07/07/2011

Rugrats: O episódio perdido (Chuckie’s Mom)



Você se lembra dos Rugrats, aquele desenho infantil da Nickelodeon? Bom, uma coisa que você provavelmente não sabia, é que o criador do show, Gabor Csupo, inicialmente havia planejado uma versão de Rugrats chamado "Rugrascals", para ser reprisado a noite, com humor muito mais adulto.

Contudo, já que todos os canais principais acharam o piloto (Primeiro episódio) do programa muito perturbador, eles se recusaram a transmitir o show, e como resultado, ninguém nem chegou a ouvir falar sobre isso. No entanto, uma estação em Wellington, Nova Zelândia, se enganou e reprisou o desenho no período da manhã, achando que era apenas um episódio normal de Rugrats. O episódio piloto (E único) do programa se chamava “Chuckie’s Mom (A mãe de Chuckie)".

A introdução começou normalmente, porem no final, quando Tommy joga o leite na tela, o efeito sonoro era muito mais alto do que o normal, e o leite simplesmente permaneceu lá por cerca de 10 segundos. Então o nome do episódio apareceu no meio da tela. Tudo começou como um episódio normal, com os bebês brincando e conversando no cercadinho. Eles começaram a falar sobre suas mães, quando de repente, Chuckie teve um flashback.

No flashback, Chuckie estava no hospital ao lado de sua mãe na cama, que estava morrendo de uma doença desconhecida. Ela cantava "Você é meu sol, o meu único raio de sol" para Chuckie com uma voz muito fraca, como se ela estivesse prestes a morrer, mas quando ela cantou a segunda estrofe da canção, ela começou a tocar ao contrário. Uma foto de Chuckie apareceu na tela, em frente de uma filmagem ao vivo de uma galinha sendo decapitada, o que de acordo com algumas pessoas, serve para representar a morte. De repente, Chuckie se vira e grita, e quando olha para sua mãe, o rosto dela tinha um boca real de um homem colado nela, dizendo: "Não se preocupe Chucky, é hora de eu seguir em frente", com uma voz de homem.

Um monte de clipes aleatórios em live action foram mostrados, que representavam a morte, como uma vaca andando em uma caixa com a palavra "abatedouro" cruelmente desenhado ao lado, imagens do motim de Los Angeles, desenhos e outras imagens reais de um homem sofrendo de AIDS, e em seguida, morrendo. Você pode ouvir Chuckie gritando o tempo todo. Uma foto da mãe do Chuckie aparece novamente, desta vez com um bico de galinha colados em sua boca, dizendo: "Você não se lembra onde tudo começou?" O episódio então corta para cenas reais de ultra-sonografias de um parto. Cerca de 1 minuto depois dessas cenas, você ouve mãe do Chuckie dizer "Você não é um garotinho de sorte, Chuckie?", e então um feto de manequim apareceu.

Neste momento, você vê Chuckie sair do flashback, tendo uma convulsão. Tommy, Phil e Lil estavam chorando, e um médico tentava acalmá-lo, dizendo: "Chuckie? Chuckie? Voce pode me ouvir?" com uma voz severa. Eventualmente, depois de tossir e vomitar bastante sangue, Chuckie volta aos seus sentidos. Vemos então o episódio do ponto de vista do Chuckie, vendo Tommy, Phil, Lil e o médico com bicos de galinhas reais em seus rostos, cacarejando. Uma foto de uma criança muito parecido com Chuckie aparece gritando, e a câmera dá um zoom em seu rosto.

Após isso, os créditos normais apareceram, seguidos de 15 minutos de estática, já que o canal não tinha mais nada para passar. Surpreendentemente, embora o episódio tenha sido assistido por muitas crianças, apenas um adulto que estava assistindo (Eu) tem falado sobre isso até agora. Fiquei muito confuso, ao descobrir que as taxas de suicídio de crianças haviam aumentado drasticamente na Nova Zelândia naquele ano.

28/06/2011

The Grifter

The Grifter é um vídeo que foi mencionado pela primeira vez no fórum de imagens do /x/ (4Chan).

Dizem que quem assistí-lo passa por uma experiência de redenção da alma, mais aterrorizante do que qualquer coisa que se possa imaginar.

O link abaixo possui alguns comentarios sobre o video, tirado do forum do 4chan:

http://images.wikia.com/creepypasta/images/3/3a/The_Grifter.jpg

Abaixo, a tradução da pagina do forum:

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ARQUIVO /x/ No. 2411742
Assunto: The Grifter


As postagens nesse fórum alegam a existência de um vídeo tão perturbador que leva à aquele que assiste sensações de náuseas, pesadelos e até mesmo suicídio. Aqueles que disseram tê-lo assistido disseram que se sentiram "mudados". Status da veracidade do vídeo: INCONCLUSIVA.

the_solipsist: Eu queria não ter assistido... merda ... eu realmente me sinto perturbado; como se eu tivesse arruinado algo dentro da minha alma... nunca mais serei o mesmo... merda

Anônimo: Droga, alguém tem o link pra ver? Eu quero vê-lo já faz muito tempo mas não consigo encontrá-lo em lugar algum...
Meus amigos que assistiram disseram nunca mais serem os mesmos.

the_solipsist: acredite em mim... você não vai querer ver isso... espero que não seja você vic... :(

Anônimo: vai se foder OP.
eu já tinha quase me esquecido dessa merda. obrigado
acho que não vou dormir essa noite.

Anônimo: é um vídeo postado aqui em 2008... eu não sei exatamente o que é porque não tive bolas para assistí-lo. todos que assistiram reclamaram de terem pesadelos e não eram sequer capazes de descrevê-lo. a maioria das pessoas não queriam nem falar sobre isso. tinha no youtube originalmente, mas o tiraram bem rápido... vou ver se encontro um rs (N/T: Não consegui descobrir o que é "rs" sem ser a risadinha de internetês...rs) dele.

Anônimo: bom, não era snuff ou qualquer coisa do tipo aparentemente é só um áudio visual esquisito com alguma coisa andando no fundo que criou essa sensação estranha... pessoas disseram ter ficado doentes, terem pesadelos... aparentemente algumas se mataram mas eu não sei se alguém pode me confirmar isso... de qualquer forma é muito estranho.

the_solipsist: eu prefiro não falar sobre isso. só me deixe dizer que foram os piores 2 mins da minha vida... eu preferia bater uma pra 3 guys 1 hammer (N/T: achei melhor não traduzir porque acho que é nome de algum vídeo tipo 2 girls 1 cup, curiosos, fiquem à vontade XD, o MedoB. não se responsabiliza!) 10000 vezes antes de ver essa merda de novo... PIOR. MINDFUCK. DE TODOS.

Anônimo: Não, esse não é o certo. O que eu vi ano passado é difícil de descrever; tem esse cara ao fundo durante todo o tempo (aparentemente ele é o "Grifter") e tem um monte de merda acontecendo na frente... Tipo uma pia cheia de larvas ou algo assim, e a pintura nas paredes estava literalmente derretendo/se soltando e caíndo. A coisa toda me lembrou o filme Begotten mas em DMT e x 1000 (N/T: Begotten é um filme experimental de horror dos anos 90 que é baseado no Gênesis, DMT eu não sei =/)... realmente uma cena de pesadelo. Muito real. Em cores, mas super escuro e granuloso... TOTALMENTE FODIDO. O resto eu não consigo lembrar. Eu não quero.

Anônimo: MERDA por que você teve que me lembrar?? porra você não se lembra da cena onde ele segura um cachorro que chora que nem um bebê humano? e ele fica só segurando pela nuca no alto o tempo todo? MERDA... merda de combustível pra pesadelo :( :( sério, aquele vídeo mudou a minha vida.

