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Vox e Rei Beau: Beau e os Apanhadores de Sonhos (PARTE 9)

16 comentários
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Parte 8

Ultimamente o assunto tem sido sonhos, então é com isso que vou continuar. Eu lembro que Beau não me visitava sempre durante as horas em que eu brincava. Eu constantemente sonhava com ele durante a noite, me unindo a ele em suas aventuras ou continuando as nossas. Talvez por isso as memórias tenham ficado tão turvas. Algumas partes são incrivelmente vívidas, como se eu as pudesse ver com o olho da mente. Outras mal fazem sentido e eu mal consigo entender o que está acontecendo nelas. Enfim, a próxima história é Beau e os Apanhadores de Sonhos.

Beau observa Vox dormir, por aelur
Rei Beau gostava de me ver cair no sono. Ele apoiava seu queixo na minha cama e sorria com a boca levemente aberta, os dentes brilhando com a luz da lua. Eu falava com ele por algum tempo, mas nós tínhamos que cochichar porque se minha mãe nos ouvisse, ela entraria no quarto para reclamar.

Uma noite eu falei pra ele que esperava ter um bom sonho. Ele me garantiu que eu teria.

“Eu lhe trago sonhos”, ele disse. “Eu posso pegar qualquer sonho de que eu goste nos campos e trazer para você quando você dorme.” Eu perguntei como isso era possível, e essa foi a história que ele me contou.

Em suas caminhadas, Rei Beau não vinha apenas ao nosso mundo para roubar vozes. Haviam muitas coisas para ver por todo lugar e muitas coisas para roubar para si. Em uma jornada em particular ele se viu nos campos dos sonhos. Eles não eram campos como os que conhecemos, de grama e flores. Era um plano cheio de névoa que nunca se dissolvia. Por entre a névoa ele podia ver pequenos brilhos, como pequenos relâmpagos dentro das nuvens. Conforme ele se aproximou, os brilhos projetavam imagens na névoa, mas apenas por poucos segundos. As cenas eram clipes de pessoas voando ou animais ou lugares. Eram sonhos.

Beau não estava sozinho nos campos. Conforme ele passou pela névoa, ele encontrou estranhas criaturas. Elas sentavam nas pedras ou se deitavam no chão encarando a névoa. Elas tinham grandes canos que usavam para sugar os brilhos conforme apareciam. Eles caçavam os sonhos e os comiam.

Sonhos não são nada. Eles não tem valor ou substância. São apenas pensamentos perdidos e a sujeira da mente. Ao menos era assim que Beau os descrevia. Por isso, os corpos dos Apanhadores de Sonhos estavam sempre procurando por mais, mesmo que suas mentes precisassem apenas de sonhos doces. Eles tinham tentáculos saindo de cada um dos poros de sua pele, raízes sempre procurando mais para sustentá-los. Qualquer coisa que entrasse nos campos seria atacada por seus tentáculos famintos e perfurantes.

Beau, como sempre, não estava com medo de qualquer caçador ou sonho. Ele andou pelo campo porque não havia uma rota alternativa e ele definitivamente não ia voltar depois de chegar em um lugar tão interessante. Infelizmente as raízes dos Apanhadores começaram a notar sua presença, e logo até os Apanhadores não podiam resistir à ideia de agarrar suas vestes e tentar arrastá-lo para o chão para si. Os Apanhadores não tinham dentes porque tudo que eles faziam era sugar em canos. Seus olhos eram enormes, e seus narizes pareciam mais com bicos. Beau tentou lutar contra eles, mas, contrário às faces na caverna do Monstro do Closet, os Apanhadores não estavam presos ao chão. Eles o sobrecarregaram em número.

Beau roubou um dos canos e tentou mantê-los distantes, mas os tentáculos eram pequenos e entraram em sua pele. Quando as criaturas haviam quase que completamente arrastado-o para o campo, uma grande corneta tocou. Os Apanhadores pararam e então correram, como se Beau tivesse se tornado venenoso. Quando eles haviam saído de sua vista, ele notou um jovem guerreiro em um cavalo pálido.

