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NOVA SÉRIE: Compilação Sobrenatural (PARTE 1)

TINHA DADO ERRO NO HTML! JÁ ARRUMEI! 

Olá Creepers! Vocês se lembram das séries de compilação de falhas no Matrix que eu fiz e as compilações de lendas urbanas que a Adriana fez? Então, estarei fazendo novas compilações de relatos sobrenaturais que estou coletando e traduzindo em fóruns estrangeiros (reddit). São histórias reais que aconteceram com pessoas reais. O post original tem mais de dez mil comentário (sim, você leu certo!), mas vou trazer aqui para o blog as mais interessantes que eu encontrar. Não sei quantas partes exatamente farei, provavelmente até vocês enjoarem, hahahah! Se algo sobrenatural já aconteceu com você, comente, assim sua história poderá aparecer na próxima compilação. Espero que gostem.
***

SOBRENATURAL
(adj.)




  1. Miraculoso; só conhecido pela experiência da fé.
  2. Sobre-humano; que não se consegue alcançar, atingir naturalmente: esforço sobrenatural às questões humanitárias.
  3. Extranatural; que vai além do natural, do comum: forças sobrenaturais.
  4. Fenômeno não comprovado cientificamente.
  5. Aquilo que se expressa ou ocorre extraordinária e maravilhosamente.

***
Em 2007 meu avô finalmente perdeu sua batalha de 20 anos contra a Leucemia. Minha vó não lidou bem com isso, ainda mais ficando sozinha na casa onde eles haviam morado juntos por 60 anos.
Nós transferimos a vovó para uma casa de repouso alguns meses depois, e por razões do seguro (propriedade desocupada), meus pais perguntaram para mim se eu poderia me mudar para a casa e cuidar de lá, assim também finalmente sairia da residência de meus pais. Concordei sem pensar duas vezes. 

Lembro que coisas estranhas começaram a acontecer já logo após seu falecimento. O retrato dele que tínhamos pendurado em um quadro na parede de nossa sala caiu do gancho. Porta-retratos com a foto dele caiam para frente durante a madrugada. Eu não ligava muito pois achava que minha vó que estava fazendo isso. 

Antes de me mudar, minha família conseguiu uma caçamba para podermos limpar algumas bagunças que haviam ficado para trás. Como passamos o dia inteiro faxinando e era verão, trouxemos nossa cadela para passar o dia com a gente. Meu avô amava esse cachorro com todas as forças. Mas desde o falecimento, a cadela não ia mais lá no porão, que era onde meu avô passava a maior parte de seu tempo, no escritório. Ela se recusava descer no porão de qualquer forma, e latia algumas vezes para as escadas. 

Isso era bem estranho, sendo que ela raramente latia. Foi aí que pensei pela primeira vez "ele está aqui". Me mudei para lá pouco depois. Enquanto morei lá, coisas sumiam o tempo todo. Eu havia comprado novas fechaduras para a porta dos fundos, e deixei-as em cima da mesa de café para resolver aquilo no final de semana. Alguns dias depois quando fui fazer a instalação das fechaduras, elas haviam sumido. Depois de procurar por uma semana, finalmente encontrei na traseira da caminhonete do meu tio que estava guardada na garagem (eu estava procurando no meu carro e achei por acidente). Meu avô sempre foi de fazer piadas e brincadeirinhas desse tipo, então eu já esperava esse tipo de coisa. 

Ele costumava acordar todos os dias as 05:30 para ouvir as notícias matinais no rádio da cozinha. Eu acordava alguns dias de manhã e o rádio estava ligado. Com frequência, eu ouvia barulho de digitação na máquina escrever lá no escritório do porão. Tudo isso se tornou bastante reconfortante. Comecei a falar em voz alta com ele. Ter conversas com ele. Eu sentia muita saudade. Depois de mais ou menos 6 meses, repentinamente os barulhos pararam. Nada mais sumia. O rádio não se ligava mais as 05:30. 

