tinham que se focar neles mesmo, então eu estava sendo contratado para cuidar disso. 

O dinheiro seria deixado na mesa da cozinha no final de toda semana, duzentos dólares por semana (só para alimentar uns gatos, eu sei, né?). Além do mais, dariam mais dinheiro para comprar a ração se fosse preciso. Então ele me falou a primeira coisa que achei estranho. Eu tinha que chegar pontualmente todos os dias as 10:00 da manhã e sair as 10:10. E eu não podia nunca, em nenhuma circunstância, interagir com seus pais. Disse que quando eu estivesse na casa deles, os dois estariam em suas poltronas na sala de estar assistindo televisão, e que eu não podia perturbá-los, nunca. 

Me perguntou se isso seria algum problema para mim, o qual assegurei que não. Então me mostrou o local onde os gatos comiam (era quatro gatos) e onde a ração ficava guardada. Mesmo não sendo rude, foi bem severo quando me pediu para não explorar o restante da casa, e assegurei novamente que isso não seria um problema. Me guiou até a rua e mostrou onde ficavam as chaves extras caso eu encontrasse a porta trancada algum dia, mas falou que era improvável que isso acontecesse. E com isso, disse que queria confiar em mim, apertamos as mãos e me falou novamente para estar lá todos os dias as dez da manhã a partir do dia seguinte. Se algum dia eu não pudesse ir, podia ligar e deixar uma mensagem no telefone residencial deles, o qual me passou o número. Assenti com a cabeça e voltei para casa. 

O dia seguinte chegou, e entrei na casa as dez em ponto. Entrei na casa e à minha direita estavam os pais de bem, sentados em suas poltronas reclináveis de costas para mim, assistindo algum tipo de programa de competição. Anunciei minha presença, à qual ignoraram, e fui para a cozinha. Coloquei a ração nos potes dos gatos e sai. Esse exato cenário se repetiu inúmeras vezes pelos meses seguintes. Dez da manhã, um "olá" sem resposta, alimentar os gatos, sair.  Nas sextas-feiras, eu pegava o bolinho de notas de vinte dólares em cima da mesa da cozinha. Era o trabalho mais fácil da minha vida. 

E então o inevitável aconteceu: em um dia, me atrasei. Cheguei na casa as 10:08. Entrei e pedi desculpas pelo atraso, o qual não obtive respostas; apenas continuaram sentados assistindo à televisão. Fui para a cozinha e coloquei a comida para os gatos. Olhei no meu celular e vi que eram 10:11. Fui pelo corredor em direção da porta. Quando cheguei na sala, dei um pulo e quase gritei de susto. Os pais de Ben estavam de pé no escuro atrás de suas cadeiras, completamente parados, olhando diretamente para mim. 

Pedi desculpas por ter me atrasado e dei o fora. Mesmo assustado, voltei no outro dia no horário certo e tudo foi normal. Mais alguns meses se passaram sem nada estranho acontecer, mas então último dia que estive lá chegou. Chegue às 10:03, mas não me preocupei porque sabia que podia sair de lá até as 10:10. O problema foi que, enquanto estava na cozinha, ouvi alguém sussurrando as palavras "Me ajude". Me deixou apavorado, dei um pulo no susto, olhando em volta para procurar de onde vinha aquela voz.

Não vi ninguém, mas ouvi de novo, e depois uma terceira vez. Comecei a olhar por ali, até perceber que estava ficando tarde. Olhei para meu celular e vi que eram 10:10. Meu coração despencou do peito quando olhei para o corredor e vi os pais de Ben pela primeira vez sob a luz. Eram absurdamente magros e pálidos, completamente desnutridos, eram basicamente esqueletos vivos. 

Pedi desculpas por ter demorado e disse que estava indo embora, mas eles ficaram ali parados, bloqueando a saída. Falei que usaria a porta de trás, que ficava na cozinha, mas quando fui abrir, estava trancada. Foi aí que comecei a entrar em pânico. Olhei para trás e vi que os dois estavas a meio metro da entrada da cozinha, e eu não tinha nenhum outro lugar para eu ir a não ser uma porta que presumi ser a dispensa. Eles tinham expressões nulas, e seus olhares eram como se a vida tivesse se extinguido dali a muitos anos. Em um último recurso, entrei pela porta que achei ser a dispensa, mas havia uma escada que levava ao porão, que claro, não tinha iluminação. 

Assim que abri a porta, um cheiro horrendo substituiu o ar limpo que antes tomava conta de meus pulmões. Com cuidado, desci as escadas e comecei a procurar por uma janela, mas todas estavam fechadas com pregos. Dei uma espiada para o lugar por onde descera e agora os dois estavam no topo da escada, lado a lado, me olhando. Era terrivelmente assustador. Peguei meu celular e liguei para a polícia, pois não sabia o que mais fazer nessa situação. Falaram que mandariam um carro imediatamente e que era para eu ficar no telefone até que chegassem. Andei pelo porão usando meu celular como lanterna. Não provia muita luz, sendo que estava no meio de uma ligação, mas era o suficiente. 

Haviam estantes cheias de porcarias alinhadas no porão, separadas quase como em corredores. Fui verificar se alguma das janelas estava solta (como se eu tivesse essa sorte). Então quando me virei e iluminei com meu celular eu estava a centímetros dos rostos sem vida dos pais de Ben. Dei um grito e corri na outra direção, tropeçando em algo e fazendo meu celular voar da minha mão. Claro, ele caiu com a tela para baixo, eu não conseguia achá-lo. Corri de volta para a escada em direção da cozinha, olhando para trás e vendo os dois parados nos pés da escada, com um leve sorriso em seus rostos. 

Corri pelo corredor e sai voando pela porta, gritando quando vi o policial logo na minha frente. Ele me perguntou se eu que tinha feito a ligação e eu o empurrei para sair da casa, e disse que sim.  Olhei para a janela e vi os pais sentados em suas poltronas, assistindo à televisão. Expliquei como aquelas pessoas loucas tinham me aprisionado em sua casa e estavam me perseguindo lá dentro. 

O policial entrou na casa para conversar com os pais enquanto eu esperava dentro da viatura. Ele voltou cerca de cinco minutos depois e perguntou se eu tinha certeza que alguém havia me perseguido. Eu disse que sim, certeza absoluta. Que tinham sido as duas pessoas que moravam lá. Ele então me informou que as pessoas que moravam lá, que as pessoas que estavam sentadas na cadeira, eles estavam mortos já fazia muito tempo. Perguntei sobre o cheiro no porão, ele disse que havia outro corpo lá embaixo. 

O reforço chegou. Dei meu depoimento e expliquei sobre como estava vindo todos os dias naquela casa por meses e meses para alimentar os gatos. Pedi para que ligassem para Ben, o filho do casal. Passei o número dele e esse não funcionava mais. Alguns dias depois descobri que o corpo no porão era de Ben. 


Não entendo. Quem estava me pagando?

