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Reunião Familiar

41 comentários
Caiu finalmente a tempestade que tanto ameaçou a cidade naquelas horas plúmbeas precedente ao o ocaso.

A chuva era torrencial e com ela precipitavam-se os mais vorazes trovões e relâmpagos. Alguns dos últimos atingiam o solo assustando perversamente as testemunhas, para depois surdá-las com o ribombar do estrondo que os seguia.

Naquela noite ninguém dormiu direito. Quase toda a cidade passou em claro seu período de descanso. Uns simplesmente estavam horrorizados demais pela violência da tempestade, outros corriam freneticamente no interior de suas casas arrastando móveis e trocando bacias cheias pela água das goteiras.

Mariza fora uma das que não pregaram as pestanas por medo. Passara a noite em alerta sobressaltando-se a cada novo estalido ou trovão. Temia mortalmente as tempestades. Sobremaneira as noturnas.

Quando criança perdera ambos os pais e uma sua irmã para as águas revoltosas do rio que inundara sua casa devido ao aumento absurdo de seu volume promovido pelas águas da chuva.

A moça morava sozinha e sua casa era muito antiga. Sempre que a noite caía, ela pensava ouvir coisas ou mesmo perceber vultos furtivos com o canto dos olhos. As ripas do assoalho as vezes rangiam no escuro deixando os nervos da jovem em frangalhos.

Nesta noite em especial, Mariza havia acendido todas as lâmpadas da casa, pois temia o escuro pouco menos que as tempestades. Tinha aceso também algumas velas, como precaução para o caso de a energia faltar.

Como estivesse em claro por horas a fio e a tempestade fosse de uma força sobrenatural, mantinha-se num estado de excitação nervosa que se protraíra desde alguns minutos após o inicio da torrente chuvosa até aquela hora da madrugada em que a energia, como esperado, finalmente acabou.

Mariza levantou-se da cama imediatamente e correu em direção à vela que se desmanchava por sobre sua penteadeira. A luz fraca da chama refletia-se bruxuleante no espelho oval em que ela se maquiava antes de ir trabalhar.

Assim que alcançou a vela um raio parecido com uma ramificação vegetal atravessou o céu noturno iluminando o aposento silencioso violentamente.

Mariza estancou aterrorizada com a vela por entre os dedos: jurava ter visto refletida no espelho uma forma encarquilhada esgueirar-se pela fresta da porta entreaberta indo desaparecer num canto escuro do quarto.

Seu olho esquerdo piscou involuntariamente algumas vezes de nervoso.

A moça, mais que depressa, saltou agilmente sobre sua cama e direcionou a luz amarela da vela para o tal canto do aposento. E foi com grande surpresa e terror que viu sentada em sua cadeira de balanço uma velha senhora enrugada e macilenta de olhos cavos, profundos e cabeleira revoltosa surgida sabe-se lá de que pesadelo. A velha tamborilava seus dedos aduncos e descarnados nos braços da cadeira como se estivesse tão nervosa quanto a petrificada Mariza exibindo uma terrível careta de desaprovação para a tempestade lá fora.

Ante a visão aterradora da senhora surgida da escuridão, a vela titubeou por entre os dedos da jovem, indo cair macia nos lençóis amarrotados da cama. E nisso apagou-se no mesmo instante, deixando no lugar de sua claridade amarelada a escuridão uniforme.

Adjacente ao quarto em que se encontrava o par inusitado de mulheres havia um pequeno banheiro privativo do cômodo, ao qual se tinha acesso por meio de uma tímida porta na extremidade oposta a em que se encontrava a velha surgida das trevas da noite. Foi pra lá que a moça atirou-se desesperada de terror apertando-se portal adentro desajeitadamente.

O banheiro estava úmido por causa das goteiras e a chuva lançava-se furiosa contra o vitrô entreaberto do cubículo.

Mariza instantaneamente bateu a porta de ripas carcomidas abafando um grito com as mãos trêmulas. Não sabia o que fazer. De onde saíra o demônio que estava sentado em seu quarto?

Instintivamente a moça recuou assustada até encostar-se no canto de uma parede gelada de onde via o vitrô exíguo e a portinhola do banheiro. Um outro relâmpago ofuscante brilhou em meio à tempestade e ela divisou uma sombra negra que estivera em pé na frente da pequena janela pelo lado de dentro do cômodo.

