Postagens Semanais

Segunda-Feira
Francis Divina

Terça-Feira
Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

Quinta-Feira
Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
==========

Domingo
==========

Tenho 12 anos e conheci um homem

27 comentários
ATENÇÃO: ESSA CREEPYPASTA  É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (VIOLÊNCIA EXPLÍCITA) NÃO É RECOMENDA PARA MENORES DE IDADE E/OU PESSOAS SENSÍVEIS A ESSES TIPOS DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE



Com o som das moedas balançando nos meus bolsos, corri para fora do carro da minha mãe em direção a melhor loja de cookies de todo o mundo!

Todos os dias, se sou um bom menino e faço todas as minhas tarefas, papai me dá uma moeda e, no final do mês ele me leva até a loja de cookies, onde posso passar o dia comendo e lendo livros! O dono da loja me recebe uma vez por mês, e me traz limonada grátis durante o dia inteiro!

Quando comecei a ler meu livro, um homem se sentou na minha frente e me disse que sou um “jovem homem muito bonito”. Me lembrei das minhas boas maneiras e disse “obrigado” para o homem. Tenho doze anos, mas muitas pessoas já disseram que eu era um garoto muito bonito, então o elogio não me deixa tão feliz.

Perguntei ao homem qual era o nome dele e ele me respondeu que era Jonah, e que ele tinha uma maravilhosa sala de jogos em sua casa. Ele disse que tinha todos os jogos mais recentes, com uma TV gigante e todos os lanches que eu poderia querer! Uau! Ele deve ser muito rico para ter todas essas coisas. Eu só tenho uma pequena TV em casa, com uns 5 canais, e é por isso que leio muitos livros.

Quando eu estava na metade do meu segundo cookie, ofereci um deles ao homem. Ele recusou, dizendo que tinha muitos lanches para comer na casa dele, e se ofereceu para me levar até sua casa para jogar videogames e comer quantos cookies com sorvete eu quisesse.

Eu não queria desperdiçar nenhum dos cookies que eu estava comendo, então perguntei ao homem se ele podia me dar uma hora para que eu pudesse terminar meu livro e o resto do meu lanche. Ele disse que tudo bem, que podia esperar até que eu terminasse.

Ele continuou me dizendo o quanto eu era bonito enquanto eu estava tentando ler, e isso foi um pouco irritante. Disse pra ele que fiquei feliz com os elogios, mas que eu gostaria de ler meu livro e que ele estava me distraindo. Depois de ficar quieto por cerca de 20 minutos, ele começou  a tentar segurar minha mão, mas toda vez que ele vinha com a mão em direção a minha eu fingia folhear as páginas do livro.

Com o tempo ele conseguiu pegar minha mão e começou a esfregar os dedos nela, e eu disse a ele para parar de me tocar se não eu não iria até sua casa. Eu acho que ele finalmente entendeu que eu gostaria de ter um pouco de privacidade enquanto lia e comia meus cookies, porque ele decidiu mexer em seu telefone.

Quando finalmente terminei meu livro e os cookies, reparei que eram 16:00, então disse ao homem que eu estava pronto para ir até a casa dele.

Ele levantou de sua cadeira excitadamente e falou sobre toda a diversão que teríamos enquanto saímos. O dono da loja de cookies me lançou um olhar de dúvida, mas eu apenas lhe dei um sorriso e um aceno.

Sorri enquanto pensava quanta diversão eu teria com ele. Gritei de alegria quando meu pai veio por trás do homem e o empurrou para nossa van.

Não demorou muito para estarmos na estrada, pois minha mãe é uma motorista muito boa. A boca do homem estava coberta com uma fita, e a pele de seus braços estava descascada. O resto da pele é fácil de arrancar, então nós dois pegamos nossas facas e nos certificamos de que toda a pele dele havia desaparecido quando chegamos em casa.

Em casa, meu pai e eu cortamos as mãos e os pés, porque não gostamos de comer essas partes, então eu as queimei. Então, temos que cortar direitinho no meio de cada cotovelo, depois nos ombros, tirar as tripas e os órgãos da barriga e puxar as costelas. Tudo isso vai para o guisado que fazemos. A carne encontrada na parte de trás, na área do peito (com o coração e os órgãos retirados, é claro), e as pernas fazem uma refeição deliciosa.

Eu posso ter doze anos, mas eu sei o quão bizarro isso é. Eu sei que ele é mau por querer fazer coisas feias comigo. É por isso que todos os meses eu vou até a loja de cookies. É por isso que o proprietário da loja é nosso bom amigo. Ele tem o mesmo gosto que nós. Então ele encontra pessoas que procuram meninos bem parecidos comigo e diz pros homens irem à sua loja para que possam me levar para casa.

Sim, gostamos de carne humana, mas não estamos fazendo o mundo um lugar melhor?



27 comentários :

Postar um comentário

O Resto que Ficou

10 comentários
ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (ABUSO SEXUAL).

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Peço um minuto do seu tempo, quero tanto lhe contar uma história. Na verdade, é a minha história, mas explicarei tudo com calma e no ritmo certo. Só peço que pare, fique e me ouça. Vai ser uma experiência interessante, não se arrependerá. Pegue uma cadeira e se acomode, por gentileza. Só um parêntese, como a sua pele é bonita, não se ofenda, não falei por mal… Excelente, que bom que entendeu o elogio, vamos ao que importa.

Primeiro, não vou negar que na internet existe uma dezena de versões do que eu relatarei a partir desse instante. Ali, o que conhecem sobre o meu trabalho recebe o nome de “creepypasta”. É tão irritante, aqueles fóruns achando que sabem tudo sobre o que eu faço. Idiotas, muitas vezes eu participo desses debates estúpidos, só pela ironia da coisa, e me insultam, gritam que eu não sei nada sobre o assunto. Penso que esses bostinhas não são capazes nem de sentir o fedor que está debaixo dos seus narizes podres. Tentam investigar, como cachorros correndo atrás do próprio rabo, só que nunca chegaram nem perto da grandeza do normalpornfornormalpeople.com! Muito pelo contrário, porcos rolando em ignorância e teorias paranóicas. Tá, admito que algumas dessas lendas foram espalhadas por mim, às vezes a especulação parece engraçada, mas na maioria dos dias me incomoda. Por isso devo falar. Quero ter a certeza de que alguém entenderá a real mensagem do meu legado, nem que eu precise explicá-lo para você durante dias.

Começo com a sensação de incompletude que me acompanha desde o nascimento. Menina, eu deveria ser dois, só que o outro veio morto. O cérebro não estava formado, um sistema nervoso que nem para rudimentar servia. Assim, desde o início faltou a minha metade. Em compensação, nascer em uma família com dinheiro o suficiente e pais com sentimento de culpa proporciona uma infância interessante. Os melhores brinquedos, um confortável quarto, muito amor misturado com o meloso medo da perda. Logo, fui soterrado desde sempre com tudo o que um filho pode sonhar. Não, não tive uma infância traumática. Os velhos tentaram, realmente deram o melhor. Entretanto, faltas como essa não são preenchidas com cavalinhos de pau ou consultas semanais com psicólogas. A minha estrada foi muito, muito mais tortuosa, como a de qualquer homem que está destinado a ultrapassar os seus pares.

