18/04/2016

Compilação de Falhas no Matrix 4 (Edição Brasil)



Uma falha no Matrix é uma experiência que prova que há algo de errado no mundo ou em algum “lugar” do seu cérebro.  Aqui está o quarto compilado de pequenas histórias ditas reais.

Nesta edição, estou trazendo algumas falhas que aconteceram exclusivamente com pessoas aqui no Brasil! Algumas eu peguei de comentários que foram feitos aqui mesmo no blog, outras peguei de um grupo que participo. Todos os nomes serão editados para preservar a privacidade de seus autores. Alguns relatos terão algumas edições na escrita, gramática e para não ficarem tão longas.  

Espero que gostem! 
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  • PARADAS NO TEMPO


Tive uma falha com a minha mãe esses dias. Estávamos acordadas de madrugada e ela comentou que a hora estava passando tão devagar que parecia que eram eternamente 3h da manhã. Quinze minutos depois olhamos para o relógio e ainda eram 3h, sendo que  já era pra ser 3h15. Todos os relógios estavam marcando 3h em ponto e pra checar a gente ainda foi ver o horário oficial de brasília e realmente estava marcando três horas em ponto.



  • A MESMA SENHORA, O MESMO CACHORRO


Tenho uma lembrança que até hoje é bem viva na minha memória. Uma vez, há uns dez anos atrás, eu estava andando com dois amigos meus (um guri e uma guria) e minha amiga vê uma senhora andando com um cachorrinho de raça e diz "que lindo" e se abaixa para fazer carinho nele. Depois ela levantou, disse "obrigada" pra senhora e continuamos descendo a rua enquanto a senhora subia.

Quando viramos a esquina, vemos A MESMA SENHORA COM O MESMO CACHORRO e minha amiga FAZ A MESMA COISA. Não tinha como a senhora ter chegado antes da gente porque ela estava subindo a rua e era uma quadra enorme. Lembro que fiquei encarando super confusa e meu amigo super de boa disse "Nossa, falha na matrix" e riu. Não entendi o que aconteceu e não falei nada, mas lembro até hoje dessa cena, sei até apontar a rua onde isso aconteceu.


  • PIJAMAS DOBRADOS 


Eu estava dobrando pijamas e colocando em sacolinhas na loja que trabalho. Sou muito cuidadosa e até meio metódica, então eu escolhia a sacolinha adequada pra cada peça, dobrava minuciosamente, colocava dentro, abotoava/fechava com durex, e guardava.

Minha chefe, quando foi abrir pra pendurar no espaço novo para o qual estamos mudando, disse que abriu varias sacolinhas que tinham dois pijamas dentro. é impossível que eu tenha feito isso. Meu namorado estava comigo, eu não lembro de ter colocado dois pijamas em uma sacolinha sob nenhuma circunstância, e sou MUITO atenta.

Então, coisa de um/dois dias depois, eu estava nessa localização/espaço novo pro qual estávamos nos mudando, e tinha certeza que o carro da minha chefe estava parado do lado direito da rua, encostado na vitrine. Tenho certeza disso. Jác tinha olhado pra rua várias vezes pela vitrine e o carro estava lá do lado direito e nenhum outro carro do lado esquerdo da rua (Tenho certeza pois olhei várias vezes para a rua porque estava esperando meu namorado chegar).

Quando olhei pela última vez, o carro estava do lado esquerdo da rua. Do nada. Ninguém o dirigiu, nenhum carro que estava do lado direito saiu (não ouvi barulho e o carro é inconfundível, tem um adesivo atrás). Fiquei bem assustada.


  • CARTÃO NA CARTEIRA 


Eu estava em um bar com um amigo (não estávamos bêbados. Na verdade nem tínhamos bebido), então na saída fomos pagar a conta e ele pegou o cartão da carteira e entregou para o cara que estava no caixa. Aí falei pra meu amigo "Não vou deixar você pagar tudo sozinho, dá esses dez reais aqui para ele e passa o resto no cartão" concordando, ele falou pro cara passar o resto e o cara ficou olhando para gente como se fossemos loucos e disse "Você ainda não me entregou nenhum cartão" e nós dois falamos que ele tinha acabado de entregar, mas no final das contas o cartão estava mesmo na carteira dele, como se ele nunca tivesse tirado.


  • PULSO MACHUCADO


Lembro que na quarta série, brincando no recreio quando acabei caindo e torci o pulso. Quando cheguei na sala me mandaram pra secretaria e lá me entregaram um saco pequeno de gelo para ficar pressionando no pulso. Quando subi a rampa para o segundo andar, meus olhos piscaram duas vezes seguidas em meio segundo, e quando olhei para minhas mãos não tinha mais nenhum saco gelo e minhas mãos estavam secas. Entrei na sala percebi que havia perdido duas aulas (uma hora e quarenta minutos) e falaram que estavam me procurando e ninguém me viu nesse intervalo de tempo. Inclusive me acusaram de ficar passeando pelos corredores, Até hoje não faço á mínima ideia do que eu fiz nesse meio tempo.


  • SONAMBULISMO?


Uma vez quando eu tinha uns 7 anos de idade, me levantei da cama porque estava com dificuldades para dormir. Era mais ou menos uma hora da manhã e fui para cozinha para tomar um copo d'água. Assim que botei os pés na cozinha, pisquei os olhos algumas vezes e de repente já estava claro. Olhei para o relógio e já eram 10 horas da manhã. Minha vó disso que fiquei zanzando a noite toda pela casa, mas não lembro disso.


  • SE NÃO ERA EU, QUEM ERA?


Certo dia, minha mãe veio me perguntar por que eu estava atravessando o beco perto daqui de casa às duas da manhã. Falei que aquilo era impossível! Na época, se eu botava a cara pra fora de casa às 22h da noite era muito. Mas o porteiro do prédio e um primo meu confirmaram que me viram atravessar o tal beco! Até hoje eu fico meio assustado com essa história.