***
FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (FINAL)

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(PARTE 1) - (PARTE 2) - (PARTE 3) - (PARTE 4) - (PARTE 5)

Me perdoem pelo tamanho dessa postagem, mas nos leva até o presente.

No dia 18 de maio de 2015, Katelyn Lorraine Botic foi sequestrada da nossa casa no Colorado. Mesmo na ausência de nosso perseguidor, nunca baixamos a guarda, mesmo que eu e minha esposa compartilhássemos a sensação de que tudo aquilo era algo do passado. Pensamos que estávamos livres. Obviamente, não podíamos estar mais errados. Eu, minha esposa, a polícia e a empresa que instalara nosso sistema de segurança concordamos que o homem, ou homens, esperou até que eu desativasse o alarme, e então entrou pela janela e pegou Katie. Saber disso me fez sentir que tudo era minha culpa. Fiquei completamente devastado.

Foi feito de tudo para encontrarmos o paradeiro de Katie nos dois meses seguintes. Grupos de busca, manchetes nos jornais, apurações e detetives até foram até o Daisy's Diner para interrogar funcionários e os donos do restaurante sobre aquele acidente que parecia tão distante agora, mas nada gerou novas pistas. Minha esposa me culpava; tornou-se muito distante, recusando-se a dormir na mesma cama que eu, e falando comigo só se fosse absolutamente necessário. Nosso filho se grudou a ela, sendo que eu não estava em um bom momento na época. Odeio admitir, mas naquele momento eu estava muito destruído para me importar com isso. A única coisa que estava na minha cabeça era achar minha filha.  

Depois de certo tempo, os esforços foram morrendo. Tínhamos esgotado os recursos que estavam disponíveis no caso de uma criança sequestrada. Tenho vergonha de admitir, mas isso fez com que minha vida ficasse em segundo-plano. Afogava minhas tristezas com Uísque, por mais clichê que isso soe. Quando a próxima carta chegou, eu estava próximo de me tornar apenas uma casca do homem que um dia fora.

Cerca de quatro meses depois do desaparecimento de Katie, recebi uma carta destinada ao "Papai". Assim que vi, comecei a chorar descontroladamente. Na minha mente, ter aquele envelope em mãos já era uma resposta para a pergunta que assolava minha mente desde que ela tinha sumido: minha filha está viva? Rasguei o envelope, e dentro estava um desenho, como achei que estaria. No pedaço de papel dobrado havia uma mensagem de arrepiar: "Estou em casa agora".

Esse era um que eu nunca havia visto antes. Uma paisagem. Haviam diversas árvores no que parecia ser um campo vasto, e no meio havia um desenho da minha filha, porém uma versão menor. O perseguidor tinha mais uma vez se adicionado no desenho, segurando a mão dela, e dessa vez tinha também desenhado um coração acima da cabeça dos dois. Uma raiva pura e descontrolada pulsou nas minhas veias enquanto segurava o desenho, amassando os cantos com meus punhos. A outra parte eu não tenho muita certeza.  No canto da folha havia um celeiro desenhado mal e pela metade, com um X pairando logo acima, e um céu desenhado preguiçosamente. Mesmo que não fosse nada parecido com os desenhos habituais de minha filha, eu sabia que era dela. Ver os dois estilos tão diferentes em uma mesma folha, dava para perceber nitidamente que tinham sido feitos por mãos diferentes.

Então entendi. Minha filha estava tentando me mostrar aonde estava. Ou pelo menos era o que eu havia entendido. Olhei novamente dentro do envelope e encontrei uma carta escrita à mão com a caligrafia do sequestrador.

"Olá novo Papai,

Espero que voce saiba que eu não sou um omem mau ruim eu só realmente gosto dos dezenhos e quero olhalhos o tempo todo. Só queria mesmo que ela foce minha amiga e agora ela pode morar comigo e dezenhar o tempo todo. Prometo que não maxucar ela porque eu não maxuco meus amigos se não eu não ceria um bom amigo. Queremos que voce nos vizite. Se conçeguir nos axar. Não vou te falar agora onde é porque se nao voce viria agora e nao kero que voce leve ela embora agora antes de se acalmar. 

O que estou disendo, senhor, é que agora ela mora aqui mas voce pode nos vizitar se conçeguir nos axar. Mas tem que vir sozinho. Ce traser mais alguem, vou pendurar ela como um cervo antes de mesmo xegar perto." 
                                                             
Mais uma vez, não assinada. Antes de ponderar minhas opções, tomei minha decisão. A polícia não me ajudara em praticamente nada até ali. Apesar da óbvia falta de educação deste homem, eu não estava comprando nenhuma de suas ameaças. Tinha de fazer aquilo sozinho, pela segurança da minha filha. Peguei do cofre a arma que tínhamos, e fui até uma loja comprar munição e alguns carregadores extras.

Enquanto eu preparava minha mochila depois que voltei da loja, minha esposa, em uma rara demonstração de preocupação, perguntou o que eu estava fazendo. Decidi não contar o que estava acontecendo; a única coisa que isso despertaria eram milhares de perguntas que eu não estava afim de responder. Mas ela não é burra, e tenho certeza que entendeu rapidamente do que se tratava, se não de imediato. Dei um beijo na testa do meu filho e mais uma vez parti para o lugar onde tudo havia começado: Daisy's Diner.

Estacionei no terreno basicamente vazio do restaurante. Novamente avistei a mesma garçonete das outras duas vezes. Ela me olhou estranhamente, como se me reconhecesse, mas não lembrava de onde. Não a culpo, fazia muito tempo que eu não ia lá. Me perguntou o que eu queria e pedi uma Pepsi e dois ovos mexidos. Quando trouxe minha bebida, falei que precisava conversar com ela sobre algo que acontecera alguns anos antes. Estava relutante no começo, mas no final concordou.

A relembrei sobre a noite em que meu carro tinha sido assaltado, e não fiquei surpreso por ela ter lembrado. Praticamente implorei para que tentasse identificar o homem desconhecido da noite do incidente. Me falou que mal conseguia lembrar do incidente no geral, quem dirá dos detalhes. 

Perguntei para a mulher algo que na época pareceu ser uma pergunta muito vaga. Queria saber sobre celeiros que existiam ali por perto. Para o meu desânimo, aquele lugar era uma comunidade agrícola. A cidade em que o Daisy's Diner ficava era cercada por quilômetros e quilômetros de acres de plantio. Dei um tiro no escuro quando perguntei para ela se conhecia algum celeiro com um "X" no teto. Me deu um olhar que dizia que sabia de algo, mas negou quaisquer conhecimentos sobre o local. Eu soube na hora que estava mentindo. 