Vamos passar para uma das peças mais empolgantes do meu quebra-cabeça: o cinema. Eu o amo, pois, nele renascemos. Bichos viram gente e as mulheres gestam feras. Os monstros e as explosões, as mágicas e os demônios! Era bem pequeno na primeira vez que fui em uma sala de projeções. Recordo do brilho da tela me aquecendo e de que me senti realmente feliz enquanto as cenas ali dançavam. Só que, quando o filme acabou, fiquei tão brabo, pois parecia estar de novo incompleto, que mordi a minha mão até ela sangrar. Mamãe ficou assustada, me deu um balão e a

promessa de que voltaríamos na semana que vêm. A partir de então, as idas se tornaram regulares. Naquele lugar escuro, as fantasias brotavam na minha pele e eu esquecia que era só o pedaço que ficou. No mais, desde o começo, tive a consciência, embora na época de um jeito muito primitivo, de que a sétima arte estava no meu caminho. Não poderia ser de graça que todas aquelas imagens gemiam o meu nome enquanto nasciam e morriam diante dos meus olhos.

Outro elemento que me guiou ao que eu pratico atualmente, admito com embaraço, foi o fato de que, durante anos, não consegui me sentir excitado. Aliás, um pequeno defeito que fez da minha juventude um martírio. Escutava os meus colegas se gabando dos seus feitos amorosos e a raiva me fervia. Também ardia a face pensar que, se estivesse vivo, o meu irmão estaria entre eles e eu não, por mais que tentasse. Isso durou até os meus dezessete anos, quando o episódio aconteceu. Abri a porta de casa e, na soleira, havia o cadáver de um gato. Na verdade, de uma gata que parecia estar prenha. O pelo manchado e macio, o corpo de felina, ali, frágil. Endureci na hora e, criança, foi como ser lambido pelo fogo do Senhor. Sem pensar em mais nada, peguei o que restava da gata e comecei a acariciar aquela harmonia ali mesmo, no limite entre a minha casa e a rua. Não demorou e chegou a empregada da família, desgraçada, quebrou todo o encanto. O nojo com o qual ela nos olhou, os seus gritos agudos, parecia que eu estava nu no meio de uma multidão. Mas hoje agradeço aquela mulher, foi a sua reação histérica e desproporcional que me incentivou a trilhar o estudo da sexualidade humana.

Os próximos três anos da minha vida, nesse sentido, foram de desesperadas pesquisas para detectar o que tinha de errado comigo e as paixões que eu não conseguia abandonar. No entanto, ao final desse período, havia alcançado uma inesperada verdade. Querida, o ser humano é um monstro de muitas cabeças e gênios como Sade me iluminaram a nossa face animalesca, sedenta por desejos que não respeitam qualquer convenção. Anormal é negar aquilo que se quer, por mais estranho que possa parecer. Então, eu compreendi e finalmente parei de correr de mim. Ah, como sinto saudades desses dias de rapaz, gozando as delícias da satisfação própria. E, lhe digo com propriedade, como a juventude nos deixa ansiosos para compartilhar as belezas da nossa mente com o mundo.

Adotar o cinema como a ferramenta para meu intento foi inevitável. Levando em conta a capacidade cognitiva da maioria, filmes eram a escolha lógica. Eles são mais atraentes e cômodos que a leitura, além de atiçarem os sentidos de forma mais intensa. Também me emocionou a ideia de concretizar os meus borbulhantes quadros mentais em películas, a arte que me chamava desde pequeno para o seu colo! Por isso, comecei a trabalhar. Na época, a empresa de papai estava em alta e obter o capital para a produtora não foi difícil. Como o velho ficou entusiasmado, jurando que toda a desgraça da família tinha passado. No entanto, ainda que tenha sido por uma causa diferente, preciso admitir que também mastigava felicidade naquele instante. Eu não era mais só o pedaço que ficou, estava saindo da casca um homem inteiro e com fome.

Não demorou e apareceram inúmeros trabalhos para a produtora, peças que me garantiram nome no meio publicitário e independência financeira. Contudo, eu me dedicava realmente era nas minhas folgas. Comecei com certa prudência – gatos mortos na rua, algumas carnes balançando em ganchos de açougue, pequenas amenidades. Sabe, é impossível esquecer da primeira vez que filmei a mim mesmo. É um curta que ainda gosto, estou cheirando o assento da privada da minha antiga suíte, após cinco minutos sorrio e afogo um boneco na urina. É tão fresco, adolescente… O quê, o site? Bom, paguei, ainda pago, mais do que o suficiente pela segurança e anonimato que ele me proporciona. Não é à toa que nunca o rastrearam e, com certeza, não vão rastrear. Enfim, é seguro. E estamos na era da internet, as pessoas amam a coisa toda, veja as hordas de seguidores, presentes e sedentas desde o princípio. A humanidade pode até repetir discursos edificantes sobre religião, ética, o que for. Mas, na verdade, ela só quer é chafurdar em suas taras, no seu inevitável tesão pelo grotesco. E aí é que está, como um gênio da lâmpada eu ajudo. Satisfaço o que as pessoas querem, mesmo que elas neguem até a morte. O número de visualizações dos vídeos e das contribuições financeiras anônimas que recebo provam o que digo.

A anomia da internet e o rápido sucesso que obtive me incentivaram a ir ousando cada vez mais. E não, nem metade do que filmei na minha trajetória foi para o site. Sou um benfeitor, porém algumas das pérolas guardo para o meu deleite ou para a exibição em círculos muito restritos. Foi graças a um destes contatos que realizei a minha obra mais perfeita até o momento. A mídia tem uns figurões de gostos esquisitos, para ele foi barbada conseguir o gorila cego e o galpão das filmagens. Tão lindo, a natureza vencendo no final, aquela carne branca de puta sendo estraçalhada. Quase tivemos que repetir tudo, e por minha culpa, já que não conseguia não me masturbar enquanto a fera espancava a vagabunda, o que por pouco não prejudicou o enquadramento das imagens. Se bem que o que mais têm por aí são viciadas perdidas nas beiras de estrada e teria sido interessante continuar a apreciar aquela celebração por mais um tempo.

Minha querida, estou falando sem parar, você não está cansada? Mesmo? Que bom, guardei o melhor para o final. Vá até aquela gaveta e pegue o meu próximo roteiro:

CENA 1 – Uma mulher nua no meio de um matagal. Ela não está vendada, mas amarrada e com uma mordaça. O corpo deverá estar pintado com tinta vermelha. Ao lado dela, um velho sentado em uma cadeira tocando gaita. Ele deverá estar vestido com um terno. Voz ao fundo grita sem parar para os macacos dançarem.

