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A parte da Deep Web que não deveríamos ver

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Presumo que todos vocês conhecem a deep web. Bem, as histórias que vocês devem ter ouvido sobre ela são verdade, não é um bom lugar. Enquanto algumas pessoas estão lá para vender/comprar drogas e armas, ou até mesmo por pura curiosidade, outros... bem, eles obviamente não estão fazendo nada de bom. Mas não estou aqui para falar sobre esse doentes. Estou aqui para falar sobre as mentiras além desse ponto. A parte mais enigmática e inexplicável da internet. A parte que ninguém deveria ver.

Havia um infográfico que surgiu há algum tempo. Não tenho certeza de quando. "Os 8 níveis da internet". Provavelmente você dá deve ter lido ou ouvido algo a respeito. Por mais interessante que fosse, é uma completa besteira. Me desculpe, mas "Derivação Polimérica Falcighol" não significa nada. E o "Sistema Primarca"? Acho que alguém é fã de Warhammer. Não, não há nenhuma mecânica quântica envolvida aqui. No entanto, isso não significa que era um lugar fácil de achar.

Agora, não vou começar a dizer como entrar lá. É improvável que você consiga, mesmo se eu dissesse. Eu não estou me gabando, apenas não tinha uma vida fora disso. Eu fui avisado, claro. Todos me disseram que eu não iria gostar do que visse. Que eu não iria nem sequer entender. Agora eu estou passando esse aviso para vocês. Não tente procurar por isso.

Não há um nome oficial para este lugar, ou pelo menos não que eu tenha visto. Haviam rumores, no entanto. Rumores que variavam de uma sala de bate-papo illuminati para uma novo tipo de inteligência artificial experimental. Na realidade, é muito pior. Depois de um longo e doloroso processo de derrubar firewalls, criptografias, resolver enigmas filosóficos estranhos e seguir links escondidos, finalmente fui direcionado para uma página em branco com uma linha de texto e uma caixa de texto embaixo. "Quid quaeris?" Latim para "O que você procura?". Lembro de ter ficado surpreso. Mas, em retrospectiva, não sabia o que estava esperando. Vou admitir, fiquei um pouco perplexo aqui. Em parte porque não sabia a resposta para aquela pergunta. Eu não tinha nenhum objetivo, apenas queria ver se eu conseguiria fazer aquilo. Tentei algumas respostas genéricas no começo. Digitei "a verdade" e "iluminação". Você sabe, essas merdas de Matrix. Nada aconteceu. Tentei várias respostas, mas nenhuma funcionou. Estava ficando frustrado àquela altura. Talvez fosse uma página de zoeira. Talvez eu realmente não tivesse descoberto nada.

Resolvi twntar algo diferente. Não tenho certeza de como isso veio a mim ou por que eu pensei que funcionaria, mas digitei "o que também me procura". Agora que eu penso sobre isso, essa coisa pode ter sido uma IA. Para minha surpresa, a página ficou em branco. Tipo completamente em branco. Esperei. Depois de uns cinco minutos, fui direcionado para o que parecia um fórum. Não, nem isso. Era mais básico. Apenas uma lista de links sobre um fundo amarelho acastanhado. Os próprios links eram indecifráveis. Apenas sequências aparentemente aleatórias de caracteres, símbolos e letras. Muitos deles eu nunca havia visto. Quase parecia uma linguagem alienígena. Obviamente, apenas um código eu não entendi. Neste ponto, as expectativas estavam incomuns. Cada link era um tiro no escuro. Cliquei no primeiro. Carregou um vídeo ao vivo do que parecia ser as catacumbas de Paris. Assisti por um tempo, mas era normal demais.

Fui para o próximo link. Era um vídeo trêmulo em um ambiente escuro. Mas eu pude distinguir homens em equipamentos táticos. Eles estavam em uma casa, abrindo portas e varrendo cada quarto. Eventualmente, eles derrubaram um erevelaram uma criatura. ALta e humanóide, com pele escamosa. Estava roendo um braço desmembrado. Eles tentaram atirar nele, mas ele escapou pela janela. O vídeo parou aí. Eu fiquei em choque. Que merda foi aquilo? Parecia muito real para ser uma filmagem inédita. Eu estava oficialmente intrigado. Talvez isso valesse os meses de dores de cabeça e olhos inchados de sangue, afinal. Não conseguia mais parar. Comecei a trabalhar na lista de links. Com cada clickm tudo ficava mais e mais bizarro. Mas perturbador. Tropecei em um documentário chamado "O Priheto Paragon", detalhando os ensaios de um experimento humano que levariam a níveis superumanos de força e durbilidade. Foi um sucesso aparente.
Parecia oficial também.

Haviam redações sobre anomalias do espaço-tempo, falhas na realidade e imagens aparentes de dimensões alternativas. Havia explciações detalhadas sobre a Área 51, o Triângulo das Bermudas, assassinatos, desaparecimentos e a verdadeira natureza do Santo Graal. Um dos mais perturbadores foi um documento referente a um "fim da bomba mundial". Uma arma nuclear que é 720,000 vezes mais forte que a que caiu em Hiroshima. Não quero saber por que precisamos disso. Encontrei planos de contingência para diferentes tipos de Apocalipsis - inverno nuclear, armas biológicas, surto viral. Alguns mais peculiares foram chamados de "A anormalidade da trincheira Mariana", rotulado rotineiramente de "Estranho no décimo quinto andar", e um simplesmente chamado de "Blackout". Registros recuperados de expedições de caça de skinwalkers, 911 transcrições de residentes de uma cidade no Texas que desapareceram em 1977 e até as revistas pertencentes às pessoas envolvidas no incidente de passagem de Dyatlov. Eles não ficaram loucos por causa da neve.

Passei horas lá, olhando por páginas e páginas de coisas que sentia como se eu não devesse ver. Encontrei um trailer de um filme mudo feito em 1910. Um que, aparentemente fez com que as pessoas arrancassem os próprios olhos depois de ver que quase descarrilavam toda a indústria.  Houve uma transmissão ao vivo de um homem com capuz sentado na frente de uma câmera, de cabeça baixa. Ele finalmente levantou a cabeça. Mesmo que não tivesse boca, um profundo, gutural, "olá" veio através dos meus alto-falantes. De alguma forma, eu sabia que isso veio dele. Havia conjuntos obscuros de guias passo a passo que envolviam coisas como cortar seus próprios membros e costurar um cadáver, realizando encantos religiosos no meio da floresta da Sibéria e coordenar aqueles que aparentemente abrigavam os anjos caídos cativos. Não estava claro o que alguém deveria fazer. Havia também um clipe longo de 20 segundos intitulado "A Futilidade de Viver". Eu não assisti. Foi quando percebi que não era possível que a maior forma de governo organizado tivesse controle total sobre isso. Uma das coisas mais assustadoras sobre toda essa experiência foi que não encontrei o final da lista. Não importa o quanto eu rolasse a página.

Eu acho que tive um colapso e desmaiei eventualmente, porque acordei no chão no meio da noite. Olhei para a tela do meu computador para ver imagens de helicóptero em loop de uma criatura grande e semelhante a um caranguejo que rasgava uma ilha costeira. Eu cliquei. Fiquei sentado por um longo tempo. Não consegui compreender o que estava vendo, e não creio que realmente quisesse. Agora, não tenho muita certeza de por que eu continuei. Meu cérebro estava gritando para eu levar meu computador para o gramado e esmagá-lo em pedaços. Mas não fiz. Notei algo que não tinha antes. Uma pequena mensagem no canto inferior esquerdo da tela. Não sei se estava sempre lá ou não. Era difícil de ler, então eu tive que ficar vesgo para ler. Mais latim. Traduzido para "Você está satisfeito?" Haviam duas opções embaixo, sim e não.

Agora eu sabia a resposta a esta pergunta. É claro que eu não estava satisfeito. Eu estava horrorizado, marcado por toda a vida. Mas eu deveria ter clicado em sim. Se eu simplesmente clicasse em sim, isso me levaria para fora desse lugar abandonado por Deus. De volta ao conforto e à sanidade. Mesmo agora, não posso te dizer por que cliquei em não. Mas uma vez que eu fiz, a página parecia atualizar. Ainda era a mesma configuração básica, exceto que havia apenas quatro links. Desta vez, não havia números ou personagens reconhecíveis. Merda, não parecia nada que pudesse ter vindo deste mundo. Apenas uma coleção de símbolos extremamente cruéis que não tinham qualquer sentido de padrão ou direção. Eu cliquei no primeiro link.

