19/03/2014

A música perdida do Foo Fighters

Em 1997, Foo Fighters lançou seu segundo álbum, "The Colour and The Shape". Foi lançado em maio, com um atraso de vários meses em relação à previsão de que fosse lançado entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro. Atrasos em lançamentos são coisas normais na indústria da música, portanto ninguém achou muito estranho. Vale notar que embora "The Colour And The Shape" seja o segundo álbum do Foo Fighters, esse é na verdade o primeiro álbum feito por uma banda de verdade, uma vez que o primeiro álbum foi gravado inteiramente por Dave Grohl sozinho.

O segundo álbum consiste de treze faixas. De acordo com fontes próximas a banda, seriam quatorze, mas a décima quarta foi removida antes do lançamento do álbum. Mudanças na tracklist de um álbum também não são incomuns, e ninguém se importou com essa suposta décima quarta faixa. No fim de 2008, mais de 11 anos após o lançamento do álbum e 1 ano após a reedição especial de 10 anos, que contou com 6 B-sides, alguns rumores surgiram a respeito a décima quarta faixa que estaria no álbum original.

No começo, as pessoas acharam que ela seria uma das 6 B-sides inclusas na reedição de 2007, mas logo surgiu a certeza de que não era. Isso desapontou os fãs, que queriam toda e qualqur faixa do Foo Fighters que pudesse existir.

Nessa época, a curiosidade aumentou e diversos fãs começaram a perguntar aos integrantes da banda, através de cartas e e-mails, coletivas, etc., a respeito da décima quarta faixa. Quando perguntados a respeito, ou eles diziam ser incapazes de lembrar ou então mudariam de assunto. Supostamente, em uma tarde de autógrafos em 2008, após ser interrogado por diversos fãs a respeito da faixa, Dave Grohl saiu às pressas do local, visivelmente alterado. Os demias integrantes o seguiram pouco depois.

Algum tempo depois, alguém que supostamente trabalhou na produção do álbum em 97 disse que a faixa, supostamente chamada "Perennial", foi gravada por Dave Grohl sozinho, em poucas horas, enquanto os demais membros e a equipe estavam bebendo em um bar, pouco antes da data original para o lançamento do álbum. Ele queria que ela fosse a décima quarta faixa. Durante a demonstração da faixa, entretanto, Pat Smear, na época guitarrista e backing vocal, supostamente ficou furioso com Grohl, mas ninguém soube ao certo por quê. Segundos depois, ele saiu do estúdio, ainda furioso.

Embora a fonte não saiba ao certo se essa foi a razão que fez Smear sair de repente da banda em 1997 (retornando uma década mais tarde), ele suspeita que foi, ao menos, o principal motivo. Grohl não pareceu afetado pela reação de Smear, e insistiu que a faixa fosse incluída no álbum. Ninguém se mostrou contra.

No dia seguinte, enquanto era feita a mixagem final, Smear retornou e exigiu falar sozinho com Grohl. Embora fosse em particular, todos no estúdio puderam ouvir os dois tendo uma "discussão bastante aquecida" a respeito da décima quarta faixa. É dito que Smear repetiu diversas vezes que Grohl "estava roubando uma das faixas mais privadas de Kurt" e sobre o quanto Grohl "sabia o quanto essa faixa significava para ele [Kurt?]", mas Grohl se manteve indiferente. Depois de alguns minutos, Smear saiu do estúdio e não voltou mais. Grohl, visivelmente agitado, continuou mais um pouco no estúdio e depois saiu para aliviar a cabeça.

No dia seguinte, Grohl, de ressaca e, provavelmente ainda bêbado,  entrou no estúdio e tentou mixar as faixas. Estava furioso, completamente desgrenhado e parecia confuso. Eventualmente os outros exigiram que ele saísse e não voltasse até estar limpo novamente. Grohl sumiu por dias, e teve de ser procurado. Os outros membros da banda o encontraram em um motel, sozinho, ainda mais bêbado e balbuciando que iria "manter a décima quarta faixa" e que "Kurt não o assustava".

Depois de uma discussão, ele disse que iria pra casa dormir e que voltaria no dia seguinte com a cabeça mais areada. Ele não retornou: sumiu por quase duas semanas sem deixar rastro. Os outros continuaram trabalhando no estúdio, mas a essa altura Pat Smear já tinha saído da banda e disse que não se importava com o que seria feito com o álbum.

Duas semanas depois, os membros da banda disseram ter recebido ligações de Grohl, todas na mesma noite. Era dito que ele soava apavorado e incoerente, parando no meio das frases para gritar com alguém ou algo perto dele. Ninguém pôde entender o que ele estava dizendo e tiveram que desligar em algum momento. No dia seguinte, ele apareceu de surpresa no estúdio. Estava pálido e extremamente nervoso. Tremia bastante e não fez contato visual com ninguém, além de estar com marcas estranhas pelo corpo todo.

Ele pediu desculpas pelo seu comportamento, antes de dizer aos executivos da gravadora, um tanto relutante, que gostaria de excluir a décima quarta faixa do álbum. Quando foi perguntado se gostaria que ela ficasse como um B-side para um single ou para algum lançamento futuro, ele falou bruscamente que queria que a faixa fosse excluída para sempre, e que foi um enorme erro tê-la gravado.

Mesmo sem saber por que ele teve essa reação, a faixa foi excluída, e Grohl levou as masters para fora do estúdio, destruíndo-as e depois queimando os restos. Depois disso, ele voltou ao normal, contando piadas, e retornou aos trabalhos para finalizar o álbum - cujo lançamento foi atrassado em semanas. Ele não quis falar sobre onde esteve e o que aconteceu com ele. A banda, suspeitando que Smear teria sequestrado e feito algo com Grohl, decidiu procurá-lo e exigir saber o que aconteceu naquelas duas semanas. Mas Smear estava na Europa o tempo todo.

Depois de ouvir sobre a maneira que Grohl estava agindo desde que havia saído da banda, Smear contou que a música que Grohl havia gravado para ser a décima quarta faixa foi na verdade escrita por Kurt Cobain, que queria usá-la como single do último álbum do Nirvana, In Utero. Smear disse que era provavelmente a melhor música que Kurt havia escrito, mas o próprio Kurt não tinha certeza se ela caberia no álbum. Grohl se mostrou contra, dizendo que a música era uma merda e que NÃO caberia no álbum. Smear suspeitou de Grohl; afinal, ele queria sair do Nirvana e montar sua própria banda. Talvez ele quisesse roubar a música de Kurt e gravá-la em sua própria banda. Kurt decidiu não gravar a música, e "Heart Shaped Box" foi lançada como single.

Depois da morte de Cobain e o fim do Nirvana, Grohl, em busca de membros para a sua nova banda, convenceu Smear que ele não tentou sabotar Kurt e o último álbum do Nirvana, que foi um sucesso mesmo sem a faixa. Smear acabou concordando em fazer parte do Foo Fighters, fazendo a primeira tour e depois participando da gravação do segundo álbum. Não se sabe se os dois ainda discutiram soure a música antes do episódio ocorrido em 97.

Dave Grohl não aceita falar sobre o que aconteceu nessas duas semanas que fez com que ele decidisse tirar a décima quarta faixa do álbum. Onde ele estava, quem, se é que houve alguém, estava com ele, como ele se machucou tanto, tudo ainda é um mistério até mesmo pra seus amigos mais próximos e sua família. Nem ele, nem nenhum membro do Foo Fighters, aceita falar dessa faixa.

Mesmo com a confirmação dada pela fonte de que ele viu Dave destruiu a música, sendo impossível que ela fosse incluída no CD, ele também diz que supostamente ela ainda apareceu em algumas cópias dos CDs comprados na data do lançamento, sendo que pessoas que não estavam envolvidas na produção, ou mesmo providas de qualquer informação a respeito dela, são capazes de recitar a letra completa. Entretanto, ele não encontrou ninguém capaz de executar a música por completo.

18/03/2014

Room Zero

Já faz um tempo que eu não falo nada relacionado a Corporação Disney e tenho certeza que você sabe o porquê.

Muita coisa vem acontecendo desde minha última postagem. Recebi um monte de perguntas e preocupações de pessoas que leram meu relato em primeira mão do Palácio de Mogli, um resort que foi construído e abandonado pela Disney.

Eu quero agradecer a todos que compartilharam pela internet. Infelizmente, ele foi excluído de alguns lugares, principalmente dos sites corporativos de grande influência que foram facilmente intimidados por um poder maior. No entanto, para cada tópico deletado ou postagem de blog excluída, mais umas cem surgiram.

Isso é algo que eles não conseguirão enfrentar. Não há mais volta para eles e nem pra mim.

Eu definitivamente estou sendo perseguido. Fiquei um mês ou dois isolado, paranoico. Qualquer olhar casual ou um pequeno sorriso em minha direção me causava desespero e até arrepio na parte de trás do pescoço.

A pessoa, ou melhor, a primeira pessoa que eu percebi estar me perseguindo, foi um falso consertador de telefones que ficava em volta de meu apartamento.

Ele tinha meia-idade, pastoso, vestido exatamente como qualquer um esperaria. Eu não poderia acusa-lo, mas sabia que isso não era apenas minha imaginação agindo. Ele era estranho, não parecia confortável fazendo seu trabalho de rotina.

Um dia eu segui ele de canto, mas rapidamente o perdi de vista. Quando voltei pra casa, lá estava ele. Me olhando diretamente no olhos, cerca de dez metros atrás de mim. Inexpressivo e frio.

- Explorando de novo? - perguntou ele. Isso foi tudo o que disse e havia um tom acusador em sua voz.

Diga-me se especialistas em conserto de telefones diria algo assim?

Eu acho que essa é a pior parte. Nunca me sentir seguro. Apenas sozinho. Sempre encontrava pela casa algum material diferente da Disney que eu nunca havia visto ou notado antes. Borracha escolar no formato do Mickey, uma revista da Disney Explora na minha estante, etc.