CENA 2
– A mulher agora está sozinha. Na cadeira do velho, um prato com agulhas. Entra um terceiro elemento, mascarado. O elemento tira a mordaça e faz a mulher engolir todas as agulhas. Se ela chorar, focar nos olhos marejados.

CENA 3 – O velho deverá estar estático na parede do cenário. O elemento mascarado amarra a mulher em uma mesa e faz uma incisão em sua barriga. A câmera dá o close final no rosto do velho, que deverá assistir a tudo sem esboçar reação.

Você gostou? Quer ser a minha nova estrela? Meu bem, não chore, não tenha medo… O que, mas que gracinha, quer fugir! Vá, vá, tente, eu irei lhe encontrar mais cedo ou mais tarde. É divertido, até lhe dou dois dias de antecedência. Vamos lá, corra e não olhe para trás. Pois eu vou estar lá.

Autora: Mariana Carolo

10 comentários :

Postar um comentário

Com Minha Janela Posso Observar o Mal

15 comentários
Aquele fora o mês muito difícil para Everton, provas escolares, seminários para apresentar e seu trabalho de conclusão de curso. Querendo dar um tempo nessa vida conturbada, resolve visitar seu melhor amigo de infância, Alisson, que mora numa cidade pacata do interior. 

Alisson e Everton cresceram juntos brincando em campo com traves improvisadas de latinhas de refrigerante, faziam isso por horas até anoitecer, só paravam quando a mãe de um dos dois os chamavam com uma chinela na mão ou quando perdia metade do dedo ao chutar o chão, corriam dos vizinhos ao roubar goiabas dos quintais. Aqueles foram tempos felizes para os dois.

Era domingo de manhã, o ônibus chega na rodoviária de Rio Preto e Everton desce, logo é recebido com um sorriso e um abraço de seu amigo. Os dois, após se abraçarem, entram no Impala 67 preto de Alisson e somem no horizonte. A caminho de casa, os dois conversam sobre a expectativa que a noite lhes reserva, e Alisson comenta sobre uma festa que acontecerá a alguns quilômetros de sua casa, Everton se anima, fazia tempo desde que ele foi em uma festa, a faculdade pegou grande parte de seu tempo.

Cai a noite e os dois saem de casa, cada um com uma cerveja na mão, vão até o Impala, e Alisson olha para seu amigo, e os dois entram no carro.

A caminho da festa os dois trocam gargalhas

Everton tem a sensação de estar sendo seguido e senti arrepios mas ignora colocando culpa em sua mente.

Então finalmente chegam à festa, ou deveria ser uma festa, apenas 10 pessoas, bebidas baratas e som brega.

- Pô, cara! Você me arrastou para isso? – Disse Everton.

- Também esperava mais, acredite.

Entre as 10 pessoas, está Roberta, menina que Alisson estava afim a muito tempo.

Após alguns minutos, e já alterados devido a bebida, nota que Alisson não para de olhar para Roberta.

- Chega nela e fala tudo para ela, quem sabe ela esteja carente e te pegue – Diz Everton enquanto rir – na boa, quem sabe ela também sinta o mesmo e você nem sabe...

- Quer saber? O que tenho a perder? Vou lá! – Diz Alisson, já alterado por causa da bebida, indo em direção à Roberta.

Depois de uma série de investidas Alisson consegue beijar Roberta. Após alguns minutos com Roberta, Alisson segura na mão dela e vai até Everton.

- Cara estou cansado, vamos para casa – Diz Alisson.

- Finalmente...-Responde Everton, levantando do sofá.

Os três entram no carro de Alisson e voltam para casa.

Ao chegar Everton é chamado por seu amigo para a cozinha.

- Tudo bem se você dormir no quarto de hospedes? – Pergunta Alisson.

- Claro, entendo você quer ficar com ela, onde é o quarto?

- É acho que nunca te levei lá... é bem simples, suba para o segundo andar no final do corredor a direita, terá outra escada, no final dela uma porta, e lá é o quarto.

Everton seguiu o caminho passado por seu amigo. Quando chegou lá percebeu que o tal “quarto” era só o sótão, tentou ligar a lâmpada mas percebeu que estava queimada.

- Droga, para completar ainda tem essa lâmpada!

A luz do corredor iluminava a cama do quarto, então pensou Everton: “Bom já é o suficiente para mim”. Ele vai de encontro a cama e deita-se, porém, não consegue dormir, então fica olhando para o teto.

Com o passar do tempo os olhos de Everton se acostumam ao breu, ele começa a enxergar detalhes do quarto que antes não havia percebido e nota um quadro do lado direito do aposento.

Ele aperta seus olhos para tentar ver a pintura e quando consegue ver, se assusta! Esta pintado no quadro uma criatura humanoide, pálida, de olhos esbugalhados e com um sorriso medonho.

A pintura era o real romance do horror com a arte, um quadro consegue passar medo aos que veem a figura. O artista provavelmente era dotado de enorme habilidade. Quanto mais contemplava, mas absorvente se tornava o encanto, por isso demorou duas horas para dormir, foram horas observando o quadro, e em alguns momentos teria imaginado a criatura piscar seus olhos negros e esbugalhados, mas colocou culpa na bebida.

Everton cai no sono e pela manhã é acordado pelo seu amigo.

- Cara está tudo bem? Ontem durante a noite você fez muito barulho, aconteceu algo? – Indaga Alisson.

- Barulho? Só fiquei em minha cama...

- Enfim ouvi barulhos, só não vim durante a noite porque sabe eu estava ocupado – Diz Alisson ficando em pé e saindo do quarto.

Everton ainda sonolento junta forças e levanta-se e percebe que o quadro é na verdade uma janela.

Autor: Rillck Guilherme de Souza Barros de Amorim

15 comentários :

Postar um comentário

INFESTATIO

8 comentários


PARTE VII ( PENÚLTIMA).









9 Dias depois...

A  humanidade a este ponto já fraquejava, as ruas estavam desertas a não ser por ossadas e restos de seres  humanos.

Algumas pessoas aqui e ali eram propositalmente mantidas vivas e pendiam de postes ou de árvores fixadas por grossas teias de aranha, servindo assim de alimento e ninho para uma nova prole.  
Bem como na boca dos bueiros, membros de pessoas agonizantes serviam de colônia para abrigar ovos de barata.

Os planos de Kaba corriam muito bem, apostava bastante na segunda geração de criaturas que viria, aquelas que brotariam do corpo dos homens, nutrindo-se de sangue e do próprio organismo vivo em si.

A Peste Alpha de Kaba.