  • IDAS E VINDAS EM ABRIL


Quando eu tinha uns 9 anos, fui em um parque de diversões da minha cidade com os meus pais e eu estava muito feliz nesse dia, tanto q eu levei uma pedrinha que achei no chão para casa, sabe, de lembrança. Bom, quando voltamos para casa fui todo feliz guardar minha pedrinha. Olhei no calendário; era 23 de abril de 2010. No relógio eram umas sete da noite passada.  Lembro que nesse momento fiquei com muita fome, então desci as escadas para comer. Não encontrei ninguém em casa, e mais, aquela não parecia ser a minha casa. Meio que fiquei rodando uns minutos por lá, nem peguei nada para comer e subi novamente as escadas, mas não conseguia achar meu quarto. Olhei novamente no calendário e marcava 26 de abril de 2010, o que era impossível, pois eu havia voltado do parque faziam poucas horas. Foi quando eu decidi sentar no chão do corredor. Dormi ali mesmo e quando acordei e vi no calendário: 24 de abril de 2010. Contei tudo para meus pais e eles nem se quer lembravam da nossa ida ao parque, e mais, disseram q eu fiquei o dia inteiro na rua.


  • NÃO CONSEGUIA LEMBRAR QUE O MEU PAI ERA MEU PAI


Uma vez eu estava caminhando com a minha mãe e ela falou alguma coisa sobre o meu pai. Eu não conseguia associar o que ela falava à imagem do meu pai. Na real eu nem entendia o que ela tava falando e porquê. Daí que chegamos em casa, eu olhei pro meu pai e fiquei totalmente desesperada. Minha mãe conta que minha respiração mudou, eu comecei a balançar bem forte a cabeça. Lembro de ficar pensando: sei que esse homem é o meu pai, mas ele é tão estranho pra mim!

Eu olhava pra ele e tinha consciência que aquele era meu pai, mas eu não conseguia entender o que significava ele ser meu pai e não lembrava de nada do passado. Eu observava cada detalhe do rosto dele e era tudo tão novo e estranho. Só lembro dos meus pensamentos, não lembro do que fiz enquanto tava pensando. Mas faz muito sentido eu ter ficado balançando a cabeça, como disse a minha mãe, porque tudo aquilo era muito perturbador. Depois fui pro quarto e fiquei um tempão lá deitada. Não lembro se dormi, se continuei surtando. Só lembro que levantei lembrando de tudo (do passado e do que tinha rolado) e reconhecendo meu pai.


  • MINHA MÃE NÃO ERA A MINHA MÃE


Uma vez eu "fugi" para ficar vagando na quadra perto de casa e ouvi uma voz falando comigo que minha mãe iria voltar do trabalho pela rua que eu estava. Ai tentei ignorar, mas fiquei paralisada de medo porque a voz foi muito clara. Foi quando vi minha mãe dobrando a esquina, mas não conseguia me mexer pra correr dela. Quando ela chegou perto eu só conseguia mexer meu braço. Puxei a saia dela e ela olhou pra mim. Falei "mãe" e ela fez uma cara estranha, como se não me conhecesse.
Então virou de costas para mim e a moça que estava com ela falou "essa menina é sua cara" e saíram conversando. Cheguei em casa achando que ela já estaria lá porque ela foi na minha frente. Aí minha irmã mais velha chegou (elas trabalhavam na mesma escola) e falou que nossa mãe só ia sair da escola de noite. Então quem passou por mim mais cedo? Eu não entendi nada. Mais tarde chega minha mãe com a mesma roupa e a mesma amiga da escola. Uma mulher que era nova lá. Apresentou a gente pra moça e depois contou que passou mal  na escola. Coincidentemente foi na hora que eu teria visto ela na esquina. Bizarro.


  • GENTALHA, GENTALHA


Tenho uma bem idiota: um dia, no começo do meu namoro com meu companheiro, acordei e fui fazer xixi. Enquanto fazia xixi eu visualizei o Kiko do Chaves na minha cabeça e comecei a cantar mentalmente "Kiko, Kiko...". Aí, nessa hora, meu companheiro entrou no banheiro e começou a cantar "cale-se, cale-se, gentalha, gentalha". E, por alguns segundos, ficamos em silêncio olhando um para a cara do outro sem entender o que tinha acontecido. Nós não tínhamos assistido Chaves recentemente. Eu não tinha cantado em voz alta. Até hoje a gente não entende. Se foi uma transmissão de pensamento única é bastante desanimador ter sido gasta com uma merda dessas.


  • NUDE OU PRETA?


Esses dias eu estava voltando (era cedo e não tínhamos bebido nada ou algo parecido) da casa de uma amiga, e tinha um casal na minha frente, Olhei pra bolsa da moça e pensei "nossa, que bolsa bonita". Reparei bem na bolsa porque tinha gostado bastante do modelo, e a cor dela era NUDE. Devo ter ficado quase um minuto andando atras deles olhando a bolsa. Linda, quis uma igual. Daí do nada ela deixa a bolsa cair e fiquei olhando todo processo o tempo inteiro, e quando ela pegou a bolsa do chão a bolsa ficou preta.


  • PARA FAZER CARINHO EM UM CARINHO O CARA QUEBROU O ESPAÇO E TEMPO? 


Eu estava trabalhando de recepcionista na porta de um evento, então chegou um cara, entrou e ficou conversando com um amigo que tava comigo na porta. Aí eu vi um cachorro lindão passando na rua, levantei e fui fazer carinho nele, quando cheguei perto tinha um cara agachado fazendo carinho nele já. Era o mesmo cara que já tinha entrado no evento e estava do meu lado três segundos antes. Impossível ele ter passado sem eu ver.