Após cerca de 20 segundos, bati no meu computador. Não consigo descrever o que vi. Tudo o que sei é que eu não deveria ver isso. NINGUÉM deve ver algo assim. Não é só que não fazia sentido, não posso te dizer por que não. Não pude começar a entender as imagens que estava vendo. Não era explícito nem nada. Eu simplesmente não conseguia reconhecer nada. Eu poderia entender as coisas em movimento, mas de alguma forma qualquer criatura na Terra já se mudou antes. Cores que eu nunca tinha visto antes. Apenas pensar sobre isso me dá uma dor de cabeça maldita. Esta é a minha melhor tentativa de visualizá-lo. Temos 3 dimensões aqui na Terra. Podemos avançar, para trás, esquerda, direita, 72,4 graus de sudoeste, etc. Essas coisas não foram restritas a isso. Não posso explicar mais nada. Tudo o que sei é que eu não queria assistir mais um segundo sequer. Nçao acho que conseguiria.

Saí do meu quarto. Pela primeira vez em algum tempo, eu estava planejando sair da minha casa. Eu precisava de ar fresco. Para dar um passeio ou algo assim. Estava pensando em correr uma maratona no meio da noite apenas para tirar minha mente dessa merda por algumas horas. Estava vestindo minha jaqueta quando ouvi uma batida na porta. Congelei. Obviamente, eu não iria abrir. Cerca de um minuto e mais algumas de batidas vieram antes que alguém falasse. "Abra. Nós sabemos o que você fez, mas não estamos aqui para te machucar. Nós só queremos conversar ". O tom não era ameaçador. Eventualmente, eu cedi. Abri minha porta para dois homens altos e magros em ternos. Eles sorriram para mim. "Podemos entrar?" Ainda não sei como eles me encontraram. Pensei com certeza que eu estava fora da rede.

Nos sentamos no sofá. Acho que estava aguardando respostas neste momento. Um deles olhou para mim e disse: "O que você estava procurando?" "Eu não sei. Mas não vou voltar", respondi. Ele sorriu novamente.É o que ele queria ouvir. O outro continuou: "Para quem você trabalha?" Seu tom era um pouco mais agressivo. Eu apenas balancei minha cabeça. "Olha, eu não sabia onde estava entrando. Eu não estava procurando por nada." Eles apenas olharam para mim por um tempo. "Eu não vou contar a ninguém. Confie em mim". Então finalmente responderam: "Não estamos preocupados com isso. Duvido que alguém acredite em você. Outro sorriso. De alguma forma, pareceu genuíno. "Nós só queríamos saber quais eram suas prioridades." Em retrospectiva, essa era uma pergunta muito estranha. "Apenas nos faça um favor e vamos sair". Fiquei animado. "Nos dê o dispositivo que você usou para acessar". Não fiz perguntas. Corri no andar de cima e basicamente joguei meu laptop. Ambos sorriram uma última vez antes de se dirigirem a porta. Assim que eles estavam prestes a sair, um deles voltou. "Eu não acho que você precise ser informado, mas não tente isso de novo. E não mostre a ninguém como entrar lá também. Nós saberemos." Não perguntei quem eram. Não tenho 
certeza se eu quero saber.

Já faz uma semana. Não entro mais na internet com frequência. Depois disso, vou tentar esquecer. Tentar não pensar mais nisso. Comecei a ter pesadelos terríveis. Estou vendo um terapeuta por isso, mas não acho que esteja ajudando. De qualquer forma, não vou deixar isso consumir o resto da minha vida. O fato é, temo que isso possa não ser possível. Há certas coisas que nós não devemos saber. Provavelmente para nossa própria segurança e sanidade. Não tente procurar. É melhor assim.






Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Chocolate é combustível para pesadelos (parte 1/2)

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Minha esposa, Faye, tem um distúrbio noturno não diagnosticado. Eu sabia disso desde muito antes dos eventos de Pike's Peak. Assim que começamos a namorar, ela contou algumas de suas memórias de sonâmbula da infância, e uma delas nunca saiu da minha cabeça. Quando não passava de uma criança, ela se arrastou para fora da cama e rastejou pelo chão, rosnando como um cachorro raivoso, então se escondeu no escuro enquanto sua irmã mais velha assistia televisão. Faye a observou por vários minutos, focando a garganta, e de repente voltou a si. Ela não conseguiu explicar porque se sentiu compelida a fazer aquilo. Como fã de terror, o distúrbio de Faye me fascinou.

No início da relação, não percebi que ela sofria terrores noturnos antes de começar a dormir em sua casa. Terrores noturnos são diferentes de pesadelos; eles são longas, intensas alucinações que persistem até depois que a pessoa abre os olhos. A fantasia não acaba ao acordar — ao contrário, acordar lhe traz para a realidade. Esses fenômenos ocorrem em níveis de sono diferentes dos pesadelos.

Cada noite é uma nova aventura quando vamos para a cama. Normalmente, as ocorrências estranhas se dão quando ela está sob extrema pressão do trabalho, ou quando mudamos de fuso horário. De vez em quando acontece ao dormirmos em um lugar novo, tipo a casa de um parente ou um hotel. Qualquer mudança abrupta em sua vida pode desencadear um incidente — mas chocolate parece estimular o problema drasticamente.

A primeira vez que notei isso foi no Halloween do nosso último ano na faculdade. Comemos alguns doces que sobraram da festa e então fomos para a cama.

No meio da noite, Faye se sentou lentamente, passou os dedos pela minha bochecha e disse "Quero vestir isso". Ela começou a rir, então caiu na cama roncando.

Outra vez, acordei para ver Faye com uma mão para o alto, estalando seus dedos de novo e de novo.

"Amor?" perguntei, "O que você está fazendo?"

Ela pediu silêncio com os dedos e indicou o chão.

"Tem uma cobra ali embaixo", sussurrou. "Gigante. Toda enrolada nos pés da cama. Tem a cabeça de um homem".

Teve uma ocasião que realmente me assustou. Durante uma semana, ininterruptamente, Faye me acordava e perguntava se eu podia ouvir uma criança cantando no escuro. Sempre respondi que não, mas ela persistia que em algum lugar da casa, havia uma criança cantado sobre ursinhos.

Os terrores noturnos de Faye começaram a se tornar muito mais frequentes quando passamos a morar juntos. E, claro, chocolate era o estímulo.

Era outubro. Meu aniversário é no dia 30, então a maioria das pessoas o associam com o Halloween. Por consequência, sempre recebo uma tonelada de cookies, chocolates e doces como presentes, e esse estoque normalmente dura várias semanas.Nós comeríamos incansavelmente dúzias de barras de chocolate e biscoitos caseiro, disparando a propensão de torná-la uma psicopata noturna.

Após algumas noites de gula, Faye começou a conversar enquanto dormia. Isso não era incomum; ela fazia de vez em quando, mas só murmúrios sobre trabalho e algumas risadas. De qualquer forma, naquela noite, ela disse alguma coisa sobre um homem.

"Vai embora", ela resmungou, rolando a cabeça lentamente pelo travesseiro.

Eu estava acordado, como de costume, escrevendo no meu notebook, ao lado dela. A alcancei e afaguei seu cabelo até que caísse em um sono profundo. Mas, quase uma hora depois, quando eu já estava adormecendo, ela gritou para o escuro.

"Nos deixe em paz".

Quando os terrores noturnos acontecem, existem alguns sinais de que um incidente sério se aproxima. Um deles é claramente enunciar palavras. Se ela fala como se estivesse acordada, é ruim. Se ela está de dirigindo a alguém especificamente, é pior. E se, Deus me livre, ela ficar chateada, é sinal de que vamos passar por um furacão de terrores noturnos.

Me acomodei junto a ela e disse, "Tá tudo bem, amor. Volta pra cama".

Ela exalou ríspida, de olhos ainda fechados, e respondeu "Não gosto dele".

Na manhã seguinte, enquanto tomávamos café, perguntei a ela se lembrava sobre o que sonhara. Ela não lembrava, então mudei o assunto e não mencionei mais nada sobre a noite anterior. Era melhor não informar Faye sobre seus distúrbios detalhadamente, porque ocasionalmente ela fica envergonhada. Além disso, aumenta o risco de acontecerem mais deles. Passei o dia calado e escondi os cookies na dispensa. Eu tinha que apresentar uma palestra na manhã seguinte, então precisava dormir bem.

Aquela noite, fomos para a cama cedo. Faye assistiu uma comédia romântica em seu computador enquanto eu dava nota para algumas poucas provas, e no tempo que levei para escovar os dentes, ela já havia adormecido. Ao me inclinar sobre ela para apagar a luz, vi uma embalagem de Snickers no chão.

"Porra, Faye", disse, revirando os olhos. Baixei o interruptor e me virei para dormir.

Eram mais ou menos 2 da manhã quando acordei com ela falando.

"Por quê?" perguntou, depois de algumas palavras que não consegui distinguir.

Me virei para encontrá-la sentada, seus cachos vermelhos descendo em cascatas por suas costas. Ela encarava um ponto além da cama.

"Faye—".

"Shh!", me censurou. "Tá ouvindo?"

"Amor," falei, "vai dormir. Preciso descansar." Procurei por seu olhar e percebi que ela tinha os olhos fechados. Mesmo assim, inclinou sua cabeça para mim e falou.

"Fale com o homem que está no banheiro... Que ele não pode mais vir aqui".