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Os poucos que assistiram ao vídeo foram encontrados mortos em suas próprias casas, com apenas uma coisa em comum: Uma estranha boneca, escondida em algum lugar de suas casas.

O vídeo (AVISO: NÃO ASSISTA SE VOCÊ FOR MUITO SENSIVEL):

Genocide City



Fases deletadas em videogames sempre foram uma fonte de fascinação para os jogadores, e um dos exemplos mais conhecidos deles são as quatro zonas deletadas em Sonic 2: Hidden Palace, Wood Zone, Dust Hill e Genocide City estão todas listadas na tela de seleção de fases disponível no beta de Sonic 2. A Hidden Palace e a Wood Zone podem ser parcialmente jogados, e há uma imagem antiga do Preview do Sonic 2 do que se acredita ser a Dust Hill.

Genocide City, no entanto, é um mistério. Selecionando-o na versão Beta vai simplesmente carregar uma tela em branco onde o Sonic vai instantaneamente cair e morrer. A falta de informação e o nome excessivamente ameaçador fizeram desta zona um dos maiores mistérios no mundo dos jogos. Recentemente, consegui adquirir o que foi descrito como uma versão Beta mais completa de Sonic the Hedgehog 2, que tinha todas as fases deletadas completamente intactas e totalmente jogáveis. Eu estava perplexo ao descobrir que tal coisa existia, uma vez que quase todas as fases deletadas são cortadas, porque elas nunca foram concluídas, mas a descrição do jogo que baixei alegou que todas as zonas estavam completas, e que foram removidas por uma razão inexplicável.

Eu comecei a jogar o Beta. Alem do Tails não estar presente no jogo em si (ele estava na tela de título, porem), o jogo parecia idêntico à versão final. Depois de completar Emerald Hill e Chemical Plant Zone, no entanto, o jogo me transportou para a Dust Hill. Dust Hill era muito semelhante à foto dela na Preview; um nível com tema de deserto. A música banjo estranhamente lenta tocando no fundo era um pouco inquietante, mas tudo o resto se pareceu muito bem com uma fase do Sonic 2.

O chefe Robotnik estava em seu veículo padrão com braços robóticos, segurando seis armas de tiro pesado. Depois de Dust Hill, passei por Aquatic Ruins, Casino Night, e Hill Top Zone, sem nenhuma diferença do jogo final. Após Hill Top, fui para Wood Zone. Como Dust Hill, este se encaixa perfeitamente em um jogo do Sonic, com exceção de algumas texturas estranhas nas plataformas de madeira talhada, que se pareciam com rostos. A música tinha uma sensação tribal, e eu lutei contra Robotnik em algumas plataformas flutuando sobre um buraco cheio de espinhos. Ele usava um machado grudado em seu veículo para destruir as plataformas e atacá-lo.

Na Mystic Cave Zone, percebi a primeira diferença da versão final, além dos níveis adicionados: eu coletei a sétima e ultima esmeralda do caos na mesma, porem não recebi nenhuma mensagem sobre o Super Sonic, apenas uma mensagem dizendo "Sonic Got Them All!". Eu também não podia me transformar em Super Sonic. Depois de terminar Oil Ocean, fui para a Hidden Palace Zone. Era muito parecido com a mais conhecida versão Beta. Não havia nada de estranho, até que cheguei ao fim do segundo ato. Tails estava amarrado na Master Emerald e Robotnik estava voando sobre ele, fazendo uma animação de risada. Então Sonic se transformou em Super Sonic, e passou voando pela Master Emerald, agarrando e salvando Tails, logo antes de Robotnik disparar um feixe gigantesco na esmeralda, estilhaçando-a. Recebi uma mensagem dizendo "Sonic Saved Tails! (Sonic salvou Tails!)", e a tela escureceu. Reapareci na Metropolis Zone, e a partir de agora, eu podia me transformar em Super Sonic com 50 anéis, e Tails estava sempre me seguindo. O resto do jogo foi exatamente como na versão normal. A Genocide City nunca apareceu.

Confuso sobre a ausência da fase perdida, eu procurei na internet e tentei encontrar informações sobre a versão que havia acabado de jogar. Não consegui encontrar nada, então eu decidi tentar jogar o jogo novamente, só que desta vez sem pegar as Esmeraldas do Caos.

Tudo no jogo foi idêntico, até eu chegar no final da Hidden Palace novamente. Tails ainda estava amarrado à esmeralda e Robotnik estava voando acima dele. Sonic correu em direção à esmeralda para tentar salvar Tails, mas Robotnik disparou um raio de energia na diagonal, batendo no Sonic e fazendo ele cair pra trás. Robotnik atirou seu feixe enorme de laser na Master Emerald, acertando Tails junto desta vez. Eu ouvi um grito muito agudo e alto, que eu achei que era supostamente a voz do Tails. Quando o feixe sumiu, Tails e a Master Emerald desapareceram sem deixar nenhum rastro. Robotnik fez uma animação rindo, e voou para longe. Sonic fez uma animação que eu nunca tinha visto antes: ele caiu no chão e ficou deitado ali. As palavras "You Coudn’t Save Him (Você não conseguiu salva-lo)" apareceram, e a tela escureceu.

A zona seguinte, como eu esperava, era a Genocide City. Quando a fase surgiu, uma tela em branco apareceu, assim como no Beta que todos conhecem. Sonic caiu no fundo e morreu. Eu tinha 14 vidas quando cheguei lá, e esta seqüência de morte se repetiu mais 13 vezes. Quando eu tinha apenas mais 1 vida, porém, a fase finalmente carregou por completo. A melhor maneira que posso descrever os gráficos, é que eram uma combinação da Chemical Plant e da Metropolis Zone, com muitos objetos no fundo em chamas. A música parecia ser um remix da música da tela de título, mas tocada com nada além de tons graves e fundos. Não parecia haver nenhum anel na zona, então como eu só tinha mais uma vida, continuei com muita cautela. Também não parecia haver nenhum inimigo na zona; em seus lugares foram colocados os animais que você salva dos badniks, deitados no chão, sem se mexerem.

Mais e mais animais apareceram enquanto eu ia cada vez mais longe da fase. Logo depois, o chão estava coberto com eles. Os únicos desafios que apareceram na fase foram algumas seqüências simples de plataformas e momentos que eu tive que saltar sobre buracos no chão para que não caísse em um mar de fogo. Depois de passar pelo que parecia ser uma fase normal do Sonic 2 em termos de duração, finalmente cheguei na placa do final da fase. Havia um pequeno buraco no chão antes da placa, então eu o pulei e terminei a fase. Depois de girar a placa, porem, ao invés de correr para a direita como ele normalmente faz, Sonic virou-se e ficou olhando na direção do buraco por cerca de 30 segundos. Então ele subitamente correu em direção à ele, caindo para sua morte.

Apareceu a tela de Game Over. Eu havia me esquecido que tinha conseguido um monte de Continues no início do jogo. Selecionei a opção YES para continuar jogando, mas eu ouvi apenas um barulho meio que ensurdecedor, como os que outros jogos fazem quando você escolhe uma opção que não é permitida. Tentei mais algumas vezes, mas o jogo claramente não iria me deixar continuar. Finalmente selecionei NO, e uma tela de Game Over semelhante à tela do final ruim de Sonic 1. Exceto que, em vez de fazer malabarismo com as esmeraldas, Robotnik estava fazendo malabarismo com os corpos das criaturas que você salva dos badniks. Eu tive que desligar o jogo para ficar longe daquela tela.

