John, por quê?

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O sol passava pela fresta da janela, o que me fez acordar. Estava um dia lindo, meio incomum em um sábado de manhã, e ouvia tudo alegre e contente. Sai da cama, e calcei as pantufas. Sai do meu quarto e percebo que meus pais ainda estavam dormindo, logo, fui o primeiro a acordar. Servi meu leite e me acomodei na poltrona da sala, e passei por vários canais, até achar o Telecine.

O dia estava normal e dentro da rotina, até a campainha tocar... Ninguém deveria estar aqui, somente meu amigo. Eu tinha combinado com ele que iriamos jogar algo favorável pra nós, mas não combinamos nesse horário. Ok, vi no olho mágico, e era... Ninguém?! Deveria ser um trote, mas quando abri a porta, tinha uma carta dizendo no verso: Para Dave. Era para mim a carta. Imaginei que John não poderia vir hoje, e mandou uma carta para mim. Por que ele não utilizou o e-mail, penso comigo mesmo, mas já que estamos aqui, era hora de ver o que tinha ali dentro.

Dentro da carta tinha 3 itens: Uma carta, um pendrive e uma chave. Eu já identificava a chave, e era da casa dele. O que significava todas as coisas que ele me mandou? Só me bastava ler a carta, e depois ver o pendrive.

É triste ver a vida com outros olhos, como se eu não fosse o único a saber disso. Tenho que admitir, ser assombrado pelo passado me faz lembrar de várias coisas, como aquela música: Are you lost in the world like me? Eu me sinto assim, perdido no maior desastre humano: ele mesmo. É complicado explicar, mas eu já era rejeitado, humilhado, pobre na riqueza, pobre no amor... Vocês são meus melhores amigos, e você entende perfeitamente não é?

Você e a... Faca... A faca me ajudou nesses problemas.

Quando eu estava com raiva, vocês dois estavam lá. Quando eu perdi meu pai, vocês dois estavam lá. E eu entendo agora que a vida não é doce, e sim um amargo gostoso, delicioso, suculento... Eu queria me despedir, mas é tarde agora... Estou em mudanças na minha vida, e vou embora junto com minha mãe e o restante dos meus padrastos. Estou indo para um lugar onde todos vão, ou querem ir um dia, Paris talvez? Você vai descobrir Dave. Veja o pendrive, e te mostrarei o lugar mais lindo que existe.

Ass: John


Lágrimas caíram do meu rosto, molhando o papel de caderno. Estou até vendo a imagem na minha cabeça: John indo embora, e eu correndo atrás do carro dele. Fico feliz por ele ter ido para um lugar que ambos gostam.

Mas por que ele citou uma faca como melhor amigo dele? Isso só podia ser.... Um suicídio? Peguei rápido o pendrive e coloquei no computador do meu pai. Acessei os arquivos e tinhas duas coisas nele, um bloco de notas e um PowerPoint... Cliquei no bloco de notas e tinha uma mensagem: Ele vai nos receber. Quem? Quem vai receber eles? Cliquei no PowerPoint, e a mensagem foi explicada rapidamente. Tinha uma gif de caixinha de música em todos os slides, menos uma, que tinha uma imagem de Deus crucificado. Percebi na hora o que aconteceu e peguei a chaves da casa dele e peguei a bicicleta. Eu nunca pedalei tanto naquela bicicleta.

Cheguei em sua casa, e logo destranquei a porta. Sai correndo em seu quarto, e um cadáver caiu na minha cabeça. E tinha mais dois, e mais 3, tinha muitos cadáveres e o pequeno elevador do seu quarto tinha despencado. Poças de sangue para todos os lados, e corpos gelados estavam vazando sangue. John, por que? Por que tudo isso? E quando eu ouvi um barulhinho de roer os dentes, tremeu minha espinha. Era o elevador que subia. Quando chegou no quarto, tinha um fita, daquelas fita cassete, bem antiga. Ainda bem que seu quarto tinha um aparelho que reconhecia a fita, então eu botei-a.

No vídeo tinha apenas ele... Enforcado... No porão...

Eu vi aquilo e comecei a chorar. Chorar de medo e de tristeza. Acabei me dando conta de uma coisa. Se John estava morto enforcado, quem mandou esse fita? Eu gritei de pavor. Tinha mais alguém lá, mas quem seria? Ignorei esse fato e corri para longe da casa. Agora com medo daquela experiência, nunca mais fui o mesmo. Me sentia perturbado... Me sentia desconfortável. Tentava ligar para a polícia mas a ligação dizia que esse número não existia. O que tinha de errado? Meus pais chegaram preocupados me perguntando o motivo daquela perturbação... Eu expliquei e foram falar com os policiais pessoalmente.