Me arrepiei. Faye sempre fala coisas assim, mas ainda assusta pra caralho. Olhei para o nosso banheiro através da escuridão. A luz lá dentro estava acesa, iluminando as frestas deixadas pela porta. Faye era uma sonâmbula excepcional, então cheguei à conclusão de que ela se levantara para usar o banheiro, esquecera de apagar a luz e, por fim, sonhara que alguém estava lá.

Gentilmente a deitei na cama e fui cambaleando para o banheiro. A claridade me cegou quando abri a porta. Obviamente, não tinha ninguém lá dentro. Desliguei a luz e fiquei no escuro por um momento, esfregando meus olhos cansados, e voltei para a cama.

"Ele foi embora?", ela murmurou, sonolenta.

"Sim, amor. Cuidei dele".

Me arrastei pelo dia seguinte Sofri para voltar a dormir depois de checar o banheiro, e expressei o quanto eu estava chateado por Faye ter comido chocolate na cama. Ela tinha acabado de voltar da academia, e seu pequeno corpo estava envolto em lycra.

"Parece que eu tenho que começar uma dieta?" ela riu, se inclinando sobre o balcão da cozinha e alcançando um shake de proteínas.

"Isso não foi o que eu quis dizer e você sabe", falei. "Você tem me mantido acordado. Só estou pedindo para cortar o chocolate por alguns dias".

Faye se aproximou e me rodeou com seus braços.

"Eu vou, amor," disse com um grande sorriso. "Assim que eles acabarem".

As coisas pioraram muito aquela noite. Escondi os chocolates e doces e revirei o quarto atrás de algum escondido. Não encontrei nada.

"Não comi nada.", ela disse, direta. Rastejou para debaixo dos lençóis e afundou a cabeça no travesseiro. Desliguei as luzes e me juntei a ela. Olhei pela janela em algum momento. Estava começando a chover.

Não sei por quanto tempo dormi.

Acordei no susto, para ouvir Faye gritando no escuro.

"Não entre mais aqui!"

Ela estava sentada com a pernas pra fora da cama, com os pés no chão, olhando para a porta que leva até o corredor. Meu instinto protetor surgiu, saí da cama e investiguei a área.

Nada. Faye murmurou atrás de mim.

"O quê?", perguntei.

"O homem no corredor... Ele está estragando o papel de parede. Espalhando sujeira."

"Tá", respondi, fechando a porta e voltando para a cama. Estava exausto e ficando saturado disso, mas sempre tentei ser paciente com ela.

"SAIA!" ela gritou a plenos pulmões.

A sacudi, tentando acordá-la.

"Faye!" repreendi. "Mais baixo! Você vai acordar a porra dos vizinhos!"

Ela voltou a si e olhou envolta com olhos cansados.

"O que aconteceu?" perguntou, confusa.

"Sem. Chocolate." respondi. Deitei e cobri a cabeça com os lençóis, voltando a dormir. A última coisa que ouvi foi:

"Eu não sou uma criança de merda, Felix. Não me trate assim."

Faye já tinha saído quando acordei. Era meu dia de folga, então cochilei metade do dia e fui dando notas pausadamente. Quando ela finalmente chegou em casa, jantamos juntos. Ela aceitou minhas desculpas por agir como pai dela, e reconheceu que vinha sendo imprudente sobre minhas noites maldormidas.



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Ballet (PART 2/ As Marcas)

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PART 1

Denise tirou os potes de creme da gaveta do armário e foi até a poltrona; Enquanto retirava as sapatilhas de Molly seus pés faziam sons semelhantes a gravetos quebrando conforme apalpava, manchas roxas estavam por toda a parte e seus dedos já não tinham mais unhas. 

A dor era grande, mas o cansaço sempre vencia e assim ela não acordava despertada pela dor. 

Expressando um enorme sorriso no rosto Denise olha com orgulho para as marcas de esforço. 

Depois de passar os cremes e fazer uma leve massagem é hora das ataduras, amarradas com força para que os ossos não saiam do lugar e assim os passos perfeitos podem ser mantidos. ’’A bailarina jamais deixa de dançar’’. - Sussurra Denise. Após admirar os pés de sua filha, acaba dormindo ali mesmo encostada na poltrona, é nítida a admiração em seus olhos e no sorriso que permanece mesmo estando dormindo.

Molly movimenta os pés enquanto dorme; seus pés tão acostumados a movimentos repetitivos já não conseguem mais se manter parados. Com o passar das horas o dia amanhece e exatamente as 05:30 da manhã o despertador que soa como uma sirene irritante toca. (Din-don! Din-don!) 

Denise se levanta e vai até a cozinha preparar o café da manhã.  

O cheiro dos ovos fritos e torradas fazem a boca salivar, mas ela sabe que a dieta não permite e que somente sua mãe vai comer aquilo. 

Uma bandeja é colocada na mesa em frente à poltrona; Meio copo de leite, meia fatia de pão integral e uma pequena quantidade de frutas cortadas. ‘’Você precisa manter o seu dom, eu faço tudo isso para o seu bem. ’’ – Fala de boca cheia enquanto observa Molly desejar uma mordida das deliciosas torradas que enchem sua boca de saliva. 

Misturado ao delicioso cheiro do café da manhã estava presente também o cheiro de lixo acumulado na cozinha junto com uma pilha de louças gigantesca, aquilo parecia um chiqueiro de tão sujo, mas a única coisa importante e necessária era cuidar de Molly, afinal uma bailarina nunca deve deixar de dançar. 

O telefone toca, mas dessa vez não é o despertador; o representante do prefeito da cidade avisa que um evento muito importante vai acontecer daqui a três dias e pede para que a encantadora Molly se apresente no dia. Sem pensar duas vezes um alto sim é dito, sua felicidade misturada com euforia não contagia sua filha que expressa apenas um sorriso forçado enquanto mastiga os pedaços de frutas. 

‘’Não temos tempo a perder, quanto antes ensaiarmos melhor. ’’ 

‘’Será que podemos cancelar? Estou muito cansada. ’’ 

A reposta é dada com uma bofetada em seu rosto, Molly parece não estar surpresa, nenhuma lagrima caí de seu rosto. 

‘’Não seja fraca, uma artista nunca desiste; agora vou ter mais trabalho pra disfarçar essa marca vermelha, olha só o que você me fez fazer!’’.  A bandeja é arremessada para longe junto com alguns potes de creme. 

‘’Preciso ir até a farmácia comprar os cremes que você me fez estragar, não saia dessa poltrona até eu voltar. ’’ 

A porta se fecha e então Molly finalmente sente um alivio de estar sozinha. Há 3 meses novos episódios de ‘’A Memória da Dança’’ não são lançados e a 3 meses é obrigada a assistir a mesma coisa todos os dias. 

O telefone a poucos metros é mais tentador do que o controle remoto em cima da mesa; a chance de acabar com tudo está bem na sua frente, mas seus pés não permitem que ela vá muito longe e sempre acaba caindo ao tropeçar no carpete já velho. Então apenas se conforma em pegar o controle remoto. 

Antes que pudesse ligar a TV, alguém bate na porta.

(Continua..)

(Espero que estejam gostando e qualquer coisa é só dizer nos comentários :)


Autor: Andrey D. Menezes. 



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Figura paterna

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Os passos de meu pai ecoando a certa distância no corredor eram minha canção de ninar quando eu era jovem. Na quietude da noite, quando minhas costas estavam viradas para a porta, eu ouvia o familiar ruído de suas meias brancas e cinzas colidindo com o chão de madeira fora do meu quarto. A porta se abria, e uma pequena cascata de luz dourada, oriunda de onde ele estava vindo, pousava em minha cama. O som de seus passos ficavam mais sutis, abafados pelo carpete branco colocado no chão. E sobre minha testa, sua mão gentilmente afastava meu cabelo, e seus lábios frios se pressionavam calmamente em minha pele.

Ele sempre teve má circulação, e nas noites quentes de verão que eu passava sobre minhas cobertas, era um tanto bacana ter sua pele macia e fria contra a minha. Às vezes, me virava para encará-lo. Meu olhar sonolento se encontrava com o dele, e na escuridão, seus dentes brancos como pérolas brilhavam em um sorriso quente. E eu sorria de volta. Sempre permanecíamos em silêncio quando eu acordava em uma de suas visitas, normalmente encerradas por um aceno de minha mão e o desaparecimento de seu sorriso.

Eu nunca entendi por que, quando eu fiz 14 anos, suas visitas noturnas pararam. Ao perguntar minha mãe sobre isso, ela se virou pra mim, seu olhar suavizado e seus lábios entreabertos somente o suficiente para emitir palavras suaves.

"Bem", ela disse suavemente, "Conforme você envelhece... Você começa a ver fantasmas cada vez menos."

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INFESTATIO

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Para quem não conhece a série:

Parte - I
Parte - II
Parte -III
Parte - IV & V
Parte - VI
Parte - VII
Final - Vol.I



FINAL - VOL.II







Rua Matheson, entrada principal da Infestatio.

