24/01/2017

A Banheira de Pregos (Part.3: O Começo da Verdade)

(Continuação) Eles correram até a casa e encontraram a cozinha completamente suja de sangue e  cheia de penas. Paul estava segurando uma marreta, por algum motivo ele colocou todos os patos na cozinha e esmagou cada um deles. Paul olhava fixamente para a parede branca com grandes respingos de sangue, enquanto desenhava um pentagrama em cima da mesa de jantar.

Caio.- Que merda é essa?! O senhor ficou maluco! 
Paul.- Ele precisa de sangue.
Caio.- O senhor tá delirando! Cadê a vovó?
Alex.- A gente precisar encontrar ela cara.

Os dois começaram a procurar Rita até que encontraram ela no lago, ela estava nua e caída na margem.

Caio.- Vó! Acorda, a senhora precisa me dizer o que tá acontecendo! 
Alex.- Precisamos chamar a polícia, eu vou até a cabana, tem um rádio de emergência lá, talvez eu consiga pedir ajuda. 
Caio.- Vai rápido. 

Alex correu até a cabana e pegou o rádio, o sinal estava bom, ele conseguiu pedir ajuda da delegacia mais próxima, o policial disse que a viatura chegaria em mais ou menos uma hora.

Alex.- Pedi ajuda, mas eles vão demorar um pouco para chegar aqui.
Caio.- Precisamos levar ela pra cabana enquanto a polícia não chega, meu avô tá fora si. 
Alex.- Me ajuda a carregar. 

Eles levaram ela para a cabana e a enrolaram no cobertor, ficaram trancados lá até a policia chegar.

.- Aqui é o policial Josh! Quem estiver na casa por favor saia agora ou vamos invadir.  

Ao entrar na casa ele encontrou Paul deitado em cima da mesa, ele estava tremendo e não dizia nenhuma palavra que pudesse ser compreendida.

Josh.- Aqui é o policial Josh falando do Km 140, perto da estrada Ocean. Estou em uma casa que fica no fim da estrada depois da trilha, eu preciso de uma ambulância imediatamente. Câmbio, desligo.

Alex.- Caio, a polícia chegou, estou vendo a luzes da sirene. 
Caio.- Fica aqui, eu vou até lá.
Alex.- Ok, toma cuidado. 


Caio.- Policial! A minha vó precisa de ajuda.
Josh.- Mãos na cabeça, não se aproxime. O que está acontecendo aqui?
Caio.- Eu não sei dizer, eu tava na cabana e escutei um som estranho, quando cheguei o meu avô já tava nesse estado.

O policial ficou vigiando a casa até a ambulância chegar, e quando a ambulância chegou eles foram para o hospital mais próximo.

Josh.- Essa noite não vai ser fácil, eu vou arranjar uns cobertores e dois cafés, vão precisar. 
Caio.- Obrigado senhor. 




.- Olá, meu nome é Katy, sou a médica que está cuidando dos seus avós, eles estão em  observação, foram medicados. 
Alex.- Qual o estado deles?
Katy.- Bom, o senhor Paul estava muito alterado, parecia estar sob forte estado de choque emocional, Rita está bem, ela só teve uma queda de pressão. 
Caio.- Quanto tempo eles vão ficar aqui?
Katy.- Provavelmente uns dois dias, eles estão bem, mas precisamos observar possíveis alterações no quadro de saúde.  Eu preciso atender outros pacientes agora, com licença.
Caio.- Obrigado pela atenção. 
Katy.- Disponha. 

Enquanto os minutos passavam, a raiva e a angustia iam tomando conta de ambos e fazendo-os questionar a razão de tudo aquilo.

Alex.- Cara eu tenho certeza que tudo isso tem a ver com aquele maldito lugar. Precisamos por um fim nisso. 
Caio.- Amanhã nós vamos sair bem cedo, pegar o carro e voltar naquele galpão, com sorte podemos chegar antes de escurecer. 
Alex.- O que acha de pôr fogo? 
Caio.- Pode ser, eu tenho uma garrafa com gasolina no porta malas e podemos pegar uns fósforos em casa.
Alex.- Tá certo.

Depois de horas na estrada eles chegaram até o bairro onde moravam, parecia que tinha se passado 30 anos já que a casa dos dois estavam em estado caótico.  As casas estavam cobertas de infiltrações e ferrugem que lembrava vagamente sangue seco, alguns canos estavam expostos.

Assim que pegaram os fósforos, seguiram em direção a floresta até ao galpão. O Sol estava se pondo e a floresta ia ficando mais silenciosa a cada passo que eles davam sobre os galhos secos e podres. Insetos saiam dos galhos como se fossem vermes saindo de um cadáver apodrecido.

Alex.- Ainda dá tempo de voltar.
Caio.- Você sabe que não podemos fazer isso, precisamos dar um fim nessa história. 
Alex.- Eu sinceramente não acho que pôr fogo no lugar vai resolver. 
Caio.- Talvez o corpo daquela menina esteja enterrado em algum lugar do galpão, se a gente achar podemos queimar os restos mortais. 
Alex.- Se isso não funcionar estamos oficialmente mortos.

Antes que a noite chegasse eles começaram a procurar uma possível cova, mas não tinha nada em lugar nenhum.

.- Vocês não vão encontrar corpo nenhum nesse lugar, até porque eu nunca estive morta..
Caio.- Porque você tá fazendo isso? A gente não te fez nada.
Alex.- Você é mesmo real.
.- É claro que eu sou real, mas entendam, não adianta tentar me matar, não vão conseguir. Vocês devem se perguntar desde o dia em que pisaram aqui o porquê de existir uma banheira cheia de pregos num lugar como esse, não é? Vou lhes contar uma história..
(Continua..) 

23/01/2017

A Banheira de Pregos (Part.2)


(Continuação) Alex.- Mas que que droga! 

Uma garotinha se aproximou e sorriu para eles, ela então entrou na banheira e começou a girar na água enquanto os pregos arranhavam seu corpo.

.- Isso é tão divertido! Haha, minha mãe sempre me trazia aqui. 
Caio.- Quem é você?
.- Vocês vão saber..
Alex.- Deixa a gente ir embora, nós nunca mais vamos voltar, eu juro! 
.- Como quiserem, mas isso ainda não acabou.

Então os dois acordaram no dia seguinte sem saber se aquilo tinha sido um sonho ou não, já que Alex dormiu na casa de Caio.

Eles acharam melhor esquecer aquilo tudo, pois já estavam indo longe demais. Os dias foram passando e algumas coisas começaram a acontecer na casa dos dois. As paredes começaram a ter infiltrações e a casa ficava fria mesmo com o aquecedor ligado. Caio tinha certeza que aquilo tudo tinha haver com a garotinha que eles viram no galpão.

Alex estava sentado em frente sua casa esperando por Caio.

Caio.- Oi cara, você também não consegue dormir muito bem né?
Alex.- Sim, a casa está cheia de infiltrações e todas as noites fica muito frio. 
Caio.- Lá em casa também, eu tô pensando em passar um tempo na casa dos meus avós, eles moram a alguns quilômetros daqui, se você quiser pode vir junto, tem uma cabana lá. 
Alex.- Obrigado cara, eu aceito, estou precisando sair daqui mesmo. 

Depois de algumas horas na estrada eles finalmente chegaram.

Os avós de Caio moravam num lugar muito tranquilo, tinha um campo enorme de grama, algumas arvores frutíferas, um lago com alguns patos e uma cabana de hospedes onde eles iriam dormir.

Caio.- Bom cara deixa eu te apresentar, essa é a minha avó Rita e esse meu avô Paul, ele foi um grande policial.  
Alex.- Muito prazer! 
Rita.- Seja bem-vindo rapaz, tenho certeza que vai gostar daqui. 
Paul.- Sinta-se em casa jovem. 
Alex.- Muito obrigado, Caio me falou muito de vocês durante a viagem pela estrada. 
Caio.- É verdade haha, ele até dormiu enquanto eu contava. 
Alex.- Que mentira cara! Haha.
Rita.- Estão com fome? Tem torradas e geleia de damasco em cima da mesa, podem comer à vontade. Caio.- Vem cara, não perde tempo! 
Alex.- Obrigado mais uma vez. 
Paul.- Não há de que rapaz, pode ficar à vontade. 

Depois de comerem eles foram arrumar as coisas na cabana, ela era muito confortável, boa iluminação, banheiro, duas camas e uma TV cheia de canais.

Caio.- Essa é a vantagem de ter avós bem de vida haha. 
Alex.- A gente pode ficar aqui durante uns meses haha, eu não ligo. 
Caio.- Seria uma boa rs. 