  • PREMONIÇÃO DAS NOTAS


Quando eu era mais nova, de uns doze anos até uns quinze ou dezesseis anos eu fazia curso de inglês na minha cidade. Estudar idiomas sempre foi muito difícil para mim, então eu sempre ficava apreensiva e ansiosa com as provas. E toda noite anterior a uma prova eu não só sonhava com a prova, como sonhava com ela corrigida e com a minha nota. No dia seguinte, quando eu fazia a prova e depois recebia corrigida, lá estava a nota igual a do meu sonho.


  • AGORA ESTÁ SUJO, AGORA ESTÁ LIMPO


No começo de abril aconteceu uma falha bem tosca comigo, foi assim: Eu estava em um restaurante japonês com os meus amigos, meu prato tava sujo e com os hashis em cima. DO NADA, eu olho para o prato e ele tá completamente limpo e com os hashis ainda em cima. Todo mundo achou muito estranho, porque ninguém veio trocar meu prato e não dava pra ter sido trocado sem eu ver e ainda deixar os hashis exatamente do jeito que estavam antes. Fiquei até meio chateada pela minha falha ter sido com uma coisa tão idiota.


  • SONHO DENTRO DE UM SONHO DENTRO DE UM SONHO DENTRO DE UM SONHO...


Eu acordei de manhã um pouquinho atrasada para o trabalho, até aí beleza, corri para me trocar e ir ao banheiro, e tava MUITO chateada porque não ia dar tempo de eu ir de carona e ia ter que pegar o ônibus lotado, então subi para o ponto de ônibus e dei sinal. Daí eu acordei, de novo, desta vez ainda mais atrasada, levantei desesperada, me arrumei e sai de casa, estava nublado. Então acordei novamente, desta vez confusa, outro sonho? Olhei no relógio, outra vez atrasada, puta que pariu, e agora era de verdade...

Me arrumei as pressas, sai de casa, peguei o ônibus, cheguei no serviço, me desculpei com minha chefe e... Acordei. Agora eu tava assustada, vi a hora, não estava mais tão atrasada, me levantei e fiquei olhando para minha cama, pensando "Mano, agora é real. Tem que ser real, eu sei que não estou em um sonho, é real sim. Que bosta, que ta acontecendo?" e quando pensei isso acordei.

De verdade agora, eu acho. Era madrugada e fiquei bem aliviada por poder dormir mais, até perguntei para minha tia (que dorme na cama ao lado) pra confirmar. Voltei a dormir e acordei no meu horário normal. Mas foi muito tenso, hoje acho engraçado, mas na hora eu já tava desesperada pensando "Quero voltar pro mundo real, por favor".


  • DOPPELGÄNGER / ACORDAR DE PÉ

Aconteceram duas vezes.

Na época, eu tinha uns 15 anos, e frequentava um curso de inglês que era longe pra porra da minha casa, então, eu ia todas as terças e quintas pra ele de ônibus. A viagem era bem chata, demorava uns 30 minutos pra chegar lá e eu apenas ficava ouvindo música e olhando pela janela.

Em um determinado dia, eu estava voltando desse cursinho, e o ônibus parou em uma das paradas para mais pessoas entrarem. Eu olhei pela janela e vi um senhor com um boné vermelho, levando uma criança em na garupa da bicicleta. Eles estavam seguindo em uma direção contrária do percurso, então logo, o ônibus seguiu viagem e minha visão sobre o senhor na bicicleta se foi.

Passados uns 20 minutos de viagem, novamente, o ônibus fez uma outra parada. Olhei novamente pela janela do ônibus, e adivinha? Vi o MESMO senhor, indo na mesma direção, com a mesma cara, e com a mesma criança na garupa! Fiquei extremamente abismado com isso, estranhei bastante. O que realmente me chamou a atenção foi a criança e o mesmo boné vermelho que o primeiro senhor estava usando. Tenso.

A segunda ocasião talvez seja mais sem graça e pode ser logicamente explicada. Eu devia ter uns 12 anos na época, e tinha acabado de acontecer uma festinha de aniversário minha, então logo que todos foram embora, fui pra minha cama dormir por estar muito cansado.

Acordei de madrugada, suado, e assustado, pelo simples fato de eu ter acordado EM PÉ. Sim, literalmente em pé. Entrei em desespero, e acabei tropeçando e caindo de susto. Estava muito escuro e só Odin sabe quanto tempo fiquei ali parado em frente da minha cama. Eu senti um medo tão grande que fui pro quarto dos meus pais dormir com eles, já que a cama era muito grande, eles só notaram minha presença lá pela manhã. Expliquei a eles o que houve, e eles disseram que isso poderia ser facilmente explicado como sonambulismo, ou até mesmo um sonho que tive. Independente das situações, nunca esqueci o medo que senti naquele dia.
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Em breve trarei mais uma edição de compilação de falhas do Brasil. Comente a sua falha nos comentários abaixo e talvez sua história apareça no blog! Fiquem atentos e Keep Creeping! 

08/04/2016

Chat

Era uma Sexta-Feira comum e eu estava acordado até tarde conversando com meu amigo Bradley nesse chat virtual que havíamos encontrado online. Ele me disse – e também aos outros componentes do chat – que poderia ficar acordado até mais tarde porque seus pais haviam viajado e provavelmente só voltariam quando o fim de semana acabasse; por causa disso, a casa seria toda dele.

Nós continuamos conversando por mais algumas horas, nos divertindo com os estranhos do chat, e eu percebi que Bradley havia se interessado por uma garota em particular; depois disso, não demorou muito para que minha mãe me mandasse dormir. Estava prestes a sair do chat quando decidi perguntar a Bradley o que ele faria no dia seguinte, caso ele quisesse passar na minha casa... Ele não respondeu por um tempo, até que:

Bradley está digitando uma mensagem...

E parou.

Bradley está digitando uma mensagem...

Nada de novo.

“Ah, tanto faz. Vou dormir e amanhã nos falamos.” Eu disse para mim mesmo, ainda achando estranho o fato de que ele havia parado de responder tão bruscamente.