Capitão Lahey tragava sem moderação de seu cantil, era forte, era whisky.

O time estava postado esperando pelas ordens do beberrão, exceto Cruz que ficara de pronto no veículo cumprindo sua função, mesmo que não fosse com eles, não tornava a situação mais segura para o mesmo, afinal estava de chamariz, ainda que não tão exposto.

Lahey era simplesmente um soldado e agia como tal, não era bom em pensar, era bom em cumprir ordens. E as ordens eram basicamente para que fodessem com tudo que a vista pudesse alcançar, era o que fariam, deixaria que a bebida pensasse por ele, deixaria que o ímpeto tomasse conta do gatilho e torcia para que seus olhos injetados pudessem ver além, assim seria capaz de casar mais dano. O cigarro de filtro vermelho pendia de um lado da boca, os óculos escuros circulares encontravam-se na metade do nariz, revelando assim apenas parte de seu olhar penetrante, deu sinal para Chumbo.

O homem asiático, de poucas palavras que contava com seus mais de 130 quilos facilmente, levava consigo uma arma extremamente pesada e de difícil manuseamento, uma XM214 Microgun de 16 quilos aproximadamente, uma metralhadora estúpida, por assim dizer. Com uma rajada moeu a porta dupla de vidro que dava boas vindas aos não amistosos visitantes.

Ramirez com sua Colt m16a2, que também era uma metralhadora, mas como se fosse a irmã caçula dentre 7 comparada com a de seu amigo, adentrou o local para reconhecer o perímetro. Avistou o balcão de recepção e se escondeu atrás dele, nos 4 segundos de investida, foi capaz de localizar as 6 câmeras que vigiavam o local.  Destruiu uma após a outra, se expondo minimamente. Deu sinal para o Capitão Lahey que já levou o grupo ao primeiro elevador disponível.

Frank ficava sempre atrás, apenas observando os veteranos, esperando por ordens, já que não sabia muito o que fazer. Iriam direto a sala da diretoria, onde provavelmente encontrariam Kaba.
O destino era o 7º andar, pelo elevador conseguiram alcançar o terceiro andar, a partir daquele ponto era necessário uma senha de acesso para que pudessem progredir.

" SENHA DE ACESSO REQUERIDA. APENAS FUNCIONÁRIOS AUTORIZADOS."
 A mensagem brilhava em vermelho e amarelo no painel que indicava os andares.

- Sara, está me ouvindo? Aqui é Frank. - Pelo comunicador.

-Estou na escuta Frank, vejo que estão dentro da Infestatio, do que precisa?- Respondeu de maneira calma.

- Estamos dentro do elevador, ele parou no terceiro andar, pede um código para que possamos subir para os demais andares, alguma chance de você descobrir ?- Aguardou.

Um ruído perturbador acabara de começar.

- É possível... Mas o computador pode levar de 1 a 23 minutos para decifrar o código, isso porque temos acesso as senhas utilizadas na empresa em um banco de dados, infelizmente não temos como saber qual senha condiz com o que necessitam, é uma loteria, vocês dispõe de tempo hábil?

Lahey tomou o dispositivo de seu recruta e não poupou: - Olha mocinha, tem um barulho esquisito pra cacete bem em cima da gente, e esse barulho é tenso pra caralho, estou quase me cagando nas calças, tá me entendo? - Sua expressão jamais mudava.

- S...Sim senhor Capitão.- Não esperava pela agressividade. Mas entendia, pois eram combatentes de linha de frente e a situação não parecia favorável.

- Olha, não entendo merda nenhuma de engenharia, mas tenho certeza que tem alguma merda acontecendo com as merdas dos cabos de aço dessa merda de elevador... Que merda! - Resmungava.

- Capitão, o programa está rodando, como eu disse pode ser que leve de 1 a 23 minutos para que a senha seja descoberta. Pelo que entendi estão em situação de proeminente perigo, existe a possibilidade de deixarem o elevador agora mesmo enquanto descobrimos?

Frank sacou uma das lâminas que levava consigo e passou pela fina fresta da divisória das portas do elevador, conseguiu  estreitar um pouco e enfiar sua mão esquerda no vão, com ajuda dos outros pouco a pouco ia se abrindo a medida de que o barulho aumentava e fizera com que o transporte que ocupavam tremesse.

- É dizer o óbvio, mas teremos companhia em breve.- Disse Ramirez.

Assim que todos passaram pela porta o elevador que rangeu escandalosamente,  desceu alguns centímetros.

- O Próximo elevador está a poucos metros de vocês, precisam seguir o corredor em frente, contornar a cafeteria e aguardar, qualquer coisa entrem em contato.- Despediu-se Sara.

Apesar de estarem em plena luz do dia o edifício era vedado, quase tão escuro como a meia-noite, guiavam-se pelas luzes artificiais que trouxeram para a missão.

Frank sentia algo ruim crescer em seu âmago, não era simples resguardo ou afobamento, era algo real e sabia que os outros também sentiam o mesmo pois a sensação era pesada.

Ao invés de 14 metros o corredor parecia ter 14 km, se cansou enquanto percorria em linha reta, ansioso e angustiado. Depararam-se com a cafeteria limpa, vazia e organizada com os pés das cadeiras voltados para o alto.

Chumbo se manifestou: - Segundo a mocinha nerd é só virar a esquerda e esperar pela senha do elevador, se é que já não está tudo certo.

- Shhh, shhh, shhh.- Com a ponta do dedo indicador, sob uma grossa luva de couro, continuou: - Estão ouvindo isso ? - Questionou Lahey.

- Ouvindo o quê, capitão?- Indagou Ramirez.

Um barulho de ferro sendo entortado e arranhado, uma breve iluminação de faíscas e foram capazes de ouvir algo se movimentando em direção a eles, havia saído do teto do elevador que ocupavam.

- Vamos, direto para o elevador, talvez esteja liberado. - Disse Frank para o grupo, que já se aprontava para tal.

- Não! Todos parados. - Interrompeu o Capitão.
- Não queremos ser encurralados em um corredor qualquer por alguma criatura de merda, vamos nos espalhar e nos esconder, aqui mesmo na cafeteria. - Tomando um pouco mais.

Ramirez já havia analisado o local, olhou para cada membro e apontou com firmeza onde deveriam se proteger. Fizeram em silêncio.

Era Rhea, uma das Três Bestas de Kaba.

Com sua pelagem completamente negra, reluzente e saudável, em sua forma quadrúpede tinha aproximadamente 1 metro e 20. Sua cabeça era gigante, as presas eram enormes, capazes de perfurar por completo o corpo de um humano adulto bem como suas garras que se destacavam na enorme pata.

Parou no centro da cafeteria, sabia que estava cercada. Foi aí então que ficou bípede, com o corpo ereto concentrou-se no focinho.

Os soldados prenderam até a respiração.

Ela foi capaz de localizar um a um pelo olfato, sabia a posição deles e sabia que estavam tramando, assim como as outras duas Bestas, tinha essa capacidade aprimorada.

- MIIIIIIIIP. - Vociferou a fera.

Encostou as patas dianteiras no solo novamente e correu em direção a um amontoado de cadeiras.
Ramirez viu que não havia como se esconder, tratou de ficar de pé e mirar diretamente entre os olhos da criatura que se esquivou da primeira rajada, tendo apenas duas balas atravessando uma de suas chamativas orelhas, a esquerda no caso.  Sangue e pedaços dela voaram o que não foi suficiente para conter o avanço do animal em sequer um único centímetro.

Ao atingir uma distância próxima de sua agressora, Rhea baixou a cabeça, virando bruscamente para o lado, fazendo com que seu enorme e bem nutrido corpo girasse sob as quatro patas, desferindo um golpe com a sua cauda, acertando Ramirez em cheio.

A soldada fora arremessada e deslizou pelo piso bem encerado, batendo na parede, confundindo suas ideias e percepções.

Frank aproveitou o momento de distração da criatura e lançou em sua direção duas adagas quase que juntas, uma passou de raspão em sua barriga realizando nada menos que um arranhão e um tufo a menos da grossa pelagem da Besta a outra atingiu o vão entre as costelas esquerdas dela. Que gritou enfurecidamente: KYAAAAAAAHHHH.

Seus olhos brilharam num vermelho intenso, pareciam chamas. Tomou um curto fôlego, parecia que estava canalizando energia...  se acalmando, raciocinando.

Rhea partiu novamente em direção a Ramirez, ao invés de atacar a soldada, preferiu apenas segurá-la com a boca, usando-a de escudo humano. Esperava que com essa atitude os companheiros tentassem se postar atrás dela, acabaria com eles com suas poderosas rabadas. Não aplicava força suficiente com suas presas pois sabia que uma vez morta, estaria vulnerável.