Era final da tarde e eles foram até o lago observar Rita dar comida para os patos, Caio sempre viu sua Avó sorrir enquanto fazia isso, ela realmente era feliz.

Anoiteceu e eles foram jantar, a avó de Caio havia preparado um jantar especial para Alex, a mesa estava bem farta. Tinha costelas ao molho, purê de batatas, ervilhas frescas, algumas espigas de milho e ovos cozidos.

Paul.- O que motivou a visita de vocês?
Alex.- Bom..
Caio.- A gente precisa de férias! Haha. 
Rita.- Esses jovens são tão impulsivos hoje em dia.. 
Alex.- A senhora tem razão rs. 

Eles foram até a cabana para se acomodarem, finalmente teriam uma noite de sono tranquilo como a dias não tinham. Então eles pegaram no sono e dormiram tranquilamente até as 08:00 e quando acordaram perceberam que a TV estava ligada, mas nenhum deles lembrava de ter ligado a TV naquela noite.

Depois de tomarem um banho e escovarem os dentes, eles foram até as árvores colher algumas frutas e em seguida até o lago onde o avô de Caio estava.

Caio.- O que foi vovô? O senhor parece meio abatido. 
Paul.- Eu não dormi muito bem ontem, tive um pesadelo.
Caio.- Pesadelo com o que?
Paul.- Eu não quero falar sobre isso, preciso ficar um pouco sozinho. Sua vó deixou o café da manhã na mesa para vocês, podem ir. 
Alex.- Até logo senhor.

Eles tomaram café e voltaram para a cabana, a avó de Caio não estava em casa. 

Caio.- Você também achou estranho né?
Alex.- Sim, ele parecia bem tenso. 
Caio.- Amanhã eu vou ter uma conversa com a vovó, talvez ela conte alguma coisa sobre o pesadelo dele. 
Alex.- Sim. Vamos ver TV? Podemos ver uns clipes na MTV. 
Caio.- Você que manda! 
Alex.- Já que sou eu quem manda, amanhã a última torrada será minha.  
Caio.- Tá hahaha.. Mas só pra te avisar eu tenho 21 e você ainda vai fazer 20, ou seja, eu que mando rsrs. 
Alex.- Engraçadinho né? Haha. Espera, que barulho foi esse? 
Caio.- Parece que veio da casa dos meus avós, vêm comigo! (Continua..) 

22/01/2017

A Banheira de Pregos (Part.1)

Estou pensando em estender essa história até a parte 3, espero que gostem :)  


Alex morava numa cidade muito pequena e ele e seu melhor amigo Caio sempre estavam juntos, sempre saiam por aí para explorar.


Era um dia de sábado quando resolveram entrar na floresta e explorar a área restrita, ainda estava claro e poderiam explorar bastante.

Caminharam por uns 15 minutos sem encontrar nada além de muito mato, mas depois acabaram encontrando um galpão velho. Era bem grande, as paredes estavam bem sujas e a única coisa que tinha dentro era uma banheira cheia de pregos enormes.

Decidiram ir para casa e voltar no dia seguinte para olhar melhor o lugar.

Durante a noite uma inquietação tomou conta do sono de Alex, ele virava de um lado para o outro sem conseguir ao menos dar um cochilo.

No dia seguinte ligou para o Caio e disse que não tinha conseguido dormir, Caio disse a mesma coisa, então concordaram em ir apenas no outro dia.

Caio sempre foi o mais curioso e decidiu ir sozinho até o galpão, mas chegando lá não encontrou a tal banheira. Ficou lá pensando em quem teria interesse numa banheira velha.
Sentiu alguém o observar pela porta do galpão.

Caio.- Alex? É você cara?

Não surgiu nenhuma resposta então ele foi para o lado de fora e lá estava a banheira.

Caio.- Mas que porra! Como isso veio parar aqui? Acho melhor eu ir embora. 

Alex foi até a casa de Caio naquele dia, pois estranhou ele não ter ligado ou ter ido na casa dele.

Caio.- Oi Alex, eu não tô muito bem cara, por isso não liguei. 
Alex.- Mas o que houve?
Caio.- Eu fui naquele galpão, a curiosidade foi mais forte que eu. 
Alex.- Você não devia ter ido sem mim, já pensou se te acontecesse alguma coisa?
Caio.- Eu sei, me desculpa. Aconteceu uma coisa tão estranha, quando eu cheguei lá a banheira tinha sumido e depois estava do lado de fora. 
Alex.- Você ainda quer voltar lá? Podemos levar uma câmera e filmar tudo, se tiver algo estranho nós vamos descobrir, afinal somos parceiros exploradores haha. 
Caio.- É claro que eu quero, nós vamos descobrir tudo, somos ótimos nisso hehe. 


No dia seguinte eles foram até a floresta e encontraram a banheira dentro do galpão, exatamente no mesmo lugar, mas dessa vez ela estava cheia de água e não tinha como ser água da chuva já que o telhado ainda estava em bom estado.

Eles começaram a filmar e quando se deram conta já estava escurecendo, caminharam até a porta, mas estava trancada.

Caio pegou seu celular, mas estava sem sinal, Alex tentou arrombar a porta, mas as correntes eram fortes demais.


.- Um banho seria bom..
Caio.- Quem disse isso?!.. (Continua) 

O que está acontecendo?

Caro seja quem for que estiver lendo isso 
 Se encontrou esse diário, eu já devo estar morto 
Procurei por todos os lugares, mas não os encontro 
Decidi acabar com tudo hoje a noite 
Fale para a Jenny que a amo. 
- Michael 

20 de abril, 2012 
Acordei hoje e o meu colega de quarto, Kevin, não estava, pensei que ele tinha saído para comer fora, ou algo assim, não seria algo incomum. De qualquer forma, desci para preparar o cereal, e vi o carro do Kevin no estacionamento. Isso não era comum, ele tinha acabado de tirar habilitação e nunca largava o carro. Então decidi ligar para o celular dele. Caiu no correio de voz. Isso não era típico do Kevin. Mas varri isso da mente e voltei para o cereal. Estávamos sem torradas, e o Kevin surtaria se eu ousasse tocar nos petiscos dele. Então resolvi passar na mercearia. Mas, a caminho de lá, percebi algumas coisas estranhas. Primeiro, não havia tráfego, as ruas geralmente ficavam apinhadas a essa hora do dia. Então as coisas ficaram realmente estranhas; entrei na mercearia e ela estava vazia. O estacionamento também estava vazio. Andei pelo local procurando por algum funcionário. Ninguém. Foi quando percebi que estava sozinho. 

3 de maio, 2012 
Estive coletando suprimentos por todas as lojas próximas, com sorte ainda havia comida suficiente para minha sobrevivência. Eu costumava pensar que ser a única pessoa no mundo seria algo incrível. Nunca precisar escutar alguém, conseguir tudo que quisesse de graça, notebooks de graça, games de graça, cara, você até poderia assistir filmes de graça. Seria uma vida perfeita! Mas eu estava errado. Não é. É uma vida solitária. Acho que eu deveria ir mais longe para verificar se há mais alguém vivo. Por que diabos fui escolhido para ficar, enquanto poderia ter desaparecido como todos os outros que conheço e amo. 

14 de maio, 2012 
Estive nos maiores sites que pude pensar, postando perguntas, procurando por alguem que pudesse me responder. Nesse meio tempo, comecei a explorar lojas e outro lugares. Aprendi como usar uma caixa registradora e como destravar máquinas de lanches com um kit de arrombamento que encontrei em uma loja de penhores. Tenho que manter as esperanças que ainda exista alguem por aí. Por que me deixar vivo, por que me fazer sofrer assim, por que Deus não me matou como todos os outros. 

24 de maio, 2012 
Anexarei uma foto que tirei da estação de metrô, como evidência de que tudo realmente aconteceu caso algum sobrevivente encontre esse diário. 

2 de junho, 2012 
Acho que estou começando a enlouquecer, por todos os lugares que olho, vejo alguém, mas apenas por um breve segundo. Ouço pessoas. Vejo coisas. Ouço ele. Ele me fala sobre o que preciso fazer para sobreviver. 

4 de julho, 2012 
Antes, eu pensava que ele fosse mal, mas eu estava errado! Ele é incrível! Ele me ajuda. Me fala o que fazer. Me guia. 

13 de outubro, 2012 
Não gosto mais dele, ele quer que eu mate, mas não quero matar. Ele me trancou em casa. Vou tentar fugir. 

16 de outubro, 2012 
Recolhi suprimentos pela casa, e vou tentar fugir desse espaço confinado. Planejo mata-lo, preciso mata-lo, é a única maneira para que eu possa viver. 

