31/08/2013

Luna Game 3

Boa noite, Creepers! Tudo tranquilo? Faz um bom tempo que eu não traduzo nada por aqui, já estava com saudades haha'

Bom, pra compensar a falta de Creepypastas aqui no blog nesses dois últimos dias, estarei postando pra vocês três Creepypastas traduzidas e tiradas do forno agorinha mesmo, sendo duas delas de Video-Games, já que a categoria estava meio parada. Esperamos que gostem, e cuidado com suas janelas... Eles não gostam de serem descobertos.

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A terceira sequência da saga Luna Game foi lançada em 11 de Junho de 2011.

Mais uma vez, você começa jogando com Luna em uma plataforma muito simplista: um mundo ambiental repetitivo. Mas desta vez, você está em um ambiente de floresta. Apresentando os mesmos controles como do ultimo jogo, Luna é capaz de pular, andar e correr, tanto pra trás quanto pra frente. A medida que ela o faz, a tela vai ficando cada vez mais escura e após um tempo tocando, a musica de fundo começa a desacelerar e ficar distorcida. Vai ficando lentamente assim, até eventualmente chegar a sons estáticos, interrompendo a música. As árvores agora estão escuras e ensanguentadas. Algumas músicas perturbadoras e lentas começam a tocar, e de vez em quando, se você ouvir atentamente, você pode ouvir pôneis gritando ao fundo.


Depois desta parte, você acabará chegando em um enorme buraco no chão. É possível pular por cima deste buraco, o que causará um grito completamente distorcido (isso só vai acontecer no primeiro salto). Você pode continuar correndo, mas a fase vai continuar se repetindo. O jogador é então forçado a cair no buraco, e de repente, um grito muito alto e uma das várias imagens de pôneis mortos (escolhidas aleatoriamente) preencheram o monitor. Quando a tela voltar ao normal, Luna estará deitada no chão, suas pernas decepadas e muito sangue por toda parte. Depois de esperar por cerca de 5 segundos, seus olhos se abrem, e em seguida, a tela pisca com uma imagem em "close up" extremo de seu rosto desfigurado, juntamente com um grito de gelar o sangue. O jogo se fecha logo após isso.

Déjà Vu

Quase todo mundo já teve um momento de déjà vu. Pense bem, quando você está indo para a escola, para o trabalho, ou simplesmente andando por este lugar que você chama de casa, algo chama sua atenção. Você tem certeza que já viu isso antes, mas não consegue se lembrar quando ou onde. Você então o rejeita, convencido de que a sua memória está apenas pregando peças em você. Você se convence de que é simplesmente uma vaga lembrança de um acontecimento parecido.

Nove em cada dez vezes, você estará certo, mas de vez em quando, o “déjà vu” vai lhe deixar com um enorme mal-estar em alguma parte de sua mente. Quando você disser aos seus amigos ou familiares, eles também afirmarão que é apenas uma invenção da sua imaginação. Você então para de dar atenção a isso, empurrando a inquietação para os confins de sua consciência. E lá irá ficar, guardada pela segurança de sua própria mente. No final de seu dia, você vai para a cama com uma idéia de segurança; totalmente acreditando que tudo o que você sentia vai passar depois de uma boa noite de sono.

No dia seguinte você acorda, sentindo-se revigorado. O mundo continua como sempre foi, ou pelo menos assim parece. O déjà vu já escorregou pra fora de sua mente e você ainda se lembra do mal-estar que sentira.

Você bebe seu chá ou café, faz suas coisas matinais como de costume, diz um caloroso tchau para sua família e, em seguida, vai para a escola ou trabalho. Mas quando a porta se fecha atrás de você, há sussurros fracos. Eles desaparecerem com cada passo que você dá, e enquanto acredita que pode descobrir seu significado, você novamente o rejeita como algo criado por sua imaginação hiperativa.

"Ele não se lembra", eles dizem com um volume sobrenaturalmente baixo.

"Minha querida, ele nunca vai se lembrar."

Luna Game 2

Em 30 maio de 2011, outro jogo da saga Luna Game foi postado no site Equestria Gaming.