Eu estava muito perturbado e assustado com o que tinha acabado de ver. Isso certamente explicava porque Genocide City havia sido removido do jogo final, mas eu não conseguia entender o que fez a SEGA sequer pensar em fazer algo assim. Mesmo que já tivesse passado pelo jogo inteiro e visto o final bom, eu sentia que tinha que fazer isso de novo, que eu não poderia deixar o jogo do jeito que havia deixado da ultima vez. Então, pela terceira vez no dia, eu joguei o Beta do Sonic 2.

A primeira estranheza foi a tela de título; Tails sumiu dela, e o Sonic parecia não notar nisso. Havia apenas um espaço vazio no lugar onde ele deveria estar. Comecei o jogo, e tudo parecia normal até que eu peguei 50 anéis e entrei na primeira fase de bônus. Em vez de anéis vindo até mim, apareciam onda após onda de bombas. Desviei delas durante o tempo que consegui, mas eventualmente fui atingido. Em vez de fazer a animação de perder os anéis, o Sonic fez uma animação de morte, e a fase de bônus terminou. A tela de resultados mostravam 0 para todas as estatísticas, mas a mensagem no topo era diferente; em texto preto sólido, ela dizia:

"You Can't Bring Back The Dead (Você Não Pode Trazer os Mortos de Volta)".

Ficando realmente com muito medo neste ponto, eu peguei mais 50 anéis o mais rápido que pude, mas a fase de bônus que eu entrei era idêntica, terminando com a mesma mensagem de antes. Apaguei o beta de meu computador e baixei-o novamente para que eu pudesse ter o bom final novamente. Eu quase gritei quando vi a tela de título sem o Tails nela novamente, e como eu já temia, a fase de bônus impossível aparecia novamente. Mas desta vez, a mensagem que apareceu quando eu morri era diferente:

"You Can't Reverse Your Mistakes (Você Não Pode Mudar Seus Erros)".

Eu estava completamente apavorado, e fui preso à crença irracional de que se eu pudesse obter o bom final novamente, tudo seria bem melhor. Eu fui para um computador diferente, baixei o Beta e a mesma porra de tela de título voltou a aparecer. Agindo por instinto neste ponto, fui para a fase de bônus novamente. A mensagem desta vez:

"You Have To Accept Your Mistakes (Você Tem Que Aceitar Seus Erros)".

Eu apaguei o Beta deste computador também. Achava que os computadores estavam compartilhando uma mesma fonte de internet, e que havia a possibilidade de isso ter sido algum tipo de piada ou vírus. Eu fui pegar o meu confiável Mega Drive e peguei o cartucho do Sonic 2 que eu já tinha há 17 anos. Se eu simplesmente pudesse ver o Tails nele, sabia que tudo ficaria bem.

Mas eu ainda não tive coragem para arriscar. Cada parte racional de mim sabe o Beta não poderia afetar meu cartucho, mas estou com muito medo, medo do que vai acontecer se eu ver a tela de título sem o Tails nela. Eu sonho com isso todas as noites, mas eu só sei que isso poderia ficar muito pior do que já está.

Sonic the Hedgehog



Quando criança, eu realmente gostava de jogar os jogos do Sonic the Hedgehog no SEGA Mega Drive. Infelizmente, quando a nostalgia bateu-me em uma noite, eu descobri que nosso console quebrou quando nos mudamos, ou seja, minha mãe jogou fora todos os meus jogos antigos.

Decidindo procurar por Mega Drive usado no eBay, me deparei com um que tinha um preço muito barato de 6 reais, incluindo a entrega. A descrição me informou que ele também vinha com uma cópia de Sonic the Hedgehog 1, porem verificando com mais atenção, eu notei que o papel do cartucho parecia ter sido arrancado, e uma etiqueta fora cruamente colocada na frente, com o nome do jogo rabiscado nela.

Eu nem liguei muito pra isso e decidi dar um lance na compra. Estranhamente, ao invés da compra ser confirmada somente no dia seguinte, eu imediatamente ganhei o console. Procedi com o pagamento, deixei meu feedback, e ele chegou em torno de três dias. O Mega Drive estava em condições surpreendentemente boas, considerando o preço; parecia ser completamente novinho, exceto pelas impressões digitais borradas. Eu soprei dentro do cartucho para que ele funcionasse (velhos hábitos nunca morrem, entende) e coloquei-o dentro do console.

A tela da TV acendeu e piscou. A imagem familiar do logotipo da SEGA apareceu e passou da esquerda para a direita, mas em vez daquele coro familiar gritando “SEGA!”, houve um barulho de explosão de estática que durou mais tempo do que deveria ter durado.

Agora é onde as coisas ficaram mais estranhas. A tela de título estava estragada; tinha lodo negro derramado no mar e o céu estava escuro e relampeando. A música estava mais lenta e com um tom menor da versão original, e quando Sonic apareceu na tela, ele tinha um olhar verdadeiramente aterrorizado e com medo. Pensei que aquilo era algum tipo de hack mal feito ou algo assim. Isto até eu apertar o botão Start.

Vi Robotnik, em gráficos muito mais realistas do que eram possíveis para o tempo do jogo, segurando um coelhinho pelas orelhas. Ele o olhou cheio de malícia e ódio, seu óculos de fundo de garrafa brilhando, quando revelou o facão na outra mão. Ele segurou-a na garganta do animal indefeso e cortou-a. O sangue jorrou de seu pescoço como uma fonte. Robotnik começou a rir, mas era quase como se ele estivesse no quarto comigo; foi tudo tão realista.

O jogo então foi para a Green Hill Zone, onde a música foi substituída por um barulho de zumbido. O fundo da fase era igualzinho ao que estava na tela de título e, novamente, Sonic parecia visivelmente abalado e assustado. Sua pele estava pálida e ele parecia tremer de medo. Quando estava correndo, ele subitamente começou a chorar.

Mesmo assim, eu decidi continuar jogando, só para ver se aquilo era algum tipo de piada cruel. Eventualmente, acabei perdendo os anéis contra um Buzz Bomber. O som que tocou quando perdi meus anéis era de um barulho um pouco mais pesado, e eu ouvi Robotnik rir mais uma vez, seu rosto piscando no fundo macabro. Sonic bateu com tud no chão; eu era incapaz de controlá-lo neste momento, tudo isso enquanto o Buzz Bomber começou a descer e se aproximar sobre o corpo indefeso do Sonic.

O Bomber literalmente esfaqueou Sonic, e tudo que eu pude ouvir eram seus gritos de tortura. Eu não conseguia tirar os olhos dos sprites toscamente animados do Sonic se contorcendo de dor, enquanto o Bomber esfaqueava-o repetidamente. Isso durou uns bons 30 segundos, até o Buzz Bomber sair voando, deixando o cadáver ensangüentado do Sonic para trás. Os gritos diminuíram e a tela ficou preta.

Ouvi murmúrios incrivelmente profundos em algum tipo de linguagem estranha que era, possivelmente, japonês ou coreano. Novamente, o hiper-realista Dr. Robotnik apareceu na tela, mas desta vez, ele estava segurando um Sonic ainda mais realista pela cabeça. Sonic estava chorando, implorando por misericórdia, com medo e terror em seus gritos, mas desta vez, Robotnik não tinha uma faca.

Ele literalmente quebrou o pescoço de Sonic, literalmente; ouvi o som do pescoço se quebrando. Então o jogo mostrou uma cena do Robotnik chutando o cadáver indefeso do ouriço pra longe, sangue voando por toda parte. Os espinhos do Sonic foram se quebrando, enquanto durante todo esse tempo, os sons distorcidos da risada do Robotnik e dos gritos do Sonic estavam tocando.

Uma mensagem apareceu em japonês com uma escolha logo abaixo: Yes ou No. Eu escolhi Yes, de alguma forma ansioso para continuar jogando. Então apareci de volta na Green Hill Zone, mas desta vez, havia túmulos no lugar dos Totens da fase. Sonic estava ainda mais aterrorizado, olhando diretamente para a tela como se estivesse me implorando para não continuar, mas eu senti que tinha que fazê-lo.

