13/07/15

NES Godzilla - Zenith

E aqui estamos nós, no mundo final. Eu não gosto de falar sobre essa parte, ainda me incomoda muito, mas é algo que eu tenho que fazer, então, eu poderei deixar isso para trás. As pessoas merecem saber.

Nesse ponto, eu já estava sabendo da natureza sobrenatural do jogo, mas Zenith era diferente dos outros mundos. Enquanto os outros eram certamente estranhos, e algumas vezes assustadores, o mundo de Zenith era como um pesadelo.

E eu não tinha que ir além da tela do mapa para saber que algo estava errado com Zenith.

A primeira coisa que eu percebi era a textura vermelho sangue do mapa, e a música, que era um assobio macabro.

Percebi que eu tinha Solomon e Anguirus de volta, e me senti melhor por um segundo. Então visualizei o resto do mapa para saber qual seriam meus inimigos dessa vez.


Dessa vez eram Destroyah e Ghidorah. Mas julgando pelo ícone, era um Ghidorah diferente do original, ficando no chão ao invés de voar. O ícone grotescamente detalhado, num róseo avermelhado, também chamou minha atenção. Eu não podia dizer o que aquilo era, e nem queria descobrir.

Voltando para meu lado do mapa, decidi que não tinha muita escolha a não ser fazer minha casual “rotina”, de ir para o Quiz antes de qualquer coisa. Eu não estava pronto para o que aconteceu.
“Saia”

Eu não podia dizer o que era aquilo e estava com medo de descobrir.

Pulei para trás quando isso apareceu, acompanhado de uma versão terrivelmente distorcida do tema de password. Parecia que aquela Cara tinha sido vítima de um glitch terrível. O que a Cara queria dizer com “Você vai sentir minha falta? “. Elas sabiam que isso aconteceria?

“Saia”

Meus pensamentos pararam logo que eu percebi que a tela estava travando e parecia cair aos pedaços enquanto eu estava inativo, então eu logo me apressei.



E quando eu voltei para o mapa, eu tinha ganho um novo monstro. Não me perguntaram se eu queria um. Tentei selecionar ele e isso aconteceu:

“Não”

Isolated

“QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!”

O comportamento do jogo estava me assustando, e eu nem tinha começado os níveis ainda. Eu não podia entender o por quê de ganhar um novo personagem, e tomar na cara quando tentei usá-lo. Mas pelo tempo que eu estava ali, havia pouco à ser feito, e eu assisti a última tela de TV:



Sem animações. Sem músicas. Tudo parado.

Cada instinto que eu tinha me dizia para parar de jogar, para apenas desligar o jogo.

E algo naquele jogo estava me tentando me dizer o quão cruel o último mundo era.

Mas então, cada risquinho da vontade que eu tinha de ir embora, cada um deles, sumiu. Eu não podia fazer aquilo agora, não no último mundo! Até por quê, após me atormentar com memórias sobre Melissa, me senti como se o jogo me desse algumas respostas.

Percebi que o primeiro nível era um templo vermelho, então, ao menos, eu me familiarizaria com os gráficos. E eu entrei como o Godzilla, o monstro mais familiar para mim.

Godzilla tinha sido encolhido, os medidores de pontuação e do level haviam desaparecido, e as estátuas de faces, do templo azul, estavam de volta. A música era parecida com a do templo azul: Vocalizações estranhas e assombrosas. Tentei me animar, pensando “Bem, se esse nível é como o Templo Azul, então isso significa que não têm inimigos para lidar com.”
Eu estava muito errado.

Após uma curta caminhada, todos os olhos das estátuas começaram á brilhar, e um monte de bestas do Labirinto das Sombras vieram correndo para mim. Desde que eles começaram a vir da tela direita da tela, eu tive que lutar para passar por elas.

Essa batalha testou meus reflexos, mas graças à minha velocidade, eu cuspi naquelas bestas. Elas droparam alguns power-ups após morrerem, o que ajudou a recuperar o dano que elas haviam me dado.



Seja lá como for, eu continuei pelo corredor, os olhos das estátuas brilhando de novo, invocando outra onda de inimigos. Parecia ser o mesmo número de inimigos, mas eu estava menos preparado dessa vez, e tomei mais dano. Eu tinha passado por quatro dessas ondas até chegar no final do corredor, onde atirei monstros da borda da plataforma para um abismo.