Este jogo começa de forma semelhante ao anterior, mas com gráficos um pouco melhores e com o modelo do personagem diferente e melhorado. Quando começa a jogar, você fica sabendo imediatamente que pode segurar a tecla Shift para correr. No entanto, depois que você o faz, começam a aparecer rachaduras no solo. À medida que você vai mais longe, as rachaduras ficam cada vez maiores, até eventualmente cobrirem completamente o chão. Então, de repente, a tela corta para uma imagem macabra da Pinkamena (imagem ao lado), enquanto um ruído alto toca ao fundo durante cerca de um segundo, e depois a tela pisca de volta para o jogo. Agora, o fundo e os blocos são completamente vermelho-escuro. Você se move muito lentamente, e não consegue mais correr, enquanto uma música perturbadora toca ao fundo. Dizem que isso leva os jogadores à loucura.

Neste momento, a única coisa que você pode fazer é seguir em frente até chegar a um abismo gigante no chão e cair dentro dele. Enquanto cai, a tela escurece aos poucos, até chegar num ponto onde fica totalmente escura, e a Luna eventualmente desaparece de vista. Após isso, aparece uma tela de Game Over, com uma imagem de Luna caindo dentro de um buraco. Uma música muito assustadora começa a tocar, e depois de um tempo, o jogo se fecha. Durante todo esse tempo, você não consegue fechar o jogo normalmente, e após a primeira piscada de tela, você fica incapaz de mover o mouse - exatamente como no primeiro jogo da saga Luna Game.

As principais diferenças entre este jogo e o primeiro são os gráficos consideravelmente melhorados e o fato de que Luna Game 2 não cria arquivos extras em seu computador... Pelo menos, até onde sabemos.

28/08/2013

Presente maldito


Uma garotinha chamada Penny Warren, ganhou uma boneca dos seus pais. A boneca foi um presente deixado por uma velha tia que morreu. Penny de imediatamente não gostou da boneca que tinha uns estranhos olhos pretos que pareciam estar sempre lhe encarando e um sorriso sinistro no rosto.

Porém, ela teve que aceitar, já que trouxeram a boneca e ela não queria chatear os pais recusando o presente. Seus pais lhe disseram que o nome da boneca era Arabella, o que deixou Penny ainda mais assustada; isso a fazia parecer mais humana. No entanto, era apenas uma boneca, mal alcançava seus joelhos, então para esquecer essa boneca horrenda, ela a escondeu em um pequeno armário embaixo da escada, dentro de algumas caixas onde seus pais não encontrariam.

E ficou tudo tranquilo, até algumas noites depois, quando Penny estava na cama, e ouviu um barulho… o som de algo se debatendo que continuou por uns cinco minutos. Então um rápido som de algo se arrastando e depois o som de passos leves e rápidos. Penny estava paralisada de medo, os nós dos dedos ficando brancos de tanto apertar a cobertor. Então ela ouviu uma voz – suave e terrivelmente infantil – baixa o suficiente para não acordar os seus pais.

Penny sempre dormia com a porta aberta e a lâmpada do corredor acessa, já que ela tinha um pouco de medo do escuro. Dessa forma, ela pôde ouvir melhor com a porta aberta. Ela ouviu a voz dizer “Penny, estou no primeiro degrau”... E então o som de algo correndo outra vez, como se a coisa que estava falando voltasse para o lugar de onde saiu.

A garotinha não dormiu mais aquela noite, apenas ficou deitada, tomada pelo medo até o amanhecer quando sua mãe veio lhe acordar para a escola e ela tentou explicar tudo que havia acontecido, seus pais disseram que “foi apenas um sonho”.

Na noite seguinte, Penny tentou lutar contra o sono, mas infelizmente o sono venceu e ela foi acordada outra vez pela voz sinistra: “Penny, estou no quinto degrau”. Penny chorou muito, e outra vez, ela não dormiu.

Na noite seguinte, Penny decidiu fechar a porta do quarto, e com relutância, dormir com as luzes apagadas. Quando estava quase dormindo, ela ouviu o barulho, e então a voz: “Penny, já estou no topo...” Penny sabia que a porta estava bem fechada, mesmo assim estava com muito medo. Seu coração estava acelerado, e mesmo tremendo ela decidiu dar um basta nisso e espiar pela fechadura da porta; não havia ninguém e isso a deixou mais assustada. Ela correu para a cama, se se enrolou no cobertor, e já estava pensando em esperar outra vez pelo amanhecer quando ouviu um sussurro bem próximo do seu ouvido;

“Penny, já estou aqui”...