Quando Robotnik apareceu, houve uma explosão de sons de estáticos muito altos. O rosto do Robotnik estava contorcido de desgosto para o ouriço, e antes mesmo que eu tive a chance de atacá-lo, a bola de demolição do Robotnik se chocou contra Sonic e esmagou-o contra a lateral da tela. Mais uma vez, os gritos tocaram, porem a tela começou a falhar terrivelmente e ficar cinza, quase igual à estática da televisão.

Antes que tivesse a chance de apertar o botão de desligar e arrancar o cartucho, eu ouvi, muito claramente e com uma voz profunda: "Isso foi sua culpa, e somente sua". Olhei para a televisão e o rosto do Robotnik hiper-realista ocupava a tela inteira.

As palavras “Game Over” brilharam sobre seu o rosto, enquanto eu via a carcaça do Sonic hiper-realista cair em cima das letras, escorregando e batendo no “chão”. Tudo que você podia ouvir era o Sonic gemendo, chorando e perguntando: “Por que você fez isso? Por quê?!”

Eu imediatamente arranquei o jogo do console e joguei os dois diretamente no lixo. Até hoje, nunca mais vi aquele vendedor do eBay. Meu computador deu erro quando fui procurar sua pagina no histórico, e todas as pessoas que eu perguntava nos fóruns da eBay, afirmavam que o usuário nunca tinha existido.

27/06/2011

Meu mundo perfeito, arruinado

DIA 0

Só se passaram algumas semanas desde que eu deixei a minha terra natal. Que bom que finalmente me livrei daquele lugar. Já se fazem anos desde que eu consegui o meu doutorado. Em minha terra natal, porem, não me deparei com nada, exceto decepções de meus colegas e meu governo. Usando toda a experiência que obtive durante todos esses anos estudando engenharia e robótica, eu secretamente construí minha própria nave. Demorou um tempo, mas finalmente terminei-a. Fui embora hoje de meu continente para uma ilha muito maior e inabitada, bem longe da minha nação.

Eu tive que apagar tudo aquilo que o meu corrupto e injusto governo chamavam de progresso. Afinal, este é o mesmo governo que foi o culpado pela morte de minha prima favorita há anos atrás, quando ela pegou uma doença terminal. Este foi o mesmo governo que prendeu o meu avô, nessa época trabalhando muito duro, tentando achar uma cura para a doença fatal dela. Eu sempre quis usar os meus dons para o bem da humanidade, mas mesmo assim eu descobrira, enquanto crescera, que a cultura de minha terra natal não me deixaria. Foi por isso mesmo que eu fui embora, bem longe para alguma ilha ainda não descoberta, numa tentativa de apagar toda a minha nação de minha mente. Espero poder criar uma ilha onde a corrupção e a tristeza não existam. Eu sei que isto pode não ser totalmente possível, mais eu preciso tentar.

Chegarei à minha nova terra pela manhã. Agora preciso descansar.

DIA 1

Eu fui adiante para explorar a ilha. Não há pessoas aqui, mas há uma miríade de fauna. Os animais pareciam ser versões anãs daqueles que se encontravam em minha terra natal. A maioria deles, mesmo aqueles que são considerados selvagens e territoriais, como os ursos e as morsas, têm se mostrado simpáticos e sociáveis para mim. Eu devo ter o cuidado de protegê-los e preservar um ambiente seguro para eles, enquanto construo o meu novo país. Coisas de tal natureza devem ser protegidas, afinal de contas.

Durante minha visita na ilha, eu me deparei com as ruínas de uma antiga e extinta cultura. Aparentemente, eles tinham habitavam a ilha antes, mas não havia nenhum vestígio de seu povo. No centro da estrutura, eu encontrei um grupo de relíquias sobre pedestais. Medo de perturbá-los, eu fiz um teste para determinar a sua composição, na esperança de que aquilo me daria algumas pistas sobre a cultura que morara ali anteriormente. As relíquias pareciam estar emitindo uma grande quantidade de energia. Uma máquina seria facilmente capaz de aproveitá-las como fonte de energia. Com medo de que, se eu fosse ou estivesse sendo seguido pelo meu governo elas cairiam em mãos erradas, eu removi todas as seis relíquias das ruínas. Ao fazer isso, eu acidentalmente reativei o sistema de segurança da estrutura arcaica: uma série de armadilhas que dependem de um fluxo de lava correndo debaixo da terra para ambas a fonte de energia e seu poder de fogo. Como eles queriam que elas estivessem bem protegidas, os nativos obviamente perceberam o poder guardado nessas relíquias.

Terei que desativá-lo mais tarde, depois que eu colocar tudo em ordem. Agora, para poder construir o meu país, devo manter esses animais seguros, assim como as relíquias também. Isso está se tornando mais problemática do que eu inicialmente imaginava, mas eu sinto que vou superar. Todo problema tem uma solução, afinal de contas. Amanhã, eu começarei a construção.

DIA 2

Comecei a construção hoje. A fim de manter os animais fora de perigo, tenho desenvolvido vários sistemas de proteção suspensas. O modelo inicial era uma estrutura de cápsula, que foi projetada para abrigar inúmeros animais de uma só vez, embora o número ainda seja limitado. Afinal, eu não queria que eles ficassem todos presos em um espaço muito apertado onde poderiam se ferir involuntariamente enquanto estivessem inconscientes. Depois de encher alguns modelos que eu ainda tinha, descobri que havia um grande excesso da população. Não querendo que eles fossem feridos pelos robôs que eu havia construído para ajudar com a construção, tive que criar um jeito de abrigar os animais em excesso. Então, eu criei cápsulas portáteis suspensas, e acrescentei-lhes o funcionamento interno de meus robôs trabalhadores. Assim, não haverá confusão e nem animais feridos na hora da construção.

Isso irá abrigá-los e mantê-los seguros. Os animais estarão completamente inconscientes o tempo todo, assim quando todos os problemas forem colocados em ordem, eles irão acordar como se tivessem simplesmente dormido a noite inteira. Mais um problema resolvido.

Já para as relíquias, eu coloquei-as em locais seguros espalhados pela ilha. Cada uma delas está escondida em uma estação de realidade virtual que eu programei como uma barreira. A física sobrenatural e a gravidade em mudança constante no programa tornariam impossível para que alguém roubasse as relíquias lá dentro. Já que eu sou o único que pode desativar os programas, eu também sou o único que pode chegar até eles. Eles estarão seguros, por enquanto. Agora eu posso seguir em frente com a construção de minha nação.

DIA 17

Eu estabeleci a minha base de operações no centro da ilha. Está meio incompleta no momento, mas no momento, o mais importante é configurar o resto da primeira ilha. Os robôs fizeram ir a construção seguir adiante muito mais rápido. Eu já criei uma cidade e uma estrada. Ao menos, minha capital já está terminada.

Deparei-me com uma série de ruínas soterradas e um lago subterrâneo ao construir ambos. Eu construí tudo sobre eles com todo o cuidado para não destruir toda a estrutura. Enviei vários dos meus robôs para dentro das ruínas para investigá-las. Com sorte, eles vão retornar com dados valiosos sobre os primeiros donos da ilha.

Eu tomei a decisão de preservar a costa da ilha do jeito que está. Foi muito difícil eu modificar toda essa beleza natural. Enviei alguns dos meus robôs lá para monitorar a área e manter a atenção à todos os visitantes. Afinal, eu não quero turistas ou funcionários do governo interferindo em meus planos.

