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Masha é o orgulho delas

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Desde pequena, Masha sempre aprendeu a valorizar suas raízes e costumes originários da sua vila de origem, no frio e pacato leste europeu. O clima gélido não tornava sua vida algo fácil de se lidar, principalmente a considerar que ela e sua família passavam muitas dificuldades financeiras. Esta era composta por sua sábia e velha avó que quase nunca saia de sua casa e seus pais, um forte homem nativo da região e uma estrangeira que pouco dominava o idioma de sua família atual. Apesar dos anos de convivência, não entendia bem gírias e dialetos locais.

Os três mais novos da casa tinham de trabalhar durante quase todo o dia em serviços braçais e de remuneração razoável que fosse suficiente apenas para sustentar a família toda, apesar de casualmente passarem dificuldades como falta de higiene básica e fome por alguns dias, o que era um grave problema principalmente no inverno, quando os mais miseráveis e fracos, como bebês, idosos ou moradores de rua, não tinham chance de sobreviver, muitas vezes, virando apenas mais corpos a serem entregues para a terra. A avó de Masha, no entanto, sempre a ensinou a forma de viver ao menos de estômago cheio em um lugar como aquele.

Apesar das dificuldades, os pais da garota sempre tentavam guardar o mínimo de dinheiro no cofre escasso e deprimente da família, além de estimular que ela fizesse o mesmo com seu curto salário, para assim, conquistar um futuro melhor. Os três se dedicavam totalmente às suas obrigações.

Foi durante anos de trabalho duro em que Masha tornou-se fiel amiga de Bohuslav, um rapaz de sua idade, com um olhar de quem vivia em função do sustento da família, assim como a moça.

Com o passar dos anos, Masha e Bohuslav prometeram-se apaixonadamente um ao outro e juraram que conseguiram construir uma vida feliz e instável longe daquela vila aonde eram tão explorados por comerciantes que, apesar de não serem de uma alta elite, já encontravam-se em posição hierárquica superior a de seus trabalhadores, tornando-os assim, presos à vidas miseráveis enquanto se mantivessem ali.

Ambos juntaram suas economias de longa data e tiveram de se preparar para se despedir de suas respectivas famílias, já que estavam rumo à Rússia. Antes de partir, a jovem calorosamente abraçou sua avó e agradeceu por todos os bons momentos e ensinamentos que tivera. Disse que voltaria para ajudá-los e vê-los, caso conseguisse obter melhorias financeiras no novo país, mas prometeu que manteria consigo aquilo de mais importante que ganhou durante toda sua vida: suas raízes.

Passaram-se os meses e o casal teve que lidar com a dura realidade do fracasso. Ambos investiram dinheiro demais em toda sua mudança de vida, mas não possuíam empregos bem remunerados e de condições justas. O inverno foi chegando e Masha lembrou das dificuldades enfrentadas pelo seu pobre povo

do vilarejo, temendo acabar igual a eles, mas apenas em um endereço diferente, desta vez. Com saudades de casa, decidiu contatar sua família.

Cerca de alguns dias depois, a mãe da moça recebeu em casa uma pequena caixa, com um envelope grudado logo acima do papel branco que a recobria. Seu marido estava fora de casa e ela não pôde conter a ansiedade para ver o quê sua filha havia lhe mandado, portanto, logo chamou sua sogra para perto da lareira e abriu o envelope.

Havia uma carta de desabafo. Masha havia escrito sobre as dificuldades financeiras, mas não quis parecer abalada em suas palavras, apesar de demonstrar sensibilidade quando expressou a saudade que sentia. Falou sobre como seu casamento estava, apesar de qualquer dificuldade, ficando cada dia melhor e, por fim, deixou apenas uma frase, que fez com que ambas as senhoras que estavam lendo a carta, ficassem rubras.

“Bem... isso que está na caixa é pra mostrar que... há um baby no forno!”

Sua mãe ficou muito animada ao ler a frase, pois lembrou-se que, em seu país de origem, dizer que um bebê estava no forno era como ter um pãozinho crescendo, ficando lindo e formado. Se emocionou ao lembrar de como tentava usar essa analogia para explicar à sua filha sobre como os bebês cresciam na barriga e logo abandonou a carta.

