22/01/15

Hyper Cola

Eu prefiro não falar sobre os dias em que trabalhei para a Coca Cola. Entretanto, sinto que é meu dever revelar os segredos doentios dessa companhia. Para eles, nunca houve qualquer problema em atormentar, torturar e até mesmo matar se isso garantisse que seus negócios não fossem prejudicados.

Não faz muito tempo - talvez em 2009, se me lembro bem - eu estava me tornando um funcionário de respeito pela minha diligência e habilidade. O chefe do nosso setor me promoveu para ver o novo projeto que estava sendo testado: Hyper Cola. Energéticos estavam cada vez mais populares, e a Coca não tinha nenhum produto nesse campo. Hyper Cola seria o primeiro.

Eu não sabia muito bem quais eram os ingredientes da Hyper Cola, uma vez que meu trabalho era de marketing. Eu sabia, entretanto, que a intenção era criar um produto extremamente viciante. Depois de conversar com a equipe desenvolvendo a bebida, nós concluímos que a única coisa de que ainda precisávamos era da opinião dos consumidores.

Diversos beta testers, dos mais novos aos mais velhos, dos mais baixos aos mais altos, chegaram. Eles experimentaram a bebida, e disseram que o gosto era ótimo. Depois do teste do sabor, nós levamos todos (15 pessoas, se me lembro bem) para uma sala enorme. Haviam cestas de basquete, escorregadores enormes, até mesmo frisbees. Havia espaço suficiente para exercícios. Depois de fechar a porta, nós ficamos olhando por uma janelinha, curiosos para ver quais seriam os efeitos da Hyper Cola.

Os idosos estavam andando ligeiro, as costas não mais arqueadas. Pareciam muito mais ativos que antes. Os mais jovens estavam correndo, pulando, jogando basquete, mas um deles estava parado, no canto, encarando a parede. Parecia estranho, mas no fim das contas todos os outros estavam mais empolgados que ele, então não demos importância. Um casal idoso começou a fazer jogging, dois irmãos começaram a jogar frisbees, haviam até mesmo dois homens de meia idade disputando uma partida de basquete; agora, entretanto, haviam duas pessoas paradas num canto, de costas para nós.

A segunda pessoa era mais velha, tinha pelo menos sessenta anos. Os dois indivíduos eram baixos e pareciam exaustos, sem vida até. Não sabíamos se estavam cansados da atividade ou se estavam meramente fazendo uma pausa. Não tínhamos certeza, é verdade, mas algo estava me deixando um tanto nervoso e preocupado. Decidimos enviar um funcionário para verificar o que acontecia.

Enquanto ele andava na direção da dupla, outras pessoas se uniram a eles. Acho que pelo menos três outras pessoas já haviam ido para o mesmo canto quando o funcionário chegou lá. Parecia que, aos poucos, todos iriam se dirigir para aquele mesmo canto. Quando o empregado chegou até eles, nós encaramos aquela pequena área, tensos. Ele lentamente ergueu o braço, e, olhando para uma garota, tocou de leve em seu ombro. "Está tudo bem, moça?"

Ela se virou para ele. Sua aparência era assustadora. De pé, encarando o funcionário com seus enormes olhos completamente vermelhos, ela lambeu sua pele bastante pálida com um sorriso enorme. Seus lábios pareciam se esticar por toda sua face, seus olhos cada vez mais abertos, e as pupilas englobavam todos seus olhos. Lábios trêmulos, pele sem qualquer cor e pupilas dilatadas ao extremo, ela respondeu, "Socorro." Sua voz estava inquieta e ela tremia da cabeça aos pés. E isso foi tudo que ela pôde dizer antes de desmaiar.

Outros desmaiaram juntos e em pouco tempo, todo o grupo estava caído, empilhado no canto daquela sala. Os funcionários correram para resgatá-los, colocando-os em quarentena. Uma vez em quartos separados, cada paciente parecia mais perto da morte. Suas peles não tinham qualquer cor, e quase todos constantemente vomitavam aquela substância viscosa, amarelo neon. Começaram a falar coisas sem sentido e a agir de maneira estranha.

Um dos pacientes começou a arranhar as paredes, e não parecia querer parar. Ele estava dedicado àquela missão, e parecia temer por sua vida. Seus lábios quebradiços se abriram, revelando seus dentes podres enquanto ele gritava "Socorro, socorro!" Ele continuou arranhando as paredes até que suas unhas quebraram e sua carne começou a rasgar. Nós imobilizamos este homem, mas só depois de sedá-lo e amarrá-lo é que percebemos que ele já havia exposto  os ossos de suas mãos. Sua pele descascou completamente, e suas mãos estavam banhadas em sangue. Estava mesmo determinado a fazer o que quer que fosse.