“Você perturbou os Apanhadores”, o guerreiro disse.

“Eles me perturbaram primeiro”, disse Beau. “Eu estava só tentando passar.”

“Você precisa conquistar o direito de passagem por meu reino”, o guerreiro respondeu. “Eu vou lhe ajudar. Posso ver que você é um amigo da Lua.”

Beau caminhou com o guerreiro pelo campo. Contanto que um ficasse perto do outro, os Apanhadores os ignoravam e voltavam a sugar os sonhos. O guerreiro tinha feições jovens e uma aparência delicada. Ele parecia tão digno quanto o outro perto dele, mas Beau suspeitou que a névoa tinha algo a ver com isso. O guerreiro brilhava levemente, como se as nuvens o fizessem brilhar, e ele era feito de prata e azul pálido.

“A Lua é minha irmã”, o guerreiro disse. “Eu cuido dos sonhos. Meu povo os faz, e nós os mandamos para aqueles que dormem do outro lado.”

“Mas vocês deixam os Apanhadores comê-los?” Beau perguntou.

O guerreiro apenas deu de ombros. "É a natureza deles. Não posso pará-los."

Beau sorriu porque achou que aquilo era tolo. “Eu sou o Rei do Lugar Quieto. Ninguém pode tomar o que é meu. Eu comeria a voz e vestiria a pele de quem tentasse.”

“Então você pode me ajudar”, o Rei dos Sonhos disse.

O Rei dos Sonhos levou Beau a uma grande torre feita de pedra polida tão lisa quanto gelo. Eles escalaram a torre até a câmara do Rei, onde eles ficaram observando os vastos campos. A névoa se espalhava até onde a vista alcançava. Havia mais que apenas Apanhadores ali. Haviam rios profundos e estranhas criaturas em bandos. Mas ao Oeste a névoa se tornou escura. Os fragmentos de sonhos eram irritados e mais agitados. Os corpos de Apanhadores estavam caídos no chão e sendo dissecados por estranhos monstros, parecidos com pássaros. Esses abutres usavam garras para rasgar e devorar os cadáveres, procurando por qualquer último pedaço.

“Observe”, o Rei dos Sonhos disse e apontou para a extremidade da terra escura e em ruínas.

Um dos pássaros estava observando um Caçador e o Caçador apenas focava em consumir outro sonho. O monstro voou, circulando o Caçador, observando a situação até que mergulhou e atacou. O pássaro arrancou os olhos do Caçador com suas garras e usou sua boca estranha para arrancar uma bochecha. O Caçador tentou usar seus tentáculos, mas por algum motivo eles não conseguiam entrar no pássaro.

“São as penas”, o Rei explicou. “Elas são muito oleosas. Os tentáculos escorregam.”

Os gritos do Caçador atraíram mais monstros. Logo a criatura não fazia mais nada além de tremer e pular conforme dúzias de pássaros arrancavam pedaços de carne. Ao redor do Caçador a terra rachou e ficou manchada com a mesma infecção que atacava o outro lado da névoa. Os outros Apanhadores não fizeram nada para ajudar seu amigo morto ou salvar a si mesmos. Estavam muito ocupados com os sonhos.

“Meu irmão fez um pacto com a Escuridão. Ele quer infectar os sonhos e mandar a Escuridão para aqueles que dormem. Seus pesadelos vão destruir meus campos. Eu não tenho um exército meu. Não posso pará-lo enquanto ele controlar as minhocas.”

“Essas não são minhocas”, Beau respondeu.

“Não eles”, o Rei disse. “Eles se alimentam das minhocas.”

