O Resto que Ficou

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ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (ABUSO SEXUAL).

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Peço um minuto do seu tempo, quero tanto lhe contar uma história. Na verdade, é a minha história, mas explicarei tudo com calma e no ritmo certo. Só peço que pare, fique e me ouça. Vai ser uma experiência interessante, não se arrependerá. Pegue uma cadeira e se acomode, por gentileza. Só um parêntese, como a sua pele é bonita, não se ofenda, não falei por mal… Excelente, que bom que entendeu o elogio, vamos ao que importa.

Primeiro, não vou negar que na internet existe uma dezena de versões do que eu relatarei a partir desse instante. Ali, o que conhecem sobre o meu trabalho recebe o nome de “creepypasta”. É tão irritante, aqueles fóruns achando que sabem tudo sobre o que eu faço. Idiotas, muitas vezes eu participo desses debates estúpidos, só pela ironia da coisa, e me insultam, gritam que eu não sei nada sobre o assunto. Penso que esses bostinhas não são capazes nem de sentir o fedor que está debaixo dos seus narizes podres. Tentam investigar, como cachorros correndo atrás do próprio rabo, só que nunca chegaram nem perto da grandeza do normalpornfornormalpeople.com! Muito pelo contrário, porcos rolando em ignorância e teorias paranóicas. Tá, admito que algumas dessas lendas foram espalhadas por mim, às vezes a especulação parece engraçada, mas na maioria dos dias me incomoda. Por isso devo falar. Quero ter a certeza de que alguém entenderá a real mensagem do meu legado, nem que eu precise explicá-lo para você durante dias.

Começo com a sensação de incompletude que me acompanha desde o nascimento. Menina, eu deveria ser dois, só que o outro veio morto. O cérebro não estava formado, um sistema nervoso que nem para rudimentar servia. Assim, desde o início faltou a minha metade. Em compensação, nascer em uma família com dinheiro o suficiente e pais com sentimento de culpa proporciona uma infância interessante. Os melhores brinquedos, um confortável quarto, muito amor misturado com o meloso medo da perda. Logo, fui soterrado desde sempre com tudo o que um filho pode sonhar. Não, não tive uma infância traumática. Os velhos tentaram, realmente deram o melhor. Entretanto, faltas como essa não são preenchidas com cavalinhos de pau ou consultas semanais com psicólogas. A minha estrada foi muito, muito mais tortuosa, como a de qualquer homem que está destinado a ultrapassar os seus pares.

Vamos passar para uma das peças mais empolgantes do meu quebra-cabeça: o cinema. Eu o amo, pois, nele renascemos. Bichos viram gente e as mulheres gestam feras. Os monstros e as explosões, as mágicas e os demônios! Era bem pequeno na primeira vez que fui em uma sala de projeções. Recordo do brilho da tela me aquecendo e de que me senti realmente feliz enquanto as cenas ali dançavam. Só que, quando o filme acabou, fiquei tão brabo, pois parecia estar de novo incompleto, que mordi a minha mão até ela sangrar. Mamãe ficou assustada, me deu um balão e a

promessa de que voltaríamos na semana que vêm. A partir de então, as idas se tornaram regulares. Naquele lugar escuro, as fantasias brotavam na minha pele e eu esquecia que era só o pedaço que ficou. No mais, desde o começo, tive a consciência, embora na época de um jeito muito primitivo, de que a sétima arte estava no meu caminho. Não poderia ser de graça que todas aquelas imagens gemiam o meu nome enquanto nasciam e morriam diante dos meus olhos.

Outro elemento que me guiou ao que eu pratico atualmente, admito com embaraço, foi o fato de que, durante anos, não consegui me sentir excitado. Aliás, um pequeno defeito que fez da minha juventude um martírio. Escutava os meus colegas se gabando dos seus feitos amorosos e a raiva me fervia. Também ardia a face pensar que, se estivesse vivo, o meu irmão estaria entre eles e eu não, por mais que tentasse. Isso durou até os meus dezessete anos, quando o episódio aconteceu. Abri a porta de casa e, na soleira, havia o cadáver de um gato. Na verdade, de uma gata que parecia estar prenha. O pelo manchado e macio, o corpo de felina, ali, frágil. Endureci na hora e, criança, foi como ser lambido pelo fogo do Senhor. Sem pensar em mais nada, peguei o que restava da gata e comecei a acariciar aquela harmonia ali mesmo, no limite entre a minha casa e a rua. Não demorou e chegou a empregada da família, desgraçada, quebrou todo o encanto. O nojo com o qual ela nos olhou, os seus gritos agudos, parecia que eu estava nu no meio de uma multidão. Mas hoje agradeço aquela mulher, foi a sua reação histérica e desproporcional que me incentivou a trilhar o estudo da sexualidade humana.

Os próximos três anos da minha vida, nesse sentido, foram de desesperadas pesquisas para detectar o que tinha de errado comigo e as paixões que eu não conseguia abandonar. No entanto, ao final desse período, havia alcançado uma inesperada verdade. Querida, o ser humano é um monstro de muitas cabeças e gênios como Sade me iluminaram a nossa face animalesca, sedenta por desejos que não respeitam qualquer convenção. Anormal é negar aquilo que se quer, por mais estranho que possa parecer. Então, eu compreendi e finalmente parei de correr de mim. Ah, como sinto saudades desses dias de rapaz, gozando as delícias da satisfação própria. E, lhe digo com propriedade, como a juventude nos deixa ansiosos para compartilhar as belezas da nossa mente com o mundo.

Adotar o cinema como a ferramenta para meu intento foi inevitável. Levando em conta a capacidade cognitiva da maioria, filmes eram a escolha lógica. Eles são mais atraentes e cômodos que a leitura, além de atiçarem os sentidos de forma mais intensa. Também me emocionou a ideia de concretizar os meus borbulhantes quadros mentais em películas, a arte que me chamava desde pequeno para o seu colo! Por isso, comecei a trabalhar. Na época, a empresa de papai estava em alta e obter o capital para a produtora não foi difícil. Como o velho ficou entusiasmado, jurando que toda a desgraça da família tinha passado. No entanto, ainda que tenha sido por uma causa diferente, preciso admitir que também mastigava felicidade naquele instante. Eu não era mais só o pedaço que ficou, estava saindo da casca um homem inteiro e com fome.

Não demorou e apareceram inúmeros trabalhos para a produtora, peças que me garantiram nome no meio publicitário e independência financeira. Contudo, eu me dedicava realmente era nas minhas folgas. Comecei com certa prudência – gatos mortos na rua, algumas carnes balançando em ganchos de açougue, pequenas amenidades. Sabe, é impossível esquecer da primeira vez que filmei a mim mesmo. É um curta que ainda gosto, estou cheirando o assento da privada da minha antiga suíte, após cinco minutos sorrio e afogo um boneco na urina. É tão fresco, adolescente… O quê, o site? Bom, paguei, ainda pago, mais do que o suficiente pela segurança e anonimato que ele me proporciona. Não é à toa que nunca o rastrearam e, com certeza, não vão rastrear. Enfim, é seguro. E estamos na era da internet, as pessoas amam a coisa toda, veja as hordas de seguidores, presentes e sedentas desde o princípio. A humanidade pode até repetir discursos edificantes sobre religião, ética, o que for. Mas, na verdade, ela só quer é chafurdar em suas taras, no seu inevitável tesão pelo grotesco. E aí é que está, como um gênio da lâmpada eu ajudo. Satisfaço o que as pessoas querem, mesmo que elas neguem até a morte. O número de visualizações dos vídeos e das contribuições financeiras anônimas que recebo provam o que digo.

