Postagens Semanais

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Francis Divina

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Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

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Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
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Domingo
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Crianças somem depois do por do sol na nossa vizinhança.

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Quando eu era novo, nós morávamos em um bairro ruim. Nossa rua ficava em uma parte isolada da cidade. Barata e suja, cheia de vizinhos estranhos e solitários. Um deles era a Sra. Yaga. 

Ela era uma velhinha que morava no segundo andar de um prédio velho. Suas cortinas estavam sempre fechadas.

Do outro lado de sua janela ficava um canto escuro da rua, onde a luz do poste não alcançava. Toda noite, eu via sua silhueta na frente da janela, olhando para o canto escuro. 

No fim da tarde, eu brincava nas ruas com meu amigo, Tommy. Ficávamos ali pela rua da frente da minha casa. 

Um dia, depois do por do sol, Tommy se aproximou de mim. Eu estava sentado nos degraus do meu prédio, comendo uma maça. Parecia preocupado. 

"Minha bola caiu pra lá."

Apontou para o canto escuro da rua.

"Pode ir lá comigo?"

Não estava assim tão escuro. E a esquina ficava bem pertinho. 

"Porque eu preciso ir junto?"

Estava inquieto. 

"Se eu for sozinho, a Sra. Baba vai me pegar."

Olhei para a janela dela. A silhueta se balançando na cadeira estava lá, olhando para a esquina. 

"Aquela velhinha?"

Me respondeu em um sussurro.

"Ela mata crianças."

Devo ter olhado para ele de algum jeito estranho, pois começou a gaguejar. 

"Vo-você pode perguntar para os seus pais. O-ou qualquer outra criança. Todo mundo sabe. Ela ma-matou seu próprio irmão quando tinha dez a-anos.

Qualquer um que for lá na esquina escura vê ela parada no escuro. E daí ela te pega." 

Tommy parecia assustado. Eu o via como um irmão mais novo. Não podia deixá-lo sozinho.

"Bem, então vamos lá."

Sai dos degraus e comecei a andar junto dele. Atravessamos a rua e fomos em direção da esquina. Parei em frente da casa da Sra. Yaga. 

As cortinas ainda estavam fechadas. 

"Onde está?"

Ele procurava pelo chão.

"Era para estar bem aqui. Será que alguém pegou?"

"Está ali, nas sombras."

Me aproximei mais um pouco. 

"Onde... você ouviu isso?"

As cortinas tinhas sido abertas. 

Ela estava de pé. Olhando para mim com a expressão mais assombrosa do mundo. Como se estivesse esperando por algo. 

"Vem."

Tommy esticou a mão para mim.

Enquanto eu a olhava, sua boca se abriu de um jeito basicamente inumano e soltou um berro. Foi o pior grito que já ouvi na vida. 

Ela batia na janela, o vidro quase quebrando. 

Agarrei a mão de Tommy. Ele tentou me segurar mas eu o puxei. 

Fugimos. Eu sentia como se o seu grito estivesse nos seguindo. Até quando entrei no meu quarto, ainda podia ouvi-la pela janela. Ela berrou por horas seguidas. 

Naquela noite, fiquei acordado até bem mais tarde. Fiquei pensando no jeito que ela batia na janela. Como se estivesse tentando sair de lá. 

De madrugada, ouvi som de vidro se quebrando vindo de algum lugar da rua. Vinha do fim da rua. 

Tudo que eu conseguia imaginar era ela, quebrando o vidro e se rastejando para fora. Agora vagando pelo escuro, me procurando. 

Tapei a cabeça com as cobertas. Mas não ouvi mais nada pelo resto da noite. 

No dia seguinte, fui para rua uma hora antes do por do sol. As luzes do segundo andar estavam desligadas, mas eu podia ver claramente. A janela do segundo andar estava quebrada.

Eu não queria ficar mais lá. Não vendo aquela janela. Fui embora antes que Tommy chegasse. 

Quando cheguei em casa, meus pais estavam conversando na cozinha. Conversavam em sussurros. Ouvi o nome dela.

Durante a noite, alguém invadiu a casa da Sra Yaga. Cortaram sua garganta.

Eu precisava saber a verdade. Contei as histórias que tinha ouvido. Perguntei se eram verdade. 

Naquela noite, descobri a história real. 

De vez em quando, uma criança desaparecia na esquina escura. A única testemunha era a velha senhora.Toda vez, a mulher repetia mesma história. 

Quando era mais nova, seu irmão costumava a brincar na rua. Fez amizade com um menino mais novo. O nome do menino era Tommy. 

Um dia, seu irmão desapareceu. 

Disse que tinha sido Tommy. O menininho tinha levado seu irmão até a esquina escura da rua. 

Mas Tommy não era real.

Desde aquele dia, sempre que uma criança desaparecia, ela mencionava Tommy. Dizia que esse menino atraia as crianças para a esquina. 

Ela gritava para avisar as crianças. 

Papai me disse que Tommy não era real. 

Ele estava errado. 

Toda noite, logo depois do por do sol, eu o vejo na rua pela minha janela. Ele está me esperando para brincar. 

ORIGINAL

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A Cura Para Infelicidade

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Ele me acordou dizendo que hoje é um dia especial, trouxe consigo alguns pães, com um pouco de café em nossa cama. Para ser mais romântico, ainda falou que não precisava levantar que iria deixar a casa pronta, uma vez que é o aniversário do nosso casamento.

Estávamos na cozinha. Todos os móveis são brancos, pois é a minha cor predileta, mesmo que isso incomode ele, este faz de tudo para me deixar contente.

Meu marido Gabriel está lendo os jornais enquanto eu o observo mexendo os seus lábios, e comecei a pensar... o quanto a minha vida é perfeita. Tenho o melhor marido do mundo, é aquele tipo de cara que em todo bairro é o mais bonito, e todas as mulheres ficam no pé, e ele está comigo casado e feliz.

Nós não tínhamos filhos, por mais que seja o sonho de Gabriel ter um garoto para ensinar a jogar bola, eu disse que não queria cortes no meu corpo, uma vez que a minha mãe ainda tem a cicatriz do parto do quarto filho, que é a minha irmã mais velha, e eu não suportaria a dor de um parto natural. Ele concordou com paciência para que eu pense bem, ou poderíamos adotar uma criança. Apesar da minha maneira de ser e das minhas ideias chatas, meu marido sempre está sorrindo para mim, como se eu fosse perfeita aos seus olhos.

Certa noite, acordei dizendo que estava ouvindo barulhos estranhos dentro de casa, encostei em seu corpo para que acordasse, pois é o homem da casa, este continuou roncando como uma pedra. Levantei e caminhei com os pés descalços. O som é uma coisa constante como algum tipo de gaita e parecia que era acompanhado de vozes. Fiquei confusa, não sou o tipo de mulher que tem medo de fantasmas e não gritaria igual uma garota indefesa caso algum tarado invada a nossa casa. Procurei por todo lugar e não vi nada. Quando estava voltando para o quarto, luzes saíram do lado de fora ofuscando a minha visão, e eu gritei pelo meu marido que apareceu rápido. Estava assustada, Gabriel perguntou o que aconteceu, e eu disse. Olhou pela janela e falou que não tinha nada, argumentou que poderia ser brincadeira de algumas crianças locais e me levou para a cama novamente.