De primeira, parecia que eu tinha chegado num beco sem saída, mas após os olhos das estátuas pararem de brilhar. Um caminho de tijolos apareceu lentamente, à minha frente.

Segui o caminho, que me manteu seguindo em frente, até que terminou numa parede, que eu tive que subir pelas bordas. Pelo caminho eu encontrei novas criaturas, e algum tipo de templo estranho, que tinha uma estátua da besta infernal e algumas criaturas que eu não reconheci.


Enquanto eu passava por tudo isso, o caminho foi para uma direção estranha. Eu tinha que mirar meus pulos cuidadosamente, para me desviar dos inimigos, que eram muitos nessa parte do estágio. Eles não tinham muitos ataques, mas eles podiam facilmente te alcançar pelas bordas de uma plataforma.




No fim desse túnel, que tinha poucas plataformas flutuando sobre... o nada. Aterrissei numa dessas, perto da parte esquerda da tela, e então algo veio de baixo para cima. 

Parecia como o Anjo Azul do cemitério, exceto que agora era vermelha e tinha uma cara de caveira.

Qualquer um dos sentimentos prazerosos que tive com o Anjo Azul, não estavam presentes com esse vermelhho, e enquanto aquilo planava pelo ambiente, seus buracos oculares começaram a brilhar como as estátuas, invocando monstros para me atacar. Certamente, não era a mesma coisa benevolente que eu encontrei antes, devia ser algum tipo de impostor.



A batalha era irritante, pois comecei com menos da metade da minha vida e tive de lidar coom múltiplos oponentes, como o incômodo da gravidade. Para fazer as coisas ainda pior, o Anjo Vermelho tomava dano enquanto as plataformas caiam. Umas três restaram.

Mas minha sorte ainda não havia acabado, pois quando eu achei que havia, eu bati no Anjo Vermelho de novo, e ele tomou o último hit que ele podia aguentar.



Enquanto o Anjo Vermelho se desintegrava por inteiro, o jogo voltou instantâneamente para o mapa de Zenith. Movi Mothra para a área mais próxima do templo vermelho, que parecia mais uma bagunça organizada de letras que soletravam “MATAR”, e comecei a jogar.


Como suspeito, todos os gráficos do nível eram feitos de letras amassadas. E Mothra, assim como Godzilla, estava reduzido à metade do tamanho. Eu comecei à suspeitar que todos os níveis do Zenith eram assim.

A música de fundo era terrível, como se alguém tentasse colocar todos sons num NES e fosse capaz de jogá-lo num liquidificador e então os colocasse de volta numa canção. Eu tive que abaixar o volume por causa disso.




Jogar como Mothra me fez desviar dos inimigos facilmente, mas eles não estavam interessados em me pegar, em chegar até mim. Os primeiros inimigos que eu vi eram Gigans sem cabeça, e depois tinha monstros híbridos de outros bosses, todos encaixados, como uma parte do Biollante vista de cima.

Cinco minutos haviam se passado e eu não tinha visto nada novo, então o level entrou em outro segmento. A música mudou, dos altos e irritantes “beeps” para algo mais sigiloso e ambiental. Os gráficos do level também mudaram, agora parecendo um lixão alagado em sangue. O jeito que tudo estava nesse level... era tudo feito de um vermelho que me fazia doente só de olhar para isso.



Os inimigos multiplicados em muitos, nunca cessando em me seguir, ficaram difíceis de desviar. No final do level, a situação alcançou seu clímax, quando os batalhões de monstros se fundiram em um enorme e aterrorizante híbrido.

Uma vez que eu tomei o choque inicial, eu descobri o jeito de destruir aquela coisa: 


Constantemente atirar raios oculares na parte que se parecia com Hedora, que formava aquelas “cabeças”. Se você atacasse em mais algum lugar, aquilo se regeneraria do dano.

Mesmo sabendo aquela manha, foi uma luta extremamente difícil, eu diria que foi difícil como lutar com a besta lunar, se não, mais difícil. Seu ataque mais comum era espreguiçar com seus braços para frente, coberto com as serras do Gigan e também as lâminas, que se me tocassem, iriam drenar minha vida.

Quando acabou, os monstros restantes colapsaram em destroços. Então eles, e o chão embaixo deles, começaram a desintegrar e afundar para o fundo da tela.