Lahey correu, sacou ambas pistolas automáticas, com uma atirou contra a janela, com outra, atingiu a máquina de bebidas quase que atrás da criatura, ao mesmo tempo ambos disparos. Rhea deu dois passos para trás e sentiu novamente adagas perfurarem parte de seu corpo, o ferimento fez com que fincasse um pouco suas presas em Ramirez que acordou com a dor: - PORRA, ME TIREM DAQUI. - Tateava o próprio corpo em busca de algo que pudesse usar e agredir o monstro.

Em um trote magnífico e esquecendo de todo treinamento que recebera, Chumbo estava praticante embaixo da fera. Havia soltado sua Gatling Gun, com a mão direita espalmada, aplicou um golpe logo abaixo da garganta do roedor, que de súbito cuspiu Ramirez pra fora da boca.

O homem pesado, segurava agora a enorme criatura pelas presas, em uma disputa de força.

Frank pegou uma de suas bolas de ferro, envolveu em uma tira de pano e começou a girar o artefato no ar. Lahey atirava incontáveis balas em Rhea que não desistia de sua disputa um tanto quanto pessoal.

O Rato Gigante se desvencilhou e cravou uma acintosa mordida no ombro direito de Chumbo, que ficou de joelhos imediatamente. Sangrava muito, talvez só estivesse consciente devido a determinação que empregou a causa.

O rabo de Rhea se debatia incontrolavelmente, rachando o piso em cada descida bruta. Seu corpo estava perfurado, faltava pelo, faltava partes, mas seguia lutando. Lahey se aproximou para estourar os miolos dela agarrando seus bigodes, Chumbo perdera a disputa e teve o corpo rasgado ao meio pelo poder de suas garras. Guinchou triunfalmente : - MUHRWAAAA.

E engoliu a parte superior do corpo do homem, deixando a cintura e as pernas para trás.

Esse fora o último ato de Rhea, que caiu morta, os olhos continuavam abertos, porém sem o apelo flamejante que emanava. 
O Capitão levantou a blusa de sua subordinada, fez menção para que Frank a segurasse. Pegou alguns projéteis não disparados da arma do recém falecido, desafixou sua base e despejou uma grande quantidade de pólvora no corte de maior gravidade.

- Segure bem amigão. Essa merda vai doer pra caralho!- Disse ele.

Deu três tapas leves para que ela acordasse e já tinha o cantil em mãos.

- Filha, é bom você tomar bastante, bastante mesmo.

O fez, tossiu algumas vezes, torceu o rosto devido ao elevado teor alcoólico da bebida, já se sentia entorpecida. Suava bastante, sua franja estava emplastrada em sua testa, recostou a face no chão frio e reconheceu os restos mortais de seu amigo. Quando os olhos começaram a marejar um clarão fez com que ficasse temporariamente cega. Sentiu o cheiro da própria carne tomar conta do ambiente, parte de sua barriga estava em chamas, no intuito de que o sangramento fosse estancado, a ferida esterilizada e devidamente fechada.  A insuportável dor, o sofrimento horrível, a agonia intensa não durou muito tempo, voltou a apagar.

 Com um leve sinal sonoro o elevador indicava que estava pronto para subir novamente.

Frank pesou a atual situação, perderam um membro, a pessoa mais inteligente dentre os três estava enfraquecida e o Capitão não parecia muito sóbrio, optou ao invés de se entregar ao desespero, se entregou ao momento, tomando o cantil da mão do homem liquidando com o seu conteúdo.











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Posso ver a aura das pessoas... e é uma maldição.

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Sim, eu consigo ver a aura das pessoas.

E odeio dizer isso tão vagamente. Me faz soar como um médium charlatão que finge que tem uma habilidade só para explorar pessoas desavisadas. Nunca fiz um centavo em cima da minha habilidade. Nunca levei vantagem sobre isso. E, até agora, nunca nem havia falado para ninguém.

Mas realmente as vejo, e estou começando a achar que é um tipo de maldição. Tenho um motivo para estar digitando isso e te garanto, não tem um final feliz.

Para mim, é bem simples. Vejo uma luz suave em volta das pessoas. Em todo mundo. E nessa luz posso ver a moral deles. Quanto mais clara e mais translucida a luz, melhor a pessoa é. Quanto mais escura e mais opaca, pior é a pessoa. Turvas e mais ou menos translucidas são ambíguas. Para simplificar as coisas, esse é os três jeitos que eu os descrevo. Escuro significa ruim. Claro significa bom. Turvo é algo entre os dois. É estranho, mas sempre vi as pessoas de aura cinza/turva como... árbitros. Mediadores. As pessoas no meio, que não são nem um nem outro, e que sempre terão decisões difficiles a tomar.

Eu era uma criança quando fiquei ciente de meu dom. Não demorei para perceber que o quanto mais iluminada a aura, mais carinhosas e altruístas as pessoas eram comigo. Enquanto ambos meus pais eram boas pessoas, a aura de meu pai era um pouco mais clara do que a de minha mãe. Como resultado, ele sempre era mais paciente e compreensivo comigo. Era óbvio que meus professores e colegas com auras mais claras eram mais amigáveis e compassivos. As auras escuras eram os típicos brigões, ladrões de dinheiro do lanche e valentões. Posso dizem que tinha uns 8 anos quando percebi que eu tinha um dom que os outros não tinha. Que, provavelmente, ninguém mais tinha.

Já li alguns sites da 'nova era' e artigos da medicina alternativa que dão seu ponto de vista na leitura de auras. Enquanto acredito que a maioria deles é só papo furado, espero que exista pelo menos mais UMA pessoa no mundo que compartilhe da minha habilidade. Então não quero descartar completamente essas pessoas como charlatões. Só que, para mim, não funciona de nenhum jeito que esses sites descrevem. Visitei diversos médiuns e leitores de aura. A maioria deles tem auras cinzas ou escuras, e tenho quase certeza que não obtêm de tal poder. Não estou querendo dizer que todos os 'médiuns' são pessoas terríveis. Visitei alguns que tinham auras bem claras. Não conseguiram me convencer de que realmente tinham poderes psíquicos, mas pelo menos a intenção no coração deles era de realmente ajudar outras pessoas.

Você tem que entender... vou terminar esse texto compartilhando algo horrível que aconteceu comigo. Mas antes de contar tudo, acho que existem mais algumas coisinhas que preciso explicar. Imagino que muitos de vocês estejam curiosos sobre quais aspectos de auras são mais comuns. Fico feliz em contar que a maioria das pessoas está em um tom entre o claro e o escuro. Vejo pouquíssimas auras bem escuras. Isso não é nada científico, e não viajei o mundo fazendo gráficos e tabelas, mas estimo que 60% das pessoas são mais claras. 25% são acinzentadas. 15% são escurecidas. De novo, lembre-se que isso é só uma estimativa. Qual a precisão de diferença entre clara e acinzentada? Não faço ideia. Mas posso assegurar que existem muito mais auras claras do que escuras no mundo.

A próxima coisa que gostaria de comentar aqui são sobre as crianças. Consigo ver a aura das pessoas já desde o nascimento, e nunca encontrei uma aura que mudou enquanto a pessoa envelhecia. Não sei o que isso significa para todo o debate de nature vs nurture. E também não estou dizendo que pessoas com auras escuras sempre se comportam terrivelmente, ou vice e versa. Uma pessoa com uma aura mais clara pode nascer em condições ruins, adquirir problemas com drogas e recorrer ao crime para sustentar seu vício. Acho que a diferença é... alguém com aura clara pode até roubar alguém, mas nunca usará a violência para fazer isso. Uma pessoa com aura escura mataria outros se pudesse sem nem pensar duas vezes.

Outra observação importante... A proporção entre claro/escuro/cinza sempre é parecido em qualquer ambiente. Mesmo se estou em uma igreja ou em um show de death metal, sempre parece estar naquela tabela de 60%-25%-15%. Uma vez, visitei uma prisão federal e me surpreendi quando vi que pelo menos metade dos prisioneiros tinha auras claras. Tive que ir até à prisão para ver isso pessoalmente porque não consigo ver auras por fotos, televisão, filmes ou até mesmo em espelhos. Só posso ver auras no mundo real. Outra coisa estranha... não posso ver minha própria aura. Imagino e espero que seja no espectro claro, mas não consigo vê-la.

A pessoa com a aura mais clara que já vi na vida era de uma assistente social. Ela brilhava com tanta intensidade que era até difícil para mim olhar diretamente para ela. Baseado no jeito em que as pessoas agiam em sua presença, creio que quase todos podiam sentir seu brilho em um jeito inconsciente. Todos amavam-na. Ela havia doado um rim para uma pessoa que mal conhecia. Sua filha adotiva tinha necessidades especiais. A maior parte do dinheiro que ganhava, doava para várias caridades. E isso é só pelo pouco que eu conhecia dela. Essa mulher brilhava tão intensamente que chegava a me assustar. Era assustador que alguém podia ser tão bom.