Quando ele entrou no campo dos sonhos, Beau achou que seria fácil de passar. O problema do Rei dos Sonhos não o importava, mesmo que a Escuridão jamais tivesse sido uma aliada do Lugar Quieto. No entanto, uma parte da Lua ainda estava em seu coração, e essa pequena parte nunca permitiria que Beau simplesmente deixasse aquele lugar para que a Escuridão a engolisse. Então ele concordou em ajudar o Rei.

Beau era muito espero, e sabia muito sobre minhocas. “Só há uma minhoca, mesmo que hajam muitas”, ele disse ao Rei. “Nós vamos matar a minhoca.”

Embora Beau não temesse nada, ele também não era tolo. Viajar pela névoa faria dele comida para os monstros alados que viajavam em bando procurando por comida. Sem falar que os Apanhadores certamente tentariam devorá-lo. Sendo esperto como ele era, ele decidiu duas coisas.

Primeiro, o Rei dos Sonhos iria com ele porque isso era tudo culpa dele. Segundo, eles viajariam atrás da Minhoca pelos túneis de minhoca. Fazia sentido. O Rei dos Sonhos não ficou nada feliz com essas duas idéias e fez um escândalo com a possibilidade de sujar suas roupas finas. Beau não se importou nem um pouco.

O Rei dos Sonhos levou-o para um grande buraco no chão onde as rachaduras da terra infectada se uniam. Ao redor do buraco haviam muitos esqueletos de Apanhadores e seus canos esquecidos, mas os pássaros haviam abandonado aquela área em busca de terras férteis para caçar. Com o arco do Rei e as facas, vozes, rapidez, força e muitas outras habilidades de Beau, eles se armaram e foram em frente.

A rede de túneis era confusa e frequentemente eles tinham que engatinhar por espaços apertados ou partes que haviam cedido. O Rei usou luz emprestada de sua irmã, a Lua, para guiar o caminho. Ela refletia nas paredes do túnel e queimavam quaisquer pequenas minhocas que poderiam causar problemas. Finalmente, eles chegaram em uma câmara cavernosa. Era iluminada com chamas escuras e coberta com a mesma pedra polida que a torre do Rei. Dentro dela estava um jovem guerreiro que parecia muito com o Rei dos Sonhos, mas suas características eram douradas e escuras. Enrolada e grossa com um rosto sem visão estava a Minhoca. Ela era gosmenta e pulsava, e conforme os dois observaram o guerreiro pegou uma faca e cortou dois pedaços dela. Os pedaços caíram no chão e pulsaram. Em sua vista, duas outras pequenas minhocas foram criadas.

“Você vê, Rei”, disse Beau. “Há apenas uma Minhoca.”

Tendo dito isso, ele atacou.

É claro que o Rei dos Pesadelos não ia deixar Beau simplesmente matar sua criatura preciosa. Ele berrou, e as duas minhocas pequenas foram direto para Beau. Em sua corrida, elas deixaram uma trilha de gosma venenosa que borbulhou e corroeu a pedra polida. Suas bocas abriram bastante e atacaram os dois Reis. O Rei dos Sonhos foi rápido e perfurou uma delas com uma flecha, prendendo-a e queimando sua pele com a fumaça. Beau desviou da outra e soltou uma de suas vozes mais penetrantes, que congelou a pequena minhoca no mesmo lugar e fez com que ela encolhesse em uma esfera que se dissolveu.

O Rei dos Sonhos preparou outra flecha e atacou a Grande Minhoca. O monstro se ergueu e tentou se enrolar ao redor do Rei, silvando conforme as flechas escavavam sua carne mas sem fazê-la perder a força para lutar. Enquanto o Rei estava concentrado em salvar seu reino, Beau prestou mais atenção no que importava, e o que importava para o Rei dos Pesadelos era proteger uma pedra pendurada em seu pescoço. Beau sabia disso porque ele era um grande caçador e Apanhadores podem ver com alguém protege um prêmio. Isso, Beau decidiu, era seu alvo. Enquanto o Rei dos Sonhos mantinha a Minhoca ocupada, Beau foi atrás do Rei dos Pesadelos.