3 de novembro, 2012 
Finalmente saí, e estou fugindo. Não posso deixa-lo me pegar. NÃO POSSO DEIXA-LO ME PEGAR. Se ele me encontrar, terei que mata-lo. Terei que mata-lo ou ele me matará. 

31 de dezembro, 2012 
Ele sabe onde estou, é apenas uma questão de tempo até ele me matar, se alguém encontrar isso, por favor, salve-se. Salve-se dele. 

1 de janeiro, 2013 
 Ele está aqui. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo. Tenho que mata-lo ou ele me matará. 

4 de janeiro, 2013  
Não pude mata-lo, mas não o deixarei me matar. Vou me matar, tenho que fazer isso ou ele me matará. Hoje, exatamente as 23:59, vou mastigar uma cápsula de cianeto. Escrevi uma nota e deixarei ao lado desse diário antes das 23:58, meus pensamentos reunidos, essas coisas. Ele não pode me parar. Não dessa vez.

21/01/2017

O Agente de Modelos

Olá, antes de começar a Creepy gostaria de me apresentar :) 

(Me chamo Andrey e sou o novo membro do Creepypasta Brasil, serei autor e também vou revisar e postar as creepypastas que vocês mandam pra gente, espero que gostem do meu trabalho.)

Me chamo Ana e outro dia enquanto caminhava, fui abordada por um cara muito simpático, ele disse que era membro de uma agencia de modelos e que eu tinha muito potencial. Ele me passou o endereço da agencia e no dia seguinte fui até lá, mas acho que o endereço estava errado, só havia um prédio vazio e caindo aos pedaços naquele lugar. 

Fui embora um pouco desapontada, mas com esperanças de encontrar o agente de modelos e esclarecer algum erro de informação. 

Eu reencontrei ele duas semanas depois, no mesmo lugar onde sempre faço minhas caminhadas, perto da ponte. 

Ele estava um pouco abatido e me disse que as coisas não estavam indo muito bem, ele me disse que o endereço estava certo, e que o prédio era antigo e etc.

Eu disse que ia voltar lá, mas aquele lugar era tão estranho.. Demorei uma semana para voltar naquele lugar. 

Quando eu cheguei lá encontrei o agente em frente ao prédio, sorrindo e com a mão estendida para me cumprimentar. Assim que eu cheguei perto dele, ele me disse: Eu sabia que você iria vir, estou muito feliz Ana. 

Aquilo foi meio assustador e estranho, era como se ele estivesse me esperando a dias, mas eu já estava lá, então eu entrei com ele no prédio. 

O prédio não era tão feio por dentro, era bem arrumado inclusive, mas não tinha ninguém nos corredores, ele me disse que estavam todos em uma palestra num hospital. Sem dúvida aquilo era mais estranho do que tudo até agora, o que afinal os membros de uma agencia de modelos foram fazer num hospital?

Ele recebeu um telefonema antes que eu pudesse perguntar alguma cois e pediu licença para atender numa sala reservada. 

Eu comecei a andar pelos corredores e tentar encontrar alguma coisa, mas as portas estavam fechadas, com exceção de uma.

Antes de continuar, quero dizer que aquilo não saiu da minha cabeça até hoje. 

Tinha uma sala de cirurgia ali, tinha uma mesa cheia de instrumentos cirúrgicos e na outra mesa um manual de necropsia. 

Então me dei conta de que eu estava ali para ser um objeto de estudos para jovens médicos. 

Eu saí dali o mais rápido que pude, e nunca mais nem passei na frente daquele lugar. 

Chamei a polícia, mas eles nunca encontraram nada lá.

Até hoje me revira o estomago pensar no que eles teriam feito comigo se eu não tivesse encontrado aquela sala aberta. 

06/01/2017

Rostos novos

Olá, meu nome é Seth. Estou escrevendo essa carta, a engarrafando, e a jogando pelo córrego próximo da minha casa. Escrever me ajuda a manter a sanidade. Com sorte, alguém que continuar lendo isso, virá me salvar.

Tudo começou ha um mês. Eu estava em meu escritório, no porão, assistindo Mystery Science Theater 3000 no computador. O telefone tocou ao meu lado, mas eu não dei atenção.

Nunca era para mim; e nas raras vezes, era o meu irmão, e enquanto conversávamos, o meu sobrinho sempre pegava o telefone para tentar falar comigo também. A minha mãe gritou lá de cima que o telefonema era para mim. Sim, eu ainda vivo com meus pais. Pode rir. De qualquer forma, eu atendi.

“Alô?” falei, prestando mais atenção para as palhaçadas que o robô fazia na tela do computador.

“Começou.” A voz soava como um choramingo, um apelo. Eu não reconhecia a voz.

“O que?” Perguntei, imaginando quem poderia estar ligando.

“Eles vieram. Não tenho muito tempo, Jeff; você me pediu que ligasse se o que fizemos desse errado.”

Agora, um pouco preocupado, falei, “Acho que você ligou para o número errado. Aqui é o Seth, não Jeff.”

“NÃO SAIA DE CASA!” A pessoa gritou. Completamente apavorado, bati o telefone. Deveria ser algum trote, mas não foi engraçado. Aturdido, resolvi deixar para lá.

Mais tarde, acabei de assistir e desliguei as luzes para subir as escadas. Estava muito escuro, mas eu já sabia o caminho. Porém, dessa vez a escuridão parecia um pouco mais opressiva. Tentei ignorar a sensação e subi as escadas. Enquanto passava pela sala de estar, arrisquei uma olhada pela janela. Havia pessoas lá fora, andando ou algo assim. Olhei meu relógio e ele marcava 3:00 AM. “Que estranho,” murmurei. Cambaleei para o meu quarto e me preparei para dormir.

Eu fui um tolo naquela noite. Se eu tivesse percebido o que tinha visto, teria me poupado do terror e saído de casa.

Na manha seguinte, a TV estava ligada no noticiário. O que era estranho, pois o meu pai sempre deixava nos esportes antes de sairmos para o trabalho. Mas eu nem dei muita atenção, enquanto puxava uma gravata e seguia para o banheiro. Uma estranha sensação rastejava em minhas entranhas enquanto eu cumpria minha rotina matinal. Eu sempre tinha que lutar pelo banheiro, mas hoje não havia nenhum som pela casa. Dei uma olhada na sala e percebi que a porta da frente estava aberta, mas a porta de vidro que levava para a rua ainda estava fechada. Tudo estava silencioso. Olhei para fora e vi as mesmas pessoas que tinha visto na noite passada.

Abri a porta.

Imediatamente, seus rostos se viraram em minha direção. Recuei e voltei para dentro o mais rápido que pude, sentindo algo agarrar meu tornozelo. Seus rostos mostravam olhares inexpressivos e suas bocas estavam levemente boquiabertas e pingando sangue. Olhei para baixo e vi um deles na varanda, retraindo os braços. Ele tinha tentado me agarrar. Com uma estonteante sensação de horror, reconheci o meu irmãozinho.

Batendo a porta, tranquei e corri de volta para a sala. A televisão anunciava uma doença que estava se espalhando pelo sul do Canadá, atravessando para os EUA. Desliguei a TV e chamei por alguém que ainda estivesse em casa.

Sem respostas...

E assim começou a minha solitária existência. As notícias continuaram por alguns dias antes de cessarem. Os jornalistas mantiveram o mesmo erro estúpido: voltavam para casa todas as noites. A eletricidade ainda estava sendo distribuída; acho que alguém continuava trabalhando na usina. Ou talvez apenas a Nova Inglaterra havia sido tomada; Eu não sei. A internet também tinha caído, o que era irritante.

Enquanto as noticias ainda eram transmitidas, eles os chamavam de zumbis. Eu achava que realmente eram zumbis, pois eles não faziam muitas coisas e estavam definitivamente mortos; eles andavam até suas pernas apodrecerem, então se arrastavam ate literalmente caírem aos pedaços. Porém, enquanto tinham pernas eles eram rápidos. Foi como tinham pego a minha família, eu suponho. E o carro de policia que tinha vindo à procura de sobrevivente... não era algo legal de se ver todas as manhãs.

Eles tinham virado o meu carro, então eu estava preso. Mais um policial veio. Eles não precisavam de comida, então nem acabaram de comer o pobre policial. Mas o desmembraram; por isso ele não pôde se levantar para se juntar a eles. Porém, eu podia vê-lo rangendo os dentes, infrutiferamente.