Cada vez mais ele parecia tentar deixar a nossa vida perfeita, como ela já estava sendo. Comecei a reclamar dos alimentos, dizendo que estavam com um gosto estranho, o meu marido apenas respondeu que irá trocar os alimentos e começar uma nova dieta, mesmo que não adiantasse.

Não parava de imaginar como foi que nós nos conhecemos, dado que sou aquele tipo de garota mal-ajambrada, não cuidava do corpo e, muitas vezes, enjoada com quase tudo que o meu esposo fazia por nós.


Quando imagino muito sobre o nosso passado, a minha cabeça não para de latejar, e quando peço muito detalhes, Gabriel parece ficar um pouco aborrecido comigo, mesmo que respondesse educadamente.

Nós quase sempre estamos em casa, dentro e trancados. Às vezes, saímos para o jardim, onde ele faz churrasco e convidava aqueles vizinhos típicos, aquela família perfeita que sempre entrega bolo e dá "bom dia" quando você coloca apenas um dedo fora da porta.

Apesar dos anos de casados, só agora fiquei incomodada com tudo isso, com a falta de fotos do nosso passado em nossa casa, com o sorriso que ele está sempre carregando no rosto, e as várias desculpas que diz quando eu pergunto sobre o nosso passado, a minha cabeça não para de latejar. Nenhum remédio não faz efeito algum. E ao médico da família é perda de tempo, já que sempre argumenta que poderia ser por conta do meu início de miopia.

Fiz um teste ao começar a passar dos limites de esposa, parando de cozinhar, dormindo no sofá sem agradar ele e sendo grossa. Isso tudo é ignorado pelo seu sorriso e a sua forma de tentar fazer com que tudo fique perfeito novamente.

Com certeza, não estou em coma em um hospital vivendo um sonho, se não, o meu corpo não doeria e não sangraria com pequenos cortes fiz em meu corpo para ter certeza que não estou dormindo. O mais bizarro de tudo, é que tudo que eu preciso está dentro de casa, e o meu marido com seu trabalho de meio expediente, consegue sustentar a nossa casa em um bairro de classe média.

Minha ansiedade estava voltando com a depressão que tive em quase minha vida toda, não estou suportando mais guardar isso tudo. Pedi para que ele sentasse no sofá para que nós começássemos a conversar, mesmo inventando desculpas, eu disse que era sério, e nós começamos. Fiz várias perguntas, que ele dava respostas como fez sem detalhes, e foi aí que as coisas ficaram estranhas.

Perguntei se ele tinha me sequestrado, e por algum motivo, estava mantendo essa vida perfeita. Sua expressão mudou, espantando aquele sorriso alegre e a sua voz também se alterou. A minha cabeça não parou de latejar. Logo, uma coisa mais surreal começou a acontecer, quando os móveis e a aparência do meu marido começou a derreter rapidamente. Espasmos musculares, flashes de luzes em meus olhos fizeram com que eu despertasse deitada em uma maca.

Minhas pernas e braços estão presos, tubos enfiados em todo canto do meu corpo. Em todos os lugares, nisso que parece ser um quarto bastante escuro, há várias coisas anotadas em uma língua que não conheço. Gritei, e alguém entrou pela porta. Na verdade, havia mais de uma pessoa. Aos poucos, fui adaptando os meus olhos com aquilo que estava diante de mim... não pode ser! O que está havendo aqui?! São monstros com os olhos grandes, cabeças desproporcionais ao corpo, a pele acinzentada, sem roupas e segurando algo que parece ser um bloco de notas. Apesar dessas coisas não serem humanos, entendo o que eles falam.

Um dos monstros, colocou uma espécie de luz amarela nos meus olhos e ficou examinando aqueles tubos que estão entrando em meu corpo. Um deles, que parecia ser o mais importante, disse:

-Teste falho, erro na cobaia número 5638. Iremos iniciar mais uma vez, com a nova... dosagem - ele disse... enquanto coloca mais um tipo de soro, com a tonalidade azul no meu corpo. Fui ficando com muito sono e observando aquelas figuras olhando para mim, enquanto cada vez mais entrego-me ao efeito daquele soro...

Sinto uma pancada no meu estômago e acordo assustado, com uma criança olhando para mim, meu filho, falando que hoje é o aniversário dele. Uma mulher, ruiva, com a pele branca, carrega um sorriso no rosto e diz que me ama, fala que essa manhã será tão especial como as outras. Acho que eu sou o homem mais feliz do mundo....

Autor: Sinistro

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TAMAN SHUD - Capítulo 4

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No dia de partirem, Erick teve um pesadelo. Acordou com um aperto no peito, ofegante e suado, em seu sonho ele via uma tripulação de um barco queimando em um grande incêndio. Não levou aquilo como um mal pressagio, nem premonição. Não acreditava nisso.

Na saída do barco do porto, alguns familiares e amigos dos tripulantes acenavam no cais, desejando uma boa viagem e um breve retorno, Erick viu que mais uma vez, não havia ninguém lá por ele. Era melhor seguirem logo para alto mar, pensou Erick e decidiu começar a fazer o que foi contratado para fazer, verificar a carga e trabalhar na manutenção, sendo assim, seguiu para a parte de baixo do navio, onde estava o grande depósito.

Erick havia conversado um bom tempo com o Capitão, sabia que estariam primeiro indo em direção as Ilhas Marshall ao leste da Indonésia e depois partiriam para o México, passando pelo canal do Panamá a fim de entregarem uma carga de alguns produtos químicos em seu destino final, Costa Rica. O problema era que Erick não sabia exatamente o que o Capitão queria dizer com “alguns produtos químicos” e por essa razão foi vasculhar o depósito.

Tinha tanta certeza que aquilo era ilegal quanto tinha certeza que não deveria abrir o bico sobre aquilo para ninguém. Era uma carga perigosa, afinal, ácido devia ser tóxico e explosivo, pensava Erick. Sabia que deveria tirar a claro o assunto com o Capitão, então antes mesmo de estarem em alto mar, foi conversar com ele na cabine principal.

- Erick , meu garoto, entendo que você se preocupe, mas você acima de todo mundo, por sua experiência, deveria saber que isso acontece o tempo todo – Disse o capitão Thomson com um tom bajulador - Todos carregam um extra em seus depósitos, as vezes especiarias, as vezes produtos químicos, até gente, estamos carregando cianeto de potássio e nitroglicerina, são produtos perigosos, mas eu já fiz isso muitas vezes, sou experiente com isso então não há com o que se preocupar amigo.

- Só queria tirar isso a claro, se o senhor garante que não há problema, não tenho mais nada a dizer.

- Não leva isso como um fardo, tudo bem? Você realmente não precisa dizer nada para os demais, principalmente para Agungu, ele daria com a língua nos dentes, e sei que vocês dois são amigos.

- Estou aqui para trabalhar, não para fazer amizades, passar bem Capitão, se precisar de mim, você sabe onde me encontrar.