Então comecei minha pesquisa de terreno. Dirigi por horas sem parar. Por todas estradas de chão, todas ruas dos bairros, todas avenidas. O crepúsculo já aparecia quando cruzei com algo que talvez pudesse me dar uma pista na direção certa. Passei por um portão que tinha uma placa escrita "Fazendas BiolXy", com o X bem maior do que o resto das letras. Como não havia jeito de passar por lá com meu carro, estacionei em uma pequena clareia próxima e me aventurei a pé, com minha arma em punho, para atravessar aquele portão que deus sabe aonde me levaria. Para referências, ficava mais ou menos a 20 minutos de carro no caminho contrário do restaurante, perto de onde eu tinha ficado junto com as televisões. Devo ter passado umas três vezes por ali antes e não percebi por causa da escuridão, só avistei quando os primeiros raios de sol começaram a banhar aquelas terras solitárias.

Andei pela estrada de terra até que vi três construções na distância. De prontidão, mesmo sendo bem longe, eu já podia distinguir levemente uma enorme estrutura com um "X" no teto. Sabia que estava no lugar certo. Talvez houvessem milhares de fazendas com "X" em seus telhados, mas, de alguma forma, eu sabia que estava no lugar certo. Vamos chamar isso de "intuição paterna".

Faltavam mais ou menos uns trezentos metros para eu chegar até elas e, enquanto me aproximava, vi outras duas estruturas. Quanto mais próximo chegava, melhor conseguia ver para onde estava indo. Comecei a dar a volta, tentando entrar por algum lugar de onde eu não seria visto de imediato. Eu queria entrar por trás. Quando me aproximei o suficiente para ver melhor, vi uma casa de fazenda, um celeiro (no qual era a estrutura que carregava o X no teto) e o que parecia ser uma garagem adjacente. Pensei no desenho de Katie. Sendo que havia desenhado o celeiro, devia estar sendo mantida em cativeiro em algum dos outros dois prédios, então decidi checar esses primeiros.

Eu me certifiquei de manter uma longa distância entre eu e a área que as estruturas estavam. Andei por entre a grama alta, corri por pequenas aberturas e entrei em um milharal que me deixava atrás dos prédios. Vigiei por um tempo, e não vi nenhuma movimentação em nenhum dos três. Entretanto, o que vi foi uma caminhonete velha e acabada estacionada perto da garagem.

Tirei a trava de segurança da minha arma, e fui em frente. Tentei ser o mais silencioso possível enquanto eu atravessava de um caminho para outro dentro da plantação de milho. O que devia ter levado poucos minutos se tornaram por volta dos vinte minutos até conseguir me aproximar da clareira. Ficava a mais ou menos uns cinco metros da porta de trás da casa, que estava aberta. Fiquei parado ali alguns minutos, tentando descobrir onde poderia estar alguém. Ainda bem que eu esperei, pois foi aí que vi o cara que sequestrou minha filha.

Todos aqueles anos antes, enquanto jantávamos no Daisy's Diner, um homem veio até nós e perguntou se éramos donos do Hyundai estacionado do lado de fora, e que o mesmo tinha sido arrombado. O homem que nos falou isso era quem estava nos perseguindo. Vasculhando na minha memória, consegui lembrar vagamente que ele carregava uma mochila. Se eu fosse um homem de apostas, diria que o portfólio da minha filha estava lá dentro enquanto agradecíamos por ele nos avisar. Fiquei enjoado. Foi a única pessoa que nem sequer considerei como um suspeito. Dadas as circunstâncias, eu não tinha registrado a voz estranha do homem na minha cabeça. Pensando agora, se tivesse prestado um pouquinho mais de atenção em sua voz, teria descoberto que era ele desde o início. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas respirei fundo e me recompus. O homem saiu pela porta aberta e foi em direção da garagem. Quando entrou, foi minha chance. 

Corri pela grama baixa e disparei pelas escadas da casa. Eu ainda não fazia ideia se tinha alguém lá, mas também não ligava. Estava cego pela determinação. Pensando rápido, corri em direção de uma porta que esperava ser do porão. Na minha cabeça, os vídeos pareciam ser gravados em um porão. Fechei a porta atrás de mim e desci as escadas na escuridão, que rangia absurdamente alto a cada passo que eu dava. Cheguei ao solo e usei a lanterna do meu celular para me encontrar. Haviam animais mortos no chão em um certo padrão que não me importei em identificar. Então direcionei a luz para as paredes. Tirando alguns espaços entre as folhas, as paredes estavam totalmente cobertas pelos desenhos que minha filha fizera. Me deu vontade de vomitar, mas se ainda tinha alguma dúvida de que estava no lugar certo, não tinha mais.

Caminhei por volta dos coelhos, gatos, cachorros, hamsters e ratos mortos (haviam pelo menos uns 100 animais mortos ali, e o fedor era absolutamente... mortífero), e fui para outra sala adjacente. Obviamente, era aonde os vídeos haviam sido filmados. O lençol estava pendurado no teto e arrastando no chão, manchas de sangue ainda respingados na parte debaixo. Agora que tinha absoluta certeza que estava no lugar certo, decidi parar fazer meu passeio turístico e iria vasculhar cada canto daquele pedaço de inferno até encontrar Katie. Foi aí que ouvi a porta se abrindo no andar de cima. 

Fiquei parado totalmente em silêncio enquanto o chão rangia sobre minha cabeça, dando o meu melhor para não vomitar com o cheiro pútrido que me cercava. O caminhar lá em cima parou por alguns segundos, depois fez a volta e saiu para a rua mais uma vez. Chequei o resto do porão, mas ela não estava lá. Rapidamente subi as escadas e entrei na cozinha, depois passando para a sala de estar, que não era nada mais que um poço de acumulação.  Havia lixo cobrindo todo o chão. O que um dia poderia ter sido um sofá, agora estava coberto de embalagens de tele entrega com milhões de larvas e latas vazias de cerveja e refrigerante. Na minha esquerda ficava uma escada que levava para o segundo andar, onde avistei algo muitíssimo perturbador.

Haviam fotos na parede ao lado da escada, e essas fotos eram de pessoas bastante familiares. A garçonete do Daisy's Diner de mãos dadas com o homem que cuidava do hotel. Na outra moldura ao lado, estava o homem que sequestrara minha filha, e mais ao lado os policiais que me atenderam quando procurei ajuda na cidade. Finalmente, havia também uma foto do homem que me dera carona até o Daisy's Diner depois que saíra do buraco no meio da floresta. Era como se todos soubessem. Todos nessa cidade sabiam o que estava acontecendo e estavam envolvidos. Quando eu terminasse ali entraria em contato com o FBI e faria todos caírem aos pedaços. Saí de meus devaneios e subi.