Quanto aos Ratos, sua reprodução já atingira o nível ideal, mutavam a medida com que se alimentavam, ficando mais fortes, inteligentes e ágeis.

 Caput, o líder dividiu bem as ordens de ataque fazendo com que se alimentassem de maneira igual, apenas um pequeno grupo fora selecionado para se alimentar 24h por dia nos últimos oito dias, o nono serviria apenas para descanso e adaptação.

Elas eram em três: Amira, Rhea e Defye.

Estavam enormes e descomunais, lembravam mais um Mastiff Tibetano do que qualquer tipo de roedor. Presas enormes e afiadas, pêlos volumosos e brilhantes, garras afiadas e grossas, o pior não era o tom de animais selvagens e ameaçadores o pior era que tinham plena consciência de suas existências, eram inteligentes, não tanto como Caput. Mas tinham a habilidade de boa comunicação e de planejamento.

As Três Bestas de Kaba.


A Entidade encontrava-se no subsolo em recobrando o seu poder, tamanha operação exigia muito, mesmo sendo um ser sagrado, utilizava um corpo humano e as criaturas de nosso mundo.

A noite pertencia a eles, mas o dia fora deixado aos seres humanos, o que restava deles.
Pelo menos por enquanto...

9 dias atrás - Base da Contritio.

Preparavam-se para a guerra, vestiam-se como uma força militar preparada para conter um estopim. Botas, caneleiras, joelheiras, cotoveleiras, proteção para o torço e cabeça também. O "uniforme" por assim dizer era totalmente preto, contavam com um bom mas não suficiente arsenal.

 Antes de simplesmente jogarem os novos recrutas no olho do furacão disporiam de algumas horas para que pudessem se familiarizar com algumas táticas de combates, equipamentos e armas que utilizariam.

Veronica de pronto se deu bem em usar um rifle de precisão, um Enfield L42a1, mesmo que a arma possuísse uma certa idade funcionava muito bem, ainda mais nas mãos dela, parecia ter ganho vida própria. Fora tão boa em alvos fixos como alvos em movimento.

Marta era uma força de frente, se dera bem com duas Glocks G25 .380 (Com um perfeito saque cruzado) levava também algumas granadas simples. Não era tão boa de mira como sua amiga, porém seus reflexos eram inigualáveis, em um combate de curta distância, talvez fosse a característica mais preciosa o possível.

Sara não entraria no campo de batalha, já que a sua inteligência é de fato sua arma melhor apurada,  seria o suporte para seus companheiros e demais militantes da Contritio, observaria as câmeras definiria as rotas e planejaria as investidas, comunicação seria feita através de rádio.

Cruz não fizera teste algum, era um exímio piloto, moto, carro, caminhão, o que tivesse rodas, ele dominaria com uma facilidade injusta até, seria o responsável pelas rotas de fuga bem como o transporte dos combatentes.

Por fim Frank fora uma negação em tudo o que pôs a mão, não havia serventia alguma para ele. Atirava mal, corria pouco, com certeza era o elo fraco e seria um alvo fácil.
Foi deixado de lado, deram até bebidas alcoólicas para que o homem pudesse se acalmar, atirava lata após lata vazia de cerveja no cesto.

Marreta assim que passou por ele quase sentiu qualquer tipo de simpatia, teve um estalo e perguntou:

- Frequentava muitos bares?

- Sempre que podia.- Respondeu.

- Jogava dardos?

- Nunca tentei. Sem ao menos encarar a moça uma única vez.

- Você parece ter uma boa mira, obviamente não com armas... Quer tentar uma coisa?

- Vamos lá, porque não?

De maneira firme, retilínea e com extrema potência, mesmo sem ter que armar o braço, as adagas voavam de sua mão cortando o ar e atingindo os alvos perfeitamente.

Ria sozinho, ria aliviado. Em uma boa distância conseguia tornar qualquer objeto cortante ou perfurante uma arma mortal.

Descobrira sua vocação, enfim seria útil.

Foram alertados do mal que enfrentariam, todos foram humildes em dedicar seus corpos pelo futuro da humanidade, sem qualquer garantia.

O embate final estava prestes a começar.


8 comentários :

Postar um comentário

Bem-vindo ao Inferno! Por favor, pegue uma senha (PARTE 3)

8 comentários
PARTE 1
PARTE 2

Você provavelmente percebeu pela minha última história que o papel de Satã no inferno é basicamente gerencial. Ele supervisiona as operações de todos os Largos, além de definir os demônios que ficaram encarregados de cada departamento e projetos especiais. Ele até considerou abrir uma pequena rede de padarias na Terra. Eu sei que soa como uma ideia horrorosa, mas ninguém diz para Satã que seu conceito é péssimo, a não ser que gostem de seus anus prolapsados.

Alguns dizem que ele era mais espírito-livre e não-autoritário quando mais novo, sempre discursando sobre derrubar o Céu, mas isso mudou quando se aquietou e teve filhos. Pessoalmente, acho difícil imaginar um Satã espírito-livre, mas isso foi antes de eu chegar aqui. Quanto a mim, depois de ajudar Satã com o problema do outro parque, ele me promoveu a técnico das atrações, o que é um pouco menos pior do que ser um torturado. Depois de me sair tão bem no Largo da Bruxa, o próximo Largo que me mandou era um dos grandes, Inveja.

INVEJA

O largo da Inveja é reservado para pessoas que sabotam, mentem, traem, ou roubam dos outros para obter sucesso. A cultura da corporação na América e o capitalismo desgovernado ajudaram bastante a preencher esse parque com pessoas que pisaram em seus colegas de trabalho apenas por um pequeno aumento ou um carro menos merda que o anterior. As pessoas nesse Largo tem enfiada nas costas uma faca para cada pessoa que traíram em vida, literalmente. O brinquedo mais irônico, e claramente o favorito de Satã, é o que você morre de fome dentro de uma jaula enquanto assiste os outros comerem e beberem, e esse era o que ele queria que eu desse uma ajeitada. Ainda me lembro da conversa.

"Hey, Jerry!" Mostrou aquele enorme sorriso que sempre carregava no rosto. "Estava aqui me perguntando se podia fazer uma magia para mim."

"Meu nome não é Jerry, Satã. O que você quer que eu faça?"

"Haha, clássico de Jerry. Você sabe o brinquedo onde as pessoas morrem de fome?"

"Uh, acho que sei agora. O que tem?"

"Queria saber se você pode fazer com que a comida que eles comem façam que caguem fogo. Tipo, literalmente."

"Comida? Pensei que você tinha dito que eles morriam de fome."

"Não, não, as outras pessoas. Vamos, Jerry, se você puxar minha perna eu puxo a sua também. Só que eu não vou só puxar,  vou arrancar! HA HA HA HA!" Ele bateu com a mão no joelho rindo de sua própria piada por vinte segundos inteiros antes de continuar. "Só vá logo lá e vê o que pode fazer por mim, tá bom, Jared?"

