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Vox e Rei Beau: Mais Atualizações da Vox (PARTE 13)

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Antes de qualquer coisa, queria dizer que muitos de vocês conseguiram o que tanto queriam. Andrey não conseguiu mais aguentar a pressão das criticas e preferiu se desligar do blog. Eu tinha decidido que não falaria muito a respeito disso, mas não consigo fechar os olhos em relação as coisas que li por aqui. Sempre haviam muitas comparações, muitos xingamentos e muito poucas criticas construtivas (inclusive agradeço muito aos leitores educados, que comentavam de boas). Era apenas um hate gratuito. Como conheço Andrey não só como tradutor, mas como meu amigo, sei como ele se esforçou imensamente para trazer conteúdo aqui, sei o quanto ele sofreu com as criticas, e que antes de decidir sair definitivamente, já tinha falado sobre não fazer mais parte do blog diversas vezes.

Eu só peço que vocês lembrem no futuro que por trás de cada conto, cada palavra digitada, tem um ser humano que está dedicando seu tempo DE GRAÇA para o blog.  Por trás de cada creepypasta traduzida, existe um ser humano que tem família, tem que trabalhar, tem que estudar, tem problemas pessoais, que faz isso aqui porque gosta. Vou dizer que não estou triste com essa situação toda, estou um tanto quanto decepcionada. 

Parte 1
Eu sei. Estou atrasada.

Como sempre, agradeço tudo que fizeram para me ajudar até agora. Se importa, estou muito mais calma. Vou explicar, mas talvez fique meio disperso. Com sorte, vocês entenderam algo. 

Em uma noite, acordei de um pesadelo. O sonho era um que tinha as vezes quando criança. Não lembro todos os detalhes, no mais que envolvia eu estar presa sozinha em um quarto que pulsava e parecia diminuir de tamanho. Eu tinha problemas para respirar e entrava em pânico até acordar. Não soa muito assustador, mas sou claustrofóbica. Não consigo nem descer naqueles tobogãs fechados. Nessa noite, como em qualquer outra, eu teria chamado por minha mãe ou corrido para seu quarto.

"Eu não lhe contei do primeiro pesadelo?" Ele perguntou. 

Há muito tempo atrás, a Escuridão ainda era muito jovem. Perseguia o nosso tipo sem parar, mandando sombras para mordiscar nossos calcanhares e permitindo que monstros nos espionassem. Essa era uma época quieta quando viajávamos entre mundos sem entender e a Escuridão sabia o suficiente para nos deixar apenas na beira. Eu temia que nós nos espalharíamos além das fronteiras de nosso mundo como câncer. Então fazia qualquer coisa para nos assustar, machucar e até nos matar.

Ainda assim, havia uma filha da humanidade que não temia a Escuridão. Ela a procurava e viajava entre mundos sem preocupação. As sombras eram suas companheiras. Nenhum monstro podia capturá-la em suas armadilhas. Nada que a Escuridão fazia podia pará-la, e sua coragem inspirava aqueles em sua volta para encarar o escuro também. Vendo essa filha da humanidade, a Escuridão lamentou sua derrota para a Noite.

"Como ela não vê que esses mundos não são para ela?" Perguntou. 

"Ela não consegue entender nossa verdadeira natureza. Você tem que alcançar seus corações," Noite disse. 

"Mas como?" Escuridão perguntou. 

A Noite mostrou para a Escuridão como os humanos dormiam, deixando suas mentes vagar sem defensas nenhuma. A Escuridão escorregou para dentro da mente da mulher e encheu sua cabeça com todas as possibilidades que espreitavam lá. Mostrou-a mundos que não podiam ser vistos com olhos humanos. Tormentou-a com ameaçadas de males infinitos para aqueles que ela amava. Deixou-a louca de medo para que nunca mais se aventurasse além da segurança de seu próprio mundo.

A Escuridão deixou uma parte de si na mente de cada ser humano para ficar com eles desde o nascimento até sua morte para avisá-los dos riscos de ser idiotamente corajosos. Esse pouquinho de Escuridão junto com a Noite e do coração do homem, fez-se criar o Pesadelo. A filha da humanidade nunca mais vagou pela Escuridão de novo. 

"Essa é uma péssima história," falei pare ele. "Por que a Escuridão faria isso? É idiota." Beau riu. "Isso é verdade. Mas do seu próprio jeito, a Escuridão se importava com a filha da humanidade."

Sem conseguir entender o que isso podia significar na época, falei que era idiota de novo e fui dormir com minha mãe.

Pessoalmente, nunca tive medo do escuro. Ontem a noite, depois de terminar o texto anterior, desliguei as luzes do meu apartamento e assisti um pouco de TV enquanto fumava. Juro que não sou uma maconheira, mas a maconha realmente me ajuda com as náuseas e até as dores de cabeça. Assisti um filme até quase dormir, ainda me sentindo bastante boba por ficar esperando por algo que (na minha mente racional) não existe. Sei que passo a maior parte do tempo procurando respostas paranormais para meu caso e ignorando o lado médico, mas isso não significa que estou totalmente preparada para abraçar a ideia de que um ser trans-dimensional está me perseguindo desde a infância.

Com meu filme terminado e a luz do dia começando, desliguei a TV e fui para a cama. O arranjamento do meu apartamento é estranho. Tem um pequeno corredor que leva da sala de estar que leva para as portas do meu quarto e do banheiro de um lado e um closet no final do corredor. Não precisei ouvir o silêncio para saber o que aconteceria a seguir. Todo o mundo parecia estar andando nas pontas dos pés em minha volta e as sombras dançavam e giravam no banheiro nas iluminações da noite. E dessa vez eu estava preparada. Antes de me preparar para dormir, havia me armado com um saleiro e um prego do kit de ferramentas que meu pai me dera de Natal. Não fazia ideia se era ferro de verdade, mas era o melhor que eu podia fazer no momento.

Minha visão mudou como se meus olhos estivesse se ajustando às sombras. A figura se revelou como se estivesse lá o tempo todo. 

"Vox," Chiou. 

Se eu parecia mais corajosa que o normal, provavelmente era culpa da erva e o fato de que estava desesperadamente cansada daquilo. Ele se moveu mais longe ainda no corredor. Não sei como outras pessoas teriam lidado com esse tipo de coisa. É como acordar um dia e encontrar o Coelhinho da Páscoa na sua cozinha. Coloquei a mão dentro do bolso do meu moletom e segurei firmemente o saleiro e comecei a cantarolar. A única coisa que me veio a mente na hora foi  "Don't Be Afraid, You're Already Dead (Em tradução livre em português, Não Tenha Medo, Você Já Está Morto)" que ainda bem é fácil de cantar. Em resposta, ele inclinou a cabeça para o lado e abriu sua boca de um jeito que percebi ser um sorriso de verdade. Seus olhos envidraçados se estreitaram e suas bochechas curvaram em suas feições esquisitas. 