A anomia da internet e o rápido sucesso que obtive me incentivaram a ir ousando cada vez mais. E não, nem metade do que filmei na minha trajetória foi para o site. Sou um benfeitor, porém algumas das pérolas guardo para o meu deleite ou para a exibição em círculos muito restritos. Foi graças a um destes contatos que realizei a minha obra mais perfeita até o momento. A mídia tem uns figurões de gostos esquisitos, para ele foi barbada conseguir o gorila cego e o galpão das filmagens. Tão lindo, a natureza vencendo no final, aquela carne branca de puta sendo estraçalhada. Quase tivemos que repetir tudo, e por minha culpa, já que não conseguia não me masturbar enquanto a fera espancava a vagabunda, o que por pouco não prejudicou o enquadramento das imagens. Se bem que o que mais têm por aí são viciadas perdidas nas beiras de estrada e teria sido interessante continuar a apreciar aquela celebração por mais um tempo.

Minha querida, estou falando sem parar, você não está cansada? Mesmo? Que bom, guardei o melhor para o final. Vá até aquela gaveta e pegue o meu próximo roteiro:

CENA 1 – Uma mulher nua no meio de um matagal. Ela não está vendada, mas amarrada e com uma mordaça. O corpo deverá estar pintado com tinta vermelha. Ao lado dela, um velho sentado em uma cadeira tocando gaita. Ele deverá estar vestido com um terno. Voz ao fundo grita sem parar para os macacos dançarem.

CENA 2
– A mulher agora está sozinha. Na cadeira do velho, um prato com agulhas. Entra um terceiro elemento, mascarado. O elemento tira a mordaça e faz a mulher engolir todas as agulhas. Se ela chorar, focar nos olhos marejados.

CENA 3 – O velho deverá estar estático na parede do cenário. O elemento mascarado amarra a mulher em uma mesa e faz uma incisão em sua barriga. A câmera dá o close final no rosto do velho, que deverá assistir a tudo sem esboçar reação.

Você gostou? Quer ser a minha nova estrela? Meu bem, não chore, não tenha medo… O que, mas que gracinha, quer fugir! Vá, vá, tente, eu irei lhe encontrar mais cedo ou mais tarde. É divertido, até lhe dou dois dias de antecedência. Vamos lá, corra e não olhe para trás. Pois eu vou estar lá.

Autora: Mariana Carolo

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Com Minha Janela Posso Observar o Mal

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Aquele fora o mês muito difícil para Everton, provas escolares, seminários para apresentar e seu trabalho de conclusão de curso. Querendo dar um tempo nessa vida conturbada, resolve visitar seu melhor amigo de infância, Alisson, que mora numa cidade pacata do interior. 

Alisson e Everton cresceram juntos brincando em campo com traves improvisadas de latinhas de refrigerante, faziam isso por horas até anoitecer, só paravam quando a mãe de um dos dois os chamavam com uma chinela na mão ou quando perdia metade do dedo ao chutar o chão, corriam dos vizinhos ao roubar goiabas dos quintais. Aqueles foram tempos felizes para os dois.

Era domingo de manhã, o ônibus chega na rodoviária de Rio Preto e Everton desce, logo é recebido com um sorriso e um abraço de seu amigo. Os dois, após se abraçarem, entram no Impala 67 preto de Alisson e somem no horizonte. A caminho de casa, os dois conversam sobre a expectativa que a noite lhes reserva, e Alisson comenta sobre uma festa que acontecerá a alguns quilômetros de sua casa, Everton se anima, fazia tempo desde que ele foi em uma festa, a faculdade pegou grande parte de seu tempo.

Cai a noite e os dois saem de casa, cada um com uma cerveja na mão, vão até o Impala, e Alisson olha para seu amigo, e os dois entram no carro.

A caminho da festa os dois trocam gargalhas

Everton tem a sensação de estar sendo seguido e senti arrepios mas ignora colocando culpa em sua mente.

Então finalmente chegam à festa, ou deveria ser uma festa, apenas 10 pessoas, bebidas baratas e som brega.

- Pô, cara! Você me arrastou para isso? – Disse Everton.

- Também esperava mais, acredite.

Entre as 10 pessoas, está Roberta, menina que Alisson estava afim a muito tempo.

Após alguns minutos, e já alterados devido a bebida, nota que Alisson não para de olhar para Roberta.

- Chega nela e fala tudo para ela, quem sabe ela esteja carente e te pegue – Diz Everton enquanto rir – na boa, quem sabe ela também sinta o mesmo e você nem sabe...

- Quer saber? O que tenho a perder? Vou lá! – Diz Alisson, já alterado por causa da bebida, indo em direção à Roberta.

Depois de uma série de investidas Alisson consegue beijar Roberta. Após alguns minutos com Roberta, Alisson segura na mão dela e vai até Everton.

- Cara estou cansado, vamos para casa – Diz Alisson.

- Finalmente...-Responde Everton, levantando do sofá.

Os três entram no carro de Alisson e voltam para casa.

Ao chegar Everton é chamado por seu amigo para a cozinha.

- Tudo bem se você dormir no quarto de hospedes? – Pergunta Alisson.

- Claro, entendo você quer ficar com ela, onde é o quarto?

- É acho que nunca te levei lá... é bem simples, suba para o segundo andar no final do corredor a direita, terá outra escada, no final dela uma porta, e lá é o quarto.

Everton seguiu o caminho passado por seu amigo. Quando chegou lá percebeu que o tal “quarto” era só o sótão, tentou ligar a lâmpada mas percebeu que estava queimada.

- Droga, para completar ainda tem essa lâmpada!

A luz do corredor iluminava a cama do quarto, então pensou Everton: “Bom já é o suficiente para mim”. Ele vai de encontro a cama e deita-se, porém, não consegue dormir, então fica olhando para o teto.

Com o passar do tempo os olhos de Everton se acostumam ao breu, ele começa a enxergar detalhes do quarto que antes não havia percebido e nota um quadro do lado direito do aposento.

Ele aperta seus olhos para tentar ver a pintura e quando consegue ver, se assusta! Esta pintado no quadro uma criatura humanoide, pálida, de olhos esbugalhados e com um sorriso medonho.

A pintura era o real romance do horror com a arte, um quadro consegue passar medo aos que veem a figura. O artista provavelmente era dotado de enorme habilidade. Quanto mais contemplava, mas absorvente se tornava o encanto, por isso demorou duas horas para dormir, foram horas observando o quadro, e em alguns momentos teria imaginado a criatura piscar seus olhos negros e esbugalhados, mas colocou culpa na bebida.