Não falei com ele até logar no chat novamente e perceber que estava online, ele se desculpou por não ter me respondido na noite anterior e disse simplesmente que “estava ocupado”. Conversamos por apenas alguns minutos até ele comentar que viria à minha casa, dizendo que era urgente.

E tudo bem... Mesmo assim perguntei se ele não gostaria de falar com os pais primeiro, já que eles estariam em casa a qualquer momento;  ele insistiu que não poderia esperar porque ele tinha algo muito importante pra me mostrar, saindo do chat rapidamente após dizer isso. Achei a atitude esquisita, já que o conhecia e sabia que ele sempre colocava a família em primeiro lugar, então minha curiosidade só aumentou.

Eu o esperava ansioso, sabendo que chegaria a qualquer momento quando recebi uma ligação perturbadora dos pais de Bradley, que haviam acabado de chegar em casa e pareciam extremamente preocupados. Eles perguntaram se eu sabia onde Bradley estava e eu os disse para não se preocuparem, afinal, ele estava indo até minha casa.

Não ouvi nada além do silêncio por alguns segundos até que eu pude escutar um grito ensurdecedor da mãe de Bradley no outro lado da linha, enquanto o pai dele suspirava exasperadamente e falava ao telefone: “Saia da sua casa agora, Bradley está aqui, ele está morto.”

Fiquei parado em choque por um momento enquanto eles berravam sobre o corpo de Bradley pendurado dentro do guarda-roupa e finalizei a ligação finalmente entendendo o motivo pelo qual ele queria saber se eu estaria sozinho ou não; não demorou muito para que eu ouvisse a porta dos fundos se abrir.

Instintivamente, fiz a primeira coisa que veio na minha mente e me afundei embaixo da cama para me esconder; ouvi os passos se aproximando cada vez mais, mesmo que lentos e não conseguia abrir os olhos.

Quando eu finalmente consegui fazê-lo, ainda que um estivesse fechado, pude enxergar dois pálidos e descalços pés entrando no meu quarto, quase que em câmera lenta. Eu não queria ver a quem pertenciam àqueles pés, e enquanto eles se aproximavam de mim, eu pude sentir a vibração que causavam toda vez que alcançavam o chão. Meu coração estava quase saindo pela boca enquanto eu prendia a respiração.


Logo quando eu achava que não podia ficar mais assustado, meu celular tocou exageradamente, me mostrando uma notificação de Bradley, que dizia: “Onde você está?” Enquanto os pés a minha frente paravam bruscamente de caminhar.  




07/04/2016

Manda Nudes

Nós nos conhecemos em um grupo no Whatsapp. Tudo começou inocentemente. Gostávamos de conversar sobre interesses incomuns (livros, youtubers, musicas, etc), Mas depois de alguns dias nossas conversas se tornaram mais... picantes. Eu prometo que vou poupar os detalhes. O ponto é, eu nunca tinha me envolvido em um relacionamento pela internet antes e foi emocionante. Um mistério nessa coisa toda me intrigava. Nós nunca tinha vistos qualquer foto um do outro e também nunca mandamos áudio.

Eu já tive muitos relacionamentos maravilhosos com mulheres no passado, mas para ser honesto, eu nunca teria sonhado em cortejar uma menina, a menos que eu ficasse atraído fisicamente por ela em primeiro lugar.

Ela nunca me disse seu verdadeiro nome, mas me pediu para chama-la de HoneyBee. Eu não me importava muito com a identidade. Naquela época eu já tinha uma namorada.

O nome dela era Melissa e nós já estávamos juntos há dois anos. Ela sempre foi muito boa para mim e certamente não merecia um namorado como eu que se envolvia emocionalmente com outras pessoas pela suas costas. Nosso relacionamento estava estagnado. Nós quase nunca fazíamos amor e eu sempre sentia um vazio dentro de mim. HoneyBee preenchia esse vazio e eu não me sinto mal por isso já que não havia nenhum contato físico entre nós.


As vezes, nós até conversávamos online enquanto Melissa e eu estávamos no mesmo quarto. Eu sei que soa mal, mas as coisas simplesmente chegaram nesse ponto. Suponho que esse elemento extra de perigo ajudou a adicionar mais emoção ao nosso “caso”, e como eu disse antes, apenas emocionalmente. É impossível descrever os sentimentos que sentia quando ligava meu celular e via que tinha uma nova mensagem de Honeybee.

Foi em uma sexta feira a noite quando tudo aconteceu. Melissa viria aqui em casa para assistir um filme, o que normalmente significava dela adormecer no meu sofá enquanto eu conversava com Honeybee até de manhã. Tínhamos combinado dela estar aqui em casa as oito em ponto mas já eram nove da noite e ela ainda não tinha aparecido. Comecei a ficar um pouco preocupado. Eu podia estar de certa forma envolvido com outra mulher, mas eu ainda me importava profundamente com Melissa. Ela não estava respondendo minhas chamadas nem mensagens. Alguns instantes depois meu recebeu uma nova notificação. Era HoneyBee.

Honeybee: Aconteceu alguma coisa?

Eu: Nada, to bem, e você como está?

A mensagem de Honeybee me fez esquecer a ausência de Melissa.

HoneyBee: Pensando em mim?

Eu: Claro que sim, e você pensava em mim?

Eu estaria mentindo pra você se eu não admitisse que estava esperando ouvir algo sexy de volta.

HoneyBee: Eu estava tentando imaginar como deve ser sua aparência.

Em todas nossas conversas anteriores, nunca conversamos sobre a minha aparência física. HoneyBee sabia quantos anos eu tinha, a cidade que eu morava, mas nenhuma vez ela mostrou interesse em minha aparência.

Eu: Você quer que eu me descreva pra você?

HoneyBee: Melhor.... Me mande uma nude sua.

Eu: Você primeiro.