Quando eu voltei para o mapa, me perguntei, “Parece, que o jogo está colocando os níveis mais fáceis em primeiro lugar... se for o caso, o quão mal seria o resto de Zenith? ”

Com dois dos níveis passados e três para ir, meus montros e eu tomamos nosso rumo pelo mundo dos pesadelos que era Zenith.

Decidindo qual próxima ação à tomar era mais tensa e difícil de todas as anteriores. Mas ultimamente, eu não tinha como imaginar ou saber como os próximos levels seriam, então minha única opção era chutar.

Tentei interpretar o que os ícones dos próximos níveis diante de mim eram. O último era algum tipo de área vulcânica, com lava e chamas pra caralho.

O ícone do meio eu ainda não tinha entendido, mas parecia “carnal”, e me lembrava (de alguma forma) um órgão. Diferentemente redimensionado, também.

O único que eu estava mais perto, e prestes a entrar, parecia como vinhar espinhentas cobrindo um amontoado de sangue. Acho que esse nível seria um com “rios de sangue”, como o level de fuga de Dementia. Também, eu fui com Anguirus, pois, devido ao seu movimento de “rolagem”, ele iria ter melhor velocidade enquanto submergido.

O nível que chamei como “Lago de Sangue” parecia como eu esperava. Rios de sangue acompanhados por vinhas cobertas, que estavam espalhadas por todos os lados no chão. A música era meio rouca, mas eu podia ouvir uma batida diferente e ainda alguns poucos instrumentos. Muitos ecos e ainda soava como... uma bateria embaixo d’água.



Eu estava desapontado, vendo que Anguirus havia encolhido como Godzilla e Mothra, aparentemente todos os levels de Zenith seriam assim. Me sentia menos seguro com meus monstros não sendo mais tão gigantes.

Caminhei sozinho, sem interrupções, por um minuto, até meu caminho acabar num beco sem saída.



Tinha muito espaço entre o pedaço de terra em que eu estava e o chão no canto direito da tela. Eu iria ter de nadar por aquilo e continuar andando para direita, mas devido a grande massa de galhos no caminho, não havia para onde ir.

Duas criaturas com membranas planadoras em seus braços, e bocas de lampréia, saíram das vinhas enroladas e vieram gritando até mim, mais parecia um corvo preste a invadir outro território. Outra coisa me deu fé na teoria de que as criaturas eram sencientes no jogo. Se é que eu podia me referir a elas como “do jogo”.

Desci pelo sangue, lentamente caí até o chão. Inimigos aquáticos estavam em todo lugar, e eram difícil de desviar. O tubarão negro em particular estava bem agressivo e era difícil de lidar, mas felizmente eu só encontrei um.



Como o cenário parecia mais e mais lotado, eu nadei para a superfície, para encontrar corpos flutuantes.



“Assustador, mas ao menos eles não são um incômodo. ” Ou pelo menos eu achei...



Até que eles voltaram à vida e pularam em mim! Eles estavam tentando me empurrar para baixo, e estavam drenando minha vida. Todos atacavam em bando, e quando eu tirava um de mim, outro pulava por trás. Eu tinha que me curvar como uma bola e rolar para eles perderem seu apoio, e quando eles o faziam, eu me retirava rapidamente dalí.

Não demorou muito até eu achar outro pedaço de terra. Uma nota sobre os galhos, era que você podia ficar sobre elas, mas isso causava dano, e você podia destruir algumas das vinhas, mas apenas as mais finas. Eu tinha que destruir múltiplas vinhas, enquanto lidava com mais inimigos.



Fui interrompido por uma tela:


“Mãe”

A tela ficou ali por uns trinta segundos, e uma criatura humanoide, grávida apareceu depois, num outro pedaço de terra, sendo enforcada por uma espinha ou um cordão umbilical.



De repente, a barriga da criatura estava rasgada!



E enquanto a parte de baixo de seu corpo estava rasgado pela metade e caia no rio abaixo, o boss dos Rios de Sangue foi revelado.




Veio voando para mim, fazendo um grito horrendo. Fui forçado à me mover para trás.



O morcego era um boss altamente rápido, muito móbil e difícil de se acertar. Enquanto eu me movia pelo chão, o monstro abriu sua boca e cuspiu muitas agulhas. Eu pulei por elas, enquanto tentava explodir AQUELA cabeça, e aquilo começou a voar rumo à MINHA cabeça.