Erick sabia que não deveria se preocupar, e tinha isso bem concreto em sua mente. Porém, não conseguiu dormir aquela noite. Porque sentia o que estava sentindo? Não se importava com a tripulação, nem com o que o Capitão decidia ou não carregar naquele depósito ou se o dinheiro daquela entrega seria dividido ou não, nunca tinha se importado, mas algo não deixava sua mente descansar. Algo do passado.

Os dias que se seguiram foram um tanto quanto tediosos, o navio estava em bom estado, o tempo estava sempre favorável, a tripulação estava animada e parecia que até Budi, que estava sempre junto de Agungu, estava enfastiado de ser tão mimado com carinho e petiscos. O ar estava sempre quente, o céu sempre azul, o mar verdejante e calmo. Porque então Erick ainda se sentia tão inquieto? Naquela noite, atormentado novamente pela insônia que o acometia quase diariamente, ele resolveu levantar, ascender um lampião e começar a escrever, queria colocar suas ideias em um papel, talvez conseguisse se organizar melhor, foi quando sentiu aquela presença de novo e percebeu o ar ficando pesado e pestilento. Todas as suas lembranças daquele maldito dia no cemitério o atravessaram com fúria. E pôs-se a escrever. Era uma carta de confissão, e ela seria mais longa do que ele imaginava.

O dia seguinte seguiu como de costume, tranquilo. Agungu percebeu que Erick estava cada vez mais distante e taciturno, sempre com uma expressão de medo e desconfiança. Sabia que ele era bastante excêntrico, mas não conseguia entender por que daquela expressão. Ele parecia exausto, mesmo sem trabalho para fazer durante o dia senão uma limpeza básica. Resolveu ir conversar com ele, mesmo sabendo que seria recebido com grosseria.

- Erick, você está bem? Vejo que você anda mais quieto que o normal. Você sabe que se tiver algum problema pode contar comigo e com o pessoal, não é? Querendo você acreditar nisso ou não, mas somos uma equipe, e tentamos nos importar uns com os outros de vez em quando.

Erick manteve o silêncio.

- Bem, imaginei que você não ía querer conversar mesmo. Sei que você não costuma aceitar meus convites também, mas vou fazer a minha parte. Hoje à noite, todos nós vamos no reunir no depósito para jogar cartas, até o capitão topou, vamos beber e fazer umas apostas. Vai ser divertido. Se quiser aparecer, você sabe onde estaremos.

Cada hora que se passava, Erick sentia uma dor em suas costas e um peso em seus joelhos, estava cansado e precisava dormir, mas não seria aquela noite. Antes de anoitecer Erick se dirigiu ao depósito número 4 com um machado, alguns minutos depois voltou e se dirigiu para o seu aposento.

Mais tarde, Erick, de sua cama conseguia ouvir as risadas e a farra dos barqueiros no depósito com suas jogatinas. Levantou-se para tentar escrever novamente, precisava adicionar sua última confissão antes de torná-la realidade, demorou-se, mas acabou escrevendo somente algumas linhas em parágrafos separados, e marcando fortemente as últimas duas palavras, assinando no final.

Aquela noite teria que se livrar de qualquer jeito daquele peso, daquela presença, daquela voz que conversava com seu cerne, sua alma, dentro de sua mente, o tempo inteiro como uma fome voraz e insaciável. A voz que dizia para matar, para destruir, para trair e maltratar, para mentir e enganar, para desgraçar e obliterar, somente assim seria novamente livre. No fim das contas, imaginava-se preso em um buraco escuro sem chances de sair, sentia-se sem ar. Então foi

ao depósito novamente, com um fogareiro na mão, ele ouvia as pessoas agitadas e tosses frequentes, tosses secas e profundas. A última melodia.

Autor: Alison Silveira Morais

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SAIBA COMO VOCÊ PODE ENVIAR SUAS HISTÓRIAS PARA GENTE

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Caso você queira nos enviar suas Creepypasta dos Fãs, chegou a hora de aprender como, então leia tudo com atenção antes de qualquer outra coisa!

PARA ONDE DEVO MANDAR MINHAS HISTÓRIAS?

Pode mandar para nosso email "creepypastabrasil@hotmail.com" que analisaremos os critérios e colocaremos na lista de histórias para serem postadas.

QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA QUE AS MINHAS HISTÓRIAS SEJAM ACEITAS?

Essa é a parte mais importante. Primeiramente, a Creepypasta DEVE ESTAR ESCRITA DENTRO DO PRÓPRIO EMAIL. NÃO ACEITAMOS MAIS ARQUIVOS ANEXADOS EM DOC, PDF E QUALQUER OUTRO FORMATO, POIS ESTAVAM DANDO CONFLITO DE FORMATAÇÃO NA HORA DE SEREM POSTADOS.

Coloque no título do e-mail "CREEPYPASTA DOS FÃS: NOME DA HISTÓRIA" e não se esqueça de colocar no final do texto como deseja que seu nome fique no final da postagem.

Além disso, sua história deve seguir algumas pequenas regras para aparecerem aqui no blog:
  1. Não pode ter conteúdo pornográfico grave (temos muitos leitores menores de idade);
  2. Não use abreviaturas (vc, tbm, dps, agr, n, sqn...);
  3. Tem que ter uma gramática razoável, cuidado com os erros de português;
  4. Esteja ciente de que ela pode/será levemente editada;
  5. A qualidade também é algo que prezamos, não postaremos se acharmos a Creepypasta sem lógica ou sem graça.
Os emails que não respeitarem essas regras não serão aceitos.

PORQUE MINHA CREEPYPASTA AINDA NÃO FOI PUBLICADA NO BLOG?

Porque ela ainda se encontra na fila. Recebemos dezenas de Creepypastas dos Fãs no nosso e-mail, então as vezes demoramos um pouco para postarmos mesmo. Caso sua história se encaixe em todas essas regras básicas, pode ficar tranquilo que ela será postada. Caso contrário, pode ficar tranquilo para nos reenviar sua história dentro desses critérios que aceitaremos sem nenhum problema!

Ainda tem alguma dúvida? Deixe sua pergunta nos comentários e ficaremos felizes em responder!

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Minha família esperou 20 anos para abrir uma cápsula do tempo de 100 anos.

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O pai fornece.

Dei para minha família uma casa em 1999, e não perdemos tempo em escavar o novo jardim dos fundo com ajuda do nosso filho de sete anos. Foi ele quem encontrou a coisa de argila vermelha com uma mensagem em sua superfície: ATENÇÃO! SENSÍVEL AO TEMPO! ENTERRADO NO DIA CINCO DE JULHO DE MIL NOVECENTOS E DEZENOVE DEPOIS DE CRISTO. NÃO SER ABERTO ANTES DE PELO MENOS CEM ANOS. 

Minha esposa e eu achamos divertido imaginar como nossas vidas seriam dali vinte anos; de certa forma, a capsula me ajudou a focar no futuro e crescimento da minha família.

Mantivemos a capsula segura em uma caixa no sótão. Minha esposa, e eventualmente minha filha gostavam de falar sobre a capsula todo dia cinco de Julho, e onde achávamos que estaríamos ou como seríamos quando a marca de vinte anos fosse atingida. Era um objeto caloroso. Me lembrava do que eu dei como pai quando aqueles 20 anos se passaram tão rapidamente quanto essas palavras.