HoneyBee: kkk... ok

Alguns minutos se passaram até que eu recebi uma nova mensagem, era uma imagem. O sinal Wifi estava muito ruim, demorou um pouco para fazer o download da foto. Era uma foto de uma mulher em frente ao espelho, ela tirou com flash de propósito para não mostrar seu rosto, mas eu reconheço um traseiro feminino quando eu vejo um.

HoneyBee me enviou a foto da sua bunda gostosa.

HoneyBee: Você gostou?

Eu: Sim, pena que não da pra ver seu rosto.

HoneyBee: Primeiro eu tenho q saber se posso confiar em você, por isso me envie uma foto sua... mostrando seu rosto... seu corpo... e espero não ver nenhuma cueca. ;)

Eu peguei meu celular e corri para o banheiro. Eu não tinha certeza exatamente do que iria fazer. Eu nunca enviei nudes minha para uma mulher antes. Quebrei a cabeça tentando pensar qual seria o melhor ângulo para a foto. Eu deveria sorrir? Tentar um olhar de desinteressado? Meu pênis ereto? finalmente eu decidi tirar toda a roupa e tirar uma foto e envia-la antes que eu desistisse da ideia. Eu enviei a foto para HoneyBee e esperei por sua resposta.

HoneyBee: Hawt....... Bonito....... Grande.

Eu: Agora é sua vez de me enviar uma eim ;)

HoneyBee: kkkk... Ok

Trinta minutos se passaram e eu ainda não tinha uma resposta dela. Eu comecei a ficar autoconsciente. Talvez minha foto tenha acabado com o interesse que ela tinha por mim. Finalmente, depois de quase duas horas meu celular recebeu uma notificação. Era uma foto a pré visualização do Whatsapp não era muito claro, então já fui baixando a foto me preparando para uma ficar decepcionado talvez. Mas em vez disso, eu fiquei perplexo.

Era uma foto do pé de uma mulher – A parte do pé para ser mais preciso. A foto era um close que só mostrava o tornozelo. Eu estava prestes a enviar uma mensagem para HoneyBee, quando ela enviou outra foto. Desta vez era uma foto dos joelhos. No começo eu pensei que HoneyBee estava apenas me sacaneando, mas em seguida, mais fotos começaram a chegar: Coxas, Umbigo, Mãos tampando os seios, o cotovelo ao lado do pescoço, dedos molhados brincando na região pubiana.

Eu estava excitado, ansioso e ao mesmo tempo ficando um pouco desconfortável, especialmente quando a imagem seguinte carregou.

Era um ombro. Na parte superior tinha uma pequena verruga marrom – Uma que reconhecia. Melissa tinha uma verruga no mesmo local exato em seu ombro.

Eu comecei a entrar em pânico, será que eu tinha sido vitima de uma pegadinha muito bem elaborada por minha namorada¿ porque ela faria uma coisa dessas comigo? infelizmente esse medo foi se foi, logo que a imagem seguinte carregou. Digo infelizmente porque quando eu abri, eu teria dado qualquer coisas para que fosse uma brincadeira de Melissa.

Nessa nova foto, era o rosto de Melissa, mas algo não estava certo. Sua boca estava aberta, sua pele estava pálida e seus olhos pareciam sem vida. Outra imagem veio de um ângulo ligeiramente mais amplo. Impressões digitais roxas envolvidas em torno de seu pescoço como um colar. Alguém tinha a sufocado. Eu gritei na escuridão da minha sala sobrecarregado pelo terror. Algumas horas antes estávamos mandando mensagens uns aos outros, fazendo planos para assistir Orange is The New Black no NetFlix, e agora meu celular estava exibindo uma imagem de seu cadáver estrangulando. Eu chequei novamente o Whats. Mais uma nova foto estava sendo carregada.

Essa tinha um ângulo ainda maior. Melissa tinha sido despojada completamente nua, e estava deitada em um chão, parecia um chão de armazém, não tinha certeza.

Congelado eu só observava a tela enquanto uma lágrima se formava.

HoneyBee está escrevendo...

HoneyBee: Agora... Meu rosto

Depois dessas três palavras uma nova foto estava sendo baixada. Ela era louca o suficiente para me enviar uma foto de seu rosto depois de praticamente confessar ter matado minha namorada. Eu esperava o download da foto terminar para que eu fosse imediatamente para a policia. Eu abri o arquivo com um frio na barriga.

Eu estava realmente olhando para um rosto, mas não se parecia nada como uma pessoa. Com exceções de algumas manchas vermelhas aqui e ali a pele era branca como a neve. Alguns fios soltos de cabelos grisalhos pendiam do topo do que eu só posso supor que era a cabeça de Honeybee. Fora isso era completamente careca; um pequeno nariz arrebitado anormalmente elevada na face entre dois enormes olhos completamente brancos. Seus lábios finos eram esticados demasiadamente amplos revelando um sorriso maligno grotesco. A ausência de dentes era a parte que eu achei mais revoltante, embora as babas de saliva driblavam a atenção para aqueles lábios horríveis que fez meu estômago se revirar.

A testa de HoneyBee sobressaia para o exterior sobre seus olhos como um homem das cavernas. Eu não podia ter certeza por causa do ângulo que a foto foi tirada, mas eu acredito que não haviam ouvidos em sua cabeça. Seu pescoço esticava anormalmente e facilmente com o comprimento de pelos menos três vezes de uma pessoa normal e entortado bruscamente para esquerda.

Sentei-me na cadeira do computador com o coração quase saindo pelo boca quando outra mensagem chegou.

HoneyBee: Então... Eu quero mais fotos suas.

HoneyBee: Não se preucupe...

HoneyBee: Eu já estou tão perto, que eu mesmo posso tirar.

Fonte: Sigma Terror

NOVIDADES: Creepypastas dos Fãs, Parcerias & "Grito de Horror"!