Com o morcego voando, aquilo atirou muito fogo dos seus buracos oculares, e começou a me acertar com as suas chamas. Fui pelo chão, que drenou minha energia, mas nos colocou em igual velocidade.

O ciclo se repetiu por três vezes, até o monstro ser derrotado. Com a maioria da minha vida drenada, eu fui de volta para a borda do nível. E o grande ramo de vinhas havia desaparecido.

“Agora, apenas dois níveis restantes para prosseguir. Quem eu enviaria dessa vez? ” 

Godzilla, Mothra e Anguirus haviam todos completado um nível. Faltava o Solomon. E também, o misterioso quinto monstro. Tentei acessá-lo novamente, mas sem sorte. Escolhi usar Godzilla novamente para o próximo nível, e Solomon para o final.

Esse era o level que eu me referi como “Level Orgânico”, que foi o mais nojento e angustiante de todos.






Desde o começo, eu pude ver que os gráficos estavam estranhamente diferentes. A atmosfera era nojenta e angustiante, com a adição da música alta e estranha. Eu estava tentando adivinhar o que eu veria nesses levels, e alguns segundos depois algo apareceu:



Duas coisas... escrotas. É difícil descrever o level. Tudo tinha o perturbador parecer “semi-real”. A maioria dos inimigos pareciam como animais reais, e caroços deformados com dentes.

E também valia a regra de que todos eles eram consideravelmente maiores que Godzilla, e apesar da maioria não ser muito inteligente, cada um deles tinha que tomar mais de 30 hits para morrer. Devido á isso, era melhor correr deles que lutar, mas nunca ficava claro para que direção correr.

Enquanto a maioria dos levels envolvia ir para a direita para achar a saída, o caminho desse level era para baixo. Eu tinha que andar na beira de uma plataforma e pular para uma mais baixa. Não havia nada que me fazia ter certeza de que eu estava indo para o caminho certo, nem nada me que me fizesse chegar em uma plataforma mais alta, se necessário.

Também, certos inimigos agiam como se eles estivessem sabendo que você tinha que pular ali, e ficariam na beira de uma plataforma mais baixa, te esperando. Quando isso acontecia, eu tinha que voltar atrás e esperar o monstro ir embora.



Enquanto eu ia por plataformas empilhadas uma sobre a outra com pequenos espaços no meio, parecia um labirinto. Isso significava que eu não podia voltar e escapar da dificuldade dos inimigos. Felizmente, os únicos inimigos hábeis para te alcançar eram as bestas quadrúpedes vistas no início do nível.

Continuando naquela dificuldade, monstros parecidos com uma tênia, que iriam se levantar entre as plataformas e se erguer, te prendendo. O único ataque que elas respondiam era o raio de calor, que causaria em um “encolhimento”. Mas isso gastava muito poder, e eu não podia gastar muito do meu raio de calor.



Enquanto tentava desviar das abominações que cavavam esse level, eu percebi que se você ficasse parado num lugar por muito tempo, o chão absorveria seu monstro;



Eu acho que faltavam mais ou menos quatro minutos para o fim desse level, que estava me fazendo um mal físico. A tensão estava me matando e tendo que olhar todas aquelas coisas nojentas, me faziam querer vomitar. Eu quase pausei o jogo para procurar uma sacola, mas eu consegui segurar.

Eu também encontrei um truque no fim do nível, que era muito tarde para me fazer algum bem real. Se dois tipos de monstros (diferentes) corressem um para o outro, eles iriam lutar entre si e me deixariam sozinho. Eu não causei isso intencionalmente, mas... só aconteceu:



Finalmente, era hora de outro boss fight. Era muito feio, mas não tão horrorizante quanto eu pensei. Mas o mais importante que lidar com a aparência era derrotar ele, e desde que eu tinha menos que metade da minha vida, não havia espaço nem tempo para erros.



Estava preso no chão, quando eu o vi, mas depois de dez hits ele se soltou e começou á flutuar. Se movia rápido e não era como o boss dos Lagos de Sangue, que era impedido por qualquer tipo de gravidade. Ele estava hábil para voar pelo/para o chão sem nenhuma colisão.



Ele usou isso como vantagem. Ele flutuava pelo chão, sumiria por alguns segundos, e levantava rapidamente para te morder. Mas parou após fazer isso muitas vezes (e tomar uns chutes na cara). A parte rosa em sua mandíbula esquerda era um ponto fraco, muitos hits ali causariam espasmos incontroláveis.