Eu continuo me esquecendo de desativar as armadilhas nas ruínas que eu encontrei no meu primeiro dia aqui. Os dias continuam a passar cada vez mais rapidos, eu suponho. Terei que cuidar dele mais tarde.

DIA 18

Os robôs que eu enviei para costa da ilha me alertaram sobre um grave problema nas primeiras horas da manhã. As imagens enviadas por eles pareciam ser de algum tipo de besta. Era diferente de qualquer criatura que eu já havia encontrado. Estou certo de que os zoólogos no continente teriam declarado que aquilo era uma nova espécie de animal. Apesar da intriga inspirada pela criatura, os relatórios indicaram que ele estava atacando, e pior, destruindo meus robôs. Os animais alojados nas cápsulas de suspensão interna dos robôs provavelmente morreriam por causa do choque do processo de animação sendo interrompida inesperadamente. Eu tinha que fazer alguma coisa.

Eu deixei minha base e fui para minha nave, armado, mas não à procura de uma luta. Otimistamente, pensei que talvez este animal simplesmente tivesse se perdido no meio da ilha, e estava reagindo desta forma por medo. Eu esperava poder acalmar a criatura com a minha chegada, e colocá-lo em um gabinete para descansar como os outros animais. E como eu estava errado... Quando cheguei à costa, vi a criatura do alto, atacando a cápsula suspensa que eu havia feito para a área costeira. Desci com a minha nave, e chamei a criatura, em uma tentativa de argumentar com e/ou acalmá-lo.

À primeira vista, a criatura virou-se e pulou em direção ao meu veículo. Desviei do caminho e ativei as armas eu havia instalado, na esperança de dominá-la. Tal tentativa se provou fútil. Ele era muito rápido, tão rápido que eu não consegui dar nenhum golpe nele, e antes que eu percebesse, ele havia tirado e destruído as armas de minha nave. Eu não tinha escolha, a não ser recuar.

Eu voei de volta para a minha base em minha nave; preocupado com a destruição que esse monstro caótico poderia trazer para meu novo lar. Enquanto partia, eu me virei para trás, somente para ver a besta destruindo a capsula. Os animais que eu tinha protegido com segurança saíram convulsionando para fora dos destroços, caindo e mortos logo em seguida. Meu coração se despencou com aquela visão. Eu tenho que fazer alguma coisa para acabar com este monstro.

DIA 19

Os zangões robóticos que eu liberei seguiram a rota da criatura. Ela foi atravessando as ruínas acima do solo, desde meu último relatório. Pelo que eu posso dizer, o monstro está se dirigindo para a cidade que eu recentemente terminei de construir. A capital de meu novo país está inteira por somente três dias, e já está sob ameaça de ataque. Além do mais, ele parece ter encontrado e desativado o dispositivo de segurança no litoral e roubado a relíquia lá dentro. Além de feroz, parece que a criatura é inteligente também. Tolamente, eu havia colocado uma cápsula nos arredores das ruínas, pensando que era seguro. Senti que deveria ir e recuperá-lo antes que a criatura pudesse destruí-la e prejudicar os animais lá dentro.

Eu equipei minha nave com um lança-chamas, esperando que esta besta destrutiva não pudesse sobreviver ao fogo. Quando cheguei, mais uma vez, ele mostrou-se rápido demais para que eu conseguisse acertá-lo. Ele rapidamente arrancou o lança-chamas de minha nave, como uma faca na manteiga. Eu tive que fugir de novo. Eu temo que tenha que bloquear o seu progresso na cidade em si. Vamos só esperar que o meu plano funcione.

DIA 20

Toda a segurança que eu adicionei na cidade ainda assim não conseguiu manter a criatura longe. A maioria dos robôs que eu havia enviado para lá foram destruídos. Minha tentativa de atacar pessoalmente a criatura falhou novamente. Fugi, na esperança de encontrar outro lugar para a enfrentá-lo, e mais tarde recebi relatórios de que ele havia mergulhado nas ruínas subterrâneas e destruído todos os robôs eu tinha colocado lá em baixo.

Tentei construir uma barreira em uma parte do lago subterrâneo para inundar as ruínas e afogar o monstro. Eu pensei que poderia sufocá-lo desta maneira, mas minha tentativa falhou. Eu suspeito que a criatura possa ter aumentado a capacidade pulmonar, já que ele conseguiu escapar muito depois das ruínas serem completamente inundadas. Parecia determinado a destruir cada parte da tecnologia que eu instalei nessa ilha.

Menos de uma hora depois, ele estava atacando os robôs que eu havia deixado monitorando a estrada. Tentei derrotá-lo novamente, mas falhei. Nada que eu faça, nenhuma arma que eu use irá parar esta besta. Voltei para a minha base.

Todos os meus robôs de fora da base foram destruídos. A besta também conseguiu encontrar e desativar cada um de meus sistemas de proteção; agora ele também tem todas as relíquias em sua posse. Está planejando algo. Tudo o que sei é que ele me quer fora da jogada.

DIA 21

Eu não dormi. A criatura invadiu os portões da frente da base em pleno anoitecer. Cada robô e máquina em seu caminho foram brutalmente destruídos. Eu fiquei desesperado e abri um alçapão que havia construído em conjunto com as ruínas abaixo da base. Consegui derrubar o demônio para dentro dele e fechei-o, enquanto me escondia atrás de um campo de força.

Achei que finalmente estava seguro naquele momento, já que não parecia haver nenhum sinal de que ele retornaria do alçapão. Para esfriar minha cabeça, retornei para o meu laboratório para tentar trabalhar em uma prensa hidráulica de grande escala que eu vinha trabalhando já fazia tempo para me ajudar a fabricar os meus robôs. Foi então que a criatura saiu do chão e começou a atacar a máquina. Aparentemente, não havia mais como matá-lo.

Ele destruiu a maquina inteira antes mesmo que eu pudesse piscar. Eu fugi do laboratório e sai correndo pelo corredor para tentar chegar à escotilha de lançamento e pegar a nave com que eu havia voado para a ilha. Eu podia ver a besta em perseguição. Consegui pular para dentro da nave e decolar a tempo, voando para fora do penhasco com vista para toda a ilha abaixo. Eu pensei que estava seguro, mas então depois parecia que algo havia atingido a parte traseira da nave. As máquinas pegaram fogo e explodiram em chamas. Virei-me para dar uma ultima olhada na escotilha de lançamento, e vi a besta ali, sorrindo com uma satisfação grotesca de que havia assegurado a minha morte.

Enquanto eu caia diretamente nas rochas abaixo em um manto de chamas, eu assegurei-me de que iria sobreviver. Iria fazer deste mundo minha utopia, mesmo que isso me matasse. Foi então que, pela primeira vez na minha vida, eu senti desprezo por outro ser vivo. Esta besta, sem motivo algum, destruiu todo meu trabalho duro e arriscou a vida dessas criaturas inocentes. Aquilo com certeza haviam ganhado meu ódio profundo. Eu o odiava com toda certeza do mundo, tão certamente como o fato de que o meu nome é Dr. Ivo Robotnik; eu ODEIO aquele ouriço!

26/06/2011

Coragem, o Cão Covarde: O episódio perdido (Dead Fred)

Eu estava fora de casa até tarde da noite, voltando para casa de um jantar com minha família. Minha caminhada de volta para casa fez com que eu passasse do lado do cemitério local, e com isso, eu decidi visitar o túmulo de um amigo meu recentemente falecido. Foi bastante assustador passar por todas aquelas pedras e árvores escuras no meio daquele mar de sepulturas, mas mesmo assim, eu queria que pagar meus respeitos a ele.

Se ao menos eu não tivesse feito isso... Se eu tivesse continuado dirigindo naquela noite, chegado em casa e entrado debaixo das cobertas... Mas eu não fiz isso. Eu estava um pouco bêbado da festa, e andar por um cemitério sozinho naquela noite escura e fria se registrava em minha cabeça como uma boa idéia.