Na cerimonia de vinte anos, cerca de um mês atrás, abrimos o revestimento de argila na sala de estar enquanto filmávamos com os celulares. Vimos que a argila protegia uma caixa simples de cobre, em estado quase perfeito. Tirei-a de seu casco de argila e segurei a caixa contra o peito por um tempo enquanto minha família alegremente cantarolava para que eu a abrisse. Me preparei para encontrar recortes de jornal antigos, fotos, talvez alguns selos. Mas assim que abri, meu filho se encolhei e soltou a risada mais diabólica que eu já ouvira na vida, uma risada que eu nunca o ouvira dar antes. Riu por vários segundos direto e logo caiu ao chão, tossindo e se afogando. Ao mesmo tempo, minha filha disse em uma voz muito preocupada, "Gente... estou me vendo, ver a gente - fora do meu corpo..." Minha esposa imediatamente pulou do sofá e perguntou se eu estava sentindo cheiro de gás vazando, ou algo pior. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo com a minha família, pois não via, sentia ou cheirava nada diferente. 

Olhei dentro da caixa e encontrei um pedaço de papel amarelado em baixo de uma camada do que parecia ser sal grosso. Lá entro havia um leve odor químico nocivo. Tirei os cristais do caminho para pegar cartão e ler o que estava escrito em caneta de tinteiro. 

"Cara Pessoa ou Persona: Se o ar nos tocou antes de cem anos de passagem, estude-nos e chore, pois estamos e sempre estaremos fora de seus limites de compreensão, pois estas jóias permanecerão seladas da percepção do seu tipo para sempre. No entanto, se as instruções estampadas neste casco forem atendidas e um mínimo de 100 anos se passarem - você ou aqueles que o cercam podem ter notado uma alteração ou uma mudança de percepção, juntamente com a presença de Cristalino desestabilizado dentro da cápsula, remanescentes do estado inerte. Estes são sinais de que germinamos e agora encontramos dois novos hospedeiros adequados. Quando os encontrarmos, assumiremos essas formas e identidades como entendermos. Nós não procuramos lutar com você. Respeite-nos, e receberá nosso respeito. ”

A crise de tosse do meu filho de 27 anos começou novamente enquanto se olhava no espelho do corredor, e então passou um dedo em seu cabelo que ia até os ombros. Meu filho resmungou algo sobre não gostar de cabelos longos e decidiu "vou cortar todo meu cabelo" e um tom acentuado, grave e lento que nunca antes eu ouvira vindo dele, e então foi em direção do banheiro. Minha filha de 15 anos, uma ginasta medalhista, agia como uma girafa em um ringue de patinação no gelo enquanto tentava ficar de pé, rindo como se estivesse bêbada ou drogada, dizendo coisas como "Essas pernas! Esses braços! Monto como uma equipe de três cavalos!" enquanto andava em suas pernas, dando passos cada vez mais firmes e confiantes. 

Quando minha esposa perguntou o que o papel dizia, minha filha arrancou-o das minhas mãos, amassou e o engoliu inteiramente, sorrindo o tempo todo. 

"Respeite-nos, e receberá nosso respeito," disse em um tom estranhamente cantado. 

Meus filhos ficaram em seus respectivos quartos a noite toda e desapareceram pela manhã sem levar nada consigo. 

Duas semanas depois, minha esposa e eu fomos diagnosticados com diferentes tipos de câncer que estavam só agora metastatizando. Acho que foi por isso que não fomos escolhidos.

A mente da minha esposa já não pertence mais a esse mundo, e eu serei o próximo. Estou sentado na terra, no local onde meu filho encontrou aquela coisa amaldiçoada anos atrás, pensando. Fiquei tão obcecado com onde estaria dali vinte anos que não apreciei os dias que se passaram como deveria ter apreciado. Um pai deveria fornecer. O que eu havia fornecido aos meus filhos?

Eu não tenho muito tempo, e não quero gastá-lo imaginando onde meus "filhos" estão ou o que aquelas coisas dentro da caixa eram. Não, não mais. 

Um pai fornece, e tudo que tenho a fornecer agora é essa história. 

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AS PORTAS DO INFERNO ESTÃO ABERTAS NOVAMENTE!

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O Grito de Horror volta com a 4ª edição agora em 2019 da nossa seleção anual e está abrindo vagas para as seguintes funções:

1. Criador de Conteúdo (Facebook, Instagram)
[necessário conhecimento e acesso ao Photoshop];

2. CR ("Content Researcher", pesquisador de links e referências);

3. Moderador de Conteúdo (Gerenciar a página, as redes  e acompanhar tendências);

O Projeto GRITO DE HORROR foi criado em 2009 e vem sobrevivendo ao longo dos anos, server após server caído e quer conhecer o seu trabalho

Mas UM AVISO IMPORTANTE da própria equipe:

"somos uma família de redatores, artistas e criadores comprometidos, responsáveis e pontuais. Não somos remunerados, por isso o Grito de Horror é apenas para os MAIS DESTEMIDOS, pois mesmo antes de entrar, SUA ALMA JÁ NOS PERTENCE, RECRUTA!"

Para participar basta enviar um email para gritodehorror.contato@gmail.com com o assunto SELEÇÃO 2019 que eles irão te orientar em um e-mail de retorno (ou outras vias anexadas)

É opcional anexar WhatsApp ou Facebook para contato posterior, mas o retorno é mais rápido.

Lembrando que a data de término da seleção ainda não foi definida!

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Minha paciente usa um chapéu feito de papel alumínio

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Sarah estava sentada na minha frente, usando um chapéu feito de papel alumínio. 

Dava para ver que havia se esforçado em sua fabricação. O alumínio estava esculpido meticulosamente em volta de sua cabeça, com um morrinho no topo. 

"Pode me dizer porque usa isso, Sarah?" Perguntei.

Seus olhos iam de um lado para o outro, como se o Governo - ou seja lá que entidade estivesse com medo - pudesse ouvi-la. "Eles irão ouvir meus pensamentos," finalmente sussurrou. "E depois..."

"Entendo. Mas eu te asseguro - é totalmente seguro tirar o papel alumínio, Sarah." 

"Mesmo?"

Pobre menina. Seus lábios tremiam, e seus olhos estavam arregalados de medo. O que tinha a deixado com tanto medo? De que o governo, ou alienígenas, ou seja lá o que fosse fosse ouvir seus pensamentos?  Já tínhamos investigado seus pais. Não havia nenhum indício de abuso. Então do que essa menininha de oito anos de idade tinha tanto medo?

"Eu sei que você acha que, quando tirar o chapéu, alguém ouvirá seus pensamentos. E isso seria um desastre, não é? Porque talvez o governo, ou alienígenas, ou outra coisa esteja ouvindo para ter vantagem sobre você. Que querem te perseguir, ou controlar sua mente. Mas isso não vai acontecer, Sarah." 

"Mas eles vão me matar. Quando ouvirem meus pensamentos vão vir no meio da noite e-" 

"Shhhh. Nada disso vai acontecer, Sarah. Está tudo bem."

"Não, não está tudo bem!" Disse, com lágrimas nos olhos.

"Te prometo, está sim. Não tem nada a se temer, tá bem? Nada." Me inclinei para frente e sorri. "Pode tentar tirar o chapéu?"