Os policiais disseram que foi mais um caso sem solução. Não tinham suspeitos, nem a mim mesmo me suspeitaram. Ainda bem, pensei. Mas tinha mais alguma coisa me incomodando: Quem é o tal assassino? Pedi pra rever a fita, e eu tomei o maior cuidado com o olhar. E eu vi o assassino. Era um vulto preto. Apenas um vulto. Disseram que iam transferir o vídeo para DVD.

Demorou a noite inteira para eles voltarem com a imagem do homem, mas ele chegaram. A foto mostrava um sorriso maligno, com olhos extremamente vermelhos, e o rosto... Parecia o próprio John. Era o próprio John!

Autor: Miguel Velasque Laroque

17 comentários :

  1. Gostei ,mas gostaria que me explicasse o final pois acreditei que o protagonista era o assassino.

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  2. Gostaria de pedir para o autor manifestar-se no blog e explicar o final pfv

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  3. Tão desconexo que chega a ser engraçado. Um bom final seria ele dizer: "porquê estão me levando nessa ambulancia com essa camisa branca prendendo meus bracos?"

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  4. Precisa fazer uma continuação dando sentido a isso. Tá ruim cara, por causa da falta de coesão.

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  5. Mano, pra mim não foi uma boa leitura, tudo simplesmente acontece de forma jogada; uma dica e dá um pouco mais de suspense e não forçar muitos acontecimentos.

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    1. Só para me corrigir, o primeiro (E) falto um acento.

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  6. Gostei do final,o resto foi tipo tentar ver conhecidos na rua estando dirigindo a 150k/h. Corrido de mais e algumas partes confusas.

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  7. Eu preciso de ajuda!
    Espero que alguém leia esse comentário a tempo de me mostrar alguma saída.
    Vou contar o que aconteceu, mas eu peço de todo o coração que vocês não sintam curiosidade e não façam nada do que eu fiz. Eu nem deveria falar sobre esse jogo, mas estou desesperada e cansada de pesquisar, nos momentos que me restam de sanidade. Na maior parte do tempo, eu acho que a solução é desistir, eu sei que algo vai acontecer, e talvez eu devesse evitar de qualquer maneira.
    Vou direto ao ponto, esses sinais estão ficando cada vez mais perceptíveis, não sei se estou correndo contra o tempo. Se passaram dez dias desde que eu li sobre esse jogo chamado Pique Esconde Solitário. Era assim que eu me sentia, meu filho estava viajando para a casa do pai há dois dias, e eu sempre fico perdida quando ele está longe. O tempo não passa, não importa o que eu faça, então estava tentando me distrair em redes sociais, quando encontrei a thread sobe o jogo no twitter.

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    1. Parecia só mais uma histórinha sem graça que, no máximo, assustaria minha irmã de 7 anos e a faria pensar que suas bonecas estão só esperando o momento certo para mostrarem o que realmente são. O fato é que eu havia ganhado uma sacola de brinquedos e, entre todos os que eu doaria para outra criança, estava uma boneca bem feia, de pano, feita sob medida para essa merda de ritual que eu decidi reproduzir.
      Eu não vou escrever aqui o passo a passo, porque sei que alguém sempre vai ser idiota como eu fui, sempre vai duvidar. Se tiverem curiosidade, ou então quiserem comprovar a veracidade do meu relato, basta procurar pelo nome do jogo no twitter. Até agora eu não sei em que parte errei, se foi pela porta da cozinha que não estava trancada, se foi pela gota de sangue que pingou no pano da boneca enquanto eu a costurava, sei lá, já quebrei a cabeça. Tudo que eu sei é que deu errado. Eu brinquei com ela, me escondi, depois a procurei. Nada. A boneca continuava caída no mesmo lugar do chão em que a deixei.
      Joguei a boneca fora, mesmo que as instruções mandassem que eu ateasse ela no fogo depois de terminar o jogo. Mas por que? O jogo nem tinha dado certo. Vocês desconfiariam de algo se tivesse encontrado a boneca dentro de casa no outro dia? Eu não, porque tenho um cachorro que adora levar meias pra rua e trazer restos de sacola, que ele consegue rasgar do lixo, para dentro de casa.