Por quase uma semana, o cara no rádio falava que estavam caindo aos pedaços, então tudo o que precisaríamos fazer seria esperar que se desintegrassem por completo. Então ele ficou impaciente e saiu. Ninguém passou noticias pelo rádio por duas semanas.

Porém, estou encrencado. Não há mais comida em casa. Não posso esperar que todos caiam mortos outra vez. Fiz algumas expedições para o armazém. Sorte que eu tinha uma coleção de espadas.

Eles eram muito lentos para me pegarem enquanto eu corria, mas estavam em grande número, o que me assustava as vezes. Da última vez, eles quase me pegaram. Enquanto voltava, quebrei a porta que dava para a rua; agora o frio se infiltra na casa todas as noites e nesse mesmo momento posso ver um deles de pé na varanda, a menos de dois metros de onde estou escrevendo essa carta.

Você estará seguro dentro de casa. Não me pergunte os motivos que os fazem evitar de tentar entrar. Seja qual for o motivo, é o que me mantém vivo. Infelizmente, eles parecem saber que há alguém vivendo dentro da casa. Não me pergunte como; esse carinha na varanda nem tem mais os olhos. Talvez possam ouvir batimentos cardíacos, ou sentir o cheiro de suor... ou sangue.

Passei alguns dias pondo nomes neles. Alguns rostos eu já reconhecia. Era sempre o mesmo grupo rondando por aqui pelas ultimas semanas, e a quantidade vai diminuindo conforme vão se deteriorando. Porém, eles nunca vão embora. Lá fora, havia 79 deles que um dia já foram homens e 63 que já foram mulheres.

Uma vez, apenas para ver o que aconteceria, atirei na cabeça de um deles, com uma calibre 12. Apenas para ver se aquela coisa de “atire sempre na cabeça dos zumbis” era realmente verdade. Então, agora tem 79 deles que um dia já foram homens, 62 que já foram mulheres, e 1 que já foi uma mulher e decidiu continuar de pé mesmo perdendo 80% da cabeça. E eu estou com uma bala a menos.

Então eles esperam… e eu estou enlouquecendo. Falo constantemente comigo mesmo e comi um animal empalhado na noite passada. O algodão não desceu tão fácil, mas me sinto bem por ter algo no estômago. Não há arvores frutíferas por perto e, de qualquer forma, estamos em Novembro. A água está ficando escassa. A distribuição foi interrompida há oito dias; com sorte, enchi uma banheira e cada garrafa que pude encontrar antes da interrupção.

Ah, que ótimo. Agora as lâmpadas piscam e fazem uns zumbidos. Me pergunto se a energia também será interrompida.

...

Bom, isso não foi legal. Totalmente sem energia por quatro dias. Já tentou dormir no escuro sabendo que há criaturas lá fora que o mataria e o tornaria um deles na primeira chance que tivessem? Provavelmente, já que essas coisas parecem estar por todos os lugares.

Nota: já mencionei sobre Herschel, o cara em minha varanda?

Uma de suas pernas caiu, e agora ele fica sentado cheirando ela. Graças a Deus por eles terem perdido quase todas as funções cerebrais. Estou bastante certo de que as almas não estejam sendo mantidas em cativeiro dentro dessas coisas, e que continuam funcionando apenas com a função de tentar espalhar essa doença (ou o que seja) o máximo que puderem.

 Não sei se você já percebeu, mas os animais parecem não ser afetados. Isso já é um pequeno conforto. É claro que eles morrem se comerem algum infectado, mas não se levantam depois de mortos.

Estranho, né? Estou ficando com fome e desesperado. Talvez… talvez eu pudesse carregar a .22 e atirar em algum esquilo lá fora. Mas como eu poderia ir pega-lo?

Por um lado, estou otimista por saber que você ainda está por aí, seja lá quem for. A energia não poderia ter voltado se não houvesse pessoas trabalhando para restaura a ordem. Estou me sentindo sortudo; hora de pegar uma espada e ir jogar essa mensagem no córrego. Talvez toda essa coisa já esteja acabando.

Talvez…

Mas por outro lado, se essa coisa já está chegando ao fim...

Por que hoje há rostos novos lá fora?

22/12/2016

As mensagens criptografadas de Ricky McCormick

Oi Creepers, tudo bom? Hoje, com a parceria da minha página Cons Pirei!, estou trazendo mais um caso real de morte misteriosa. O texto original não é meu, eu apenas o traduzi e o adaptei. As fontes estarão lá em baixo. A leitura é um tanto longa, mas espero que gostem. 

***


Durante três dias quentes em Junho de 1999, ninguém ligou para Ricky McCormick. Não houveram ligações frenéticas para a polícia, ninguém notificou seu desaparecimento, nenhuma mãe ou mulher viúva apelou aos prantos para a mídia por informações ou justiça. Ninguém parecia ligar que o homem negro de 41 anos estava desaparecido, sem contar que poderia até estar morto. Ele tinha sumido e ninguém notara - e então foi encontrado em uma plantação de milho abandonada em St. Charles Country, Missouri. Quando a polícia o encontrou, seu corpo estava tão decomposto que suas digitais já haviam se desfeito.

Imediatamente a polícia suspeitou de um crime: aquele campo era um lugar comum para desovação de corpos. E um descarte após assassinato parecia uma explicação lógica para como McCormick havia parado em um milharal a 30 quilômetros de sua casa - nem sequer de ônibus ele andava. Mas também havia outras razões. Em 1993, ele ficou preso por 11 meses por uma condenação de abuso sexual de primeiro grau; mais recentemente, ele tinha ligações com tráfico de drogas. A polícia então assumiu que, por causa de seu histórico, alguém o queria morto.

Entretanto a polícia não encontrou nenhuma evidência que indicasse quem teria cometido o crime. E que talvez McCormick não teria sido assassinado de fato. O médico legista não havia encontrado nenhum ferimento de facada ou bala; talvez poderia ter sido um ferimento na cabeça, mas o corpo estava em um estado muito avançado de decomposição para que alguém tivesse certeza. “Fizemos tudo que podíamos, mas não podemos provar que tenha sido homicídio, na verdade nem conseguimos descobrir o motivo dele estar morto,” O Major de Polícia de Maryland Heights, Tom O'Connor, disse ao St. Louis Post-Dispatch em 1999.

O xerife classificou a morte de McCormick como "suspeita". Mas sem pistas ou evidências claras de um crime, não havia muito para os investigadores fazerem. Até hoje, o caso permanece aberto.

Nos 12 anos seguintes, o caso de Ricky McCormick ficou frio. Então, em março de 2011, a Unidade de Registros de Criptoanálise e Racketeering (CRRU) do FBI compartilhou duas notas que haviam sido achadas amassadas no bolso das calças jeans sujas de McCormick. As anotações pareciam ser só um monte de bobagens. Mas o FBI acredita que as letras aparentemente aleatórias, números e parênteses rabiscados em papel branco podem conter respostas para a misteriosa morte de McCormick.

A polícia encontrou as notas no corpo de McCormick e, sem saber o que fazer com elas, procurou o FBI para pedir ajuda. Por mais de uma década, o FBI não conseguiu quebrar o código de McCormick, então eles fizeram algo incomum: a agência publicamente compartilhou as anotações. "As rotas padrão de criptoanálise parecem ter atingido paredes de tijolo", disse Dan Olson, chefe da CRRU, na época. "Talvez alguém com um novo olhar possa nos ajudar com uma ideia brilhante." Foi a primeira vez que o público, incluindo a família McCormick, ouviu falar sobre essas anotações.

De certa forma, este anúncio de Olson ressuscitou McCormick - pelo menos digitalmente. Um homem com quem ninguém se importou durante seu sumiço de três dias, enquanto seu corpo se decompôs em um campo, cujo o caso provavelmente já tinha sido esquecido pela polícia, de repente se tornou uma obsessão na internet. Mas ao ressuscitar dos mortos, McCormick estava inclinado aos caprichos dos vivos. Os detetives amadores, redditors ávidos, criptógrafos de fim de semana, e teoristas da conspiração, todos se fixaram nas notas de McCormick. Em suas mãos, Ricky McCormick tornara-se diversas coisas, incluindo  traficante de drogas ou esquizofrênico. Um autista, louco, e até uma criação fictícia de uma agência governamental nefasta.


Quando a Internet se cansou de Ricky McCormick, ele era todas essas coisas e nenhuma delas ao mesmo tempo. Seu código ainda não havia sido desvendado.

Não é de estranhar que o caso de McCormick movimentou a Internet. A morte misteriosa, as notas criptografadas lançadas ao público tardiamente  - é uma história pronta para os teóricos da conspiração e detetives de sofá. Até hoje ele continua aparecendo em blogs, sites e fóruns por conta do fascínio em torno de suas anotações indesvendáveis.