Eles esconderam pequenos Mickeys em todos os lugares. Três círculos, um grande e dois pequenos, formando a silhueta da cabeça do famoso rato.

Eu comecei a reparar em todos os Mickeys que encontrava.

Marca de copos de café em minha mesa, uma grande, duas pequenas. Garrafas de vidro coloridas deixadas na porta, vistas de cima para baixo. Grafite em muros a caminho do meu trabalho, uma enorme terra, um pequeno sol e lua nos locais e tamanhos apropriados formando novamente outra silhueta do Mickey.

Eles estão por toda parte.

As pessoas têm me enviado sobre isso também. Se você compartilhar tudo o que eu tenho a dizer, você vai começar a encontrar esses contornos filhos da puta. Eu garanto.

Uma vez, de longe, algo me fez rir por causa do horror de todo esse transtorno. Havia um desenho de giz ao lado do meu carro. Fiquei surpreso no início, andando pelo estacionamento, mantendo-se atento para as pessoas me seguindo.

O desenho no chão parecia um... Bem, uma "vítima de assassinato". Você provavelmente está familiarizado com esse desenho em filmes e séries.

Ao lado do desenho, escrito em amarelo, feito á mão... Tinha uma única palavra.

"VOCÊ"

A única coisa boa em tudo isso, é que não sou o único que viu algo que não devia.

Não vou dar nomes, porque... bem, se eu dizer o porquê, você não prestaria atenção.

“Auditores” vão para o parque da Disney sempre que podem, durante o ano. Eles não vão para se divertir ou desfrutar do passeio, etc.

Eles observam muito as máscaras de gás infantis nas pessoas.

Parece ser uma tradição, aparentemente pessoas em todo parque usavam. Homens, mulheres, adultos, crianças e adolescentes.

Todos com máscaras de gás de personagens da Disney.

Os auditores voltavam e a Disney recebia toneladas de reclamações sobre pessoas "estranhamente vestidas" andando ao redor do parque. Pessoas que se misturavam com a multidão e desaparecem.

Mais tarde, as máscaras de gás fizeram com que as pessoas as tirassem e teorias e relatos de "possíveis terroristas" começaram a fluir.

Todos esses relatórios provavelmente foram direto para a lata de lixo. Eu sei que não consigo encontrar nenhum sinal de qualquer dessas ocasiões relatadas pela mídia (embora você deve estar ciente do fato de que a Disney pode muito bem controlar a mídia como ninguém).

Esses auditores e fiscais vão aos parques, falam com algumas pessoas e tentam não chamar a atenção. Eles perguntam para três ou quatro famílias se eles viram alguém usando uma “máscara engraçada”.

Na verdade, eles querem uma máscara de gás pra usar como prova... Embora em uma ocasião, uma criança apontou para um deles na entrada do parque. Ele correu no meio da multidão e ouviu uma voz única gritar na frente dele: "Mamãe, eu quero uma máscara do Pateta também!"

Um colega que vou chamar de "Salva-vidas" trabalhou em um parque aquático da Disney de 2001 a 2003. Ele ficava no topo de um enorme tobogã de água e fazia com que nenhuma das crianças ficasse muito agitada. Colocando as crianças no tubo do tobogã para escorregar, uma de cada vez, dizendo a elas que o mais seguro era manter os braços colados ao corpo quando estivessem dentro.

Um dia, ele disse que um garoto gordo entrou no tubo, mas que não saiu do outro lado.

E sem perceber isso, enviou mais umas duas ou três crianças pra dentro. O garoto gordo havia ficado preso no tubo, e você deve estar imaginado que já que um ficou preso, as outras crianças também ficariam.

Não foi bem assim. Somente o garoto gordo desapareceu. Todo mundo saiu do outro lado, vibrando e espirrando água como se nada estivesse errado.

O salva vidas fechou o brinquedo por um instante, muito preocupado com o desaparecimento da criança dentro do tubo. Ele entrou e escorregou pelo brinquedo, e o garoto não estava lá dentro. Antes que ele pudesse chamar as autoridades para informar o desaparecimento... SPLASH! O gorducho finalmente saiu.

Os membros da equipe puxaram o garoto para fora da água. Ele afundou como uma pedra quando caiu na piscina, sua pele estava azul e os olhos arregalados. Tudo o que ele dizia era: "Crianças sem rosto" e "Pare de apertar".

O garoto estava bem fisicamente, caso você esteja se perguntando. Ele foi acarretado imediatamente ao centro médico. Quando o Salva-vidas pediu para abrir o tobogã pra saber o que havia acontecido lá dentro, ele foi ameaçado de demissão e relutantemente abriu o brinquedo novamente e voltou para seu trabalho de rotina.

Daquele momento em diante, ele ficou mais atento sobre as crianças. De vez enquanto eles saiam da fila, mas nunca algo tão sério como o caso do garoto gordo, mas sempre com um olhar de preocupação. Com o tempo tudo parecia ter sido algum sonho durante seu horário de almoço, mas ele só queria descobrir o que era realidade.

Eu li outros e-mails com relatos estranhos como esse. Eu queria que eles compartilhassem sua própria história, mas eles não queriam se expor dessa maneira. Não posso culpa-los.

A "Branca de Neve", que não era o verdadeiro papel dela no parque, era outro "personagem" do parque. Você sabe o que acontece quando um funcionário fantasiado cai morto dentro de sua fantasia?

Imagine só como deve ser... Uma hora, tirar uma foto com o pequeno Jimmy, e logo em seguida, sofrer um acidente vascular cerebral fatal?

Um segundo mascote fantasiado na área teve que senta-la no banco até outra pessoa assumir o posto, fazendo uma “limpeza a seco” e se livrando do corpo da forma mais discreta possível. Durante todo esse tempo, os clientes não faziam ideia de que estavam se sentando juntamente com um cadáver para tirar fotos.

Sinta-se livre para verificar os seus álbuns de fotos neste momento.

Isso foi ruim, mas um outro companheiro, que vou chama-lo de “Zelador”, enlouqueceu completamente.

A Disney World (e provavelmente outras corporações), construíram uma série de túneis subterrâneos bem embaixo de seus pés. Vale a pena relatar três histórias. Tudo e qualquer coisa que você pode imaginar está lá embaixo, para uso dos funcionários.

Eles são chamados de Utilizadores. Corredores de utilidade.

Basicamente, essa é a razão que você não vê personagens fora do lugar ou zeladores vagando pelo parque.

Eles entram e saem de portas escondidas e viajam pela cidade subterrânea escondida.

Zelador me disse algo que poderia ser do conhecimento de qualquer pessoa, mas que mesmo assim foi novidade para mim.

Walt Disney teve vários apartamentos construídos em seus parques. Há um bem acima do Castelo da Cinderela... Outro em Piratas do Caribe. Eles estão em todos os lugares.

Mais do que isso, há boates, um cinema, uma pista de boliche, e muito mais. Tudo por trás de portas embutidas nas fachadas caprichosas que você provavelmente passou sem notar.

O Club 22 é uma dessas áreas escondidas. Se você tiver dinheiro o suficiente para se juntar ao clube exclusivo (pois é, você não tem), então terá acesso a ele e muito mais.

O Club 22 é um lugar onde vale tudo. A Corporação Disney chama esses lugares "Zonas Escuras". São pontos onde os personagens se trocam e dão lugar a bebidas, drogas e sim, sexo.

Também tem as “Zonas brancas” com poucos corredores de utilidade e as “Zonas Cinzas” entre eles.

O Zelador também me disse que nem sempre foi assim. Foi mais pra um declínio lento e o abrandamento gradual das normas sociais dentro desse grupo de elite.

A razão pela qual ele sabe de tudo isso? Você já deve estar se perguntando... Sim, ele fez a limpeza desses lugares.

Depois de uma verificação de longos antecedentes e vários termos de confidencialidade, o zelador subiu de um atendente de parque para um membro da equipe de limpeza da zona escura.

Agora, antes de você imaginar alguma visão satânica de "sacrifício humano" na sua cabeça, não, Zelador não viu nada do tipo. Muitas garrafas vazias de álcool? Sim. Preservativos usados espalhados como desinflados balões de ano novo? Oh, sim. Ele limpou muitas quotas de sangue, urina e vômito. A única coisa que ele pensava era a quantidade de jovens baderneiros que usavam esses corredores.

Pelo menos, é assim que ele via em retrospecto.

Todo esse lixo, merdas profanas, entraram em um forno e se misturaram com a fumaça da chaminé de uma típica casa.

Se você já foi para a Disney World, você respirou pecado ultra condensado.

Reforçando essa informação, tem outro cara que vou chama-lo de "Hammer". Hammer me enviou à moda antiga, mas eu não sei bem como ele conseguiu o endereço da minha casa. Ele me mandou fotocópias de documentos provando seu emprego, e me instruiu a queimar quando estivesse convencido.

O que eu fiz de bom grado.

Hammer trabalhou ao redor do parque Disney World, fazendo a demolição e construção. Em um ponto, ele se aproximou conversou com seu superior em relação a alguns estranhos planos de construção.

Era uma ampla área retangular marcada nos projetos, do tamanho de um supermercado. Na área, foram deixadas somente as palavras "NÃO CAVE".

Ele não queria falar sobre isso, não queria saber sobre isso e terminou a conversa com "este espaço foi intencionalmente deixado em branco".

Hammer não entendeu. A área parecia um desperdício de espaço e entrou diretamente em conflito com o trabalho que sua equipe tinha designada. Ele começou a picar ao redor da área em suas folgas, encontrando apenas uma porta de aço abandonada e uma grande extensão de concreto logo depois.

Era um "vale do supermercado" do piso em branco, cinzento.

Logo depois, Hammer encontrou com os cadáveres usando as máscaras de gás.

Ao contrário de todos os outros relatos anteriores, as pessoas... ou melhor, as "coisas" que estavam usando as mascaras, estavam todas caídas, empilhadas e espalhadas pelo quarto. Centenas de cadáveres fracos, lesionados... Como cervos que foram presos e não conseguiam mais fugir.