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    2. Eu só coloquei aquele trapo de novo em uma sacola e pendurei em um lugar alto, ela deveria ficar em segurança até ser levada pelo caminhão da coleta de lixo. E foi o que aconteceu. Eu achava que tinha acontecido, até começar a ter a impressão de ver e ouvir coisas. Tentei me tranquilizar, usando como desculpa que deveria ser o medo ou a emoção de ter feito algo assim.
      É real, ela brinca comigo. Todo o tempo. Eu a ouço enquanto durmo, eu acordo e tenho a impressão de vê-la sair correndo do quarto do meu filho. Ele tem dois anos, nunca teve a mania de revirar suas roupas, ou organizar seus brinquedos da maneira que tem feito, não tem nada de mais, mas me deixou apavorada, eu sei que não é ele. É ela, e está querendo me mostrar que pode fazer algo para ele.
      Eu já pedi ajuda, mas não quis ir além do momento em que as pessoas ficam naquela dúvida: “ela está brincando ou realmente ficou louca?”. Eu comecei a pesquisar sobre o que fazer e se pudesse voltar no tempo, nem teria feito isso, só descobri coisas que me roubaram o pouquinho de sanidade que mantive pelo meu filho. Vocês sabiam que ela pode possuir uma criança? Eu me arrepio só de escrever, não posso deixar que isso aconteça. Eu nunca ouvi nenhum relato sobre exorcismo ou coisa do tipo aqui na minha cidade. Não posso perder meu filho.

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    3. Tenho passado cada um dos últimos dias pensando em como salvá-lo, em como eu acabei com a nossa vida. Essa maldita boneca está na nossa casa, eu não a vejo, mas sei que está. Já levei minha irmã para dormir lá em casa, ela precisava ouvir como a maldita boneca ri durante a madrugada, impedindo que eu conseguisse dormir uma noite sequer, desde que tudo começou. Nada. Nem um suspiro. Ela quer que ninguém acredite na minha história, eu sei.
      Não sei como explicar, mas tudo tem ficado mais intenso. Talvez ela tenha percebido que estou tomando remédios, eu preciso ficar sempre atenta. A medida q meu corpo vai cansando, a presença dela parece ficar mais forte. Eu preciso ser forte. E se eu tiver que fazer algo horrível para impedir que ela possua meu filho? Eu queria morrer, tenho pensado nisso a cada minuto, mas eu sou a culpada de tudo, não posso ser covarde e deixar meu filho aqui com ela. Será que ela está aqui?
      Parei de levá-lo para a escola. E se ela já estiver dentro dele? Tenho medo que meu celular toque e seja a notícia de que ele fez algo para algum colega. Ele está igual. Mas parece que me olha desconfiado. Eu comprei uma corda, não quero assustá-lo, mas talvez eu possa fingir que é uma brincadeira e mantê-lo amarrado. É por segurança, não quero que ela o machuque. Eu pensei em deixa-lo fraco, não alimentá-lo, talvez ela não queira entrar em um corpo debilitado e ele esteja salvo. No segundo dia ele chorou o tempo todo, me chamava muito, minha cabeça dói tanto... é ela. Eu tenho certeza, ela está nele, mas parece que não é o tempo todo.

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    4. Ele me toca, pede “mamá”, eu não posso ser fraca, pode ser que ela esteja tentando me sensibilizar. Ele está chorando, ou ela... Eu não sei, eu não consigo mais pensar em nada. Acho que hoje pela manhã apaguei por umas duas horas, acordei com os gritos dele, eu o amo tanto e vê-lo amarrado está me matando um pouco a cada minuto. Eu comecei tudo isso, não posso mais vê-lo sofrendo, com fome, talvez devesse acabar com essa história. Estou indo até o quarto, ela sorriu pra mim, fingindo felicidade em me ver. Acha que eu não reconheceria o meu filho que sempre foi tudo pra mim, desde o dia em que nasceu. Me aproximando, peguei o travesseiro e ela deve ter entendido o que eu pretendo fazer, porque começou a imitá-lo chorando, meu Deus, o choro é tão igual... Meu filho, eu vou fazer tudo isso acabar...

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  8. Gabriel, eu quero ser tradutorr, sou fluenteee!!!! Leiaaa aquiiiii manoo aff

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  9. Alô ex-amor, já te sjperei, mas quero fazer amor����

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  10. Gente, alguem de vocês teria a creepy pasta traduzida do Anthony Wills? Eu amo muito essa história, porém a divina apagou aqui do blog... se alguém tiver, por favor, me mande ♡

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