Postagens Semanais

Segunda-Feira
Francis Divina

Terça-Feira
Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

Quinta-Feira
Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
==========

Domingo
==========

Natureza Humana

6:00 PM, Florida National Forest 

Deren entrou na floresta, ele havia se preparado para essa expedição há semanas. Ele havia planejado nos mínimos detalhes, e até mesmo sabia quais trilhas seguir sem que se perdesse. Derem decidiu ir só, já que não tinha muitos amigos que pareciam dispostos a acompanha-lo. Quando ele os convidou, logo ficaram com uma expressão sombria nos rostos, e acharam que ele estivesse louco. 

“A-acho que não vou,” todos disseram de um jeito apressado e assustado. Era como se soubessem de algo sombrio sobre aquela floresta que ele não soubesse. Voltando ao presente, derem entrou na floresta, já pensando onde ele poderia acampar. 

7:00 PM 

Deren jogou suas coisas no solo coberto por folhas e pegou a sacola com a tenda, limpou alegremente uma parte do local para armar a tenda. Ele usou um martelo de borracha para fixar as estacas no solo macio até se certificar que a lona não sairia do lugar. Então levantou a tenda, verificando se cada parte da estrutura estava no lugar correto. 

Quando ele acabou, o sol já descia no horizonte. Deren afastou-se para admirar seu trabalho. Como já havia montado a tenda, Deren decidiu fazer uma fogueira, enquanto ainda havia alguma luz. Enquanto vasculhava em seus pertences, ele ouviu um farfalhar nos arbustos atrás de si. 

“Olá?” Deren chamou. Não houve resposta. Pensando que fosse o vento, ele voltou-se para sua mochila e encontrou um isqueiro. Ele montou a fogueira e acendeu, sentando após um longo dia de caminhada, para relaxar. Outro farfalhar ecoou pela clareira, dessa vez Deren sacou a Beretta que trouxe para proteção, checando se estava carregada. Havia três balas. O farfalhar tornou-se mais intenso, e mesmo assim ele não conseguia descobrir sua origem. 

“Quem está ai?” Deren gritou, “Está brincando comigo?” 

8:23 PM 

Assustado, Deren atirou em um arbusto. O farfalhar parou, Deren olhou ao redor, não viu nada. Voltou-se para a fogueira e começou a cozinhar sua comida enlatada. 

9:00 PM 

Deren entrou em sua tenda, de estomago cheio, e enrolou-se em seu saco de dormir. Mesmo no conforto de sua tenda, protegido do vento, ele estava congelando. Deren achou que aquele frio era estranho. Ainda era verão, e estava tão frio? Deren deixou de lado o pensamento e enrolou-se como uma bola. Não conseguia se aquecer muito, mas já era melhor que nada. Logo caiu em um sono tranquilo. 

12:38 AM 

Deren foi despertado por um repentino estrondo e um grunhido animalesco, pelo que ele sabia da área, não havia ursos. Silenciosamente, ele saiu saiu do saco de dormir e se aproximou da porta da tenda. No momento que Deren tocou no zíper, as coisas tornaram-se quietas repentinamente. Os sons e grunhidos cessaram. 

Deren estava cansado daquilo, e já estava preparado para por um fim. Ele abriu a tenda, com a pistola em mãos, tudo ao seu redor estava completamente normal, exceto pela sua mochila. Ela estava aberta e seu conteúdo espalhado pelo chão, água, comida, e seu isqueiro estava desaparecido. Sua câmera, que trouxera para filmar aquela floresta maravilhosa, também havia desaparecido.

Deren procurou por toda a clareira, mas não encontrou. Não havia pegadas, ou pelos, e nem evidências de qualquer coisa que tivesse passado por ali. Deren recolheu o resto dos itens espalhados e os colocou de volta na mochila, havia decidido ficar fora da tenda e esperar que o intruso retornasse. Ele sentou-se num tronco e esperou. 

1:01 AM 

Mais uma vez, Deren foi acordado pelos sons e um rosnado, mas dessa vez vinham de dentro de sua tenda. Derem correu para a tenda e atirou nela. Os sons pararam imediatamente mas o rosnado tornou-se mais alto e mais próximo. Deren afastou-se da tenda, tentou atirar mais uma vez, mas estava sem balas. Um flash veio de dentro da tenda, e o rosnado parou. 

Com cuidado, Deren se aproximou da tenda. Não parecia haver nada lá dentro. Ele a abriu e encontrou apenas sua câmera. Estava no meio da tenda, e parecia ser a única coisa fora do lugar. Ele a pegou e ligou, verificando a memória, não encontrou nada fora do normal, até chegar ao fim. 

Na última foto não havia nada além da escuridão e um rosto. Mas o rosto o assombraria para sempre. Pois era o seu próprio rosto.