25/03/14

Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 5)

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Post #5

Já chega! Já chega! Nunca mais vou por os pés naquela ilha. Já decidi viajar de volta para minha casa. Pensei muito antes de digitar esse post, por honra à minha sanidade. Mas tenho que explicar o que aconteceu. Eu devo explicar para vocês.

Eu acordei no meu quarto no hotel, e não me lembrava de nada. Meu amigo estava lá, e me explicou sobre o que aconteceu comigo. Conversamos um pouco, e ele teve que sair para trabalhar. Deitei confortavelmente na cama e liguei a TV. A TV iluminou o quarto e percebi a câmera que meu amigo tinha me emprestado. Pulei da cama para pega-la e decidi ligar para verificar se deveria por para recarregar. Assim que liguei percebi que tinham apenas alguns minutos sobrando para gravação. Quando aceitei a câmera emprestada, ela tinha quase duas horas livre para gravação. O que significava que eu tinha gravado alguma coisa. Mas era impossível! Eu fiquei na ilha por menos de meia hora. Uma mórbida curiosidade tomou conta de mim, e decidi conecta-la à TV para assistir.


O vídeo iniciava no momento em que eu acenava me despedindo do meu amigo e começava a minha caminhada pela ilha. Depois de algum tempo de caminhada percebi que eu estava seguindo para a seção das aves.

Saibam que eu não me lembro de nada disso.

Eu estava procurando por alguma coisa que pudesse responder algumas dúvidas. Segui para a área da manutenção atrás dos grandes viveiros, e fui burro o suficiente para entrar e fechar a porta. Lá dentro não estava tão escuro. Havia luz o suficiente para enxergar, mas também havia escuridão o suficiente para deixa-lo desconfortável. Era um quarto cheio de sacos de sementes para aves; alguns sacos abertos espalhando sementes pelo chão. Em um canto iluminado, havia um balde com algumas navalhas ao lado.

Imagino as coisas que faziam com aquilo.

Eu continuava andando pelo local mal iluminado quando encontrei uma sala com várias placas espalhadas pelo chão. Parecia que foram arrancadas por alguém e jogadas de qualquer jeito no quarto dos fundos. Apoiei a câmera em algum lugar e pude me ver enquanto apanhava uma das placas e a olhava surpreso. Depois de algum tempo analisando, virei a placa para a câmera mostrando que era uma das placas que exibiam informações sobre os pássaros, porém nessa havia um pentagrama entalhado.

Nesse momento eu tive que parar de assistir para por as ideias em ordem. Depois de me acalmar continuei o vídeo, preparado para o pior.

Continuei o vídeo no momento em que eu pegava outra placa para mostrar para a câmera. Nessa placa havia uma cruz invertida com um tipo de Mickey Mouse muito mal feito pregado nela. Pus a placa lentamente no chão e um estouro me fez pular. Fiquei parado ali por uns 10 segundos antes de algo me fazer agarrar a câmera e sair correndo. O vídeo cortava para mim, andando pelo parque que agora já estava bastante escuro. Eu andava rapidamente, usando uma lanterna para me guiar. Estava tudo estranhamente quieto. Os únicos sons eram os de passos leves e provavelmente o da minha respiração ofegante. O vídeo continuava assim por uns 10 minutos antes de cortar, dessa vez para o que parecia um banheiro. Eu estava ajoelhado no chão, encarando a parede de lona. Eu estava ali ajoelhado como se estivesse sem forças. Me virei para a câmera e comecei a soluçar.

Era desconfortável assistir isso.

Depois de alguns segundos soluçando, uma voz distante e feminina exclamou “pare!”. Fiz como ela comandou. Hesitei por um instante e de repente comecei a gritar e rasgar a grossa parede de plástico.

De repente o vídeo cortou para uma nova cena. 

--------------------radionick.wav----------------------------------------
Dessa vez eu estava em um tipo de quarto de segurança. Todas as TV´s estavam funcionando perfeitamente. Todas mostravam partes diferentes da ilha. Vários visitantes agitados se moviam pelo parque. A minha câmera focava a data no canto de uma das telas, “1999”.

Acredito que seja a data em que o parque foi fechado.

Logo a minha câmera mudou o foco para uma TV que mostrava um homem pulando uma cerca e seguindo para a floresta. O vídeo de segurança começou acelerar e parou na cena que jamais esquecerei.