"Não, eu não quero." 

"Por favor? Tente. Por mim. Prometo - nada de ruim acontecerá." 

Ela olhou em volta, seu rosto ficando pálido. "Promete?"

"Prometo.Prometo até de dedinho." 

Ela finalmente seu um sorriso. 

Cruzamos os minguinhos. Lentamente levou uma das mãos até o papel alumínio. Fechou os olhos com força. 

Arrancou da cabeça rapidamente. 

Pulei para trás. Meu coração começou a disparar. 

"Dra. Taylor? Você está bem?"

Um zumbido tomou conta dos meus ouvidos. Depois, deu lugar a vários sussurros - um por cima do outro, se sobrepondo, raivosos. Alguns ficaram mais baixos, outros se intensificaram, até que algumas palavras começaram a ficar mais claras. 

Pegue a faca da gaveta. 

Enfie a faca no olho dela. 

Agora.

A voz não era dela. Era baixa, grave, ríspida. O tipo de voz que penetra sua mente, destroçando sua sanidade mental. 

"Sarah?" Perguntei. Mas minha voz parecia tão baixa. 

Então senti meu corpo se movendo. Contraí os músculos, tentei parar; mas nada aconteceu. Meus pés me levavam para frente, em direção da gaveta do armário. 

Em direção da faca. 

Os olhos dela se arregalaram. Esticou a mão para baixo e pegou o chapéu, colocando de novo por cima dos cabelos. Imediatamente - as vozes sumiram. Um zumbido surdo tomou conta dos meus ouvidos. 

"Eu sinto muito," disse, começando a chorar descontroladamente. "Eu não queria que você ouvisse, Dra. Taylor. É por isso que eu não queria tirar. É por isso que -" 

Está tudo bem, Sarah," falei. "Você vai ficar bem. Prometo."

Mas eu não tinha certeza se eu poderia cumprir com aquela promessa. Mas agora eu sabia.

Ela não tinha medo de ouvir algo de fora.

Ela tinha medo de ser ouvida. 

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O Espírito de Ouija

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Shhhh, não chore criança. Eu sei que está me ouvindo, então não chore. Somos amigos, não somos? Por que está balançando a cabeça negativamente? Acaso insinua que não somos amigos? Pare de chorar. Foi você quem me chamou aqui. Não se lembra? Pois bem, eu lembro muito bem. Foi quando você e seus amigos estavam brincando daquele jogo. Como se chama mesmo? Ah, sim, Ouija. Sua amiga falou para vocês não brincarem. Mas você quis fazer isso, quis continuar. Me perguntei por que, já que você não tinha nenhum parente próximo morto com quem quisesse conversar. Mas agora eu sei, você queria saber sobre o seu futuro. Se seria rico, famoso, quando e como morreria. Essas perguntas não devem ser feitas, nunca. Até um bebê sabe que não se deve brincar disso. Não se deve fazer esse tipo de pergunta para os espíritos. Eles mentem, minha criança.

Entendo que às vezes a curiosidade fala mais alto que a razão e vocês seguiram em frente.

Vocês continuaram perguntando e não tinham nenhuma resposta em retorno até que eu resolvi aparecer. Fiz um show completo de luzes e respondi a todas as suas perguntas e mesmo assim vocês quiseram sair da brincadeira. Logo agora que eu estava gostando do jogo e decidi ficar. Não se pode fazer essa desfeita.

Fiquei então ao seu lado, não sei por que, mas gostei de você desde o começo. Senti sua excitação e seu medo crescendo a cada pergunta feita, a cada descoberta maravilhosa e a cada vez que eu movia o ponteiro. Senti quando fiquei ao seu lado e você se arrepiou com a minha presença. Você gostou disso. Não me diga o contrário. O que? Vai continuar chorando? Você já foi mais divertido que isso. Deixe-me continuar.

Fiquei tão feliz quando você olhou em minha direção e me viu ali. Você foi o único a me notar. Eu estava apenas esperando, aguardando o que aconteceria e então você quis estragar o jogo, parando por ali mesmo e se despedindo de mim. Eu não podia deixar aquela oportunidade passar e fiquei junto a você, passei para o seu plano, vim lhe fazer companhia em seu corpo. No começo você lutou, foi divertido ver você se debatendo e chorando como uma menininha enquanto eu assumia seu corpo, pegava discretamente a faca que estava na cozinha e ia em direção à sua amiga. Aquela chata que não queria brincar desde o começo. Eu ouvia você gritando, sentia você se debatendo enquanto tentava me fazer parar. Eu urrei de felicidade enquanto sua garganta era cortada e sentia aquele líquido quente escorrer pelas nossas mãos. O cheiro era maravilhoso.

Todos estavam quietos enquanto nos observavam. Acho que estavam gostando do espetáculo.

Após o transe passar, eles começaram a correr como baratas tontas, tentando abrir portas e janelas. Ficaram tão surpresos quando descobriram que trancamos tudo. Eu gargalhei, eu gritei de tanta felicidade enquanto você continuava chorando. Sempre tão entediante e monótono falando "por favor, não faça isso, meus amigos. Por favor" ah, por favor digo eu. Foi você quem começou com tudo isso e estou apenas terminando. Aonde eu parei? Lembrei, continuando.

O próximo seria o gordinho com os óculos. Ele foi o mais fácil de pegar, não conseguia correr que logo cansava. Era divertido ver aquilo. Seus amigos são estranhos... Ele pediu tanto para que você parasse e nós apenas rimos de seus pedidos idiotas e pegamos aquela faca. Ele tentou se defender, lembra que ele até urinou nas calças? Aquilo me irritou um pouco, pois sujou seus tênis novos e o cheiro foi terrível, mas mesmo assim continuamos rindo. O encarei por mais um momento enquanto ele continuava implorando e acabei com seu sofrimento, passando a faca em seu pescoço. Pode me chamar de misericordioso, já que a morte de todos eles foi rápida.

A proxima, ah como eu me diverti na próxima. Ela correu tanto, se escondeu e tentou ligar para a polícia. "Desculpe, estamos muito ocupados aqui". Lembro de ter falado isso enquanto arrancava os fios da parede e ia lentamente em sua direção. Ela chorou enquanto olhava o telefone inutilizado no chão. Correu para o banheiro e tentou se trancar. Ninguém se esconde assim de mim. Como ela não sabia disso? Bem, fiquei um momento brincando com ela do outro lado da porta enquanto a ouvia procurar algo para se defender. Como se houvesse algo, que boba, não é mesmo? Depois de um tempo, tudo lá dentro ficou quieto e nós entramos. Ela estava ao lado da pia com um bastão em mãos. Como ela arrumou aquilo? De repente ela estava correndo em nossa direção, tentando nos acertar inutilmente. A derrubei e ela ficou quieta, esperando nosso próximo passo. Era esperta, admito. Por que eles não desistem logo? Decidi fazer tudo de um modo diferente. Decidi fazer você vir à luz. Instantaneamente você voltou e começamos a chorar, foi maçante

assistir tudo isso, mas fiquei quieto. Ouvi você repetindo várias e várias vezes que não foi você, que algo tinha tomado seu corpo e que estava fazendo isso contra sua vontade. Você acreditou que fui embora. Você a fez acreditar que eu fui embora. Ela acreditou. Bati palmas internamente enquanto vocês conversavam sobre um jeito de sair dali, de pedir ajuda. Foi então que eu apareci novamente e segurei seu lindo pescoço. Vi seu olhar assustado se transformando em horror. Surpresa. Sorri novamente, como era boa a sensação de ouvir seus pedidos para que parasse, seu ar se perdendo aos poucos, o som dos ossos se quebrando nas nossas mãos. Fiquei tão eufórico que quando acabou, nos sentimos vazios por um momento. Mas nós lembramos que ainda tinha mais uma pessoa. Onde ela estava?