"Você está tentando se salvar ou lutar contra mim?" perguntou. Gesticulou em direção ao meu bolso, onde eu segurava o prego e o saleiro com todas minhas forças. 

"Não sou muito de lutar," admiti.

Seu sorriso se transformou em um rosnado sinistro. Seus lábios se curvaram ainda mais para longe da fileiras de dentes e sua mandíbula abriu tão enormemente que achei que desprenderia. Sua forma se retorceu ameaçadoramente, como se tivesse decidido que iria atacar. O som que saiu do fundo de sua garganta parecia ser de três diferentes animais encurralados, e manchas de alcatrão preto se espalharam pelo chão e tapete. Um pouco caiu em meu moletom, transformado-se em um verme inchado e logo mais virando um besouro. Falei para mim mesma que não era real e o ignorei. A coisinha ficou por alguns segundos no meu ombro e depois voou para Beau, de qualque forma. Todos voltaram.

"Você não é caçadora. Você não tem poder algum. Você é cega e idiota como todo o resto. Você arruinará tudo," rosnou. 

"Então por que você está aqui, porra?" Perguntei. "Porque me importunar? Deve haver milhões de vozes melhores que a minha! Por que não me deixa em paz, caralho?!"

Ele gemeu um estranho cruzamento entre um chiado e um rugido gutural, mas eu já estava envolvida demais para desistir. Minha mente estava viajando por causa da maconha, me deixando exausta e com uma dor infinita por todo o crânio. Naquele momento, um demônio imaginário era o menor dos meus problemas. Dei um passo pra frente, literalmente.

"É porque eu estou doente, não é? Você não podia me pegar quando eu era pequenininha, né? Não era o suficiente. Tinha que esperar até eu adoecer. Eu posso estar morrendo, sabe. E você só está aqui para recolher a merda que você é dono, certo? Eu posso não ter poder algum, mas você é patético." 

Quando terminei meu discurso retórico, esperava que me matasse. Realmente acho que estou andando lado a lado com a realidade e a insanidade nesses últimos dias, e quando encarando fileiras e mais fileiras de dentes, sua mente só te levará a lutar ou lutar. Em um verão, viajei com uns amigos da escola para Roma. Me separei deles e acabei junto de alguns soldados americanos que estavam em sua última noite ali, antes de serem mandados para o deserto. Estava tarde, estávamos todos bêbados, eu era apenas uma adolescente, a única mulher entre eles e tinha plena certeza que seria estuprada e morta. Essa é a única coisa que consigo equiparar em níveis ferozes de medo e pânico. 

Ao invés do pior, um estranho som saiu de seus lábios, como ar sendo forçado por um fosso de orquestra. Ele estava rindo. Isso me pegou fora de guarda o suficiente para me tirar o medo. ódio preencheu-me novamente, e encarei seu rosto. Ou tentei, de qualquer forma. Honestamente, provavelmente eu só parecia que iria vomitar a qualquer momento em cima dele. Ainda assim, ele não estava brincando comigo como eu pensava. Estava triste.

Não lembrei disso tudo de uma vez. Apenas um flash me atingiu, uma lembrança instantânea como tantas outras bobagens que passei na maior parte da minha vida adulta, esquecendo. Felizmente, vocês ficam sabendo depois do ocorrido, então estou livre para vomitar o que eu sei em detalhes.

Estou fazendo pesquisas em psicologia infantil e amigos imaginários desde que isso tudo começou. A internet diz que crianças com menos de cinco anos tem dificuldade de distinguir o que é real e o que é parte da imaginação. Também já li, em meus estudos antigos, que seres primitivos do passado provavelmente não conseguiam discernir sonhos da realidade, e com isso foi criada a arte e a literatura. Sempre me perguntei se essas aventuras que tinha com Beau não eram apenas fruto da minha imaginação. Sei que, depois que ele foi embora, parei de vê-los, e talvez foi aí que comecei a ficar delirante pela primeira vez.

Não sei. Talvez isso seja um pouco demais. Maior parte das crianças, mesmo com sete anos, brincam de faz de conta. 

CONTINUA...

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Conheci um demônio no metrô de Tokyo

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Essa história é sobre algo que aconteceu comigo quando eu tinha sete anos de idade. Enquanto os anos foram passando e eu crescendo, comecei a perceber que essa história não pode ser real, mas não consigo parar de ter a sensação de que de fato é.

Aconteceu em Tokyo, no metrô. Eu estava junto de meu pai quando vi um demônio, uma criatura monstruosamente alta e peluda com asas de couro e um focinho como de um tatu-bandeira. Eu devo ter ficado o encarando por mais de dez minutos quando finalmente falou, em um sussurro suave que ficou claro que não era para eu ouvir. 

"Esse humano tá me dando arrepios," disse. "Parece que tá olhando pra mim."

"Eu estou olhando pra você," falei. 

O demônio quase caiu para trás. "Você consegue me ver?" me perguntou.

"Sim. Os outros não conseguem?" 

"Não, a não ser que estejam na quinta dimensão."

"Eu estou na quinta dimensão?" perguntei. 

"Sua mente deve ter escorregado para cá sem querer. No que você estava pensando antes de me ver?" 

Pensei por um momento, então sorri.

"Trens."

"Ah, bem, trens são o que conectam uma dimensão na outra. Acho que sua mente deve ter vagado para cá. Isso, ou você está ficando louco."

"Tomara que eu não esteja ficando louco," falei. 

"Ser louco é uma coisa boa na quinta dimensão," ele me respondeu. 

Eu ri. 

"Vocês tem linhas de metrô na quinta dimensão?" perguntei. 

"Claro," falou. "Como eu iria trabalhar?" 

"Você tem asas!"

"Sim, mas quem gosta de voar? Pegar o metrô é bem mais rápido, e se você voar até o trabalho vai estar todo suado quando chegar."

"Então você usa as asas pra que?" perguntei. 

"Eu as coloco em cima da cabeça quando chove."

"Posso ver?"

"Claro," o demônio disse. Meu cabelo voou para trás quando ele bateu as enormes asas para cima da cabeça. 