A nova estratégia era flutuar para cima e para baixo enquanto apontava seus dentes contra mim. A saúde estava ficando critica nesse ponto, e eu taquei meu raio de calor nele, que não tinha defesa agora.





“Último level para acabar...”

E então eu não hesitei: selecionei Solomon e entrei. Talvez rápido demais.



Esse último level era definitivamente o pico de desconexão entre o que NES era graficamente capaz, e o que esse jogo podia criar. A música também chamou minha atenção, pois era uma das canções que apareceram mais de uma vez – o arranhado horrível de quando a besta infernal apareceu no cemitério.

Enquanto eu começava, já havia um inimigo preparado para atacar, um centauro segurando um chicote. E ele não estava sozinho.

Quando comecei a lutar, muitos deles apareceram. Vindo de todos os cantos da tela ao mesmo tempo. Eram muitos para suportar. O voo de Solomon me salvou de tomar muito dano no início do level. Os centauros me seguiram depois, mas eu parecia estar inábil para pular.




Após escapar dos centauros, percebi que tinham valas no chão. Enquanto eu tentava desviar os inimigos saltitantes com boca de espada em meio ao ar, eu cheguei perto da superfície da lava, e uma criatura emergiu e tentou me alcançar. Ela não conseguiu, mas foi por pouco. Uma exploração cuidadosa seria necessária para evitar mortes instantâneas ali.



Enquanto novos inimigos apareciam, o level ficava mais difícil. Muito difícil. Montes de problemas vieram dos demônios vermelhos que ficavam no topo de montanhas distantes e altas, e cuspiam fogo. Eu fiquei esperando aquilo parar, para dar um chute voador nele, que o fez cair na lava. Foi dessa vez que eu percebi que eu não ganharia vida matando inimigos.



Nem todo o chão estava estável. Naquele ponto, o chão estava reduzido em pedaços pequenos que boiavam da direita para a esquerda. Alguns deles afogavam antes de mim encostar neles, e não tinha jeito de dizer qual deles iria afundar e quais não iriam. Estar perto da lava aumentava o incomodo das criaturas de lava, que eram bem frustrantes.



Eu estava me sentindo muito quente, o que fazia a concentração ser algo difícil. Se você já teve febre alta, você vai entender: Era tipo isso. Eu parava periodicamente por esse motivo. Isso era certamente devido ao jogo, e não minha imaginação, mas eu continuava com o pensamento em minha mente. Eu não queria pensar sobre isso.

No final do estágio, eu encontrei o boss se levantando da lava, sua chegada foi notada com um “ROAR” desumano:



Quando andava pela terra, eu vi quão gigante era. Muitas vezes maior que Solomon. Eu ia voar e atacar, quando aquilo abriu a boca e soltou uma grande carga de fogo.





Eu tinha que voar e desviar das chamas, e então ficar perto suficiente do boss, para atirar um raio de calor em sua cara, causando seu tombamento. Se ele não caísse na lava, eu ia ter que forçar Solomon a entrar na Lava, pois não teria mais chão para se alcançar.

A besta tinha de esperar entre usos do seu bafo de fogo, que parecia custar uma grande quantia de energia. Eu usava esse tempo para o atacar. Mas o fogo não era sua única arma, e eu tinha que tomar cuidado com as garras do monstro. Enquanto sua vida descia, ele se movia mais rápido, e a batalha parecia uma guerra entre caça e caçador.

Após quarenta hits, ele foi derrotado, caindo para trás, na lava, de onde ele veio. E então, o estágio final foi completado.

Pelo menos eram dois bosses, e um encontro final, com a besta infernal. Por algum motivo eu achei que Ghidorah seria fácil de se derrotar, então eu o confrontei primeiro.

A clássica música, “Ghidora Battle”, começou quando eu encarei o novo Rei Ghidorah.





Rei Ghidorah estava mais poderoso e assustador, como nunca. Ele instantaneamente lançou raios gravitacionais, que eram mais danosos que os raios de calor do Godzilla. Ficou muito chato derrotar ele, usando cada oportunidade para o manter longe de usar seus ataques.