Fala, Creepers! Tudo certo? Aqui quem fala é o Gabriel, e estou de volta pra trazer as ultimas novidades aqui do blog ! Vamos a elas:

- Finalmente, o sistema de parceiros do blog está de volta, dessa vez, no estilo clássico! Os banners de todos os parceiros do blog podem ser encontrados na aba direita do blog (sim, eu tirei da aba superior, pois assim, fica em destaque pra todas as pessoas que visitarem o blog, e não escondidos num menu separado). As categorias de parceiros são "Sites & Blogs", "Páginas do Facebook" e "Canais do Youtube", além de termos deixado nosso novo banner (juntamente com o código em html do mesmo) logo abaixo. Todo esse processo foi bem trabalhoso, pois tive que pegar todos os nossos parceiros, analisar pra ver quais ainda estavam no ar e atualizados, e esses foram os que mantemos. Por sinal, muitos banners estavam indisponíveis, por isso me dei ao trabalho de fazer um bannerzinho pra essas pessoas, pra ficar tudo certinho. Se você quiser fechar alguma parceria conosco, é só nos mandar um email pro "creepypastabrasil@hotmail.com", com o código de seu banner (tem que ser tamanho 120x60) que iremos dar uma olhada e damos um toque pra vocês, okay?

- As Creepypastas dos Fãs também estão de volta! Estávamos vendo uma maneira de implementa-las aqui no blog novamente já faz um tempinho, pois muitas creepypastas que são enviadas pra gente exigem uma analise gramatical e de contexto antes de serem postadas. E isso foi possível graças a nossa querida Gabriela Azevedo Prado, do blog Fricativando, que se propôs a fazer esse trabalho pra gente! Ou seja, todas as creepypastas dos fãs enviadas pro nosso email estão separadas, pra que ela possa analisar e fazer as correções necessárias, deixando assim a história pronta pra postagem. Tanto o autor da história quanto ela serão creditados na postagem, então não se preocupem quanto a isso! Caso queira mandar sua história, novamente, é só mandar no nosso email que separamos ela pra analise! Não sabemos qual dia da semana iremos posta-las, mas isso é de menos. O que importa é que estão de volta aqui no blog definitivamente. Valeu, Gabi ;)

- Finalmente, eu vou voltar a traduzir e postar aqui no blog! \o/

- Por fim, mas não menos importante, o site Grito de Horror, que é o site do Alex Lupoz (a pessoa responsável pelo design do logo e diversos layouts do Creepypasta Brasil ao longo desses anos que estamos no ar), está abrindo inscrições pra participar da equipe! Esse site está sendo desenvolvido dia e noite, e além de ter o apoio do CPBr, tratá muitas inovações pro sites de terror do Brasil, e por isso, exige uma grande equipe por trás disso. Então se estiverem interessados pra contribuir com esse projeto, é só mandar uma mensagem pro inbox da pagina dele. Segue aqui o banner que ele fez pra anunciar a novidade, com todos os endereços necessários e links necessários. Confiram!


Bem, meus queridos, por enquanto é isso! Espero que tenham gostado das novidades, e que estejam gostando do rumo em que o Creepypasta Brasil está tomando, voltando as origens e tudo mais! É sempre muito importante ouvir o feedback de vocês, então não se esqueçam de se pronunciarem, ok?

Abração & Keep Creepying!

31/03/2016

Cobaia 323

“...felizmente, ninguém foi morto,” o ancora do jornal falou na TV de imagem borrada e tremula. Eu estava deitado no sofá, pois não conseguia dormir. A sala estava escura e a janela ao meu lado, mesmo com as cortinas fechadas, deixava entrar os flashes dos faróis dos carros que passavam. Eu não ligava para o que estava assistindo, mas estava sonolento demais para pegar o controle remoto. 

“Agora vamos com a notícia sobre Amy Peterson, que foi encontrada morta hoje em sua sala de estar. Um vídeo foi encontrado em seu celular que estava caído ao lado de seu corpo. Mostraremos o vídeo, mas avisamos, ele pode choca-los e perturba-los,” o ancora falou. Ele soou muito, muito sério. 

De repente a sala ficou mais escura que antes, enquanto a TV cortava para uma pessoa olhando para a tela do celular. Ela tinha cabelo e olhos castanhos, mas os olhos às vezes brilhavam fazendo-a parecer mais assustadora à luz do celular. Ela estava só e ofegante. Ela soava muito assustada enquanto falava. 

“E-eu o encontrei ontem,” ela falou encarando o celular, mas olhando rapidamente para outro lugar, como se algo estivesse por ali. “Ele tinha olhos e cabelo castanhos iguais aos meus, mas seu cabelo era curto e ele parecia um garoto. Ele chamava a si mesmo de ‘Cobaia 323’ mas eu não sei de onde ele surgiu, ou mesmo se ele já foi humano, ou se foi feito para se parecer conosco. Mas hoje eu o irritei, e... e...” 

A garota virou-se e de repente uma mão saiu da escuridão. Parecia que as unhas tinham sido combinadas com a pele para formar uma garra horrível. Ela agarrou o rosto da garota e rasgou sua pele, puxando-a e revelando os músculos por baixo. Pedaços vermelhos caiam de seu rosto e também havia um grito de gelar o sangue enquanto o celular caia. Levantei após isso. A única coisa que agora mostrava na tela, era um par de pés em forma de garras, próximo a outro par de pés que pertencia a Amy. A criatura se abaixou para terminar o trabalho. A luz do celular revelou o que ela estava usando: Um manto branco que parecia rasgado, como se tivesse rasgado durante a fuga de algum hospital. Aliás, parece que provavelmente foi o que aconteceu. 

Então a cobaia 323 olhou para a tela e se levantou. Depois, veio a estática, o que presumi que ele tenha pisado no celular. Então, como conseguiram a filmagem? Talvez o cartão de memória não tenha sido danificado. A TV iluminou a sala enquanto voltavam para as notícias normais. “Agora um aviso, permaneçam em suas casas até que o assassino conhecido até agora como ‘cobaia 323’ seja capturado ou morto,” disse o âncora, olhando diretamente para a tela. 