Fiquei me perguntando se ele realmente já tinha esquecido o nome que me chamara a 20 segundos atrás, mas deixei para lá e fui para o Largo. Tinha acabado de fazer o feitiço na comida quando uma mão cheia de garras bateu em meu ombro.

"Ei, Gary, fico ótimo! Eu trouxe um cara do marketing para tirar umas fotos para o nosso site corporativo. Gary, conheça Jeff. Jeff, Gary."

Satã gesticulou para o demônio abatido que tinha uma câmera pendurada no pescoço.

"Legal, Satã, mas o meu nome não é... esquece. Pera aí, o inferno tem um site corporativo?"

Satã coçou sua barbicha.

"Bem, não, ainda não. Mas quanto tivermos, precisa ter várias fotos. Se não mostrarmos as coisas boas aqui do inferno, ninguém vai querer vir para cá!"

"Você quer recrutar pessoas para o inferno... com fotos deles cagando fogo?"

"Exato! Como aqueles restaurantes mexicanos lá na terra!"

"Satã, eu não acho que restaurantes mexicanos fazer as pessoas literalmente-"

"De qualquer forma, vamos deixar Jeff fazendo essas coisas entediantes. Você virá comigo para Ira me ajudar a fazer umas magias boas. Ótimo lugar, Largo da Ira. Já foi lá?"

"Fiquei lá por duzentos anos."

"Não brinca! Então sabe do que estou falando!"


IRA


Logo mais, chegamos na Ira. Os portões rangeram e se abriram e deixei os ombros caírem enquanto tive um vislumbre de todo aquele sangue familiar demais.

"Então, a minha ideia é o seguinte, Gary, tá preparado?"

"Provavelmente não, mas continue."

"Duas palavras, Gary: Espetinhos. Humanos."

"Espetinhos... humanos?"

"Sim, imagina só! Nós espetamos várias pessoas junto com uns pimentões, talvez alguns tomates cerejas. Podemos usar humanos de várias cores diferentes para diversificar."

"Eu... que? Ok. Mas você precisa de magia para segurar os espetos?"

"Não, não, não. Eu já tenho um cara pra isso. Hey, amigão! É, você! Vem cá que Gary quer te conhecer!"

Meu queixo caiu quando um homem que devia ter pelo menos uns três metros de altura e puro músculo correu em nossa direção.

"Gary, gostaria que você conhecesse meu amigo Gollum. Gollum, Gary. Gary, Gollum."

"MEU NOME É GOLIAS."

Pulei com o estrondo que era a voz daquele homem.

"Golias? Tem certeza? De qualquer forma, Gary está aqui para ajudar a fazer umas mágicas para que as pessoas não fiquem caindo no fogo o tempo todo."

Satã se virou para mim.

"Só conseguimos mantê-los lá por só umas duas semanas antes do palito atravessá-los completamente. Mas, arrumem-se entre vocês. Tenho uma ligação importante para fazer, então vou ali."

Com isso, ele saiu andando e eu comecei a trabalhar nos espetos. Quando terminei, olhei por cima do ombro e vi Satã rindo junto de uma demônio estudante, que balançava seu cauda entre os dedos dele.

"Terminamos aqui, Satã!" Gritei.

Ele veio andando com um sorriso no rosto.

"Maravilha, maravilha! Venha, Gary!" Falou, jogando o braço por cima de mim.

Ele se aproximou de mim e começou a falar em uma voz sussurrada enquanto nos afastávamos. Seu bafo cheirava a café e enxofre.

"É melhor você se cuidar quando estiver perto de Golias," falou furtivamente, "e eu não me curvaria na frente dele. É tentador demais para ele, se é que me entende."

"Você quer dizer que ele é um-"

"Isso mesmo, Gary. Um canibal."

"Bem, eu não me - espere um pouco, que?!"

"É, eu perdi dois técnicos por causa dele semana passada. Arrancou a cabeça dos dois, espinha inclusa e tudo mais. E ele não ficou muito feliz com você. Você foi quem arrumou os espetos e agora ele não consegue mais arrancar a carne do palito."

"Espera aí, mas você acabou de... Uh, por que eu não poderia me curvar na frente dele por ser um canibal?"

"Que, você nunca ouviu falar de coxão de dentro? Jesus, Gary, você é meio lerdinho nas piadas às vezes."

"Eu, uh... Okay, Satã. Aonde vamos agora?"

"Gula, Gary. Você vai amar lá. É maravilhoso. Maravilhoso."

"Tá bom. O que você quer que eu faça lá?"

"Duas palavras, Gary: Cheesecake. Explosivo."

EM BREVE: "Bem-vindo ao Inferno! Por favor, pegue uma senha (PARTE 4)"


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

8 comentários :

Postar um comentário

Estou preocupado com meu filho

22 comentários
Estou muito preocupado com meu filho.

Mais do que preocupado. Neste momento, aterrorizado. Seu comportamento nas últimas semanas não é normal, nem saudável. Isso me faz pensar que há algo errado.

No começo, ele vinha e ficava na porta. Ele fazia isso de noite, pouco antes de eu estar pronto para dormir. Eu me deslocava para desligar o abajur, e ele ficava ali, na entrada. Eu costumava tentar falar com ele. Eu não faço mais isso. Ele nunca me respondia.

Ele apenas olhava fixamente.

Alguns dias atrás, ele apareceu de pé na entrada, entrou e se sentou na cama. Ele ainda não falava. Perguntei o que ele queria. Perguntei se alguma coisa o incomodava. Não era de seu feitio estar tão quieto.

Ele geralmente esperava até que minha esposa estivesse dormindo. Essa é a parte que me pega. Ela sempre adormece antes de mim, e ele nunca entrou quando ela estava acordada. Ela não teve nenhum envolvimento nisso.

Se algo não mudar logo, eu não sei o que vou fazer. Estou começando a achar que ele sabe que fui eu quem o matou.


FONTE



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

22 comentários :

Postar um comentário

Sr. Greenberg

34 comentários
ATENÇÃO: ESTA CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (ABUSO INFANTIL). NÃO É RECOMENDADA PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.

Era o primeiro dia de aula. Os cheiros e sons familiares me lembraram o quanto eu tinha esquecido tudo desde as férias de verão.

"Ei, bichinha!" Disse a desgraça da minha existência, Greg. Eu odiava aquele cara, ele fez minha vida um inferno durante todo o ano passado.

Eu o ignorei. Abaixei minha cabeça e caminhei em direção ao meu armário para pegar meus livros do primeiro período. Verifiquei novamente meus horários para ter certeza de que iria para a classe correta. História americana. Sala 24. Sr. Greenberg. Suspirei de alívio.

