Estranho Programa de Televangelismo que Encontrei

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Meu pai tinha uma coleção de fitas VHS, desde gravações de festivais de musica até fitas gravadas
da televisão como filmes, programas de TV e também novelas que passavam de noite para minha mãe assistir no outro dia, pois ela trabalhava em um hotel no período da madrugada e quando sobrava um tempo de dia poderia assistir.

Lembro de também ter feito algumas gravações de programas como TV CRUJ pra assistir depois porque não era sempre que eu podia ver quando passava, meu pai chegava do trabalho bem no horário que era transmitido e queria assistir as noticias em outro canal, não tinha muito o que fazer e deixava gravando uma fita em um canal enquanto ele assitia outro. Recordo de gravar filmes quando criança, um que me marcou de ter gravado, foi aquele filme horrível do Batman do George Clooney pra assistir outras vezes, vai entender, criança é complicado.

Quando encontrei as fitas fiquei muito nostálgico equeria rever aquelas coisas nem que fossem somente trechos, apenas pra relembrar, eu não tinha um aparelhode VHS e eram tantas fitas que não valeria pagar pra converter em mídia digital, resolvi procurar algo na internet que funcionasse. Passaram-se alguns dias desde que encontrei um supostamente em bom estado e enfim recebi, instalei na TV de tubo que ainda tenho pra jogar em vídeo games antigos, assim a imagem não se distorce tanto como seria em um aparelho moderno.

Peguei algumas fitas e comecei a assistir, na maioria delas havia uma etiqueta dizendo o que tinha gravado, outras tive que descobrir, tinha uma gravação do meu pai na apresentação do Queen na primeira edição do Rock in Rio com uma qualidade tão ruim que parecia ter sido filmada numa calculadora, havia também filmagens de passeios com meus pais quando criança, gravações de comerciais aleatórios, até cine privê tinha e aqueles programas religiosos que passavam e ainda passam nas madrugadas na televisão.

Foi uma nostalgia muito grande rever certas coisas e ver outras que nem lembrava mais, mas uma filmagem em particular me deixou com uma grande sensação de desconforto, não de medo ou tremedeiras, quanto mais eu assistia mais eu queria assistir, me lembrava aqueles filmes found footage e entrei na atmosfera daquela gravação.

Não sei qual emissora passou pois no começo da gravação havia uma mensagem que dizia: "Esse programa é uma produção independente e de responsabilidade de seus idealizadores", como normalmente aparece até hoje em alguns programas religiosos e de televenda, por isso não sei dizer qual canal passou, pode ter sido qualquer um. Nela um pastor de televisão estilo esses que passa na Record só que se passava no começo dos anos 90, filmado com uma câmera péssima, não algo distorcido cheio de chuviscos que impedem de identificar as coisas mas sim uma imagem opaca meio esverdeada com tons de rosa alternando para as cores normais em certos momentos, grande chance de estar danificada como algumas que havia visto antes.

Era um cenário só onde o pregador com uma cara parecida com a do Jim Jones fazia orações para o pessoal que assistia pela TV e em um estilo parecido com o fala que eu te escuto, recebia ligações das pessoas ao vivo, rolava algumas ligações no decorrer do programa, alguns pedidos toscos como uma senhora que queria se casar e pedia uma oração para encontrar um marido e outra que queria aprender a cozinhar, mas numa dessas ligações alguém que supostamente se diza dominado por algo, pede uma oração que o pastor atende e enquanto ele ora, a pessoa no telefone começa a tossir gradualmente até que fica um silencio na linha, o pastor continua com a oração e quando terminada, ainda em silencio por alguns segundos, a pessoa do outro lado da linha fala alguma coisa em um idioma estranho, não uma frase tipo um encantamento, duas palavrinhas bastaram.