Todos os visitantes do parque que apareciam em todas as TVs começaram a tapar os ouvidos e se dobrar em agonia.

As únicas pessoas que não pareciam afetadas eram os funcionários que aparentavam não acreditar no que estavam vendo e logo tentaram acudir os visitantes. Tentavam sacudir as pessoas, ou até mesmo bater nelas. Mas os visitantes continuavam dobrados e gemendo com as mãos nos ouvidos. Um dos funcionários apontou para cima gritando algo para os outros funcionários, e logo todos os funcionários começaram a correr, fugindo de alguma coisa. Então percebi algo que parecia um grande nevoeiro negro cobrindo os visitantes com uma velocidade surpreendente. A coisa nem parecia realmente um nevoeiro; parecia um tipo de massa negra que obscureceu todas as câmeras de segurança. E nesse momento, uma leve voz falou por trás da minha câmera.

A câmera virou para trás, mostrando... uma mulher fantasiada de branca de neve encarando a câmera!

“Já encontrou o Nick?” Ela falou com um leve toque de ironia.

Nesse momento ela se distorceu em uma transformação terrível! Suas órbitas ficaram escuras, seus olhos saltaram e ficaram brancos e a cabeça dela se inclinou violentamente para o lado com um estalo muito alto. Sua mandíbula se deslocou e quase tocou no ombro quando ela soltou um grito. Foi um grito tão alto que distorceu o áudio. Ela esticou os braços para frente e avançou para a câmera, antes do vídeo cortar.

Eu estava andando no que parecia um tipo de praça. De vez em quando eu espiava dentro de alguma barraca ou tenda; e em todas eu encontrava um pentagrama invertido desenhado com o que parecia sangue no chão ou na parede. O meu silêncio me preocupava. Sussurros se tornaram audíveis, eram muitas vozes. Logo começaram a surgir mais e mais sons de passos acompanhando os meus. Meus passos aceleraram e eu tinha parado de checar as cabanas.

Eu já estava me preparando para parar definitivamente de assistir ao meu próprio vídeo, mas reuni coragem o suficiente para continuar.

No vídeo, eu parava de repente, enquanto os sussurros e passos se aproximavam mais. A câmera virou rapidamente para trás, mas não captou nada e os sussurros e passos pararam. Eu soltava um suspiro de alívio, ou pelo menos era o que parecia. A câmera virou para trás outra vez, mas dessa vez já tinha uma coisa ali, era um...

não

eu não posso estar louco

Era um Mickey Mouse! Agora era uma droga de Mickey que estava ali! Em pé no meio de uma praça abandonada olhando para minha câmera! E ele falou!

“Já encontrou o Nick?”

Aquele Mickey bizarro começou a tremer violentamente e seus olhos explodiram, espalhando sangue para fora de suas órbitas. Surgiu um grito desconhecido, e ainda no meio da explosão o vídeo cortou outra vez.

Agora a lente da câmera estava manchada com sangue. Eu estava soluçando outra vez enquanto carregava a câmera e andava pela floresta. A câmera tombou para frente e quase a deixei cair. A câmera abaixou para mostrar um braço que estava saindo do meio de uma moita e tentava agarrar meu tornozelo. Me afastei rapidamente bem na hora em que o resto do corpo que pertencia ao braço se arrastava para fora da moita.

Eu conhecia muito bem aquela coisa. Ele poderia ser uma versão mais doentia, mais magra e pálida. Mas eu já tinha visto aquela coisa em minha infância.

Mogli! O protagonista do Livro da Selva!

Mas esse Mogli era pálido, e mostrava estranhamente mais contraste que o resto do ambiente. Seu cabelo tinha caído deixando apenas alguns fios pendurados. Eu começava a gritar histericamente por ajuda.

Larguei a câmera e ela caiu com a lente virada para cima, mostrando vários Moglis pulando pelas árvores.

Meu Deus! Eles rugiam e gritavam como animais selvagens atacando em bando.

Meus pés saíram da visão da câmera enquanto os Moglis pulavam em minha direção, também sumindo da vista da câmera. Depois tudo ficou silencioso, e a câmera ficou no chão por uns trinta segundos.