Cheguei à aula antes do sinal tocar, mas, para meu horror, vi Greg sentado com um sorriso malicioso no rosto. Ele estava ao lado de seu amigo, Steve, que era tão ruim quanto ele. Eles sussurraram nas orelhas uns dos outros e riram, e eu sabia que este ano seria pior ainda.

Me sentei na cadeira da frente para ficar o mais longe possível de Greg e Steve e perto da porta . O Sr. Greenberg era o novo professor da nossa escola. Ele era jovem e bonito, cerca de 30 anos, e tinha se transferido de uma escola do norte. Ele era peculiar e engraçado, mas severo. Ele contava piadas, mas também reprimia qualquer coisa que fosse prejudicial ao equilíbrio da classe. Eu gostei dele.

No entanto, Greg e Steve logo chamaram a atenção do professor. Eles fizeram uma espécie de bolinha com papel e borracha e me acertaram bem na parte de trás da cabeça, e Jesus Cristo, doeu pra cacete. Coloquei a mão na cabeça e me virei, olhando para Greg e Steve. Seus sorrisos me deixaram possesso, mas para minha sorte Sr. Greenberg viu tudo.

"Greg! Steve! Para a diretoria agora mesmo!", Gritou o professor, apontando o dedo para ambos.

Eu não podia me conter; Sorri e assenti com a cabeça para o Sr. Greenberg e ele correspondeu ao gesto. Greg e Steve passaram por mim enquanto saiam da sala, e Greg deslizou um pedaço de papel pela minha mesa. Desdobrei para ler a mensagem: "Você está morto, bixa."

Claro, ele escreveu "bicha" errado, sem novidades.

Greg parecia um daqueles valentões dos filmes, a única coisa que faltava era um maço de cigarro e a camisa com as mangas dobradas.

O resto da aula passou sem problemas, sem sinal de Greg ou Steve. Quando o sinal tocou, arrumei minhas coisas e fui em direção a porta, mas o Sr. Greenberg me deteve.

"Ei, Donald. Tem um minuto?", Disse ele.

"Sim..."

Ele fechou a porta e me pediu para sentar. Me senti um pouco desconfortável e seguro ao mesmo tempo.

"Eu sei que Greg e Steve te perturbam. Posso ser novo aqui, e esta pode ser minha primeira aula, mas notei isso. Tenho razão, Donald?”

Ele era bem inteligente ou talvez simplesmente não era uma pessoa esquecida.

"Sim, desde o primário."

"Você acredita em karma, Donald?"

Essa foi uma pergunta forte.

"Karma? Na verdade, não"

Ele riu.

"Deixe-me te contar uma história. Quando eu estava no colégio sofri muito. Pesava 160 quilos com apenas quinze anos"

Eu não podia acreditar, especialmente vendo o quão magro e atlético ele era.

"Sério?"

"Sim, cara. Eu afogava minha tristeza comendo. A comida não era uma fonte de energia para mim - era uma muleta. Eu devorava meus sentimentos e tudo saiu do controle. Meu agressor, meu Greg, era um garoto chamado Frank. Ele me atormentava todos os dias de cada semana. Pensei em me matar várias vezes, mas você sabe o que aconteceu? Comecei a agir. Perdi quase 40 quilos em um ano, sozinho, e pensei que Frank pararia. Não. Não importava o que eu fizesse, Frank ainda me perturbava. Não aguentava mais esperar pela formatura para nunca mais vê-lo. Mas você sabe onde Frank está agora, Donald?”

"Não...?"

"Frank está morto. Ele morreu em um acidente de carro logo após a formatura. Não desejei a morte dele, mas acho que foi o karma. Ele me atormentou e muitos outros por anos, e ele conseguiu sua recompensa. Não estou dizendo que Greg ou Steve irão morrer, não desejo isso para ninguém, mas lembre-se do karma. Você é um garoto brilhante. Você vai crescer e ser alguém bem sucedido, mas eles? Olha, eu sei que sou o professor, mas ficaria surpreso se eles se tornassem alguém."

Suas palavras, embora um pouco duras para um professor, realmente me fizeram sorrir.

"Obrigado Sr. Greenberg. Eu só queria que eles parassem. Não por mim, mas pela minha irmã"

"Sua irmã?"

Suspirei. Pela primeira vez, contei a alguém o que aconteceu há dois anos.

"Greg e Steve seguiram minha irmã Mart e eu até em casa. Me seguraram enquanto eles..."

Eu não conseguia falar. Os olhos do Sr. Greenberg se arregalaram.

"Enquanto eles, o quê Donald? Se algo aconteceu você pode me dizer."

Me senti seguro.

"Eles a estupraram."

Vi a cor e a vida se esvaírem de seus olhos. Ele parecia irado.

"O quê?!" ele disse.

"Vi eles a estuprando, Sr. Greenberg. Eles colocaram uma faca em minha garganta e disseram que se eu contasse a alguém eles iriam nos matar. Não sabia o que fazer. Eu deveria ter impedido tudo, mas não consegui."

Não pude mais me conter e comecei a chorar. Sr. Greenberg me deu um abraço e me disse que tudo ficaria bem.

"Obrigado por me contar. Não tenha medo de nada, eu vou cuidar de tudo.”

Eu olhei para ele.

"Eles disseram que matariam ela e eu se disséssemos..."

Ele me cortou.

"Eles estão usando o medo para te calar, Donald. Confie em mim, cuidarei de tudo."

Cheguei atrasado na minha segunda aula e o Sr. Greenberg escreveu uma carta de desculpas para dar à minha professora. Ele sorriu para mim, acariciou meu ombro e disse uma última palavra antes de eu sair de sua sala:

"Karma"

Assenti.

O tempo passou bastante rápido, especialmente porque não vi Greg ou Steve o resto do dia. Quando eu estava saindo da escola me preparei para vê-los lá fora esperando por mim, mas eles não estavam lá. Achei que eles tinham que ficar depois da aula para a detenção, e isso significava que no dia seguinte eles estariam furiosos. Ó céus.

Fui até o lado de fora do colégio, andei até o outro lado da rua e esperei Marti para que pudéssemos ir para casa juntos. Ela e eu entramos no carro e dirigi para casa, ambos com sorrisos nos rostos. Naquele dia Marti e eu apenas apreciamos a noite após um bom primeiro dia de aula. Sentei-me no meu quarto e toquei meu violão, enquanto minha irmã estava sentada no quarto conversando com as amigas no telefone. As coisas pareciam melhorar.

No dia seguinte, fui até a classe do Sr. Greenberg e procurei Greg e Steve. Eles não estavam lá. O Sr. Greenberg cumprimentou todos com um sorriso antes de começar a aula. Depois de alguns minutos, a voz do nosso diretor soou pelo interfone.

"Todos os alunos, por favor, dirijam-se ao auditório imediatamente. Obrigado."