Ri de novo. 

"Você é engraçado," falei. 

O demônio também riu, mas sua expressão mudou. 

"Você está bem?" perguntei. "Parece triste."

"Sim, sim." respondeu, sem olhar para mim, mas para algo atrás de mim. "Diga-me, gostaria de ver um truque de mágica?" 

"Tá bom."

O demônio levantou a mão e começou a puxar um lenço multicolorido de seu focinho. Puxou uns dois metros antes de parar. 

"Isso é hilário." Eu ri, mas parei quando percebi que não estava mais segurando a mão de meu pai. 

Olhei em volta e vi que a estação tinha sumido, substituída por campinas verdes cheias de trens velhos. 

"Não consigo mais ver a estação," falei. 

"Tá tudo bem," o demônio falou. "As vezes é melhor ver o que não está lá do que de fato está."

"Como assim?" 

"As vezes quando estou entediado ou triste, minha mente vai para a terceira dimensão, e eu vejo pessoas como você."

"Que engraçado," ri. "Você também consegue ir para as outras dimensões?"

Mas o demônio não respondeu, estava olhando para o céu. 

"Está começando a chover," falou, colocando as asas para cima da cabeça. 

Gotas quentes de chuva molharam meu rosto. 

"Posso ficar de baixo das suas asas também?" perguntei. 

"Agora não, sinto muito," respondeu. "Você tem que voltar para casa.

O mundo começou a brilhar e fluir como diferentes tons de tinta verde e dourada, girando em círculos. Comecei a me sentir um pouco enjoado e fechei os olhos. O mundo parou de girar, mas gotas de água quente ainda estavam caindo no meu rosto. 

Abri meus olhos e vi minha mãe chorando em cima de mim, mas não vi meu pai. 

"Cadê meu pai?" perguntei para ela. "Ele me trouxe para casa?"

"Sim, querido," falou, mas não parecia olhar para mim enquanto falava. "Ele te trouxe para casa e teve de ir embora de novo."

"Ah," respondi. "Quando ele volta?"

"Eu não sei," ela disse. 

Meu pai nunca voltou, e só anos depois descobri a verdade: ele se matou naquele dia. Naquela manhã ele tinha escrito um bilhete para minha mãe explicando que pretendia se jogar na frente de um trem junto comigo. Minha mãe descobriu quando chegou em casa do trabalho e ligou para a polícia, mas era tarde demais para parar meu pai. Testemunhas disseram que segundos antes dele pular, eu soltei sua mão e corri, desmaiando logo em seguida. Mas outra testemunha, um menino da minha idade, disse que viu algo me pegar pela mão e me tirar de perto do trem. 

Disse que era uma criatura monstruosa e peluda, com asas de couro e um focinho de tatu-bandeira. 

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Meu Querido Diário

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Abril, 2008 – Domingo, 06

Querido diário,

Hoje o dia foi incrível. Andamos de barco no lago que fica perto do sítio do tio Andy. Comemos lasanha no almoço e tava uma delícia. De tarde fizemos piquenique debaixo de uma macieira que não é muito longe do sítio e depois tivemos que ir para casa por que amanhã tenho que ir a escola. Cheguei muito cansada da viagem e feliz ao mesmo tempo e queria está lá no sítio de novo. Amanhã eu te conto mais.

Abril, 2008 – Segunda, 07

Querido diário,

Hoje na escola foi horrível. Uma menina da minha classe chamada Melanie roubou meu lanche no recreio e fiquei com muita raiva. Fui na direção e o diretor chamou Melanie pra ter uma conversa séria. Ao longo da aula, Melanie ficou calada e fiquei um pouco aliviada. Depois das aulas eu esperava encontrar Melanie me esperando na saída e enfrentar mais socos e chutes, mas ela não estava que provavelmente ela foi embora mais cedo. Fui pra casa contente e com medo de encontrar Melanie ou outra coisa na rua, e quando avistei minha linda casa corri quanto pude com um sorriso no rosto e alívio por te chegado em casa. Por hoje é só isso, meu querido diário...

Abril, 2008 – Terça, 08

Hoje cheguei no hospital com várias marcas de socos e chutes pelo corpo.

Quando cheguei na escola, Melanie já estava lá e com um grupo de meninas me olhando com ódio e sorriso bem estranho no rosto. Já estava me preparando pra correr quando Melanie e suas amigas me avançaram e me encheram com chutes e socos. Eu não podia fazer nada, a não ser chorar e pedir que parassem de me torturar e quando já não estava mais aguentando, ouvi o diretor gritar para as meninas pararem e vários alunos gritando com expressões de choque em seus rostos. Acordei deitada na maca toda enfaixada e meu corpo doendo enquanto vi meus pais conversando com o médico. Eles disseram que Melanie e seu grupo foram suspensas da escola. Pedi para que eles trouxessem o meu diário e contar isso pra você e ficarei um bom tempo sem te usar para poder me recuperar e ganhar alta.

Abril, 2008 – Sexta, 11

Aqui estou eu de volta, meu querido diário... E eu estou bem, o médico deu alta hoje e estou no carro, meus pais decidiram me levar ao McDonald's no centro da cidade. Estou gostando muito e mal posso esperar para comer hamburguês com batatas fritas e milk shake (que já estou com água na boca). Não tenho muitas novidades para escrever para você, então até amanhã meu querido diário.

Abril, 2008 – Sábado, 12

Hoje tive um sonho estranho. Nele estava eu sozinha numa floresta densa, estava de dia e por um momento achei ter visto uma menina com vestido entre as árvores. Queria sair daquele lugar, mas não tinha saída e então comecei a correr para frente procurando a tal menina. Mas quando cheguei perto de uma árvore, ouvi um choro vindo atrás de mim e quando ia virar a cabeça, vi algo andando na minha direção ao meu lado e então eu acordei. Contei para meus pais, mas eles não ligaram muito pra isso. E o resto do dia foi normal, brinquei com minhas amigas, fizemos piqueniques... Bom, hoje é só isso que tenho lhe contar, amanhã tem mais.