As notas de McCormick entraram em um vortex de textos não-decifrados, que inclui o manuscrito Voynich, o disco Alberti, que inclui ilustrações surrealmente elaboradas do cosmos, o mapa do tesouro codificado Beale Papers e a carta "Dorabella". Mas as notas de McCormick também pertencem a um subgênero dos código indecifrados: os dos casos arquivados, com seus exemplos mais famosos sendo o caso de Tamam Shud (já postado lá na Cons Pirei e aqui no CPBr) e, claro, o Assassino do Zodíaco (pretendo fazer um post sobre ele no futuro, explicando melhor todo o caso).

Na verdade, quando o FBI mostrou as anotações de McCormick, o Assassino do Zodíaco não havia ainda sido esquecido pela internet. O zodíaco é o serial killer desconhecido mais notório dos Estados Unidos. Ativo no norte da Califórnia no final dos anos 60, sua verdadeira identidade ainda é calorosamente debatido na internet até hoje. Suas cartas provocativas enviadas para a mídia incluíram quatro criptogramas, apenas um dos quais foi parcialmente resolvido - por uma equipe  montada por um marido e mulher que eram criptógrafos amadores, Donald e Bettye Harden.

Quase 45 anos após o último assassinato atribuído à ele, centenas de sites e blogs continuam se dedicando para tentar resolver os código do Zodíaco. Muitos dos tópicos dedicados ao Zodíaco mostram uma certa admiração. Há a implicação de que tais códigos robustos devem ser o produto de uma mente de primeira classe. McCormick, pelo contrário, não ganha tal respeito. Ao contrário do zodíaco, na vida ele era conhecido e altamente julgado: era “mal e mal” alfabetizado e sua própria mãe o descrevia como "retardado". Seu código - se  é que realmente era um código - não era um desafio de assassino enviado aos jornais. Eram letras quase ilegíveis no papel, enfiado nos bolsos de sua calça jeans e recuperado apenas após sua morte. "Eles nos disseram que a única coisa em seus bolsos era um bilhete de pronto socorro", disse sua mãe ao Riverfront Times. "Agora, doze anos depois, eles voltam com essas merdas de rabiscos".

Havia uma desconexão, entre o código indestrutível e o homem derrotado. Para muitos detetives de Internet, não havia um grande background histórico para as anotações de McCormick. Ele era apenas um homem morto em um milharal. Além disso, ele era um homem morto que era pobre e negro - ele era um homem morto que tinha gerado dois filhos com uma menina com menos de 14 anos, um crime pelo qual ele serviu 11 meses na prisão. Resumindo, ele era o tipo de homem que acaba morto em um campo.

Essa avaliação dura, repetida através de muitos fóruns, dividiu a especulação amadora dos decifradores em dois pensamentos. Num deles, McCormick simplesmente não escreveu as notas: elas foram colocadas lá pelos traficantes de drogas que o empregara, como uma distração para a polícia. Em 1999, sua namorada disse à polícia que ele estava carregando drogas para Orlando; McCormick tinha feito sua mais recente viagem apenas duas semanas antes de sua morte - e, como observa o Riverfront Times, seus empregadores eram homens violentos.

A advogada mais proeminente dessa teoria é Elonka Dunin. Ela é uma criptógrafa amadora, descrita como "a criptógrafa favorita de todos" por um site de criptografias; Dan Brown nomeou um personagem em O Símbolo Perdido em sua homenagem. Dunin acredita que McCormick não tinha capacidade para criar um código aparentemente tão sofisticado. Em vez disso, ela diz, provavelmente ele serviu como um mensageiro, carregando o código entre partes desconhecidas. Mas mesmo que seja verdade, essa teoria não explica muito, como um redditor lamentou no fórum de Mistérios não resolvidos: “Não encontro explicações do porquê ele teria sido baleado e as anotações ficarem para trás. Ou o mensageiro lhe deu a mensagem e atirou nele, ou o receptor leu as mensagens e atirou nele, ou alguém o matou entre a opção A e B. Nada disto faz sentido". Se McCormick não escreveu as mensagens, então qualquer um poderia ter escrito - e isso deixa aberto para especulações correrem à solta.

Entretanto, a posição oficial do FBI em relação a esse caso é que sabemos quem é o autor das notas: "Tenho toda a confiança de dizer que foi Ricky quem escreveu as notas", disseram. "São notas escritas de um certo formato que parece que alguém escreveu para si mesmo, não para outra pessoa."

Mas então o que significam as anotações de McCormick? As teorias geralmente se concentram nos números, seguidas pela repetição das letras "NCBE". Alguns sugerem que "71", "74" e "75" podem ser referências a rodovias perto de St. Louis, enquanto outros acreditam que eles se referem à numeração de identificação de veículos (em inglês: VIN numbers), anotações sobre jogos (há uma relação significante entre sites de jogos e sites de criptografia), e ainda alguns sugerem que ele se referia à peças de carros.

Comentaristas do “Above Top Secret”, um fórum de discussão dedicado a "temas alternativos", como conspirações do governo e da Nova Ordem Mundial, oferecem interpretações bastante racistas, expondo McCormick como um traficante de drogas. Nesse universo, "NCBE" provável é uma gíria de rua para "No Cash Being Exchanged - Nenhum dinheiro sendo trocado - em tradução livre para português" ou "Nose Candy Buys Eight Ball - Nariz de doce compra Bola Oito - em tradução livre para português " ou "Nickel Bag Everyday - Niqueleira todo dia - em tradução livre para português". Não é um código real, um comentarista escreve: "Isso são abreviações escritas por um traficante analfabeto. Revela para quem ele vende, o quanto vende, uma breve descrição de como os conhece, se os reconhece ou se não os reconhece". Não existem evidências  de que McCormick tenha sido nada além de uma mula, levando drogas de lá para cá. É bastante improvável que esses códigos sejam algo relacionado a tráfico de drogas.

Novamente, as teorias sobre as anotações de McCormick são muitas vezes baseadas na questão fundamental de que se um homem que não completou o ensino médio teria a capacidade de produzir criptografias sofisticadas o suficiente que ninguém, nem decifradores amadores ou até mesmo o FBI poderiam decifrar. Mas talvez as notas nem sequer sejam códigos. Alguns detetives cibernéticos veem a evidência como um caso de transtorno bipolar, esquizofrenia ou até mesmo dano cerebral. "Tendo trabalhado com pessoas que sofreram com lesões cerebrais, tenho que te dizer, isso parece muito como o tipo de jargão que eles escreviam.  Podia ter um sentido perfeito em suas cabeças, mas a mensagem não era bem transmitida quando escreviam.", um comentou. Um redditor viu padrões de esquizofrenia: a escrita instável, a paranóia, a incontrolável necessidade de criptografar pensamentos e idéias aleatórias.

Talvez exista uma explicação ainda mais banal. Alguns vêem o "código" de McCormick como nada mais do que um cronograma manuscrito para sua medicações.

Este é o retrato mais simpático de Ricky McCormick, e o que mais se encaixa com o suposto "código", pelo pouco que sabemos de sua vida. Embora ele não tenha recebido um diagnóstico ou tratamento psiquiátrico oficial, após sua prisão de 1992 por agressão sexual, sua defensora pública acreditava que ele estava "sofrendo de alguma doença mental". Ela pediu um exame de saúde mental, mas McCormick foi considerado apto para julgamento - o que não sugere muito mais de que ele poderia discernir o certo do errado. Sua família, entretanto, descreveu-o de uma forma que se encaixava com um neuroatípico não diagnosticado: além de sua mãe já o ter descrito como "retardado", uma tia lembra dele como um menino isolado com uma "parede de tijolos em volta de seus pensamentos".

A resposta para suas anotações misteriosas poderão ficar para sempre somente nessa mente emparedada, que agora já se foi. Quando as anotações de McCormick reaparecem em fóruns de criminologia ou criptografia, elas geralmente desaparecem rapidamente. Não há mais muito onde procurar, não há mais pistas. E talvez haja uma razão mais profunda, mais pungente. Nick Dunning insinua em seu blog de criptografias misteriosas, escrevendo: "Mas tudo que eu realmente sinto é uma sensação de profunda tristeza - que o que estamos vendo nessas duas anotações é a vida de um pobre rapaz analfabeto que deu um passo maior que perna, e acabou caindo no processo.”
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E aí, Creepers?! Qual sua opinião em relação ao caso de Ricky McCormick? Estaria o FBI e os detetives amadores errados em relação da capacidade de Ricky, ou então realmente seria apenas a obra de uma mente perturbada? Quem matou Ricky e porque? Como ele foi parar a quilômetros de sua casa? Comenta aí!