Suas pernas fraquejaram e a pobre mulher soltou um grito de terror escorregando no chão molhado e caindo pesadamente no azulejo frio.

Tentou se levantar, mas o desespero e a umidade no chão impediram-na de lograr êxito.

A forma sombria pareceu caminhar em sua direção. Mariza debatia-se e gritava horrorizada. Seus pés escorregavam no piso molhado do banheiro. E a figura, que agora estava entre a mulher e a pequena porta, aproximava-se inexoravelmente, Outro relâmpago clareou o retângulo azulejado de modo a fazer com que a moça percebesse o corpanzil volumoso de um homem lívido com feições deformadas angulares e cavidades vazias onde deveriam estar seus olhos aproximando-se dela. A tempestade recrudesceu. A portinhola do banheiro soltou um rangido lúgubre e demorado digno dos mais medonhos pesadelos de horror e a velha adentrou o recinto com andar arrastado e rígido.Marisa, ofegante, não conseguia levantar-se e o som da tempestade abafava seus protestos de pavor. Um trovão ensurdecedor ecoou por entre as paredes apertadas do cubículo quando a tétrica mão do ser abissal atingiu a face gélida da mulher terrificada. Uma risada tenebrosamente familiar seguiu-se ao toque do ente macabro juntamente com a voz esganiçada da velha caliginosa.

Marisa, no paroxismo de seu desespero inexplicável, petrificou-se apavorada com o toque glacial do espectro. E nessa hora uma descarga elétrica partiu o céu, dessa vez imediatamente seguida do brado encolerizado da trovoada.

E foi assim que ela acordou encharcada do próprio suor e quase enforcada pela fronha que arrancara do travesseiro enquanto se debatia presa pelos horrores do mais hediondo pesadelo que jamais tivera.

Levantou-se bruscamente e com olhos arregalados de espanto perscrutou o quarto envolto na penumbra sem nada avistar de estranho. Passando alguns instantes presa nessa contemplação fatídica, a mulher finalmente deixou que sua cabeça pendesse abruptamente soltando um suspiro de alívio por perceber que tudo não passara de um sonho mal. Lá fora a chuva caía pesada sobre a cidade.

Contudo, enquanto ainda tentava se acalmar olhando pensativa para as mãos trêmulas notou uma pequena marca arredondada de bordas enegrecidas no forro da cama que lembrava muito bem uma queimadura no tecido. Lembrou-se então da vela que caíra no sonho apagando-se imediatamente. Curiosa, a moça futucou a queimadura com o indicador tremulante.

Ela ainda estava introvertida na averiguação do orifício queimado no lençol quando ouviu um som bastante peculiar e característico vindo de um canto do seu quarto. Aterrorizada com o pesadelo recente imediatamente olhou em direção à cadeira de balanço feita de vime na qual costumava repousar quando se perdia por entre os parágrafos de um livro qualquer.

A cadeira, que ficava exatamente no mesmo lugar em que estivera sentada a bruxa velha do pesadelo, movia-se lentamente fazendo o assoalho de madeira ranger, como se houvesse alguém a se embalar tranqüilo, apesar de estar completamente vazia.

A moça, de um salto, acendeu o abajur que ficava no criado-mudo ao lado de sua cama e firmou o olhar embaçado: a cadeira continuava a mover-se lentamente.

Nesse instante, vindo do banheiro que tinha sua porta fechada, um chilro sussurrado de vozes misturadas invadiu o quarto, fazendo zunir a cabeça da jovem.

Possuída pelo horror, Marisa tateou o rosto no local onde fora tocada pelo monstro do pesadelo arrepiando-se ao sentir uma chaga indelével em sua face esquerda.

Com o sussurro sobrenatural intermitente, deslocou-se até a porta do banheiro e lentamente forçou-a para dentro, fazendo com que se abrisse num ranger pavoroso.

A cena era horrível!