Deixei isso para lá por um tempo, mas comecei a ficar preocupado. Fui até a casa dos meus pais e peguei nossa cachorra para passar um dia lá comigo. Ela estava apreensiva no começo, mas entrou na casa. Mas havia um problema. Como dito antes, todas as vezes anteriores que ela viera aqui, se recusava a descer no porão. Mas desta vez ela desceu e foi direto para o escritório. Não havia nada diferente lá, mas ela não latia. Não caminhava para lá e para cá. Não fazia nada, na verdade. 


Foi aí que percebi que finalmente ele havia partido. Isso acabou comigo. Me senti incrivelmente sozinho. Mesmo que já fizessem mais de 8 meses do seu falecimento, foi a primeira vez que senti o peso de sua partida. 

(rcamp350)
***
Os momentos mais assustadores da minha vida aconteceram enquanto eu acampava com um amigo meu no leste do Canadá. Nós decidimos dormir neste acampamento abandonado que havíamos encontrado no meio de uma enorme floresta perto da cidade em que morávamos. Existia a tanto tempo que árvores pequenas já estavam começando a crescer por ali. Tínhamos nos deparado com aquilo enquanto explorávamos a área alguns meses antes e achamos que seria legal (e corajosíssimo de nossa parte) passar uma noite ali. Então naquele final de semana nós fomos. 

Chegamos lá depois do anoitecer pois tínhamos nos perdido enquanto tentávamos encontrar o acampamento. Nossas lanternas eram bem vagabundas, o que tornou o processo mais difícil. Quando finalmente encontramos, abrimos a porta enferrujada do alojamento e entramos. Os sons lá dentro ecoavam e ficavam bastante agudos. Haviam artigos típicos de acampamento espalhados como copos, latas vazias e livros apodrecidos. 

Já cansados, fomos para um canto do alojamento onde originalmente ficavam as camas, antes dos colchões apodrecerem até virarem nada. Um corredor se alongava até o outro lado, então podíamos ver todo o resto do lugar. 

Foi uma noite desgraçada. Haviam muitos ratos morando lá. Eu via os bichinhos nos observando das partes mastigadas do teto. Quando ventava lá fora, a estrutura balançava e gemia. Até achamos que havia um urso lá fora, circulando o local. Ainda assim, mantemos a pose e fingimos que estava sendo divertidíssimo. Mas estávamos no limite. 

Em algum momento da noite acordei do meu sono desconfortável. Me sentei para me ajeitar quando percebi uma movimentação pelo canto do meu olho. No outro lado do alojamento, onde havia uma pequena janela, vi a silhueta de um homem. Ele estava claramente olhando diretamente na minha direção. 

De primeira eu achei que poderia ser uma árvore com um formato estranho ou algo do tipo. Mas quando me movimentei para olhar melhor, a pessoa claramente percebeu e congelou no lugar. Meu coração estava disparado e acordei meu amigo imediatamente, sussurrando "tem alguém aqui" várias vezes, sem tirar meus olhos da janela. Ele acordou imediatamente e concordou enquanto olhava a janela. 
Meu amigo também o viu. Ficamos discutindo entre sussurros quem poderia ser e porque estava nos olhando. E nos dez minutos seguintes, sem brincadeira, ficamos olhando-o também. Quanto mais olhávamos, mais apavorados ficávamos. Ele se mexia ocasionalmente, mas sem tirar os olhos da gente. Em um momento eu até gritei "Hey!". Sem reação. 


Meu amigo foi mais corajoso que eu e apontou a lanterna em sua direção. Foi aí que percebemos nosso terrível equívoco. Não era uma janela que estava do outro lado do alojamento. Era um espelho. Estávamos olhando para nós mesmos desde o começo. Idiotas por completo. Ainda assim, foram os momentos mais aterrorizantes e engraçados da minha vida. Acho que foi o mais próximo que já cheguei do sobrenatural.
(hyperboledown)

***
Antes de tudo, serei o primeiro a dizer que isso tudo pode ter acontecido somente na minha cabeça... a mente humana é bizarra e pode fazer joguinhos loucos com você. Já peço desculpas por ser um relato tão longo.... Bem, quando eu ficava com medo quando era criança, meu pai costumava dizer que na vida você não devia ter medo dos mortos... são os vivos que podem te machucar de verdade. 