ORIGINAL ARTICLE BY STASSA EDWARDS / TEXTO ORIGINAL DE STASSA EDWARDS:
OUTRAS FONTES:

20/12/2016

Esclarecimentos

Galera, estamos oficialmente desativando comentários de pessoas anônimas aqui no blog. É muito fácil chegarem algumas pessoas cobrando e xingando sem sequer fazerem o minimo de esforço de escrever uma critica construtiva decente, se preocupar com o crescimento do blog ou coisa do tipo.

Porém, estou ciente de que não são todas as pessoas que fazem isso. Algumas outras comentam em anonimo pelo simples fato de não possuírem uma conta ativa, e realmente contribuem para o feedback das histórias, opinam e conversam nos comentários. Porém, como a grande maioria não respeita, infelizmente tivemos que tomar essa decisão. Peço desculpas de antemão para essas pessoas que acabaram saindo prejudicadas por conta desses idiotas, mas se não fizermos nada, infelizmente acaba virando bagunça e fica fora de controle. Qualquer coisa, criem uma conta qualquer para comentarem e entrosarem aqui com a gente (seja do blogger, email, enfim), é rapidinho. Mas não fiquem de fora, pois fazemos questão de que vocês estejam presentes.

Em relação à falta de postagens, vou esclarecer para todos vocês: Estamos nos últimos dias do ano e todos aqui estão sem tempo para parar e traduzir alguma história do zero. Nunca lucramos um centavo sequer com o blog, sempre fizemos porque gostamos, mas precisamos colocar nossas prioridades em primeiro lugar, pois as vezes não dá para darmos atenção total ao blog, como está sendo nesse final de ano. Já disponibilizamos mais de 1400 Creepypastas para o entretenimento de todos aqui presentes desde o ano de 2011, então por gentileza, peço para que seja compreensivos nesse sentido, pois assim que esse período passar, voltaremos com tudo!

Também digo que iremos conversar com todos os atuais colaboradores, pois a partir de agora, iremos separar as postagens de cada um pelo dia da semana (ou seja, cada dia teremos um colaborador diferente para postar), para que não tenhamos esse problema de falta de postagens em dias frequentes.

Por fim, como alguns de vocês já devem ter notado, também temos outra novidade, que seria os botões de like e deslike tanto nos posts do blog quanto nos comentários, pois assim, temos mais controle ao ver qual o conteudo que mais agrada, e qual menos agradam. Sintam-se a vontade para usar essa função, okay gente?

Agradeço pela compreensão!

PS: Sim, editei a postagem pois estava bastante estressado com alguns comentários que li antes de escreve-la, e claro que nem todo mundo é obrigado a esse "rage", então espero que tenha ficado mais claro, sem contar que acrescentei algumas coisinhas que havia esquecido de citar também. Enfim, é isso, gente!

18/12/2016

Chamado | 7 Palmos Filmes

Olá, Creepers! Estou aqui para fazer um anuncio a todos vocês: Recentemente, fechamos uma parceria com um estúdio de filmes de terror chamado 7 Palmos Filmes. Eles estão no mercado desde 2012, e se especializam em produzir curtas baseados em histórias de terror (sim, isso também inclui creepypastas). Eles fazem um trabalho espetacular e estão crescendo cada vez mais!

Por se tratar de um area que infelizmente não é tão valorizada no Brasil, qualquer incentivo ao enorme trabalho, dedicação e esforço de todos os envolvidos é sempre bem-vindo! Então por favor, se vocês também querem que essa area cresça, deem uma olhada no canal, se inscrevam, opinem, e acima de tudo, contribuam para que tenhamos muito mais desses trabalhos aterrorizantes por aqui, e para que o mundo todo veja que o Brasil também é capaz de fazer um trabalho bem bacana quando o assunto é terror!

Fiquem abaixo com o episódio mais recente do canal deles, já em parceria com o Creepypasta Brasil:


Canal Oficial: https://goo.gl/jIar4i
Página Oficial: https://goo.gl/IrvSA1

12/12/2016

Compilação Sobrenatural (PARTE 2)

SOBRENATURAL
(adj.)

  1. Miraculoso; só conhecido pela experiência da fé.
  2. Sobre-humano; que não se consegue alcançar, atingir naturalmente: esforço sobrenatural às questões humanitárias.
  3. Extranatural; que vai além do natural, do comum: forças sobrenaturais.
  4. Fenômeno não comprovado cientificamente.
  5. Aquilo que se expressa ou ocorre extraordinária e maravilhosamente.

NESTA SÉRIE VOCÊ LERÁ CASOS E RELATOS DADOS COMO REAIS ENVOLVENDO TUDO QUE PODE SER CARACTERIZADO COMO SOBRENATURAL. VOCÊ PODE LER AS HISTÓRIAS ORIGINAIS CLICANDO AQUI. BOA LEITURA! 

***


Há 4 meses atrás, fui em um shopping de Goiânia fazer compras, quando entrei em uma loja para comprar um vestido. Imediatamente após entrar na loja, uma vendedora veio correndo até mim e perguntou: “Então, decidiu ficar com a calça?" Sem entender, perguntei de que calça ela estava falando. Ela me disse que tinha me atendido há uns 40 minutos atrás, que tinha me vendido um vestido, um cinto e capas de travesseiro, e que “EU“ havia gostado muito de uma calça, mas que estava sem dinheiro e decidi deixar para próxima.

Falei para a moça que não era eu, pois eu estava no shopping só há 15 minutos, mas ela insistiu, disse que tinha certeza que era eu mesma. Então mostrei para ela um comprovante de estacionamento, provando que de fato eu só estava há 15 minutos no shopping. A mulher ficou branca e me levou até o caixa, onde uma outra vendedora confirmou que eu estive sim na loja, inclusive ela tinha processado minhas compras, sendo que o vestido eu teria mandado embalar para presente. Desta vez, EU FIQUEI BRANCA, pois eu entrei na loja justamente para comprar um vestido para minha mãe, pois naquele dia era o aniversário dela.

Sem acreditar, pedi para a primeira vendedora me mostrar a tal calça, e fiquei surpresa quando vi, porque eu tenho uma calça exatamente igual, com a mesma lavagem, da mesma cor e do mesmo tamanho. Sai da loja sem comprar nada. Até hoje fico sem entender o ocorrido. Será que eu tenho uma sósia? Será que eu tenho uma irmã gêmea? Universo Paralelo? Ou o mais provável, será que houve uma falha na Matrix?
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Testemunhei algo muito estranho enquanto morava na África. Eu residia em Zimbabwe até mais ou menos meus 9 anos, e em um dia de aula tivemos educação física prática. Era uma aula normal de natação, e nada fora do comum ocorreu, foi bem tranquilo.

Depois que a aula acabou, fiquei no chuveiro mais que o normal, e seja lá o porquê, fui o último a sair da área da piscina, sozinho. Enquanto saia, eu vi algumas coisas passando voando rapidamente por mim. De primeira, achei que fossem libélulas passeando por ali. As coisas voaram de novo em minha direção e notei que eram consideravelmente maiores do que libélulas. O que eu vi, e juro pela minha vida, foram duas criaturas que pareciam lagartos que tinham asas de libélula. Tinham mais ou menos o tamanho de uma pomba, ou qualquer pássaro médio. Eles voaram em volta da piscina por alguns minutos, brincando um com o outro no ar, e de repente voaram para longe. Se foram. Desenhei as criaturas e mostrei para meus professores, amigos, parentes, até meu tio que era biólogo. Ninguém nunca tinha visto ou ouvido falar daqueles animais. E ninguém acreditou em mim.

Ainda me pergunto que tipo de criaturas eram aquelas.

***
Essa história não é tão paranormal, mas nunca senti tanto medo na minha vida.

A mais ou menos um ano atrás, eu estava deitado na cama tentando dormir. Tudo estava escuro e assustador pra caralho. A porta do sótão fica no meu quarto (cara, eu odeio sótãos, são macabros demais), então geralmente eu já fico toda cagada quando começa a escurecer.

Enquanto eu estava lá no escuro tentando dormir, comecei a ouviu um barulho de arranhar vindo do meu armário. Meu coração começou a disparar com a adrenalina para fazer eu criar um pouco mais de coragem. Não funcionou muito. Enquanto eu permanecia lá, com a coberta cobrindo a cabeça, o arranhar só foi ficando cada vez mais alto e elaborado. Todos os pelos do meu corpo estavam arrepiados e eu estava suando frio. Então ouve uma batida dentro do armário. Quase me mijei. Tudo que eu conseguia pensar era "Por que O Grito resolveu me matar justo hoje à noite???"