Ao fundo se ouve as vozes do pessoal da produção perguntando o que tinha acontecido e do nada
ouve-se um grito, no mesmo instante o pastor olha pra frente, não focando a câmera e sim para o que
estava rolando pelos bastidores. A transmissão ainda continua e o pastor pergunta o que está acontecendo. 

Outra vez se escuta as mesmas palavras que a pessoa do telefonema tinha dito e o câmera que
operava o aparelho cai, fazendo com que a imagem se desenquadre, mirando ao chão, ainda pegando
uma parte do púlpito e do peito pra baixo do pastor, que após o ocorrido corre em direção ao
câmera para tentar socorrer, ele pede pra que a transmissão seja interrompida e que chamem por
socorro medico, nesse instante alguém do fundo vai em direção ao pastor com uma postura
ofensiva e nesse instante a transmissão de imagem para de ser exibida e entra uma comunicado de
problemas técnicos, porem o áudio ainda rolava, não muito nítido mas ainda de forma que se
podia ouvir.

O pastor que pelo que parecia havia sido agredido pede em nome de jesus para que
a pessoa pare, nesse instante há silencio no áudio e o pastor começa a orar sem parar mais e
mais, escuta-se uma tosse fraca seguida de choro junto ao som quase inaudível que parecia ser uma
discussão ao fundo. As discussões param e o que se ouve também parecem choros, sem parar de orar ele continua até q nada mais se ouve a não ser a voz do pastor, passam-se alguns segundos de oração
até que se escuta um som de engasgo e então silencio novamente, também se passam alguns segundos
e ainda sem imagem mas o áudio rodando, se ouve aquelas mesmas palavras próximo ao microfone
da câmera e a transmissão encerrou por completo.

Consegui converter ela para o PC, fiz o upload no Youtube e postei no Twitter, Reddit e 4chan, não para que alguém tentasse me explicar, reconhecer ou algo similar, mesmo que obviamente eu gostaria muito de saber, publiquei mais foi pra divulgar, algo que aconteceu e que nunca vi menção nenhuma na internet e nem meu pai que gravou lembra disso. Mas enfim, se você viveu no inicio dos anos 90, viu na TV ou sei lá e lembra disso e quiser divulgar, quem sabe encontramos mais pessoas que testemunharam isso e possamos descobrir o que aconteceu de fato.

Autor: Guilmour Zeroth

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A Verdadeira História dos Humanos - Parte 1

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No inicio, bem nos primeiros anos de um universo recém-nascido, os humanos eram perfeitos.
Oh, não estou me referindo ao Edén - poupem-me dessa história. Estou me referindo há milhões de anos, quando vivíamos em harmonia.

Deixe-me contar a história dos humanos, a verdadeira história dos humanos.

Perfeitos... (Parte 1)

Em um certo planeta chamado Rahu, haviam 3 humanos; um homem, uma mulher, e uma criança. Ambos eram perfeitos, não havia ódio, apenas amor e felicidade. Claro, como humanos mesmo naquela época tais possuíam os sentimentos, afinal somos humanos e isso é o que nos torna perfeitos pois aqueles sentimentos primitivos não eram corrompidos e nem rancorosos. Até mesmo o amor hoje é corrompido. Aqueles sentimentos eram lindos! Mesmo a raiva era uma "raiva de preocupação" sem nenhum tipo de ódio por detrás disso.

Sabe, estamos tão acostumados a comparar amor, felicidade, etc. com contos de fadas que esquecemos como a humanidade foi formada antes da chegada "deles"...

Os humanos de Rahu não possuíam nomes. Era desnecessário pois chamavam-se por "adjetivos". Porém, para podermos identificá-los os nomearemos para melhor distinção.

A mulher, chamaremos de Akemi - Em japonês significa "linda luz" ou "aquela que brilha lindamente", o homem chamaremos de Kerge - Em estoniano significa "luz", e a menina, Luna - derivado do latim que significa "Lua".

Seus nomes, em particular, têm uma ligação: "Kerge era a luz de Akemi. Akemi, com seu amor, fazia a luz de Kerge brilhar lindamente, brilho esse que era refletido por Luna, a Lua daqueles dois.