Então a TV se apagou, assim como todas as luzes próximas, embora os faróis dos carros na rua ainda estivessem normais. Provavelmente era um blackout. 

Gritei, tapando meus ouvidos, enquanto um som terrível vinha da janela; era o som de garras arranhando o vidro. Uma pequena luz marrom surgiu na janela. A luz vinha de um olho brilhante. 

“Por favor, deixe-me entrar! Eu não queria... não vou machuca-lo!” 

Não me mexi. Meus olhos fixos no brilho marrom. Eu não queria ver o que estava na janela; eu sabia o que era… mas eu também esperava que estivesse errado. Então permaneci parado. 

“Eu não queria. Eu não queria. Eu não queria,” a voz repetia, enquanto o brilho se tornava vermelho e sua voz se distorcia. “Olhe para mim para que eu possa ver o seu rosto. Isso fará o prazer de te matar muito melhor!” 

O brilho ficou mais forte. Houve um longo momento de silencio e o brilho de repente sumiu. 

A última coisa que ouvi, foram os passos de algo correndo para bem longe.

29/03/2016

Sally.exe

Eu sou um grande fã da série Sonic The Hedgehog, assim como um monte de gente. Me limitei aos jogos clássicos e desenhos animados, pois na minha opinião, o resto que a SEGA fez foi uma porcaria.

Eu estava navegando no E-bay um dia desses. Pensei se poderia haver algum item do meu personagem favorito da série, Sally Acorn. De fato, o que eu achei foi um plushie que fora fabricado no SEGA WORLD de Sydney, o qual fechou devido ao baixo número de visitantes em 2006. Esses plushies da Sally eram bem raros, mas eu não tinha dinheiro para comprá-la e meus pais brigariam comigo por isso. Examinei o plushie por um tempo, já que o artigo vinha com algumas fotos. Essa Sally até tinha sua própria jaqueta. Nela, estava escrito “GOD” com tinta permanente. Eu realmente não sabia o que isso significava. Provavelmente eram as iniciais da criança que a tinha, antes de vendê-la.

Cliquei no botão para voltar para a pesquisa “Sonic Sally”, sabendo que eu não ganharia o leilão de jeito nenhum, apenas para encontrar outro artigo que apareceu. “Todos os episódios de Sonic SatAM” com preço de $1 dólar na compra imediata. Os DVD's desse desenho nunca foram lançados no lugar onde moro (Puto...). Então, feliz do jeito que eu estava, quis assistir de novo ao desenho, então conferi o anúncio. Não tinha descrição alguma ou endereço de onde veio. Alemanha, Canadá... Estava faltando, e o preço do frete era de graça. Eu olhei a foto do artigo. Era um CD em branco. Mas independente disso, decidi comprar. Não apenas pela nostalgia, mas a sinopse do desenho era muito bem feita.

Bom... Tudo começou quando o correio veio. Chegou na manhã seguinte... Estranhamente, era domingo. Eu estava feliz por ter recebido os episódios e, imediatamente, coloquei o CD em branco no meu laptop, iniciando o DVD. Infelizmente, nada aconteceu, mas o laptop pediu para exibir a pasta, então eu a abri e vi um aplicativo chamado Sally.exe. Eu fiquei confuso por ser um arquivo de extensão, mas iniciei mesmo assim e, de fato, estava passando um episódio de Sonic SatAM: O episódio “Viciado em Sonic”. Começou normalmente, ao longo da introdução. Nada de sangue ou algo assim... Mas a parte triste foi que meu computador entrou na “tela azul” quando a cena do beijo de Sonic e Sally começou (quando Sally anda até Sonic e o beija na bochecha, ele diz que seu beijo não foi tão bom e lhe dá um melhor... É, e isso foi fofo também). O computador reiniciou e eu tirei o CD de dentro dele, pensando que fora mau funcionamento, e então joguei fora. Não podia pedir meu dinheiro de volta, mas o cara podia ficar com aquele misero dólar que eu lhe dei. Quero dizer... É apenas $1 dólar.

Eu continuei navegando na internet normalmente, conversando com amigos no Skype e tudo mais. Nada estava errado, até que eu estava assistindo vídeos no Youtube, e meu cursor do mouse começou a travar completamente. Eu desconectei meu mouse, mas o cursor continuou se batendo pela tela. Eu até desativei o touchpad, mas ele continuou se movendo. De repente, ele parou em um ponto e eu o “peguei”, ignorando o que tinha acontecido. Logo, eu me vi baixando uma ROM do Sonic The Hedgehog pra Mega Drive. Bizarro... Assim que baixou, o cursor iniciou o emulador e o jogo começou em modo janela, mas estranhamente, a tela estava preta. Eu encolhi os ombros e esperei o jogo começar.

O familiar jingle da SEGA não tocou. Bem, até tocou, mas estava tão lento que pareceu algo demoníaco, e isso me deu calafrios. O fundo permaneceu preto e o Sonic não apareceu surgindo no logo. O preto foi clareando e um texto apareceu: “Pronto para o 2º Round?”. Eu pisquei e estremeci assim que a tela inicial apareceu. O céu estava cinza escuro e as nuvens pareciam borradas e pretas, exatamente como ficam antes de uma tempestade. As montanhas estavam apodrecidas, assim como o logo. Fiquei espantado com os detalhes em pixels, mas algo também me assustou. “SEGA 1991” estava agora substituído por “SEGA 666” e a água estava vermelho sangue. A música familiar não estava tocando. Eram apenas sons em 16-bits e o demoníaco jingle da SEGA ocasionalmente se misturava entre eles. Ao invés de Sonic aparecer, dois personagens apareceram próximo ao logo – Tails e Knuckles. O olhar deles me aterrorizou mais ainda. Os olhos de Tails estavam pretos e sangrando... Seu pelo se tornou cinza/preto e ele também tinha uma expressão de angústia em seu rosto. Knuckles parecia muito pior. Seu pelo vermelho escureceu para um cinza-avermelhado, seus “cabelos” estavam pingando sangue e seus olhos eram pretos e sangrentos, como os de Tails, e ele tinha um olhar de tristeza em seu rosto.