As mascaras de gás tinham os rostos do personagem da Disney com filtros presos... Ele observou que elas pareciam molhadas por dentro, embaçados como uma janela de carro. Pequenas gotas de água brilhavam por trás do vidro, tornando-se impossível qualquer um enxergar através.

Indo mais longe, Hammer começou a fazer perguntas de todos aqueles que já trabalharam no parque por uma década ou mais.

Ele bateu impasses por toda parte, até que ele foi direcionado para Aida, uma mulher idosa que trabalhava em um restaurante na rua principal. Ela tinha estado lá desde o caminho de volta e embora ninguém tivesse a coragem de perguntar diretamente, todos sabiam ela tinha muitas histórias terríveis para contar.

Hammer perguntou sobre o espaço vazio, e em seguida, sobre os clientes mascarados. No começo ele pensou que iria receber um “não sei” como resposta. Ela estava quieta. Estranhamente quieta.

"Room Zero", ela resmungou, e em seguida colocou a mão em sua boca como se tivesse falado algo que não deveria ter dito.

Ela não olhou para o homem durante toda a conversa.

Room Zero (ou quarto zero) era mais outro quarto escondido, como os apartamentos e o Clube 22. Entretanto, seu tamanho e sua profunda mancha sob o parque está localizado para além de qualquer uma das zonas escuras de "diversão".

Era um abrigo contra bombardeio aéreo.

Room Zero foi construído para resistir a um ataque massivo, seja ele conduzido por inimigos estrangeiros ou nacionais.

A sala era abastecida com alimentos suficientes para o número médio da quantidade máxima de pessoas dentro do parque, e abrigava um quatro menor ainda conhecido como "quarto do pânico", para os superiores da Disney.

Durante a segunda guerra mundial, realmente máscaras de gás oficiais Disney foram produzidas para as crianças em caso de ataque. A ideia era que seria menos assustador para as crianças se o rosto de Mickey fosse estampado sobre o dispositivo de segurança em tempo de guerra.

Sim, eu sei os problemas óbvios com isso.

Durante o susto da guerra fria dos anos 60, quando foi construída a Disney World, a Room Zero foi abastecida com máscaras semelhantes também. Se eles não se preocupassem com os medos das crianças, ou apenas fossem insensíveis, talvez não tivesse acontecido aquilo lá embaixo.

Além do mais, algum gênio decidiu que as crianças não ficariam tão assustada com as máscaras de gás se seus pais as usassem... A assim, todas as máscaras, adultos e criança, foram feitas para cumprir com esta norma louca.

Aida o descreveu como "tratar uma ferida com suco de limão".

Nada disso explicava o que Hammer havia visto. Não só as aparências aparentemente sobrenaturais das pessoas, mas também o quarto esvaziado lá dentro.

- Eu estive lá – explicou ele – Só há um piso de cimento e quatro paredes na Room zero.

- Não - Aida abanou a cabeça e cobriu sua boca, abafando um soluço – Você esteve em cima da Room Zero. Aquilo foi planejado perfeitamente. Quando alguém descobrisse que houvesse um subsolo, iria vasculhar e encontrar aquele espaço vazio e nem imaginaria que existe outro saguão bem abaixo daquele.

Algo ou alguém soou o alarme, num dia em que a capacidade do parque estava no máximo. O aviso era claro. Eles estavam sofrendo um suposto ataque aéreo.

Os seguranças levaram todos para a Room Zero. Lá, eles foram ordenados a colocarem suas máscaras e acolherem-se durante o bombardeio.

Tudo estava calmo nos primeiros trinta minutos, exceto as crianças que choravam e os sussurravam assustadas. Ninguém queria morrer, então os pais eram gratos de alguma forma por esta estranha medida de segurança.

Então, alguém deu o primeiro grito.

- Ei! - um homem gritou - Pare de me beliscar!

Uma onda de gritos começou a se alastrar na multidão, de uma parede à outra.

- Quem está correndo? Acalme-se! - Alguém gritou.

- Quem está rindo? Isso não tem graça!

- Ow! Quem pisou no meu pé?!

Apesar dos guardas de segurança pedindo para manterem a calma, a multidão ficou ainda mais agitada, até que, finalmente, depois de quase uma hora de loucura...

As luzes se apagaram.

Todos morreram.

O que veio em seguida só pode ser descrito como caos. No escuro, somente as paredes dos jovens e os gemidos dos adultos podiam ser ouvidos em um maciço, inchaço que sangrava os ouvidos de todos dentro daquela câmara de eco negra.

Um grupo de membros da equipe e alguns poucos funcionários conseguiram atravessar a porta, dispostos a enfrentar a guerra acima, ao invés da insanidade abaixo. O que eles encontraram, porém, foi um parque temático desolado, ainda intocado.

Não havia ataque nenhum. A música continuava a tocar, ecoando pela cidades de contos de fadas em silêncio.

Ao retornar à Room Zero, os poucos que ficaram no topo da escada aço que chumbo na escuridão se levantaram, não ouvindo nenhum sinal de batalha anterior. Havia apenas silêncio.

Aida desceu as escada, apesar da mendicância daqueles que deixou acima.

Ela alcançou as portas reforçadas, agora inundado na escuridão e ouvindo apenas o zumbido nos ouvidos.

Uma única voz saiu da escuridão. O eco tornou impossível dizer se a voz rouca, veio da parte de trás do abrigo ou se foi bem na frente de seu rosto.

-Feche a porta, querida. Você está deixando mais frio aqui dentro.

Dominada pelo terror, ela fez exatamente isso. Dentro de dias, a coisa toda... Abrigo, escadaria, tudo... estava coberto com os pés em cima de pés de cimento. Sistemas de ar e geradores acima de seu teto foram removidos, criando o grande espaço vazio.

- Eles ainda estão lá embaixo - Aida disse para Hammer - Com quem quer que fosse, de alguma maneira, eles não estão mortos.

Você pode notar que o único nome verdadeiro que usei foi o da Aida.

Infelizmente, ela faleceu logo após contar sua história. Queda acidental, supostamente, depois de sair da cama para acender a luz.

“Uma adoradora do seu antigo emprego”, o jornal local publicou, devido as várias silhuetas do Mickey que foram encontradas em sua casa. Silhuetas que não estavam lá quando visitei o local após o acidente, e silhuetas que estão começando a aparecer em meu apartamento.

Fonte (fizemos algumas modificações e correções): http://sigmapasta.blogspot.com.br/2014/01/room-zero.html

16/03/2014

O melhor amigo do Mickey

Nota: O texto a seguir costumava ser encontrado em uma Wikia relacionada à Disney. Como você pode imaginar, essa Wikia foi desativada por reinvidicação da própria Disney. Boa parte de seu conteúdo se perdeu, mas eu salvei essa página quando a vi pela primeira vez.

É um fato conhecido que a Disney adora esconder coisas que eles não querem que ninguém mais saiba a respeito, e depois de ler essa sinopse, não posso dizer que culpo-os por isso. Só espero que essa página continue no ar por algum tempo.

"O melhor amigo do Mickey" é um desenho animado bastante controverso que foi exibido em 1929 e desde então foi banido, sendo sua reexibição completamente vetada. Havia sido planejado para ser um especial de Halloween sobre Mickey e Eustace, um cachorro. Walt Disney achou que as crianças estavam ficando tolas demais com os outros desenhos, e achou que seriam maduras o bastante para ver essa esquete.

Sinopse


Mickey está indo para o trabalho em seu carro. No meio do caminho, o carro quebra devido a um problema no motor e ele desce para verificar. Quando Mickey descobre que não será capaz de consertar o motor, ele fica deprimido. É aí que Eustace chega e ajuda Mickey, consertando o carro. Mickey fica aliviado e se apresenta. Depois de uma breve conversa, Mickey o convida para irem a algum lugar. Eustace pergunta se Mickey não devia ir a algum lugar, mas Mickey mente e decide faltar no trabalho.

Os dois chegam em um bar. Quando a dona vê Mickey, sua expressão muda. Ela se dirige à mesa e pergunta, rudemente, o que eles querem. Depois de pedirem, o cherife (Bafo) entra e confronta Mickey, exigindo que ele pague logo seu alguel atrasado. Mickey se desespera, mas é salvo por Eustace que decide pagar toda a dívida de Mickey. O cherife ri e avisa a Eustace que Mickey só vai lhe causar problemas, saindo da cena em seguida. Mickey fica feliz por estar a salvo e abraça Eustace.

Mickey e Eustace saem pelas ruas e Mickey o apresenta aos moradores da cidade em diversas cenas. Eles não ligam e simplesmente se afastam. O último ri abafado e avisa Eustace que ele deveria ter cuidado com Mickey. Eustace tenta descobrir por que ele guarda rancor, mas antes que possa fazer isso, a pessoa já sumiu. Eustace pergunta por que Mickey ainda está sorrindo depois dessa recepção, e Mickey diz que nunca teve amigos antes. Eustace é seu primeiro e único amigo. Eustace se sente mal ao ouvir isso, e aparenta esconder algo com uma expressão de culpa. Em seguida, diversas cenas mostram Mickey e Eustace em um cinema, brincando, e escalando uma montanha para ver toda a cidade. Depois, Mickey mostra sua casa para Eustace, na esperança de que ele viva com ele. Eustace sente pena de mickey, mas diz que precisa ir embora.

Mickey está chocado e pensa que está sendo traído, como sempre aconteceu. Eustace diz que não gostou da cidade e muito menos dos habitantes, e que vai tentar a sorte em outro lugar. Ele pede desculpas a Mickey, diz umas poucas palavras de ânimo e depois sai pela porta da frente. Mickey corre e agarra-o pela perna, implorando para que fique, mas Eustace se nega. Mickey decide que não pode perder seu único amigo e acerta-o com força usando uma pedra que estava no chão.

A cena seguinte mostra Mickey descendo as escadas até o porão. Ele acende a luz, e podemos ver Eustace amarrado numa mesa de cirurgia, ainda inconsciente. Mickey começa a chorar e pede desculpas. Ele diz que tem que ser desse jeito. Constantemente, Mickey grita que não pode mais ficar sozinho, e pega uma faca debaixo da mesa. Começa a cirurgia, porém não se pode ver o que ele está fazendo.