Tudo que encontrei por lá foi mais lixo cobrindo tudo. Haviam dois quartos do lado esquerdo e um no direito no final do corredor. De frente para o topo da escada tinha um banheiro, que parecia mais com uma boca de esgoto. Mijo e merda cobriam o chão e vaso sanitário, toalhas molhadas e roupas cobriam o resto. Andei pelo corredor e espiei no primeiro quarto a esquerda, que não tinha nada além de lixo. No segundo, apenas um colchão solitário. Era velho e machado com só Deus sabe o que. O quarto na direita também não tinha nada de interessante, exceto que, quando estava o checando, ouvi a porta se fechando lá embaixo. Entrei e fechei suavemente a porta. Ouvi passos subindo as escadas e atravessando o corredor. Minha primeira reação foi sair pela janela, então eu o fiz. O mais rápido que pude, sai para o telhado. Fiquei ali por alguns minutos, e então vi o homem ir de novo para a garagem. Tive a sensação que era lá que minha filha estava. Engatinhei pelas telhas e consegui descer para a grama com a ajuda de uma treliça. Corri para a garagem e espiei por uma janela na parte de trás. Era como se fosse um estúdio de arte. O homem estava sentado de frente para uma escrivaninha, desenhando.

Enquanto eu o observava, ele parou. Sem tirar os olhos da folha em que desenhava, ele esticou a mão para o chão à sua esquerda e pegou uma máscara de plástico que tinha vários desenhos aleatórios, e colocou sobre o rosto. De repente, ele virou o rosto na minha direção. Tudo que pude ouvir foi uma voz alta, aguda e infantilizada gritando "PAPAI!", depois se levantando e correndo para a porta da frente da garagem. Dei a volta correndo e o vi correndo para o celeiro. Acelerei o máximo que pude, disparei a arma duas vezes mas errei ambos tiros.

Ele correu pelo celeiro e eu o segui. A única luz lá dentro era dos raios de sol que entravam pelos buracos do teto. Era, no geral, uma área bem ampla, com uma pequena salinha no canto mais distante, e uma escada de madeira que levava para o deck de madeira na parte de cima e algumas vigas adjacentes. O solo estava coberto por uma fina camada de feno e algumas manchas de óleo. Na parte do fundo tinha alguns fardos de feno. 

A voz imatura do homem preencheu o ar do celeiro. "Está vendo, Katie? Ele finalmente veio nos visitar! Aposto que ele quer ver os novos desenhos que você fez!"

"Cadê ela?!" Gritei.

"Está perto!" Disse, dando uma risadinha incontrolável.

Esperava que o homem estivesse nas vigas, então corri pelo chão do celeiro em direção à área bloqueada no canto mais distante. No último momento possível, em minha visão periférica, eu o vi. Me atacou pelo lado esquerdo. Estava se escondendo atrás dos fardos. O que aconteceu a seguir não foi uma luta longa e difícil. Não deixei minha arma cair quando ele veio para cima de mim. Então, se era isso que você estava esperando, foi mal. A vida real não é como nos filmes. 

Ele me jogou no chão, lutamos por uns dois segundos e então, quando ele ficou por cima de mim, pressionei a arma contra a sua garganta e apertei o gatilho, fazendo um buraco que atravessou seu pescoço. Isso fez o sangue voar por todos os lados e me banhar.

Ele lutou para respirar por alguns segundos antes que seu corpo sem vida caísse por cima de mim. Joguei-o para o lado e corri para a salinha no canto. Estava trancada com um enorme cadeado. Um tiro resolveu o caso. Abri a porta com tudo e vi que estava vazio. Meu coração mais uma vez despencou. Entrei no aposento e instantaneamente senti o chão diferente, oco. Chutei o feno para o lado e vi que havia um alçapão. Abri e encontrei minha filha inconsciente lá dentro, com as mãos e pés atados, com uma fita envolta da sua cabeça segurando uma meia dentro de sua boca.

Em lágrimas, eu a peguei no colo e a soltei de suas amarras. Levei-a para rua e comecei a ligar para a polícia, até que lembrei que os policias dali conheciam o homem que tinha feito aquilo, e era amigos ou familiares dele. Resumindo a história, minha filha recuperou a consciência. Soluçava incontrolavelmente enquanto eu a segurava em meus braços. Fomos até o carro e depois partimos. Fomos até a cidade mais próxima, onde entrei em contato com a polícia. Contei tudo que havia acontecido e chegaram brevemente. Levei-os até a fazenda BiloXy, onde evidenciaram tudo como prova.  

No que achei ser o fim, eles prenderam a garçonete do Daisy's Diner e o cara do hotel. Descobrimos que os dois eram casados e o cara que sequestrara minha filha era filho deles. Alguns meses depois fiquei sabendo também que o marido ficou contra a esposa no tribunal, revelando que ela e o filho tinham tido uma filha juntos, era a menina do vídeo. Os policiais que estavam na fotografia também foram investigados e presos por vários crimes que cometeram relacionados à sua família. Aparentemente essa foi a primeira coisa de grande magnitude que eles se envolveram tinha feito, mas já eram suspeitos de numerosos roubos e ataques a locais na área, mas a polícia sempre encobria. A única coisa que não conseguiram encontrar na cena do crime, foi o portfólio da minha filha. 

A única informação que Katie conseguia dar sobre seu sequestrador era que ele sempre estava usando máscaras diferentes. Quando perguntaram se eram várias pessoas que tinham a sequestrado, falou que sempre via só um. Aparentemente, ele a forçava a ir para a garagem, onde tinha montado um estúdio de arte, e a fazia ficar desenhando sem parar por horas. Todos os dias. Nada mais que isso. Graças a Deus, não haviam evidências de abuso sexual ou físico. Quando o homem, que descobri que se chamava "Atol", percebeu que eu estava na fazenda, foi até a garagem, levou-a até o celeiro, amarrou-a, desmaiou-a, e colocou-a debaixo das tábuas do quartinho.  

Além do mais, aquela área debaixo do alçapão era um túnel, algo que não notei de princípio quando tirei Katie de lá. Esses túneis se espalhavam por baixo de toda a fazenda BiloXy, e ia muito, muito além. Se conectava com o lugar onde eu tinha sido colocado depois de me desmaiarem no estacionamento do Daisy's Diner. Entretanto, como esse tinha colapsado, não puderam perceber todo o sistema complexo de túneis. 

Voltei para casa com Katie para minha esposa e filho em êxtase. Nossa família estava finalmente junta de novo, e as pessoas que haviam feito aquilo estavam ou mortas ou na prisão indefinidamente. Tudo estava bem, quieto e finalizado por pelo menos um ano. Nossa família voltou para os trilhos. Conseguimos fazer com que Katie voltasse à sua vida normal, e obtivemos ajuda profissional para ela superar seus traumas, algo que estava indo muito bem até semana passada, quando um envelope sem nada escrito apareceu no balcão de nossa cozinha quando voltamos de uma tarde no museu. 


Dentro havia um desenho que havia sido claramente desenhado por minha filha. Era o retrato de um homem com uma máscara cheia de desenhos variados. Pude ver que o que tinha sido adicionado nesse desenho era uma faca na mão do homem, feita porcamente, com um lápis de carvão. Acima da imagem havia algo escrita em um garrancho: "AGORA VOSE ME DEICHOU MUINTO BRABO"

FIM
FONTE Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Creepypasta dos Fãs: SEM TÍTULO (autor, nos diga o título!)