Mas não foi nem de perto tão assustador como quando me encontrei com a pessoa mais escura que conheci. Eu tinha 20 anos na época, saindo de uma festa por volta das duas da manhã. Um homem andava silenciosamente pela rua. Não o vi de começo, mas notei o brilho escuro em volta dele. Esse homem tinha a aura tão negra que basicamente sugava a luz em sua volta. Olhei para ele intensamente e por bastante tempo. Parecia desesperado, cruel e insensível. Quando olhou para cima e cruzou o olhar comigo, quase me fez cair para trás. Deu um sorriso bizarro, como se soubesse o que eu podia ver. Vi seu rosto de perto. Nunca vou esquecê-lo. E o reconheci quando vi sua foto em um jornal algumas semanas depois, informando que havia sido preso. Havia assassinado sua ex-esposa e duas filhas a sangue-frio.

Acho que tenho que ir ao ponto final agora. A razão pela qual escrevo isso.

Me apaixonei um ano atrás. Ela não brilhava tanto quanto aquela mulher que já havia visto, mas posso assegurar que sua aura não era escura nem acinzentada. Era linda. Seu humor, sua inteligencia, seu... tudo. Era a mulher dos meus sonhos. E nunca contei para ela sobre meu dom. Poderia ficar falando sobre ela por horas e horas aqui, mas isso não é uma história de amor. O importante é: nos apaixonamos. Ela engravidou. Estávamos felizes. Estávamos muito, mas muito felizes.

Lembro de ouvir meu celular vibrando dois dias atrás, pela manhã. Lembro da minha empolgação quando li a mensagem que dizia "Está acontecendo. Venha para o hospital". Lembro da minha frustração quando fiquei preso no trânsito. Lembro da demora que foi até encontrar uma vaga no estacionamento. Lembro de gritar para enfermeira "EM QUAL QUARTO MINHA ESPOSA ESTÁ?". Lembro de abrir a porta com tudo e ver o sorriso no rosto da minha mulher. Lembro de ver o médico, sua luz brilhando tão branca, enquanto dizia "Parabéns, é um menino."

O médico segurou o bebê na minha direção.

Toda a luz do quarto se dissipou.

"Não, não pode ser." Lembro de dizer. O médico colocou-o em meus braços.

A escuridão em volta de meu filho era tão intensa que eu mal conseguia ver suas feições. Era um vazio. Era tão escuro que o mundo quase nem existia em sua volta. Não era como nada que eu já havia experienciado antes. Comecei a chorar. Acho que minha esposa e o médico acharam que eram lágrimas de felicidade. Deus sabe que não eram.

Pensando de volta na aura do homem que assassinou sua família. A dele era a mais escura que eu já havia visto. Mas a escuridão em volta do meu filho era cem vezes pior. Mil vezes pior. E o que poderia ser mil vezes pior do que assassinar a própria família?

Já faz dois dias. Estamos em casa agora. A escuridão do meu filho é tão intensa que obscurece o corredor que vai até seu quarto. Minha esposa sabe que tem algo de errado. Acho que a suspeita dela é que eu me arrependo de ter tido um filho. Se ela soubesse...

O que eu faço? É meu filho. Vinte minutos atrás eu fui até seu berço e segurei um travesseiro logo acima de sua cabeça. Mas não consegui fazer. Não ainda. Um homem que assassina sufocado seu próprio filho de dois dias de vida: que cor seria a aura desse homem?

E aqui está o pensamento que fica percorrendo pela minha mente enquanto estou sentado aqui, sozinho. Os pais dos abomináveis. Os de Adolf Hitler. Joseph Stalin. Timothy McVeigh. Se soubessem o que sua prole viraria, teriam assassinado-os em seus berços. Eles teriam a coragem de segurar o travesseiro por quanto tempo precisasse?

Posso ver o quarto do meu filho aqui do meu escritório. O corredor parece escurecer cada vez mais. Estou olhando para minhas mãos enquanto digito isso. Talvez eu esteja enlouquecendo, mas parece que posso ver a aura em volta das minhas mãos e braços agora. É cinza. Turva. Talvez sempre tenha sido assim.

Estou olhando a almofada que tem aqui perto de mim. O brilho acinzentando em minhas mãos parece ser cada vez mais aparente. Talvez seja hora. Talvez seja para isso que tenho esse dom. Tudo se resume a isso.

Talvez seja hora.

Acho que é hora.

FONTE

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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Acampamento Omega

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Eu tinha cerca de doze anos quando meus pais me mandaram para aquele buraco de merda. Eles estavam muito determinados em me levar ao acampamento. Não apenas aquele acampamento, mas qualquer um. Eu levei aquilo como um código para "Nós-estaremos-no-trabalho-a-semana-toda-e-não-confiamos-em-você-sozinho". Meus pais me mostraram o folheto, na verdade até parecia divertido! O folheto apresentava slides, atividades, e qualquer coisa que uma criança de doze anos iria querer em um acampamento. Era bastante legítimo. As crianças pareciam estar se divertindo na imagem. 3Eu pensei sobre e acabei cedendo.

Me lembro como se fosse ontem. Acampamento Omega na encosta da montanha Virginia em alguma cidade pequena. Era como qualquer outro acampamento, beliches para dormir, fogueiras à noite e monitores amigáveis. Pensando melhor, talvez amigáveis demais. Na época, pensei que estavam sendo amigáveis  porque era seu trabalho. Eu nunca estive tão errado.

O Acampamento foi divertido no começo, embora as atividades fossem um pouco estranhas. Nós tínhamos que fazer esses bonecos que se pareciam conosco. O meu tinha palha para o cabelo e olhos de botão azul. Então tínhamos que fazer pulseiras com nossos nomes nelas. Tudo era personalizado como eu esperava do Acampamento. Tínhamos fogueiras e compartilhávamos nossos sentimentos até nos conhecermos muito bem. Havia cerca de 23 outros campistas e 15 monitores. Uma campista chamou minha atenção, seu nome era Jeanette. Ela era legal e não falava muito. Eu também era tímido, então nos conectamos facilmente por aproveitar o silêncio.

Foi o último dia do Acampamento de uma semana. Eu estava tão feliz em ir pra casa no dia seguinte, o Acampamento era divertido, mas eu sentia falta de casa. Nós sentamos ao redor da fogueira, todos, incluindo os monitores. Eu não tinha certeza se era o fogo mas eles pareciam diferentes. Pareciam familiares mas seus rostos estavam pálidos como fantasmas. Encolhi os ombros e ouvi a próxima atividade.

Gostaria de não ter ouvido.

Todos nós tínhamos nossos bonecos que se pareciam conosco. Eu segurei o meu em minhas mãos e tentei não olhar para ele, seus olhos de botão vazios me encaravam. "Isso representa o antigo você. Você antes do Acampamento", o Monitor principal disse a todos nós. Então eles nos fizeram jogar os bonecos na fogueira. Eu assisti enquanto o meu era envolvido pelas chamas, estalando enquanto o fogo consumia sua pele de lona. "Você é uma nova pessoa agora." A monitora chefe nos disse.

Após a queima dos bonecos, eles nos disseram que haveria um jantar e uma cerimônia de despedida. Dois dos monitores nos levaram de volta às cabines e nos disseram para embalar nossas coisas. Eles explicaram que a cerimônia de celebração era em um celeiro na margem da propriedade. O outro monitor saiu, então estava apenas um com a gente. O nome dele era Scott. Ele era sempre muito legal r tinha ótimas piadas. Esperou na fogueira enquanto todos reuníamos nossas coisas. Ele estava agindo estranho quando ao lado dele para esperar os outros. Estava encarando o fogo silenciosamente, com um olhar perturbado em seu rosto. "Eu amo vocês", murmurou quando nos reunimos. Eu não sabia com quem ele estava falando, então presumi que tinha ouvido errado. "Eu amo vocês, e faria qualquer coisa por vocês." Ele disse claramente então todos nós ouvimos.

Todos nos olhamos com expressões confusas, mas foi um gesto legal então dissemos que o amávamos também. Ele sorriu e levantou "Estamos prontos", ele afirmou e então nos guiou pela floresta até a margem do Acampamento. Estava escuro e o ar ficou mais denso. Eu estava entusiasmado para a cerimônia. Estava pronto para ir embora e ir pra casa onde tinha TV a cabo e internet. Já tive o suficiente ao ar livre.

De repente, saímos da floresta e o celeiro surgiu da escuridão. Todos os monitores do Acampamento estavam ao redor dele em um círculo com tochas na mão. Senti meu estômago se embrulhar. Sabia que algo não estava certo assim que nos levaram ao celeiro.

Era uma estrutura antiga e em péssimas condições. Tenho certeza de que de aquilo não cumpria o código dos padrões de construção e também tinha certeza de que não deveríamos estar lá. Os monitores entraram e formaram um círculo ao nosso redor, fechando a porta atrás deles.

A monitora chefe saiu do círculo e ficou diante de nós: "Jeanette Lewinski, por favor dê um passo a frente para sua partida." Todos ficamos desconfortáveis mas Jeanette seguiu adiante. Fiquei feliz por ela; talvez ela conseguisse uma fita ou algo legal para levar para casa.