Depois que Eustace finalmente acorda, é revelado que ele não possui mais uma forma antropomórfica, como Mickey e os outros: agora ele é um cachorro de verdade. Ele se apavora e só consegue latir. De repente, a cena fica em primeira pessoa e podemos ver Mickey entrando na sala. Eustace não parece mais assustado. Ele corre na direção de Mickey e pula em cima dele, feliz. Mickey diz que ninguém saberá sobre isso e que esse será o segredo dos dois. Ele também diz que seu nome será Pluto a partir desse momento. Vemos a fachada da casa de Mickey, e a câmera se afasta. A risada de Bafo é ouvida, junto com a do morador que tentou alertar Eustace sobre Mickey.

Background

Walt Disney queria fazer um especial de Halloween de Mickey Mouse. Diversos personagens que apareceram nele se tornaram personagens oficiais depois. A dona do bar se tornaria Margarida, e o morador que tentou alertar Eustace se tornaria o Pateta, sendo que esse se parece bastante com Eustac. Pluto também se tornou um personagem fixo, mas não é feita qualquer menção a Eustace. Os animadores se sentiram enojados durante a produção das últimas cenas, e exigiram que a operação fosse censurada. Walt não teve escolha além de aceitar a a exigência.

Produção

A produção foi atrasada porque diversos dos animadores e desenhistas se sentiram mal por Eustace após ler o Script. A produção foi atrasada em diversos meses porque nenhum dos funcionários queria de fato terminar o desenho. Os gastos foram altos, pois todos queriam uma compensação por fazer algo tão fora de suas zonas de conforto, especialmente levando em conta que aquele era um desenho para crianças.

Recepção


Muitas ofensas e controvérsias surgiram quando o desenho foi exibido. Era exatamente o oposto do que Walt queria. Pessoas diziam que as crianças não podiam dormir de noite, e tinham pesadelos constantes em que eram operadas por Mickey. Crianças mais novas exigiam atenção constante, pois tinham medo de ficar sozinhas - especialmente à noite. Pais decidiram prestar queixa contra Disney, que decidiu destruir todas as cópias do desenho que pôde encontrar, numa tentativa de esconder seu erro.

Teorias

Depois de assistir algumas vezes, algumas pessoas dizem que os personagens como Mickey parecem perfeitamente normais, enquanto que os animais de estimação parecem ter algum tipo de retardo mental.

Embora não hajam mais referências a Eustace em nenhum outro desenho, Mickey fica bastante preocupado quando Pluto some e chega ao ponto de arriscar a própria vida para salvar seu "melhor amigo". Essa é a única conexão entre "O melhor amigo do Mickey" e outros desenhos.

Fontes

Havia um site que mostrava imagens desse desenho, mas não é mais possível encontrá-lo. A maioria dos autores desse episódio já morreu devido à idades avançadas. Quando estavam vivos, nenhum deles queria ouvir nenhuma menção a esse desenho, talvez porque se sentiam culpados.

14/03/2014

Misfortune.gb

Misfortune é um jogo extremamente obscuro do Game Boy. Uma vez que não existem cartuchos ou ROMs desse jogo, todas as informações a seu respeito vêm de relatos e diversas screenshots feitas em emuladores. O jogo não possui créditos e quem quer que esteja envolvido na sua criação permanece anônimo até hoje. As poucas pessoas que o jogaram consideram esse um dos jogos mais assustadores de todos os tempos.

Levando em conta a "idade" dessa história e seu status entre os fãs de jogos de terror, é perfeitamente possível que os autores de Creepypastas como Sonic.exe e Síndrome de Lavender Town tenham se inspirado na história de Misfortune.

História/Conceito

O jogador controla um personagem que aparenta ser um garoto em um prédio de arquitetura gótica. Uma cruz invertida e diversos esqueletos são vistos no chão.Depois de explorar por algum tempo, o jogador encontra uma criatura malévola. Embora ele não se identifique, algumas pessoas (baseadas em certas semelhanças) dizem que se trata de uma representação de Baphomet, Belzebu ou de Lúcifer.

Ao encontrar a criatura, uma caixa de texto aparece: "Eu existo no interior do tecido da realidade. Você quer me desafiar?" Em seguida, o jogador deve escolher entre "Sim" e "Não". Se escolher "Sim", a criatura irá responder "Nesse caso, comecemos."


Gameplay

O jogador é transportado para uma série de salas que parecem labirintos, cada uma com buracos no chão, portas trancadas, chaves e armadilhas.
O objetivo do jogador é passar por cada uma dessas salas, tendo para isso que ou alcançar as escadas ou desvendar uma espécie de quebra cabeça. Estes podem ser charadas ou então escolher uma porta ou trilha para se seguir. O exemplo mais conhecido é uma fase onde existem quatro pequenas cabanas: uma caixa de texto aparece, onde se lê "Escolha errado e a desgraça cairá sobre seus entes queridos. Está pronto para jogar?"






Se o jogador cometer um erro que seja em qualquer momento do jogo, a tela vai ficar escura e logo em seguida irá mostrar uma imagem mais detalhada da criatura, junto com uma caixa de texto onde se lê "eu sou deus aqui." escrito com o que parece ser sangue.




Supostos efeitos colaterais

Histórias sobre o jogo e seus efeitos maléficos circulam pela internet desde meados da década de 90. Alguns jogadores dizem ter sofrido de depressão e pavor constantes após verem a tela de "Game Over". Estes jogadores, que eram extremamente ativos em forums, se tornaram inativos sem qualquer aviso prévio, e crê-se que estão mortos ou desaparecidos. Discussões fervorosas foram travadas nos fóruns por algum tempo, mas o mistério nunca chegou nem perto de ser resolvido. Alguns diziam que a história toda era algum tipo de piada sem graça. Outros achavam que ver a imagem da criatura após perder o jogo realmente trazia desgraça para a vida do jogador. E logo, começaram as especulações em torno da trilha sonora do jogo.


Trilha sonora

A música do jogo consiste de zumbidos profundos e melodias desafinadas. O jogo possui uma trilha sonora inquietante, mesmo sendo limitada pelo chip 8 bit do Game Boy. A tela de "Game Over" vem com uma música irregular, quase nauseante, com uma frequência muito alta acompanhando-a. Rumores dizem que essa faixa podia afetar o humor e os pensamentos da pessoa. De todas as supostas quatro músicas do jogo, apenas duas podem ser encontradas na internet: "The devil's realm" e "Cursed child" (http://misfortune-dot-gb.webs.com/music).

Disponibilidade

Não existem mais do que algumas screenshots e parte do áudio do jogo na internet. Não há, como dito no começo do texto, uma ROM em nenhum site. Se você está se perguntando como pode encontrar esse jogo, vou lhe dizer o seguinte: se você é um grande colecionador de cartuchos de Game Boy (ou mesmo de ROMs de Game Boy), você provavelmente já tem esse jogo com você.

Se você já revirou sua coleção de cartuchos e tem certeza que não encontrou esse jogo, eu diria para olhar de novo. Não nas etiquetas dos cartuchos, mas dentro deles - nos jogos. Misfortune nunca foi lançado oficialmente. Além disso, muitas pessoas notaram que diversos sprites e texturas do jogo vinham de outros jogos que tem mecânica semelhante.

Algumas pessoas que jogaram através de ROMs notaram algo envolvendo jogos que não faziam sentido. Em alguns casos (a maioria envolvendo jogos como Zelda ou Pokémon) as pessoas descobriram que glitches e às vezes uma certa sequência de eventos e escolhas levava o jogador direto para Misfortune.

Onde está escondido?

Infelizmente não existem muitas informações sobre esse jogo na internet, provavelmente porque poucas pessoas conhecem de fato o jogo, ou mesmo por ser tão difícil de encontrar. Mas não se desanime. Pode não haver muito, mas se você procurar bem você pode descobrir. Não espere encontrar logo no começo das suas pesquisas. Uma certeza é a de que Misfortune está escondido nas ROMs (e, obviamente nos cartuchos), embora existam especulações de que, na verdade, o jogo está escondido na placa mãe do Game Boy. Não se sabe quantos jogos possuem Misfortune, mas alguns estão listados a seguir:

-Legend of Zelda: Link's Awakening
-Pokémon: Red
-Pokémon: Yellow
-Spud's Adventure
-Puchi Carat
-Atelier Marie (JP)

Considerações finais

A única questão que resta é por que Misfortune está escondido, e não apenas muito escondido, mas também escondido em jogos que aparentemente não tem nenhuma conexão entre si. Alguns rumores dizem que, por sua natureza pertubadora e pela "maldição" envolvendo o jogo, a Nintendo jamais permitiu que fosse lançado e escondeu o código do jogo em outros títulos já lançados. Mas isso parece improvável devido às regras estritas da Nintendo sobre o que é aceitável e o que não é. E é impossível que eles permitissem que tal jogo fosse incorporado em seus jogos populares sem que ninguém soubesse.

Mesmo sem nunca ter ficado claro o que precisa ser feito para encontrá-lo ou mesmo por que ele está ali, Misfortune ainda é considerado, pelas poucas pessoas que o encontraram, o jogo mais assustador já feito.

13/03/2014

Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 2)

Post #1

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Post #2

Essa ilha esconde alguma coisa. Algo GRANDE. Não consigo pensar em uma explicação lógica para o que presenciei hoje. Me sinto, impuro. Essa é a única palavra que me vem na mente quando tento descrever como me sinto. Algo profano deve ter ocorrido nessa ilha, e sinto que é meu dever descobrir. Ok, antes vou contar o que aconteceu, devo atualizar vocês com algo novo que descobri. Lembram do meu primeiro post quando pedi que me chamassem de Delmar? Vocês pensaram que esse era um nome qualquer, e eu sinceramente também pensei. Lembram o nome do misterioso sinal wi-fi que recebi? Era “Radio Nick”.