Eu finalmente encontrei o túmulo, tropeçando no meio do escuro. Ao encontrar o tumulo, aquela pedra lisa que anunciava a partida de meu amigo, fiquei muito surpreso ao encontrar um CD lá no meio das flores.

O disco não tinha uma etiqueta profissional; era o tipo de CD que você poderia comprar em qualquer lugar, aquele em que se pode queimar e gravar coisas dentro. Estava dentro de uma embalagem quadrada e plana, sem nenhuma escrita sobre o plástico transparente. As únicas palavras foram rabiscadas no autocolante branco do CD. Usando o meu celular para iluminar o CD, eu li as duas palavras rabiscadas lá.

Elas diziam "Dead Fred".

O que realmente me deixou perplexo foi a caligrafia; era claramente a do meu amigo. Ele costumava ser dono de uma locadora, com centenas de velhas fitas VHS que não podiam mais ser encontradas em qualquer outro lugar. Ele escrevia os títulos dos filmes à mão, e pareciam ser iguaizinhos à do título do disco... E, depois de seu recente suicídio, sua carta havia sido encontrada, coberta com os mesmos rabiscos.

Intrigado, eu me perguntei quem havia deixado aquilo ali. Eu não tinha visto ninguém com aquilo no funeral.

Lágrimas começaram a queimar meus olhos. Eu sentia tanta falta do meu amigo, e este CD deveria ter sido algo muito importante para ele, para estar em seu túmulo deste jeito. Então, por que ele não me disse nada sobre isso? Nós dizíamos tudo um ao outro. Não era certo ele guardar o segredo somente para si mesmo, levando-o para a sepultura.

Como ele ousa me deixar de fora?

Em um ataque bêbado de fúria, eu tirei as lágrimas dos meus olhos e sai do cemitério com o CD nas mãos.

Só mais tarde, quando eu cheguei em casa e já estava colocando o disco em meu computador, percebi que eu havia feito. Eu havia tirado algo da sepultura de meu melhor amigo, algo que eu não sabia nada sobre. Aquilo não era certo; era muito pior do que ele ter guardado segredos de mim.

Amargamente, eu já estava indo tirar o disco antes que os menus e todas aquelas outras frescuras aparecessem na tela quando, inesperadamente, um vídeo se abriu.

Isso me surpreendeu por duas razões: primeiro, porque eu pensava que o CD só tinha imagens, áudios ou arquivos de texto. Nem passou pela minha cabeça que aquilo poderia ser um vídeo. E segundo, porque o computador não me perguntou nada se eu queria abrir o vídeo com tal programa... Ele simplesmente começou a passar.
Era um episódio de Coragem, o Cão Covarde; o desenho favorito de meu amigo. Eu realmente não gostava muito daquele desenho, porque o achava muito perturbado. Eu só havia assistido a primeira temporada, ou algo assim. Então, quando o título "Dead Fred (Fred Morto)" apareceu sombriamente na tela, eu não sabia que havia algo errado. Eu já tinha visto o episódio original “(Fred Esquisitão [Freaky Fred])" com o meu amigo uma vez, e eu achei que esse era apenas mais um episódio estrelado pelo problemático e poético barbeiro.

Enojado comigo mesmo por ter colocado o disco, eu fui fechar o vídeo, apenas para descobrir que o meu cursor do mouse estava congelado. Os botões do teclado também não deram nenhum resultado, então eu relutantemente aumentei o volume de meus alto-falantes e comecei a assistir ao vídeo.

Começou exatamente como "Fred Esquisitão", com Fred no ônibus e Muriel arrumando a colcha amarela sobre a cama. Porem, Fred não estava recitando seu poema; na verdade, não havia aparentemente nenhum som tocando junto com o vídeo.

Eu pensei que aquele era apenas o episódio original, apenas com o título editado, até que eu vi Coragem. O pequeno cão estava olhando pela janela, encarando Fred com uma mistura de medo e malícia em seus olhos.

Coragem se afastou da janela e olhou com raiva para longe... Então ele começou a ter flashbacks. Toda aquela merda que ele sempre teve que aturar, todo o terror, todos os abusos... Agora desabavam.

Coragem estava chorando em seu estilo frenético e animado, enquanto ele corria pelas escadas e para o porão. Ele começou a revirar um baú, lançando vários objetos (uma máscara feia, uma cabeça encolhida, e outros objetos recorrentes do desenho, num estilo perturbador), até que ele puxou uma espingarda de dois canos, lágrimas ainda escorrendo pelo rosto.

Arrastando aquela coisa para o andar de cima, ele se levantou, mirando-a na porta, com sua pequena patinha no enorme gatilho. A música de fundo com tema de aventura começou a tocar, porem, o vídeo ainda estava sem efeitos sonoros.

Muriel então desceu animadamente as escadas (eu imaginei que a campainha havia tocado, como eu não conseguia ouvir nada), girou a maçaneta e abriu a porta para cumprimentar seu sobrinho.

Lá estava Fred, com seu largo sorriso e cabelo bagunçado, parecendo tão esquisito como nunca. Ele abriu a boca para falar, olhou para baixo, e viu Coragem ali, com a espingarda tremendo e mirada para seu peito. Um olhar de choque e medo apareceram no rosto de Fred, antes que um tiro ecoasse pela casa.

E quando eu digo “pela casa”, eu quero dizer a MINHA casa. O tiro era a única coisa com som alem da música, e eu caguei um tijolo.

Eu esperava que uma bandeirinha escrito "bang" saisse da arma, mas não... Fred cambaleou e caiu para trás enquanto um sangue de cor vermelho-cereja começou a jorrar de seu peito, pulverizando tudo na sala da casa. Fred caiu no chão, morto. Muriel começou a chorar. Coragem olhava horrorizado para o que ele tinha feito, e então correu para o banheiro no andar de cima. Ele logo foi trancado lá dentro, do jeito que acontece no episódio normal.

Neste ponto, eu estava um pouco chocado. Aquilo era muito perturbador, até mesmo para aquele desenho. Nos próximos minutos, Coragem ficava sentado no chão, aos prantos e com a pele toda manchada de sangue. Então, as palavras começaram a chegar através de meus alto-falantes, baixas e lentamente.

"Olá, novo amigo."

Coragem olhou pra cima, olhou ao redor e não viu nada.

"Meu nome é Fred."

Coragem se levantou e virou-se para todos os lados. Ele foi até a janela, tentando descobrir donde vinha aquela voz. Muriel e Eustacio puderam ser vistos arrastando o corpo para o caminhão do Eustacio, um rastro de sangue escorrendo por trás dele. Muriel ainda estava chorando.

“As palavras que você ouve estão em seu pensamento.”

Coragem se afastou da janela, olhando para a espingarda ao lado dele. Os flashbacks voltaram; todos os chingamentos, todas as vezes que ele arriscou a vida para não receber nenhuma recompensa em troca, todas as coisas horríveis que havia visto. Todas as coisas que Eustacio tinha feito com ele, mesmo depois de tudo que ele passara.

"Fred é meu nome neste momento."

Coragem pegou a arma, equilibrando o cano no peitoril da janela, e mirou para a cabeça de Eustacio.

"E você foi muito..."

Coragem apertou o gatilho. Em uma fração de segundo, a cabeça do Eustacio explodiu em vários pedaços, junto com uma explosão nojenta de sangue. E ele derrubou o corpo de Fred, e seu próprio corpo caiu em cima dele.

“Cruuuuuueel..."

Muriel gritou silenciosamente. Entretanto, não houve um barulho de um tiro desta vez; o áudio ainda estava mudo, exceto pelo poema assustador.