Os monitores saíram do círculo ao redor do celeiro e foram para o círculo ao nosso redor, todos segurando suas tochas. Eu podia sentir meu coração batendo mais rápido conforme eles se aproximavam.

E esfaquearam Jeanette no pescoço.

Ela não gritou e de repente foi um pandemônio súbito quando os monitores jogaram sua  tochas nas paredes do celeiro. Eu não percebi que todos os monitores tinham longas facas serrilhadas com eles. Tentei correr, mas o celeiro estava começando a ruir. As crianças corriam e gritavam antes de seres esfaqueadas pelos monitores.

"Nós temos que sair daqui!" Gritei antes de ir direto para Scott.

"Carl, você não quer ficar para a cerimônia?" Ele me perguntou, seus olhos estavam completamente pretos e tinha um sorriso sádico em seu rosto.

Eu o soquei no estômago e corri, fugi por uma abertura no celeiro. Nunca tinha corrido tão rápido na minha vida. Olhei para trás, brevemente. Gostaria de nunca ter olhado para trás. Podia ver figuras escuras, apenas a silhueta pela luz do fogo, sendo esfaqueados pelos monitores.

Ouvi um canto ecoado, no início não consegui entender, mas ficou mais alto:

"Nós sabemos o que é melhor para você, nós o amamos."

E se repetia. A bisão do último suspiro de Jeanette enquanto sua boa enchia de sangue passava pela minha mente, corri.

Corri para a floresta, meu coração batendo como um tambor. Eu não sabia onde estava indo. Estava apenas correndo na direção de onde tínhamos vindo. O canto me seguiu. "Nós sabemos o que é melhor para você, nós o amamos." Se repetia como um disco arranhado.

O brilho do inferno iluminou a propriedade vagamente, então pude sair pelo outro lado, onde as cabines ficavam. Eu olhei para trás novamente; Pude ver uma movimentação atrás de mim, e o canto ficando mais alto. Como eles me encontraram? Como eles me seguiram?

"Nós sabemos o que é melhor para você, nós o amamos."

Corri mais rápido, mas senti uma mão puxar minha camisa. Eu caí e a pessoa caiu junto comigo. Olhei para trás e vi o monitor, ele estava segurando meu tornozelo com uma mão e uma faca com a outra. Seu olhos eram um buraco negro e vazio e sua pele era branca como um papel. Gritei e chutei a faca de sua mão com meu outro pé. Isso afrouxou seu aperto um pouco e me deu tempo te ficar de pé e correr para a saída,

O letreiro que dizia "Acampamento Omega" ficou assustadoramente acima da entrada. Corri diretamente através dele. Os passos atrás de mim pararam. Olhei para trás de mim novamente, e lá estavam eles. Parecendo presos dentro da área do acampamento estavam todos os monitores. Paarados como pedra. Como se soubessem que não podiam atravessar o portão.

Começou a chover e foi quando eles colocaram os capuzes. Eu não percebi os capuzes e as vestes antes. Mesmo na luz fraca, eu poderia dezer que eles estavam vermelhos de sangue.

"Nós sabemos o que é melhor para você, nós o amamos."

Começaram a cantar em coro novamente. Me afastei lentamente, os olhos arregalados de terror enquanto tiravam os punhais novamente. Eu pensei que eles iriam jogá-los em mim. Parte de mim queria correr e gritar, mas a outra parte estava paralisada, olhando a cena com curiosidade.

Em uníssono, eles levantaram suas facas manchadas de sangue e se esfaquearam no pescoço. Sangue brotava de todos os lugares. Eu podia ver se misturando com a chuva enquanto escorria pelo pescoço e caíam.

Tudo o que podia fazer era gritar e correr pela trilha para a pequena cidade. Parecia que eu tinha corrido semanas até encontrar a cidade e a delegacia. Alívio tomou conta de mim quando entrei pela porta de madeira. Devo estar parecendo um trapo. Meu cabelo estava emaranhado com uma mistura de suor e chuva. Provavelmente tinha sangue nas mãos. Olhei para eles.

Eles estavam limpos. A chuva deve ter lavado o sangue. Andei pela recepção tão calmamente quanto pude, a secretária olhando para mim. Tinha uma expressão chocada no rosto como se eu tivesse levantado dos mortos. Presumi que era por causa da minha aparência desgrenhada.

Expliquei tudo para ela. O Acampamento, os monitores, o que fizeram, tudo. Ela ficou chocada e me deu um copo d'água. "Você quer chamar seus pais, Carl?" Ela me perguntou.

"Sim, por favor." Ela me deu seu telefone e eu liguei para eles. Fiquei surpreso que eles conseguiam me entender já que eu estava engasgando em minhas próprias lágrimas e catarro que corriam pelo meu rosto e se acumulavam na minha boca. Eles vieram o mais rápido que puderam para me buscar. Uma hora depois eles chegaram à delegacia. Fiquei tão aliviado que eles me encontraram que assim que entrei no carro eu fechei meus olhos. Me sentia seguro.

Devo ter adormecido pois quando abri os olhos nós estávamos em um lugar que não me era familiar. Pisquei algumas vezes; nós tinhamos estacionado em frente a um prédio de tijolos com um ar tenebroso. Foi então que percebi algo. A mulher da delegacia, como ela sabia meu nome? Eu nunca disse a ela.

"Onde estamos?" Perguntei, apreensivo. Meus pais olhavam para mim com expressões tristes.

"Filho, estamos em uma instituição mental. Estamos preocupados com você." Meu pai declarou, sem rodeios. Aquilo me chocou.

"Vocês não acreditam em mim?", perguntei.

"Carl, você esteve desaparecido por uma semana. Você apareceu em uma delegacia de polícia nesta pequena cidade, falando algo sobre algum acampamento com monitores assassinos." Minha mãe disse. Permaneci em silêncio, tentando processar tudo.

"Carl, sabemos o que é melhor para você, nós o amamos." Eles disseram, em uníssono.



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Tem mais alguém tomando vitaminas D-3?

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Se sim, acho que você deveria parar. Porque as minhas acabaram de chocar.

Foram poucas delas, dentre muitas cápsulas pequenas e brilhantes no fundo do frasco.  Agora, pensando nisso, não me lembro de onde esse frasco veio. De qualquer forma, eu tinha certeza de que era novinho em folha. Fazia parte da minha rotina matutina; esse grande, progressivo esforço de cuidar melhor da minha mente e corpo. Eu acordava, fazia um chá quente de oolong, engolia uma mão cheia de suplementos e me alongava como um atleta profissional.

E agora cá estou, refletindo se alguma das cápsulas que tomei durante a semana eram a descendência de algum inseto estranho, sabiamente disfarçada como suplemento ósseo.

Os filhotes são pálidos e frágeis, com asas delicadas e um monte de olhos. Posso vê-los através dos lados translúcido do frasco, se contorcendo juntos uns aos outros. Parecem surpreendentemente fortes levando em conta o pequeno tamanho, empurrando comprimidos (ou ovos?) à parte em sua luta para alcançar o top de sua prisão de plástico. Tem alguém que eu possa chamar pra cuidar disso? Controle de pragas, ou meu velho médico, talvez? Mas eu não conseguia me levar até o telefone. Os bichinhos eram fascinantes de sua própria maneira. Não seria justo acabar com suas vidas.

Poderia mesmo existir vários deles dentro de mim? Se conseguissem eclodir na escuridão ácida do meu estômago, o que fariam lá?

Um desconforto perturbante toma conta de mim. Não por causa dos insetos, aliás. É o frasco. Me incomoda não conseguir lembrar de onde veio, ou por quanto tempo tenho o usado. Eu deveria saber essas coisas, não? Não posso esquecer coisas assim. Não mais. Fecho meus olhos e respiro.

Autocontrole. Autocontrole é o que eu preciso agora, autocontrole está dentro de mim, útil e pronto e acessível. "Vai ficar tudo bem", sussurro para ninguém em particular. Então, com as mãos trêmulas:

Alcanço o frasco.

Torço a tampa para abri-la.

Esvazio todo o conteúdo do frasco garganta abaixo.

Engulo tudo, empurrando com o chá de oolong.

Bom, agora os filhotes estão seguros dentro de mim. Mas, um segundo, era isso o que eu queria fazer? Eu devia mantê-los a salvo de mim, ou manter-me a salvo deles? Outra onda de pânico: não pensei nisso, fodi tudo, agi por impulso. Mas é tarde para fazer qualquer coisa sobre isso.

Sento com um suspiro e me dou conta de algo. Minha rotina matutina saiu MUITO do controle. Existem inúmeros comprimidos e suplementos para tomar. Toda aquela loucura médica. Dúzias de formas e tamanhos e cores. Talvez alguma coisa tenha me escapado. Não havia outra pílula que era muito importante? O doutor me disse para tomá-la todos os dias. Mas, estou cheio de insetos, então isso não me parece algo que ainda é relevante.

Me acomodo na minha poltrona.

Sinto o aconchego do chá.

Sinto os filhotinhos se contorcendo dentro de mim.