Abril, 2008 – Segunda, 14

Desculpe, querido diário, ontem eu estava tão ocupada que não tive tempo de escrever aqui. Fiquei o dia todo ontem fora de casa e me divertindo bastante, principalmente no parque de diversão. E hoje... Melanie me pegou pelo pescoço e me arrastou até o banheiro e fechou a porta. Nós tivemos uma conversa e antes que eu terminasse, ela me pegou pelo colarinho da minha blusa e me empurrou pra uma parede  e começou a me cortar com sua tesoura. Doeu muito, e então ela fez um pequeno corte no meu braço e saiu do banheiro. Fiquei meia hora limpando o sangue da minha barriga e do meu braço, peguei o papel higiênico, coloquei ao redor da minha barriga e do meu braço. Como minha blusa era grande com mangas longas, eu as cobri com cuidado para que o papel não saísse e voltei para sala. Minha professora me perguntou o porquê da demora e olhei pra Melanie que está com ódio e apenas respondi que cai da escada e sentei na minha carteira. Quando entrei nessa escola, Melanie sempre me odiava e ela estava lá, me esperando pronta para me bater. Sempre saía com machucados pelo corpo e nunca me importei, até os meus pais perceberem meus machucados e brigarem com os pais dela. Hoje tenho 8 anos e faz 5 anos que estou aguentando feridas deixadas por ela, mas esses dias vai terminar...

Abril, 2008 – Terça, 15

Não estou aguentando mais, não mesmo...

Hoje de manhã não teve aula na escola, por que a professora foi ao enterro do seu marido que morreu ontem a noite. E eu como sendo uma menininha de 8 anos, fui brincar na varanda em frente da minha casa com o meu gato Lonus que ganhei hoje de meus pais. Quando eu ia entrar, Melanie apareceu atrás de um arbusto e por sorte estava sozinha. Eu corri com o meu gato nos braços para dentro de casa quando Melanie puxou uma faca e jogou na minha direção, e pegou meu braço de raspão e Melanie saiu correndo quando viu os vizinhos se aproximando. Meus pais não me deixaram sair de tarde por causa do ocorrido de manhã, então fiquei no meu quarto brincando com os meus ursos de pelúcia. Quando já ficou tarde e na hora de dormir, fui colocar meu pijama e escovar os dentes, quando Lonus apareceu na porta do banheiro me assustando, levei um susto tão grande que deixei minha escova cair e então fui pra cama. Quando todos já estão dormindo, vou ao guarda-roupas  e pego meu casaco e meu sapato. Vou a cozinha e pego uma faca maior para a minha diversão começar. A casa de Melanie não é tão longe, então abro a janela de seu quarto e fico lá só espiando ela acordar. Quando bateu o tédio, desci e me rastejei direto em sua cama e apunhalei a faca em seu coração, tudo o que queria ver era o sangue dela ser derramado e sua vida indo embora. Mas não é só isso não meu querido diário, fui até o quarto de seus pais e fiz a mesma coisa que fiz com ela e fugi...

É só isso que tenho hoje de novidade, meu querido diário...

Autora: Ely Costa

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Carta de uma garota que a viu crescer

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Oi,

Na primeira vez em que te vi, fiquei surpresa por te ver. Você tinha uma pequena tartaruga em suas mãos. O chamava de Michaelangelo, que eu presumi ser inspirado nas Tartarugas Ninjas. Você jogou seu longo cabelo castanho para trás e ajoelhou para colocar a tartaruga no chão. Você estava animada para vê-lo andar na grama. Isso me lembrou do meu gato e como eu costumava brincar com ele quando eu tinha a sua idade.

Eu testemunhei toda a sua infância pela minha pequena janela. Seu primeiro passeio de bicicleta. Seu primeiro dia na escola. Sua primeira amiga de verdade, Brenda. Seu primeiro dia no ensino médio e o uniforme lindo que você usou. A vez em que você ganhou a feira de ciências e trouxe para casa um troféu em forma celular. Você era uma garota tão feliz.

Eu a vi envelhecer. Seu corpo mudar. Você ficou mais alta, seu corpo mais magro, seu rosto tão bonito como sempre. Eu testemunhei quando os outros começaram a notar você de uma maneira diferente. Os olhares das garotas invejosas. Os olhos esbugalhados dos garotos. Como tudo isso aconteceu diante dos meus olhos, percebi que eu estava mudando também. Envelheci. Fiquei mais fraca. Fiquei desiludida. Machucada. Perdi minha vontade de escapar da minha dolorosa vida. Tudo o que eu tinha era essa janela para sua vida que me mantinha firme. Você jamais saberia as formas diferentes que já me salvou de pensamentos ruins, dias ruins e toda a dor que eu já sofri.

Eu vi o dia em que o jovem bonito veio te buscar em um conversível vermelho. Sua mãe não estava feliz com isso, mas ela sabia que não tinha escolha. Você tinha que abrir as asas em algum momento. Você saiu com um lindo vestido floral que combinava com as flores do verão. Você voltou tarde naquela noite. Segurava um urso de pelúcia e alguns restos de algodão doce. Imaginei que você tinha ido para o parque. Imaginei todos os passeios que você deve ter feito. Toda a diversão que teve. Eu estava tão feliz que você tinha gostado do seu primeiro encontro. E então veio o beijo mágico. Ele se aproximou, corando, e te beijou. Suas bochechas estavam tão vermelhas que instantaneamente eu soube que presenciava seu primeiro beijo. Fechei meus olhos, imaginando como deveria ter sido. Por um segundo, imaginei que fosse eu usando aquele vestido, sorrindo, com borboletas no estômago e um beijo em meus lábios. Mas eu estava feliz por você.

Eu queria te agradecer por me permitir viver de novo. Por me permitir sonhar de novo. Eu queria te agradecer, mas simplesmente não conseguia chegar até você. Não conseguia falar com você. Eu não sabia como. Se você ao menos soubesse da minha janela...

Mas então, um dia, eu o ouvi falar sobre você. O homem com quem eu moro. Ele a notou. Eu o ouvi reclamando sobre como garotas bonitas como você não deveriam exibir suas pernas daquele jeito. O momento em que ele mencionou suas pernas, eu sabia que era o fim. Eu sabia que você se tornaria seu próximo troféu. Eu tinha que mantê-la longe dele. Essa era a minha chance de te agradecer. Eu não podia deixar você se transformar em mim.

Eu tive sorte. Eu não sei porque ele gostava tanto de mim. A maioria das garotas vinham e iam embora, e nunca voltavam. Mas em todos esses anos, ele sempre me manteve aqui. Acho que é porque ele viu que eu ainda tinha uma luz em mim. Porque eu tinha você. Todas as outras garotas morreram muito antes de ele as matar. Eu podia dizer que elas já estavam mortas em seus olhos muito antes dele cruelmente assassiná-las na minha frente, se exibindo.