Esses dois nomes estão conectados. Cavei um pouco mais na história da ilha e descobri que o proprietário original da ilha era um homem chamado Delmar Nicholson. Seu apelido era “Radio Nick”. Não pude encontrar entrevistas com ele, mas consegui algumas informações através da população local. Eles dizem que o cara era do tipo recluso. Era antissocial e não falava com ninguém. Até ouvi alguns dizendo que ele era, vejam só, um satanista. Um doido satanista. Uma ótima coisa para pensar enquanto anda por uma ilha abandonada. Mas também ouvi outros dizendo que ele era Wicca. Outros disseram que ele era uma combinação dos dois; ou como alguns descrevem, um Wicca que acredita nos poderes de Satan. Pensem nisso enquanto estiverem lendo o que aconteceu comigo.

Digamos que eu estava um pouco apreensivo, armado com a minha nova “descoberta”. Eu ainda sentia o mesmo temor que senti na primeira ida de barco ate a ilha. Só que dessa vez eu me sentia bem mais triste. Mesmo assim entrei no parque determinado a encontrar algo sobre esse tal de “Radio Nick”. Eu já tinha planejado toda a minha rota na noite passada. Minha primeira parada seria no “Explorers Outpost”. Julgando pelo nome, era algum tipo de área dos empregados. Eu poderia não encontrar informações por lá, mas eu tentaria arriscar. Atravessei a doca e segui pela esquerda. Havia uma construção com teto de palha que já estava bastante bagunçado pelas tempestades, e paredes construídas com varas, a maioria já partidas ao meio. Um pequeno letreiro na frente indicava; “Explorers Outpost”. Era o lugar certo.

Antes de entrar, chequei e gravei a posição do sol. Atravessei o que restou da porta principal e entrei em um tipo de sala tropical. Tinha um balcão de informações, e alguns bancos. A maioria dos cabos usados para alinhar a construção estavam caídos, e a porta que levava para a sala atrás do balcão estava completamente destruída, assim como a maior parte do lugar. Era como se algo tivesse forçado a entrada por ali. Prossegui com cautela entrando na sala dos fundos. Era uma sala com vários armários. Muitos estavam abertos, e outros caídos.

Um canto em particular estava muito escuro, uma escuridão quase sobrenatural. Enquanto eu observava, algo quase fez o meu coração parar. Tinha alguma coisa me observando com olhos brilhantes no meio da escuridão. Os olhos começaram a se aproximar de mim, e logo a coisa alcançou a área iluminada; era um abutre. Ele parou bem perto de mim, e ao invés de me atacar ele começou a bater as asas como se estivesse me espantando dali. Comecei a me afastar, mas logo o abutre voou para perto de um armário e começou a bicar a porta e olhar para mim. Meu coração estava acelerado, de algum modo eu sentia que o abutre queria que eu abrisse aquele armário. O abutre continuava a bicar a porta do armário e olha para mim.

Reuni coragem o suficiente para me aproximar do abutre e abrir o armário. Lá dentro havia umas cinco pastas. Peguei-as e o abutre voltou a bater as asas. Certo, ele queria chamar a minha atenção. Me aproximei dele e ele começou a bicar a porta de outro armário. Lá dentro encontrei os arquivos dos funcionários. Também os peguei. Me virei para o abutre esperando mais algum sinal e para minha surpresa ele já não estava mas lá. Eu não diria que saí “voando” daquela ilha, eu simplesmente andei em um ritmo mais acelerado, sentei na doca e esperei que meu amigo viesse me pegar. Quando ele chegou eu pude me sentir realmente aliviado. Mas assim que entrei no barco, todo aquele sentimento de temor e apreensão recaíram sobre mim, me deixando completamente tonto. Acabei desmaiando no barco e o meu amigo me levou imediatamente para o hotel. Ele é mesmo uma boa pessoa. Agora estou um pouco melhor, mas ainda me sinto apreensivo e triste por, sei lá, eu não sei o que deu em mim. Sinto um peso por alguma razão, como se algo pairasse sobre mim, algo que eu não pudesse controlar. Bom, apesar da minha condição, ainda continuo pesquisando o passado daquela ilha. Devo provavelmente começar a procurar algo nessas pastas e arquivos. Falo com vocês em breve!



continua...

12/03/2014

I HATE YOU

Essa não é uma história de "Jogos Amaldiçoados" ou coisa do tipo. Em nenhum momento você vai me ver dizendo que o jogo falou comigo, demonstrou reações ao que eu dizia, ou que me forçou a socar meu próprio rosto repetidamente.

Não, isso não é nada sobre um jogo amaldiçoado ou um jogo fazendo algo impossível ou algo que não devia estar ali. Tampouco é sobre um glitch ou uma mensagem satânica oculta e em nenhum momento eu liguei pra Nintendo apenas pra ouvir respostas sussurradas ou gritos de agonia. Essa história é sobre uma fase que ninguém mais conseguiu abrir. Só isso.

Não tem fantasmas, não tem conspiração. Só um segredo que nós devíamos achar, mas nunca achamos. Algo que afeta a infância de toda uma geração, e a essência de uma franquia multimilionária (ou seria multibilionária?)

Essa é uma história sobre o que eu creio ser um final alternativo nunca antes descoberto para o Super Mario World, no Super Nintendo.

Em 1996, eu ganhei meu primeiro computador. Eu já tinha usado a internet antes, já tinha usado um computador antes, mas sempre na escola ou na casa de algum amigo. Esse, no entanto, era meu. Todo meu. Explorei aquela internet pré histórica com grande interesse - baixei vários tipos de pornografia e até mesmo imprimi, o que não faz o menor sentido.

Eu também pirateava como um louco. Música, jogos, tudo. Foi nessa época que eu descobri SMW. Eu nunca tive um Super Nintendo, então era uma grande novidade pra mim. Baixei várias ROMs junto com o emulador de SNES, mas SMW era meu jogo favorito. Por mais de uma década, essa ROM de SMW era meu passatempo favorito. Eu jogava por horas, derrotava o Koopa cada vez mais rápido até que eu comecei a explorar cada mundo sem nenhum propósito específico. Os códigos do Game Genie ajudavam imensamenet. Eu podia desligar o timer ou entrar em um mapa específico enquanto esperava o download de qualquer coisa. Eu devo ter zerado o jogo inúmeras vezes usando esses códigos. Eu gostava dessa minha rotina obsessiva-compulsiva... mas isso tudo mudou quando eu vi o Blind Boo.

O Blind Boo, que é como eu o chamo, estava por cima do cano que levava para a saída da "Sunken Ghost Ship", uma das últimas fases do jogo. Eu o chamo assim porque ele não tinha olhos. Era como se eu estivesse jogando um dos vários hacks que existem por aí... mas eu sabia que aquele era o jogo normal. Eu já jogava essa mesma ROM há anos.

O Blind Boo simplesmente ficou ali, em cima do cano... bloqueando a passagem. Eu virei de costas pra ele, mas ele não me perseguiu. Como poderia? Ele nem mesmo podia me VER.

Então, eu notei algo estranho...



Havia uma chave e uma fechadura acima desse cano. Aos que por qualquerm otivo não sabem disso, chaves e fechaduras servem para terminar a fase de um outro jeito e descobrir uma fase secreta. Mas não havia nenhuma chave ou fechadura nessa fase, e eu sabia disso. Por um momento eu cheguei a pensar que eu tinha QUEBRADO a ROM de tanto usá-la!

Eu peguei a chave e abri a tal saída secreta, imaginando que o jogo iria travar e eu ia ter que reiniciá-lo. Entretanto, acabei abrindo um novo caminho no mapa:




Uma espécie de vórtice do lado da entrada para o último mundo do jogo. Decidi ver do que se tratava...



"Oh God No"

Pra ser sincero, não achei muito estranho. Se você já jogou Super Mario, sabe que há uma área chamada "Special World" onde algumas fases tem nomes desse tipo. Coisas como "Tubular", "Gnarly" "Outrageous" e outras palavras aleatórias. O que me causou estranheza, na verdade, foi a expressão do Mario. Supresa? Choque? Medo?

Decidi entrar na fase.



O que era estranho era que um buraco no meio da água começava com uma animação típica de castelos ou fortalezas. Eu ainda podia dizer que era uma fase aquática, afinal, haviam bolhas de ar saindo da boca do sprite do Mario.

Dentro do castelo, parecia mais e mais que eu estava vendo algum tipo de glitch...



Não havia espaço pra pular. Não era possível fazer nada além de ir pra esquerda e direita. Eu devo ter corrido rumo à direita por dez ou vinte minutos, apertando o botão B e correndo tão rápido quanto possível.

Depois de um tempo eu encontrei um ou dois Blind Boos nesse espaço escuro acima. Depois três ou quatro... e então a tela estava cheia deles.



Eles simplesmente ficavam ali, sem fazer coisa alguma Eles não me perseguiam, assim como o primeiro Blind Boo. Se eu fizesse qualquer barulho... como o som que o Mario faz quando pula... eles simplesmente TREMIAM um pouco, como se soubessem que o Mario está aí, mas não pudessem fazer nada a respeito e simplesmente dessem de ombros.

Então uma coisa me fez parar e virar na direção oposta.



Eu sabia agora que essa fase tinha sido feita pra tentar acabar com o jogador a todo custo. Não por causa da gigante Banzai Bull sofrendo de uma hemorragia facial intensa, mas porque era IMPOSSÍVEL de acabar com ela.

Não havia nenhum jeito de matá-la, como você pode ver nessa screenshot. Bem, a menos que você soubesse dos Game Genies como eu. Ativei o código para invencibilidade permanente.



Depois de fugir dessa Banzai Bill por algum tempo, eu parei, e matei-a com apenas um toque. Então, eu notei uma mensagem que não estava ali quando eu havia passado antes.

"I HATE YOU!"

ISSO me deixou um pouco assustado. Mas ao mesmo tempo era um pouco interessante, porque isso significava que essa fase estava programada para existir. Eu podia notar uma espécie de enredo aqui. Algo nunca antes descoberto.