No final da adolescência eu ganhei uma quantia de dinheiro quando meu pai cometeu suicídio e recebi sua herança. Na época do falecimento, meu pai e minha mãe tinham uma cabana em Mount Bachelor, Oregon. A cabana foi colocada à venda, sendo que minha mãe não estava conseguindo lidar com os custos e os alugueis não eram suficientes para sustentá-la. A propriedade estava pronta para voltar ao mercado de vendas menos de um mês depois, então já estávamos fazendo os processos de papelada com advogados e com o corretor de imóvel. Então durante esse período ela não poderia ser alugada e ficaria vazia. Vi isso como uma chance de ficar sozinho por um tempo e clarear as ideias de tudo que estava acontecendo. Me demiti do meu emprego, arrumei as malas e equipamentos de snowboard, peguei meu cachorro, coloquei tudo no carro do meu pai (que agora era meu) e fui para a cabana. Esse local era da família, que meus pais alugavam durante o ano quando não estávamos usando. Eu tinha as chaves e senhas de acesso dos alarmes, então não achei que precisava passar no corretor para avisar minha estadia. Isso não tem relação alguma com a história que contarei, mas mesmo assim achei que deveria mencionar. 

Os primeiros dois dias foram normais e nada de estranho aconteceu. Passei os dias brincando com meu cachorro e surfando na neve e, durante a noite, eu ficava jogando vídeo games, ouvindo música, bebendo e fumando na varanda. Já tinha estocado comida, cigarros e licor, então eu estava bem preparado para me encostar e relaxar. Com meu cachorro como companhia e DVDs/PlayStation como entretenimento, estava bastante contente e minha cabeça começou a relaxar em relação ao drama que me preocupava.

 A cabana tinha dois andares; no debaixo ficava a sala, um quarto de hospedes e uma cozinha pequena. No de cima, haviam mais dois quartos, e uma grande varanda que ficava acoplada ao quarto suíte. Eu passava a maior parte do tempo na sala, cozinha ou na suíte. Em nenhum momento eu entrei nos outros quartos, e mantinha as portas bem fechadas (portas abertas para quartos escuros sempre foi algo amedrontador para mim). De qualquer forma, no terceiro dia comecei minha rotina normalmente brincando com meu cachorro (o nome dele era Meia-Noite, mas também já faleceu), jogando e assistindo filmes. Estava nevando fortemente naquele dia então não quis me aventurar nas montanhas. Foi aí que a bizarrice começou. Naquela área, só haviam mais duas cabanas por perto (mais ou menos uma quadra de distância cada uma). Todas cabanas além dessas ficavam a pelo menos um quilometro de distância da nossa. Em volta havia uma floresta com pinheiros muito altos (MUITO altos, lembre-se disso). Ambas cabanas estavam vazias e eu sabia que ninguém viria para ali naquela época. 

Já descrevi bastante vários detalhes, então vou pular para as coisas estranhas.... Por volta do meio dia enquanto estava do lado de fora com meu cachorro, notei algumas pegadas na neve em volta da casa. Ainda nevava, então as pegadas eram relativamente frescas como se alguém tivesse passado por ali nos últimos 20-30 minutos. Achei que talvez alguém estivesse nas cabanas adjacentes e eu não percebera... talvez estivesse lá para passar um tempo sozinho, como eu... tá bem... bem, as pegadas iam para longe da cabana e desapareciam na parte mais densa da floresta... deixando isso para lá, entrei de volta na casa.  

A noite chegou e decidi ir para a cama. Meia-Noite estava deitado na cama comigo quando notei suas orelhas levantando. Isso foi seguido por ele pulando rapidamente para fora da cama e correndo para a sala no andar debaixo. Fiquei deitado na cama e fiquei em silêncio (estava morrendo de medo) e pude ouvi-lo andando lá embaixo por todos os lados. Depois de uns cinco minutos ele subiu de novo e começou a fazer um tipo de dancinha que significava que queria fazer xixi ou ir lá na rua. Merda... tá, tudo bem. Não consigo dizer não para ele, então nós descemos. Mas ele não queria fazer xixi. 