Logo suas peles sairão, assim como a minha.

Tudo está passando pela minha cabeça agora, o cúmulo da minha experiência de vida: louva-a-deus.

FONTE

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Ballet (Part. 1)

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Todos observavam à linda Molly Smith dançar em cima do palco do maior teatro da cidade; com seus passos perfeitos e cuidadosamente dados ela dava o seu show para uma plateia encantada. Um único holofote era ligado e não precisava mais do que isso para que parecesse um anjo, seu rosto não expressava nenhuma dor, suas sapatilhas brancas pareciam nem tocar no chão. 

Sua mãe Denise era a empresaria de Molly e quase toda semana tinham shows pela cidade, algumas vezes convites para se apresentar fora da cidade, mas por alguma razão evitava esses convites. 

‘’Sua filha é tão graciosa, parece uma boneca!.’’ – Disse a senhora que havia acabado de assistir a apresentação. Denise sorriu e agradeceu a gentil senhora pelo elogio e se dirigiu até o camarim.

Molly estava parada olhando fixamente para o espelho onde parecia procurar a si mesma, seu pensamento logo foi interrompido com o girar da maçaneta. Ela sabia que era sua mãe e que já era a hora de voltar para casa. Durante o caminho uma leve chuva começou a cair, as gotas escorriam pelo vidro enquanto as luzes da cidade pareciam se misturar com elas. A sensação de relaxamento tomava conta de seu corpo já extremamente cansado e seus pés dormentes. 

Cerca de uma hora depois  chegaram em casa; Denise sempre a carregava no colo ao sair do carro. ‘’Esse é o preço da dança filha, e você é uma grande estrela. ’’ – Falou orgulhosa enquanto Molly expressava cansaço nos olhos. Era notável o seu esgotamento físico e mental. 

Denise a colocou na poltrona e ligou a TV, esse era o programa favorito de Molly; ‘’Memorias da Dança’’.  Enquanto assistia, sua mãe fazia o dever de casa e cuidadosamente imitava a letra da filha. Era tão boa nisso que poderia ser uma golpista profissional se quisesse. 

As horas foram passando até que as duas pegassem no sono, a noite estava calma e a chuva ainda bem fraca, tudo perfeito  para uma boa noite de sono. As 23:00 o celular toca, o despertador avisa que está na hora dos cremes especiais de Molly que aliviam a dor. 

Então a parte mais difícil começa. ( Continua..) 

Autor: Andrey D. Menezes. 

(Olá! Estou sumido eu sei, mas sempre volto :) (Espero que gostem dessa creepy, está só começando.) 
(Logo mais novidades que eu quero compartilhar com vocês.) (Ps: Estou fazendo uma creepy com bastante cuidado, já tenho 7 paginas haha.) 

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Você gosta de chiclete?

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Sou funcionário de uma empresa que fabrica chicletes conhecidos como "Poc-Pac" isto, por causa do curioso barulho que fazem quando mastigados. Trabalho no departamento de marketing da empresa e sou o responsavél pela edição dos anuncios de nossa empresa.

Certo dia, estava terminando o ultimo anuncio antes de voltar para casa quando meu chefe, Jeff veio até minha mesa e disse: - Dan, você poderia ficar um pouco mais, pois as coisas estão ruins por aqui e como as vendas vem decaindo, adotamos uma nova fórmula para o chiclete, e estamos trabalhando no anuncio. Por isso, vim pedir para que você termine este anuncio e passe na sala de reuniões onde irei apresentar o anuncio ao departamento de marketing.

- Tudo bem chefe. Respondi.

Terminada a edição, me dirigi a sala de reuniõ para poder ver o novo anuncio. No caminho encontrei Mark o cara que tirava as fotos para cada um dos anuncios. - Hey Dan! Preciso te contar algo. O novo anuncio, parece que vai ser todo "rebuscado" por que o chefe nem pediu meus serviços. Ele contratou um cara de fora, que é tipo freelancer. Nem sei pra que ele vai gastar grana com um cara assim sendo que ele tem o champion aqui!

Mark era do tipo brincalhão que dica sério na hora certa. Sempre fazendo suas piadas, ele era quem animava a monotonia do departamento de marketing.

Chegamos na sala de reuniões, onde a maior parte do pessoal já estava reunido, esperando o chefe. Logo Jeff apareceu com seu famoso "Pendrive imortal" porque de acordo com ele mesmo, era o pendrive que ele usava desde de sempre para salvar suas coisas.

Jeff colocou o pendrive no Netbook da empresa e começou: - Bem, como sabem as vendas tem decaido até então. Mas com um pouco de criatividade, eu pensei em um novo anuncio para nossa empresa alçar voôs. Agora que estamos reformulando nossa fórmula, temos que reformular nossos anuncios também! então, com este pequeno discurso lhes apresento o novo anuncio da empresa!

O telão mostrou uma imagem grotesca, que mostrava um porco como arames nos cantos da boca como que forçando um sorriso. Mark se levantou e pediu licença para se retirar, com uma expressão que misturava horror e nojo.

Jeff percebendo o choque disse: - Ora vamos! está boa a imagem! Só alguns retoques de nosso amigo Dan e o anuncio ficará perfeito!

- Chefe, eu me recuso a editar isto. É extremamente horrivel e passa uma sensação de "venham! Comprem nossos chicletes! São feitos de porcos! Ha Ha Ha!" Eu, não posso editar isto. Dizendo isto, me levantei para sair da sala, quando Jeff, com seu tom habitual disse tranquilamente: - Dan! Nós não usamos porcos para fazer chicletes! Ficariam parecendo borracha de pneu! A nova fórmula, além de trazer novos sabores, também adiciona um novo ingrediente. Por isso, amanhã te mostrarei o novo ingrediente e como preparamos ele para adiciona-lo ao chiclete. Esteja aqui. Irei te mandar a imagem pelo Email. Agora, Todos Dispensados!

Eu estava com ódio fervendo dentro de mim. Jeff so podia ser louco ou pelo menos estava ficando louco. Não havia sentido naquilo. Naquela imagem. Não havia sentido em nada!

No outro dia, cheguei na empresa e a primeira coisa que fiz foi abrir meu computador e checar meus emails para ver se Jeff realmente havia mandado a imagem ou se era piada com a nossa cara e o anuncio novo seria melhor. Quando abri o email senti a furia crescendo dentro de mim, lá estava a maldita imagem do porco. E junto do anexo um emoticon feliz. Aquele homem, ele era louco! Por que diabos ele insistia em publicar um anuncio com uma imagem tão horrivel?

Fechei o email e fui atrás de algum jogo para download, estava determinado a não fazer aquela porcaria, como havia dito na reunião.

O dia foi passando enquanto eu jogava aquela porcaria entediante. Jeff chegou em minha mesa quando eram umas 6:15, perto do meu horário de saida.

Com um sorriso no canto de sua boca disse: -Então Dan vou te mostrar o novo ingrediente e como é o preparo dele. Só espero que você não se impressione... Saimos andando até encontrarmos uma porta onde se lia: "Entrada de visitantes." Jeff, abriu a porta e entrou, com um sinal de venha para mim. Eu, fui seguindo.

Passamos por vários locais onde se via o preparo do chiclete e tudo mais. Até chegarmos em uma porta onde se lia: "Sala de remoção". Jeff me disse em tom calmo: - Aqui é onde obtemos o novo ingrediente para preparo. Depois deste processo, ele passa para a sala de preparo e por fim é adicionado aos chicletes.

Entramos na sala e pude ter a visão mais grotesca de minha vida. Um cirurgião ao som de musica classica, removia as cartilagens de um porco e ia colocando em uma bandeja. Senti a

bile subindo pela minha garganta e não pude conter, me ajoelhei no chão da sala e devolvi todo almoço daquela tarde.

Jeff observava sem nenhuma reação, como se fosse normal para ele ver uma cena daquelas. Eu sabia o motivo pelo qual eu havia vomitado, além da cena, eu havia mascado 2 ou 3 chicletes de menta que havia comprado na cantina da empresa.

Jeff disse: - Dan... Qual é o problema? A cartilagem, deixa o chiclete extremamente mais elástico. E com a adição de alguns copos a mais de açucar e corantes, ele fica perfeito para aumento das vendas! Acredite em mim, foi a melhor que já tive em toda minha vida para crescer esta empresa!

- V-Você só liga para si mesmo, esta empresa estúpida e dinheiro NÃO É?

- Ora Dan... Não seja assim... Afinal, sempre tiramos a cartilagem de porcos. Então pensei em te trazer como o cobaia n° 1 para ver se cartilagem humana é boa e tão elástica quanto a do porco!

A ultima coisa que me lembro, é de uma pancada na nuca, e das risadas de Jeff ecoando em minha mente.

Continua...

Bom, pessoal. Esta, é a primeira parte de uma creepy que venho planejando! Com a aprovação de vocês, posso continuar esta creepy! Então, boa leitura!

Autor: Franklin Domingos

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