Os pais de Penny encontraram seu corpo no pé da escada. Eles acharam que ela estava indo para o banheiro sem acender as luzes e tinha caído, quebrando o pescoço. Arabella, a boneca favorita da família, foi encontrada ao lado do seu corpo – sorrindo.
  

27/08/2013

Portal de entrada da mente

Em 1983, um grupo de cientistas religiosos conduziu um experimento extremamente secreto. Os cientistas tinham a teoria de que um humano sem acesso a qualquer um de seus sentidos seria capaz de notar a presença de Deus.
Eles achavam que os cinco sentidos encobriam nossa percepção da eternidade, e que sem eles, um humano poderia ter contato com Deus através do pensamento. Um homem idoso, que dizia não ter nada a perder, foi o único que se apresentou como voluntário. Para que ele não tivesse mais nenhum dos sentidos, uma complexa operação foi feita, onde cada nervo conectado ao cérebro foi rompido. Apesar de ser capaz de se movimentar e de falar, o homem não podia ver, ouvir, sentir odores, cheirar ou ter emoções. Sem qualquer chance de comunicação ou mesmo sem qualquer sensação do mundo exterior, o homem foi deixado sozinho com seus pensamentos.
Os cientistas o monitoravam cada vez que ele falava a respeito de seu estado mental em frases engroladas, arrastadas, frases que ele nem mesmo podia ouvir. Depois de quatro dias, o homem disse que podia ouvir vozes intelegíveis em sua cabeça. Os cientistas acharam que aquilo era algum tipo de psicose, já que o homem nada podia ouvir, e não se importaram muito.
Dois dias depois, o homem chorava e dizia poder ouvir sua falecida esposa falando com ele. Pior: ele podia conversar com ela. Os cientistas ficaram intrigados, porém não se convenceram até o homem começar a falar os nomes de alguns de seus parentes mortos. Ele dizia coisas a respeito deles que apenas pessoas que já se foram poderiam saber. Nesse momento, uma parcela considerável dos cientistas abandonou o experimento.
Depois de uma semana conversando com os mortos em seus pensamentos, a cobaia ficou angustiada, dizendo que as vozes eram esmagadoras. Em cada momento que passava acordado, sua consciência era bombardeada por centenas de vozes que se negavam a deixá-lo sozinho. Frequentemente ele se atirava na parede, tentando sentir dor. Implorou para que os cientistas o sedassem, para que ele pudesse escapar das vozes. A tática funcionou por três dias, até que ele começou a ter pesadelos horríveis. O homem frequentemente dizia que ele podia ver e ouvir os mortos em seus sonhos.
Um dia depois, ele começou a gritar e tentou arrancar seus olhos que sequer funcionavam mais, na esperança de que ele pudesse sentir algo no mundo físico. A cobaia agora dizia que as vozes eram ensurdecedoras e hostis, falavam do inferno e do fim do mundo. De repente, ele se pôs a gritar "Não há paraíso, não há perdão" por cinco horas a fio. Ele implorava para que o matassem, mas os cientistas não o fizeram, achando que ele estava perto de entrar em contato com Deus.
Depois de mais um dia, o homem já não podia mais falar frases que fizessem sentido. Extremamente furioso, ele começou a arrancar, com violentas mordidas, pedaços de seus braços.Os cientistas correram e o amarraram em uma mesa, para que ele não se matasse.  Depois de algumas horas, ele recomeçou a gritar e a se debater. Ele encarou o teto, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. Por duas semanas, ele foi reidratado pelos cientistas, pois não parava de chorar. Eventualmente, ele virou a cabeça e, apesar de estar cego, fez contato direto com um dos cientistas pela primeira vez.
Ele sussurrou "Eu falei com Deus, e Ele nos abandonou". Depois disso, seus sinais vitais pararam.
A autópsia foi incapaz de revelar a causa da morte.