O que significava? QUEM me odiava? Koopa parecia a resposta mais óbvia. Ou talvez apenas os fantasmas. Quando se está num castelo assombrado que você encontrou após sair de um navio naufragado - que também é assombrado - , uma mensagem escrita em algo que parece sangue não é tão assustador.

Eu vi essa mensagem de novo ao me aproximar de alguns Giant Boos...



Agradeci a Deus que os Blind Boos tivessem sumido agora, porque quanto mais eu os observava tremer, mais desconfortável eu ficava... era como se eu tivesse pena deles.

Parei de agradecer quando fiquei de costas para os Giant Boos e ISSO aconteceu...



Giant Boos com caras que eu nunca tinha visto antes. Eles sempre pareciam BRAVOS quando perseguiam você, bravos por você ter invadido suas casas. Mas isso era diferente. Eles pareciam dementes. Eu podia ver suas gargantas, o que era bizarro já que nunca haviam tantos detalhes na boca dessas criaturas. E claro, havia essa mensagem que você está vendo na imagem: "WHY WON'T YOU DIE?!"

... Eu não sei. Eu TENHO que morrer? Quem está perguntando??

Eu deixei que os Giant Boos me tocassem, e eles morreram como a Banzai Bill que eu havia derrotado antes. Apesar de tentarem ASSUSTAR o jogador com isso, eu sabia que um código de invincibilidade me deixaria INVENCÍVEL independentemente do que eles jogassem em mim.

Depois de correr por mais um bom tempo nesse corredor claustrofóbico, cheguei até um cano. Descendo por ele, cheguei em uma área cheia d'água. Fazia sentido, já que era um castelo submerso ou qualquer coisa do tipo. Depois de encontrar um mushroom, segui adiante na fase. As primeiras criaturas que eu encontrei foram Thwomps. Você provavelmente sabe que Thwomps são criaturas quadradas, feitas de pedra, que ficam no teto e tentam esmagar você quando passa por elas. Bem, esses Thwomps esmagavam o chão sem qualquer razão lógica, e de maneira aleatória. Eles simplesmente desciam do teto quando achavam que deviam. E aparentemente, essa estratégia havia dado certo...



Mais sangue. Isso é completamente absurdo pra um jogo da franquia, já que eu não me lembro de ter visto SANGUE uma única vez que fosse em nenhum outro jogo. Agora eu já tinha visto três vezes. A Banzai Bill, as mensagens e esses Thwomps que esmagavam suas vítimas (quem?) para sempre.

Aproveitando que ainda estava invencível, andei por baixo dessas coisas, me encarregando de que cada um me tocasse e morresse. Haviam quase TRINTA deles enfileirados. A visão deles esmagando o chão ensanguentado repetidamente e sem qualquer razão lógica fez com que eu os odiasse incrivelmente. O que era estranho era que o sangue no chão fazia com que Mario deslizasse como em uma fase de gelo.

Depois de passar por isso, cheguei em uma área mais aberta, onde eu tinha que nadar desviando de espinhos no teto e no chão. Era difícil de passar por ali sem esbarrar neles, mas era um tanto divertido também.

Deixou de ser divertido depois de um tempo.



Agora fazia sentido. Aquele monte de sangue que os Thwomps haviam feito? Outros Marios. Marios do passado que tentaram passar por essa fase e falharam. Eu não pude deixar de achar isso interessante, embora um tanto mórbido.

Os corpos apenas boiavam um pouco, como se estivessem em um lugar com correnteza fraca. Era incrível, e eu não podia acreditar que eu era a primeira e provavelmente única pessoa a ver isso. Mas de repente...



Sem nadar... sem fazer qualquer tipo de movimento, os Marios mortos começaram a me seguir como torpedos. Seus rostos continuavam inexpressivos e completamente azuis e... mortos.... mas eles ainda se moviam em uma velocidade assustadoramente alta.

Eles se moviam das mais diversas maneiras tentnado me atingir, deixando quase espaço nenhum para que eu nadasse. Eles continuavam tentando me atingir e... eu não conseguia deixar que eles me tocassem. Eu nadei com toda rapidez e agilidade que eu jamais tive na minha vida, tentando impedir que as vítimas afogadas atingissem Mario. Quando eu finalmente cheguei no cano, que você vê acima, haviam pelo menos dez Marios mortos tentando me atingir a todo custo.

Entrei no cano tão rápido quanto pude, grato por ter funcionado e ter conseguido tirar Mario dessa situação bem rápido. O corredor em que entrei estava vazio. Um enorme corredor aquático sem nada tentando te matar ou qualquer coisa que você precisasse desviar. Trazia uma espécie de sensação de segurança. No fim do corredor, encontrei aquela porta vermelha que você habitualmente encontra antes de enfrentar o chefão.

Atrás da porta, um mushroom estranho.



Se você acha que eu peguei essa merda, errou feio.

Entrar pela porta fazia aquilo que você podia esperar. Mario apareceu novamente naquela ponte de madeira acima da lava.

... Ou será que isso era sangue?

Entretanto, eu percorri a ponte inteira e não achei nenhuma criatura. De repente, Mario olhou para o lado e congelou. Eu não podia controlá-lo. Ele simplesmente ficou ali.



Eu não tinha notado isso na primeira vez, então não espero que você veja logo de cara. Se você não percebeu ainda, olhe pra terceira janela da esquerda pra direita.

Mario pareceu recuperar sua compostura e começou a percorrer a ponte novamente, ainda à procura de alguma criatura. Eu não podia controlá-lo, então desisti de tentar e apenas observei. Isso continuou pelo que pareceu uma eternidade. Nada acontecia. Então uma figura familiar entrou pela direita.

Toda de verde, alta e irritada.

Luigi.

Mario recuou, apavorado. É difícil dizer isso sem pensar no quanto é bizarro, mas Mario realmente recuou, apavorado de um jeito um tanto incomum para um enérgico, feliz e sortudo mascote como ele.

E então, Luigi falou.



Agora fazia sentido. As mensagens pelas paredes... "I HATE YOU!" e "WHY WON'T YOU DIE?!"

Luigi.

Ele sempre foi o Player 2. Sempre foi aquele que nunca conseguiu resgatar a Princesa. Não importa o quanto ele seja idêntico ao Mario em suas habilidades e coragem, no fim o jogo ainda é "Super Mario Brothers" e ele é eternamente apenas "the Brother".

O quanto ele não deve ter odiado Mario ao longo dos anos... mas quem de nós não odiaria? Pense bem. Não importa o que aconteça, Mario sempre volta. Não importa quantas vezes ele morra, ele sempre volta mais uma vez para salvar o mundo e conquistar toda a adoração do público.

Koopa não trabalhava sozinho? Não entendi isso num primeiro momento, mas depois de pensar um pouco tudo fez sentido. COMO exatamente ele conseguia sequestrar a princesa tantas vezes?

Desde o primeiro dia, desde o primeiro Mario Bros., ele sempre teve um agente infiltrado.

Ainda incapaz de controlá-lo, eu observei Mario simplesmente se encolher, apavorado, enquanto Luigi pulava... tão alto quanto era possível em Mario Bros 2.




Ele pulou em cima de Mario, que não fazia nada além de chorar... e pulou... e pulou... e pulou...

Eu não podia pará-lo.



Quando parou, ainda furioso, ele começou a observar o corpo do Mario caído no chão.




Então a ponte começou a sumir. Logo, Mario iria morrer. Enquanto observava, não pude deixar de pensar - dessa vez, sua morte seria permanente?


















De repente, quando Luigi fez a pose da vitória, como ele fazia quando terminava uma fase, Mario ficou de pé novamente e o atacou. Medo e tristeza deram lugar a fúria, e Mario derrotou seu irmão sem muito esforço.

Até hoje, eu ainda sou assombrado pelo resultado final de sua retaliação...



Era o título da fase. Não era um glitch, não era um engano, não era um desenvolvedor se vingando da Nintendo, e não era um FANTASMA assombrando um cartucho da Nintendo.

Era uma parte planejada do cânone dos Mario Brothers.

Se você passasse pela mesma fase várias veses, uma parte secreta do mundo se abriria, e você iria aprender que desde o primeiro jogo, Luigi estava lutando CONTRA você, e ajudando na captura da Princesa.

Mas por que?

Dinheiro? Poder? Não, ele tinha tudo isso. Era simplesmente porque ele não aguentava mais ficar fora dos holofotes. Não aguentava mais não ser o Mario.

Depois que Luigi morreu (de verdade)... Mario simplesmente sentou-se à beira da ponte e chorou.



Eu tive que assistir isso por minutos até que a tela ficasse preta e eu voltasse para o mapa. Joguei o jogo todo novamente para ver se algo havia mudado. Nada. Definitivamente, aquilo tudo era mesmo parte da história.

Não pude entrar naquele vórtice de novo Eu já tinha visto tudo uma vez, e provavelmente não era permitido que eu visse de novo. Eu tinha de continuar com o jogo. Aquele mesmo jogo que eu jogava desde os anos 90, e que provavelmente continuarei jogando até o fim dos meus dias.

Bem, na verdade, uma única coisa estava diferente: a imagem final.


11/03/2014

Explorando a Ilha do Tesouro (Parte 1)

Olá pessoal, comecei a traduzir essa creepy e ela é dividida em cinco posts. A creepy é grande e é a primeira em série que vou postar aqui, tentarei acelerar a tradução e a revisão para não deixa-los esperando muito pela próxima parte.

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Post #1

Olá galera, Hoje parti em uma viagem interessante. Levei algum tempo juntando grana para as passagens, mas valeu a pena. Antes de entrar em muitos detalhes, devo me apresentar. Bom, como sou um pouco paranoico com essa coisa de internet não vou expor o meu nome real, então podem me chamar apenas de Delmar. Não sei o que há nesse nome, mas ele me veio na mente agora.