Mas eu não. Você me manteve firme. Eu tinha minha pequena janela. Uma pequena rachadura no alto da parede deste porão que eu chamo de lar. Ele não gostava do fato de não poder me destruir. Ele não sabia da pequena rachadura. Então ele me mantinha viva para ver quanto tempo eu podia ficar assim. Era um jogo doentio. Mas estou ganhando graças a você.

Mas então ele a notou. E eu sabia, eu sabia que destino a esperava se ele colocasse suas mãos malignas em você. Toda a força que eu já deixei, juntei e me preparei para finalmente fazer algo a respeito.

Eu quero te agradecer. Porque se você está lendo esta carta, significa que eu consegui. Reuni minha coragem, coloquei tudo em ação e segui meu plano de escapar de uma vez por todas. Eu vou fazê-lo acreditar que morri. Não sei se vai funcionar. Mas se funcionar, ele virá para me pegar. Eu vou imediatamente chutá-lo o mais forte que puder, onde vai doer mais. O mais forte que puder. E então irei roubar suas chaves e correr o mais rápido que conseguir e deixar esta carta dentro da sua caixa de correio. Eu tenho a sensação de que ele vai me perseguir e me pegar uma hora porque estou fraca... Estou muito fraca. Maltratada. Sinto minha vida por um fio. Mas se esse for o caso, estou preparada para deixar este mundo por um longo tempo. Eu duvido que alguém me escute ou me veja. Esta rua é tão vazia. Às vezes parece que você é a única vida aqui. Mas contanto que você receba esta carta, eu sei que fiz minha parte e que você estará segura.

Monstros são reais. Este se chama Ryan Morehouse. Ele é o seu vizinho que mora em frente. Eu estive mantida em cativeiro em seu porão por muito tempo. Perdi a noção dos anos, mas acredito que devo estar com vinte e tantos anos agora. Eu tinha quinze quando ele me trouxe aqui. Meus pais devem ter me procurado. Por favor não conte a eles sobre mim. Eu não quero que eles saibam sobre as torturas que ele me fez passar. Eu não quero que eles me vejam destruída desse jeito. Eu só quero que você o denuncie para a polícia. Sua natureza maligna e mente depravada só podem ser paradas se ele for pego e colocado atrás das grades.

Eles vão encontrar corpos pendurados nas paredes do porão. Eu aprendi a viver com o cheiro mas eles perceberão no segundo em que descerem aqui. Há muitas garotas jovens nas paredes do meu quarto aqui embaixo. Diga a eles para tratá-las delicadamente. Elas eram boas garotas. Foram minhas companheiras. Minhas amigas.

Acima de tudo, eu quero te agradecer. Você é a única coisa que me manteve viva. Você era minha luz. E agora, eu estou escapando graças a você. Escapando deste quarto horrível. Escapando desta vida horrível. Mesmo que isso signifique que finalmente morrerei.

Com amor,

A garota que a viu crescer.


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Nós encontramos esta carta em nossa caixa de correio. Após contatá-los, a polícia entrou na casa do nosso vizinho. Durante um período de cinco dias, eles encontraram um total de quinze corpos escondidos em diferentes partes de sua casa. Ele planejava sequestrar nossa filha, mas graças a esta misteriosa desconhecida, seu plano foi interceptado. Nós ainda não encontramos a garota que escreveu isso. Nós gostamos de pensar que ela escapou com vida, mas, infelizmente, isso é improvável, já que Ryan Morehouse também está desaparecido. Nós nem sabemos o nome dela. Mas nós encontramos a rachadura na parede, onde ela via minha filha crescer.




Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!

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Vox e Rei Beau: Tem Que Ser Agora (PARTE 12)

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Estou atrasada. Com sorte, talvez alguém esteja aqui para ler. 

Primeiramente, sinto muito pela última atualização. Percebi que está demorando mais e mais para escrever essas coisas, e estou tentando compilar as histórias para que tudo fiquei mais certinho. Então, por favor, tenham paciência comigo. Como sempre, só peço por ajuda. Não quero soar melodramática, mas acho que as coisas estão piorando mais rápido do que eu antecipava.

Acordei hoje de manhã e por um momento me esqueci onde estava. Estava morrendo de frio e achei ouvir alguém falando no quarto do lado e entrei em pânico. Percebi que era meu rádio-despertador no meu quarto e enquanto sonambula, fui até a cozinha e me deitei debaixo da mesa. Esse é um péssimo jeito de começar qualquer dia, especialmente porque eu não varro meu chão da cozinha faz muito tempo. Mas as coisas pioraram depois. 

Estou acostumada com as dores de cabeça. Começa de um jeito terrível nas manhãs, mas iam melhorando durante o dia. Meu único problema agora é que começo a sentir náuseas, como se estivesse com uma virose ou algo do tipo. Não consigo me focar a escrever por muito tempo. É como se as palavras não viessem. E quando vem, as memórias estão partidas ou nãos significam nada. Isso aqui é algo que escrevi hoje a tarde, por exemplo:

Acho que já falei antes, como a maioria das meninas pequenas, eu amava filmes da Disney. Peter Pan foi o motivo que fez com que eu não fugisse de Beau pra começo de conversa. Entretanto, todo mundo sabe que certas cenas assustaram suas mentes infantis e inocentes. Ursula sendo empalada no barco, Scar sendo despedaçados pelas hienas, Pato Donald enlouquecendo e quase comendo Mickey, a parada alucinógena no Dumbo, etc. Naquela época, até os filmes infantis eram cheios de coisas assustadoras.

Mas para mim, tem um filme em especial. Tem uma cena que até hoje não consigo assistir sem ficar toda arrepiada. Aquela cena da Ilha dos Prazeres em Pinóquio. Acho que vocês sabem do que eu tô falando. Os menininhos são transformados em burros e mandados em caixotes para as minas de sal? A primeira vez que vi aqui comecei a chorar incontrolavelmente e fiz minha mãe tirar o filme. 

E mesmo assim, eu tinha um amigo imaginário que roubava vozes e vestia peles de quem matava, mas burros eram demais para mim. Nem pergunte. Isso é a lógica infantil. Lógica infantil da Vox. 

Naquele dia, quando fui brincar com Beau, com meus olhos cheios de lágrimas, corri para contar sobre a cena, perguntando se era real. A princípio Beau achou idiota que eu fiquei tão obcecada com algo daquele tipo. Se alguém tentasse me transformar em burro, eu só tinha que lutar contra. Isso é o que ele faria. Mas esse conselho não ajudava, falei que ele teria que me ajudar com certeza se uma pessoa malvada quisesse me transformar em um animal de carga. Os burros do filme perdiam sua voz e só zurravam. Isso fez com que Beau prestasse mais atenção. 