Everton cai no sono e pela manhã é acordado pelo seu amigo.

- Cara está tudo bem? Ontem durante a noite você fez muito barulho, aconteceu algo? – Indaga Alisson.

- Barulho? Só fiquei em minha cama...

- Enfim ouvi barulhos, só não vim durante a noite porque sabe eu estava ocupado – Diz Alisson ficando em pé e saindo do quarto.

Everton ainda sonolento junta forças e levanta-se e percebe que o quadro é na verdade uma janela.

Autor: Rillck Guilherme de Souza Barros de Amorim

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INFESTATIO

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PARTE VII ( PENÚLTIMA).









9 Dias depois...

A  humanidade a este ponto já fraquejava, as ruas estavam desertas a não ser por ossadas e restos de seres  humanos.

Algumas pessoas aqui e ali eram propositalmente mantidas vivas e pendiam de postes ou de árvores fixadas por grossas teias de aranha, servindo assim de alimento e ninho para uma nova prole.  
Bem como na boca dos bueiros, membros de pessoas agonizantes serviam de colônia para abrigar ovos de barata.

Os planos de Kaba corriam muito bem, apostava bastante na segunda geração de criaturas que viria, aquelas que brotariam do corpo dos homens, nutrindo-se de sangue e do próprio organismo vivo em si.

A Peste Alpha de Kaba.

Quanto aos Ratos, sua reprodução já atingira o nível ideal, mutavam a medida com que se alimentavam, ficando mais fortes, inteligentes e ágeis.

 Caput, o líder dividiu bem as ordens de ataque fazendo com que se alimentassem de maneira igual, apenas um pequeno grupo fora selecionado para se alimentar 24h por dia nos últimos oito dias, o nono serviria apenas para descanso e adaptação.

Elas eram em três: Amira, Rhea e Defye.

Estavam enormes e descomunais, lembravam mais um Mastiff Tibetano do que qualquer tipo de roedor. Presas enormes e afiadas, pêlos volumosos e brilhantes, garras afiadas e grossas, o pior não era o tom de animais selvagens e ameaçadores o pior era que tinham plena consciência de suas existências, eram inteligentes, não tanto como Caput. Mas tinham a habilidade de boa comunicação e de planejamento.

As Três Bestas de Kaba.


A Entidade encontrava-se no subsolo em recobrando o seu poder, tamanha operação exigia muito, mesmo sendo um ser sagrado, utilizava um corpo humano e as criaturas de nosso mundo.

A noite pertencia a eles, mas o dia fora deixado aos seres humanos, o que restava deles.
Pelo menos por enquanto...

9 dias atrás - Base da Contritio.

Preparavam-se para a guerra, vestiam-se como uma força militar preparada para conter um estopim. Botas, caneleiras, joelheiras, cotoveleiras, proteção para o torço e cabeça também. O "uniforme" por assim dizer era totalmente preto, contavam com um bom mas não suficiente arsenal.

 Antes de simplesmente jogarem os novos recrutas no olho do furacão disporiam de algumas horas para que pudessem se familiarizar com algumas táticas de combates, equipamentos e armas que utilizariam.

Veronica de pronto se deu bem em usar um rifle de precisão, um Enfield L42a1, mesmo que a arma possuísse uma certa idade funcionava muito bem, ainda mais nas mãos dela, parecia ter ganho vida própria. Fora tão boa em alvos fixos como alvos em movimento.

Marta era uma força de frente, se dera bem com duas Glocks G25 .380 (Com um perfeito saque cruzado) levava também algumas granadas simples. Não era tão boa de mira como sua amiga, porém seus reflexos eram inigualáveis, em um combate de curta distância, talvez fosse a característica mais preciosa o possível.

Sara não entraria no campo de batalha, já que a sua inteligência é de fato sua arma melhor apurada,  seria o suporte para seus companheiros e demais militantes da Contritio, observaria as câmeras definiria as rotas e planejaria as investidas, comunicação seria feita através de rádio.

Cruz não fizera teste algum, era um exímio piloto, moto, carro, caminhão, o que tivesse rodas, ele dominaria com uma facilidade injusta até, seria o responsável pelas rotas de fuga bem como o transporte dos combatentes.

Por fim Frank fora uma negação em tudo o que pôs a mão, não havia serventia alguma para ele. Atirava mal, corria pouco, com certeza era o elo fraco e seria um alvo fácil.
Foi deixado de lado, deram até bebidas alcoólicas para que o homem pudesse se acalmar, atirava lata após lata vazia de cerveja no cesto.

Marreta assim que passou por ele quase sentiu qualquer tipo de simpatia, teve um estalo e perguntou:

- Frequentava muitos bares?

- Sempre que podia.- Respondeu.

- Jogava dardos?

- Nunca tentei. Sem ao menos encarar a moça uma única vez.

- Você parece ter uma boa mira, obviamente não com armas... Quer tentar uma coisa?

- Vamos lá, porque não?

De maneira firme, retilínea e com extrema potência, mesmo sem ter que armar o braço, as adagas voavam de sua mão cortando o ar e atingindo os alvos perfeitamente.

Ria sozinho, ria aliviado. Em uma boa distância conseguia tornar qualquer objeto cortante ou perfurante uma arma mortal.

Descobrira sua vocação, enfim seria útil.

Foram alertados do mal que enfrentariam, todos foram humildes em dedicar seus corpos pelo futuro da humanidade, sem qualquer garantia.

O embate final estava prestes a começar.


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Estou preocupado com meu filho

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Estou muito preocupado com meu filho.

Mais do que preocupado. Neste momento, aterrorizado. Seu comportamento nas últimas semanas não é normal, nem saudável. Isso me faz pensar que há algo errado.

No começo, ele vinha e ficava na porta. Ele fazia isso de noite, pouco antes de eu estar pronto para dormir. Eu me deslocava para desligar o abajur, e ele ficava ali, na entrada. Eu costumava tentar falar com ele. Eu não faço mais isso. Ele nunca me respondia.

Ele apenas olhava fixamente.

Alguns dias atrás, ele apareceu de pé na entrada, entrou e se sentou na cama. Ele ainda não falava. Perguntei o que ele queria. Perguntei se alguma coisa o incomodava. Não era de seu feitio estar tão quieto.

Ele geralmente esperava até que minha esposa estivesse dormindo. Essa é a parte que me pega. Ela sempre adormece antes de mim, e ele nunca entrou quando ela estava acordada. Ela não teve nenhum envolvimento nisso.

Se algo não mudar logo, eu não sei o que vou fazer. Estou começando a achar que ele sabe que fui eu quem o matou.


FONTE



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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Sr. Greenberg

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Era o primeiro dia de aula. Os cheiros e sons familiares me lembraram o quanto eu tinha esquecido tudo desde as férias de verão.

"Ei, bichinha!" Disse a desgraça da minha existência, Greg. Eu odiava aquele cara, ele fez minha vida um inferno durante todo o ano passado.

Eu o ignorei. Abaixei minha cabeça e caminhei em direção ao meu armário para pegar meus livros do primeiro período. Verifiquei novamente meus horários para ter certeza de que iria para a classe correta. História americana. Sala 24. Sr. Greenberg. Suspirei de alívio.