Os outros pacientes pareciam cada vez mais insanos, correndo em volta de seus quartos, banhados em suor. Depois de um dia ou dois, nossa equipe médica conduziu testes nesses pacientes. Foi confirmado que havia uma substância desconhecida na bebida causando a deterioração e apodrecimento dos cérebros dos pacientes em velocidade acelerada. E no entanto, a única coisa que os mantinha vivos eram os demais produtos químicos da bebida. Os médicos disseram que poderiam resolver aquele problema, mas os efeitos da bebida continuariam para sempre nos organismos das vítimas.

Os cientistas da companhia correram para fazer diversos testes na bebida, tentando encontrar uma resposta. Infelizmente, não havia nenhuma. Os pacientes receberam alta, e agora pareciam não lembrar de nada do que ocorreu durante aquele período. A empresa, chocada, ordenou que nunca falássemos do assunto com ninguém.

Ao contrário dos demais, entretanto, eu acompanhei a vida desses pacientes. Fiz algumas pesquisas e descobri algo aterrorizante. Todos eles haviam morrido depois de sair do prédio. Isso era ruim o bastante, mas o pior de tudo era que todos haviam morrido exatamente no mesmo dia. O dia em questão era o mesmo dia do prazo de validade das garrafas de Hyper Cola. Aquilo me enervou bastante.

O projeto foi jogado debaixo do tapete devido à sua periculosidade. A companhia, é claro, tratou de se proteger, mas com sua fama e tamanho, não foi muito difícil. A Coca Cola deletou todos os traços da Hyper Cola de todos os cantos. Especulações foram desmentidas, e artigos sobre o "suposto" produto foram removidos. E, como eu disse, ninguém na empresa jamais falou sobre esse assunto. Ninguém exceto eu. Eu não me surpreenderia se esse texto fosse removido. Afinal, a Coca Cola vem fazendo um trabalho maravilhoso para esconder todo esse projeto do público.

23 comentários:

  1. O motivo do apocalpise zumbi vai ser a hyper cola anotem isso eu tentei avisar

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  2. eu achei essa história mais engraçada doq assustadora mas eu cheguei a uma conclusão... Eu quero uma hyper cola. *U*

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  3. Senhora dos Absurdos, eu invoco você!



    To vendo nega a bebendo mais pepsi agora

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  4. Os efeitos da hyper-cola são os mesmos da coca-cola, só que de modo exagerado.

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    1. acho que tiveram cancer
      tbm acho que se tomar muito e muito coca cola o kra tem risco de pegar cancer
      acho que é cancerigeno

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  5. Por isso que eu prefiro tomar suco : P

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  6. namoral mil anos pra uma historia ruim dessa,traduz uma parada legal estilo the showers,necrosleep,nao essas porras cliches...

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    1. Então faça você mesmo um site com postagens mais frequentes ou traduz você e manda pra eles.

      Cambada de mongolóide que só reclama. Tá achando ruim, vaza, cara. '--

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. grehgqlkerhnrlkhlerre nao reclamo pela quantidade de posts por semana(claro que é ruim porem totalmente entendível) e sim pela merda que a historia foi kkkkkkkkkk

      abaixa a bolinha meu amigo que aqui o bagulho é radical estilo hot wheelsssszzxxxx, quero ver vir x1 no ragnarok lwngfsdlgnsljgngwrgwrgwr

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    4. quem tem que abaixar a bola é tu
      entao cala essa tua boca e abaixa a tua bola
      n gostou da creepy? n le,n gosta do blog ENTAO VAZA FILHO DUMA PUTA
      x1 ragnarok x1 ragnarok x1 ragnarok coisinha de criança ainda mais um joginho bostinha

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  7. História clichê, simples e nem um pouco assustadora. Acho que até um cachorro escreve uma história melhor.

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  8. Ta até parecendo o jogo sunset overdrive O.o kkkk

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  9. O Slender levou todos os ADM's desse blog ;-; só pode ;-;

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  10. Gostei.. não chegou a dar medo, mas achei interessante

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  11. Não tem como agradar a todos. Mesmo sendo um tema clichê, deixa uma ponta de dúvida quanto a veracidade.

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  12. Pelo menos não acharam um rato lá :v

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  13. Pelo menos não acharam um rato lá :v

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