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Algo pálido e silencioso

26 comentários
Mudei recentemente para um novo apartamento, e tendo pouco dinheiro, tive que procurar pelo único lugar habitável em uma fila de prédios quase abandonados. Meu prédio era o único que não estava inacessível, e comparado aos outros, ele tinha potencial. Não havia eletricidade quando me mudei, não havia cortinas, tapetes – mas pelo menos havia água. Era um momento particularmente duro da minha vida (o qual não entrarei em detalhes) e eu estava agradecido por um novo começo. Eu poderia dar um grande passo aqui, assim que eu arrumasse alguns móveis. 

A primeira noite: Decidi dormir aqui, mesmo sem um colchão e apenas algumas velas para iluminar meu caminho, embora eu pudesse encontrar o banheiro apenas pelo cheiro. Após armar acampamento no que achei que fosse a sala principal, iniciei minha refeição que consistia em feijão gelado e biscoitos frios. Prometi para mim mesmo que assim que o sol surgisse, as coisas pareceriam mais confortáveis e eu poderia começar a arrumação... 

Depois de explorar os armários e gavetas à procura de tesouros e encontrar apenas um punhado de pregas de cortina e uma caixa de sapatos cheia de cadernetas velhas (provavelmente deixadas pelo dono do local), decidi me enfiar num canto usar minha jaqueta como cama. Tentar dormir curvado, sem nada para olhar além de uma janela escura, não era fácil, e o pensamento sobre o que poderia estar espreitando lá fora manteve minha atenção firme naquela janela a noite inteira. Como já era esperado, não consegui dormir muito e decidi andar pelo local um pouco mais. 

Achei uma caixa de fotos velhas na lareira, cada uma mostrava seis pessoas numa mesma janela, com as bocas abertas, e uma forma pálida no reflexo que eu não conseguia distinguir. Decidi esquecer isso, já que essas fotos me arrepiavam. 

Na segunda noite, eu já começava a me sentir mais confortável, e embora a maioria das minhas coisas ainda estivessem em caixas, e o local ainda não estivesse mobiliado, a luz do dia me deu a possibilidade de explorar melhor e planejar como arrumaria o lugar. Até preguei um velho cobertor naquela janela para evitar que qualquer coisa pudesse me espiar, e dar um basta em minha imaginação louca. 

À luz das velas, me ocupei em ler a fraca caligrafia nas velhas cadernetas que havia encontrado. Era o único entretenimento disponível, mas o que achei era bem interessante. Datando de cinco anos atrás havia um total de seis cadernetas, uma para cada inquilino – e em cada um havia apenas uma entrada... aluguel pago por um mês... e nada mais além de páginas em branco. Algo não estava certo... todos os seis inquilinos anteriores ficaram por apenas um mês ou menos. 

Começando a ficar assustado, decidi ir ao banheiro antes que a minha última vela desaparecesse completamente, e fiz meu caminho pelo corredor em direção àquele terrível banheiro enquanto observava minha sombra à minha frente, dançando pela parede desbotada até que nos encontramos outra vez na porta do banheiro. O cheiro era tão forte que eu conseguia prova-lo, e eu estava desabotoando a calça quando a última vela se apagou. 

Não tenho certeza onde eu mijei, mas posso dizer que foi a mijada mais longa da minha vida; eu não estava apenas na completa escuridão, como também não conseguia prender minha respiração por muito tempo. Corri de lá o mais rápido que pude... mas para onde eu estava correndo? A realização de que não havia mais vela caiu sobre mim, e com isso, uma densa escuridão cobriu as paredes. 

Os estalos das tábuas do chão começaram a soar como sussurros, e a umidade em todas as superfícies parecia viva ao toque enquanto eu passava as mãos cegamente pelas paredes. Finalmente encontrando a porta, entrei na sala e segui cuidadosamente para a janela. Talvez alguma luz da rua ou dos carros pudesse iluminar a sala, era só remover o lançou que eu havia pregado... 

Aquela janela que me deixou tão desconfortável agora era a minha única esperança. Esticando minhas mãos através da escuridão para puxar o lençol, senti o vidro frio. O lençol foi retirado, e enquanto meus olhos se ajustavam, eu o vi; no outro lado da janela escura, algo pálido e silencioso me observava, com a boca aberta, esperando pelo meu próximo movimento.

26 comentários :

  1. MAS que bela bosta essa que tu postou hein Alexandre? Puta que te pariu garoto

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    1. Qual teu pronlema?! Já e o segundo post que você vem e ofende os caras. Não gostou, vaza daqui!

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    2. Era ele que tava observando kkkkkk

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  2. Não precisam ofender né.. gosto é gosto. Eu, particularmente, curti

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  3. No começo tava bom, aí foi ficando melhor, aí no final eu não entendi mais nada. Mas ta bom sim, pelo menos não terminou segurando uma laranja.

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    1. Que creeppy é essa da laranja ? Kkkk Com certeza já li umas bens ruins, mas essa ainda não

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    2. http://www.creepypastabrasil.com.br/2015/12/a-historia-sobre-ela-segurando-uma.html?m=1 ~enjoy kkkjj

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    3. Que raiva só de lembrar dessa laranja

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  4. deu um arrepiozinho
    creepys no escuro sempre me deixam mais assustado ;-;

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  5. Eu sinceramente não entendi muito bem. Principalmente o fato de o apartamento estar lá há cinco anos e ainda não ter eletricidade.

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  6. Já tava bom, disse que ia mudar pra melhor, não tava muito bom, tava meio ruim também, tava ruim, agora parece que piorou

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Esses cabras são fodas viu. Só querem coisas que lhe convém e se isso não acontece, menosprezam o trabalho... Parabéns Alexandre, eu particularmente achei incrível, mais uma creep fantástica 8/10

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    1. Vdd mano eu achei foda o povo fica menos prezando ele o garoto tenta pelo menos ninguem nasce sabendo e treinando
      Mas eu achei foda gostei mt continua com seu trabalho Alexandre

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  9. Às vezes é difícil encontrar alguém que saiba fazer uma crítica construtiva ao invés de ficar só xingando e desmerecendo o trabalho dos outros. Sobre a creepypasta, não achei ruim mas senti falta de pelo menos algum indício do que seria a criatura pálida de boca aberta no final e o que significava aquela foto

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  10. Para quem nao entendeu os corpos deveriam estar nos banheiros '-'

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  11. Acho que 4/10. Tinha potencial, no início, e mostrou muitos detalhes até o final (tipo, quem eram aquelas pessoas? de quem era a fota? não morava mais ninguém naquele lugar? cadê o capiroto do dono, que deixa as coisa dele jogada e some?), pra acabar de um jeito bem vago, um bicho pálido olhando pela janela. Se tiver continuação (ou um reboot menos "peguei a laranja"), aí sim, pode ficar bem toperson :)

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  12. eu achei q no final ia surgir mais uma caderneta e ele na foto junto com os outros 6 inquilinos
    fica no ar

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