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[Luigi, nos diga o título da sua creepy!]
[Quer ver sua creepypasta aqui? Envie-a para o e-mail creepypastabrasil@hotmail.com, com título da creepy e seu nome!]
Acho que ele está subindo as escadas... Está chegando aqui perto... Droga, vou ter que contar rapidamente.

Bem, há alguns minutos atrás, acho que mais ou menos uns cinco minutos; não me lembro muito bem, mas enfim; eu estava sozinho em casa. Meus pais tinham saído para jantar fora. Eu queria ter ido junto, mas eles falaram para eu ficar aqui. Foi um grande erro deles. Bom, continuando... Eu já estava na cama quando ouvi passos vindos da cozinha. Eu, como uma pessoa normal, pensei que meu pai ou minha mãe tivesse esquecido de algo. Continuei na cama, quando ouvi passos na sala de estar. Eu, muito louco, quis descer para ver quem era. Peguei minha lanterna e desci para a lavanda. Depois, dei uma espiadinha na sala de estar, e... Vi ele.

Um homem segurando uma faca ensanguentada, procurando por alguém. Logo, voltei para meu quarto e fiquei lá. Liguei meu celular e fui no Whatsapp falar com meu pai. Escrevi: "Pai, tem alguém aqui em casa... Não sei quem é, mas está com uma faca". Mas, para minha surpresa, deduzi que meu pai estava com o celular desligado. Droga! Eu também não tinha o Whatsapp da minha mãe, porque ela havia trocado de usuário. Agora estou aqui. Estou escondido debaixo da cama... Ele entrou no quarto... Ele... Ele está dizendo:

"Eu sei que você está aí".

Autor: Luigi Pagano
Revisão: Gabriela Prado


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Creepypasta dos Fãs: Insano

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[Quer ver sua creepypasta aqui? Envie-a para o e-mail creepypastabrasil@hotmail.com, com título da creepy e seu nome!]

- Acorde, meu amado.

Essas aconchegantes palavras me acordam de um sono profundo, de sonhos caóticos, insanos. Olho ao meu redor mas não há nada para ver; tudo está na mais perfeita escuridão. Tento me basear em outros sentidos, mas de alguma maneira, eu não consigo me mover. Por algum motivo, eu simplesmente não consigo me sentir incomodado com a situação.

Já completamente desprovido da névoa abençoada do sono, tento falar com a estranha voz que havia sido tão carinhosa comigo.

- Onde eu estou?

Por algum tempo, só o silêncio responde a minha pergunta, até que o estranho fala novamente.

- Tudo no seu devido tempo, meu amado.

Tudo naquele lugar não me era familiar, até mesmo a voz, que me tratava com tanta gentileza. Por algum motivo, não entro em pânico.

- E agora é tempo de que?

Pergunto, percebendo que realmente ansiava para descobrir a resposta.

- Agora é tempo de acordar.

Fico confuso e falo:

- O que o leva a crer no fato de que ainda não acordei?

Mais uma vez, apenas o calar do ambiente responde a minha dúvida. Começo a perceber a estranheza da situação na qual estava, preso em uma cama, em um local que desconheço, com alguém que eu nunca vi o rosto tratando-me como a um amante. Logo o silêncio é quebrado pelo som de sua voz, em um tom duvidoso.

- O fato de você ainda não ter começado a gritar.

Fico divagando por longos minutos a respeito da estranha frase. Logo respondo.

- E por qual motivo eu gritaria?

Desta vez, a resposta vem logo a seguir: “A maioria grita quando acorda”.

A situação começava a fazer sentido, de uma maneira irônica.

- Mas segundo a sua própria lógica, eu ainda não acordei!

Ele logo começa a rir, uma gargalhada contagiante, que também me faz rir histericamente.

“É um bom argumento!”, diz ele, voltando a seriedade.

- Você poderia acender a luz? - Pergunto.

“Tem certeza de que quer ver o que está acontecendo?”.

Respondo sem nenhuma dúvida.

- Sim, acho que eu deveria ver o que está acontecendo.

Ele também não parece ter duvidas em sua resposta. “Não foi isso que eu te perguntei, mas sim, eu acenderei a luz”.

Uma luz fraca de um abajur antigo logo ilumina o ambiente, revelando o fato de eu estar completamente nu, com minhas partes íntimas expostas e eretas, amarrado em uma cama em um quarto de paredes acolchoadas. Este lugar faz eu me lembrar do passado.

“Eu estou louco?”, pergunto, achando estar em uma instituição psiquiátrica.

“Louco é uma palavra com sentido muito amplo, mas acho que não. Porque a pergunta?”. Ele parece realmente curioso.

Respondo, com o máximo de sinceridade possível. “Apenas supus que as paredes acolchoadas e o fato de eu estar amarrado significassem que eu estou em um hospício”.

- Acredite em mim quando digo que uma instituição para doentes mentais é bem pior do que este lugar.

E eu realmente acredito. Rebato minha própria pergunta com outra.

- E você, é louco?

- Por que a pergunta?

Penso em uma resposta apropriada para a questão elaborada.

“Você parece ter pelo menos alguma experiência com este tipo de lugar”. Finalmente paro e olho para ele, que está vestido apenas com suas roupas de baixo (que revelam um familiar volume, também ereto). Olho também para o seu rosto – um belo rosto, aliás –, e para seus olhos, que bizarramente eram de duas cores diferentes.

“Por que os seus olhos são assim?”, pergunto cauteloso, para não ofender o homem que fora tão educado comigo.

- É uma anomalia genética. Heterocromia. Eu nasci assim.

Decido parar de fazer perguntas, e ir direto ao ponto. “Por que eu estou aqui?”.

Ele responde com uma rapidez que me leva a crer que já esperava a pergunta.

- Porque eu quero.

Considerando a resposta dele, no mínimo interessante, decido continuar a conversa.

- E o que o leva a crer no fato de que pode mandar e desmandar na vida dos outros?

Ele responde com prontidão.

- O simples fato de que você, assim como muitas pessoas antes, simplesmente está aqui sem poder ir a qualquer outro lugar.

Eu fico encabulado com uma coisa e logo rebato. “Eu posso ter entendido isto, mas digo, qual é o sentido de eu estar aqui? O que você vai fazer comigo?”, pergunto algo que eu já sei, apenas para ver a sua reação.

Ele me olha nos olhos e fala, com sinceridade: “Acredito que logo você vai ficar sabendo, de qualquer maneira”.

Ele começa a mexer em um criado mudo que estava ao lado de minha cama. Parecia concentrado, mas continuou a falar.

- É mesmo uma pena que eu tenha que começar logo, você é diferente dos outros.

E eu, intrigado, pergunto: “Diferente de que forma?”.

Ele fala logo, sem hesitação. “Pra começar, você é o único a ficar de pau duro no processo inicial todo...”.

Neste momento, ambos começamos a rir, em sincronia.

- Além do fato de que você não procurou fugir até agora.

Respiro fundo e digo: “Fugir de que?”.