A mãe de Masha agarrou a caixa, rasgou o embrulho e a abriu, vendo um par de sapatinhos de bebê. Seus olhos marejaram ao imaginar sua filha gestante. Ela nem mesmo reparou em como sua sogra estava quieta, com um singelo sorriso em seu rosto. A idosa também encarou os sapatinhos, com muito orgulho de sua neta, sem conseguir evitar que um pensamento viesse à sua mente.

“Eu me sinto muito orgulhosa, minha jovem Masha, por ter lhe ensinado a nossa cultura, tão bonita e tão útil... principalmente nos dias difíceis de inverno”.

Autor: NekoG

17 comentários :

  1. Eu não entendi, o bebê está no forno?

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  2. Pera. Ela matou o bebê e assou, ou ela engravidou pra matar a criança?

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    1. engravidou pra matar, essa é a maneira de "viver ao menos de estômago cheio num lugar como este"

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    2. A ideia ficou realmente confusa, em alguns aspectos, mad só percebi isso após enviar o texto. A ideia é de que ela teria sequestrado um bebê, já que, quando criança, ela poderia se aproveitar de um bebê já falecido. Vou prestar mais atenção nas próximas vezes.

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  3. lembrei de um dos contos de O Vilarejo do Raphael Montes.
    adoro esse tipo de mindfuck ksjdskdjslk

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  4. Achei que seria uma história da Masha e o Urso kkkkk

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  5. Ai q horror! Fiquei um tanto chocada! Mas adorei.. kkkkk curtinha e tenebrosa 😁 10/10 😘

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  6. Não faz nenhum sentido engravidar pra comer o bebê, passar 9 meses comendo mais que o normal (que ja era escasso) pra ter um bb que ela vai comer em no máximo uma semana. Sem falar no parto, e dificuldades de uma gravidez. Simplesmente não compensa, então a tradição é.. bem... Falha

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    1. Bom, acho que não me expressei direito. Vi que essa falha sobre ela ficar grávida ou pegar bebês alheios dificultou o texto, mas a ideia não era dizer que ela ficou grávida, mas sim que o bebê pertencia à outra pessoa. Prestarei mais atenção na próxima vez.

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  7. não gostei minha nota é 2.

    achei meio mau desenrolada, porem a ideia de jogar bebês no forno é boa e se aplica bem fora da ficção, afinal o planeta tem super população.

    observação -> não leve ao pe da letra so estou dizendo que ja devia ser proibida ter filhos.

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    1. eu acho que você deveria traduzir algumas creepys e deixar o pessoal avaliar. É muito fácil julgar e apontar o dedo pra um trampo que os cara fazem de graça, pra caras babacas como você falarem merda adoidado.

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    2. Que comentário infeliz o seu, era sua mãe que deveria ter jogado você no forno, queria ver se tu ia gostar.

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  8. Oi, meu nome é "Patricia Richard" Eu sou dos EUA. Eu fui casado por 7 anos com Ruben. As coisas começaram a ficar feias e tivemos brigas e discussões quase todas as vezes. Ficou pior no momento em que ele pediu o divórcio ... Eu tentei o meu melhor para fazê-lo mudar de idéia e ficar comigo, mas todo o esforço era fútil. Eu implorei e tentei de tudo, mas ainda assim, nada funcionou

    O avanço veio quando alguém me apresentou a este maravilhoso, ótimo conjurador que eventualmente me ajudou ... Eu nunca fui fã de coisas assim, mas apenas decidi tentar com relutância porque eu estava desesperado e não tinha escolha ... Ele fez orações especiais e usou raízes e ervas ... Dentro de dois dias ele me ligou e ficou triste por todo o trauma emocional que ele me causou, ele voltou para a casa e continuamos a viver felizes. que maravilhoso milagre o thegreatitoyahtemple@gmail.com
     fez por mim e minha família.

    Eu o apresentei a muitos casais com problemas em todo o mundo e eles tiveram boas notícias ... Eu acredito fortemente que alguém lá fora precisa de sua ajuda. Para ajuda urgente de qualquer tipo, entre em contato com o grande templo Itoyah agora através de seu e-mail: thegreatitoyahtemple@gmail.com

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