Fomos a sua procura, em cada quarto era uma nova decepção, mas continuamos procurando, era divertido procurar. Fomos assobiando uma música que você gostava de ouvir quando ainda era criança. Dava um pouco de sono, mas até que era legal.

Ouvimos movimentos no quarto da frente e andamos até lá. Ela estava quieta perto da cama, com nossa faca nas mãos, nos esperando. O que ela pensava que estava fazendo? Facas podiam matar. Avisamos isso a ela e ela apenas nos encarou e continuou calada, esperando nossos próximos movimentos. Comecei a andar, nos aproximando lentamente dela, a deixando sem saída. Ela então investiu contra nós e acertou a faca em suas costelas. Sentimos a dor, logo após veio o sangue, mas não ligamos para isso. Tiramos a faca de suas mãos facilmente e a esfaqueamos no coração. Seu olhar logo foi perdendo a vida e então ela caiu na cama, inerte.

Sorrimos e fomos ao hospital. Precisávamos de um tratamento para aquela ferida, eu poderia fazer parar de sangrar, mas precisava parecer humano para que acreditassem.

Os policiais logo vieram e começamos com nossa encenação. Choramos tanto e falamos que uma de nossas amigas estava brincando com Ouija e começou a agir estranho. Ela assassinou todos os nossos amigos e eu tive que mata-la para sobreviver. Eles então foram para a casa encontraram nossa obra espalhada pelos quartos. Seus olhares de surpresa, acho que eles também gostaram do que viram.

Então ficamos ali, naquela cama esperando pela lenta recuperação. Vendo nos noticiários o que sua amiga fez, ouvindo todos lamentando por nós, os únicos sobreviventes. Nos desejando melhoras e que conseguíssemos seguir em frente depois "desse terrível massacre".

E agora, depois de tudo o que passamos juntos, te dou alguns minutos de lucidez e você me aparece com uma lâmina e simplesmente corta os pulsos? Que droga pensa que está fazendo? Pare de chorar agora, seu maldito. Sei que está me ouvindo muito bem enquanto perde os sentidos lentamente nessa droga de banheiro de hospital. Você não vai morrer agora.

Autora: Kaah Felipe

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Acordei no meio de uma cirurgia, não estavam tentando me salvar.

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Nota da Divina: Oi gente, antes de postar esse conto, queria só me desculpar e justificar o motivo de não ter mais tanta rotina nas postagens aqui no blog. Estamos com uma equipe reduzida, porque nossas tentativas de aumentar a equipe de tradutores foram inúmeras vezes frustrantes e não deu certo. Gabriel está comandando as creepypasta dos fãs e eu continuo trazendo os contos mais bem avaliados dos fóruns de terror gringo. Como alguns sabem, tenho um filho de três meses e ele demanda muito de mim, então as vezes fico sem tempo de traduzir. Mas mesmo assim, as vezes demorando, vou continuar com as traduções no blog. Espero que entendam.


***

“Tudo bem, vamos começar. Hora da incisão, 9h45" Uma voz masculina disse em voz alta, me acordando.

Me senti grogue e meus olhos foram mantidos fechados por uma fita que cobria minhas pálpebras. Tentei pedir ajuda, mas logo percebi que não conseguia formar nenhuma palavra nem mover um único músculo.

Eu estava paralisado, e se tivesse sofrido um acidente? Minha mente estava muito perdida, incapaz de recordar até mesmo informações mais simples.

"Prepare o dispositivo, parte 108, não temos muito tempo para colocá-lo no lugar", disse outra voz.

Uma dor aguda surgiu na parte de trás da minha cabeça, imediatamente seguida por um líquido quente escorrendo pelo meu pescoço. Eu queria desesperadamente chorar de dor, mas não pude fazer nada além de ouvir o que acontecia enquanto algo cavou mais fundo em meu crânio.

“Aplique pressão aí mesmo, por favor. Não está vendo o sangramento? ”, A primeira voz disse.

"Não está funcionando." O segundo respondeu depois de um momento.

"Tudo bem, então cauterize, a abertura da pele já está feita."

O cheiro de carne queimada encheu o ar, me deixando enjoado. Por sorte, senti que meu estômago já estava completamente vazio. Eu sabia que não tinha comido há algum tempo.

Então lembrei.

Cirurgia, eu estava em cirurgia! Mas eu não adormeci com a anestesia e não conseguia me mexer.

O cirurgião continuou a cauterizar meu sangramento, e quando a dor se intensificou, lutei para lembrar. Tudo o que eu tinha era uma vaga lembrança de uma doença, algum tipo de câncer crescendo dentro do meu abdômen. Se fosse esse o caso, o que eles faziam na  minha cabeça?"

"Como ele está indo?" Um deles perguntou.

“A pressão arterial e a frequência cardíaca estão um pouco altas, mas ele está sedado. Não se preocupe ”, outro respondeu.

Enquanto ouvia e sentia tudo o que faziam, não conseguia me comunicar.

"Furadeira perfuradora".

Eles começaram a perfuração, sacudindo meu corpo enquanto eles colocavam contra o meu crânio. As vibrações não doíam, mas o som de rachaduras produzido enquanto penetravam o osso é algo que eu nunca esquecerei.

"Merda, você foi fundo demais?"

"Não, ele está bem."

Depois que o osso foi cortado, a dor desapareceu lentamente. Com o cérebro não tem receptores de dor em si, eu não podia fazer nada além de ouvir os sons úmidos e nojentos enquanto remexiam dentro da minha cabeça.

"O aparelho ainda está carregado?", Perguntou o cirurgião.

"Carregado e pronto, doutor."

Senti uma vaga sensação de pressão quando algo foi empurrado profundamente dentro da minha cabeça.

Desesperado e aterrorizado, tentei pensar nos momentos antes da cirurgia. Eu tinha entrado em cirurgia por causa de um tumor no meu pâncreas, e mesmo que eu não sou um gênio da anatomia, não fica nem perto da minha cabeça.

"Coloque os eletrodos ao redor da entrada do dispositivo, configure-o para 650 miliamperes."

Um tom estridente foi produzido quando ligaram o dispositivo, seguido por um choque violento, e depois…

… Escuridão.

Quando finalmente recuperei a consciência, estava deitado em uma cama de hospital. Uma mulher sorridente estava na minha frente. Eu a reconheci como uma das enfermeiras de preparação, mas ainda não sabia seu nome.

"Tudo correu bem, Sr. Jones, conseguimos tirar tudo!", Ela disse extasiada.

"O que?" Respondi.