E ele, começando a parecer irritado, responde brutamente.
- Sério que você ainda não percebeu?

Começo a rir e o respondo: “Perceber o que? Que você é um louco? Que provavelmente eu não vou sair daqui vivo? Você realmente acha que eu me importo?”.

Ele responde em tom sombrio, enquanto finalmente acha o objeto que estava procurando.

- Então vamos começar, meu amado...

Noto uma mudança no brilho de seu olhar, que agora parecia mais animalesco do que nunca. Ele segura uma faca comum, de cozinha, e dá um risinho.

- Acho que agora é tarde demais pra você.

E eu, sinceramente respondo: “Eu realmente tive alguma chance?”.

Ele não responde, apenas aproxima aquela faca cada vez mais perto de mim, e eu, ao invés de sentir medo, apenas fico curioso. Ele faz um corte reto longo em minha pele, logo após faz outro, e outro... Até completar um quadrado bizarramente perfeito. A dor é insuportável, mas eu não consigo parar de olhar. Olhar para o sangue saindo é quase hipnótico, tem uma cor forte familiar, vermelho vivo...

Percebo que isso o excita. Não posso culpa-lo, eu mesmo estava com um puta tesão de ver (e sentir) aquela dor maravilhosa. Ele parece um pouco decepcionado.

- Parece que eu vou ter que fazer melhor que isso para você começar a curtir, meu amado.

Ele pega outra faca, desta vez uma serrilhada, e se aproxima do meu pênis. Começa a cortar, fazendo um movimento de vai e vem. Sinto o músculo se rasgando, enquanto ele o corta fora. Logo antes de ele terminar, eu chego ao ápice do prazer e tenho um orgasmo. O esperma sai junto com sangue do pedaço de carne que um dia fora meu pênis. Ele pega o pedaço de pênis que ele retirou e come um pedaço. Por algum motivo, aquela visão me faz rir, uma risada histérica. Ele parece mais irritado do que nunca, começa a tamborilar com os dedos na superfície da cabeceira de uma maneira irritante.

- Por que você não grita?

Eu faço um sinal com a cabeça para ele se aproximar, e sussurro em seu ouvido:

- Antes de sequestrar alguém, você deveria se perguntar se essa pessoa não é louca também.

Dou uma mordida leve em sua orelha. Ele parece mais irritado do que nunca.
De repente eu percebo o quão irônica é a situação em que me encontro, e não consigo conter uma gargalhada. Ele parece surtar completamente, e grita a plenos pulmões:

- Por que você não grita?

Ele repete essa pergunta diversas vezes enquanto pega a faca de cozinha e a levanta logo acima de mim. Eu sei o que virá a seguir, e isso só me faz rir mais.
E ele o faz, a faca sobe e desce diversas vezes, penetrando minha carne. A dor é insuportável, mas eu não consigo me importar. Começo a expelir sangue pela boca entre as gargalhadas. Minha visão escurece e eu percebo que vou morrer ali, mas penso que não é um fim tão ruim. Se tudo der certo, é capaz até de eu aparecer na capa de algum jornal por aí.

Ou não.

Afinal, quem se importaria com a morte de um assassino?

Penso também na burrice do cara que me matou (bom, tecnicamente eu ainda não estou morto, mas eu chego lá), que não reconheceu minha face dos jornais. É uma grande ironia eu morrer pelas mãos de alguém tão parecido comigo.

O que será que minhas vitimas pensariam disso?

Meus pensamentos ficam confusos, e eu começo a perder a consciência. Só consigo distinguir uma última frase.

- Adeus, meu amado.

Seu rosto se aproxima do meu, e a última coisa que eu sinto é o seu beijo quente em meus lábios.

Autor: Carlos E.P.F.

Revisão: Gabriela Prado

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Eu era Bulimica

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ATENÇÃO : ESSA CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. GATILHOS SOBRE TRANSTORNOS/DISTÚRBIOS ALIMENTARES, PROBLEMAS DE AUTO IMAGEM, DEPRESSÃO E ABUSO INFANTIL. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Muitas mulheres, e homens, tem problemas com distúrbios alimentares. Infelizmente, eu era uma delas. Enquanto criança, eu sempre gordinha. Eu era a menina que, todos os anos no dia da avaliação em Educação Física, pesava mais do que as outras. A garota que tem apenas umas raras fotos do começo da adolescência, pois passava a maior parte do tempo escondendo meu corpo, odiando meu corpo. Meu maior obstáculo era meu amor pela comida - perder peso era impossível, pois não conseguia parar de comer. Comida me fazia feliz, comida me fazia esquecer. Eu não conseguia e desprender dela. Então quando entrei para o ensino médio, me comprometi. Enfiei uma escova na garganta e nunca mais olhei para trás.

Naquele ano, o patinho feito virou o cisne. Naquele ano perdi mais de 20 quilos, e uma parte de mim também. De repente, eu era a amiga gostosa. Todas queriam saber como eu havia feito. "Dieta e exercícios!" eu dizia com uma risadinha nervosa. Ninguém questionava minhas idas frequentes ao banheiro ou como me mantinha tão magra mesmo me empanturrando de comida todos os dias. Eu era linda e era depressiva. Não importava que me sentia miserável, vomitando duas vezes por dia, ou que minha mente estava colapsando junto do meu corpo. Bulimia era minha melhor amiga. 

E então minha irmã desapareceu. Ela estava na quarta série, mas era minha melhor amiga. Eu a protegia do mundo, e de retorno ela me dava razões para viver. Em uma noite, estávamos no sofá assistindo juntas um novo episódio de Hannah Montana. Estávamos nos deliciando em um pão de banana com nozes maravilhoso que mamãe tinha feito - era o nosso favorito. Lembro dela me encarando com seus olhos azuis enormes, enquanto eu devorava a quarta fatia, "Sissy, podemos pintar as unhas?" Eu sabia que quando eu enfiasse o dedo na garganta o gosto do esmalte seria terrível, mas falei que sim do mesmo jeito. Por ela. Então pegamos um esmalte cor-de-rosa vibrante, porque "Somos princesas, Sissy!", e pintamos as unhas. 

No dia seguinte, ela havia desaparecido.

Eu não sabia como lidar com aquilo, e na semana seguinte minha bulimia tomou conta. Eu não ia mias para a escola e comia. Comia e comia e depois enfiava os dedos na garganta. 

Surpreendentemente, perdi quatro quilos em oito dias. Eu estava magra demais, e muito doente. Mas eu não ligava. Minha irmã tinha sumido. Eu não havia nada por o que viver. Para aqueles que não conhecem muito sobre vomitar, uma prática comum é o uso de comidas "marcadora", Geralmente é algo com cor chamativa, como cenouras, que você come antes de comer compulsivamente, assim quando estiver vomitando, verá a cor das cenouras e saberá que tudo já saiu. Eu estava vomitando pela quarta vez no dia, novo dias depois do desaparecimento da minha irmã, tentando desesperadamente entre as lágrimas encontrar os M&Ms coloridos que tinha comido antes de todo o resto, quando a campainha tocou. Rapidamente me ajeitei, passando um pouco de água gelada no rosto antes de ir até a porta. Com um pouco de sorte, o vizinho que estivesse vindo dar o apoio pelo desaparecimento, não sentiria o cheiro de vômito impregnado em mim.

