O Potestador

6 comentários
Como uma das coisas mais prazerosas para uma criança, brincar é algo insubstituível, posso afirmar pra você que uma das brincadeiras favoritas de uma menino de 9 anos é o futebol, e não era diferente na minha infância. Quase todos os dias, a tarde, jogava bola com os meus amigos: Caíque, Felipe, Igor e Batata, até que um fato indiferente nos chamou muito a atenção certo dia.

Era uma dia como todos as vezes em que brincávamos de bola, costumávamos jogar ate às 17 horas, porém nesse dia fomos um pouco além desse horário, motivado por meus amigos decidi ficar também ate mais tarde. Em um momento de cansaço e desatenção, olhei para a minha direita e vi Igor chutar a bola em um terreno ‘’ abandonado ‘’ que tinha uma casa entijolada ao fundo, formando assim um cenário amedrontador, terra rachada, mato alto, parede rachada. O vento aquela noite soprava de modo que balançava as folhas do mato de maneira brusca, gatilho perfeito para se iniciar o medo, Caíque virou para todos nós e perguntou:

- Agora quem é que vai pegar a bola ?

Felipe respondeu:

- Eu não vou, ta doido, quem chutou é que pega!

- Além do mais, é sempre o Igor que isola a bola.

Batata respondeu:

- É verdade, o Igor tem que pegar

Igor respondeu:

- Agora fudeu, tenho medo dessa casa!

- Mas ok, vou lá pegar a bola.

Afirmou o mesmo uma cara apavorada.

Todos nós ali concordamos com a decisão, e então Igor, que entre nós era chamado de Satélite, foi até la pegar a bola. A escuridão, o vento balançando o mato e o silêncio de nós, tornava uma tarefa desafiadora para ele, logo após 10 passos que ele deu adentrando o terreno, Caíque grita apontando para a casa:

- Caralho, vocês viram ? Eu vi um cara ali dentro da casa!!

Batata respondeu:

- Para com isso cara, não tem ninguém la, é mentira gente.

Batata era o mais medroso da turma, porém para sua infelicidade, era mesmo real. Quando Igor acaba de pegar a bola, o mesmo levanta ela com as mãos, estava perto da parede da casa no fundo, quando ele da o primeiro passo para voltar, novamente uma figura fantasmagórica de um velho desfigurado acompanhado de uma barulho muito alto aconteceu dentro da casa, todos nós corremos imediatamente, foi ai que vi Igor largar a bola no chão e fugir para fora do terreno. É claro que ficamos com a pulga atrás da orelha, pois não é algo que acontece todos os dias, aliás, sempre achamos que coisas relacionadas ao sobrenatural não existe, mas esse dia foi surpreendente.

No dia seguinte por volta das 15 horas, nos reunimos e decidimos voltar ao terreno para pegar a bola que tinha ficado lá, já que estava de dia então não tínhamos o que temer, ao chegar no terreno, notamos que a bola inexplicavelmente sumiu, como se nunca estivesse caído ali. Ficamos triste pois era nossa brincadeira favorita, o futebol, porém, lembramos que tinha um velho que morava ao lado desse terreno, velho misterioso, de conduta anormal, fomos ate a casa dele e chamamos por ajuda, explicamos o que aconteceu e ele reagiu de uma forma muito estranha e suspeita, com uma cara sádica, disse que não deveríamos continuar brincando de bola por ali, mas achamos que era mero a aviso e ignoramos. Mais tarde no mesmo dia, ficamos sentados na calçada em frente ao terreno medonho, era uma noite calma, tranquila, convidativa para uma boa conversa, ate que Caíque olhou para a laje da casa e disse:

- Tão vendo aquele vergalhão torto em cima da laje? Foi ali que o Potestador morreu.

Eu respondi:

- Potestador? Quem é esse cara? Como ele morreu?

Caíque respondeu:

- Ele morreu trabalhando naquele laje, quando ele foi pegar a enxada para descer, não viu o vergalhão que estava atrás dele, foi ai que ele se desequilibrou, caiu e ficou com o pé preso ali naquele vergalhão torto, batendo a cabeça com força na parede, e segundos antes de morrer, jogou uma grande maldição para que ousasse adentrar na casa dele de novo... Segundo o que meu pai disse.

Todos nós o olhamos, com uma sensação de incerteza, até que vimos novamente de um idoso desfigurado, e sim, era real, totalmente real dessa vez, era alto, careca, vestes sujas e rasgadas, barba branca, rosto desfigurado, pele meio amarelada, imediatamente corremos para longe dali com muito medo do que vimos, mas antes de correr, olhei involuntariamente para a figura novamente, e percebi que tinha quase a mesma aparência do Seu Erminho, com exceção da pele amarelada e rosto desfigurado, velho que morava ao lado do terreno, que mais cedo pedimos ajuda a ele, por um descuido meu, tropecei e bati a cabeça na calçada, desmaiei completamente. Acordei no dia seguinte segundo a moça que me socorreu, ela me levou para casa... passaram-se meses depois desse evento... nunca mais vi o velho, se evaporou como se nunca estivesse existido, nem mesmo notícia de parentes, amigos ou conhecidos tínhamos.

Com o remédio que a moça que me socorreu me deu, estava me sentindo mais disposto e diferente do que o normal, algo muito estranho, em casa a rotina mudou, ao invés de brincar, tinha que tomar um ‘’ xarope ‘’ avermelhado, mas com um sabor inabitual, trazido pela mesma moça que me socorreu, as vezes me recusava a tomar, porém meus pais me obrigavam a tomar e eu não pensava mais do que três vezes. A moça também me deixou uma pequena carta do pai dela, que dizia o seguinte:

‘’ Certas vezes, achamos que somos imunes a certos acontecimentos, porém, a muito mais no plano espiritual. Você acredita em forças malignas? Acredita em demônios? Caso a resposta seja negativa, não fico triste, pois nós acreditamos em você, ja te observo daqui á muito tempo, ate mesmo nos seus pensamentos mais íntimos, você não esta sozinho e jamais estará. Não tenho pressa nenhuma, o nosso destino é inevitável, algo maior esta sobre nós, não há como evitar... É só questão de tempo... até VOCÊ SER MEU!!!

Seu Erminho, Potestador

Autor: Plazzel

6 comentários :

  1. Muito Legal Gabriel,Adoro Suas Creepys,tenho sadades da Divina, Mais Você é bom tanbem

    ResponderExcluir
  2. Em vez de ficar babando ovo para Divina, deveriam valorizar o trabalho do administrador atual e o esforço dos escritores brasileiros. Ela compartilhou várias histórias de estrangeiros, que por sinal foram ótima, mas vocês precisam ter um pouco de caráter.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A gente só sente falta da Divina, afinal ela criou e fez o site crescer numa época que n tinha nenhum blog brasileiro sobre Creepypasta na internet. Logo, ela é foda -3-

      Excluir
  3. Acabou ficando muitas pontas soltas, como: o que o protagonista tem de diferente? Não é mostrado nada fora do comum, ele não fez quase nada
    Por que o remédio deixou-o mais disposto?
    Também não faz sentido uma pessoa bater a cabeça fortemente incontáveis vezes por conta de uma queda, é fisicamente impossível.
    Ele não poder brincar porquê tem que tomar remédio também é inexo.

    Resumindo, ficou uma creepy meio que sem propósito

    ResponderExcluir