Enquanto Coragem virava a arma contra sua própria cabeça, eu desesperadamente puxei o cabo da tomada. Eu me levantei, andando pela sala completamente perturbado. A carta de suicídio do meu amigo dizia apenas a palavra "Cruel" dezenas de vezes.

“Olá, meu novo amigo."

Eu pulei de susto. Pensei ter deixado os alto-falantes ligados, e apenas ter desligado o computador. Porem, o vídeo também havia parado, então aquilo não fazia sentido.

Voltei para desligar os alto-falantes, quando vi que eles já estavam desligados.

"Meu nome é Fred."

Eu tinha desligado-os após o primeiro tiro de espingarda... Muito antes de ter começado a ouvir o poema.

“As palavras que você ouve estão em seu pensamento."

Elas estavam na minha cabeça. Estavam na minha cabeça desde que eu comecei a ver esse vídeo.

Não posso agüentar mais. Estou ficando louco... Ou já enlouqueci, eu suponho... Ou talvez eu tenha apenas ficado muito mal.

Isso é demais pra mim. Eu estou indo agora. Tinha que dizer a alguém, então eu estou te dizendo...

Adeus, meu amigo, pois morto estarei.
Uma bala em minha cabeça agora eu colocarei.
Fico feliz que você leu tudo o que eu disse.
Mas, agora, devo fazer uma coisa muito...

Cruuuuueel...

25/06/2011

Bob Esponja: O episódio perdido



Esta imagem foi tirada de um quadro de fração de segundo de um bootleg corrompido do episódio do Bob Esponja, chamado "Descartado (Dumped)". Alem desta imagem, o resto do vídeo é constituído de variações incompreensíveis de cores, vozes, estático e telas pretas. O áudio parece ser uma versão muito distorcida do áudio do episódio original, com uma voz muito alta e aterrorizante ocasionalmente interrompendo-o.

A fita em si foi encontrada por cinco exploradores adolescentes em uma lata de lixo dentro de uma instituição mental abandonada. Destes cinco indivíduos, dois cometeram suicídio, um desapareceu, outro se recusa a comentar sobre a fita e o último concordou, às pressas, em dar a fita para investigadores paranormais, logo depois de ser entrevistado sobre o suicídio e os desaparecimentos das outras três pessoas.

O paradeiro atual da fita é desconhecido, e muitos que olham para esta imagem acima por um período de tempo longo os suficientes, juram que vêem o Bob Esponja piscar.

Doug: O episódio perdido



Eu tenho certeza de que todo mundo se lembra do programa Doug, um dos três Nicktoons originais que também passava no TV Cruj. Parecia um show bastante normal sobre os desafios que um jovem comum enfrenta em sua vida diária, mas eu sempre tive uma sensação estranha quando o assistia. Em comparação com outros desenhos infantis, Doug parecia mais negativo e centrado à ansiedade. Doug estava sempre preocupado com alguma coisa, e na maioria dos episódios, ele tinha fantasias de todas as pessoas que ele conhecia cruelmente rindo da cara dele, por causa de algum problema que estava enfrentando naquela semana. Porem, Doug sempre superava isso e, no final de cada episódio, ele terminava escrevendo em seu diário sobre como ele havia superado seu grande problema.

Em 2005, comecei a ter sonhos sobre o desenho sem nenhum motivo. Não me lembro muito bem dos detalhes, mas eles me fizeram querer vê-lo novamente. Ele ainda não tinha sido visto em reprises durante anos até aquele momento, então eu não conseguia pensar em alguma maneira de assisti-lo novamente. Para a minha surpresa, ele voltou a passar por uma semana no outono de 2005, às 6h00 durante a semana toda. Eu o assisti durante todos os cinco dias. Me lembrei de como eram os quatro primeiros episódios, mas não perfeitamente. Já tinha passado um bom tempo até eu assisti-lo novamente, então eu só ficava me lembrando de alguns pedacinhos dos episódios. O episódio de sexta-feira, porém, era algo que eu tenho certeza absoluta de que nunca havia visto antes.

Tudo começou com a introdução normal com os desenhos de linha, mas os personagens nunca apareceram. As linhas continuaram normalmente, agindo como se os personagens normais estivessem lá. Quando o episódio começou, mostrou Doug em um quarto escuro, escrevendo em seu diário. Ele não estava narrando a sua escrita, como sempre fazia. Ele apenas escreveu silenciosamente por cerca de um minuto. A tela se desvaneceu, e tela com o titulo do episódio apareceu, porem, Skitter (Amigo do Doug) não estava lá. Havia apenas as letras gigantes formando o titulo “Doug”.

O episódio começou com Doug comendo seu café da manhã. Ele estava fazendo uma narração sobre uma grande prova que havia naquele dia e que ele não tinha estudado. Sua família estava tendo uma conversa normal, mas ai a tela começou a piscar. Os flashes pareciam estar mostrando alguma coisa, mas não duraram o suficiente para eu descobrir o que eles estavam mostrando. Doug saiu de sua casa e começou a caminhar para a escola. Ele teve uma de suas fantasias estranhas sobre a sua vida estar arruinada. Sra. Wingo anunciou que Doug tinha sido reprovado na prova, e toda a turma imediatamente começou a rir dele, com a cabeça saindo de seus corpos e rodando em torno de Doug. Isso durou mais tempo do que a maioria de suas outras fantasias, e os risos pareciam mais cruéis do que o normal.

Quando Doug chegou à escola, a tela piscou novamente, mas desta vez ela ficou na nova imagem, ou melhor, no novo estilo de animação. As cores eram mais escuras, muitos objetos tinha mudado de cor, e aquilo parecia mais um filme em preto em branco. Doug estava caminhando por uma escola cheia de crianças que nunca tinham sido vistas antes no desenho, e ninguém nem prestava atenção nele. Depois que Doug chegou à sua mesa, a animação voltou ao normal. A cena mudou para depois que ele saiu da escola.

Doug estava caminhando para casa, todo preocupado sobre a prova. Quando Doug chegou em sua casa, o Costeleta (Cachorro do Doug) cumprimentou-o. Doug começou a conversar com ele, e então a tela piscou novamente. Costeleta se transformou de repente em um pedaço de carne podre, e a casa do Doug se tornou toda decrépita e destruída. Ele entrou em sua casa e agia como se estivesse conversando com alguém, mas a casa estava completamente deserta. Depois de interagir com as pessoas invisíveis por um tempo, ele se sentou em uma mesa vazia. A tela piscou novamente, e de repente a família do Doug estava lá com ele, comendo o jantar. O telefone tocou. A mãe dele atendeu. Doug teve uma fantasia de seus pais gritando com ele por ter reprovado no teste. Nela, eles cresceram de uma forma gigantesca e os seus rostos se tornaram vermelhos, retorcidos e escuros. A tela piscou de volta para a casa vazia. Doug estava chorando e pedindo desculpas, mas não havia mais ninguém na sala. Ele foi até seu quarto, que também estava completamente vazio, exceto por um livro e um lápis. Ele pegou o livro e começou a escrever. Desta vez ele narrou o que estava escrevendo:

“Eu não sei mais o que é real."

22/06/2011

Tom e Jerry: O episódio perdido



Os trinta curtas de Tom e Jerry feitos pelo diretor Gene Deitch são pouco famosos pela qualidade pobre e natureza um tanto quanto perturbadora, exibindo sons mal acabados bem como animação e um sentimento mais realista quanto à violência. (....) Pediram a Deitch que fizesse mais episódios além dos trinta conhecidos pelo público, desesperado pra não perder o contrato, ele fez mais um curta que poucos assistiram.