Cheguei à aula antes do sinal tocar, mas, para meu horror, vi Greg sentado com um sorriso malicioso no rosto. Ele estava ao lado de seu amigo, Steve, que era tão ruim quanto ele. Eles sussurraram nas orelhas uns dos outros e riram, e eu sabia que este ano seria pior ainda.

Me sentei na cadeira da frente para ficar o mais longe possível de Greg e Steve e perto da porta . O Sr. Greenberg era o novo professor da nossa escola. Ele era jovem e bonito, cerca de 30 anos, e tinha se transferido de uma escola do norte. Ele era peculiar e engraçado, mas severo. Ele contava piadas, mas também reprimia qualquer coisa que fosse prejudicial ao equilíbrio da classe. Eu gostei dele.

No entanto, Greg e Steve logo chamaram a atenção do professor. Eles fizeram uma espécie de bolinha com papel e borracha e me acertaram bem na parte de trás da cabeça, e Jesus Cristo, doeu pra cacete. Coloquei a mão na cabeça e me virei, olhando para Greg e Steve. Seus sorrisos me deixaram possesso, mas para minha sorte Sr. Greenberg viu tudo.

"Greg! Steve! Para a diretoria agora mesmo!", Gritou o professor, apontando o dedo para ambos.

Eu não podia me conter; Sorri e assenti com a cabeça para o Sr. Greenberg e ele correspondeu ao gesto. Greg e Steve passaram por mim enquanto saiam da sala, e Greg deslizou um pedaço de papel pela minha mesa. Desdobrei para ler a mensagem: "Você está morto, bixa."

Claro, ele escreveu "bicha" errado, sem novidades.

Greg parecia um daqueles valentões dos filmes, a única coisa que faltava era um maço de cigarro e a camisa com as mangas dobradas.

O resto da aula passou sem problemas, sem sinal de Greg ou Steve. Quando o sinal tocou, arrumei minhas coisas e fui em direção a porta, mas o Sr. Greenberg me deteve.

"Ei, Donald. Tem um minuto?", Disse ele.

"Sim..."

Ele fechou a porta e me pediu para sentar. Me senti um pouco desconfortável e seguro ao mesmo tempo.

"Eu sei que Greg e Steve te perturbam. Posso ser novo aqui, e esta pode ser minha primeira aula, mas notei isso. Tenho razão, Donald?”

Ele era bem inteligente ou talvez simplesmente não era uma pessoa esquecida.

"Sim, desde o primário."

"Você acredita em karma, Donald?"

Essa foi uma pergunta forte.

"Karma? Na verdade, não"

Ele riu.

"Deixe-me te contar uma história. Quando eu estava no colégio sofri muito. Pesava 160 quilos com apenas quinze anos"

Eu não podia acreditar, especialmente vendo o quão magro e atlético ele era.

"Sério?"

"Sim, cara. Eu afogava minha tristeza comendo. A comida não era uma fonte de energia para mim - era uma muleta. Eu devorava meus sentimentos e tudo saiu do controle. Meu agressor, meu Greg, era um garoto chamado Frank. Ele me atormentava todos os dias de cada semana. Pensei em me matar várias vezes, mas você sabe o que aconteceu? Comecei a agir. Perdi quase 40 quilos em um ano, sozinho, e pensei que Frank pararia. Não. Não importava o que eu fizesse, Frank ainda me perturbava. Não aguentava mais esperar pela formatura para nunca mais vê-lo. Mas você sabe onde Frank está agora, Donald?”

"Não...?"

"Frank está morto. Ele morreu em um acidente de carro logo após a formatura. Não desejei a morte dele, mas acho que foi o karma. Ele me atormentou e muitos outros por anos, e ele conseguiu sua recompensa. Não estou dizendo que Greg ou Steve irão morrer, não desejo isso para ninguém, mas lembre-se do karma. Você é um garoto brilhante. Você vai crescer e ser alguém bem sucedido, mas eles? Olha, eu sei que sou o professor, mas ficaria surpreso se eles se tornassem alguém."

Suas palavras, embora um pouco duras para um professor, realmente me fizeram sorrir.

"Obrigado Sr. Greenberg. Eu só queria que eles parassem. Não por mim, mas pela minha irmã"

"Sua irmã?"

Suspirei. Pela primeira vez, contei a alguém o que aconteceu há dois anos.

"Greg e Steve seguiram minha irmã Mart e eu até em casa. Me seguraram enquanto eles..."

Eu não conseguia falar. Os olhos do Sr. Greenberg se arregalaram.

"Enquanto eles, o quê Donald? Se algo aconteceu você pode me dizer."

Me senti seguro.

"Eles a estupraram."

Vi a cor e a vida se esvaírem de seus olhos. Ele parecia irado.

"O quê?!" ele disse.

"Vi eles a estuprando, Sr. Greenberg. Eles colocaram uma faca em minha garganta e disseram que se eu contasse a alguém eles iriam nos matar. Não sabia o que fazer. Eu deveria ter impedido tudo, mas não consegui."

Não pude mais me conter e comecei a chorar. Sr. Greenberg me deu um abraço e me disse que tudo ficaria bem.

"Obrigado por me contar. Não tenha medo de nada, eu vou cuidar de tudo.”

Eu olhei para ele.

"Eles disseram que matariam ela e eu se disséssemos..."

Ele me cortou.

"Eles estão usando o medo para te calar, Donald. Confie em mim, cuidarei de tudo."

Cheguei atrasado na minha segunda aula e o Sr. Greenberg escreveu uma carta de desculpas para dar à minha professora. Ele sorriu para mim, acariciou meu ombro e disse uma última palavra antes de eu sair de sua sala:

"Karma"

Assenti.

O tempo passou bastante rápido, especialmente porque não vi Greg ou Steve o resto do dia. Quando eu estava saindo da escola me preparei para vê-los lá fora esperando por mim, mas eles não estavam lá. Achei que eles tinham que ficar depois da aula para a detenção, e isso significava que no dia seguinte eles estariam furiosos. Ó céus.

Fui até o lado de fora do colégio, andei até o outro lado da rua e esperei Marti para que pudéssemos ir para casa juntos. Ela e eu entramos no carro e dirigi para casa, ambos com sorrisos nos rostos. Naquele dia Marti e eu apenas apreciamos a noite após um bom primeiro dia de aula. Sentei-me no meu quarto e toquei meu violão, enquanto minha irmã estava sentada no quarto conversando com as amigas no telefone. As coisas pareciam melhorar.

No dia seguinte, fui até a classe do Sr. Greenberg e procurei Greg e Steve. Eles não estavam lá. O Sr. Greenberg cumprimentou todos com um sorriso antes de começar a aula. Depois de alguns minutos, a voz do nosso diretor soou pelo interfone.

"Todos os alunos, por favor, dirijam-se ao auditório imediatamente. Obrigado."

Todos caminhamos em direção ao auditório e nos sentamos enquanto nosso diretor, vice-diretor e conselheiro estavam todos no palco. Foi quando eles deram a notícia a todos.