Creeper da Semana: Jenifer Piuma


Idade: 14 anos

Estado: Rio de Janeiro

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu estava na escola quando uma amiga minha falou para mim: "você já ouviu a história do Homem da Meia Noite?". Neguei com a cabeça, ela pegou o celular e entrou num site. Eu estava ansiosa pelo final, porém na metade da história, o professor chegou e tivemos que desligar o celular. No final da aula, perguntei a ela qual era o nome do site, e ela me respondeu: "é só entrar no Creepypastas Brasil e procurar a historia". Cheguei em casa já louca pra ler e acabei me apaixonando pelo blog, e aqui estou eu. Sempre gostei dessas historias meio macabras, assustadoras, desde os meus 8 ou 9 anos. Lá pelos meus 8 anos eu comecei a "ver coisas". Vultos, velhas com rostos deformados... coisas que deixariam qualquer um que tivesse medo, louco. Claro, eu tinha medo, mas acabou acontecendo com tanta frequência que eu perdi o medo, mas continuei a odiar aquelas coisas que me atormentavam tanto.

Blog(s)/Site(s): secretsofanonody.blogspot.com

(Creeper de Semana - 26/08/2013 à 01/09/2013)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

Creepypastas dos Fãs: Silêncio na Sala de Aula

Você está numa sala de aula. Ao fundo você vê alunos fora de seus lugares e jogando bolinhas de papel um nos outros.

No meio da sala de aula você vê alunos conversando. Uns estão virados de costas para poder conversar com mais liberdade, enquanto outros ouvem música em seus lugares sem se importar com a presença do professor.

Perto da lousa você vê pode observar alguns alunos conversando, enquanto outros copiam a lição de química atentamente.

Já você está sentado justamente na frente de seu professor. Você observa-o por uma fração de segundos e rapidamente volta a copiar a matéria, quando vê que ele também te observa.

Durante a fração de segundos no qual você olhou seu professor, você o vê que ele está debruçado. Ele apoia o rosto magro nos braços como se estivesse se livrando do stress, da mágoa, da raiva que sente por ser professor daquela maldita sala. Você também percebe que ele está suando.. Facilmente você poderia atribuir tal fato devido ao stress ou do próprio calor escaldante que faz naquele dia, mas você sabe que nenhuma dessas causas é de fato a verdadeira.

Então ele sai... Você tenta copiar rapidamente a matéria da lousa com medo da orientadora da 5ª série te encaminhar para a sala da diretora. Ele sai... E leva sua tristeza, junto com seus olhos cheios de olheira pra fora da sala.

Depois de alguns minutos ele volta... Mas não é realmente ele quem volta. Seu professor tão gentil e cansado da lugar a um ser sem nenhuma expressão, capaz de te fazer mergulhar naqueles olhos sem fundo. Ele volta... Mas não volta só... Volta com algo que foi capaz de fazer seu coração parar por instantes.

Durante esses instantes a sala toda fica em silêncio que logo após é quebrado pelos gritos de desesperos de alguns alunos. Alguns se levantam. Correm em direção à porta em busca da saída... Mas ele os cerca, encara-os e mete uma bala na cabeça do aluno mais próximo da porta.

Após o ocorrido os alunos em pé voltam para seus lugares, enquanto o professor faz um sinal com a mão pra pedir silêncio.

Você rapidamente olha para aquele ser que costuma ser seu professor e vê que ele caminha em sua direção. Você é tomado pelo medo. Ele vem... Chega perto o suficiente para ouvi-lo sussurrar para que tape os ouvidos.

Mas ao tapar os ouvidos você ainda consegue ouvir os gritos desesperadores misturado com choro deprimente daquelas crianças. Mas ele não demonstra nada... Absolutamente nada e segue caminhando no ritmo da explosão da pólvora dentro de sua pistola.

Até que uma hora ele para. Observa pela janela a movimentação desesperada de alunos e professores do outro lado do corredor enquanto policiais correm para chegar ao local da chacina. Durante os segundos em que ele olha pela janela, ele sorri e olha ao redor e vê que apenas sobrou você e mais 10 alunos vivos. Ele rapidamente caminha em sua direção novamente, olha no fundo de seus olhos e mete uma bala no meio de seus próprios olhos vazios.

Desde aquele dia você já não consegue mais dormir. Desde do começo do ano ele foi o único professor que fez a sala ficar quieta... Quieta para sempre.

Você planeja fazer o mesmo desde que decidiu se tornar professora.


Escrito/Enviado por: Pedro Bastos

Creepypasta dos Fãs: Dollynho

Todos os dias, enquanto assistia televisão até tarde da noite com minha irmã caçula, víamos comercial do famoso Dollynho, mascote do refrigerante Dolly, como sempre brincando com algumas crianças e cantando uma musiquinha que fala sobre o produto como sendo “o melhor”.