"Então você não pode deixar que isso aconteça," me disse. "Você não pode deixar que alguém pegue o que é meu. Não vou te deixar."

...Mas é só isso. Não existe mais nada nessa memória, ou outra coisa que eu consiga lembrar desses momentos. Não consigo tirar as palavras do meu cérebro. Fiquei frustrada. Não sei o que aconteceu. Era como se o estresse de todos os últimos dias caindo em mim, e parecia que eu não conseguia mais controlar meu corpo. Fiquei em um estado cego de raiva. Quero dizer, gritando, socando o sofá, chutando coisas, jogando coisas na parede. Sou uma pessoa muito calma e nunca surtei dessa forma, mas não aguentava mais. Todos meus músculos estavam tensos de raiva enquanto chorava.

Não sei quanto tempo durou, mas minha loucura parou em algum momento e em minha volta não havia nada além de silêncio. Era aquele cobertor de quietude que conhecia muito bem. Minha cabeça parecia limpa, por um momento. Consegui respirar normalmente. Então ouvi algo vindo das minhas costas.

"Vox."

Eu sabia que ele estava lá. Na luz noturna, eu podia ver sua sombra pelo canto do meu olho. Se esticava por toda a parede, mas recuava se eu olhava diretamente. Então fiquei parada. Ele devia estar no canto à minha direita. Eu podia ver a ponta de seus dentes. Na última vez que o descrevi, falei que parecia um crocodilo, mas percebi que essa não era a palavra que queria usar. Alguns anos atrás, quando fui no zoológico local, tinham uma exposição de floresta tropical. Lá tinha fotos de um animal chamado Gavial. Os dentes dele era iguais. Lembrei de tudo que vocês me aconselharam. Eu precisava tentar falar com ele, mesmo que isso me apavorasse. O quão pior poderia ficar, né?

Então ignorei aquela parte de mim que dizia que isso era loucura, que estaria apenas falando com um fragmento da minha imaginação doentia. Quantas vezes você tem oportunidade de falar com seu subconsciente, certo? 

Perguntei, "O que você quer? Por que você está aqui?"

Ouvi-o rosnando, baixo e profundo. O som fez com que os pelos da minha nuca se arrepiassem. Já passei muito tempo da minha vida na natureza, fazendo trilhas e coisas do tipo. Ouvi cachorros rosnando, coiotes, todos tipos de animais ferozes. Acho que já ouvi até um leão-da-montanha, uma vez (eu estava de quadriciclo e vazei rapidamente de lá, então sabe-se lá o que era mesmo), mas nenhuma dessas criaturas fazia um som parecido com aquele. 

"Não há mais tempo," ele falou. "Tem que ser agora."

"O que você quer dizer?" Perguntei. Meu coração estava batendo muito forte, meus dedos enterrados no sofá. 

"Nada vai pegar o que é meu por direito. Sua voz sempre pertenceu à mim." 

Eu queria perguntar mais, mas não conseguia achar as palavras e o silêncio já estava indo embora. Logo depois, fui deixada sozinha. 

Mas aqui está a parte assustadora. Depois que isso aconteceu, peguei o telefone para ligar para minha mãe. Precisava ouvir sua voz e saber que tudo ficaria bem. Mesmo que estivesse enlouquecendo. Fui até meu carro e liguei e quando atendeu e fui tentar falar, algo estava errado. 

Ela disse, "Alô?"

Eu só podia sussurrar, "Alô?"

"Oi Vox, tudo bem?"

Falei, "Tudo, e aí?" 

Ela riu e perguntou qual era o problema, mas não consegui responder. Apavorada desliguei porque não sabia o que fazer. Isso durou só mais alguns minutos antes de voltar ao normal, mas ainda me aterroriza. Parece que realmente estou perdendo minha voz. Não só o som. Estou perdendo a habilidade de falar junto.

Estou chorando enquanto escrevo isso. Sou muito sensível. Estou com muito medo de que tenha algo de errado com meu cérebro, e se não tiver, então o que está roubando minha voz? Sei que Beau é a chave. Sei que tenho que contar essas histórias. Beau está tentando me dizer algo, talvez ele está vindo me pegar e preciso começar a rezar pela minha vida, ou outra coisa vai acontecer. 

De qualquer forma, Não sei mais quanto tempo eu tenho. Estou com medo de falar com minha terapeuta antes de quarta-feira porque não quero ficar dopada e não saber o que acontece ao meu redor. Se eu for para um pronto-socorro e dizer que estou ouvindo vozes e vendo coisas e que algo quer roubar minha voz, vão me internar. Vou fazer a tomografia craniana, mas isso significa que vou ter que esperar até quarta. 

Então me digam. Como confronto Beau? Como posso cavar memórias na minha própria mente? 

Só para vocês saberem, estou totalmente disposta a encarar Beau ou seja lá quem for. Ninguém vai roubar minha voz enquanto eu puder fazer algo. Não tenho muito conhecimento sobre esse tipo de coisa, então aqui estão os métodos que pensei:

  • Mais maconha, sendo que isso deu muito certo da última vez (huurduuur).
  • Hipnose.
  • Tábua Ouija.
  • Aquele método lá onde você coloca bolinhas de ping pong cortadas no meio em cima dos olhos e ouvi ruído branco.
E é por isso que claramente eu preciso de ajuda. 

Posso cantar, só isso. O único problema é, não consigo fazê-lo aparecer quando peço. Estou preocupada que cantar não será suficiente para ludibriá-lo até mim. Também não tenho nada para fazer a gravação, que é algo que realmente quero fazer. Mas tudo bem. Tento relaxar e aliviar minha mente quando canto. O que faço quando ele aparecer? 

Vou tentar fazer o seguinte: Hoje a noite vou tentar me acalmar e meditar. Talvez isso envolva um pouco de maconha, sendo que isso me ajudou na última vez com as minhas nauseas. 

Assim que Beau aparecer, vou tentar cantar para ele e obter respostas. Voltarei com os resultados e histórias em breve. 

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Slender Brazuca (+18)

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Acordei com a minha mãe amarrando uma corda no meu braço, era dia de lavar roupas e como sempre ela precisava da minha ajuda. Estou com uma puta dor de cabeça e ainda tenho que ouvir o som irritante do meu vizinho ouvido sertanejo, se o Jeff não fosse tão antissocial eu poderia ser amigo dele, mas nada é perfeito. Será que eu sou a única árvore entediada por aqui?