“Dois de nossos alunos, Greg Campbell e Steve McFarlane, morreram tragicamente. Nós não temos mais detalhes, mas as aulas terminarão mais cedo para que todos possam estar com suas famílias após esta tragédia "

Tragédia não é a palavra que eu usaria para descrever a morte de Greg e Steve, mas, apesar de todas as coisas horríveis que eles cometeram, lamentei um pouco.

Depois do almoço todos foram para casa de ônibus. Como eu estava de carro, poderia ir para casa quando eu quisesse. Tinha que esperar Marti sair da escola, então usei o tempo para estudar um pouco para os testes que estavam chegando. Enquanto eu ia em direção a sala de estudos, vi o Sr. Greenberg de pé próximo a fonte de água. Sorri e assenti com a cabeça. Ele fez um gesto para que eu o seguisse.

Fomos até a sala dele e ele fechou a porta. Ele me mandou sentar, puxou uma cadeira e começou a me encarar.

"O que você ainda está fazendo aqui? Nós o liberamos há uma hora." Disse ele firmemente.

"Marti ainda está na escola do outro lado da rua, então eu tenho que esperá-la. Além disso, estou aproveitando para estudar para o teste de amanhã"

Ele soltou um "Ahhhh".

"Sr. Greenberg?" Perguntei.

"Sim, Donald?"

"É ruim sentir remorso pelo que aconteceu com Greg e Steve? Durante anos desejei que eles morressem, mas agora que estão mortos, eu sinto remorso"

Ele sorriu.

"Isso significa que você é uma boa pessoa, com um bom coração."

Eu sorri.

"Coisas ruins acontecem com pessoas ruins, Donald. Coisas ruins também acontecem com pessoas boas, mas Greg e Steve? Não eram boas pessoas. Se eles fizeram isso com sua irmã, quem garante que não fizeram o mesmo com irmãs de outras pessoas? Honestamente, uma parte de mim está feliz que o carro em que eles estavam caiu de um penhasco."

Fingi um sorriso, mas fiquei um pouco confuso.

"Hmm... Sr. Greenberg?"

"Sim, Donald?"

"C-Como o senhor sabe que eles morreram caindo de um penhasco?"

Sr. Greenberg se recostou na cadeira e olhou diretamente para mim.

Ele piscou.

"Karma", respondeu. 

FONTE

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Preciso te contar o que aconteceu com meu último casamento

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Martha,

Deve ser um pouco assustador ler uma história dirigida especificamente a você, mas eu não poderia pensar em nenhuma maneira melhor de fazer isso. Eu sei que você lê histórias aqui regularmente, e espero que o título seja suficientemente interessante para chamar sua atenção. Nosso casamento é em apenas três dias Martha, e eu realmente não poderia estar mais animado. Você tem sido uma pessoa incrível na minha vida, e mal posso esperar para o nosso final feliz! Dito isto, não fui totalmente honesto com você.

Ao discutir nossos relacionamentos anteriores, ignorei um grande detalhe que abrange três anos da minha vida. De 2011 a 2014, fui casado com um homem chamado Jacob. Os amigos que temos agora não sabem da existência de Jacob - nossa relação existia inteiramente antes de eu me mudar para esse estado.

Eu nunca disse nada sobre ele por uma série de razões. Primeiramente, você é completamente heterossexual, não leve isso a mal, mas descobri que pode ser difícil para os heterossexuais entender como alguém pode passar de um relacionamento homo para um hétero com tal facilidade. Eu me preocupo com a pessoa, não com o gênero ou com o sexo. Eu amava Jacob por quem ele era, não porque ele era um homem. Eu te amo por você - não porque você é uma mulher. Eu não quero que você pense em Jacob como uma espécie de competição - ele está morto para mim. Eu realmente quero passar o resto da minha vida com você, Martha.

Eu só sinto que preciso falar sobre Jacob porque eu simplesmente não quero que aconteça com você o mesmo que aconteceu com ele. Eu quero que nosso casamento seja melhor do que o que Jacob e eu tivemos, e eu não quero que termine do mesmo jeito. 

Tudo começou bem; Jacob e eu nos conhecemos quando eu estava no Japão. Ele estava trabalhando na mesma escola de inglês que eu. Eu o tinha observado por alguns dias e me aproximei dele com a saudação japonesa mais quebrada que você poderia imaginar. Ele me interrompeu para descobrir exatamente o que eu queria, e eu rapidamente percebi que ele também era americano. Nos apaixonamos e nos mudamos juntos, iniciando uma nova vida na Califórnia. Foram ótimos dois anos até meu avô ficar com Alzheimer e, como você sabe, meus pais são falecidos, então ele veio para ficar comigo e com Jacob.

Eu prometo a você, Martha, que não cometerei esse erro novamente - meu avô arruinou o meu casamento. Sua demência
 era severa, e ele se movia pelo tempo como alguém mudando canais de TV. Uma hora ele era um jovem jogando Track And Field, e em outra ele estava tentando impedir a hemorragia de um amigo numa selva no Vietnã. Eu sabia que ter o meu avô conosco estava afetando nossa relação, mas na verdade não tinha outra escolha. Nós não tínhamos dinheiro para colocá-lo em uma boa casa de repouso, e era difícil conseguir uma ajuda externa, pois ninguém além de nós conseguia lidar com ele. 

Ele era difícil, Martha. Ele destruiu nossa casa e foi o principal causador do término de nosso casamento. Por semanas eu voltava para casa e encontrava o quintal cheio de buracos. Cada buraco tinha apenas dois ou três centímetros de profundidade, e todos os dias uma dúzia de novos buracos eram feitos. Demorou muito tempo para eu conseguir flagrar meu avô fazendo os buracos. Aparentemente sua demência não tinha m murchado seu corpo da mesma maneira que havia destruído sua mente - ele estava revivendo seus dias de glória no atletismo jogando Shotput em meu quintal. Esta não foi uma façanha simples - uma bola de Shotput pesa mais de 7 quilos e é feita de metal denso. Olhando-o do quintal, fiquei chocado ao vê-lo levantando a bola tão facilmente e a atirando a dez ou quinze pés.

Se tivesse ficado nesse nível - se ele continuasse a fazer alguns buracos no quintal e, gradualmente, caísse em senilidade, talvez Jacob e eu pudéssemos ter conseguido, mas meu avô piorou de maneira inesperada. Ele estava conosco por talvez três meses quando cheguei em casa um dia e vi Jacob chorando. Ele me disse que não podia mais aguentar, que o estresse que meu avô causava era demais. Aparentemente, meu avô estava tendo um episódio onde ele estava revivendo a guerra. Ele achava que Jacob era um Viet Cong, e começou a se tornar violento. Meu avô pensou que ele invadiu sua casa, matou sua esposa e que iria pegá-lo em seguida. Compreensivelmente, Jacob estava extremamente chateado. Conversamos por toda noite sobre o meu avô, se ele podia realmente continuar conosco. Eu me sentia terrível sobre tudo isso, e durante todo o tempo em que conversamos continuei a desejar poder colocar meu avô em algum bom lugar, mas simplesmente não havia lugar algum para ele.