Quando já estávamos lá na rua, ele começou a puxar a coleira me arrastando para onde queria ir. Ficava olhando constantemente para a parte mais densa da floresta, o lugar onde as pegadas de mais cedo iam. Mas ele também ficava farejando a lateral da casa e olhando em direção do telhado. Quando percebeu que eu não ia ir para lá, se sentou na neve e só ficou olhando fixamente para a escuridão... algo incomum nele, mas tudo bem, provavelmente era só algum animal que ele queria perseguir.  Mas foda-se, eu não queria mais dar chance para o asar, então arrastei Meia-Noite para dentro e subimos para o segundo andar. 

Mais ou menos uma hora e meia depois eu estava quase dormindo quando ouvi algo que pareciam cascos batendo no meu telhado. Foi apenas uma série de mais ou menos 6 passos, então coloquei na cabeça que devia ter sido apelas uma pinha que havia se desprendido dos pinheiros altos ou algum animal passeando por ali. Mas aqui está o problema, os passos pareciam ser espaçados como os de um humano. Fiquei apavorado. Meia-Noite também ouviu, então correu para a porta da varanda esperando que eu liberasse a passagem para ele. Tudo bem, quer saber? Sou um cara durão e na época eu achava que era forte o suficiente para me defender. Então peguei meu casaco e sapatos junto do maço de cigarro e uma lanterna e fui para a varanda. Foda-se, certo? Quando fui para rua, acendi o cigarro imediatamente e comecei a apontar minha lanterna para o telhado.... Não havia nada lá e a neve não parecia estar remexida. Estranho, será que era coisa da minha cabeça? Talvez eu estivesse alimentando demais minha paranoia. Comecei a me acalmar e relaxar novamente (aproposito... estou me tremendo agora e meu coração está na garganta enquanto estou prestes a escrever a próxima parte). 


Meus olhos começaram a se ajustar a escuridão e continuei a fumar enquanto observava as estrelas e as árvores perto da cabana. Foi aí que eu vi. Em uma árvore que era só um pouco mais alta que a nossa e que ficava a uns seis metros da cabana, eu vi um homem agachado entre os galhos. Estava agachado em um galho e se segurando em outro logo acima de sua cabeça. Puta que pariu... que porra era aquela? Eu não tinha certeza se realmente estava vendo aquilo e fiquei parado observado. Notei que Meia-Noite estava passeando atrás de mim e latindo baixinho as vezes. A coisa não se moveu. Apaguei meu cigarro e estava tendo um debate interno se devia ou não direcionar minha lanterna para a coisa, mas minha mente gritava loucamente que isso era uma má ideia. Então fui dando ré lentamente para dentro do quarto e puxei Meia-Noite pela coleira. Quando entrei e tranquei a porta de vidro, daí sim eu apontei minha lanterna naquela direção. Mas não havia nada lá. Fechei as cortinas e me enfiei na cama. Mais tarde na mesma noite, ouvi batidas na porta de da varanda, como se alguém estivesse gentilmente batendo com os nós dos dedos no vidro. Era um som consistente e não parou por horas. Meia-Noite ficava olhando fixamente para a porta, mas não ousou se aproximar. A parte mais estranha era a sensação que eu tinha, como se alguém estivesse me convidando para abrir a porta. Mas ao mesmo tempo eu continuava a ouvir a voz do meu pai em minha cabeça dizendo para eu continuar na cama e não abrir. Eu o ouvi e continuei onde estava. Peguei no sono eventualmente e quando acordei de manhã tudo estava normal. O resto da semana que passei lá foi bem normal e nada aconteceu. Admito que pode ter sido coisa da minha cabeça. Muitas coisas estavam acontecendo na época, mas o medo foi real. 

(primesrfr)
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Gostaram? Isso é só um gostinho dos relatos que tenho guardado aqui! Não esqueçam de comentar suas próprias experiencias sobrenaturais para talvez aparecer no próximo post. 
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você o ver em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

KEEP CREEPYING!

TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA