20/08/2012

COMUNICADO: Canal do Youtube & Creepypasta Brasil


Fala aê rapaziada! Beleza? Então, estou aqui só pra fazer um pequeno comunicado pra vocês...

Como muitas pessoas ainda não sabem, temos um Canal no Youtube, chamado Strongstar Productions, onde eu, o Alex, e mais um amigo nosso, fazemos videos (na maioria das vezes, videos de jogos, jogatinas, etc), e ele está no ar desde o começo de 2011. Agora, pra vocês que estão se perguntando: "Mas que diabos isso tem a ver com o blog?" Bem, vou explicar: Há um tempo atrás, citei em um de meus (vários) videos que, no futuro, faríamos videos paralelos, relacionados a assuntos de terror (Sim, me refiro especificamente às Creepypastas \o/). Bem, já passou da hora de fazermos algo novo no canal, e a hora é agora! A partir deste sábado, começaremos a trabalhar em videos relacionados ao blog, de diversos tipos de categorias. No momento, são essas:

Videos de Reação: Videos mostrando nossa reação, no momento em que assistimos algum vídeo "tenso" pela primeira vez.

Videos de Let's Play de Creepy Hacks: Videos seguindo o mesmo formato de nossos videos-padrão de "Let's Plays", que são basicamente quando jogamos algum jogo, do começo ao fim, e comentamos ao longo dos videos (Como este vídeo, por exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=weTbIbdmalY). Mas, a partir de agora, jogaremos também Hacks relacionadas à Creepypastas de Jogos (Acredito que os melhores exemplos sejam os "Creepy Hacks" do Pokemon), e como de costume, informações sobre o jogo, sustos e comentários sem noção não faltaram.

Videos de Leitura de Creepypastas: Como o próprio nome já diz, são os videos em que fazemos uma leitura de uma Creepypasta do nosso blog, enquanto são mostradas imagens ilustrativas da história ao longo do vídeo.

Videos de Curta-Metragens: Esse tipo de vídeo tem sido um de nossos sonhos há muito tempo... Bom, basicamente, são curta-metragens baseados em Creepypastas, feitos somente por nós, uma câmera e um editor de videos \o/ Na minha opinião, o melhor exemplo deste tipo, é ESTE curta metragem, baseado na Creepypasta "A Garota da Fotografia", que você visualizar aqui mesmo no blog. Pra galera que ainda não sabe, no momento, estou fazendo faculdade na área de Produção Multimídia (ainda cursando o 2° Semestre), e a partir do 3° Semestre, trabalharemos especificamente com produção e edição de videos, então isso realmente nos ajudará bastante.

Bom galera, pro nosso primeiro vídeo em "parceria" com o blog, pretendemos fazer um vídeo de reação, só pra começar. Já temos algumas opções de videos aqui do blog mesmo (que ainda nunca assistimos, é claro), e se você tem alguma sugestão ou pedido, pode deixar nos comentários que deixaremos anotado! Compartilharemos todos estes videos aqui no blog, então o que vocês preferem? Que criemos uma nova Categoria, intitulada "Vídeos (Strongstar Prods)", algo do tipo? Ou que a gente coloque todos os videos compartilhados aqui na mesma categoria das outras Creepys, a Categoria "Vídeos"? Deixem suas opiniões nos comentários ;)

Então, acho que é isso ai. Please, se inscrevam lá no canal (http://www.youtube.com/user/StrongstarProds), avaliem os videos, comentem, mandem mensagens e ajudem a incentivar nosso trabalho! Ainda terão muitas novidades por virem (tanto em relação aos videos de jogos, como também aos novos "Creepy Videos"), então fiquem ligados! \o/

Por hoje não tem Creepypasta, devido ao feriado e tals, porém, ontem eu passei o dia inteiro traduzindo três Creepys enormes (uma de Mindfuck, duas de Video-Games) que muuuitos de vocês estão pedindo já faz um bom tempo, então esta semana, se preparem para ficaremos acordados durante muuuitas noites ;)

Muito obrigado pela atenção, abraços, e bons pesadelos!!! \m/
\\Gabriel Azevedo dos Santos//

19/08/2012

GhostHouse.exe


Um dia, quando estava na página inicial do site Clickteam, eu estava dando uma olhada na seção de jogos em exibição, e nisso, encontrei um jogo chamado "Ghosthouse". Ele era o 1º lugar na lista de jogos do mês, então decidi experimentá-lo. O estranho é que a imagem abaixo do título do jogo não carregou. Eu atualizei a página, mas ainda assim ela não carregava. Tentei usar o Google Chrome (eu estava usando o Internet Explorer, anteriormente), e a imagem ainda não fora carregada. Com isso, simplesmente presumi que eles não tinham uma imagem para o jogo.

Ao clicar no link de download, ele veio com uma caixa de diálogo com apenas um arquivo executável chamado "GhostHouse.exe." Era o único arquivo que precisava ser baixado, e com isso em mente, eu baixei o jogo em meu disco rígido. Assim que o download terminou, o som de confirmação de download (DING!) fora substituído com o som de erro ou corrupção. Verifiquei o arquivo, mas ele estava lá em meu desktop; nada de errado com ele.

Eu queria muito jogar aquele jogo, mas precisava ir tomar conta da filha de minha tia Becky (o que significava que eu também tinha que ficar de olhos nas suas sobrinhas, Jessie e Carlos, yay), então transferi o arquivo para um CD-RW e levei-o comigo. Poucos minutos depois de ficar confortável em sua casa, eu entrei em seu quarto, e coloquei o CD no computador. Carlos queria saber o que eu estava fazendo, e eu disse a ele que estava prestes a instalar um jogo. Ele perguntou se podia assistir, e eu disse que tudo bem. Quando a pasta do CD carregou, cliquei duas vezes no ícone do jogo, e comecei a jogá-lo.

Foi ai que as coisas começaram a ficar estranhas. Alguns segundos depois que eu cliquei no ícone, a tela começou a piscar. Em seguida, o título do jogo apareceu. Não havia nenhuma introdução, nenhum logotipo de inicialização, nada; simplesmente fui levado direto para a tela de título. Havia apenas três opções - Novo Jogo, Carregar Jogo, e Opções. Dei uma olhada nas Opções, e havia apenas três configurações lá: Música, Som e Sair. As caixas de som de lá não funcionavam, então a única coisa que eu podia fazer era Sair. A opção Carregar parecia não funcionar. Pelo menos, ainda sobrava uma ultima opção... Novo Jogo. Apertei a Barra de Espaço, e fui colocado direto no jogo, sem nenhuma história ou enredo para me explicar o que estava acontecendo.

A jogabilidade era apenas um jogo de tiro em primeira pessoa, onde você tinha que eliminar todos os fantasmas e escapar de lá vivo. Havia somente um contador de fantasmas e uma barra de vida. Quanto aos gráficos, eles eram em preto-e-branco, mas em 3D (3D real, não igual ao jogo Wolfenstein 3D). Parecia com gráficos que você normalmente veria em um jogo de Playstation 1. Não havia realmente muito mais a dizer sobre ele... exceto por uma única sala. Ela estava infestada por fantasmas, provavelmente de uns 8 a 12 fantasmas. Eu estava apanhando pra caralho lá dentro; minha barra de vida diminuía cada vez mais a cada segundo. Pouco tempo depois, eu estava morto. Um texto, dizendo "GaME OvEr", em uma fonte sangrenta e quase ilegível. Em seguida, o computador me deu uma tela azul de erro. Porém, não havia nenhum texto branco sobre ela, apenas uma tela azul brilhante e sem vida. Fiquei revoltado, e decidi desligar o computador.

Mas antes de fazer isso, Carlos me disse para olhar para a tela. Havia ficado tudo escuro, e eu podia ouvir um som de baixa freqüência zumbindo do computador... Mas isso não era possível, já que as caixas de som não estavam funcionando. Em seguida, na tela, vimos uma foto do rosto de alguém, mas a foto fora imediatamente quebrada em pedaços e espalhada por toda a tela. O zumbido ficou mais alto, o que fez com que pulássemos de susto. O computador fez isso mais umas três vezes, antes do fim deste "vídeo". Ele mostrou um texto branco, somente dizendo: "NADA FORA ENCONTRADO". Pensando no rosto que aparecera, ele se parecia um pouco com o rosto da Jessie, mas era difícil de dizer. Eu e Carlos nos olhamos por alguns segundos, antes de irmos para o outro quarto, chocados.

Algumas semanas depois, recebi um telefonema da casa da tia Becky. Mas quando atendi ao telefone, tudo que eu podia ouvir era alguém dizendo algo parecido com: "RED...ED...R-UM...". Parecia muito com a voz de Carlos. Assustado, fui para a casa deles o mais rápido possível (eles moravam a poucas quadras de distância de mim, então não era uma viagem muito longa). Assim que cheguei lá e chamei as crianças, ninguém respondeu. Aparentemente, não havia ninguém na casa. A TV estava ligada, mas sem sinal e com um barulho horrível de chiado. Aquilo me deixou assustado, mas infelizmente criei coragem, e fui direto para a sala de jantar... Lá dentro, encontrei Jessie, deitada no chão, e com seu rosto literalmente mutilado. Eu conseguia ver os ossos por baixo de sua carne. No chão, ao lado dela, estavam pedaços de sua pele, colocados em uma pilha. Logo depois de ver aquilo, de repente, o computador começou a fazer um barulho extremamente alto, e em seguida, deu um pipoco, e aparentemente queimou. Aquilo tudo fez com que eu quase me cagasse nas calças. Depois disso, fui correndo chamar a polícia.

Liguei para o 190, e eles imediatamente chegaram lá. Eu estava esperando do lado de fora, e quando eles chegaram, corri direto para o policial, dizendo-lhe o que havia acontecido. Eles correram para dentro, revistaram a casa toda, mas não encontraram nada. Ele então me avisou para nunca mais pregar uma pegadinha daquelas novamente, ou eu estaria em apuros.  Enquanto eles iam embora da casa de Becky, eu me perguntava: "O que eles queriam dizer com ‘não encontraram nada lá dentro?’". Voltei lá pra dentro, e para minha surpresa, todo mundo estava na sala de estar, exceto Jessie. Perguntei onde ela estava, e Becky simplesmente respondeu: "Não sei, me diga você, eu não a vejo desde a noite que você veio cuidar das crianças.”

ALGUMAS IMAGENS DO JOGO... E AI, TEM CORAGEM?!






18/08/2012

Sonic the Hedgehog 2 - Sound Test

No jogo Sonic the Hedgehog 2, para Mega Drive, vá no menu de opções, e dentro no sub-menu "Sound Test", digite o seguinte código: 73, 6C, 65, 6E, 64, 65, 72, 6D, 61, 6E, 00.

Depois de fazer isto, segure o botão A, e aperte Start para reiniciar o jogo. Pule todas as telas, sempre mantendo o A pressionado (não muito diferente do código para desbloquear a seleção de fases) o tempo todo, até você selecionar a opção “1 Player “. Note que não haverá nenhum som de confirmação, por isso, se nada de anormal ocorrer, desligue seu console, e tente novamente. Se ainda assim não funcionar, provavelmente sua cópia do jogo não é a versão correta. Até agora, somente as versões 1,05 & 1,07 permitem que este “encontro” aconteça.

A versão 1.10 removeu este "segredo" que, de fato, ficou inacessível, ou completamente ausente das versões finais do jogo. O motivo da adição disto ainda é desconhecido; é horripilante, e não modifica em nada o resto do jogo, além da novidade de “apagar” o Sonic do cartucho, caso você continue jogando sem desligar o console. O tal código não parece funcionar quando você tenta jogar com Tails sozinho.


Unhas

Há um ou dois anos atrás, comecei a notar uma coisa muito estranha acontecendo com meu carro; uma superstição, ou como você quiser chamá-lo. Quando eu estava no banco do motorista, sempre verificava se havia alguém nos bancos de trás, embora apenas à noite (meu trabalho normalmente terminava em diferentes horas da noite). Muitas pessoas fazem isso, provavelmente por causa de histórias como "O Gancho", aquela sobre o motorista de caminhão piscando suas luzes para uma mulher desconhecida, sem motivo alguem. Mas, eu tinha uma boa razão para isso, e, assim como as lendas, tudo começou com uma história.

De volta quando eu estava no grupo de escoteiros, todas as crianças contavam lendas urbanas, tentando assustar os nossos amigos. Mas as melhores histórias vinham de nossos pais. Talvez porque os ouvimos mais atenciosamente, ou porque eles estiveram vivos por tempo o suficiente para saber como cativar um público. Ou, pode ter sido porque sempre havia alguma verdade (mesmo que às vezes somente uma pequena pitada de verdade), para fazer com que tudo aquilo soasse muito real para crianças como nós.

Eu me lembro de uma vez que estávamos acampados muito tarde na floresta. Minha tropa estava se preparando para uma "corrida de revezamento de inverno." Foi somente depois que eles nos disseram para irmos pra cama, que eu abri meu saco de dormir apenas o suficiente para ouvir o que o meu pai estava dizendo para os pais de meus colegas escoteiros. A história se passava quando meu pai ainda trabalhava no Hospital Beth Israel, na década de setenta. Ele estava contando sobre uma sala de queimaduras que havia lá; ele se lembra de ter visto algumas celebridades por lá, famosos até mesmo fora da área de Boston. Ele descreveu que, quando sua pele arde no fogo, ela deixa de agir como pele, e passa a agir mais como uma espécie se “substância cerâmica”. A parte mais assustadora era olhar as fotos das vítimas da maneira como eles eram antes, e como haviam ficado depois das queimaduras. Era especialmente assustador olhar para as celebridades quando você já sabia suas aparências anteriores às queimaduras.

Meu pai só falava sobre aquela sala de queimaduras com os outros pais. Eu nunca ousei perguntar a ele, com medo de talvez levar um tapa na cabeça por ficar acordado até tarde. De qualquer maneira, todos nós ficávamos até tarde para ouvir as histórias mais assustadoras de todos eles. Havia três atributos dessas histórias que eu me lembro: Primeiro, ele só contava as histórias da sala de queimaduras quando estava frio (aquele frio comum da Nova Inglaterra, onde você podia sentir o cheiro da neve que vinha). Frio o suficiente para ver nossas respirações, mas não a ponto de precisarmos cancelar nossos acampamentos. Em segundo lugar, os olhos dos pacientes, o que a maioria das pessoas não pensam. Para elas, os olhos são basicamente “colados”, pela pele que escorre para fora e se reconstrói na base das pálpebras. Às vezes, os médicos tentam erguer as pálpebras para abri-las, mas na maioria das vezes, seus olhos literalmente “explodem”.

E a terceira coisa que meu pai mais conseguia lembrar, não era o cabelo ou os olhos, mas sim suas unhas. Suas mãos eram as únicas coisas que ele tinha que tocar, na distribuição de medicamentos. A verdade, é que as células que formam as unhas nunca são reformadas corretamente depois de estar sob calor o suficiente para dar queimaduras de terceiro grau em todo o corpo, mesmo depois de se curar. A integridade das unhas fica fraca e frágil, mesmo depois de anos e anos da recuperação do resto do corpo da vítima. Meu pai disse que quando ele limpava a sala, ele encontrava dezenas e centenas de unhas quebradiças que compunham o lixo no chão.

Agora, de volta à minha superstição antes de começar a explicar minha história. Ultimamente, tenho encontrado unhas nos meus bancos traseiros mais e mais vezes. As unhas, obviamente, vinham de um ser humano, mas tinha certeza de que não vinham de mim. A primeira coisa que eu pensei foram meus clientes; tenho trabalhado em uma facilidade para idosos há cerca de dois meses, e às vezes eu tinha que levar meus clientes no meu carro. No começo, pensei que eles provavelmente estariam agindo preguiçosamente e não os jogando fora, ou simplesmente queriam deixar uma bagunça nojenta como um meio de conseguir um aumento infantil das pessoas.

Isto é, até o dia em que fui pouco cuidadoso, e vi alguém tentando abrir a porta de trás do carro. Estava escuro, e quando gritei para ele, ele olhou para mim e imediatamente fugiu em direção a floresta. Eu gostaria de poder dizer que não consegui dar uma boa olhada em seu rosto. Afinal, foi isso que eu disse para a polícia quando contei sobre a invasão. Mas eu vi o seu rosto, se é que você poderia chamá-lo de rosto. É difícil explicar agora, apesar de conseguir vê-lo claramente em minha cabeça. O rosto não é difícil de descrever por causa de meu medo na hora, mas sim, por causa das graves queimaduras no homem.

Ele não tinha orelhas, nem olhos, nada além de uma boca aberta, uma boca que parecia desproporcionalmente grande para o resto de sua cabeça, provavelmente porque era a única coisa que dava algum contexto natural ao homem (ou coisa). Apesar disso, a boca era o suficiente para expressar o medo do homem; o medo, ao tomar conhecimento que eu havia interrompido seus planos. Todo mundo já ouviu essas histórias assustadoras sobre o homem com um gancho, ou sobre o motorista do caminhão piscando suas luzes sem motivo aparente. Essas histórias ainda se espalham para todas as novas gerações de motoristas. Antes deste incidente, eu provavelmente riria delas, assim como você. Não precisa necessariamente de um homem com uma faca para fazer com que alguma pessoa comece a olhar atrás de suas costas, assustada. No meu caso, só me bastou uma visita à ala de queimados do Hospital Beth Israel, quando descobri que muitos pacientes estavam desaparecidos...

Cuidado com as unhas.


15/08/2012

Besouro


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Caso Psicótico - Distúrbio mental violento - Nº: 318
Registrado Na 16ª D.P de SP, São Paulo, Vila Clementino para transferência do detento de solitária para sanatório mais próximo e mais rápido o possível. Detento com tendências suicidas. Segue anexado em documento informações e registros.

Nome: Aldo Pereira Coutinho
Idade: 18
Nível do Distúrbio: Grave

Registro digitado a partir do relato gravado em áudio da parte do paciente, para futuros estudos:

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"Meu nome é Aldo. 18 anos. Não sei se devia ou não estar aqui, não faço idéia mesmo. Sei que me deixaram com essa merda de gravador ligado e me disseram pra contar o que aconteceu. Não sei de mais nada, sinceramente, se mereço ou se quer estar vivo, mas por falta do que fazer, ou falta de opção, vou contar o que me lembro dessa merda toda.

Começou do jeito mais comum o possível, algo que me parecia idiota a princípio provou ser bem mais sério do que eu imaginava. Voltava do jogo de futebol com o pessoal, e quando passamos perto dos arbustos do caminho, ouvi muitos sons de grilos, besouros, insetos em geral. E vi vários, também. Haviam muitos para ser normal. Tomei um puta de um susto e pulei para trás, mas ainda assim um veio voando na minha direção, um besouro verde escuro, do tamanho de uma bola de gude.

Me debati e esperniei, acertei quase todo mundo com socos e pontapés pra me livrar do besouro, mas ainda assim o filho da puta sumiu da minha visão sem ser morto. Ainda ouvia o barulho dele, mesmo com todos gritando e perguntando se tinha enlouquecido. Me acalmei aos poucos e fui me levantando, me apoiando no chão, quando olhei para minha mão no asfalto e vi um relevo, do tamanho de uma bola de gude, por debaixo da minha pele.

Gritei, sacudi a mão e tampei o relevo. Ofeguei e relutei até tirar a mão de cima, mas quando o fiz, estava tudo bem. Nenhum sinal de caroço absurdo sob a pele. Só uma sensação incômoda de algo estar errado. Todo mundo me encarando estranho e rindo de mim. No caminho de volta até minha casa, vim conversando e citei o arbusto cheio de insetos. Ninguém mais tinha visto nem ouvido inseto algum. Ri. Não sei de que, mas ri. Resolvi só esquecer.

Fui tomar meu banho, bem mais tranquilo, quando notei que meu nariz sangrava. Fiquei muito assustado e sem entender direito a situação. Num instinto, fiquei olhando para o sangue, sem saber o que fazer. Então começou o inferno. Um zumbido, bem baixo, daqueles que moscas, mosquitos ou pernilongos fazem quando passam perto do seu ouvido. Agoniante. Esbofetiei meus ouvidos para afastar seja lá o que fosse, mas não sumia. O som começou a aumentar.

Cai no chão do banheiro e comecei a chorar feito uma moça... Não sabia o que fazer, só doia em meus ouvidos e ficava cada vez mais alto. Comecei a gritar e me debater. Então vi mais uma vez. Na minha barriga, o relevo, o caroço, o maldito inseto por debaixo da minha pele. Em segundos me levantei, me debati e quebrei a porta de vidro do box, cortando meus dedos no processo, tentando me livrar do inseto que corria por debaixo da minha pele por todo meu corpo. Todo. Meu. Corpo. Quando comecei a vomitar por não aguentar mais ver aquilo, meu Pai já havia entrado no banheiro acompanhado de minha Mãe. Ela já chorava mesmo sem saber o que acontecia, por ter visto minhas mãos cheias de sangue e o box destruído... Meu Pai me conteve e me sentou na privada. Me perguntou que porra estava acontecendo. Chorei, chorei, engasguei e desmaiei.

Acordei em meu quarto, com curativos nas mãos e um médico saindo, apertando a mão do meu Pai e dizendo que ficaria tudo bem. Que havia sido apenas um ataque, talvez hormonal ou emocional. Relativamente comum entre jovens sob tanta pressão como eu provavelmente era...

Quando meu pai voltou para meu quarto e ouvi o barulho da ambulância indo embora, fingi dormir e esperei ele fechar a porta. Assim que ele saiu eu me levantei e procurei no meu corpo pelo maldito. Não achei em lugar algum, e também não ouvia o zumbido. Deveria estar tranquilo, mas o silêncio mortal daquela parte do bairro e o tic-tac do relógio só me agoniavam de modo estranho.

Deitei. Divaguei. Conversei comigo mesmo sobre minha situação. Não fazia o menor sentido. Andei pelo meu quarto e mexi nas minhas coisas. Relaxei, me senti melhor. Minhas mãos nem doíam tanto, só quando dobrava os nós dos dedos ou cerrava os punhos...

Me sentei na cama, bem mais relaxado depois de um dia tão estranho. Domingo. Ainda eram duas da tarde. Meu Pai entrou no quarto e eu logo disse que queria falar sobre o que aconteceu mais tarde, mas que estava tudo bem. Ele entendeu e me ofereceu um lanche. Aceitei, e em minutos ele voltou com uma bandeja, com pão, manteiga, queijo e suco. Agradeci e bebi o suco. Ele saiu do quarto. Olhei para a bandeja, respirei fundo e senti uma pontada no peito.

Me joguei para trás e vi o besouro debaixo da minha pele de novo. Agora não tinha mais medo dele. Tinha raiva. Ia matar ele. Vi ele descendo até perto da minha cintura, me joguei e peguei a faca de serra que veio com o pão e depois de pensar duas, três, quinze vezes, enfiei a faca no começo da minha virilha, bem rente ao maldito, que não se mexeu. Quando comecei a cortar a pele ao redor para tirar ele de mim, meu pai abriu a porta de novo.

'Puta que pariu, moleque!'. No susto, olhei para ele, e quando olhei de volta, o besouro havia sumido. Só havia um semi círculo na minha virilha e bastante sangue. 'Caralho, moleque, caralho!', gritou meu Pai. Olhei para ele com medo, não dele, e sim do que vi no rosto dele. Bem do lado do seu olho, o besouro. Entrou pela fresta do globo ocular e se fixou acima. Um calombo acima do olho do meu Pai. E ele não reagiu, parecia não sentir nada, sequer notar algo invadindo seu rosto. Não pensei duas vezes.

Voei com a faca no rosto do meu Pai, que esquivou, cortei um pouco de sua testa. Me desarmou com um soco, que logo devolvi, bem no meio do rosto, em cima do besouro. 'Agora você tá fudido, moleque'. E eu levei a maior surra da minha vida. Não conseguia encarar meu Pai enquanto apanhava. O besouro havia mudado ele, mudado seu rosto. Era como uma máscara vermelha com expressões exageradas... terrívelmente doentio.

Lembro de minha Mãe tentando conter ele e de desmaiar de novo.

Acordei preso com algemas e dentro de um cubículo preto. Com novos curativos. É... era uma solitária. Ouvi mais uma vez uma conversa, dessa vez, de um homem com minha Mãe. 'Precisamos manter ele aqui, senhora, enquanto a ambulância do sanatório não chega. É pela segurança de todos, principalmente, a dele mesmo'. Ouvi minha mãe chorar e seu choro se afastar nos corredores.

A mais ou menos uma hora atrás vieram me amarrar com cordas para evitar qualquer movimento. É... eu estive me jogando contra as paredes desde que ele voltou a aparecer sob minha pele. Podia escutar ele andar pelos meus músculos, tendões, juntas. Indiscritivelmente nojento.

Me amarram. Só posso observar e sentir enquanto eles rastejam sob minha pele. Sim, não é só mais um. Ele colocou... Colocou ovos debaixo da minha pele, e alguns já se abriram. Vários circulam pelo meu corpo e mais estão por vir, das dezenas de ovos que ele pôs...

...Acho que quero morrer...

...Por favor...

...Me matem..."

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Observações médicas adicionais: Série de hemorragias internas de caráter e origem desconhecidos. Paciente contorce o corpo em movimentos involuntários enquanto chora. Não dorme, não come, não urina ou defeca normalmente.

São Paulo, SP, 11/03/2011.



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Caso Psicótico - Distúrbio mental violento - Nº: 319
Registrado Na 16ª D.P de SP, São Paulo, Vila Clementino para transferência do detento de solitária para sanatório mais próximo e mais rápido o possível. Detento com tendências suicidas. Segue anexado em documento informações e registros.

Nome: Fernando Rael Nunes
Idade: 23
Nível do Distúrbio: Grave

Registro digitado a partir do relato gravado em áudio da parte do paciente, para...



Fonte: Fornit Some Fornus

14/08/2012

Nenhuma alma deixada para trás


"O que é isso?"

"Vamos ouvir."

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Gravação de áudio ativada.
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Data da gravação: 21/12/2102
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Aqui fala... Aqui fala o Tenente Coronel Joseph Hunningan, Comandante da centésimo-sétimo batalhão, cavalaria, Fuzileiros da Federação Unida.

A quem quer que interesse, antes que eu prossiga, deixe-me pedir desculpas por estar gravando em um aparelho que provavelmente vai desaparecer logo.

Se você for humano, então deve saber da situação. Vou recapitular só para o caso de qualquer informação que eu possua lhe seja útil.

Se você é um deles... então saiba que um dia, talvez não logo mas um dia, o que vocês fizeram a esse planeta vai ser feito ao de vocês. O que vocês fizeram aqui, o caos que trouxeram, será retribuído, dez vezes pior.

A sete meses atrás, a aproximadamente as 13:37 G.M.T, o pessoal da U.F.S.A recebeu uma transmissão de uma localização desconhecida próxima a maior lua de Saturno, Titã.

A transmissão era falada em inglês fluente.

Ela dizia: "...Seres da Terra. Nos dirigimos a vocês agora para que quando o tempo chegue vocês talvez tenham alguma chance de sobrevivência. Seu planeta, o que chamam de Terra, é um dos poucos corpos celestes em sua galáxia, a qual chamam Via Láctea, farto de recursos. Somos seres, que, como vocês, precisamos de recursos para sobreviver. Viremos até a Terra. Levaremos seus recursos. E nós não deixaremos...".

A transmissão acabava ali. Meses se passaram e nada ocorreu. O planeta todo estava aflito, cada país totalmente militarizado, cada maldita bomba nuclear na existência estava pronta para destruir o que quer que se aproximasse a mais de 30 kilômetros da atmosfera.

Achamos que o planeta finalmente veria paz após décadas de guerra. Acreditávamos que a Guerra do Fim teria sido a última que a humanidade teria visto. Depois de perdermos toda a China e metade do Japão na Guerra do Fim devido a radiação, julgamos que a terra viveria longos períodos de paz e prosperidade. A humanidade finalmente havia aprendido que a paz era a verdadeira chave para a prosperidade... e ao que parece, estávamos errados. Peço desculpas por ficar enrolando, tenho pouco tempo.

Após meses de espera por uma invasão alienígena, as coisas começaram a acalmar.

Então eles vieram.

Não em um número grande, nem em incontáveis naves.

Só uma.

Uma única nave, com a altura do Empire State e a largura de um campo de futebol americano. Pousou no sul da África do Sul. O mundo ficou sem ação, assustado, e no mais, curioso. Nenhum satélite detectou-os, nenhum telescópio os viu, nenhuma pessoa escutou... Até que pousou. Não saíram robôs com armas marchando de dentro, nada números imensos de alienígenas grotescos nem nada assim. Só uma coisa. Parecia humano.... Era humano... Pelo menos parecia muito. Até notarmos furos do lado do seu pescoço e estranhos anéis ao redor de seu pulso. Usava um robe branco e tinha a cor de pele marrom clara.

Não era humano.

Quando saiu da nave, a Federação Unida já havia o rodeado de fuzileiros. Graças a Deus eu estava em Nova York e não na África.

Não falou nada. Tudo que fez foi andar até o lago próximo da rampa que descera da nave e colocar a mão dentro da água. Os círculos no seu pulso alargaram e sugaram uma substancial parte da água, água o suficiente para que o lago, que não era tão grande assim, perder meio metro de profundidade. Ninguém fazia idéia de como aquilo era possível.

O que aconteceu a seguir foi inacreditável.

A criatura começou a sugar uma imensa quantia de ar, e logo após exalou um gás pelos buracos do lado do pescoço. Foi como o ar que sai de nossos pulmões em lugares frios, como uma fumaça. A única diferença é que a nuvem que se formou era do tamanho de um elefante e até que ele parasse de exalar a fumaça, se passaram dois minutos.

Ninguém falou nada, ninguém se mexeu, ninguém sabia o que fazer.

Após a criatura terminar de exalar, começou a se engasgar. Tossiu violentamente e cuspiu pedrinhas. Milhares de pedrinhas do tamanho de moedas.

Depois disso, a criatura re-entrou na sua nave e a rampa se fechou, fechando o único acesso à enorme estrutura negra.

Imediatamente foi instaurada quarentena na área para observação. Observação essa que mostrou que as pedrinhas eram compostas de hidrogênio. Só hidrogênio.

Pode não parecer assustador, mas deixe-me explicar. Eu era professor de química na faculdade do exército e sei que hidrogênio sólido só pode ser obtido quando o mesmo é contido em uma área e que a temperatura dessa área seja menor que 260 graus Celsius negativos. E nem temperaturas de 816 Celsius conseguiam derreter as pedrinhas.

A mesma área em quarentena foi diagnosticada com uma quantia anormal de oxigênio.

A primeira hipótese foi que seja lá o que aquela criatura fez, ela converteu a água aos seus dois elementos básicos. Hidrogênio e Oxigênio. Muitos disseram que era impossível porque oxigênio criado nunca é igual ao encontrado na terra, mas a estrutura atômica das pedrinhas era igual à do hidrogênio encontrado na terra. Também era mais sólido que diamante e mais leve que titânio.

Ninguém fazia idéia com o que estávamos lidando.

A nave permaneceu imóvel por 35 dias. Na próxima vez que a nave abriu a rampa, três criaturas iguais saíram de dentro. A essa altura a humanidade já julgava a outra aparição só como uma amostra de poder, já estávamos impacientes. Saíram e assim que chegaram ao chão, ergueram os braços, e não responderam à ordem dos fuzileiros para ficarem onde estavam e não se mexerem. Bateram as palmas e um campo negro cobriu 2 quilômetros quadrados ao redor de onde eles estavam.

Nada sólido, líquido, gasoso e sequer a luz conseguia atravessar o campo. Se manteve lá por três dias. Ninguém que estava dentro do campo quando ele surgiu conseguiu sair. De súbito, após os três dias, as 7:30 G.M.T., o campo sumiu, em menos de um segundo. Junto com o campo, também haviam sumido as pessoas que estavam nele. 73 pessoas desaparecidas. Todos que estavam no campo haviam sumido. Nenhum traço de sua existência, nada. Só se manteve lá a nave e os três seres. Idênticos... Os três... Os três com sorrisos em seus rostos.

Naquele momento deveríamos ter agido. Deveríamos ter feito algo. Sacrificado a África do Sul com todas as bombas atômicas existentes e matar aqueles filhos da puta, talvez pudessemos ter sobrevivido.

O que aconteceu a seguir marcou o fim.

No dia seguinte as 7:40 G.M.T. um flash de luz ao lado da nave chocou todo o mundo. Após o flash se apagar, o que se enfileirou ao lado da nave foi terrível.

73 corpos no chão. Cada corpo estava sem roupas e sem armas. Após cada corpo ser examinado, descobriu-se inalteração. Tudo estava normal... E elas ainda estavam vivas. Não respondiam mais a estímulos e não tinham reações nervosas. Nenhum sinal de atividade cerebral, nada que os humanos considerem "vida". Mas os corpos ainda tinham um coração pulsando sangue e respiração perfeitamente funcional...

O incidente, posteriormente chamado de "O Buraco Negro", foi o início do fim, e ninguém queria aceitar isso.

A partir da semana seguinte, situações similares ao "Buraco negro" ocorreram no mundo todo. Imensos pedaços de terra, agora dúzias de vezes mais que dois quilômetros quadrados, eram cobertos pelo campo negro por toda a Terra. Os "Buracos Negros" apareciam por três dias, e após sumirem, deixavam todos em um estado de vida... sem vida. Algo pior do que vegetar.

Bombardeamos a nave com nossas bombas nucleares, mas após cada explosão, quando a poeria baixava, lá estava a nave. Imóvel, intacta.

Nessa época muitas religiões surgiram, transformando os seres em Deuses. Os seguidores acreditavam que as almas das pessoas capturadas nos buracos era levados ao céu, ou ao purgatório, ou para a terra da felicidade eterna. Típico Messianismo catastrófico.

Nos meses seguintes, os Buracos consumiram praticamente todo e qualquer pessoa deste maldito planeta...

Acho que não tenho muito mais tempo de gravação...

Estou sentado aqui no escritório do prédio da central da Federação Unida em Nova York. Está tão solitário... Não vejo uma pessoa viva faz semanas. Os corpos fazem da cidade uma grande lixeira humana. Não faço idéia do porque sobrevivi tanto tempo. Estive a metros de ser engolido por um Buraco, mas escapei diversas as três vezes... Porque ainda estou vivo?

Os corpos dos que foram afetados pelos buracos são horríveis, mas o que piora a situação mil vezes mais, são os corpos dos suicidas... Incontáveis corpos destroçados. Milhões que se mataram com medo do que aconteceria nos Buracos. Cada rua está pintada com restos humanos, sangue, corpos vivos vegetando, sujos desta imundice, alguns magros de desnutrição, sujos dos próprios detritos... É como estar no Inferno.

Acho que não aguento mais viver.

Seja lá quem estiver escutando isso tudo... Adeus. Adeus e boa sorte. E lembrem-se... se acham que estão seguros de seja lá o que for que está lá fora no infinito do universo... Vocês estão muito errados...
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Gravação de áudio desativada.
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"Tolas criaturas elas eram."
"Sim, mas tiveram o 'fim' necessário. Mande a mensagem para o próximo planeta. Não é muito longe daqui. Iniciemos a próxima colheita."

A transmissão foi ao ar e capturada pela estação espacial do próximo planeta na sua língua fluente.

Dizia: "Seres de Monotath. Nos dirigimos a vocês agora para que quando o tempo chegue vocês talvez tenham alguma chance de sobrevivência. Seu planeta, o que chamam de Monotath, é um dos poucos corpos celestes em sua galáxia, a qual chamam Sarcil, farto de recursos. Somos seres, que, como vocês, precisamos de recursos para sobreviver. Viremos até Monotath. Levaremos seus recursos. E nós não deixaremos nenhuma alma para trás".

13/08/2012

Creepypasta dos Fãs: Doce Dacy


Ela me parou e começou a contar:

“Eu era nova na vizinhança e tinha me divorciado recentemente. Enquanto eu terminava de desempacotar as coisas da mudança, minha filha de sete anos brincava no pátio. Eu tinha acabado de me mudar para um casebre em uma cidadezinha deserta.  Não tinha uma vizinhança muito... Próxima... Isso se é que eu possa dizer que existia uma vizinhança... A distancia de uma casa para outra era grande.

Ao entardecer eu já tinha acabado de desempacotar as coisas da mudança , então, chamei minha filha pra dentro. Ela apareceu com um sorriso reluzente estampado no rosto e estava histericamente feliz. Os lindos olhos verdes brilhavam de tanta felicidade. Ela me disse que uma senhora muito velha havia passado e tinha lhe presenteado com uma boneca. Ela me mostrou a boneca e não era uma coisa tão ruim. A boneca era encantadora. Ela tinha cabelos ruivos, lisos, longos até a cintura. Suas mãos tinham uma textura tão... agradável... Sua pele era alva, macia, sedosa.  A boneca era linda, porém, eu não pude deixar de notar que faltavam algumas partes no corpo da boneca, ela não tinha dedos nos pés, nem dentes, mas o mais notável para mim: Ela não possuía olhos.”

— Moça, eu não tenho tempo para ouvir histórias. Se não se importa, tenho que ir trabalhar. —Interrompi a moça.
A moça pediu-me um pouco mais de atenção e disse que não gastaria muito meu tempo. Então sentei-me na calçada, ao lado da moça que havia me parado no meio do caminho do meu trabalho e ela continuou com sua história:

“—Dacy! — Disse minha filha — O nome dela é Dacy! Foi a velha que me disse.
—Então vá por a Dacy no sofá. Está na hora de tomar banho.
Minha filha pôs a boneca no sofá, em frente à TV e foi tomar banho no andar de cima. Enquanto eu preparava o jantar ouvi minha filha gritar no andar de cima. Larguei tudo o que eu estava fazendo e corri desesperada em direção ao banheiro. Quando cheguei lá minha filha estava encolhida no canto e apontando para a parede.
— UMA ARANHA!!! Mata, mãe, por favor!
Eu matei a aranha e acalmei minha filha, deixei ela no banheiro pra terminar o banho e desci para terminar a janta. Quando cheguei à cozinha tudo estava como eu havia deixado, exceto a boneca que estava jogava no chão próxima à geladeira e havia uma faca no chão próxima à boneca. Ignorei. Tudo ocorreu normalmente no resto do dia. Na hora de dormir eu pus minha filha na cama e a boneca ao lado dela e fui pro meu quarto. Minutos depois de eu ter deitado, pude ouvir risadas vindo do quarto de minha filha. Levantei-me e fui ver o que estava acontecendo. Ao me aproximar do quarto, pude ouvir minha filha agradecer. Ela simplesmente disse “Obrigada”. Chegando ao quarto de minha filha, eu a vi sentada no chão em frente à boneca.
— A Dacy disse que meus olhos são lindos, mamãe.
— Oras filha... Ela nem tem olhos... Como ela poderia te enxergar?
— Não sei. Ela só disse...
Coloquei minha filha na cama e a boneca junto a ela.  Durante a madrugada fui acordada por uma voz doce:
— Posso dormir com você? Tive um pesadelo.
— Tá bem.
Senti suas pequenas e frias mãos em minha perna, subindo pela cama. Ela pôs-se abaixo dos lençóis, deitou-se atrás de mim e me abraçou.
Quando eu acordei, eu estava sozinha na cama. Fui checar no quarto dela. Ela estava deitada em sua cama e a boneca estava jogada ao chão. Deixei minha filha na cama, dormindo, e saí pra comprar coisas pro café da manhã. Não havia problema em deixá-la sozinha, pelo menos era o que eu achava. Quando eu voltei, minha filha estava na cozinha com uma faca apontada pro seu olho.
— FILHA!—Berrei enquanto corria pra tirar a faca das mãos dela e a abraçava— O QUE ESTÁ TENTANDO FAZER???
— A Dacy. Ela pediu meus olhos emprestados. Mas tudo bem. Ela vai me devolver depois.”

—Espera, senhora... Isso é verdade?— Eu estava cada vez mais intrigado
—Calma, deixe-me terminar. —Disse a senhora. — “ Eu peguei a boneca furiosamente e a joguei na lixeira em frente à minha casa. Nesse momento uma senhora muito velha passou e disse:
—Dacy não gosta de ser ignorada.
Ela não disse mais nada, apenas caminhou até desaparecer entre a névoa matinal que cobrira aquele lugar. 
Durante a noite eu acordei com som de passos pela casa. Os pisos de madeira rangiam e os passos quebravam o silêncio da madrugada com um eco que percorria todo o andar de cima. Levantei-me para checar e os sons dos passos sumiram. Quando fui ao quarto de minha filha elas estavam lá sentadas na cama.
—MAS O QUE DIABOS ELA ESTÁ FAZENDO AQUI? PORQUE VOCÊ A TROUXE DE VOLTA? — Reclamei com minha filha.
—Não fui eu, mãe. Não fui eu.
Nossa, que clichê. Quão burra sou eu ao ponto de deixar de acreditar em minha filha? Eu apenas a deixei no quarto com a maldita boneca e fui dormir. Na mesma madrugada, pouco mais tarde, fui acordada por uma voz doce:
—Posso dormir com você? Tive um pesadelo.
Eu já estava morta de sono, e sem nem pensar, respondi:
— Claro.
Ela, da mesma forma, deitou-se atrás de mim, abraçando-me. Quando acordei, eu estava sozinha na cama novamente. Era sexta feira e minha filha iria passar o final de semana com o pai. Logo após o café da manhã eu a levei para a estação ferroviária e voltei pra casa.
Eu estava incomodada. Aquela aberração estava ali. Sentada no sofá, como se estivesse me monitorando. O fato d’ela não ter olhos me agonizava.  Só de olhá-la já me provocava calafrios. Eu tinha que ver o que havia de errado com aquela boneca. Minha curiosidade era imensa. Peguei a boneca, carreguei-a. Ela era mais pesada do que eu pensava. Acho que a raiva não me deixou perceber seu peso na primeira vez que a carreguei.  Os orifícios onde deveriam estar os olhos eram profundos. Grandes buracos profundos e de cor vermelha, e por dentro, parecia ser... carne...”
—Mas era uma boneca, minha senhora! — Exclamei confuso
—Deixe-me terminar. — Disse a velha.
“ Resolvi procurar mais bizarrices. Virando e revirando as camadas e mais camadas de seu vestido. Pareciam aquelas roupas das mulheres de época. Na perna esquerda tinha uma mancha na pele, similar a um sinal de nascença de uma sobrinha minha que faleceu ainda criança. Até hoje não sei o motivo de sua morte. Ao subir mais a minha mão por debaixo do vestido, senti um pequeno volume na área da virilha. Subi o vestido dela, eu estava espantada, era uma cicatriz enorme que a rodeava toda a perna. Eu larguei a boneca no chão imediatamente e dei as costas. Ouvi um ruído e quando virei para checar, a boneca já não estava mais lá. Ouvi um grito de pavor e medo vindo do andar de cima. Fiquei na sala, tentei me distrair, ouvi musicas, assisti TV, mas nada tirou minha mente da maldita boneca.
Eu subi as escadas e fui em direção ao meu quarto. Eu estava morta de sono e precisava dormir. Antes de me deitar, procurei pela boneca. Assustei-me ao vê-la sentada na cama de minha filha. Tranquei a porta do quarto de minha filha e fui dormir.
Durante a madrugada, fui acordada por uma voz doce:
—Posso dormir com você? Tive um pesadelo. ”

—ESPERA SENHORA! — Interrompi a velha — Mas sua filha não estava com o pai?
—Pois é, meu jovem... Foi tarde demais quando eu notei isso...
“Ela subiu em minha cama e deitou-se atrás de mim, abraçando-me. Quando me dei conta do que estava acontecendo, pulei da cama, gritando, horrorizada, saí de meu quarto correndo e ao olhar pra trás só pude ver a maldita boneca sorrindo. Eu saí de casa desesperada. Passei a noite na estação ferroviária, sem dormir. Aquela estação deserta, escura e imunda era mais segura do que minha casa com aquele monstro lá dentro.
Pela manhã meu celular tocou. Era meu ex-marido:
— Oi. Sou eu. É que ocorreu um imprevisto e eu não poderei ficar com nossa filha nesse final de semana. Onde você está? Eu já estou em sua casa.
— Eu estou na estação há um bom tempo. Como agente não se viu aqui?
—Eu vim de carro cm um amigo meu. Olha, eu estou atrasado pro meu compromisso. Posso deixar nossa filha aqui com a amiguinha dela te esperando?
Eu já estava aflita e não conseguia mais pensar em nada. Minha alma tremeu quando ele falou isso... Minha filha não tinha nenhuma amiga naquela cidade.
—Amiguinha? Que amiguinha? — Perguntei quase entrando em desespero.
— É uma ruivinha, do tamanho dela. Ela usa umas roupas meio estranhas, tipo de época... Engraçado... Ela ta usando uns óculos-escuros igual ao que eu te dei no verão retrasado.
—SAIA DAÍ COM A NOSSA FILHA AGORA!
Eu larguei o celular e corri o mais rápido que pude em direção a minha casa. Embora, quando cheguei foi tarde demais. Meu ex-marido estava morto, ensanguentado, Minha filha, próxima à cozinha, no chão, ensanguentada e seus olhos haviam sido arrancados. A boneca, bem... Ela não estava mais lá. ”
— Chega, senhora. — Interrompi novamente a velha que me contava a história — É demais pra mim.
— Tudo bem. Pode ir. Desculpe o incômodo.
Eu fiquei um pouco nervoso e perturbado sobre a história que a senhora havia me contado. Resolvi ir pra casa. Eu não estava com mente pra trabalhar... Quando cheguei em casa, minha filha correu em minha direção. Ela tinha uma boneca em mãos. A boneca era encantadora. Cabelos ruivos, lisos longos até a cintura, pareciam ser reais. Sua pele era alva, macia, sedosa. Ela tinha um lindo par de olhos verdes que brilhavam. A boneca era linda, porém eu não pude deixar de notar que lhe faltava algumas partes no corpo. Mas o mais notável, pra mim, ela não tinha dentes.
—Foi uma velha que me deu essa boneca. Ela disse que o nome da boneca é Dacy.


Escrito/ Enviado por: Mateus

11/08/2012

Obra-Prima


Estou deitado a um bom tempo agora. São 5:35 da madrugada e não há muito que eu possa fazer. Sabe qual é a pior parte da minha situação? Estou no mesmo quarto que os meus pais. Eles não param de olhar pra mim e tudo que eu posso fazer é olhar de volta e tentar não gritar. É inevitável. Seus olhos estão focados em mim e suas bocas abertas. Também tem o cheiro forte de sangue e eu me sinto paralisado de medo.

Ali está a coisa. No segundo em que eu fizer qualquer sinal de não estar dormindo mais, estou totalmente fodido. Vou morrer e não há ninguém que por perto que possa me ajudar. Estive pensando em um jeito de sair daqui mas a única idéia que tive foi sair correndo pela porta e correr para fora pela porta da frente gritando por ajuda, esperando que meus vizinhos me escutassem. É arriscado, mas se eu ficar aqui, certamente morrerei. A coisa está esperando que eu acorde para que eu veja sua obra-prima.

Você deve estar se perguntando o que está acontecendo. Eu me antecipo as vezes.

A três horas atrás, ouvi algo gritando do lado de fora da casa. Me levantei para investigar o barulho, fui até a sala, olhei pelas janelas mas não vi nada. Fiquei observando tanto tempo que cochilei no sofá. Eu poderia ter morrido por essa idiotice que cometi. Quando subi as escadas para voltar ao meu quarto, havia sangue no corredor até a porta dos meus pais. Horrorizado, corri de volta ao meu quarto, me escondi de baixo dos meus cobertores como o covarde que sou. Tentei me convencer a dormir de novo, ou acordar, ou qualquer coisa assim, mas estava tentando me convencer de que não era real.

Então escutei a porta do meu quarto abrir. Sendo medroso como eu, olhei por debaixo do meu cobertor para ver o que estava acontecendo. Pude ver algo arrastando meus pais mortos para dentro do quarto. Não era humano, isso posso afirmar. Não tinha cabelo, nem, roupas ou qualquer coisa. Suas costas corcundas conforme ele arrastava meus pais. Andava como um homem-das-cavernas, mas era muito mais esperto do que qualquer um. Ele sabia o que estava fazendo.

Sentou meu pai na beirada da cama e virou o rosto dele para mim. Sentou minha mãe na cadeira perto do meu computador e fez ela olhar para mim. Então começou a passar a mãos nas paredes, sujando-as com sangue até desenhar um círculo com um pentagrama invertido nele. A coisa criou algo que ela gostaria de chamar obra-prima. Para finalizar, escreveu uma mensagem na parede a qual eu não podia ler devido a escuridão.

Então foi para de baixo da minha cama, esperando para atacar.

A coisa mais assustadora agora, é que meus olhos se acostumaram a escuridão após todo esse tempo, e eu posso ler a mensagem que ele escreveu na parede. Não quero olhar para ela. Porque é terrível só de pensar. Mas eu pressinto que preciso ler, antes de ser morto.

Espiei para a obra prima da criatura. Li a mensagem.

"Eu sei que você está acordado."

10/08/2012

Pokemon Yellow: O Grito do Pikachu

Fala galera, beleza? Então, primeiro de tudo, desculpem por não ter postado ontem, mas simplesmente não tive tempo. Hoje também foi tudo muito corrido, mas felizmente, consegui arranjar um tempinho pra traduzir duas Creepys pra postar aqui: "Dream On Air", e essa aqui do Pokemon. No momento, estou em trabalhando em duas Creepys enormes, e que também são do Pokemon (Talvez algumas pessoas já até saibam de quais se tratam... De qualquer maneira, fiquem tranquilos que eu garanto que elas deixaram vocês com insonia durante muitas noites, tanto que eu mesmo já estou lol), então não tenho certeza se conseguirei posta-las na semana que vem, mas vou tentar, okay? Quando ficar pronta, vocês saberão ;)

Muito obrigado pela paciência e atenção, bons pesadelos, e até mais!
\\Gabriel Azevedo dos Santos//

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Primeiramente, isto realmente aconteceu. Se você acredita em mim ou não, isso não importa; esta é a coisa mais assustadora que já vi e ouvi. Eu estava começando a jogar Pokémon Yellow no meu computador (Windows Home 7), então decidi colocar alguns códigos de “GameShark” para que tentasse forçar o Prof. Carvalho à lutar contra um MISSINGNO (personagem/Pokémon/glitch fictício dos jogos Pokémon, que na Agenda Pokemon aparece como “Nº 000”), ao invés do habitual Pikachu. Achei que o resultado seria engraçado. Para torná-lo mais divertido, também mexi com a memória do game.

O jogo finalmente carregou, eu comecei um novo arquivo. Pulei todo o discurso do Professor Carvalho. Coloquei meu nome como “AAAA”, e minha rival com o mesmo nome. Eu não me preocupei em escolher nomes reais para eles, pois o jogo provavelmente travaria de qualquer maneira. Levei meu personagem para fora de casa e em direção ao gramado. Quando pisei na grama, o tema do Prof. Caralho começou a tocar.

Professor: Hey! Espere! Não vá para fora!

Meu personagem notou a presença do professor, enquanto ele vinha correndo em minha direção.

Professor: Essa foi por pouco!

“POKéMON selvagem está pronto pra batalha!”

Carvalho estava virado para a direita quando a batalha começou. É nesse ponto que você normalmente enfrenta Pikachu, mas estranhamente, a tela ficou preta quando normalmente se desvanece para a tela de batalha. A música de batalha começou a tocar normalmente, antes de mudar. Tudo começou a soar agitado, mas eu continuei. Então, do nada, o campo mudou de uma forma assustadora. A tela de batalha finalmente apareceu, com pixels agitados misturando-se no lugar do adversário do Prof. Carvalho.

Quando a animação parou, eu poderia jurar que ouvi o grito do Pikachu, puro desespero. Meu coração estava batendo forte. A tela do jogo ficou coberta de um padrão estranho de pixels . Ambos o Professor e a “coisa pixealizada” estavam completamente deformadas.

O som então cortou para um ruído estático, enquanto a corrupção tornava-se pior, e o grito de Pikachu poderia ser ouvido ao fundo, antes de se calar subitamente. Não havia estático ou gritos. Após alguns segundos, a tela mudou novamente, agora se tornando somente linhas pretas sobre um fundo branco, enquanto um som estranho se repetia, soando como batidas ou tiros. Isso não durou por muito tempo, antes de o som parar de vez e do jogo fazer mais alguns ruídos. Uma parte da tela foi subitamente tomada por aquele padrão estranho novamente. Parecia uma letra H ao lado de uma letra K; HK. O jogo ficou em silêncio, e eu achei que ele finalmente havia travado. As cores começaram a piscar, e de repente se tornaram verdes e pretas. Depois de um segundo, a tela se transformou em uma bagunça tão grande de pixels que eu nem sequer consigo descrever. O barulho de estática tocou, e em seguida, ouvi Pikachu gritar mais uma vez. Estática, batidas e ruídos. No final, houve um ruído que foi baixando o tom aos poucos.

Então finalmente cansei do jogo, e fechei o emulador. Desde aquele dia, por alguma razão que não consigo explicar, me sinto muito mal pelo que eu fiz...


Dream On Air


Eu já postei sobre isso umas duas vezes, mas estou realmente desesperado para descobrir o que se passa com este jogo, então...

Ok, você sabe quando você é criança, e escolhe os jogos baseando-se na capa, para que seus pais comprem-os pra você? Bem, este foi um desses casos, de volta nos primeiros dias de Windows 95, se me lembro bem. Então, naquela época, eu vi um jogo com uma imagem estranha na capa, de um osso (igual aqueles ossos de desenhos animados) com um rosto feio, um arco-íris, e algum tipo de chave do lado dele... Era tudo mal desenhado, mas eu usei isso para ter uma noção da qualidade gráfica do jogo. Olhando de volta, a capa era infantil demais para o produto.

De qualquer maneira, o jogo tinha um título que soava como alguma espécie de canção pop extravagante. Isso, e graças ao fato da palavra "Dream" estar no titulo, e espalhado por toda a capa... Infelizmente, isso é tudo que eu consigo me lembrar. Era algo como "Dream on Air", realmente brega.

Bem, meus pais me compraram o jogo, e quando o abri, encontrei 5 disquetes diferentes lá dentro. Pelo jeito, era um jogo de aventura “point-and-click”, e parecia ter sido feito usando HyperStudio ou Hypercard, ou algo assim.

A primeira coisa que você vê após a tela de título é alguém entrando em um clube de dança, construído com pedras antigas... Eu me lembro muito bem das “pedras”. Elas tinham uma textura parecida com uma daquelas texturas padrão dos papéis de paredes mais antigos do Windows. De qualquer forma, você entra no clube, junto com outro homem (aparentemente era seu amigo), e em seguida, vocês adormecem no sofá.

Você acorda e se depara com uma estante de livros, com alguma espécie de luz brilhante saindo detrás dela. Você move a estante de livros pro lado, e encontra uma entrada para um velho porão. No fundo do porão, há uma estranha chave prateada... Lembro que havia uma espécie de unicórnio nela. Havia algum tipo de texto sobre você pensar que seu amigo poderia ter escondido aquilo de você. De qualquer maneira, você pega a chave, e é transportado para algum tipo de “Mundo dos Sonhos”.

O mundo dos sonhos é onde a maior parte do jogo acontece. Havia vários locais, incluindo uma casa de fazenda, uma pequena casa em ruínas, uma floresta negra, e algum tipo de caverna gosmenta. Na maioria desses locais haviam “pessoas”... e com isso, quero dizer objetos com rostos, como por exemplo, um osso raivoso, um balde, um pequeno rato, uma pedra falante, etc.

Ao longo do jogo, você coleta itens e resolve quebra-cabeças simples. Lembro-me de um quebra-cabeça em particular que envolvia um poema, onde você deveria tirar a primeira letra de cada linha, e cada uma dessas letras representava uma cor... Então, você se deparava com um monte de cogumelos coloridos, e se tocasse neles na ordem das letras que você encontrava no poema, você desbloqueava um caminho secreto. Em outra parte, você teria que diminuir o tamanho de seu personagem de alguma forma para conversar com um rato. Umas merdas realmente estranhas.

Você podia ativar conversas diferentes com cada um dos personagens à medida que avançava, bem como novas áreas e novos itens. As conversas eram estranhas demais para mim quando criança, particularmente porque lembro que eles falavam muito palavrão (Lembro do “balde” dizendo “vadia” em um dos diálogos; naquela época, isso era grande coisa, principalmente por se tratar de um jogo “infantil”), mas principalmente porque eles não paravam de falar sobre uma tal “parede”. Eles viviam me avisando para tomar cuidado com o que estava além da parede, ou algo assim.

Bem, eis que, eventualmente, você consegue chegar à tal parede no jogo, e se você resolver um quebra cabeça corretamente, você consegue atravessá-la.

Através do muro, havia uma réplica exata do mundo dos sonhos, com exceção à algumas mudanças ... Todas as cores eram mais “mortas”, quase ao ponto de serem cinza. Todos os personagens que você encontrava do outro lado estavam aqui, exceto que eles estavam congelados no lugar (ao invés de animados), e todos tinham olhares assustados em seus rostos.

Mas a coisa mais assustadora de todas era o texto. Durante todo o jogo, você recebia algum tipo de narração sobre o que estava acontecendo, como um velho jogo de RPG. Mas agora, você só recebia merdas do tipo: "NÃO CONFIE NA LUZ", coisas assim.

Eu fiquei muito assustado e parei de jogar. Não consigo nem encontrar mais os disquetes, o que é estranho, já que minha família e eu nunca nos livramos das coisas antigas. Se alguém souber alguma coisa sobre este jogo (principalmente seu nome REAL, já que aparentemente, ele não se chama "Dream on Air"), por favor, me avise... Acho que seria divertido jogá-lo novamente, agora que estou mais velho.

07/08/2012

Pulseira Vermelha



Em alguns hospitais, quando você entra lá, recebe-se uma pulseira branca com seu nome nela. Porém existem outras pulseiras com outros significados. As vermelhas são colocadas em pessoas mortas.

Havia um cirurgião que trabalhava no turno da noite em um hospital universitário. Ele acabara de concluir uma operação e estava indo ao terraço. Entrou no elevador e lá havia outra pessoa. Conversou casualmente com a mulher enquanto o elevador descia. Quando a porta do elevador abriu, uma outra mulher ia entrar, então o doutor espancou e apertou o botão de fechar a porta. E, em seguida, o do andar mais alto. Surpresa, a mulher que estava no elevador com o doutor o repreendeu por ter sido rude e perguntou porque ele não deixara a outra mulher entrar.

E o doutor disse; "Essa é a paciente que eu acabei de operar. Ela morreu enquanto eu a operava. Não viu a pulseira vermelha que ela estava usando?"

A mulher sorriu enquanto levantava o pulso para o doutor, perguntando: "Parecida com essa?"






06/08/2012

The Legend of Zelda - Haunted Majora's Mask [The Return of BEN] (Fan Made Trailer) (Legendado) (HD)

Aê galera, alguém já assistiu esse vídeo? Se ainda não, assistam, porque alem de ser fodastico ao extremo, também tem uma boa porção de "Creepyness/Epicness (se é que você me entende)"! \o/

Coloquei umas legendas, e expliquei brevemente sobre este trailer na descrição do vídeo. De qualquer maneira, vou colocar o vídeo aqui, mas assistam-o no link original do Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=qjfdVgXWQdQ) pra poderem ler e entender melhor sobre ele!

Pra quem ainda não leu a Creepypasta relacionada ao "Majora's Mask", aqui vai o link: http://creepypastabrazil.blogspot.com.br/2011/07/zelda-majoras-mask-ben.html

Realmente, é surpreendente, e eu tinha que compartilhar isso com vocês! Tiro meu chapéu pros caras 'o'
Abração, e bons pesadelos!

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Creepypasta dos Fãs: Ménage à trois


Um pequeno recadinho antees da Creepy. Eu sei que eu devia ter postado ontem, mas o problema é que passei das uma da tarde até onze e meia da noite viajando, e no período da manhã não tive tempo de selecionar a CP dos Fãs, e a noite estava cansada demais :P Bom, no final das contas está aí, e esperam que gostem.
Keep Creeping!

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Caio era um cara viciante e viciado, do tipo que curtia a liberdade, apaixonante! Eu, eu era só uma garota que não sabia o que fazer da vida e o seguia por onde quer que ele fosse. Ele era meu porto seguro, eu estava totalmente dependente dele, ele era minha cocaína, mas isso não era recíproco... Caio ficava comigo no máximo porque eu era “gostozinha” e porque eu sempre o apoiava quando ele precisasse, ele nunca foi fiel a mim e eu sabia disso, mas eu não ligava, só queria ficar com ele e sentir um pouco dessa liberdade que ele exalava. O Caio era um louco, inovador, sempre gostou de coisas novas. Viciado em Sex Shop e testava com frequência alguma posição do Kama Sutra, ele me pegou uma garotinha virgem e me transformou em uma pervertida viciada! Nós sempre combinávamos para fazer algo novo nas sextas feiras, nessa semana iríamos fazer um ménage à trois com algum desconhecido, ele sempre tinha umas ideias malucas, mas eu topei. Infelizmente não foi possível.

Quando ele morreu de overdose meu mundo desabou, eu fiquei totalmente perdida, angustiada, sentia uma tristeza grande o suficiente para inundar o universo. Eu não sabia mais viver sem ele, mas eu era muito covarde pra tirar a minha vida e me livrar de tudo isso. O que me restava era passar os dias chapada; eu acordava bêbada e drogada e da mesma forma ia dormir, não tinha mais razão para ficar sóbria. Depois de algumas semanas quanto mais chapada eu ficava, mais eu tinha a impressão de me aproximar do Caio, eu conseguia senti-lo, vê-lo, mas sempre antes de poder tocá-lo eu desmaiava e acordava com um buraco negro no peito e com uma vontade enorme de sentir o Caio de novo
.
Ontem ele apareceu no meu apartamento e dessa vez eu pude ouvi-lo e tocá-lo, ele me disse que estava com muitas saudades e que não podia ficar muito tempo, que nós precisávamos aproveitar o tempo que tínhamos. Como estava chapada, pensei ser só mais uma ilusão, uma brincadeira idiota do meu cérebro, mas não liguei e não pensei duas vezes eu o agarrei e nos beijamos. Ele estava insaciável, um pouco mais violento do que o normal, mas eu não me importei nem um pouco. Eu, enfim, estava matando a saudade do meu Caio e não sabia se o faria outra vez, por isso deixei me levar... ele sempre foi um ótimo instrutor e quando me dei por mim estávamos na cozinha, ele guiava minhas mãos, ele sempre soube o que fazer por mim. Eu o sentia quente se esvaindo sobre mim e ele continuava a guiar minhas mãos, eu estava ofegante, excitada, exausta... foi lindo!
Agora há muitas pessoas aqui em casa e estou me sentindo muito melhor, ainda estou na mesa da cozinha, estou um pouco pálida por causa da noite de ontem, meu corpo está nu e retaliado, mas com um belo sorriso aberto em meu rosto. O Caio me contou o que teve que fazer por mim, que eu não o faria sozinha e que agora podemos fazer o que tínhamos marcado. E aí, tem alguém aí afim de fazer um Ménage à trois?


Escrito/Enviado por: Debora Martins

04/08/2012

Linda Boneca


Eu lhe dei uma boneca em seu aniversário.

No começo ela adorou, me disse que era linda. Que seus cachinhos loiros eram muito macios, e que seu vestido era maravilhoso. Ela não iria deixá-la fora de vista durante um bom tempo. Durante o dia ela a colocava sobre a mesa, para que pudesse vê-la enquanto limpava a casa. Durante a noite, ao lado da cama, para que pudesse nos observar enquanto dormíamos, com seus grandes e lindos olhos azuis.

Mas o amor de minha esposa pela boneca logo mudou. Logo notei que algo estava incomodando-a. Eu perguntei, naturalmente, mas ela não quis me dizer; só disse que estava muito cansada. Mas dia após dia, ela se fechava cada vez mais para mim, até que um dia, eu não conseguia agüentar mais. Eu a pressionei, convenci a me dizer o que estava acontecendo, ou iria arrastá-la a um médico.

Então, ela finalmente desabafou, e me explicou tudo em palavras chorosas.

Ela me disse que era a boneca, que ela a assustava. Disse-me que tinha a sensação de que a boneca constantemente a observava. Às vezes, parecia que até mesmo se movia.

Isso me preocupou bastante, então fui dar uma olhada na boneca.

Ela estava imóvel, sentada na mesinha no quarto. Os grandes olhos azuis inalterados. A única coisa que pude fazer no momento foi soltar um suspiro de alívio. É claro que não estava se movendo, ela não poderia fazer isso.

Fui me virar para sair da sala, mas então, vi um pequeno movimento com o canto do meu olho.

Voltei para a boneca e a peguei da mesa. Segurei-a próxima ao meu rosto, olhando direto em seus olhos.

Algo estava se movendo.

Eu tentei me concentrar, tentei olhar mais de perto.

Sim, definitivamente havia movimento. Mas não do próprio olho, e sim de trás dele.

Antes que eu pudesse registrar o que era, seus olhos explodiram, e de dentro deles, saíram pelo menos umas vinte larvas, asquerosas, rastejando.

Eu joguei a boneca para longe em estado de choque, recuando instintivamente.

Minha mulher gritou do outro quarto, me perguntando o que estava acontecendo. Eu gritei de volta dizendo para ela não se preocupar. Peguei a boneca novamente, usando um lenço para enxugar as larvas. Lá dentro, eu pude ver mais daqueles vermes nojentos, pressionando contra a pele e a camada exterior de plástico.

Mas tão rápido assim? Achei que ela duraria muito mais tempo.

Precisarei comprar uma nova para ela, talvez mantê-la mais ao ar livre ao algo assim, antes de qualquer coisa. Desta forma, ela vai durar muito mais tempo, com certeza.

Enquanto eu jogava fora a velha boneca, fiquei lembrando como minha esposa sempre dizia que amava os cachinhos grandes e loiros de Katie, a garotinha que morava na rua debaixo da nossa.

Pensando bem, ela também não tinha olhos azuis?


02/08/2012

Experimente - O Fechar dos olhos


Encontrei elas na minha jaqueta um dia, num pacotinho com um bilhete dizendo: "Experimente". Duas cápsulas azuis.

Julguei que seria alguma brincadeira idiota dos meus amigos drogados da rua de baixo. Nós experimentamos praticamente todas as drogas acessíveis, sempre em busca da viagem mais louca, psicodélica, mais forte, intensa, demorada.

Dimetiltriptamina, Ácido, algumas merdas experimentais que um cara vendia para nós, um pouco caro demais. Essas merdas acabaram comigo... Eu viajava que eu era pó caindo do meu teto. Durou umas oito horas. Acabou. Totalmente. Comigo.

Bem, de qualquer jeito, de volta as pílulas, elas tinham um estranho 17 laranja imprimido nelas. Procurei por elas online mas não achei nada. Guardei-as no meu armário e fui dormir.

Liguei pra todos meus amigos na tarde seguinte mas nenhum deles assumiu a autoria. "Não fui eu cara." Mas eu sabia que hora ou outra eu ia descobrir.

Durante a semana seguinte inteira eu esqueci delas e nenhum de meus amigos disse nada. Ou esqueceram ou realmente não foi nenhum deles. Não estava a fim de mencionar, tínhamos nos juntado pra queimar uma erva então fomos fundo.

No dia seguinte a curiosidade me matou. Peguei o pacotinho e olhei o bilhete de novo... "Agora"... Podia jurar que havia "Experimente" escrito, mas eu estava alto quando peguei elas pela primeira vez, então não sei. Fiquei ainda mais intrigado. Olhei bem as pílulas. Me decidi. Não poderia simplesmente tomar elas, poderiam ser qualquer coisa, mas eu estava muito curioso. E se fosse a MELHOR viagem? A mais psicodélica? Conversei comigo mesmo sobre e decidi que não de novo. Mas não consegui tirar a sensação de estar perdendo algo...

Os dias seguintes foram o inferno... Fiquei gripado, me sentia mal de verdade. Efeito tardio de alguma coisa que tomei.  Dormi o dia inteiro, até acordar com meu próprio coração batendo. Meus pensamentos correram na hora para a pílula. Peguei ela. Estava praticamente chamando meu nome. E eu não tinha nada a perder. Se eu morresse, bem, que fosse. Estava quase morrendo mesmo. Ao que eu conheço, podiam muito bem ser só antibióticos.  De fato esperava que fossem só isso. Olhei pela última vez pra ela.

Engoli.

Me lembro de ter "acordado". O mundo estava em negativo. Eu estava amarrado a uma cadeira, e haviam essas luzes negras pulsantes consumindo a minha visão. Não fazia idéia do que estava acontecendo, mas não estava com medo. Estava acostumado a viagens sem sentido, mas essa era diferente. Me sentia vazio, o tempo corria ao contrário, a luz estava invertida. Essas lâmpadas negras pulsando energia através do meu cérebro, meu corpo pulsando como um coração. Não conseguia fechar meus olhos... Eu precisava dessas "luzes". Estavam escurecendo meu mundo. Meu mundo. Onde eu residi e desperdicei tempo na luz. Finalmente entendi. Eu estava na escuridão.

Comecei a ver figuras depois do que pareceu uma eternidade. Massas negras de energia rastejando até mim, de todo e qualquer ângulo. Eu os via junto com flashes. Se é que posso chamar assim. A escuridão piscava de um modo inexplicável, e a cada vez eles chegavam mais perto. Reconheci-os como amigáveis. Eles estavam ali para me libertarem da luz. Me tirar do inferno branco que todos conhecemos tão bem. Queria ir com eles. Mas não fiz nenhuma tentativa. Me concentrei nos flashes. Precisava deles para me mexer mais rápido. Para dar cabo da luz. De uma vez por todas.

OS flashes começaram a ser menos frequentes. O tempo começou a acelerar. As figuras se pararam. A luz começou a voltar.

Minhas córneas entraram em combustão assim que a viagem acabou, meu vazio me envolveu. Os flashes estavam sumindo... As figuras não mais visíveis. Finalmente fechei meus olhos. Era uma escuridão tão pálida comparada com a escuridão de verdade.

Quando re-abri meus olhos estava em minha cama. Fechei-os de novo imediatamente. Odiava a luz. Odiava nosso mundo. Só queria voltar para a cadeira. Não podia viver mais ali. Não conseguia abrir meus olhos. Pensei muito durante horas em me levantar e abrir os olhos. Não, era insuportável. Não comi. Não dormi. Eu simplesmente não. Rezei por escuridão. Não adiantou nada. Eu estava no branco de novo. O único jeito de voltar à escuridão era tomando a pílula restante. Só havia mais uma, mas eu tinha de abrir meus olhos.

Minha mente, lúcida, me dizia que havia sido só uma viagem. Me dizia para não voltar. Esquecer o abismo e voltar para a vida normal. Mas a escuridão estava contra isso. E eu também. Não queria voltar. Eu precisava voltar. Era a realização do mundo que eu precisava. Mas eu não me importava com o mundo, só com a escuridão.

Noite chegou. Finalmente abri meus olhos, não para permitir que a luz entrasse, mas para pegar a pílula. A última. E pelo que eu sabia, era a última na terra. Meu desejo por escuridão me convenceu que eu só precisava de mais uma. As figuras iam me levar dessa vez. Renegaria a luz em troca da maravilhosa escuridão. Não me importava com o que havia no escuro. Só me importava que não houvesse luz.

Meu corpo estava fraco. Meus olhos tão ajustados com a escuridão estúpida de nosso mundo. Me sentia como se estivesse olhando para o Sol. Precisava do eclipse. Peguei o pacote, e sem hesitar, engoli a cápsula. Estaria em casa logo. Fechei os olhos.

"Acordei".

Havia voltado. De novo na cadeira. O escuro era tão confortante. O tempo se movia do jeito como eu me lembrava. Meu fraco corpo energizado pelas batidas. Os flashes de escuridão, ainda mais inexplicáveis, me contavam verdades. A escuridão era verdade. Esperei pelas figuras. Estava confiante que elas me levariam dessa vez.

Finalmente eles apareceram. Os louvei. Cada flash me dava a promessa de que logo eu esqueceria a luz. Seus movimentos eram errôneos e lentos. Mas esperançosos.

Os invoquei para mais perto. Observei atentamente os flashes diminuírem sua distância da minha presença. Estavam se aproximando. Podia sentí-los. Seu pulsar, forte em meu peito.  Nossos corações batendo em harmonia com os flashes. Eles haviam chegado.

Os salvadores haviam chegado. Me cercaram. Criaturas distorcidas que transformariam meu mundo. Eles abriram meus olhos para a escuridão, e os fecharam para a luz. Seguraram minhas mãos conforme os flashes diminuíam até pararem. O tempo estava acelerando. Julguei que eles haviam me levado. Fechei meus olhos.

Quando os abri, estava em completa escuridão. Linda, estonteante e magnífica escuridão. Em cada direção, um abismo infinito sem luz. Era por isso que eu havia rezado. Era onde eu pertencia. Nunca veria a luz de novo. Abrir meus olhos para algo além de escuridão seria impossível. Estava amando.


Me levantei para andar em meu mundo descontaminado. Meu Éden obscurecido. Tropecei em algo. Algo no vácuo? Senti coisas ao redor. Esta escuridão devastadora continha algo familiar.

Meu mundo antigo. Sentia ele ao meu redor, e o que eu senti naquele momento...

Bem... Quando você for dormir e fechar os olhos na escuridão, vai me entender.