Dentro do cômodo retangular jazia afogada na latrina com os membros rijos e azulados uma jovem nua de cabelos negros parecidíssima com a irmã que Mariza perdera tantos anos atrás na enchente que arrasara sua família. A anciã diabólica e o homem corpulento de pele lívida e feições deformadas estavam também caídos em decúbito dorsal com os olhos esbranquiçados vidrados no teto. De suas bocas escorria uma repugnante água amarronzada típica das correntes fluviais lamacentas. O líquido espalhava-se por toda a área do banheiro em que se prostravam os três defuntos.

Eram os cadáveres de seus parentes que voltaram do outro mundo trazidos pela inundação do temporal molesto em busca do aconchego familiar perdido para as águas da tempestade maldita que anos atrás assolara o recôndito de seu lar.

Autor: Rodrigo Bispo

41 comentários :

  1. Horrível! Que linguagem formal e desnatural é essa? Não precisa usar palavras excepcionais para um texto bom.

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  2. Linguagem chata que faz a gente quase desistir umas 18 vezes enquanto lê.

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  3. as palavras farão tão complexas que teve ate alguns erros, não gostei teve erros foi clichê é com uma formalidade exagerada.

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  4. Formalidade exagerada matou essa história que tinha muito potencial 2/10

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  5. Gabriel, gosto muito do seu trabalho no site e creio que todos também gostam. Mas, se aceita uma sugestão, evite ttrazer creepies desse Rodrigo Bispo, pois já é a terceira dele que o pessoal rejeita.

    E se eu pudesse dizer algo ao Rodrigo, falaria que a linguagem, de fato, é rebuscada em excesso e nos tira o interesse quando percebemos que ele até se esforça pra usar tantos vocábulos incomuns. Uma boa escrita, com ortografia e gramática corretas, é a melhor coisa de ser encontrar em uma leitura, mas para se chegar a estas características não é essencial empregar termos pouco conhecidos, que a maioria dos leitores não conhece. Isso vai afugentá-los cada vez mais da leitura.

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  6. Pq vc insiste em trazer creepy desse cara se todo mundo tá criticando? Os mods do site não leem mais as críticas dos fãs?

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  7. A história é boa
    Só essa escrita que ficou chato

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Apesar de haver um peculiar contraste em que o autor coloca excessivos sinônimos, mas não articula o texto tão devidamente (no que se refere aos equívocos de pontuação), esse texto está bem mais fluido e gostoso de ler. Tente dar uma suavizada na escrita erudita e, assim, você criará vários contos acolhedores.

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  10. CARA ESCREVE NORMAL PARA C ESSA FORMALIDADE EXAGERADA / RETRO , DEIXA IMPOSSÍVEL DE LER A HISTÓRIA LI SO 4 PARÁGRAFOS E CANSEI

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  11. Escrita chata pra caramba, muito formal, ninguém gosta disso, muda essa linguagem ou para de trazer creepys desse Rodrigo Bispo, ninguém tá gostando e já foram 3 dele que ninguém gostou

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    1. Quais foram as outras 2? Uma delas envolvia um descendente de escravos e um poço de dinheiro? Me lembro de uma creepy formal assim que as pessoas reclamaram

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    2. as outras duas foram a charneca e o veio de prata ou prada, n lembro

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    3. Ah sim, eu li essas, as histórias dele parecem conectadas, talvez uma série.
      Essa do poço deve ser de outro cara com linguagem rebuscada tbm

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  12. PRGDL02022

    Curti a estória em si...

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  13. odeio historias escritas assim, sao um saco pra ler e nunca consigo passar do segundo parágrafo, poxa, tantas creepys melhores e menos forçadas!

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  14. Estou contra a maré nessa. Gostei da história e também da forma que foi montada. A linguagem extremamente formal, não me atrapalhou a leitura. Pelo contrário, deixou-a mais prazerosa.

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    1. Eu acho muito bonito textos com escritas rebuscadas e eruditas assim, se eu conseguisse entender as palavras ia amar ler, mas ninguém entende e fica chato de ler pois tem que parar toda hora pra pesquisar o significado, então, o que adianta escrever uma creepy boa com uma linguagem rebuscada bela, se ninguém vai entender?

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  15. Gabrieeeeeeeel... O que está havendo? Não lê mais os comentários? As histórias desse cara são horríveis. Gosto muito do teu trabalho como mod aqui do blog e algumas das minhas series favoritas foi vc quem trouxe. Mas cara... É a terceira já... Melhor não postar nada do que fazer isso.

