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Garotinha

8 comentários
Fiquei até mais tarde na empresa, o que significa que já está em um horário avançado.

Esta cidade é muito pequena e rural, então na voltar para casa passo por trechos cercados somente por plantações e árvores.

Lembro-me fortemente de minha primeira volta após o anoitecer nessa estrada e isso me assombra todas as vezes que passo por aqui.

Tinha acabado de ser transferido para China, ainda era muito imaturo, e nesse fatídico dia cometi o pior erro da minha vida.

Alguns quilômetros à frente há uma pequena fazenda, creio que uma das crianças da casa saiu à noite naquela ocasião, pois quando passava em frente ao local, tarde demais para qualquer reação, vi uma figura - parecia uma menina, mas não tenho certeza já que foi muito rápido - tentar atravessar a estrada correndo.

Me acharão um monstro pelo que fiz a seguir, mas é preciso saber antes de me julgar que não é um comportamento incomum na China.

Aqui, segundo as leis de trânsito, em caso atropelamento se o lesado ficar incapacitado, o atropelador deverá pagar indenização durante toda a vida da vítima. Já se ocorrer a morte, a quantia destinada a família do que partiu é significativamente menor.

Sim, passei mais uma vez com o carro para certificar-me que não sobraria uma testemunha.

Me odeio cada vez que lembro disso, era uma criança, meu deus.

Me arrependo profundamente do que fiz, mas não posso voltar no tempo e corrigir meu erro.

Balanço a cabeça para me livrar desses pensamentos e voltar a prestar atenção na estrada, buscando evitar que algo assim ocorra novamente.

Me surpreendo ao notar uma pessoa solitária caminhando no asfalto.

Ao aproximar-me percebo que é uma mulher muito bonita de longos cabelos negros, provavelmente é nativa. Ela usa um vestido de verão e não tem mais nada consigo.

Tento formar teorias do motivo para ela estaria ali, mas não chego a conclusão nenhuma, a não ser de que ela precisa de ajuda.

Parei ao seu lado e abri a janela do carro, pareceu se assustar um pouco. Era esperado, afinal ela é uma mulher sozinha no meio do nada abordada por um completo estranho.

- Senhorita, precisa de ajuda? - Pergunto, e ela me responde balançando a cabeça positivamente. - O que aconteceu? Teve problemas com o seu carro?

- Sim, senhor. - Parece muito tímida.

- Venha, entre no carro. Está indo em qual direção?

- Para Leste. Pode me deixar no próximo posto de gasolina.

- Ok. Entre. - Digo destrancando a porta.

E assim ela o faz. Penso que deve ser muito introvertida, pois sentou-se com as mãos nas coxas e de cabeça baixa. Ela não diz uma palavra por alguns minutos.

E então pude avistar a fazenda.

Quando passo por onde aconteceu o acidente estremeço com a lembrança, viro minha cabeça na direção da qual veio a criança anos atrás, olhando pela janela do carona.

- Mas o que? - me assusto ao perceber que a criatura do meu lado não é mais a bela mulher que entrou em meu carro.

- Cuidado senhor, não quero que você mate mais ninguém... além de mim.

8 comentários :

  1. É bem legal ,mas tente criar uma coisa menos previsível

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  2. Deixem a cor dos comentários um pouco mais escura, eu gosto de vir ler o que o pessoal ta falando, mas ficou muito claro e eu não consigo ver quase nada.

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  3. Eu gostei, mas sla. Foi meio normalzinha

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  4. É um plot clichê, mas isso não significa que é ruim, apenas que é mais previsível. Foi bem escrita, só sentia que podia ter um pouco mais de desenvolvimento.

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  5. Não é ruim, mas eu sofri pra ler a história por completo, mesmo sendo curtinha. Os erros gramáticas atrapalham a continuidade do conto.

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