Todos caminhamos em direção ao auditório e nos sentamos enquanto nosso diretor, vice-diretor e conselheiro estavam todos no palco. Foi quando eles deram a notícia a todos.

“Dois de nossos alunos, Greg Campbell e Steve McFarlane, morreram tragicamente. Nós não temos mais detalhes, mas as aulas terminarão mais cedo para que todos possam estar com suas famílias após esta tragédia "

Tragédia não é a palavra que eu usaria para descrever a morte de Greg e Steve, mas, apesar de todas as coisas horríveis que eles cometeram, lamentei um pouco.

Depois do almoço todos foram para casa de ônibus. Como eu estava de carro, poderia ir para casa quando eu quisesse. Tinha que esperar Marti sair da escola, então usei o tempo para estudar um pouco para os testes que estavam chegando. Enquanto eu ia em direção a sala de estudos, vi o Sr. Greenberg de pé próximo a fonte de água. Sorri e assenti com a cabeça. Ele fez um gesto para que eu o seguisse.

Fomos até a sala dele e ele fechou a porta. Ele me mandou sentar, puxou uma cadeira e começou a me encarar.

"O que você ainda está fazendo aqui? Nós o liberamos há uma hora." Disse ele firmemente.

"Marti ainda está na escola do outro lado da rua, então eu tenho que esperá-la. Além disso, estou aproveitando para estudar para o teste de amanhã"

Ele soltou um "Ahhhh".

"Sr. Greenberg?" Perguntei.

"Sim, Donald?"

"É ruim sentir remorso pelo que aconteceu com Greg e Steve? Durante anos desejei que eles morressem, mas agora que estão mortos, eu sinto remorso"

Ele sorriu.

"Isso significa que você é uma boa pessoa, com um bom coração."

Eu sorri.

"Coisas ruins acontecem com pessoas ruins, Donald. Coisas ruins também acontecem com pessoas boas, mas Greg e Steve? Não eram boas pessoas. Se eles fizeram isso com sua irmã, quem garante que não fizeram o mesmo com irmãs de outras pessoas? Honestamente, uma parte de mim está feliz que o carro em que eles estavam caiu de um penhasco."

Fingi um sorriso, mas fiquei um pouco confuso.

"Hmm... Sr. Greenberg?"

"Sim, Donald?"

"C-Como o senhor sabe que eles morreram caindo de um penhasco?"

Sr. Greenberg se recostou na cadeira e olhou diretamente para mim.

Ele piscou.

"Karma", respondeu. 

FONTE

34 comentários :

Postar um comentário

Preciso te contar o que aconteceu com meu último casamento

15 comentários
Martha,

Deve ser um pouco assustador ler uma história dirigida especificamente a você, mas eu não poderia pensar em nenhuma maneira melhor de fazer isso. Eu sei que você lê histórias aqui regularmente, e espero que o título seja suficientemente interessante para chamar sua atenção. Nosso casamento é em apenas três dias Martha, e eu realmente não poderia estar mais animado. Você tem sido uma pessoa incrível na minha vida, e mal posso esperar para o nosso final feliz! Dito isto, não fui totalmente honesto com você.

Ao discutir nossos relacionamentos anteriores, ignorei um grande detalhe que abrange três anos da minha vida. De 2011 a 2014, fui casado com um homem chamado Jacob. Os amigos que temos agora não sabem da existência de Jacob - nossa relação existia inteiramente antes de eu me mudar para esse estado.

Eu nunca disse nada sobre ele por uma série de razões. Primeiramente, você é completamente heterossexual, não leve isso a mal, mas descobri que pode ser difícil para os heterossexuais entender como alguém pode passar de um relacionamento homo para um hétero com tal facilidade. Eu me preocupo com a pessoa, não com o gênero ou com o sexo. Eu amava Jacob por quem ele era, não porque ele era um homem. Eu te amo por você - não porque você é uma mulher. Eu não quero que você pense em Jacob como uma espécie de competição - ele está morto para mim. Eu realmente quero passar o resto da minha vida com você, Martha.

Eu só sinto que preciso falar sobre Jacob porque eu simplesmente não quero que aconteça com você o mesmo que aconteceu com ele. Eu quero que nosso casamento seja melhor do que o que Jacob e eu tivemos, e eu não quero que termine do mesmo jeito. 

Tudo começou bem; Jacob e eu nos conhecemos quando eu estava no Japão. Ele estava trabalhando na mesma escola de inglês que eu. Eu o tinha observado por alguns dias e me aproximei dele com a saudação japonesa mais quebrada que você poderia imaginar. Ele me interrompeu para descobrir exatamente o que eu queria, e eu rapidamente percebi que ele também era americano. Nos apaixonamos e nos mudamos juntos, iniciando uma nova vida na Califórnia. Foram ótimos dois anos até meu avô ficar com Alzheimer e, como você sabe, meus pais são falecidos, então ele veio para ficar comigo e com Jacob.

Eu prometo a você, Martha, que não cometerei esse erro novamente - meu avô arruinou o meu casamento. Sua demência
 era severa, e ele se movia pelo tempo como alguém mudando canais de TV. Uma hora ele era um jovem jogando Track And Field, e em outra ele estava tentando impedir a hemorragia de um amigo numa selva no Vietnã. Eu sabia que ter o meu avô conosco estava afetando nossa relação, mas na verdade não tinha outra escolha. Nós não tínhamos dinheiro para colocá-lo em uma boa casa de repouso, e era difícil conseguir uma ajuda externa, pois ninguém além de nós conseguia lidar com ele. 

Ele era difícil, Martha. Ele destruiu nossa casa e foi o principal causador do término de nosso casamento. Por semanas eu voltava para casa e encontrava o quintal cheio de buracos. Cada buraco tinha apenas dois ou três centímetros de profundidade, e todos os dias uma dúzia de novos buracos eram feitos. Demorou muito tempo para eu conseguir flagrar meu avô fazendo os buracos. Aparentemente sua demência não tinha m murchado seu corpo da mesma maneira que havia destruído sua mente - ele estava revivendo seus dias de glória no atletismo jogando Shotput em meu quintal. Esta não foi uma façanha simples - uma bola de Shotput pesa mais de 7 quilos e é feita de metal denso. Olhando-o do quintal, fiquei chocado ao vê-lo levantando a bola tão facilmente e a atirando a dez ou quinze pés.

Se tivesse ficado nesse nível - se ele continuasse a fazer alguns buracos no quintal e, gradualmente, caísse em senilidade, talvez Jacob e eu pudéssemos ter conseguido, mas meu avô piorou de maneira inesperada. Ele estava conosco por talvez três meses quando cheguei em casa um dia e vi Jacob chorando. Ele me disse que não podia mais aguentar, que o estresse que meu avô causava era demais. Aparentemente, meu avô estava tendo um episódio onde ele estava revivendo a guerra. Ele achava que Jacob era um Viet Cong, e começou a se tornar violento. Meu avô pensou que ele invadiu sua casa, matou sua esposa e que iria pegá-lo em seguida. Compreensivelmente, Jacob estava extremamente chateado. Conversamos por toda noite sobre o meu avô, se ele podia realmente continuar conosco. Eu me sentia terrível sobre tudo isso, e durante todo o tempo em que conversamos continuei a desejar poder colocar meu avô em algum bom lugar, mas simplesmente não havia lugar algum para ele.