Na manhã seguinte, Jacob me deu um ultimato antes de partir para o trabalho.
"É eu ou o seu avô. Eu vou ou ele vai", disse ele. Havia uma seriedade em sua voz, ele realmente estava falando sério. "Conversaremos esta noite". Costumo sair para o trabalho alguns minutos depois de Jacob, mas naquela manhã eu não queria sair do quarto. Eu simplesmente me sentei na beira da cama e pensei no que ia acontecer. Não havia nenhuma escolha fácil. Ou eu tiraria um membro da minha família... ou eu tiraria um membro da minha família. Eu realmente não sabia o que fazer. Fiquei sentado por pelo menos uma hora, pensando em diferentes possibilidades e sentindo uma culpa genuína. Eu não acho que eu poderia ter feito uma escolha se essa escolha não tivesse sido feita para mim.

Sentado, mal-humorado, ouvi um som do lado de Jacob da cama. Era o som de um celular vibrando debaixo da mesa de cabeceira de Jacob. Pelo menos parecia um telefone, mas eu sabia que não podia ser - Jacob já havia ido e ele não teria deixado seu celular para trás. Acertei em cheio - eu não tinha escutado errado. Debaixo da mesa de cabeceira havia um pequeno celular. Esperava encontrar mensagens indicando que Jacob era um traficante, mas o que encontrei foi muito mais angustiante. Era uma série de mensagens de uma mulher chamada Stacy.


Agora você sabe que sou bissexual, mas Jacob certamente não era. Pelo menos ele nunca me disse que era. Eu estava realmente fodido. É uma coisa seu parceiro enganar você com alguém com quem você pode se comparar. Se fosse um cara, eu perguntaria o que ele tem que eu não tenho, mas isso? Descobri que o homem que eu amava estava me enganando de uma forma que eu não conseguia entender. Eu estava mais do que furioso, Martha, mas algo bom saiu da leitura dessas mensagens de texto. De repente tornou-se muito fácil saber o que fazer com o meu avô.


Eu nunca disse a Jacob o que eu havia encontrado. Enviamos mensagens de texto durante todo o dia, como normalmente fazíamos. Eu disse a ele que estava no trabalho, mas que estaria em casa no momento em que ele chegasse e que eu faria o jantar. Disse que queria descobrir o que faríamos com o meu avô, mas que, finalmente, ele havia me convencido, e a decisão foi fácil.

Passei aquele dia com meu avô, assistimos filmes, comemos e olhamos álbuns de fotos antigos. Passei aquele dia com ele como se fosse o último. Não me incomodei em começar um jantar para Jacob.
Em vez disso, preparei meu avô para lidar com meu problema e resolver o seu próprio também.

Quando chegou a hora dele tomar seu remédio, lhe dei minha receita de Adderall. Quando eu o ajudei a tomar banho me certifiquei de que ele se vestiria com suas velhas roupas de exército. E no começo da noite, quando eu costumava ligar a TV no canal de notícias, fechei as cortinas, desliguei as luzes e coloquei o filme Apocalypse Now. Por fim, me senti mal que tirei a bola de Shotput dele por causa dos buracos no quintal, então a devolvi, colocando-a sobre a mesinha.

Aguardando Jacob chegar em casa eu esperava que minha mente mudasse de opinião sobre o que eu tinha iniciado, mas nunca vacilei. Assisti meu bravo e demente avô cheio de Adderall assistindo Apocalypse Now em pânico, suando em sua roupa de exército no sofá da minha sala de estar. Quando ouvi o carro de Jacob sair pela porta da cozinha fui até o quintal. Não havia nenhuma carne, a churrasqueira não estava ligada, mas eu estava de pé atrás da porta deslizante da cozinha, fazendo parecer que eu estava fazendo um churrasco. Eu podia ver através do vidro o cintilar das luzes da televisão e a posição da luz mudando por causa da abertura da porta da frente. Escutei tudo, mas fingi que era o filme. Fiquei lá por vinte minutos, tempo suficiente para que Jacob me encontrasse se ele quisesse, mas isso nunca aconteceu.

Voltei para dentro, fui até a sala de estar e encontrei meu avô deitado sobre o corpo de Jacob. Eu realmente não sei exatamente o que aconteceu, como começou, mas em algum momento meu avô deve ter instintivamente agarrado a bola de Shotput na mesinha, batendo-a no canto superior direito da cabeça de Jacob. Quando olhei para o corpo dele, apenas metade do rosto estava reconhecível. Seu crânio tinha sido afundado, os ossos quebrados e triturados - ele estava morto. Seu cérebro tinha sido esmagado por uma bola de metal com mais de sete quilos. Todos os meus problemas foram resolvidos.

Martha, estou te contando isso por tantos motivos. Você não precisa se preocupar com meu avô. Ele foi acusado pelo homicídio -culposo- de Jacob, e enquanto ainda está sendo litigado tenho certeza de que o estado o colocará onde ele possa ter cuidados adequados. Eu contei essa história para que você saiba o que aconteceu comigo e como meu último casamento terminou. Eu não queria que Jacob se machucasse, mas você deve entender que ele me machucou primeiro. Ele estava me enganando, e tudo se agravou porque era com uma garota, que ele não podia ter se interessado - é como se ele estivesse com ela apenas para me machucar. Era óbvio que algo ruim iria acontecer. 

Espero que você considere isso como uma mensagem para que possamos ser felizes, mas isso só vai acontecer se confiarmos um no outro. Eu não posso lidar com outra infidelidade Martha, e espero que você seja tão dedicada a mim quanto eu era com Jacob. Eu nunca fiz joguinhos com ele e nunca vou fazer com você - espero que você possa entender isso.


E se você está com medo, o que eu suponho que seja compreensível, tenha em mente que eu decidi contar isso a você, mesmo que tarde. Você pode cancelar tudo, se quiser terminar comigo, mas saiba que eu vou ficar muito furioso, e é melhor você arrumar uma boa desculpa para as mais de 70 pessoas que convidamos para o nosso casamento. É melhor você apontar algo mais convincente do que uma postagem anônima - não há informações reveladoras sobre você, e quase nenhuma sobre mim.

Mas se você ainda acha que vale a pena terminar comigo, deixe-me apenas te dizer isso: eu amo você, e você nunca esquecerá isso.


-B

FONTE

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O Melhor Primeiro Encontro

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ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (ABUSO SEXUAL).

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

A cama balançava. Não de uma forma tão violenta, mas carinhosa e rápida.

Em cima dela, dois corpos nus. O homem em cima, a mulher embaixo.

O rapaz a penetrava com vigor. Ia até o final, sempre com força e então voltava para repetir o processo logo em seguida. A moça se mantinha de olhos fechados e pernas fechadas em torno do corpo do homem, apenas se permitindo senti-lo. Talvez fosse a forma como o homem fazia com jeito e selvageria na medida certa que deixasse ela tão extasiada a ponto de sequer expressar algo e simplesmente a fizesse querer curtir a entrada.