“Não me importa por que você ajuda a Escuridão,” Beau disse conforme as facas brilhavam contra a espada do Rei dos Pesadelos. “Não me importa que você também é irmão da Lua. Essa pedra é minha. Eu a obterei.”

O Rei dos Pesadelos era um grande guerreiro, muito rápido, mesmo que fosse pequeno. Mas o desespero fez com que ele hesitasse e alterasse seus movimentos para poder proteger a pedra, e isso era algo que Beau sabia bem. Ele soltou duas vozes nos ouvidos do seu adversário, confundindo-o e prejudicando seu equilíbrio. Com essa oportunidade, Beau roubou a pedra.

A Grande Minhoca congelou, o que foi bom porque o Rei dos Sonhos já estava quase sem flechas. As armas de prata cobriam a pele da minhoca, queimando-a de maneira que deveria enlouquecê-la, mas Minhocas não são criaturas inteligentes e raramente se importam com a dor. Ela congelou e encarou Beau que percebeu que havia vencido.

“Eu posso fazer a Minhoca comer seu irmão”, Beau disse ao Rei dos Sonhos.

O Rei dos Pesadelos, percebendo que havia perdido, não conseguiria escapar e não tentou.

“Não”, suspirou o Rei dos Sonhos. “É a natureza dele.”,

Normalmente Beau teria feito isso de qualquer forma, mas, novamente, a parte da lua que ainda vivia em seu coração fez com que ele mandasse a Grande Minhoca para longe, de volta para sua terra natal, sem que nunca retornasse aos campos dos sonhos. Beau manteve o coração da Minhoca para si e o Rei dos Pesadelos retornou para sua torre, derrotado ao menos por algum tempo.

No entanto, Beau não havia terminado. O irritava que o Rei dos Sonhos e os Apanhadores não fizessem nada para se defender. Ele odiava o fato dos Apanhadores tomarem o que quisessem sem pagar suas dívidas. Então ele subiu no topo da torre do Rei dos Sonhos e rugiu em uma voz tão poderosa que até a névoa tremeu e os sonhos silenciaram por algum tempo.

“ESCUTEM-ME”, ele rosnou.

Os Apanhadores escutaram.

“VOCÊS NÃO PODEM APENAS PEGAR ESSES SONHOS. VOCÊS PRECISAM TER UM PROPÓSITO. OLHEM.”

Ele apontou para um dos monstros alados, circulando a névoa procurando por alguma minhoca que houvesse sobrado e observando os Apanhadores.

“LUTEM”, Beau ordenou.

E um dos Apanhadores arremessou seu cano para cima. Ele atravessou o coração do monstro pássaro e o que escorreu dele era tão doce quanto o sonho. Daquele dia em diante, o Rei dos Sonhos tinha um exército e Beau podia pegar quaisquer sonhos que quisesse como pagamento por sua ajuda.

E é por isso que eu tenho bons sonhos.

16 comentários :

  1. L.A., você poderia, por gentileza, colocar o link pras outras partes? Eu leio pelo celular e não consigo achar onde a história começa :/

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    1. Pronto. Vou tentar lembrar de colocar links nas próximas partes.

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  2. alguém sabe me dizer qual a pronúncia correta do nome Beau?

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    1. Isso só é mencionado perto do fim da história, mas como vai demorar mais um bocado pra chegar nessa parte e como eu tenho certeza que tem mais alguém em dúvida, a pronúncia seria "bow".

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    2. aaaaa muito obrigadaaaa 💓

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  3. Melhor creepy!! Fico contando os dias para um novo post.

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  4. Que série maravilhosa. Mal posso esperar pelo restante.

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  5. Épica, única creepy que parece tirada dos contos-de-fadas :D

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  7. Atualmente essa é minha série preferida! Ta sendo mt dolorosa a espera pelas proximas partes :/

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