Por si só, o Dollynho já não é algo muito encantador. É como palhaço: à noite dá impressão que vai te atacar vivo, comer seu corpo e levar sua alma pro inferno! Este pensamento que aumentava mais por eu ter ouvido alguém dizer que o dono da Dolly tinha feito um pacto com o mal para que seu refrigerante virasse um sucesso independente da qualidade. A gente sabe que todo sucesso depende de pacto com espíritos, sejam bons ou maus. Pelo jeito, funcionou, porque, fala sério, Dolly melhor que Coca-Cola, nunca será.

Geralmente o comercial me dá um ataque repentino, levando as mãos automaticamente ao ao botão de trocar de canal do aparelho da antena.

Não sei explicar como, mas numa noite eu vi o comercial demorando mais que o normal, com os olhos do Dollynho me fitando o tempo todo. Minha irmã, que estava mexendo em seu notebook, não viu nada. Aquela noite não consegui dormir, ainda imaginando aqueles olhos me fitando enquanto estava na cama.

No outro dia, aconteceu de novo, mas desta vez percebi que os olhos do Dollynho estavam num canto da tela, e quando passou o comercial do refrigerante, eles foram para o meio, como na noite anterior, me fitando e impedindo de dormir mais uma vez.

Dois dias depois, resolvi apagar umas músicas do celular e abrir espaço para gravar a tela da TV (já que não tenho gravador de DVD ou VHS nem nada do tipo). Gravei vários intervalos e nada aconteceu de estranho. Por duas noites.

Na terceira noite consegui capturar o comercial bizarro do mascote do refrigerante Dolly. Não olhei para a TV, pois sabia que se olhasse, como nas outras duas vezes, não conseguiria dormir, pois aqueles olhos estariam me vigiando. O problema é que ao salvar o vídeo, meu celular, que não é muito bom, desligou sozinho, e perdi a gravação.

Esta noite minha irmã viu a vinheta direto pela tela da TV, e ela então ficou até a outra semana sem dormir direito, alegando que o Dollynho estava debaixo da cama dela, e conseguia ver os olhos dele ao olhar ali. Até eu fiquei tendo pesadelos na semana toda. Depois desta noite, nunca mais vimos a vinheta estranha.

Dias depois, meu pai comprou uma garrafa de Dolly guaraná. Eu e minha irmã não tomamos de jeito nenhum. Os demais tomaram. Coincidência ou não, todos foram para o hospital por causa deste refrigerante, menos eu. Ainda estão lá, não sei quando terão alta.

Estamos minha irmã e eu morando com minha vó, por enquanto. Lá ela não assiste TV de noite e nem toma refrigerante. É um refúgio para nós dois.

Perguntei para meus colegas e minha irmã para as dela se alguém mais viu a tal transmissão naquelas noites. Alguns dizem que não e uns três preferem não falar sobre o assunto.


PS: achei alguém que postou uma gravação daquela noite na Internet. Parece que a imagem gravada não causa efeito algum, somente causaria ao assistir direto pela televisão, talvez por ter mais qualidade, não sei. Pelo menos para mim, não sei se é qualquer um que pode ver o vídeo.


Escrito/Enviado por: Diego Gomes


Creepypasta dos Fãs: Hora do Chá

Meu nome é Oliver, moro no oitavo andar de um prédio muito silencioso, a dois anos. São dois apartamentos por andar e são realmente muito grandes. O meu, é entupido de estantes, armários e arquivos, trabalho num renomado escritório de advocacia e tenho muitos processos para estudar.

Como já disse, meu prédio é muito silencioso, então qualquer ruído que o vizinho faça pode ser ouvido em qualquer lugar do prédio. Aí mora o grande detalhe, nunca ouvi ninguém saindo do apartamento da frente. Nada. Nenhum som, nenhum miado, latido, bocejo,  barulho de chave ou conversas, ou qualquer outro som que alguém possa fazer em sua casa.

Até que uma bela noite, eu estava estudando um caso de homicídio, muito perturbador por sinal, e ouvi o barulho vindo do apartamento da frente  de um fogão sendo aceso. Achei normal, afinal era a primeira vez que eu ouvia algo vindo de lá, o que me dá a certeza de que alguém mora ali. Talvez alguém ou uma família tinha se mudado para ali essa semana, enquanto eu não estava em casa. 