.- Para de reclamar garoto, alguma coisa de útil você tem que fazer com esses braços. Se não me ajudar não vou deixar você correr atrás das garotinhas hoje. 

.- Mãe, o que acha da gente participar do Casos de Família? Acho que o tema seria: Tenho vários braços, mas nenhum deles varre a casa do mesmo jeito que a minha mãe..

.- O que acha de continuar o seu serviço?! 

Jeff está rindo da minha cara agora, ele estaria na mesma situação que eu se não tivesse matado a própria mãe. Será que ele ainda veste as calcinhas dela de vez em quando? 

Jeff. – Eu escutei o que você disse viu? Só poço dizer que: O Palmeiras não tem mundial! 

.- Muito engraçado, só não é mais engraçado do que isso que está atrás de você agora?

.- O que? Aquele anoréxico do The Rake? Haha! 

.- Jane The Killer e seus cinco filhos. Parece que alguém não pagou a pensão esse mês.. 

.- Jane é você?

Jane.- Não, é o Pelé seu vagabundo! 

Depois de cometer tantos crimes, a única coisa capaz de colocá-lo atrás das grades foi à falta de pensão pros filhos. 


.- Ei Jeff, depois me conta como é ver o sol nascer quadrado. 

.- Isso é fácil, basta você se olhar no espelho e ver a cara de pastel que você tem. Hihihi! 

.- Pegou pesado agora.. 

.- Slendervaldo da Silva! Vai terminar as suas obrigações seu filho da puta! 

Eu sempre quis saber o porquê toda mãe fala isso. ‘-‘ Parece que essa vai ser mais uma página da minha vida nada interessante que vou ter que jogar fora. Aff! 

(Primeira Trollpasta que faço, vamos manter a calma nos comentários pessoal rs)  

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Montanha Russa da Eutanásia

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"A eutanásia(...) refere-se à prática de acabar com a vida de uma maneira que alivie a dor e o sofrimento e é categorizada de maneiras diferentes que incluem voluntários, não-voluntários ou involuntários, ativo ou passivo.

A eutanásia geralmente é usada para se referir a eutanásia ativa, e nesse sentido, a eutanásia geralmente é considerada homicídio criminal, mas a eutanásia voluntária e passiva é amplamente não criminal. A eutanásia conduzida com o consentimento do paciente é denominada eutanásia voluntária.

A eutanásia voluntária é legal na Bélgica, no Luxemburgo, nos Países Baixos, na Suíça e nos EUA de Oregon e Washington.

Quando o paciente traz sua própria morte com a assistência de um médico, o termo suicídio assistido é frequentemente usado."

(Citação de Designing-death)

Você alguma vez se perguntou sobre a quantidade existente de suicidas? Um exemplo bem simples é relacionado a floresta de Aokigahara no japão, os moradores dessa região procuram essa floresta para cometer suicídio por diversos motivos.

E se te contarmos que algumas mentes podem pensar além?! Uma certa pessoa pode dar a alguém uma partida deste mundo digamos, de uma forma mais emocionante!

Você provavelmente nunca ouviu falar em Julijonas Urbonas, ele era um estudante quando uma ideia um tanto peculiar surgiu. Julian - vamos chama-lo assim - é muito bem formado e ganhou muitos prêmios, ele desenvolveu um projeto chamado: "Euthanasia Coaster" no português literal, 'Montanha russa da Eutanásia'. A proposta de Julian era uma morte voluntária que prometeria uma experiência um tanto quanto excepcional.

Projetada em 2012, a ''Ethanasia Coaster'' nunca chegou de fato a ser montada, por enquanto só existe um protótipo desse passeio que é de "matar" de emoção.


Esse protótipo tem como pontos cruciais para o seu desenvolvimento: engenharia, filosofia, ética, design de ficção e conceitualização.

A montanha russa da eutanásia consiste, basicamente, em uma torre enorme com uma subida lenta e uma queda brusca onde a própria gravidade faz o trabalho, o que possibilita alcançar uma força considerável na queda para passar por sete espirais em forma decrescente, o que levaria cerca de 3 minutos para completar todo o trajeto - imaginou a velocidade?

Todo esse complexo é dividido em dois momentos: A entrada, em que o corpo se prepara para um possível impacto, até que o corpo, com as formas de giro, permite que o coração fique alinhado ao ponto base em cada giro se desacelerando conforme atinge o ponto final, até que tenhamos uma experiência vertiginosa e, após, uma perda de consciência induzida, o que causa uma morte cerebral por Hipoxia, que é a privação de oxigênio no cérebro.

Um fato curioso é que provavelmente um paraplégico sobreviveria ao 'passeio', pois seu corpo não teria volume suficiente nas extremidades para agrupar o sangue.

[Esse projeto não pretende trabalhar estudos de viabilidade ou testes, nem atrair todos os públicos]


No artigo 'Projetando a Morte', cita que os chamados 'Jumpers' (Lê-se ''Diampers'') que são aqueles que cometem suicídio pulando de lugares altos, procuram um tipo de estética, para realizar o feito. O que por sua vez é exatamente a proposta da Montanha russa da Eutanásia.


Essa postagem compartilhada foi feita pelo site Não Entre Aqui. Cliquem aqui e visitem o site, para não ficarem de fora de nenhuma novidade.

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Minha esposa deixou instruções muito específicas depois que morreu

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Minha esposa gostava de manter um planejamento. 

Bem, na verdade não só gostava, ela tinha que fazer. Sem seus cronogramas, Rosa não funcionava. Seus pais não gostavam de reconhecer suas "peculiaridades", e disse que tentaram afastá-la disso quando era pequena, e funcionou por um tempo. 

Não gosto muito dos pais da minha esposa. Nem ela gostava. É por isso que, no caso de sua morte prematura (Rosa gostava de fixar, gostava de planejar) o primeiro passo era o seguinte:

NÃO DEIXAR MEUS PAIS ENTRAREM NA CASA (sublinhado duas vezes). 

Eu podia rir de seus cronogramas e bilhetes que ficavam arrumados na geladeira, porque eram apenas partes de Rosa. Alergias também eram parte de Rosa. Em uma agradável noite de verão, um marimbondo entrou na cozinha enquanto ela estava fazendo janta para Alex, e a picou no pescoço. Sua garganta fechou completamente, seus lábios ficaram azuis, e ela morreu no chão da nossa cozinha. Alex ficou sentado por uma hora em sua cadeirinha até que um vizinho o ouviu berrando e arrombou a porta dos fundos quando Rosa não o atendeu. 