"Está tudo bem, as drogas podem deixá-lo um pouco tonto por um tempo, mas você se sentirá melhor em algumas horas."

Um médico que eu não tinha visto antes entrou na sala, segurando uma prancheta e uma seringa contendo um líquido vermelho transparente.

"Boa tarde, Sr. Jones, meu nome é Ethan, estou aqui apenas para te acompanhar durante a recuperação até terminar o tratamento."

Olhei meu abdômen, doía, e estava coberto de um grande curativo.

"Dói?", Perguntou.

"Sim, um pouco, na verdade."

"Vamos aumentar a dose de sua medicação para a dor. Mas primeiro, deixe-me te dar a parte final do seu tratamento. Olha, essa coisa pode queimar um pouco”, disse, sacudindo cautelosamente a seringa.

"Mesmo com a maior parte do tumor retirado, nós ainda temos que matar os retardatários, não queremos que eles apodreçam."

Enquanto se preparava para me injetar o conteúdo da seringa, minha mente começou a clarear. A lembrança da minha cirurgia voltou com uma explosão, e eu recuei violentamente na cama, arrancando o acesso venoso de mim. 

"Você perfurou na minha cabeça!" Gritei.

"Do que você está falando?" Ethan disse, visivelmente confuso.

"Acordei durante a cirurgia, ouvi tudo o que os cirurgiões disseram, colocaram algo dentro da minha cabeça."

Ethan acenou com a cabeça em compreensão. "Sr. Jones, é bastante normal ter sonhos vívidos enquanto está sob anestesia geral, alguns até sentem que estão flutuando pela sala assistindo a cirurgia, alguns têm sonhos estranhos. É perfeitamente compreensível misturar fantasia e realidade. ”

"Não, não foi um sonho, eu até senti...", argumentei colocando a mão na parte de trás da minha cabeça.

Não havia ferida, o cabelo ainda estava intacto e nenhum sinal de suturas.

"Como eu disse, perfeitamente normal."

Me acalmei um pouco devido à sua explicação, e deixei refazer o aceso e aplicar a injeção. Queimou quando o líquido entrou em minhas veias, ardendo meu braço e pescoço. Me senti tonto.

"Tudo certo!" Ethan disse, sorrindo, "você precisa descansar agora, você ficará aqui em observação por alguns dias. Amanhã já pode receber visitas. ”

Parecia tudo muito real, mas meu câncer supostamente incurável havia sido erradicado, apenas algumas semanas depois de ter sido categoricamente informado de que morreria em seis meses.

Até mesmo os conformes antes da cirurgia eram suspeitos. Começando com nada mais que uma ligação de um Sr. Burke, representante uma empresa recém-fundada, Artifex Pharmaceuticals. Eles estavam trabalhando em um novo tratamento para pacientes com câncer terminal, havia dito.

Me disse que eu me encaixava nos critérios para o tratamento, de forma gratuita, visto que ainda não era aprovado pela FDA. Fizemos um encontro rápido e me explicou o procedimento, que combinaria a cirurgia e seu novo medicamento quimioterápico.

Na época, minhas escolhas eram morrer devagar e dolorosamente ou morrer rapidamente na mesa de operações. Naturalmente, estando nos últimos estágios da vida, eu aceitei o tiro no escuro, e foi assim que acabei milagrosamente curado, contra todas as probabilidades.

A semana seguinte veio e foi. Fui dispensado com um frasco de remédio para dor enquanto o corte da cirurgia curava. No entanto, eu simplesmente não conseguia me livrar daquele pesadelo horrível desde o dia da cirurgia.

Por curiosidade, examinei os papéis que recebi da empresa, surpreso ao descobrir que em nenhum lugar do documento de cinquenta páginas eles mencionavam o nome "Artifex Pharmaceuticals" nem o nome de nenhum funcionário.

Tentei ligar para o número que me deram, mas constava sempre como ocupado. Confuso e assombrado pelo pesadelo, não pude fazer nada além de descansar e esperar que me ligassem de volta para um check-up.

Eu precisava de respostas...

O tempo foi passando e, depois de um mês de recuperação, que passei quase sempre acompanhando meus programas de TV favoritos, estava pronto para voltar ao trabalho.

A primeira ordem de negócios foi uma reunião com meu chefe, Daniel Harrison. Ele sempre foi legal comigo e me deu todo o tempo de folga que eu precisei enquanto fazia o tratamento. Embora não fosse um trabalho surpreendentemente bem pago, fiquei feliz por estar lá.

"Benjamin, ótimo ter você de volta!" Ele basicamente gritou quando eu entrei no escritório, me abraçando forte.

Em seguida, retornamos a meios mais profissionais de cumprimentar uns aos outros e apertamos as mãos enquanto conversávamos sobre meu futuro na empresa. Me sentei na frente da mesa, quando comecei a ouvir um som bizarro, parecia estática. No entanto, eu não conseguia descobrir a sua origem.

No começo era vago, quase interceptável. Tentei ignorar, mas Harrison notou imediatamente que algo estava errado.

"Você está bem? Você está um pouco pálido," disse.

"Sim eu estou bem. Você ouviu isso?” Respondi perguntando, enquanto o som continuava aumentando de volume.

"Ouvi o que?"

"Hm, não importa, só estou com um pouco de dor de cabeça", falei, deixando minha ansiedade crescente de lado.

Ele deu um olhar estranho enquanto ponderava o que dizer em seguida, então suspirou.

“Olha, Benjamin, eu sei que não é fácil se recuperar de tal provação. É um fardo, tanto mental quanto fisicamente. Na verdade, uma vez passei por uma situação parecida, muitos anos atrás, e isso deixou uma cicatriz na minha auto-estima, como se eu não fosse forte o suficiente para sobreviver sem ajuda. ”

"Eu sinto muito, eu não sabia", falei, o som atingindo níveis insuportáveis.

"Tudo bem, eu nunca falo sobre isso, foi quase quinze anos atrás de qualquer maneira."

Ele parou por um momento, seu largo sorriso se transformando em um olhar confuso.

“Foi estranho, pensando agora. Eu era um caso terminal, me disse que eu  estaria morto dentro de um ano. Então, do nada, um cara apareceu na minha porta, propondo uma cura milagrosa ”.

Aquela história era familiar demais para me deixar confortável.

"Eu nem consigo lembrar o nome deles, tudo o que se referente à cirurgia parece um tanto vago, distante. Como era mesmo o nome da empresa? ”, Perguntou a si mesmo.

Meu chefe riu: "Hm, acho que era algo começando com 'A', hmm 'art' alguma coisa."

"Artifex Pharmaceuticals?"

"Sim, esse mesmo!" Gritou, quase inaudível para mim sobre o som estático que enchia minha cabeça. "Como você sabe?"

"É o mesmo que me consertou, disseram que eram novos."

"Isso é estranho", respondeu simplesmente.

Pedi licença e saí do escritório, alegando que a dor de cabeça era pior do que eu pensava, e Harrison disse que eu deveria tirar o tempo que fosse necessário. Na verdade, ordenou que eu tirasse uma folga.

Mal saí do escritório, e o som parou. Soltei um suspiro de alívio e voltei correndo para casa para rever os documentos.