Certo pessoal, vamos ao que importa. Consegui passagens para Florida, e fiz uma reserva em um pequeno hotel próximo a um local especial. As seis horas dentro de um avião valeram a pena para o local onde estou indo. Se ainda não ouviu falar dele, estou planejando visitar um resort abandonado pela Disney chamado “Discovery Island”. Fiz algumas pesquisas e descobri que o local era originalmente conhecido como “Treasure Island” em meados dos anos 70. O mistério acerca da ilha é bem intrigante para mim, já que o local foi fechado de forma repentina em 1999. Havia muita polémica envolvendo a ilha, e acredita-se que essa seja a razão por trás do abandono. Eu, no entanto não aceito essa história tão facilmente quanto os outros. Acredito que não há provas o suficiente que indiquem os reais motivos do abandono da ilha.

Não havia transporte publico para a ilha, então tive que chamar um amigo que me deixasse por lá. Já completava um dia desde a minha chegada à Florida, e todos os meus equipamentos já estavam prontos. Trouxe um caderno para anotações, um laptop, um mapa da ilha (que baixei da internet), um GPS, e um geocache. Se eu estava indo para um parque abandonado da Disney, então eu deveria esconder um geocache por lá. Eu traria uma câmera, mas já tinha esgotado todo o meu dinheiro com as passagens e a reserva no hotel.

Entramos no barco e partimos. O ar morno da florida soprava em meu rosto sacudindo meu cabelo e me deixando relaxado. Toda essa sensação de tranquilidade evaporou-se assim que a ilha surgiu em meu campo de visão. Não consigo explicar. Era uma mistura de felicidade, excitação, e temor. Não consigo explicar o motivo por estar temeroso, mas eu estava. Também percebi que o ar se tornava mais denso quanto mais próximo chegávamos da ilha. Tentei pensar que era apenas a umidade. Mas no fundo não fazia muito sentido. A mudança foi muito repentina. Não foi gradual o suficiente para ser natural. Ignorando isso, meu amigo continuava seguindo para a ilha. Estranho; ele não aparentava ter sentindo o mesmo que senti.

Chegamos à ilha. Finalmente, depois de tantas pesquisas e preparações eu finalmente poderia expor ao mundo o que realmente aconteceu nessa misteriosa ilha (Claro, se eu realmente encontrasse algo para expor)! Depois de sair do barco, senti uma certa satisfação. Todo o meu trabalho me guiou para isso. Acenei uma despedida para o meu amigo enquanto ele se afastava me deixando sozinho com meus equipamentos. Dei uma olhada ao redor procurando algum ponto de referência.

Depois de encontrar um, pude descobrir onde eu estava através do mapa, e segui para os locais onde eu teria mais probabilidades de encontrar informações. O primeiro local que eu tinha em mente era a cabine de informações. Pelo o aspecto da entrada, esse era definitivamente um parque da Disney. Era tudo muito bem construído e detalhado. A maior parte da decoração estava gasta pelo sol, outras destruídas pelo tempo. Bom, acho que os anos de uso e o implacável clima da Florida acabaram com o parque. Continuei andando até encontrar o que parecia a cabine de informações. O letreiro estava bem desbotando e pendurado apenas por um prego, obscurecendo o interior da cabine. Lá dentro tudo estava perfeitamente normal. Havia uma mesa branca com vários tickets e panfletos espalhados sobre ela. Tomando a liberdade para pegar um dos panfletos, corri para a bancada mais próxima e o estiquei para analisa-lo. Também estava muito gasto e molhado, consegui ler o máximo que pude e digitei em um documento no Word. Então percebi algo engraçado.

Eu estava conectado à internet.

O parque estava fechado desde os anos 90, por que teria uma rede Wi-fi por aqui? E mesmo que houvesse uma explicação para o wi-fi, por que eu me conectaria automaticamente? A minha conexão automática nem estava ligada. Verifiquei o nome do roteador e o IP. O nome era “Radio Nick”. E não mostrava um IP. Parecia estar funcionando bem. Meu navegador estava funcionando perfeitamente. Decidi esquecer sobre o wi-fi por um momento e aproveitar a oportunidade para fazer mais algumas pesquisas. Não consegui encontrar nada que eu não tivesse visto antes. Continuei a digitar todo o conteúdo do panfleto. Acabei de copiar, fechei meu laptop e continuei com a minha jornada.

Já estava começando a escurecer, e isso era estranho. Ainda era muito cedo de acordo com o relógio em meu laptop. Chamei meu amigo e ele veio me buscar. Perguntei para ele o horário em que geralmente começava a escurecer na Florida. Ele me disse que nessa época do ano (que era junho) o começava a escurecer entre as oito e oito e meia. Perplexo, abri meu laptop e vi que de fato já era oito e meia. Como poderia? Uns minutos atrás o laptop indicava que ainda era duas horas!

Não vai se exaltar agora, falei comigo mesmo. Provavelmente foi aquela estranha conexão wi-fi que bugou o laptop. Provavelmente mudou para alguma zona com horário diferente. Chegamos na praia e pequei meu carro alugado para voltar ao hotel.


Digitar esse post e relembrar tudo o que aconteceu por lá me fez sentir uma sensação esquisita ao pensar no quão estranho foi.

Continuarei com a minha exploração amanhã. Ainda tenho mais cinco dias por aqui, e planejo
torna-los os melhores.




Continua...

05/03/2014

O Visitante

Desde os meus cinco anos, sempre recebi um estranho visitante  em meu quarto todas as noites. Não sei quem ele é ou de onde vem, mas como ele sempre aparecia e nunca tentou me fazer mal, resolvi deixa-lo ficar.

Ainda lembro da primeira noite que eu o vi; não tenho certeza se foi realmente a primeira vez que ele estava ali ou se eu não o tinha percebido antes. Eu tinha acabado de acordar de um pesadelo e estava olhando por todos os cantos do meu quarto quando o vi sentado em cima de uma estante em um canto.

Uma criatura estranha, não era tão alto quanto eu naquela época. Braços e pernas anormalmente longos e finos, com uma pele negra colada aos ossos, e seu corpo parecia envolto por uma estranha aura negra. Bandagens brancas cobriam toda a cabeça, então eu não podia ver o rosto dele.

Tudo o que posso dizer, é que ele parecia não ter um pescoço. Assustado com essa coisa terrível, pulei da cama imediatamente e corri para chamar a minha mãe, mas quando retornei para o meu quarto, a criatura já havia desaparecido. E é claro que a minha mãe acho que a criatura era apenas parte do pesadelo que tive.

Acabei desistindo de tentar convencer a minha mãe de que a criatura era real, e ao invés disso, decidi me acostumar com a presença dele. Ele sempre senta no mesmo lugar em cima da estante, e eu nunca o vi entrar ou sair. Sempre que mudávamos os móveis de lugar, ele continuava escolhendo a estante para sentar. Uma vez tiramos a estante do quarto, e ele passou a sentar no chão. Eu não conseguia suportar o pensamento de tê-lo sentado ali tão perto de mim, e implorei para que a estante finalmente voltasse para o meu quarto.

A única vez que vi a criatura reagir a alguma coisa foi em uma noite quando apontei a luz de uma lanterna para a cabeça dele. Quando fiz isso, ele soltou um grunhido baixo e irritado, virou a cabeça ligeiramente para longe da luz, e eu nunca mais repeti isso.

Toda a noite acontecia o mesmo: a criatura sentava na estante, sem reagir. Enquanto o tempo passava, eu crescia e me acostumava mais com a presença dele, mas ele nunca deixou de ser uma visão inquietante. Porém, teve uma noite em que houve uma mudança na aparência dele. Ele estava sentado e quieto como sempre, mas dessa vez as bandagens na cabeça (na região de onde estaria o rosto, se é que ele tivesse um) estavam manchadas com um vermelho brilhante.

Eu realmente não liguei muito para isso, e no dia seguinte as bandagens já estavam brancas outra vez e com o tempo acabei esquecendo o ocorrido. Porém, no ano seguinte, na mesma data, as bandagens estavam mais uma vez manchadas com um vermelho muito brilhante. Levou alguns anos para que eu finalmente percebesse que isso acontecia anualmente sempre na mesma data, e levou mais alguns anos para que eu percebesse outro estranho evento que ocorria também na mesma ocasião. Todos os anos antes que a criatura surgissse com as bandagens vermelhas, um dos vários animais de estimação da minha família desaparecia para nunca mais ser encontrado.

Agora o dia em que isso acontece já está se aproximando, e pela primeira vez desde que a criatura começou a passar a noite em meu quarto não temos mais nenhum animal na casa.

27/02/2014

A Suposta Verdade sobre Flappy Bird!


Um assunto curioso e um tanto estranho.

Costumo visitar a deep web de vez em quando, embora ela tenha se tornado notória recentemente, ela já existia, sempre existiu.

Pouco tempo atrás me deparei com algo que achei interessante mas que não era relevante, algo que não dei
muita atenção porém, passei essa madrugada toda tentando localizar o que eu havia visto pois, achei que gostariam de saber de uma história que chamo de "coincidência intrigante."
Antes de começar a história, vai aqui um resumo do que é a deep web:

Muitos conhecem ou ao menos já ouviram falar da chamada Deep Web, estou certo disso.
Por lá encontramos todo o tipo de informação e a quantidade de coisas bizarras e até mesmo desumanas são abundantes.

Em resumo, na deep web está tudo aquilo que o google e outros buscadores desprezam e o motivo é óbvio, o conteúdo geralmente é ilegal.

Muitos já sabem, para navegar na deep web basta ter um navegador específco mas, o que a maioria dos usuários comuns desconhecem é que a deep web possui níveis mais profundos e nem sempre os aplicativos padrões da própria deep web são capazes de chegarem nesses níveis.

Estou falando do que há muito além da deep web, falo da última camada chamada: Marianas Web.