Esses sites de relacionamento são incríveis, não é mesmo? Os dois haviam se conhecido duas semanas atrás. Trocaram telefones, jogaram conversas foras e então, um belo dia, o rapaz a chamou para um encontro.

Quem diria que ao final dele, daria tão certo?

O jovem beijava e lambia o pescoço da mulher sem parar. Ela era como a mais suculenta carne do banquete, e ele queria matar a fome com ela.

Ele a apalpava, a apertava e ia cada vez mais rápido à medida que ele ia chegando ao clímax.

Pouco antes de o atingir, uma das pernas dela se soltou de suas costas e então, com um gemido grave e respiração ofegante, ele a preencheu com seu tesão em forma material.

Desde o começo, ele a queria. Ele sabia o quão incrível a mulher era. Tinha um sorriso hipnotizante. Cabelos longos esvoaçantes e olhos tão profundos que pareciam conter o próprio mar dentro deles. E o melhor de tudo: Ela não era como a maioria das pessoas, que ligavam para o bem material e o interesse financeiro. Ela era humilde e enxergava a beleza em tudo e todos.

Para leva-la para a cama, ele não precisou conquista-la pagando uma conta cara em algum bistrô gourmet, não precisou vestir roupas caras e espalhafatosas e muito menos usar algum perfume importado da Europa. Longe disso

Ele só precisou de um pano e clorofórmio.

Autor: Luan Gonçalves

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INFESTATIO

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Parte - I
Parte - II
Parte - III
Parte - IV & V

PARTE - VI









Não era exclusivamente na presença de mortais ou formas de vida, espírito e compreensão de níveis inferiores que Kaba parecia se mover de maneira pausada e dramática.

Era algo dela.

Não a mulher propriamente dita, mas sim a densa pressão de sua espiritualidade, era preciso sentir isso para que de maneira bem vaga pudesse tentar vir a compreender como sua presença "bagunçava" a dimensão em sua própria volta.

- Caput. - Chamou quase sem mover os delicados lábios, como uma experiente ventríloqua.
Em uma sala gigantesca e inteiramente branca, na posse de mobília não chamativa, exceto o assento e um amontoado que lembrava um "descanso de pés".

Deixou seu corpo recostar em uma cadeira de couro confortável, em uma mão um grosso e robusto copo de Whisky que exalava um delicioso cheiro de malte, já a outra mão foi baixada deixando a mesma estendida com o cotovelo acomodado em um dos braços da cadeira.

Livre dos sapatos de salto alto acomodou ambos os pés no "descanso" logo abaixo dela.
Um borrão principalmente preto mas parte branco e parte marrom com dois pontos fixos e vermelhos atravessou o cômodo, do chão a parede, da parede ao teto, do teto com o focinho postado logo abaixo da palma acolhedora.

Era apenas um risco, silencioso e incompreensivelmente veloz ainda mais para uma criatura que parecia um animal de colo, um gato, cachorro de pequeno porte e não uma Ratazana pesando mais de 7kg.

Kaba acariciava o topo de sua cabeça, Caput mantinha seus apertados e pequenos olhos fechados, as bochechas se retorciam fazendo com que seus bigodes dançassem, suas não tão pequenas mãozinhas se esfregavam no mesmo ritmo da mão maior acima dele.

...- Finalmente. - Enquanto encarava as chamas da lareira consumir a saudável madeira.

- O que "dá" poder aos Deuses, meu amor? A própria sacralidade por ela mesma, a consciência elevada que ultrapassa a tênue linha do aqui e do além, o nativo e incontornável sentimento de superioridade impregnado na própria essência do meu ser e estar?

- Chiiiichiii. - Respondeu Caput.

Ela gargalhou brevemente.

- Concordo que o controle das massas, onde tudo é feito "Em nome de Deus", arquitetando e condicionando o comportamento , a obrigação e recompensa no temor de nossa própria palavra juntamente com a adoração de símbolos, estatuetas, locais e nas preces em si é gratificante e mero capricho, porém não fortalecedor.

- O que realmente dá forças a Deusa das Pragas, Deusa dos Ratos, Mãe da Pestilência, são seus seguidores, seus fiéis, Os Propagadores da Palavra da Propagadora do Fim, a intenção de Kaba!
Seus olhos cor de mel perderam de total a tonalidade, depois a vida e por fim se tornaram ainda mais flamejantes, vivos e quente que as próprias chamas em sua frente.

Caput desceu da cadeira e manteve uma postura bípede com certa distância de sua Mestra que após terminar o copo em delicadas goladas envolveu o objeto em suas mãos e o transformou em areia  fazendo com que os finos filetes corressem da palma de suas mãos pelos seus punhos vagarosamente como um relógio.

Em sua poderosa e antiga mente aquela ampulheta marcava o tempo(já esgotado) da humanidade no topo da pirâmide predatória.

Sem o ínfimo esforço utilizou a mão esquerda para suspender o "Descanso de pés"que pesava exatos 77 quilos e 502 gramas a 17 centímetros do chão. Com a mão direita fez um símbolo que lembrava uma "figa" só que com três dedos, deixando o mindinho e o dedão abertos. Rasgou o saco e retirou o conteúdo do seu interior. Um homem amordaçado suplicava por sua vida através do olhar desesperado e incrédulo, com a mesma mão que proveu breve liberdade ao individuo o condenou logo em seguida em um único movimento totalmente cirúrgico de cima a baixo rasgou a pobre vítima da garganta ao púbis. O corte foi tão repentino que talvez a própria estrutura fisiológica do ser tenha tido dificuldade de entender ao que fora submetida.

Caput apenas acompanhava a cena, parecia um animal empalhado.

Com demora mas sem decepcionar o jato viscoso e rubro de sangue jorrou com vontade, entrando em contato com sua amendoada pele, lambiscou os lábios sujos retirou de seu busto prendendo-o entre os dedos com muita força seu colar de ouro, embebeu em sangue fresco, deixou o sacrifício agonizante atingir o imaculado piso branco, com as duas mãos trouxe para perto de seu rosto o artefato gotejando recente sofrimento e com uma voz que nem de longe lembrava a dela, era feminina e masculina, angelical e demoníaca, poderosa, imperativa, ameaçadora, atordoadora e agressiva. Vociferou:

- IN - FES - TA - TIO !

Um leve tremor tomou início.

O colar começou a mudar de forma, se alongou como uma bengala sob a medida da usuária, a parte inferior deu lugar a uma lâmina curva exatamente como uma foice, a parte do "apoio" tornou-se uma esfera maciça.

Um preocupante terremoto ganhava corpo.

A circunferência se encolheu dando forma a um anel grosso, afinou uma primeira vez postando um círculo quase completo a esquerda de sua própria existência e fundido-se ao todo.

Uma enorme comoção iniciava-se na superfície.

Ficou fino outra vez ao liberar mais uma semiesfera voltada para cima.

E os céus foram cobertos por um enxame de criaturas aladas.

 E por fim um terceiro quase formado anel tomou o lado direito do cetro.

A eletricidade cessou, deixando todos na escuridão.

Assim que Caput terminou sua refeição, tratou de desaparecer.