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  16. Eu gosto do estilo de escrita desse cara, acho de certa forma dramaticamente acolhedor o modo como ele descreve os cenarios das creepypastas.

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  17. Lucas Vasconcelos da Silva20 de janeiro de 2019 15:50

    Essa escrita rebuscada forçada me irritou muito na hora de ler, pensei em desistir várias vezes.

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  18. Isso na verdade faz parte de uma série? Por que se for, meu Deus que bosta.

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  19. Essa pedra no meu caminho é um saco de ler.

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  20. Não conhecem por falta de leitura ora bolas. O autor que teria que rebaixar sua ortografia pra se adaptar aos leitores que não possuem paciência de pesquisar no Google as palavras que não conhecem? Isso é um absurdo. Achei legal, pois além de ser uma Creepy interessante, nos ensina novos vocábulos. Parabéns ao autor, sua linguagem rebuscada é bem recebida por este leitor. E aos preguiçosos de plantão, apenas pulem está história! Tem tantas no site.

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  21. Eu não costumo comentar aqui no site, mas se faz necessário que eu venha defender o autor desta creepy, pois a linguagem utilizada não atrapalha em nada a leitura e ainda a torna mais profunda e amedrontadora. Parem de mimimi suas criancinhas incapazes.

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  22. Eu acho um tanto deplorável esse povo que não consegue acompanhar uma escrita um pouco mais formal e fora dos padrões de escrita atuais. Por mim, podem continuar trazendo mais creepypastas assim. Até mesmo porque existem tantas outras que se adequem ao que esse povão gosta mais que uma ou outra nesse estilo não faz mal.

    E também esse povo fala como se fossem os donos do site né? Pelo amor... Façam sugestões mais civilizadamente pelo menos ou simplesmente ignorem e leiam creepypastas que lhe agradem ao invés de insistir nessas.

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  23. O pessoal reclama tanto da escrita. É só estudar português e estar em dia com a leitura que vai entender ao ler. Acho cômico querer censurar o autor pela sua maneira de escrever, quando é obrigação do leitor (aquele que propõe-se a ler) saber ler. Poupem-nos.

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    1. Se você estudar português vai descobrir que as reclamações não tem nada haver com o pouco entendimento da escrita.

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  24. "De que adianta escrever bonito se ninguém entende?"

    Ninguém vírgula. Não é o autor que deve rebaixar sua ortografia por conta de um público preguiçoso. Não invertamos valores. E se é por conta disso, o que não falta aqui no site é creepypasta mal escrita, onde o ser humano não sabe nem a diferença entre infinitivo e terceira pessoa do singular. "Dar" até preguiça de ler esses comentários. Vão estudar.

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    1. Blz cara, mas tinha muita gente reclamando que não gostava das histórias dele, e eu não critiquei a escrita dele, eu disse que a maioria não tava gostando, mas agora tá bem meio a meio, muita gente começou a criticar depois veio muita gente defender.

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    2. Escrever com substantivos Underground's não é uma forma de subir o nível do texto, próximo.

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  25. Deu uma mistura de nojo e preguiça de tentar terminar essa história, quis escrever sofisticado e ficou tosco demais.

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  26. E achei engraçado o autor criando contas pra defender a si mesmo aqui, a questão não é que o pessoal não entende o vocabulário, já li coisa bem mais complexa, a questão é ser forçado e conseguir ficar pior escrito do que uma creepy escrita com gírias.

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  27. Pra quem defende o autor e acha que todos os leitores reclamando são simplesmente pessoas desprovidas de literatura, saiba, desde Drummond essa escrita erudita vem sendo desmistificada, não precisa forçar uma leitura depreciada como esta para supostamente subir o nível da creepy. Da pra perceber o autor se esforçando pra meter essas palavras "raras" e tornando a leitura lenta e, por muitas vezes, prolixa. É amiguinhos, se vocês lêem Clarice (ou similares) e acredita que podem deixar seus textos legais metendo qualquer palavra underground, erraram feio (ou de forma "torpe" kkkk).

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  28. Eu li as 3 creepys, mas essa linguagem é horrível, pior é que o cara tenha feito 3 contas fake só pra se defender, é tão fake que dois comentários foram iguais...

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