Um pouco mais tarde, saí para levar o lixo, e meu gato saiu para andar um pouco no corredor. Ele parou em frente a porta do outro apartamento e ficou miando - EROS! Vem já pra cá! – Sussurrei um pouco alto. Então a porta do misterioso apartamento se abriu, e a imagem de uma senhora se fez com a fraca luz do corredor. Ela era baixa, com longos cabelos brancos, olhos verdes e vestes um tanto surradas.

Ela sorriu para Eros e convidou-o para entrar. Ele, sem hesitar adentrou o apartamento - Quer uma xícara de chá? Enquanto ele explora um pouco?  - Ela disse com um leve sorriso angelical. Eu aceitei afinal Eros nunca tinha ido à outra casa e estava entusiasmado com a aventura. Entrei e sentei-me num banquinho de madeira perto da porta da cozinha, enquanto a doce senhora preparava o chá.

Percebi que Eros estava muito quieto e havia muitos minutos que não aparecia para se entrelaçar às minhas pernas.

- Com licença, posso procurar o Eros? – Pedi educadamente já me levantando.

- Claro, mas termine seu chá. – Ela disse sorridente.

Bebi até a última gota e fui explorar a casa da doce senhora. 

Atravessei toda a sua casa em busca de Eros. E percebi que a porta que ficava bem ao final do corredor estava entreaberta, espaço perfeito para aquele gato intrometido passar. Abri a porta lentamente e vi Eros sendo devorado por uma criatura sinistra. Com olhos gigantes e negros, dentes afiados, enormes mãos com dedos finos.  Respirei um pouco mais forte por causa do susto.

Ele me olhou e deu um sorriso malicioso, como se Eros fosse apenas a  entrada e eu o jantar. Tentei correr, mas minhas pernas ficaram bambas e falharam. Eu estava tonto e acabei caindo ao chão, vendo os chinelos da gentil senhora à minha frente. 

Olhei para cima, ela estava com sua xícara na mão, me olhando e sorrindo.

Então eu desmaiei.

E então...quer uma xícara de chá?





Escrito/Enviado por: Rubia Heloísa

23/08/2013

Você quer dormir?



Dormir é uma atividade simples e comum. É impossível alguém não dormir por que todos os dias fazemos muitas coisas que necessitam da energia do nosso corpo. Assim que esgotamos essa energia, precisamos dormir para recupera-la e estarmos prontos para o dia seguinte.

Mas, enquanto dormimos, o quê acontece ao nosso redor?

E se um dia um ser maligno se apoderar do seu corpo enquanto você esta em sono profundo? E se esse monstro destruir várias vidas enquanto você está dormindo? Limpando todas as provas, todos os seus rastros e retornando o seu corpo para o conforto de sua cama.

Você pode acordar como de costume e ninguém nunca saberá o que aconteceu, nem mesmo você. 

Mas e se um dia você acordar e perceber que ainda está no local do crime? Com as mãos sujas de sangue e um corpo completamente desfigurado bem na sua frente.

Qual será a sua desculpa?

Quer dormir agora?

22/08/2013

Continue cantando

Eu realmente adoro cantar. Normalmente eu me sento na cama com meus fones de ouvido e meu laptop e começo a ouvir ótimas músicas. Não costumo me preocupar se eu começo a cantar muito alto, não é como se aqui alguém pudesse me ouvir. Não acho que alguém me ouve cantar. Ou melhor, eu achava que ninguém me ouvia.
Uma noite, eu estava ouvindo Imagine Dragons. Eu estava com meus headphones, e não estava cantando muito alto porque minha mãe teria que trabalhar no dia seguinte. Lembrei que eu teria aula naquela mesma manhã, então eu decidi cantar apenas mais uma música e ir dormir. Comecei a cantar Demons (uma música também de Imagine Dragons), uma vez que é uma de minhas músicas favoritas.
Quando cheguei no refrão, eu vi algo em minha visão periférica. Parei por um segundo e olhei em volta, mas não havia nada.
Voltei a cantar, e então eu vi algo outra vez. Agora eu tinha a impressão de que era uma criança.
Aquilo me deixou levemente preocupado, mas eu simplesmente terminei de cantar, porque eu adoro aquela música. Depois disso, tirei meus fones de ouvido, desliguei o laptop e coloquei-o no chão. Deitei e me cobri rapidamente, pronto para dormir.
De repente, ouvi uma respiração que não era minha.
Abri os olhos e olhei para a direita.
Eu vi uma garotinha que eu certamente nunca tinha visto antes em minha vida.
Ela parecia estar... morta.
Ela estava olhando diretamente nos meus olhos.
"O-O que você quer de mim?!"
"Por favor, continue cantando. Eu adoro quando você canta para mim".