Eu estava lá deitado, implorando para que tudo acabasse, quando de repente os arranhões pararam. Tudo ficou no silêncio absoluto. Fiquei tremendo como o menininho de 17 anos que eu era e tentando descobrir o que aconteceria a seguir. Do nada, eu vi. A fresta negra entre as duas portas do meu armário começou a aumentar. Todo cagado, agarrei a faca que fica debaixo do meu travesseiro e observei a porta começar a abrir. Não podia acreditar, eu realmente iria ser morto por uma entidade demoníaca ali e naquele momento.

Enquanto a porta ia abrindo, me agarrei fortemente a minha arma. Então eu vi. Aquela figura sinistra. Um objeto negro e estranho a mais ou menos um metro e vinte centímetros do chão está saindo do meu guarda-roupa. Meu coração quase para. Então o objeto negro cai no chão então rola para o pé da minha cama. Rapidamente, ele pula na minha cama e miou para mim. Eu chorei de alivio quando percebi que o ente maligno era ninguém menos que meu gato. Eu quase tive um ataque do coração porque o meu gatinho tinha decidido tirar um cochilo nas prateleiras das minhas roupas. Daquele dia em diante fiz questão de tirar todos os gatos do meu quarto antes de dormir.

***

Nunca acreditei nessas baboseiras paranormais, ainda não acredito, mas três anos atrás aconteceu uma coisa que eu e minha esposa não conseguimos explicar.

Desde adolescente eu tenho um problema sério em acordar de manhã. Talvez seja porque nunca tive uma rotina descente de sono, ou porque tenho o sono muito pesado. Acordar demanda um esforço gigante. Então no Natal minha avó me deu de presente um rádio com alarme, porque eu vivia ignorando meu despertador normal. Ela também me deu um ótimo conselho: "Se você realmente precisa acordar, é só virar o botão de seleção de estações todo para a esquerda e o volume no último."

Foi isso que eu fiz em todas ocasiões consideradas importantes e funcionou muito bem. Não tinha jeito de eu voltar a dormir com aqueles sussurros irritantes de estática no último volume. Infelizmente minha avó morreu alguns anos depois.

Avanço rápido para três anos atrás. Tinha sido uma semana agitada para mim e minha esposa então na noite de sexta estávamos dormindo pesadamente, quando de repente, o alarme soou - no meio da madrugada. Eu não acordei com o barulho e sim por causa da minha esposa, que não conseguia desligá-lo. O alarme estava com o botão desligado, mas ainda assim continuava. Tentei de tudo, e depois de una dez minutos consegui fazer o barulho parar.

Minha mulher e eu quase pulamos da cama quando o alarme despertou de novo, rangendo, gritando e fazendo aquele barulho de estática no último volume. É difícil descrever a sensação que corre em suas veias que beira o pânico, a confusão e a adrenalina. Sei que tirei da tomada. Ei vi que não havia luzes piscando, o relógio não funcionava, só o maldito rádio. Minha mulher entrou em pânico e saiu correndo do quarto, enquanto continuei olhando para o alarme, sem saber o que fazer além de ficar com medo. De repente tudo ficou silencioso, e no silêncio ouvi o som abafado do nosso telefone, quase inaudível vindo da sala de estar. Fui procurá-lo e encontrei preso entre o o sofá e uma grande almofada. O número que aparecia na tela era da minha mãe.

No final de contas, minha mãe estava sozinha em casa e caiu no banheiro de seu quarto, quebrando o quadril como resultado. Sem conseguir se mover, ela ligou desesperadamente para alguém com o seu celular que estava no bolso da calça. Se o alarme não tivesse disparado, talvez nós não teríamos atendido o telefone enquanto ela ainda estava consciente, e ainda por cima, no dia seguinte iriamos viajar por uma semana inteira...

***
Eu estava em um jantar na casa de um amigo quando foi revelado que um dos convidados era uma psíquica aclamada. Sou muito cético e provavelmente isso aqui não terá um final esperado, então continue lendo. Juro com todas as letras que o que escreverei aqui é a mais pura verdade, e houveram diversas testemunhas.

A psíquica concordou em fazer uma leitura para nós. Estávamos todos na sala de estar - mais ou menos umas vinte pessoas. Ela começou com as coisas de sempre, aquilo que sempre lembramos de ver médiuns falando quando fazem uma leitura básica. Eu já havia bebido alguns drinques e estava no brilho, então só fiquei observando e esperando que ela fizesse algo interessante que uma pessoa observadora ou treinada para fazer leituras desse tipo não conseguiria.

Depois de uns 20 minutos, ela parou e falou "Ok, tem um poder mais forte que o meu aqui que precisa ser reconhecido." Me animei, pensando que as coisas estavam prestes a ficarem mais animadas. Então disse que se alguém tivesse algo para falar, aquele era o momento. Pediu para olharmos pela sala e nos permitirmos ver uns aos outros claramente, olhando nos olhos. Se tivéssemos o ímpeto de falar algo, tínhamos que falar.

Tenho que admitir que me senti atraído à uma mulher que nunca havia conhecido antes. Seu nome era Tammy. Não falei nada. A sala estava silenciosa e o silencio se tornou constrangedor, como quando um professor fica esperando tempo demais por uma resposta que os alunos não sabem.

Então ela sondou novamente. "Alguém aqui tem um dom poderoso e precisa reconhecê-lo. Há mensagens esperando para serem ouvidas. Se você se sentiu atraído por alguém, fale." Mais silêncio. Então ela olhou diretamente para mim e disse, "Meu Deus. É você. Você é o empata com o dom. Tem que falar." Corei e dei uma risada, mas vários convidados insistiram que eu devia falar o que me viesse a cabeça.

Então falei que estava me sentindo atraído pela Tammy. A médium pediu para eu baixar a guarda, "procure na sua mente" me falou. Então tentei deixar minha mente em branco. De repente, consegui ouvir a música "Don't Stop Believin" do Journey tocando na minha cabeça. Não é o que eu ouço geralmente. Então comecei a me sentir triste. Geralmente sou um cara bem contente, e essa onda estranha de tristeza veio do nada. Na mesma hora, o nome "Mark" me veio, seguido por uma vontade imensa de dizer obrigada à Tammy. Eu não sabia o que fazer.

A "médium" falou só para eu começar a falar - descrever o que estava acontecendo comigo. Então eu fiz. Fechei meus olhos e comecei a falar. Quando cheguei na parte do "obrigada", eu engasguei e chorei um pouco enquanto sentia uma enorme gratidão dentro de mim.

Abri meus olhos e vi que Tammy estava pálida como um fantasma. Seu amigo Mark havia falecido no começo dos anos 90 por causa de complicações da AIDS. Do seu grupo de amigos, ela foi a única a visitá-lo, e foi várias vezes. A música era meio que a música deles, e Mark morreu inesperadamente depois de ter melhorado.

Tammy tremia. Eu também. A psíquica estava sorrindo e os convidados me encaravam.

Milhares de perguntas vieram a seguir - quase nenhuma eu soube responder. Eu sempre havia agido conforme meu instinto, mas nunca tinha tido esse tipo de experiência antes. Eu não acredito em vida após a morte, e como já disse antes, sou muito cético. Eu não conseguia explicar o que acabara de acontecer.

Outros convidados pediram para eu "ler" para eles. Eu não sabia o que fazer e, francamente, estava um pouco apavorado. A médium disse para eu segurar a mão das pessoas e olhá-las no fundo dos olhos. Naquela noite eu falei para um homem que nunca havia conhecido que Sharon, a mulher que cobrou de seus amigos pelo "direito" de molestá-lo quando menino, sentia muito e estava atormentada. Esse cara enorme e corpulento chorou em posição fetal enquanto falava que nunca havia contado aquilo para ninguém e que eu tinha acertado perfeitamente a descrição da mulher. Falei também para uma moça que a relação com seu marido não estava dando certo pois ela estava focada demais em querer ter um filho e que o estresse estava a tornando infértil e que a sua raiva não devia ser descontada no marido. Ela saiu puta da vida porque "as pessoas estavam fofocando sobre sua vida e deviam ter me contado seus segredos". Mas esse não era o caso.

No geral, naquela noite consegui acertar na mosca cinco vezes de seis tentativas. A que não funcionou foi com a minha parceira. Nada que eu disse estava certo. Saí de lá totalmente perplexo.

