28/05/2020

Ninguém acreditou quando eu fui abduzido por monstros

Eles não acreditaram quando eu fui abduzido e vi aqueles monstros fazendo coisas comigo, enquanto estava sob o efeito de alguma coisa que foi aplicado na minha pele por algum tipo de mecanismo de ataque deles. Por ser um dos mais jovens da família, deduziram que foi mais uma brincadeira ou algo do tipo, mesmo sabendo que os meus dois irmãos mais velhos ficaram sobre suas posses e, possivelmente, estão mortos.

A bola de fogo estava brilhando no meio-dia em cima das nossas cabeças quando a gente precisou nos separar, os meus irmãos falaram que seria legal nós procurarmos algumas frutas enquanto o outro grupo se distanciaram para próximo das pedras. Estávamos tão distraídos quando eles chegaram dentro dos seus objetos e, quando finalmente percebemos o perigo, já era tarde demais porque estavam por todas as partes nos cercando e examinando.

Eram coisas como nós, mas grandes, apavorantes, esguias e nos seus corpos não existiam pelos, com exceção de uma coisa asquerosa e assustadora se descascando e movimentando como se estivesse sido pregada utilizando outros corpos mortos. No meio da situação, não soube o que fazer e os meus irmãos permaneceram agressivos diante dos invasores. Aproveitei o momento em que nós três trocamos olhares, e eles nem precisaram dizer nada para eu tentar correr enquanto atacavam os monstros que estavam chegando mais próximo de nós, mas não adiantou: algo machucou minhas costas, penetrando minha pele e fazendo as minhas forças sumirem em uma escuridão silenciosa.

Fiquei por muito tempo deitado em um lugar, enquanto estavam examinando cada centímetro do meu corpo. Minha cabeça formigando e a visão embaçada foi suficiente para distinguir coisas assustadoras brincavam comigo, e tudo acabou antes de eu definitivamente apagar, sentindo os instantes em que colocaram algo dentro do meu braço. Não sei quanto tempo passou, quando despertei estava um pouco fraco. Adrenalina de ver eles me observando, enquanto eu tive espaço para fugir e encontrar minha família, foi suficiente para contar tudo o que aconteceu, e eles brincarem e gargalharam. Minha própria família desacreditou de tudo o que havia acontecido e ignoraram o meu sumiço.

Essa noite todos estavam despreocupados, dormindo em seus lugares, e eu sabia que tinha algo de errado, pude sentir que guardaram alguma coisa dentro de mim e tudo isso foi suficiente para não conseguir descansar, mas o cansaço me dominou e a fraqueza. Tudo estava calmo demais, a natureza fez todos descansarem em uma harmonia. Junto com toda minha família descrente, não pude fazer nada quando os monstros voltaram. O barulho dos seus objetos se aproximando e uma quantidade enorme deles, cercando todo o nosso grupo. Não existia espaço para pensar em fugir. Coisas brilhosas ofuscavam os olhos, e eles começaram a nos atacar com suas coisas e fazendo ficar todos nós fracos para dormir...

Eu não quis acordar essa manhã, detido em umas de suas prisões, com outros membros da minha gente, em um espaço muito pequeno e imitando o nosso lar. Eles ficaram horrorizados por um tempo, mas foram logo se acostumando com a situação, bem diferente de mim. Nós estávamos sendo estudados, alimentados, observados como se não tivéssemos sentimentos e gostássemos de está aqui. No decorrer dos dias, monstros aparecendo em todo momento, todas as manhãs e tardes para nos observar, fez com que a maioria ficassem tristes e depressivos. Não tinha como escapar porque estávamos presos e longe de casa.

Suas linguagens não davam para ser compreendidas e costumavam falar muito, enquanto apontavam para o nosso grupo. Os monstros grandes e pequenos, se divertiam, mastigavam os seus alimentos repugnantes, mas a loucura fez algum dos meus parentes ficarem tentados por saber o que eles pretendiam, saborear seus alimentos e o que significavam as suas linguagens. Seja lá o que for, nesse lugar existem várias outras coisas presas e espécies que eu nunca vi.

Em algumas ocasiões, as miniaturas, mas não menos assustadoras, jogavam coisas saborosas, e membros da minha família devorava como se fossem banais. Nessas ocasiões, um dos monstros, que parecia dominar o lugar, sempre repetia essas palavras em seu vocabulário que eu não conseguia interpretar, muito menos nenhum dos outros ignorando a situação:

"Obedeçam as regras, não alimentem os macacos do zoológico..."

Autor: Sinistro

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