Abri apenas uma fresta da porta, tentando esconder minha barriga horrorosa e distendida. Era um vizinho do outro lado da rua, um cara de uns 30 anos que morava sozinho. Ele me entregou um pão de banana com nozes, oferecendo suas condolências. Agradeci e rapidamente fechei a porta para que não me visse chorando aos prantos. Sentei ali no chão, segurando o pão que era o favorito de minha irmã, e chorei. E depois fiz o que fazia de melhor: comi. Comi e comi sem nem olhar para o pão, até que havia sumido. E depois fui vomitar. Deviam haver várias nozes nesse pão, pois foi doloroso. Sentia como se pequenas pedras estivessem arranhando meu esôfago. Confusa, eu olhei para o balde. Foi aí que notei algo estranho. Notei pedaços de coisinhas cor-de-rosa vibrante.

Sendo mais nojenta do que já estava sendo, eu enfiei a mão no meu próprio vomito e peguei uma das nozes com os flocos cor-de-rosa. Lavei na pia e então vomitei para valer, sem nem precisar dos meus dedos.

Na minha mão estava a ponta de um dedo com as unhas pintadas cor-de-rosa e um dente de leite. 

Liguei para a polícia histericamente, sem nem ligar se descobrissem o que eu estava fazendo. Meus pais vieram o mais rápido possível para casa, e nos abraçamos chorando enquanto assistimos o vizinho sendo levado pela polícia. Ele encontraram seu corpo enterrado no jardim - as pontas dos dedos e os dentes removidos. No outro dia eu fui levada para uma unidade de internação e reabilitação, e ele foi mandado para a prisão perpétua pelo estupro e assassinato de minha irmã. 

Agora já estou recuperada, apenas como coisas naturais que eu mesma preparo. E nunca, nunca mesmo como nada com nozes. 

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Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (PARTE 5)

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(PARTE 1) - (PARTE 2) - (PARTE 3) - (PARTE 4)

Depois de fazer uma cópia da foto, eu peguei o conteúdo da caixa que recebera e levei para a polícia. Como eu desconfiava, as digitais estavam danificadas demais para qualquer identificação. Procuram na própria caixa para tentar encontrar algum DNA, mas tinha sido muito bem limpa antes de ser entregue a mim; as únicas digitais encontradas eram dos funcionários do correio, todos foram interrogados. Falaram que deixariam a investigação em aberto, mas isso eu já tinha ouvido antes. Já tinha decidido que investigaria isso sozinho.

Falei para minha esposa que tinha que sair do estado para fazer uma pesquisa para meu atual projeto. Tenho certeza que sabia que eu estava mentindo, mas me deixou ir sem brigas. Não querendo deixar minha família sem seu principal protetor, fizemos um plano elaborado para transportar cada um de nossos filhos para lugares diferentes; minha filha foi para a casa da minha irmã em Wisconsin e meu filho para a casa dos pais de minha esposa na Califórnia. Digo que foi elaborada porque precisamos de ajuda de outras pessoas com carros iscas para cada estado e assim ter certeza que não estavam sendo seguidos. Quando senti que meus filhos estavam seguros, fiz questão de saber se minha esposa se sentia confortável em ficar sozinha em casa, mas ela assegurou que sim. Deixei nossa arma de fogo pronta e acessível para ela, só caso precisasse.

Depois de cerca de 15 horas dirigindo, cheguei na cidadezinha que abrigava o Daisy's Diner, o qual foi minha primeira parada. Estacionei no estacionamento no qual eu não visitara desde que meu carro tinha sido arrombado pela primeira vez. Era mais sujo do que me lembrava; estava coberto de vários tipos de lixo e detritos. Dessa vez, estacionei bem de frente para as grandes janelas do restaurante e a primeira pessoa que avistei foi a mesma garçonete que tinha atendido a mim e minha família, mas dessa vez eu anotei seu nome: Roberta. Haviam outras poucas pessoas no restaurante; um homem e uma mulher comendo em uma mesa e outros três homens separados comendo no balcão. Não reconheci nenhum deles. Pelo seu comportamento, deduzi que Roberta não se lembrava do nosso outro encontro. Me sentei e me perguntou o que eu queria beber. Falei que não estava ali para fazer uma refeição.

Peguei a cópia da foto da garotinha e perguntei para Roberta se, por algum milagre, fazia ideia de quem poderia ser a criança da foto. Ela observou-a pelo o que pareceu ser um longo tempo, mas acabou por me dizer que não a reconhecia.  Enquanto me devolvia a foto, um dos clientes disse em voz alta "O que diabos está acontecendo aqui?". Olhei para ele, e percebi que estava direcionando a pergunta para a rua. Me virei e vi que um homem encapuzado estava de pé do lado da porta do motorista do meu carro. Imediatamente me levantei e fui para a rua; cheguei na porta e o homem saiu correndo.

Corri atrás dele até a esquina do Daisy's Dinet e foi aí que apaguei. A última coisa que me lembro foi de uma máscara por debaixo do capuz, e alguma coisa me batendo na lateral da cabeça, me deixando inconsciente. 

Quando acordei, estava no escuro. Eu não estava amarrado ou amordaçado, mas não conseguia discernir os meus arredores. Consegui me levantar e ficar de pé e, quando fiz isso, mais ou menos 25 televisões se ligaram ao mesmo tempo. Todas estavam em estática, no último volume. Gritei "OLÁ?!" Com todo o pulmão, mas o som da minha voz sumiu entre a estática. E então, tão repentinamente que me fez pular, cada uma das telas se transformou em uma foto. Era o mesmo quarto que eu havia visto a menininha ser assassinada. O mesmo lençol branco pendurado e arrastando no chão, mas dessa vez a parte do chão estava manchada de sangue. Presumi que fosse o sangue da menina, mas não tinha como saber se ela era sua única vítima. De certa forma, eu duvidava disso.

Um homem entrou na cena, mas de costas virada para mim e permaneceu assim por todo o vídeo. Ele falava comigo em um tom muito agudo, porém bastante grave ao mesmo tempo. O melhor jeito que tenho para descrever é que falava como uma criança. Falava como uma criança animada.

"Oi, papai da Katie. Estou feliz que tenha recebido meu presente. Eu não quero fazer nenhum mal para sua filha, a grande artista, eu só quero que ela seja minha amiguinha e desenhe para mim! Eu mandei de volta os que não eram meus preferidos mas fiquei comigo os que são meus favoritos e agora são meus para sempre. Tudo que eu queria era ser amigo da Katie. Katie, Katie, Katie! Ela é uma artista tão boa! [agora falando com mais raiva] Mas você não deixa eu ser amigo dela! Você está me obrigando a te tirar do caminho, mas eu não quero fazer isso porque amigos não machucam os papai dos outros amigos! Quero ser um bom amigo, não um amigo ruim! Então vou fazer isso ficar fácil. Bem facinho mesmo. Se você deixar sua filha, a grande artista, ser minha amiga, eu vou te deixar em paz. Mas se você não for legal comigo, vou ficar muito brabo. Você promete ser bonzinho?"

