26/04/15

Pete, o Moonshiner

Na quarta e quinta série, eu costumava passar a noite na casa do meu amigo Tom quase todo fim de semana. Tom vivia em uma casa no campo. Ele dividia o quarto com seu irmão mais velho, Walter. Nós 3 ficavamos acordados até tarde contando histórias assustadoras.

A mais assustadora era uma história verdadeira. Aqui está como Walter contou:

“ Em 1920, esta casa pertencia a uma família diferente. O vizinho mais próximo era um moonshiner chamado Pete (uma bebida alcóolica ilegal). Pete morava em um barraco no fundo da floresta e estava sempre em conflito com a lei. Os pais advertiram os filhos para NUNCA ir perto da terra de Pete.

O menino dormia neste mesmo quarto. Uma noite ele acordou com o som de vidro quebrado em algum lugar dentro da casa. Vivendo tão perto de Pete, o menino era muito cauteloso. E, em vez de abrir a porta, ele trancou-a. Então pressionou o ouvido na porta e ouviu.

O menino ouviu passo tropeçando pelo corredor. O barulho das botas era pesado demais para ser seu pai. Ele quase podia sentir o cheiro da bebida através da porta do quarto. "Deixe-me entrar, garoto." Era Pete ... Mas o menino não iria abrir a porta. Superando o medo, ele gritou: "Não!"

Depois de um minuto, o menino pôde ouvir as botas pesadas de Pete desaparecendo pela casa. Em um quarto distante, ouviu seu pai gritas com ódio, para Pete. Mas os gritos de raiva logo se transformaram em gritos de agonia. Durante quase uma hora, os sons se estenderam enquanto seu pai gastava suas cordas vocais em agonia enquanto gritava. O menino pensou que os gritos de agonia eram a pior coisa que ele já tinha ouvido, até que foi substituído por algo pior... Silêncio.

Pele voltou para o quarto do menino, tropeçando enquanto andava lentamente com suas botas pesadas. Ele bateu na porta de carvalho maciço. "GAROTO! Abra essa porta, ou você vai se arrepender." O garoto podia sentir o cheiro através da porta. Mais uma vez ele disse: "Não!"

E então foi a vez de sua mãe. Seus berros e gritos duraram duas horas. Quando eles pararam, as botas pesadas tropeçaram de volta para a porta. O cheiro da bebida alcoólica era esmagadora. "Garoto ! Eu disse: 'Abra essa porta.' Esta é sua última chance. "O menino estava apavorado: "Por favor, não machuque a minha irmã!" Pete estava bêbado e se divertindo. Ele riu: "Então, abra a porta rapaz." Mas o garoto sabia que não devia. E assim ele passou as próximoa três horas ouvindo os gritos de sua irmã mais nova.

Quando a polícia chegou para investigar a casa dois dias depois, eles encontraram a mãe, pai e a irmã amarrados esticados em suas suas camas. Pete tinha feito um pequeno furo em cada um de seus abdômens e puxado as entranhas de suas barrigas centímetro por centímetro, até morrerem de dor.

Eles encontraram o menino desidratado, mas vivo. Ele ainda estava fechado neste mesmo quarto. Pressionado contra esta mesma porta. Ele estava completamente catatônico. Ele passou o resto de sua vida em um sanatório, ocasionalmente, murmurando "eu deveria ter aberto a porta? ... Deveria ter aberto a porta? ...."

Pete foi finalmente capturado e executado. Seu barraco foi demolido. Mas seu fantasma ainda assombra esta casa. Às vezes, podemos sentir um pouco do doce cheiro da bebida, de manhã, e uma dor em nossas barrigas. E quando sentimos, sabemos que Pete estava aqui durante a noite, tentando puxar nossas entranhas. “

Esta história realmente me assustou. Nota 10 de 10! Eu sempre insistia para que nós três dormíssemos com a porta do quarto trancada e as luzes acesas. A imaginação de uma criança é tão forte nessa idade! Eu morria de medo de qualquer barulho na casa antes de finalmente adormecer. Sempre que eu acordava no quarto, eu podia até mesmo sentir o aroma fraco, doce, da bebida de Pete. Para ser honesto, eu podia até sentir uma dor fraca na parte de baixo da minha barriga.

Sempre que eu falava com os dois irmãos sobre isso, eles iriam rir e entravam na brincadeira. "Sim, eu também sinto o cheiro", dizia Walter. "Eu também. E meu estômago dói!" Tom entrava na conversa, fingindo estar com medo. Eles se mudaram para Utah quando Tom e eu estávamos na quinta série. Não tenho falado com eles desde então.

Avancemos para esta manhã. Estou sentado no laboratório de química no campus. Enquanto eu e meus colegas estávamos preparando um experimento, um dos produtos químicos escapou, e senti um cheiro... familiar... Cheirava exatamente à bebida de Pete, do jeito que eu lembrava. É um aroma incrivelmente diferente, penetrante, quase doce - não exatamente como o álcool ou um verdadeiro "moonshine", mas similar.

Eu não tinha sentido o cheiro desde aquelas manhãs depois de dormir de novo com Tom e Walter. Este era exatamente o mesmo cheiro. Peguei o frasco e olhei para o rótulo: ". Éter etílico"... Era éter.

Eu fiquei olhando o laboratório, em transe. Congelado. Me lembrei de trancar a porta do quarto todas as noites.

Me lembrei de acordar com um leve cheiro de éter na minha boca.

Me lembrei da leve dor dentro de minhas entranhas todas as manhãs.

E eu percebi ... Não havia nenhum "Pete, o Moonshiner".

Eles tinham me estuprado....



12 comentários:

  1. Essa creepypasta é do cacete! Eu realmente adoro ela! (E foi nesse momento que o paciente demonstrou sinais de problemas mentais gravíssimos) essa revelação no final.... Na primeira vez que eu li essa Creepy eu fiquei estática.

    Continuem o bom trabalho!

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  2. Já foi postada a um tempo atrás. Mas é umas das bem sacadas.

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  3. Mas o personagem era menino ou menina? o_o

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  4. Já conhecia... essa creepy é demais, toma um rumo que eu nem imaginava quando li pela primeira vez. Ótimo trabalho com o blog!!

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  5. Nem precisou de 300000 partes pra ser épica.

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  6. todas suas creepy sao mt top leMohamed Aki

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  7. vlw Davi Wallker xD tbm me empenho mt nas narrações

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  8. Ahooooooooooooe!!!!
    Carai bixo...........
    Maas....que....coisa.....
    Só eu imaginei a cara dele ou então ele meio que lembrando do que acontecia naquelas noites? (dat face)
    Ok ok agora....
    Foda.....9/10

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