06/08/2020

Espetáculo escarlate

Os dois caíram ao mesmo tempo, foi realmente uma coisa fantástica quando os dois rolaram no chão banhando-se com a água da chuva. Foi intenso, de fato excitante, quando a violência tomou conta do momento e os gritos, chutes, arranhões, tudo se resumindo nas investidas de um psicopata querendo dominar o seu brinquedinho.

A festa de sangue começou quase no mesmo momento em que a chuva se iniciou, parecendo um espetáculo de cinema quando as gotas de água tocavam no chão e fazendo aquele barulho constante que se transformou em uma aglomeração de expressões. A mulher queria fugir e o psicopata não lhe deixava escapar. Uma faca ele carregava, e as suas mãos são uma defesa que ela usava, desesperadamente em vão. Ele agarrou o seu vestido e a jogou no chão, essa conseguiu segurar suas pernas, fazendo os dois caírem mais uma vez, repetindo o mesmo passo de uma dança nociva.

O líquido do céu ficou intenso, cada vez pior, cantando como um rádio, ao aumentar o seu volume, no mesmo momento no qual o apresentador está com saliva na boca para matar, o único presente diante do público incessante de porções de água! Desesperada, a garota boba acertou a sua cabeça, querendo parar o agressor e ele continuou e desafiador, o lobo debochado. A faca entrou no jogo, mesmo já fazendo parte bem antes, e os protagonistas sabendo da sua presença, mas ela chegou de surpresa ganhando toda atenção.

Ele sabia muito bem o quanto aquele objeto deixaria a pobre menina assustada, mas brincou levantando para o alto, e os raios, quando as nuvens encontravam-se, fizeram com que a faca brilhasse como se fosse uma explosão de faíscas. O horror contaminou todo o espetáculo, no qual estava acontecendo. Os olhos dela ficaram enormes, caiu de joelhos dizendo que não iria acontecer e não deixaria com que ele matasse, precisava proteger mais do que tudo uma vida!

Os seus lábios foram preenchidos pela sua língua carnívora e ele humilhou mais de uma vez a garota, que continuava lutando querendo chegar à estrada, controlando os seus passos, como se fosse uma corrida de pânico e medo, e ele sabia que, até lá, poderia brincar com o seu brinquedinho. Ele deu três socos no estômago da pobre coitada, que não deixou e nem expulsou um berro de agonia. Dado que queria apenas controlar a situação. Sentiu-se desafiado para cortar a perna dela, enfiando a faca bem no meio da coxa e, depois, cravando no ombro da pobre e desesperada menina. Nesse momento de selvageria, ele sentiu o líquido no seu próprio corpo quente e escorrendo de forma excitante! Abrindo a sua boca com um sorriso, após ver que conseguiu penetrar o corpo dela... Tão profundo, que fez com que a chuva gargalhasse.

O temporal estava divertindo-se com tudo o que estava acontecendo, e a menina sabia disso, a pobre infeliz, que a todo momento tenta lutar contra o assassino que quer matar. Mas ele sabe humilhar e controlar, brincar, fazer tudo o que deseja com ela, dando esperanças de escapar, fugir do seu controle, mas fica excitado com o desespero dela. Com certeza esse momento de brincar com um rato, colocando em um labirinto, o deixa poderoso e enlouquecido pelo seu próprio domínio.

Escorregou na terra molhada com a chuva, todavia, não seria mais uma brincadeira horrível do destino, há algo ali que apareceu como se fosse mais um integrante do espetáculo de sangue: entre alguns gramados, encontra-se uma barra de ferro pequena, afiada, enferrujada e ele não viu, este não percebeu, ignorou de fato o momento de controle da menina, e não esperava quando ela atinge o seu corpo, penetrando o seu estômago três vezes, o fazendo cair no chão e o espetáculo escarlate, o banho de vermelho! Ganhou uma cena inesperada. A menina ficou observando que o seu ataque foi eficaz e ele não conseguiu controlar a situação. Nesse momento excitante de euforia, com os braços esticados e um sorriso louco em sua boca por não esperar por isso, fez com que gargalhadas, entrando no espetáculo doentio, deixasse a cena junto com as gotas de sangue mais intensas!

Ele ficou reproduzindo o som da sua boca, destruindo a orquestra de fragmentos de líquidos, na verdade, amordaçando o som da chuva enquanto a menina tropeçava em suas pernas, caindo no chão molhado por conta do fluido do céu, arrastava o seu corpo, o seu vestido banhado com sangue, aproximando-se da estrada, sabendo que logo ele voltaria... mas ainda estava eufórico! Enlouquecido, excitado pela doença feroz do destino. Ela sabe que o assassino voltaria mais intenso e violento, selvagem, com certeza dessa vez não deixaria e não daria mais oportunidades para garota de escapar e fugir do seu controle. Ela só precisava encontrar ajuda antes que fosse tarde demais, precisa avisar para o primeiro motorista desavisado o que está acontecendo.

Finalmente chegou à estrada, ainda encontrava-se segurando aquele metal nas mãos, o seu vestido estava vermelho, molhado, com o pano grudado nas suas pernas e por todo seu corpo magro e a chuva, personagem da plateia sádica, por alguns segundos por conta do último ato, a última cena do espetáculo, que prometia ser tão boa quanto o início quando o carro estava aproximando-se ficou em silêncio. Uma pessoa chegaria e mudaria tudo, um homem parou diante da situação, na qual estava observando uma garota machucada.

O sujeito parou, atrás do carro estava uma criança que começou a cantar aquele som enjoativo e constante de um verme que faz poucos meses que saiu de uma barriga após atos vulgares. O homem estava assustado, preocupado, aflito, observando ela aproximando-se, o seu corpo estava machucado, de fato, não tem como negar os cortes profundos, marcas detalhadas, em locais precisos... Ele deixou sua marca, este deixou um aviso, o lobo queria que ninguém chegasse próximo... ele sabia que eles iriam observar e desejava isso, ficava excitado, com a cena, na qual as outras pessoas observavam o quanto a garota sofreu nas suas mãos!

Aflito e preocupado, aproximou-se do carro e a chuva estava iniciando devagar e silenciosa. Dando passos leves, não querendo incomodar o último ato, aquela cena final do espetáculo, no qual deixaria o público ansioso para saber o que iria acontecer. O homem pegou o seu celular, então um golpe feroz na sua barriga, mais outros nas suas costas, foram tantos que ele não esperava por isso! Afastou-se do carro, caindo longe, observou a faca e viu ele... o assassino! Apareceu tão de surpresa que o homem não sabia o que fazer diante da situação, pensou na sua criança, mas ele foi mais rápido, cortando a garganta dela e quebrando o seu pescoço após atravessar o metal decepando aquele corpo frágil.

A mulher gritou nos últimos momentos, enquanto ele estava segurando o seu corpo dizendo suas últimas palavras, nas quais não poderia fazer nada, pois estava com a faca imobilizando-a:

- Eu sinto muito, não posso mais controlar ele... - a chuva começou quase no mesmo instante que ela deu seus últimos suspiros... suas últimas palavras, entregando o seu corpo e mente para o assassino, no qual começou a gargalhar. Estava tão enlouquecido que deixou a faca cair no chão e ficou contemplando o homem sangrando, com seus olhos gritantes, observando sua criança morta. Iria brincar, não há dúvidas, com aquele homem, se diverteria e aproveitaria o ódio por ver o seu filho... Ele sabe o quanto isso é bom, gosta disso, aprecia, sente o desespero das suas vítimas e sabe que logo aparecerá mais uma pessoa para iniciar um novo espetáculo!

Autor: Sinistro

3 comentários:

  1. Muito boa essa, perturbadora do início ao fim. E o final não estragou o restante da história.

    ResponderExcluir
  2. Oi, sei que provavelmente não vão ver mas preciso de ajuda,gostaria de saber se alguém sabe o nome da creepypasta de um homem q acorda em um quarto vermelho, preso em uma cama, ele é morto por um rapaz e antes de morrer revela que não vão se importar com a morte dele ja que o mesmo também é um assassino.(eu não me lembro o nome e estou procurando essa história a muito tempo se alguém souber pff me fala)

    ResponderExcluir
  3. Muito boa, é original em pt ou tem versão em outro idioma?

    ResponderExcluir