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Observando a Chuva

Bom gente, agradeço as críticas e elogios a Creepy anterior, eu não estou acostumado a fazer histórias tão longas e juro que tentei entregar um bom trabalho, mas eu prometo melhorar na próxima creepy longa que eu vou fazer, vou ler sempre os comentários e agregar isso no meu trabalho. 


O final deve sair final do mês. 



Espero que curtam a creepy de hoje, autoria minha. :) 


Meu nome é Hilary, eu amo ver a chuva cair, é tão relaxante. A chuva parece ser a única coisa que deixa o mundo mais calmo, onde as pessoas ficam um pouco mais em casa.


Minha mãe trabalhava muito e meu pai trabalhava em outro estado, eu mal encontrava ele. Quando eu era criança torcia sempre para o Natal chegar, era a única data em que eu me sentia menos sozinha. Minha mãe preparava uma ceia enorme e meus pais sorriam sentados a mesa. Quando o Natal passava, meu pai seguia em viagem para outro estado, ele era engenheiro e minha mãe secretaria particular de um empresário.

Lembro-me de muitas vezes pegar todas as minhas bonecas e pôr na sala, ficava horas conversando com elas, me sentia menos sozinha assim.

O tempo foi passando, fui crescendo e arranjei meu primeiro namorado aos 19 anos, ele era bem legal, mas a carência que eu sentia dos meus pais era maior do que tudo. Teve um dia em que eu arrumei boa parte da casa e preparei umas panquecas para o café da manhã, coloquei a toalha bordada na mesa e peguei as xícaras especiais que tinha no armário, as xícaras tinham o desenho de uma família feliz.

Meus pais passaram por mim como se eu fosse invisível, a única coisa que ficou para trás foi o cheiro do perfume doce que a mamãe usava. Nem notaram a mesa do café que preparei com tanto amor.

Naquele dia eu joguei todo o leite e café no ralo da pia, as panquecas joguei no jardim e pisei em cima com as minhas botas amarelas. 

Hoje com 30 anos eu mesma sustento a casa, meus pais já trabalharam muito e sinto que preciso retribuir tudo o que me deram.

Daqui a um dia é Natal e eu já comprei tudo para fazer uma ceia bem farta. Hoje mesmo vou ao shopping comprar os presentes e enfeitar a árvore de natal. Elá é bem tradicional, modelo clássico. 

Enquanto dirijo observo o vento balançar as árvores, é como se elas dançassem em sincronia, o dia está meio nublado hoje e uma chuva fraca deixa tudo mais lindo. 

O transito estava engarrafado e como de costume as pessoas estavam paciência naquele lugar, mas consegui chegar em casa rápido. Sinceramente trabalhar no shopping deve ser sufocante, quando vou até lá sempre vejo o olhar das pessoas e percebo o quanto estão cansadas e entediadas, os sorrisos forçados em seus rostos é a prova disso.  

Comprei um vestido azul para minha mãe, ele tem mangas curtas, uma fileira de botões brancos e cabe perfeitamente nela, tenho certeza. Para o meu pai eu comprei uma camisa social branca.

 Adoram me ver enfeitando a árvore, minha mãe sempre fica emocionada, acho que é porque ela recorda a minha infância. O enfeite que ela mais gosta são os anjos, os olhos dela brilham.

Acabei, meus pais pegaram no sono e eu nem percebi, vou fazer o jantar enquanto dormem.

Acho que vou preparar uma sopa, está meio frio hoje.

Eu nem lembrava que gostavam tanto de sopa, tomaram tudo.

Amanhã é o grande dia, estou tão animada, vai ser uma noite especial como todas as que passamos juntos.

(No dia seguinte)

Finalmente o grande dia chegou, meus pais parecem animados, já posso imaginar o sorriso deles ao verem a mesa arrumada. Coloquei o peru no forno junto com as batatas, estou fazendo um pudim de laranja para a sobremesa. A mesa já está quase pronta, só preciso terminar de assar o peru e mostrar a ceia para os meus pais. Eles parecem bem surpresos com a quantidade de comida e vinho que tem na mesa, eu sempre exagero na quantidade, mas é para agradar
eles.

Começou a chover, estamos comendo e olhando a chuva cair pela janela da sala de jantar enquanto a madeira queima na lareira.  

Eu já não me sinto mais sozinha, a muito tempo eles pararam de tentar se soltar das cordas e algemas.


Somos uma família feliz agora.