Reapareci na frente da câmera e a peguei. Andei pela floresta por um tempo ate chegar a um penhasco. Tive que pular uma cerca para chegar lá. Agora a imagem gravada pela câmera só mostrava o penhasco. A imagem continuava chegando para frente, se aproximando da beira e descendo. Não, descendo não. Caindo!


Chega! Chega! Não quero saber de mais nada. Já chega de ser curioso. Já chega de procurar respostas. Já chega! Me recuso a analisar tudo o que foi gravado. Me recuso a me aprofundar nisso. Estou acabando com esse blog. Esse será meu último post. Sei que esse pode ser um fim muito anti climático, mas eu sinceramente não dou a mínima!

Sintam-se livres para me chamarem de louco ou discutir teorias; apenas saibam que não responderei nenhuma pergunta. E não! Não vou postar o vídeo. Eu já digitei tudo o que eu queria que vocês soubessem. Não posso posta-lo e nem quero esse vídeo na internet. A única coisa que vou postar é essa imagem que achei em minha câmera.



Adeus a todos, e já chega.

Não quero mais isso.


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Creepypasta original escrita por TheZayxe

Conheçam a Ilha do Tesouro clicando aqui


29 comentários:

  1. Final tenso. É tudo que posso dizer. Ainda estou tirando minhas conclusões sobre...

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    1. À propósito, aquele audio, o radionick.wav, é código Morse ou o que? Se for, alguém sabe o que significa?

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    2. AGNES FOI MAL ME ARREPENDI DE TER TE CHAMADO DE PIRANHA!
      ~le PIRANHAS ME PROCENSSANDO POR DANOS MORAIS

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    3. Ok, ok, agora alguém me responda: Isso é Código Morse or not?

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Pelo que parece, é, eu só consegui identificar umas letras

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    6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Wow esse final me lembrou o jogo Outlast, essa serie foi ótima parabéns Alexandre

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    1. VOCE DEVE TER ACHADO QUE E UM ESPELHO!

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    2. pelo menos eu não sou o papai Smurf disfarçado.
      :D

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  4. Q SERIE PHODA, ACHO QUE DEPOIS DISSO OS SERES ALI VAO NA SELVA VERDE D ASSADO ABACAXI COM UMA CENTOPEIA HUMANA DE UNICORNIOS AZUIZ COM AZAZ DE CARAMUJO E OLHOS DE MINHOCA!

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    1. Ai meus ouvidos CARA!!!, para de gritar heueheuehueheu

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    2. O caps lock desse cara já foi mais usado que cu de estuprador em cadeia federal.

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    3. EI MATHEUS ACHO QUE SEU CAPS LOCK TA LIGADO CARA RSRSRSRSRS

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    4. Larga a mao de ser ridiculo cara :v , fica ai pagando de zoeiro pra aparecer... tsc tsc

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  5. Se o cara continuar vendo os videos ele vai acabar encontrando a pinkie pie querendo matar ele huashuashuashuashuas

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  6. Gente... Não foi exatamente o que pensei, mas... QUE FODA, muito boa a creepy, gostei bastante do final, apesar de não ser tão bom quanto pensei, mas ficou muito boa. Valeu por nos trazer essa creppy Alexandre!! :3

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    1. Eu pensei que ele ia fazer à la 1000 Vultures, mas me enganei.

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  7. No começo parecia que seria mais...realista...Mas quem não gosta do sobrenatural?
    Gostei muito, que venham mais creepys desta :D

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  8. Legal, teorias conspiratórias, rituais, satanagens...mas a série Penapal(1000Vultures) continua sendo a melhor q já vi por aqui.

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  9. UHOU QUE FODA! Tá, não foi um final muito realista mas foda-se eu amei.

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  10. Quase certeza de que o áudio é um código morse. Procurei alguns tradutores (não manjo de código morse q) (audio wave to text) mas não consegui muito. Se alguém conseguir traduzir, comenta ae.

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  11. EU QUERIA UM FINAL MAIS REALISTA. MUDANDO DE ASSUNTO, POR ONDE ANDA GIOVANNI, O ASPIRANTE A ESCRITOR?

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  12. Série foda D+, me lembrou uma outra creep sobre um parque da Disney. Esse final foi tenso... Gostei, parabéns Alexandre!

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