Dois dias antes, Rosa tinha me deixado um bilhete para que eu checasse na nossa garagem um ninho de marimbondo, mas eu andava ocupado com o trabalho e acabei esquecendo. Encontrei os bilhetes sobre sua morte quando estava planejando seu velório.


QUERIDO TY, ela escreveu em letras maiúsculas. 

SE EU MORRI, POR FAVOR, FAÇA O SEGUINTE.

OBRIGADA.
  • RO :)


Eu ri, e então comecei a chorar, mas li suas instruções. 

  1. NÃO DEIXAR MEUS PAIS ENTRAREM NA CASA (sublinado duas vezes)
  2. CUIDAR DOS ANIMAIS POR MIM.
  3. FALAR PARA ALEX ALGO SOBRE MIM TODOS OS DIAS.
  4. DÊ GORJETAS PARA OS LIMPADORES! ELES PREFEREM COMIDA.

Entre lágrimas, sorri perante suas instruções, até chegar na última. Limpadores? Nós não tínhamos limpadores ou faxineiras. Nunca tivemos um caseiro, empregada ou qualquer coisa do tipo. O que ela estava querendo dizer? Perguntei sobre isso para Ellie, irmã de Rosa, mas ela só deu de ombros. "Você sabe como Ro era, sempre viajando em sua cabeça. Provavelmente era uma piada que não teve tempo de te falar". 

Rosa me contava suas piadas assim que formulava-as, para que fossem novas. Mas o resto da lista era bem séria. Rosa estava falando sério sobre não deixar seus pais entrarem em nossa casa, estava séria sobre eu cuidar de seus pequenos animais de vidro colorido, e séria sobre não deixar que Alex a esquecesse. Porque ela faria uma piada sem sentido no final?

Então, contra meu bom senso, e porque fazia parecer diminuir o buraco que estava em meu peito, eu deixava uma bolachinha, ou uma barrinha de cereal, ou uma maçã, qualquer coisa mesmo, toda noite em cima da mesa da cozinha. E pela manhã, a casa parecia estar mais arrumada e a comida sumia. Talvez o luto estivesse me deixando um pouco louco. Ou talvez realmente tínhamos 'limpadores'. De qualquer forma, isso não me perturbava. Seja lá o que estivesse acontecendo, Rosa tinha a ver com isso, e ela nos amava.

Fiquei acordado uma noite inteira para tentar ver os 'limpadores', parecendo uma criança tentando ver o papai noel, mas acabei adormecendo no sofá em algum momento da madrugada e acordei nas primeiras horas da manhã, ouvindo barulho de louça na cozinha. Cautelosamente, fui devagarinho até a cômodo escurecido, mas os barulhos de tintilar de prato pararam abruptamente quando liguei a luz. Não havia nada lá. Mas a banana que eu tinha deixado havia sumido.

Se eu deixava louça na pia, estariam lavados e secos pela manhã. As roupas estariam dobradas. Manchas no carpete desapareciam. Eu sempre dava gorjeta para os limpadores.

E então os pais de Rosa se convidaram para vir aqui, cerca de dois meses depois da morte dela. Espertos como eram, chegaram quando eu não estava em casa e Alex estava sendo cuidado por Ellie, e quando cheguei em casa do trabalho, já tinham se instalando no quarto de visitas. Um pai que trabalha não tinha condição de cuidar de um bebê de um ano de idade, falaram. Como eu iria conciliar, sem uma mulher em casa?  Entretanto, a mãe de Rosa fez questão de dar sua opinião, não que Rosa tinha sido muito boa nisso em vida, muito ocupada cuidando dos animais de vidro ou desenhando criaturinhas, simplória demais para usar uma máquina de lavar. 

Rosa não era simplória, ela era brilhante. Tinha artigos publicados em revistas científicas. Tinha mais educação formal que eu. E cuidava muito bem de Alex, e cuidava muito bem da casa. E daí que colecionava coisas e desenhava quase que obsessivamente? E a máquina de lavar era barulhenta demais para ela. Machucava seus ouvidos. Eu sabia dessas coisas, porque eu a conhecia faziam sete anos. Eles a criaram, mas nem sabiam a cor predileta dela (vermelho, que usava o tempo todo), ou seu artista preferido (John Coltrane, tocava-o quase todos os dias). Eu queria que fossem embora, mas eu estava de luto, lidando com um bebê, e eram muito teimosos. 

Segurei a língua, esperando que fossem emboras sozinhos, até que um dia eu surtei quando cheguei em casa e a mãe de Rosa estava mexendo em seus animais. Alguns deles estavam quebrados no chão na frente do armário da sala onde ficavam guardados. 

"Saiam daqui."

"Somos avós de Alex!" A mãe de Alex guinchou enquanto eu os enxotava escada abaixo. "Temos direitos! Ele vai acabar que nem a mãe! Você vai ARRUINÁ-LO!" 

"SAIAM DAQUI, PORRA!" Eu rosnei, e pálidos e trêmulos, saíram pela porta da frente. 

Esqueci de dar gorjeta para os limpadores naquela noite. 

As duas da manhã, acordei com o som de gritos no andar debaixo. A mãe de Rosa, que tinha roubado as chaves de Elli, tinha entrado pela porta dos fundos para encontrar, o que apenas posso assumir ser, limpadores muito chateados. Não tenho muita certeza o que fizeram ou não fizeram com ela, mas havia um par de tesouras enfincados na moldura da porta em torno da altura de uma cabeça, e os armários e as gavetas estavam revirados. O sofá da sala de estar parecia que alguém tinha esfaqueado-o. As cortinas estavam em frangalhos.

As únicas coisas que continuavam intactas eram os animais de Rosa. 

Os pais dela não vem mais aqui. Na verdade, fizeram dois B.O contra mim, mas acho que a polícia começou a ignorá-los. Comecei a olhas os desenhos de Rosa, para mostrar para Alex quando ficasse mais velho, e ela desenhava os limpadores de vez em quando. Pareciam fadas, quase, mas tinham olhos totalmente negros, sem asas e com dentes e garras muito, muito afiadas. 

Mesmo assim, acho que eles gostavam de Rosa. Rosa tinha esse efeito nas pessoas. Então acho que a primeira coisa que vou contar sobre ela para Alex será sobre os limpadores. 

Além do mais, ele vai poder me lembrar de dar gorjeta. Só pra ter certeza. 

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