20/08/2013

Registro perdido



O seguinte registro foi encontrado nas profundezas da Selva Amazônica Brasileira.


[Início do registro]

[//]

Estou tão feliz! Esperei por tanto tempo! E agora estou aqui na Floresta Amazônica!

[//]

Hoje será a minha primeira noite aqui, estou um pouco nervosa. Tem vários insetos e outras criaturas diferentes por aqui. Mas tenho certeza que tudo vai ser perfeito.

[//]

Tive alguns problemas na noite passada; Fiquei ouvindo algo que soava como asas batendo. Mas estou me preocupando a toa. Aposto que foi apenas algum rio próximo.

[//]

Parece que é meio-dia, não tenho muita certeza da hora. Na noite passada eu acordei e meu relógio estava quebrado, o visor estava partido ao meio. O relógio era bem resistente então não sei como pode ter quebrado. Mas isso não importa mais.  

[//]

Pela primeira vez eu posso dizer que estou realmente com medo. Acordei no meio da noite e vi o zíper da minha tenda sendo aberto. Pensei que era algum animal curioso então gritei para ele, mas ele respondeu com outro grito. Será um macaco?

[//]

Eu não estou só; ouvi uma voz fraca seguida por um grunhido. A voz e o grunhido eram quase humanos, mas o que me incomodou foi que soavam como múltiplas vozes combinadas em uma. Não posso explicar direito. Essa viagem deveria ser divertida, mas esta sendo exatamente o oposto. Vou embora amanhã.

[//]

Meu Deus! Eu vi a coisa, mas por apenas meio segundo. Já esta no meio da noite. Eu quero partir, mas não posso tentar até o nascer do sol.

[//]

Eu vi aquilo de novo, por uns bons dez segundos dessa vez. A coisa estava voando entre as árvores; Eu não me atrevi a sair da barraca naquela hora então fiquei observando por um pequeno buraco no teto da tenda. Tinha uma pele cinzenta, asas grandes. E o pior, eram aqueles olhos. Aqueles olhos grandes, brancos e penetrantes. Olhos de um animal faminto.

[//]

Estive pensando sobre isso e, bem, já vi essa coisa antes. Quando eu era mais jovem eu tinha visto essa coisa no céu, meus pais disseram que era apenas um grande morcego, mas eu sabia que era algo muito pior, com o passar dos anos, comecei a acreditar que fosse apenas a minha imaginação infantil. E agora, quase vinte três anos depois, eu sabia que era real.

[//]
Eu não sei o que fazer. Essa criatura está me caçando. Ele sabe que estou aqui, ele sente o meu medo. Eu quero fugir mas não posso, não com essa coisa me vigiando como um falcão. Estou perdida.

[//]

Eu posso ouvi-lo lá fora. Eu posso ouvi-lo batendo as asas. As vezes posso vê-lo quando desce para farejar o chão. Estou presa aqui. não tenho comida e nem água. Apenas eu, minha sacola, e minha faca de caça.

[//]

Isso é inútil! Ficar sentada esperando, esperando para morrer. Eu tenho que fugir desse pesadelo! Por que fiz isso? Eu errei e agora sinto que estou enlouquecendo. Talvez eu só precise tirar um longo cochilo.

[//]

Ele está vindo. Posso ouvi-lo farejar do lado de fora da barraca. Não estou mais com medo. Eu não vou deixa-lo me matar. Não vou deixa-lo. Seria mais fácil acabar logo com isso. Essa faca está afiada, e está afiada o bastante...


[Fim do registro]


A equipe de resgate continua a busca por Lisa Clark e por sinais do seu acampamento.

Atendendo aos pedidos dos familiares de Lisa, a policia permitiu a divulgação deste registro pela internet para que outras pessoas colaborem com as investigações e também sirva como um alerta sobre um possível maníaco.

Qualquer pessoa que possua informações sobre o caso, por favor, entre em contato com as autoridades locais.