Depois de pesquisas infrutíferas, tentei a internet, algumas ligações e olhei procurei no meu e-mail dentre tantas mensagens de spam.

Nada…

Se realmente tinham curado Harrison quinze anos atrás, a droga deles tinha que estar bem além do estágio experimental, e eu exigia respostas.Queria saber sobre o som perfurantes em meus tímpanos que vinha de dentro da minha cabeça, sobre meu despertar durante a cirurgia e o fato de que ninguém que eu conhecia nunca tinha ouvido falar sobre a Artifex Pharmaceuticals fora do meu tratamento, era tudo demais para ser algo normal.

Decidi que, de manhã, voltaria ao hospital e procuraria por um dos médicos que trabalhara no meu caso, mas minha cabeça estava destroçada. Precisava descansar.

Naquela noite, passei deitado acordado, incapaz de encontrar qualquer consolo no fato de estar livre do câncer. Por volta da meia noite, meu telefone tocou; Um dos meus antigos colegas de trabalho, com quem eu não falava desde o meu tratamento.

"Benjamin?" Ele disse em um tom sombrio.

"Alex, eu realmente não esperava uma ligação sua agora, por que você está ligando tão tarde? Está tudo bem?"

"É o Harrison, e-ele está morto."

"Morto? quando, como?"

Aparentemente, Harrison sofrera uma hemorragia cerebral decorrente de um aneurisma cerebral não diagnosticado, não muito depois de eu ter saído no dia anterior. Simples assim. 

A manhã chegou e, sem ter dormido um minuto sequer, fui para o hospital.

Pedi à recepcionista para falar com qualquer representante da Artifex Pharmaceuticals. Ela alegou que nunca ouviu falar de tal empresa. Quando perguntei por um dos médicos, percebi que não conseguia lembrar exatamente o nome completo deles. Então, perguntei se alguém no departamento de cirurgia se chamava Ethan. Depois de fazer uma busca rápida no computador, ela simplesmente balançou a cabeça.

Derrotado, saí sem respostas. Continuei a busca infrutífera pela internet por algumas semanas, mas o trabalho rapidamente ocupou a maior parte do meu tempo. Era horrível lá sem a presença de Harrison. A nova gerência assumiu o controle e tive que começar a seguir em frente com a vida.

Depois de meio ano, comecei a me estabelecer na vida. Livre da doença, mas com uns quilos a mais por causa da recuperação. Em uma tentativa fútil de combater o ganho de peso, voltei para a academia, passando a maior parte do tempo correndo sem rumo na esteira.

Eu estava chegando na marca de 1km corridos, uma grande conquista para alguém como eu, quando o som agudo da minha cabeça voltou, quase me fazendo cair do aparelho.

Olhei para o meu lado, percebendo um homem de quarenta e poucos anos que tinha acabado de começar a correr ao meu lado. Ao contrário de mim, estava em uma forma bem conservada. Ele revelou uma enorme cicatriz cirúrgica no lado do peito, bem decorado com uma tatuagem de uma árvore, lendo "Arborvitae", abaixo dela.


Ele notou minha expressão de dor e me encarou.

"Você está bem, cara?" Perguntou enquanto caminhava em minha direção. O som se intensificou quando ele se aproximou, fazendo com que eu apertasse meus ouvidos em agonia.

Tão de repente quanto começou, o som simplesmente parou. O homem na minha frente caiu no chão, segurando a cabeça brevemente antes de se deitar no chão, sem vida.

Ele sofrera uma hemorragia cerebral. Pelo menos, isso era o máximo de informações que eu consegui obter da equipe da academia, mas eu sabia que era mais do que isso. O homem morrera exatamente como Harrison, aquele som horrível e depois a morte.

Após o evento da academia, visitei três médicos diferentes, implorando que procurassem algo na minha cabeça, uma tomografia computadorizada, ressonância magnética, o que eles pudessem fazer, eu aceitaria. Até contei sobre o meu tratamento contra o câncer, mas nenhum registro da minha hospitalização sequer existia.

O primeiro médico recomendou um psiquiatra, o segundo foi ignorante comigo, e apenas o terceiro concordou em me dar um exame para verificar qualquer anormalidade. 

“Bem, senhor Jones. Por sorte, decidimos pela tomografia, porque a ressonância magnética teria rasgado seu cérebro em pedaços. Você realmente deveria ter me dito que você tinha um implante. Fora isso, o metal basicamente tornou seu exame ilegível. ”

"Como é?" Perguntei, confuso, mas não totalmente surpreso de terem achado algo que não devia estar ali. 

"Sinto muito, mas quando um metal entra em contato com o tomografo, faz com que a leitura seja impossível, mas isso é muito melhor do que colocar você dentro de um imã gigante, você-"

"Não, eu quero dizer, que implante?" Interrompi.

O médico me mostrou uma imagem do TC, e parecia que um artefato cobria a maior parte da imagem, no centro havia um objeto de metal em forma de diamante.

“Eu tenho que perguntar, você já fez alguma cirurgia no cérebro? Não consigo de jeito nenhum descobrir o que é essa coisa, mas claramente não é uma formação fisiológica.” O médico disse, apontando para a coisa dentro da minha cabeça.


"Eu-eu não sei."

“Bem, você esteve em algum acidente, talvez um acidente de carro ou algo do tipo? Às vezes, detritos presos dentro de você podem viajar através de seus vasos sanguíneos, independentemente de onde a lesão original foi.

“Eu tive câncer pancreático, estágio três, eles fizeram cirurgia e deram algum tratamento experimental, mas…”

“O que exatamente eles te deram?” Perguntou, parecendo mais curioso do que preocupado.

"Foi apenas uma injeção, eu acho, e foi apenas uma vez após a cirurgia."

“Olha, Sr. Jones, eu não sou oncologista, mas até onde sei, não há injeções únicas no mercado que possam curar o câncer. O que você precisaria seria de meses de quimioterapia abrangendo várias sessões. O que quer que eles tenham te dado, não foi para o câncer. ”

Ele olhou pela minha cabeça, e para minha surpresa, realmente encontrou uma cicatriz que eu mesmo não tinha notado, era minúscula.

"Bem, você tem uma cicatriz, com certeza, mas é incrivelmente bem escondida, nunca viu nada tão pequeno de uma cirurgia cerebral."

Tentei explicar minha experiência durante a cirurgia como melhor me lembrava, mas ele não pôde me ajudar. Me disse que examinaria alguns testes farmacológicos diferentes para ver se alguma coisa se encaixava no meu caso, mas não parecia muito esperançoso. Ele nem conseguiu remover a maldita coisa, alegando que estava muito perto do meu tronco cerebral, ou algo assim.

Então, aqui estou eu, vivendo a vida da melhor maneira possível, ainda à espera de respostas. De vez em quando o som retorna, e quando isso acontece eu simplesmente paro em meus passos e corro para longe de todos. Não posso deixar  que ninguém mais morra por chegar perto de mim.

O que quer que tenham feito comigo, não estou sozinho, há outros com os mesmos implantes, e temo que tenhamos que esperar para ver qual é o propósito deles.

Se alguém for contactado pela Artifex Pharmaceuticals, não aceite nenhuma das suas curas milagrosas.


Eles não estão tentando nos ajudar.



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