Milhares e milhares de enormes e mutados Ratos assolavam a cidade, os bueiros transbordavam, de cada buraco surgia cinco aranhas, dez baratas e trinta ratos. Nas ruas não havia onde pisar, o chão era pura peste. Ainda que tal pessoa houvesse presenciado a pior faceta do mais desprezível ser humano não seria capaz de mensurar tanto ódio, tanta fúria e bestialidade quanto os Ratos de Kaba traziam, devoravam pessoas vivas por inteira, brincavam com a presa, atacavam onde mais doía, faziam com que as vítimas sofressem até o corpo entrar em colapso e por fim desligar.

Muitos caíram resistindo, com rastelo, bomba, fogo, armas entre outras coisas. Não só pelo número desanimadoramente maior das pestes em relação aos homens, mas pela força brutal, capacidade de raciocínio e elemento surpresa.

Sem contar que lutavam com um inimigo débil, desnutrido e desanimado. Tornava a própria fortaleza do cidadão (seu lar) um campo de batalha desconhecido, suprimindo qualquer tipo de vantagem.
Os roedores eram a força destrutiva arrancando pedaços, visando tendões ou qualquer parte do corpo que pudessem alcançar.

Os aracnídeos envenenavam, seja paralisando a vítima, desabilitando o diafragma ou causando dor excruciante incapacitando totalmente o picado de exercer qualquer tipo de resistência.
As baratas eram oportunistas, pousavam nos ombros para adentrar o canal do ouvido aproveitando da elasticidade da cartilagem e destruíam o inimigo de dentro para fora.

As opções eram curtas, tirar a própria vida com veneno para ratos (Fornecido pela idônea Infestatio).
Se entregar a massa destruidora.

Morrer levando o máximo de malditos roedores possível.

Na noite de 27 de Setembro, com a primeira investida de Kaba, se salvaram pessoas em situações bem específicas.  

Gilbert, fora tirar dinheiro em um caixa eletrônico e quando percebeu toda merda acontecendo se travou na porta giratória do banco que ia do teto ao solo, fora salvo mesmo pelo fato da porta ser espelhada,  não revelando então que havia alguém ali dentro.

Mia, que trabalhava para um pseudo rockstar da região  sempre ficava até mais tarde no estúdio ( com isolamento acústico) afinando instrumentos e tomando notas para o dia seguinte, nem ao menos sabia o que estava acontecendo.

Penélope, que fora salva por sua personalidade rasa, usou tantas drogas e bebeu tanto que pegou no sono dentro da câmara de bronzeamento artificial, sorte a dela que a energia fora cortada nesse meio tempo.

A lua era quase vermelha, refletindo o massacre que ocorria sob ela.

As vezes Marta tinha uma postura irritantemente irônica-debochada, mas não era proposital, talvez fosse parte da personalidade dela ou só um reflexo de ser a pessoa mais inteligente entre nós.

- Então vocês são um grupo de Contramedida a Infestatio, correto? - A pessoa que estava prontificada a esclarecer a situação era a mulher de franja que nos recepcionou assim que acordamos tinha o apelido de Marreta, ouvi de outras pessoas, ela ainda não havia se apresentado.

- Uhum. - Assentiu.

- Estão se protegendo, estão preparados para combater, estão seguindo os passos da Kaba...

- Sim, qual é a sua dúvida? - Perguntou sem esboçar reação.

- Algo me incomoda mas não sei explicar...

- Tipo achar que não estamos do mesmo lado? Se fossemos da Infestatio já teríamos matado todos vocês, não é? - Agora queria provocar Marta.

- Sim, teriam nos matado caso fosse conveniente, poderia nos poupar de primeiro momento apenas para saber o que descobrimos o quão longe fomos. - Marta não estava para brincadeiras.

Marreta tirou a franja de cima dos olhos e foi um pouco mais além: - Então diga logo suas deduções, sendo ou não da Infestatio, vocês estão em nossas mãos, vocês estão impotentes "grande gênio". - Fez aspas no ar com os dedos indicadores de cada mão para provocar ainda mais.

Marta manteve a calma: - Sabemos das ferramentas que eles possuem, como uma organização que se diz " Frente" ao apocalipse consegue sobreviver sem ser detectada por ela, sendo que nós achamos vocês em pouquíssimos clicks na internet? Muito fácil chegar até vocês...

Sara acenou com a cabeça em direção a amiga em gesto de aprovação.

- HAHAHAHAHAHA. - Vocês não chegaram até nós, querida. Nós chegamos até vocês. - Nesse momento, Marreta apontou em minha direção, minha melhor amiga entendeu o gesto como uma ameaça.

Marta baixou o tronco e com os braços abertos correu em direção a Marreta, para derrubá-la.
Uma violenta troca de socos começou, ambas sairiam prejudicadas.

Marta era atingida mas não parava de avançar, Marreta aguentava chute após chute sem recuar. Nossa companheira acertou um gancho em cheio na adversária, que inexplicavelmente continuou consciente.

Frank cutucou Cruz com o cotovelo amistosamente e comentou: - E você querendo pagar pay-per-view, hã?. - Arqueando as sobrancelhas.

Eu, Sara, Frank e Cruz apenas observávamos a atitude de Marta, parte de nós queria intervir, trocamos olhares para buscar "encorajamento" e tomar uma atitude, mas sem ao menos dizer uma única palavra, achamos melhor deixar o barco ser tocado. Nosso entrosamento era ótimo.
Marta havia jogado a mulher no chão, que encontrava-se de joelhos mas apesar de abatida não desistia da luta.

Por entre os dentes sujos de sangue perguntou : - Sabe porque me chamam de Marreta?

Ela continuou  parada, esperando a resposta, deu apenas com a mão sinalizando "vamos logo".

- Prego que se destaca, leva marretada. Sua face ficou distorcida, agarrou com as duas mãos ambas orelhas de Marta, mirando o queixo da adversária desferiu uma cabeçada poderosa.

Marta estava acabada no chão.

Estendeu a mão pra ela e disse: - Gostei muito de você, muito mesmo. Será uma ótima adição ao grupo! - Respondendo sua pergunta, nós não monitoramos o blog ou fórum que tem usuários redirecionados as nossas páginas. Nós monitoramos os sites que redirecionam as essas opções específicas e através daí entramos no dispositivo da pessoa. "Entramos" é maneira de dizer, não entendo nada dessas merdas...

Sara então quis reafirmar: - Então antes de chegarmos nos resultados finais, de fóruns e demais informações sobre a Contritio somos monitorados pelos passos que tomamos?

- Nesse caso foi pela Veronica, assim que os computadores apontaram, conseguimos abrir o áudio do microfone no laptop que estava acessando a internet através do endereço dela. E pelos relatos e desespero, concluímos que são apenas vítimas. Realmente, com simples clicks, nos achar na internet seria algo realmente estúpido....

Foi interrompida por um alarme estridente e juntamente com uma voz que saía do walk-talk :

"Marreta, começou. Traga todos eles para cima, urgente".
- Vocês ouviram, nós temos um trabalho a fazer.


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