O curta era chamado "Tom's basement" (Porão do Tom). Começava como sempre, na casa do Tom e Jerry. O dono do Tom era um cara gordo e brabo de outros curtas de Deitch. Seu dono parecia mais irritado que nas outras aparições que tivera. Sua primeira cena é ele pisando no rabo de Tom e ficando extremamente bravo por Tom estar dormindo na porta do porão.

O dono grita com Tom e manda que nunca vá lá embaixo, no porão. Tom fica extremamente assustado e corre pra outra sala. A câmera se mantém focada na sala perto do porão e vemos Jerry saindo de sua casinha. Parece meio grotesco, saindo um pouco do modelo de sempre.

Em seguida, Jerry faz com que Tom o siga até a porta do porão algumas vezes, pro Tom apanhar do dono. Típico e tudo mais. Cada vez que Tom ia lá, tomava uma porrada do dono. E cada vez os hematomas ficam mais "visíveis".Após 3 porradas, Tom está completamente machucado, sangrando em alguns lugares, sem falar de estar com uma perna quebrada.

Tom realmente implora a Jerry que pare de incomodar ele, chorando praticamente. E percebe-se isso pela linguagem corporal. Jerry apenas ri e empurra Tom em direção ao porão.

O dono percebe Tom lá embaixo e fica extremamente irritado. A câmera dá um close na cara do dono, que fica vermelha de irritação conforme ele grita com Tom de uma maneira extremamente alta. Jerry ataca o dono com uma faca, decidindo ajudar Tom finalmente.

Tom abre a porta do porão e eles carregam o corpo do dono até lá embaixo. Há dezenas de outros corpos lá embaixo. Tom e Jerry dão um aperto de mão e parece que triunfaram conforme derrotam o serial killer. Mas Jerry ganha um olhar mal no rosto e fala

"NÃO ACREDITE NISSO!"

Jerry ataca Tom uma última vez, aparentemente matando-o e atirando seu cadaver na pilha de corpos. O curta termina com Jerry colocando uma placa de "À VENDA" em frente ao jardim da casa.

A Estátua

Há alguns anos atrás, uma mãe e um pai decidiram tirar um descanço, então eles sairam para jantar na cidade. Eles chamaram sua babá de mais confiança. Quando a babá chegou, as duas crianças já estavam durmindo. Então a babá se sentou perto delas e verificou se tudo estava bem. Mais tarde nessa noite ela ficou com tédio e foi ver TV, mas ela não conseguiu ver na sala porque não havia TV a cabo (os pais não queriam que as crianças ficassem vendo lixos na TV).

Então ela ligou para os pais e perguntou se ela poderia ver TV no quarto de casal. Obviamente, os pais permitiram, mas a babá tinha um pedido final.... ela perguntou se poderia cobrir a estátua do palhaço que estava no quarto das crianças com alguma toalha ou cobertor, porque ele a deixava nervosa. O telefone ficou em silência por um momento, e o pai que estava no telefone com a babá falou,

- ...Leve as crianças para fora de casa agora... nós estamos chamando a polícia. Não temos nenhuma estátua de palhaço."

A polícia achou os três corpos dos ocupantes da casa mortos cinco minutos depois da chamada. Nenhuma estátua foi encontrada.

A Mãe

Um homem havia uma esposa e uma filha.

O casal começou a brigar de forma inexplicavel, e após muitas brigas, o homem acabou matando a mulher.

A criança era muito apegada à mãe, então o homem simplesmente enterrou a mulher sem revelar nada sobre isso.

Ao dar boa noite, a criança perguntou sobre a mãe. O pai mentiu, dizendo que ela foi viajar a trabalho e que iria demorar.

Passado meses, a criança já não perguntava nada sobre isso. O pai achando isso muito estranho, pergunta:

-Filha, você não sente falta da mamãe?
-Não, papai.
-Por que?
-Porque ela esta atras de você!

Pesadelos

"Papai, eu tive um sonho ruim."

Você coça seus olhos e levanta o pescoço. Seu relógio vermelho brilha na escuridão - são 3:23. "Você quer subir na cama e me contar sobre ele?"

"Não, papai."

A estranheza da situação faz com que você fique mais acordado. Você mal consegue enxergar a silhueta pálida de sua filha na escuridão do quarto. Por que não, querida?"

"Porque no meu sonho, quando eu lhe contei do sonho, a coisa vestindo a pele da mamãe se levantou."

Por um momento, você se sente paralisado; mal consegue tirar os olhos de sua filha. O cobertor atrás de você começa a se mexer.

A Carona

Uma vez, em uma certa estrada muito perigosa e em uma noite muito chuvosa, um caminhoneiro já perto do seu destino vê uma mulher com uma capa de chuva amarela pedindo carona. Sensibilizado com o sofrimento da mulher, resolve ajuda-la:

- Para onde a senhora esta indo?
- Minha casa fica na beira da estrada a uns 3 quilômetros daqui... Vim até a casa de uns amigos, e preciso voltar para casa, pois minha mãe deve estar muito preocupada. Pode me dar uma carona?
- Claro, pode subir.

Era uma moça muito bonita e simpática. Ela tirou a capa de chuva e começou a conversar com o motorista animadamente, e ele sentiu até um carinho por ela, pois ela era muito espontânea e de bem com a vida.

Chegando ao local indicado pela moça, ela agradeceu o motorista , deu-lhe um beijo no rosto e despediu-se. Logo ao sair, o motorista reparou que ela havia esquecido a capa de chuva no caminhão. Como ainda estava perto, resolveu voltar para devolvê-la a moça.

Bateu à porta da casa e viu sair uma senhora de mais ou menos uns 60 anos.

- Boa noite minha senhora. Eu dei uma carona para a Ana, e ela acabou esquecendo essa capa no meu caminhão. Poderia entregar à ela por gentileza?

Com lágrimas nos olhos, a senhora responde:

- Por favor meu senhor, não brinque com essas coisas... A minha filha Ana morreu atropelada há 5 anos atrás quando tentava voltar para casa, numa noite muito chuvosa igual a essa . Não brinque moço... Não brinque!

A Escolha dos Condenados

Os dois prisioneiros foram escoltados até um estranho e luxuoso salão, onde diversas portas aguardavam fechadas. O rei e seus súditos esperavam com ansiedade, enquanto eram servidos de vinhos exóticos. A cada um dos cativos, eram concedidos os seguintes direitos: fazer uma pergunta ao oráculo, que teria que dizer a verdade, e escolher uma das portas, onde suas sentenças de morte seriam executadas de imediato.

- Qual das passagens me trará menor dor? – questionou um dos condenados, sob murmúrios de aprovação da platéia. O velho posicionado sobre um tablado apontou:
- A terceira.

O preso respirou fundo e puxou o trinco, apenas para ser carbonizado pelas chamas que saíram lá de dentro. Gritou e caiu no piso de mármore, contorcendo-se com agonia atroz e abrasadora. O fogo se apagou e ele ficou lá deitado, gemendo como um cão recém-nascido. Levou vários minutos para morrer.

- Desgraçado, porque você mentiu?! – perguntou o outro condenado, com revolta.
- Não menti – disse calmamente o oráculo, provocando uma palidez extrema no rosto do cativo. – Agora escolha sua porta.

Espelhos

Um trovão clareia a madrugada fora de sua janela, por um segundo ele imagina diversos rostos em desespero no seu espelho. Decidido que tal coisa não pode ser verdade, ele simplesmente se vira e dorme.

No outro dia ele decide se livrar de todos espelhos da sua casa, devido à horrível experiência da noite anterior. Com todos espelhos já reunidos, ele os joga fora. No dia seguinte, ele acorda e há um bilhete na cabeceira da sua cama. O bilhete diz:

"Por favor, traga os espelhos de volta. Nós gostamos de te ver dormir."