Antigamente, nós humanos, tínhamos uma rotina de paz... sem preocupações com o amanhã. Essa era, e ainda é, a nossa dádiva. Dádiva essa de viver apenas o presente mesmo sabendo que um dia a morte virá. Atualmente, poucos podem desfrutar dessa dádiva.

No entanto, vamos focar na história dos primeiros humanos.

No trecho "ambos eram perfeitos" não é um mero equívoco. Eramos realmente perfeitos" perfeição tal que os deuses e os outros seres invejavam; principalmente os deuses que agiam como bem entendiam.

Akemi e Luna estavam passeando pelas planícies de Rahu. Rahu era um planeta tão exuberante que dificilmente se acharia outro igual ou que chegasse perto de sua beleza natural.

Luna indagou sua mãe:

- Mãe, por que este planeta tem nos agradado tanto? Nós não fizemos nada digno de sua preciosa natureza e mesmo assim este planeta tem nos aceitado de bom agrado. Eu não entendo...

Akemi respondeu-lhe:

- Ora, Luna. Rahu era um planeta vazio. Não havia ninguém que apreciasse essas lindas paisagens. Por isso, Rahu sentia-se solitário. Pelo fato de habitarmos aqui, Rahu ficou agraciado e como forma de agradecimento tem produzido ainda mais desta preciosa natureza.

- Whoaaa! Conte-me mais, mamãe!

Em seguida, a terra produziu uma grande árvore. Em seus galhos havia variedades de flores que para nós hoje em dia é totalmente desconhecida. Era Rahu homenageando a primeira família que ali habitara.

Akemi logo a batizou de "Luna". O nome de sua própria filha. Luna de felicidade, deu-lhe um sorriso tão bobo que Akemi daria sua vida para ver aquele sorriso novamente

Kerge, de longe, avistou a árvore e correndo até ela encontrou as duas brincando em volta da dela.
Cheio de saudade Kerge exclamou:

- ESPOSA!

Akemi ouvindo a voz do seu amado, correu rapidamente para abraçá-lo.

- Meu amor, bem vindo de volta. Por que demoraste tanto? Sentimos tanto sua falta!

- Esposa, em minha jornada nunca estive tão solitário. Sem vocês a minha jornada parecia em vão. 

Mas agora, pude notar que não foi em vão. Descobri um local fixo, um paraíso para ficarmos! Antes, conte-me sobre esta grande árvore.

Depois de matarem a saudade, Akemi e Luna contaram-lhe sobre a homenagem que Rahu fizera. 

Chegando o pôr do Sol, a família partiu para a cabana de folhas que construíram.

Assim eram eles, uma família com tudo a sua volta.

Até chegarem eles...

Lá de cima, alem do céu de Rahu, Havia um deus que observava aquela família. Seu nome era...

FIM DA PRIMEIRA PARTE

Autor: The Truth

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Pressa

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Eu enlouqueci hoje assim que acordei. Acordar é natural, mas são situações naturais que enlouquecem quando elas saem do nosso controle.

E quando eu acordei eu vi tudo vermelho, achei que tinha sangue nos olhos, mas ele estava nas paredes. Eles querem me internar, mas quem nunca enlouqueceu? São poucos os que percebem, só isso. Olhei o quarto mais atentamente e achei engraçado. Tão trivial, visto todos os dias. Hoje, com uma bela mancha de sangue na parede salmão. Vejo meninas da minha idade que não enlouqueceram. Ainda.

Me sinto com o triplo da minha idade apesar dos ursinhos no quarto, e não sei o porquê.

Levei a mão aos olhos e senti o enrugado. Na parede, o meu único retrato de quando era jovem. Preto e branco.

"Pra que tanta pressa com oitenta e poucos anos?"

Me internaram no caixão.

Autora: Gabrielle Dias

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