Mas Ghidorah viu minha técnica e começou a fazer ataques físicos, como podia. Ele iria usar cada um de seus pescoços, para me bater e impossibilitar minha aproximação para o atacar. Mas eu tive uma ideia, que consistia em atacar ele quando ele espreguiçasse uma de suas cabeças, e imediatamente o atacar com o raio de calor.





Funcionou e, para minha surpresa, o raio de calor tinha obliterado a cabeça do meio. 

Demorou alguns segundos antes de eu perceber em que isso iria resultar...






Mas Solomon era mais rápido, e por usar os rasgos e o raio de calor sem pausa, o monstro ciborgue viu seu fim.



Com Ghidorah derrotado, voltei ao mapa. Eu agora tinha derrotado todos os inimigos, e a vitória parecia estar e mãos. O ícone base tinha mudado para uma cor vermelha-sangue. Eu podia sentir o ódio emanando daquilo.




Comecei a luta contra o Destoroyah com Anguirus, e a música era a mesma que a do Ghidora. Quando a luta começou, Destoroyah estava em sua forma microscópica. Após um hit, ele mudou para a forma Juvenil, que consistia em poucos ataques e era fácil de lidar.





A porra ficou séria quando Destoroya entrou na forma Agregada, ganhando braços largos e um micro raio de oxigênio.



O ataque do Anguirus, que tinha sido muito útil até agora, estava se mostrando inútil por causa do Destoroyah constantemente me atacando com seus longos braços, quando eu tentava usar isso. Nessa parte da luta, eu tive que usar força bruta.

Depois que ele voltou para sua forma voadora, eu tive que mudar do Anguirus para Mothra.



Mothra era mais fraca que Anguirus, mas era muito melhor quando preparado para desviar, então a luta estava a meu favor. Seja lá como for, a música do Mecha Ghidorah começou a tocar e Destoroyah mutou para sua forma final, mais cedo que o esperado, o que acabou virando o jogo.



Na última parte da luta, eu não estava usando muita estratégia, apenas atacava brutalmente e o mais rápido que podia.









Em sua última barrinha de vida, ele tentou um contra-ataque – um feixe de energia do seu peito.



Eu não sabia o quão poderoso aquilo seria, pois eu o soquei no pulmão antes de qualquer coisa, o destruindo.



E era isso – o último boss kaiju havia ido. No meio de tanta excitação eu lembrei que tinha mais uma coisa antes de terminar o jogo.




Ver o ícone novamente, foi como se uma tonelada de tijolos me atingisse, e eu congelei por alguns minutos. Eu cheguei tão longe, mas eu estava aterrorizado. Eu não queria saber como o último encontro seria.

Antes de me deixar pensar sobre isso mais um pouquinho, eu movi o Godzilla para a ficha e comecei o estágio. “Você está aqui agora. Esse é o fim. Só mais uma coisinha, e tudo estará acabado. ”

E a mudança de tela foi essa...

Darkot

Nada.

Apenas o Godzilla e uma tela preta. Andei para frente e para trás. Atirei um raio de calor. Nada acontecia, até eu ouvir algo – o som rouco e uma batida familiar.



___________

Continua...
#help?



16 comentários:

  1. MEU DEUS ESSA BESTA. Necessito ver o que vai acontecer, essa creepypasta tá fazendo minha curiosidade ir à mil!
    Parabéns Thiago! (Quero mais Godzilla ;A; )

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  2. aposto que ou solomon ou a sua nova besta heroica , vai derrotar esta criatura

    pois segundo o que li de solomon , ele tem uma richa antiga com um demonio chamado red ( não sei se e esse )

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  3. Kitsune, é esse mesmo.
    Illiya, obrigado. :)

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  4. Oi Gente, criei um grupo no whats relacionado ao terror e também a outros assuntos, se quiserem add: 71 8881-0229

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  5. Creepy muito interessante, mas...
    Quem é Flávia?

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  6. Uma tradutora muito gente boa, que traduziu "Eu acho que meu marido fez alguma coisa com um dos gêmeos.", que foi a mais famosa ultimamente.

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  7. Estou aguardando anciosamente pelo final
    Mas passou tao rapido???!!!
    ;-;

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  8. Thiaguinho amr, vai ter mais Godzilla não vai?
    Ou acabou?
    #ficaFlávia :3

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  9. Vai ter mais Godzilla do que vocês imaginam! ;)

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  10. Thiagoooo quero a parte final benhê!

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  11. As letras em vermeloho formam "hashtagficaflávia", quem é flávia?

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