A deep web é uma criança perto do primeiro nível da camada Mariana, muitos pensam ter acessado informações privadas e bizarras na deep web mas a verdade é que parte do que está ali é fake, um "vídeozinho" de alguém sendo decaptado, um animal sendo queimado vivo, por conta dessas coisas muitos pensam terem chegado ao fundo da deep web mas, estão enganados, o fundo é tão dificil de se ter acesso que até mesmo o FBI tem dificuldades em checar, ali é para poucos e sem conhecimento avançado, sem alguém que é parte disso para lhe dar as instruções e sem a ajuda de diversos softwares você não será capaz de acessá-la, eu não recomendo mas, se você é uma pessoa teimosa ao menos tenha um pc só para isso pois, ali a coisa não é brincadeira.

Agora que resumi a questão, contarei uma histórinha...

Na Marianas web existe o site de um grupo conhecido por "Devil Mate." Trata-se de uma seita satânica bem diferente de todas as outras que já conhecemos antes.

Para começar, o local é um fórum e aceita qualquer um como membro porém, os membros devem evoluir para ter acesso às informações e a única maneira de fazer isso é praticando rituais bizarros que deverão serem gravados em vídeo como uma maneira de comprovar o ato.
Os usuários membros possuem um nível que vai desde o 1 ao 66.

Usuários nível 1 não praticam rituais, basicamente são os considerados "leitores."
Depois de um tempo, a pessoa decide se quer ou não fazer parte da seita e do nível 2 em diante a coisa pega.

Beber sangue de galinha preta, comer um coração cru de um porco, beber sangue de virgem menstruada, essas são apenas algumas das obrigações dos membros que se aprofundam nessa seita e acreditem ou não, existem outros rituais ainda mais macabros e de nível extremamente cruel por lá.


Mas a questão é:

Por que alguém faria isso? Ou melhor! Em troca de que?

A resposta é: Dinheiro e fama.

A proposta da seita Devil Mate é a de formar um exercito de pessoas bem sucedidas financeiramente aliás, essa é a meta deles.

Há muito do bizarro e estranho por lá e parece que todos os membros estão satisfeitos com os resultados, funciona assim:

Para cada nível, o membro pratica um ritual, depois disso os anciões (acho que são os moderadores ou líderes da seita) instruem o membro com uma espécie de manual detalhado sobre o que ele deverá fazer para ser bem sucedido financeiramente, por exemplo:

Se a pessoa trabalha com uma franquia de fast food, deverá seguir algumas regras e rituais, assim ela terá prosperidade financeira em seu negócio.

Eu realmente vi muitos membros por lá e teve um que me chamou muita a atenção:

Usuário Gnod...

Esse usuário parece estar em um nível relativamente avançado.

Em uma das discussões do forum Gnod recebeu uma tarefa definitiva para alcançar o primeiro nível de prosperidade, ele já havia feito outras tarefas antes mas agora, ele passaria para o nível 27, esse parece ser o nível onde as coisas começam a andar.

Depois de ter cumprido com a tarefa ele recebeu instruções do que deveria fazer para alcançar o sucesso. As instruções estão criptografadas e podem ser lidas por meio de um criptograma especifico criado pela a Devil Mate, apenas usuários de confiança e de determinado nível conseguem a ferramenta e antes que me perguntem como eu consegui, aqui vai a resposta: Não sou membro, apenas consegui.

Na instrução criptografada contém um código fonte de um software que Gnod deveria desenvolver, o código não é completo, apenas algo oculto dentro disso tudo. Tal software faria render muito dinheiro para Gnod e a data da discussão é do final de 2012 e se trata de um jogo que deveria rodar nas plataformas iOS e Android. Após a publicação do suposto jogo, Gnod deveria realizar mais um ritual e apartir daí, seu sucesso seria absoluto, em outras palavras, Gnod se tornaria bem sucedido financeiramente.

Agora, veremos a razão por tal assunto chamar um pouco minha atenção, veja essa imagem abaixo:


Você notou algo familiar nisso? O desenho de um pequeno pássaro na imagem é idêntico ao de um jogo chamado Flappy Bird. O jogo fez muito sucesso e o seu desenvolvedor ganhou (e ainda ganha) muito dinheiro com ele mas...

Por incrível que possa parecer, sem motivos, causa ou razões divulgadas, o desenvolvedor resolveu publicar em seu perfil no Twitter que irá retirar o jogo do ar.

Ele não diz a causa, apenas diz "Eu não aguento mais."

Veja:


Agora, vamos analisar algumas coincidências:

Na pagina do grupo Devil Mate, temos uma imagem de um jogo que conhecemos e isso meses antes do lançamento do jogo, além disso temos o nome "Gnod," que se escrito ao contrário fica Dong.

O jogo Flappy Bird foi desenvolvido por Dong Nguyen e agora fica a pergunta:

Gnod e Dong são pessoas diferentes?

Por que Flappy Bird, que rende milhares de dólares por dia, foi descontinuado com uma única frase,"não aguento mais" ?

Essa história toda é uma simples coincidência, ou há algo oculto nisso?

Pense no que quiser, estamos apenas supondo algo mas, se tudo tiver uma ligação então o que vem depois disso?


Fonte: MedoB

25/02/2014

Francis

 "Não compreendo"

"Você não precisa compreender. Você só precisa assinar"

Essas duas frases foram ditas no mesmo quarto, nas mesmas horas, pelos últimos 3 meses. Eu sempre digo a primeira, e Francis diz a segunda. Eu odeio Francis. Ele é meu advogado. Queria que ele se fosse pra sempre. Mas desejos só ajudam quando você os deseja para uma estrela cadente.

Já que estou em um momento de lucidez, eu vou te dizer algo... Não assinarei. Ele não pode me forçar. Não quero seu dinheiro idiota.

Eu devo te dizer que sou um esquizofrênico - essa voz é a que vem do lado são de minha mente. Francis está tentando me ajudar a vender a casa. Ele não é meu advogado, ele é meu corretor imobiliário. Eu venho tentando vender minha casa, mas algo me impede, algo impede que eu seja coerente nas nossas reuniões.

Eu não tenho nada com a casa, mas é onde estão minha TV, meu XBOX, minha geladeira, meu sofá, minha cama, os pisos, os papéis de parede...

Estou tentando vender essa casa faz muito tempo, mas basta alguém mencionar esse assunto e eu fico incompreensível - falo, ajo e penso como uma criança. Essa doença arruinou minha vida - arruinou minhas chances no amor. É até engraçado, devo admitir - eu estava bem perto de beijar meu primeiro amor, quando minha personalidade ativada pelos sentimentos românticos ouviu uma das vozes em minha mente, e eu disse algo vulgar - depois disso, lembro de acordar com um dente a menos.

É impossível conseguir trabalhar, também. Em um momento, eu tinha completado um arquivo do Word pela primeira vez em uma semana - meu chefe era bastante compreensivo - e no momento seguinte, eu já tinha deletado tudo novamente. Atividades cotidianas, como por exemplo dirigir - sempre que eu dirijo, começo a buzinar como louco e acelero de vez, como um garotinho em um kart. Eu quebrei três TVs em poucos meses.

Elas não me tratavam bem.

Até escrever isso é difícil pra mim. Jag kan inte tanka klart.

Às vezes, minha esquizofrenia me faz escrever e falar em uma língua que não sei como eu sei
Eu decidi interromper tudo isso e me fazer sentir melhor - as pílulas e o psicólogo eram inúteis. Decidi que iria filmar a mim mesmo durante a próxima reunião. Dei a Francis a permissão de me ajudar a assinar. Liguei para ele e relatei meu plano - disse para que não mencionasse a casa até que eu desse permissão a ele.

Entrei.

"Bom dia, Sr. Patterson", ele diz naturalmente enquanto eu filmo.

"Bom dia", respondo. A criança não gosta de seu nome - até mesmo olhar pra ele lhe incomoda.

"Senhor, lhe dou permissão para me ajudar a assinar esse documento"




Acordei no meu sofá. A TV está ligada, e minha câmera está conectada a ela. O vídeo parece se repetir. Já está amanhecendo.

Eu sentei, esfregando meus olhos, e comecei a assistir para ver se consegui vender minha casa. Eu não estava pronto para o que eu vi na fita.

Estou sentado em um quarto branco, com minhas mãos em meu colo. Estou com a barba por fazer. Meus olhos, vermelhos. A câmera está em uma mesa à minha frente, filmando.

Levanto minha mão, como se estivesse com um telefone, e coloco-a perto de minha orelha.

"Francis, é o Jim - já sei o que fazer".

Eu troco de mãos. Minha voz soa como se eu fosse de Nova Jersei "Oh, ótimo, Jim. Finalmente".

Troco de mãos novamente "Eu vou me filmar dando permissão a você para me ajudar a assinar o documento. Não mencione seu nome - Timmy não gosta disso. Ah, não mencione a... a..."

Minha voz fica extremamente alta, soando quase como a voz de Elmo, da Vila Sésamo. "A casa, a casa, não me tire minha casa!!"

Levemente bato minhas mãos para imitar sons de passos, e faço um som de porta abrindo com minha voz.

"Bom dia, senhor Patterson."

"Bom dia. Senhor, lhe dou permissão para me ajudar a assinar esse documento".

E então com a voz aguda "Ta inte mitt hus!"

Minha cabeça bate de vez na mesa. Dois homens de uniforme branco entram e me carregam para fora. Uma mão pega a câmera, girando-a - e eu estou encarando Francis.

"Esse homem, Francis McKnight, vem dizendo a mesma coisa toda vez que nos encontramos. É como se ele sempre encenasse um encontro entre ele e seu advogado imaginário. Ele incorpora o personagem de Jimmy Patterson, um esquizofrênico tentando vender sua casa. Quando ele está pronto para assinar, uma criança chamada Timmy toma controle, e grita no que parece ser sueco. Ele desmaia, e nós temos que levá-lo para seu quarto".

O doutor suspira e olha para ao longe antes de continuar.

"Esse é o caso mais estranho de toda minha carreira - um esquizofrênico cujo alter ego também é esquizofrênico. Eu já tentei de tudo".

"Bom dia, senhor..."

"Henriksson", eu digo. "Meu nome é Henriksson".

"Está na hora do seu remédio, senhor"

"Muito bem". Engulo minhas pílulas e começo mais um dia no manicômio.

Hur din kropp smak?