Na manhã seguinte, Jacob me deu um ultimato antes de partir para o trabalho.
"É eu ou o seu avô. Eu vou ou ele vai", disse ele. Havia uma seriedade em sua voz, ele realmente estava falando sério. "Conversaremos esta noite". Costumo sair para o trabalho alguns minutos depois de Jacob, mas naquela manhã eu não queria sair do quarto. Eu simplesmente me sentei na beira da cama e pensei no que ia acontecer. Não havia nenhuma escolha fácil. Ou eu tiraria um membro da minha família... ou eu tiraria um membro da minha família. Eu realmente não sabia o que fazer. Fiquei sentado por pelo menos uma hora, pensando em diferentes possibilidades e sentindo uma culpa genuína. Eu não acho que eu poderia ter feito uma escolha se essa escolha não tivesse sido feita para mim.

Sentado, mal-humorado, ouvi um som do lado de Jacob da cama. Era o som de um celular vibrando debaixo da mesa de cabeceira de Jacob. Pelo menos parecia um telefone, mas eu sabia que não podia ser - Jacob já havia ido e ele não teria deixado seu celular para trás. Acertei em cheio - eu não tinha escutado errado. Debaixo da mesa de cabeceira havia um pequeno celular. Esperava encontrar mensagens indicando que Jacob era um traficante, mas o que encontrei foi muito mais angustiante. Era uma série de mensagens de uma mulher chamada Stacy.


Agora você sabe que sou bissexual, mas Jacob certamente não era. Pelo menos ele nunca me disse que era. Eu estava realmente fodido. É uma coisa seu parceiro enganar você com alguém com quem você pode se comparar. Se fosse um cara, eu perguntaria o que ele tem que eu não tenho, mas isso? Descobri que o homem que eu amava estava me enganando de uma forma que eu não conseguia entender. Eu estava mais do que furioso, Martha, mas algo bom saiu da leitura dessas mensagens de texto. De repente tornou-se muito fácil saber o que fazer com o meu avô.


Eu nunca disse a Jacob o que eu havia encontrado. Enviamos mensagens de texto durante todo o dia, como normalmente fazíamos. Eu disse a ele que estava no trabalho, mas que estaria em casa no momento em que ele chegasse e que eu faria o jantar. Disse que queria descobrir o que faríamos com o meu avô, mas que, finalmente, ele havia me convencido, e a decisão foi fácil.

Passei aquele dia com meu avô, assistimos filmes, comemos e olhamos álbuns de fotos antigos. Passei aquele dia com ele como se fosse o último. Não me incomodei em começar um jantar para Jacob.
Em vez disso, preparei meu avô para lidar com meu problema e resolver o seu próprio também.

Quando chegou a hora dele tomar seu remédio, lhe dei minha receita de Adderall. Quando eu o ajudei a tomar banho me certifiquei de que ele se vestiria com suas velhas roupas de exército. E no começo da noite, quando eu costumava ligar a TV no canal de notícias, fechei as cortinas, desliguei as luzes e coloquei o filme Apocalypse Now. Por fim, me senti mal que tirei a bola de Shotput dele por causa dos buracos no quintal, então a devolvi, colocando-a sobre a mesinha.

Aguardando Jacob chegar em casa eu esperava que minha mente mudasse de opinião sobre o que eu tinha iniciado, mas nunca vacilei. Assisti meu bravo e demente avô cheio de Adderall assistindo Apocalypse Now em pânico, suando em sua roupa de exército no sofá da minha sala de estar. Quando ouvi o carro de Jacob sair pela porta da cozinha fui até o quintal. Não havia nenhuma carne, a churrasqueira não estava ligada, mas eu estava de pé atrás da porta deslizante da cozinha, fazendo parecer que eu estava fazendo um churrasco. Eu podia ver através do vidro o cintilar das luzes da televisão e a posição da luz mudando por causa da abertura da porta da frente. Escutei tudo, mas fingi que era o filme. Fiquei lá por vinte minutos, tempo suficiente para que Jacob me encontrasse se ele quisesse, mas isso nunca aconteceu.

Voltei para dentro, fui até a sala de estar e encontrei meu avô deitado sobre o corpo de Jacob. Eu realmente não sei exatamente o que aconteceu, como começou, mas em algum momento meu avô deve ter instintivamente agarrado a bola de Shotput na mesinha, batendo-a no canto superior direito da cabeça de Jacob. Quando olhei para o corpo dele, apenas metade do rosto estava reconhecível. Seu crânio tinha sido afundado, os ossos quebrados e triturados - ele estava morto. Seu cérebro tinha sido esmagado por uma bola de metal com mais de sete quilos. Todos os meus problemas foram resolvidos.

Martha, estou te contando isso por tantos motivos. Você não precisa se preocupar com meu avô. Ele foi acusado pelo homicídio -culposo- de Jacob, e enquanto ainda está sendo litigado tenho certeza de que o estado o colocará onde ele possa ter cuidados adequados. Eu contei essa história para que você saiba o que aconteceu comigo e como meu último casamento terminou. Eu não queria que Jacob se machucasse, mas você deve entender que ele me machucou primeiro. Ele estava me enganando, e tudo se agravou porque era com uma garota, que ele não podia ter se interessado - é como se ele estivesse com ela apenas para me machucar. Era óbvio que algo ruim iria acontecer. 

Espero que você considere isso como uma mensagem para que possamos ser felizes, mas isso só vai acontecer se confiarmos um no outro. Eu não posso lidar com outra infidelidade Martha, e espero que você seja tão dedicada a mim quanto eu era com Jacob. Eu nunca fiz joguinhos com ele e nunca vou fazer com você - espero que você possa entender isso.


E se você está com medo, o que eu suponho que seja compreensível, tenha em mente que eu decidi contar isso a você, mesmo que tarde. Você pode cancelar tudo, se quiser terminar comigo, mas saiba que eu vou ficar muito furioso, e é melhor você arrumar uma boa desculpa para as mais de 70 pessoas que convidamos para o nosso casamento. É melhor você apontar algo mais convincente do que uma postagem anônima - não há informações reveladoras sobre você, e quase nenhuma sobre mim.

Mas se você ainda acha que vale a pena terminar comigo, deixe-me apenas te dizer isso: eu amo você, e você nunca esquecerá isso.


-B

FONTE

15 comentários :

Postar um comentário