Eu gaguejei "Si-sim?" Sem saber se era uma gravação ou algo ao vivo, se estava sendo assistido ou não.

Houve um momento de silêncio, então ele falou de novo, mais calmo. 

"Bom. Mas sendo que você foi um bobalhão, não vou te contar como sair daí!" Então deu uma gargalhada infantil. O vídeo parou. 

Agora novamente na escuridão total, tateei pelas paredes tentando procurar algum tipo de porta. Eu podia ver entre as frestas, entre uma TV e outra, que a sala continuava até onde eu não conseguia ver. Tentei empurrar as TVs, mas algumas eram muito antigas e pesadas, nem se moviam do lugar. Então comecei a passar as mãos pelo teto, que estava logo acima da minha cabeça, e em certo ponto algo cedeu e pude ver os raios de sol entrando pela abertura.

Trancado por nada mais que um cadeado frágil, consegui sair facilmente e logo me encontrei no meio de uma enorme floresta. Havia uma mochila perto do alçapão com todos meus pertences dentro. Peguei meu celular, que tinha o mínimo de sinal possível, mas ainda assim com um pouco, e usei sua bússola embutida depois que tentei ligar para a polícia e não consegui. Depois de caminhar por uma hora e meia para o oeste (não sei porque escolhi essa direção), cheguei em uma estrada. E depois de andar mais quarenta e cinco minutos para o Norte, um caminhão parou do meu lado e perguntou para onde eu estava indo. Falei que queria chegar no Daisy's Diner.

Daquele ponto, estava a apenas trinta minutos do restaurante. Parece que, apesar de tudo, tinha tomado o caminho certo. O homem estava quieto e não me fez perguntas, o que apreciei de verdade. Me deixou no Daisy's Diner e se despediu, negando quando ofereci dinheiro para a gasolina, e foi embora. Entrei no meu carro e olhei para o espelho. Tinha um corte na minha testa, alguém tinha feito pontos e cuidado muito bem dele, mas ainda doía como um filho da puta.

Percebi que finalmente o sinal estava cheio no meu celular, então liguei para a polícia. Eles chegaram e eu os levei para onde tinha ficado preso. A primeira coisa que me disseram é que não havia nada em qualquer direção dali por diversos quilômetros. Sem lojas, casas, cabanas, nada. Vasculharam o alçapão em que eu tinha sido colocado, mas as televisões estavam todas quebradas e os fios cortados. Verificaram atrás das TVs, onde suspeitei que houvesse um túnel, mas logo fazia uma curva e acabava por ali. Como se fosse o começo de um túnel que nunca tivera sido terminado. Fizeram mais uma vez um BO, corpo delito, dizendo que eu tinha sido bem cuidado e os pontos eram decentes, não precisavam ser refeitos. No final, me largaram novamente no meu carro no estacionamento do restaurante e falaram que me ligariam com qualquer novidade, e enquanto isso investigariam a área. 

Nesse momento já estava escurecendo, minha cabeça estava me matando a um ponto que não me sentia confortável para passar horas dirigindo, então fui para o único lugar que era perto suficiente e sabia que poderia descansar por um tempo, além de talvez obter respostas. Fui direto para o hotel onde recebera a primeira foto.

Quando desci do carro, espiei pela janela da recepção e vi o mesmo homem que tinha visto anos atrás. Não posso dizer com certeza, mas pareceu para mim que quando me viu, pegou o telefone, disse algumas palavras e desligou. Na época eu achei que estava sendo só um pouco paranoico demais, pois quando entrei ele não deu sinais de que se lembrava de mim. Pareceu genuinamente curioso quando contei sobre as coisas que tinham acontecendo na minha primeira estadia em seu local de trabalho. Depois de um pouco de conversa, fiquei com um quarto para passar a noite, me acomodei e desmaiei de sono antes que pudesse fazer quaisquer medidas de segurança. Por sorte, quando acordei vi que nada tinha acontecido. Quer dizer, até sair do quarto.

Quando passei pela porta vi que todos os quatro pneus do meu carro tinham sido dilacerados. Tudo que pude fazer foi rir, sendo que aquilo era bastante patético comparado com toda a tortura psicológica que eu e minha família aguentamos durante esses anos. Chamei um mecânico local e dentro de uma hora ele já estava lá trocando meus pneus. E então logo eu já estava na estrada, fazendo minhas idas e voltas habituais para não ser seguido.  Cheguei em casa depois de 20 horas dirigindo e reuni toda a família de volta. Tinham permanecido ilesos durante minha ausência.  

Tudo ficou bem por um longo período. Quase um ano, pelo que lembro. Então, em uma noite, acordei com alguém batendo na porta de casa. Peguei a arma do cofre e me aproximei da porta, a qual soava constantemente um "toc toc... toc toc". Desliguei o alarme, abri a porta e vi que havia um pedaço de papel dobrado com uma pedrinha em cima em nosso tapete. Passei por cima da folha e corri para fora, tentando ver quem tinha estado batendo na minha porta. O tempo de demora entre a última batida e eu abrir a porta não tinha sido longo, então ele não podia ter ido longe. Olhei para todos os lados e não vi ninguém. 

Tenho que admitir que não estava pensando direito naquele momento. Mesmo com a adrenalina, ainda estava meio dormindo, então dei meia volta e voltei para a porta de casa. Peguei o papel do chão e entrei em casa. Depois de trancar a porta e religar o alarme, eu abri o papel para ver que desenho era dessa vez. 

Esse desenho em particular era um autorretrato de corpo inteiro que Katie tinha feito. A adição dessa vez era outro homenzinho perseguidor mal desenhado, segurando a mão de minha filha. Katie tinha antes escrito "EU" no topo do desenho, mas agora havia um X por cima da palavra, e ao lado em uma letra grotesca estava escrito "NÓS". Achando que era apenas mais uma tentativa de nos assustar, eu coloquei o desenho no balcão e resolvi ligar para a polícia, mas antes fui dar uma espiada em Katie. 

Subi as escadas até seu quarto e empurrei a porta que sempre ficava encostada. Senti a cor sumir do meu rosto, e aquela sensação familiar do meu coração caindo do peito. Mas dessa vez foi pior. Dessa vez parecia que nunca mais parava de cair. Katie não estava em sua cama, e sua janela estava totalmente aberta, o vento soprando, as cortinas esvoaçando para dentro do quarto. Minha filha tinha sido sequestrada. 


EM BREVE: Minha família vem sendo perseguida há 4 anos (FINAL)


FONTE: NC

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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