Então, sendo um estudante/pesquisador, decidi explorar melhor o caso. Naquele verão trabalhei com a médium (nós viramos amigos) para explorar coisas que eu não entendia. Determinou que eu, ela acha, sou realmente um "empata" e que posso sentir/ler/interpretar emoções de pessoas que me permitem minha intuição acertar as histórias. Também acredita que o mundo está cheio de cicatrizes emocionais, as quais os empatas conseguem ler os seus ecos.

Desde então, estou convencido que de fato eu CONSIGO realmente fazer algo fora do comum. Não faço isso como um hobby. Não ganho dinheiro. Para ser honesto.... Faço como um entretenimento em festas, porque é o quão sério consigo levar esse papo. Mas só faço muito de vez em quando, porque acabei descobrindo muitos segredos obscuros que preferia não descobrir.

É assim que eu consigo fazer para "ler" melhor alguém:

O esperado é que eu fale para eles algo que estão precisando ouvir ou que ESPERAM ouvir e não me falem nada sobre si mesmos. Funciona melhor em pessoas que são completamente desconhecidas para mim.

Peço que me emprestem um item que tenham em sua posse com frequência. Como um anel favorito, óculos, etc. Tem que ser algo que eles toquem quase todos os dias. O melhor objeto que uso são travesseiros que são usados todas as noites.

Fico uns cinco a dez minutos segurando o objeto em silêncio, deixo minha mente vagar, e então peço pela mão da pessoa. Então só falo. Deixo fluir e falo.

Cerca de 90% das vezes, quando abro meus olhos, as pessoas estão me olhando em descrença, chorando, ou sorrindo incredulamente.

Eu não entendo. Não sei como. Não gosto de fazer, mas mudou as minhas crenças.

***
Minha vó adorava globos de neves, então minha mãe sempre dava à ela de presente. Quando faleceu, minha mãe trouxe os globos para nossa casa. Ela os distribuiu em prateleiras pela sala de estar.

Algumas semanas se passaram e minha mãe encontrou ou vídeo que queria que meus irmãos e eu assistíssemos, pois a lembrava muito da vovó. Todos nós nos sentamos para assistir e claro que no final do vídeo minha mãe estava chorando. Quando o vídeo terminou, todos os globos de neve caíram da prateleira ao mesmo tempo, mas não quebraram. As imagens dentro do globo não se mexiam, apenas a musiquinha tocava.

Obviamente todos ficamos apavorados e então minha mãe falou "mamãe?" E a música parou, a sala ficou extremamente gelada. Minha mãe ficou extremamente desconfortável e pediu que fossemos para o carro, então nos levou para a casa de nossa madrinha.

Ela ficou lá conosco chorando por horas até que recebeu uma ligação do meu pai, dizendo que iria para casa em poucos minutos e que deveríamos nos encontrar lá. Quando voltamos, a sala estava com uma temperatura amena novamente, mas todos os globos estavam quebrados no chão. Todos exceto um, o preferido da vovó.

***
No meu quarto da casa que aluguei, coisas estranhas acontecem o tempo todo comigo. As 02:30 da manhã, às vezes, posso ouvir batidas fortes vido de dentro do armário. Às vezes ouço sussurros no meu ouvido enquanto estou deitado, mas o que mais me apavora é a sensação de pressão na ponta do colchão como se alguém estivesse sentado ali.

Obs: Eu sempre estou acordado quando essas coisas acontecem, não é paralisia do sono.
Aqui tem uma foto da parte interna do meu armário: http://i.imgur.com/Pi2PkJr.jpg
Sim, eu já abri essa portinha. Não tirei fotos, mas é só um espaço vazio de madeira. Uma pessoa agachada poderia caber ali dentro facilmente. É bem bizarro, mas nada demais.

***

Alguns anos atrás, eu e minha melhor amiga nos mudamos para uma casa alugada. Definitivamente era uma casa esquisita e tinha umas vibrações estranhas nela. Toda noite quando eu ia dormir, eu ouvia música. Não cantorias, apenas música, como um rádio tocando longe, mas nunca era uma música que eu conhecesse.

Todas as noites eu sonhava com uma multidão de pessoas sem rostos com um menininho de pé na frente de todos. Ele nunca falava, mas eu podia sentir que queria me dizer algo.

A geladeira abria sozinha com frequência, e nosso gato ficava ouriçado olhando para cantos vazios da casa. Nós sentíamos cheiro de cigarros vindo do quarto dos fundos todos os dias as três horas.

Minhas tias curtiam (ainda curtem) esses lances de caça fantasmas, então colocaram câmeras por toda casa. Não filmamos muita coisa, mas uma das câmeras virou sozinha em um momento e as três da manhã a luz da varanda acendeu sozinha antes de estourar.

Quando me mudei da casa dois anos depois, tive sérios problemas de insônia, pois não tinha mais a música para me ajudar a dormir.

***
Nós costumávamos morar em uma casa bem velha que os bisavôs de meu pai tinham construído para criar seus filhos. De 9 filhos, apenas 4 viveram até a vida adulta, todos morreram dentro da casa, assim como meu tataravô. Não preciso nem dizer que o lugar era assustador para caralho. Nós não podíamos nunca fechar as persianas do quarto do andar de cima que dava para o Leste, vovó dizia que era a janela onde seu pai ficava todos os dias com sua xícara de café, observando.

Um dia, eu e minha mãe decidimos fazer um experimento.   Fechamos as cortinas de todos os quartos e depois saímos de casa para olhá-la de fora. Todas janelas estavam fechadas, exceto a que apontava para o Leste. Tinha uns 10 cm de abertura no meio (suficiente para alguém espiar).

Não vou dizer que a casa era um pouco assombrada, vou dizer que era TOTALMENTE assombrada.

***

Não aconteceu comigo, mas com meu pai. Quando ele era mais novo, costumava ver uma mulher usando uma camisola branca e segurando um candelabro pelos corredores da sua antiga casa. Ninguém nunca acreditou nele, mas meu pai acreditava ser sua avó.

Vinte anos mais tarde, ele estava conversando com uma colega de trabalho. Essa moça contou que costumava ver uma mulher vestindo uma camisola branca e segurando um candelabro pelos corredores da casa em que morava quando pequena. Meu pai perguntou onde ela morava, e era na casa onde ele vivera na infância.

Bizarro.
***

Eu vi algo triangular voando que se parecia exatamente com isso aqui ( https://en.wikipedia.org/wiki/Black_triangle_(UFO) ) ao norte de Minnesota. Sobrevoou sobre um estacionamento que eu estava por um minuto e pouco, depois lentamente saiu de vista. Era grande para caramba, mas devia estar a não mais do que 30 ou 40 metros do chão. Na época pesquisei por mais avistamentos e vi que houveram vários, houveram também algumas teorias, mas nada concreto. Ainda bem que eu estava com outra pessoa para testemunhar junto comigo, se não acharia que era coisa da minha cabeça. Preciso dizer que isso aconteceu há uns 30 km de uma base militar?


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Esse relato aqui é sobre um tabuleiro Ouija que meus pais encontraram no sótão da casa em que eu morava quando criança.

Quando nos mudamos para essa casa, tinha muito entulho velho no sótão que pertenciam aos antigos (muito antigos, por sinal) moradores. Um dos vários itens deixados para trás, foi um tabuleiro Ouija com aparência muito antiga, feito de madeira e traçado com algo que achei ser veludo. Minha mãe morria de medo daquilo e pediu para meu pai jogar fora. Meu tentou se livrar dele jogando na lareira, a qual estava com chamas bastante fortes.

Nem 20 segundos depois, a lareira explodiu, quebrando a porta de vidro grosso super-resistente ao calor que protegia a lareira, e uma fumaça densa e negra tomou conta da casa (mesmo com a chaminé aberta). Muito bizarro.

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Quando eu tinha 8 anos de idade, eu estava no intervalo junto do meu amigo falando sobre coisas que meninos de 8 anos falam. Ele disse, "Ontem a noite eu sonhei que dois aviões batiam nesses arranha-céus e tinha fumaça e tudo mais. Eu estava na tocha da estátua da liberdade, assistindo tudo." (Não foram exatamente essas as palavras dele, mas foi mais ou menos isso. Nosso professor que estava sentado próximo de nós identificou o que ele descrevera como a estátua da liberdade.)

No dia seguinte os aviões atingiram as torres gêmeas. Jamais vou esquecer o olhar que nosso professor em nossa direção. Era um olhar genuíno de confusão e medo.

Gostaram? Isso é só um gostinho dos relatos que tenho guardado aqui! Não esqueçam de comentar suas próprias experiencias sobrenaturais para talvez aparecer no próximo post. 
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Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você o ver em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

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TRADUÇÃO POR: FRANCIS DIVINA