Só então eu notei que um novo personagem surgiu no meio do logo. Um pequeno ouriço rosa colocou a cabeça para fora. No início, ela estava sorrindo, mas parecia confusa e nervosa ao mesmo tempo, como se realmente não soubesse o que estava acontecendo. “Amy Rose?”, pensei. “O que é isso?!”. A curiosidade me levou a pressionar o “Enter”. Um som alto de ruído estático se esvaiu pela tela.

Eu queria não ter feito aquilo...

“Kyle não quer brincar comigo...”, a escrita apareceu novamente. “Que pena. Mas eu posso brincar com você...” “... Certo?”.

O demoníaco jingle da SEGA tocou novamente por uma fração de segundos. Uma imagem passou. Ela desapareceu tão rápido que eu não consegui entender o que era, mas eu poderia jurar que vi um Sonic preto e vermelho, com olhos de mesma cor. Aquele momento me fez pular. Ele não começou na “Green Hill Zone Act 1” como eu imaginei. Bem que eu queria que tivesse. Ao invés disso, no título da fase se lia “Not Perfect Act 1”. O jogo começou. O chão parecia normal como o do Green Hill Zone, mas o fundo estava escuro. Amy ficou onde normalmente Sonic ficava, no jogo original. Surpreendentemente, aquilo era um sprite muito bem feito. Não era seu sprite clássico, mas sim, seu atual. Enfim, parecia oficial. No lado oposto da tela em que Amy estava, havia um grande e prateado anel. Na frente dele, o sprite de Sonic se levantou, com um sorriso em seu rosto. A animação de Amy ali em pé foi que ela olhou para frente com uma expressão totalmente apaixonada, com corações saindo de sua cabeça. Eu achei que deveria ir até o Sonic, então movi Amy em direção a ele, mas Sonic fugiu e saltou pra dentro do anel. Fiz Amy saltar logo depois dele.

O nível os teletransportou para uma das fases bonus onde você pode obter um Esmeralda do Caos. O fundo era rosa com corações por todo lado. Parecia fofo, mas eu estava distraído por ter 4 esferas coloridas – brancas e vermelhas – para saltar, e eu tentei equilibrar Amy em cima delas enquanto ela tentava, desesperadamente, se manter sobre as esferas, mas meus dedos escorregaram dos controles e Amy caiu. Eu caí em uma parede de esferas Goal. Assim que eu pensei que seria teletransportado de volta, um som alto de grito soou e a imagem desse... Sonic demoníaco, piscou na tela. A tela surtou completamente e eu ouvi gritos. Gritos altos de onde eu poderia JURAR que era a própria Amy Rose. Eu continuei ouvindo “Não! Não!” e choros altos de agonia e dor, os quais acabaram bruscamente com mais ruídos estáticos que soaram por um pequeno momento, antes de a tela ficar toda preta.

Logo, a tela do título apareceu de novo. Knuckles e Tails tinham sumido, mas ao invés disso, Amy apareceu. Ela estava sorrindo, seu sorriso fofo e usual, mas seu corpo tinha buracos. Não buracos sangrando ou buracos de bala... Apenas... Buracos que perfuravam todo seu corpo. Suas cores se desbotaram para um preto e branco. Até seus olhos pareciam estranhamente desfigurados. Isso me assustou tanto que meu corpo inteiro começou a arrepiar. Fui ficando cada vez mais assustado, enquanto observava outro personagem aparecer. Eu fiz uma careta ao ver Cream, da qual tinha uma expressão aterrorizada dentro do logo. Pobre Cream. Eu queria sair do jogo, mas como não conseguia fazer isso, apertei "Enter" de novo e a tela mudou.

“KINDANFAIR Act 1”. A fase agora estava em branco e a música de fundo era uma versão mais lenta do Green Hill Zone. A fase começou e o sprite de Cream era como o de Amy, muito bem feito. O ambiente era infantil. Parecia um lindo parque de diversões. Na frente de Cream, havia uma televisão que lhe dava maior velocidade. Fiz Cream se agachar e dar um spindash pra frente, batendo no item. A fase não mudou. O chão era uma plataforma sólida e parecia que Cream estava indo cada vez mais rápido, até que de repente, ela bateu em mais caixas, mais caixas, mais caixas... Eu notei que a música ficou completamente fora de sincronia, o que me assustou. De repente, Cream bateu em uma parede de espinhos na parede: “SPLAT!”. A pobre Cream foi despedaçada. O sangue escorria dos espinhos e da coelha ensanguentada, lentamente, na frente dos meus olhos. A imagem piscou novamente e logo a tela do título apareceu. Como esperado, Cream apareceu com Amy. Ela parecia assustada, mas seu outro olho estava... Como posso dizer... Caído e morto, e sangrando uma gosma preta. Suas orelhas agora estavam em seu rosto ao invés de estarem na parte de trás de sua cabeça. Sua paleta de cores mudou de marrom e laranja para um roxo muito, muito escuro, e vermelho. Seu vestido estava cinza escuro.

Hora do terceiro personagem... e Deus, eu quis chorar quando vi Sally Acorn sair pra fora daquele maldito logo, com seu sorriso inocente no rosto enquanto acenava para mim, como se ela não soubesse quais torturas estava prestes a sofrer. O jogo estava tão apavorante e mesmo assim tão fascinante, e eu queria muito parar, mas minha mão não se movia. Eu até comecei a tremer. Queria chegar ao botão de desligar o notebook pra acabar com aquilo, mas minha mão simplesmente não se moveu e, antes que eu percebesse, já tinha iniciado a fase.

“________ Act 9”, dizia a tela. Uma melodia monótona e triste tocava ao fundo, e uma silhueta de sprite que se parecia com Sally apareceu na frente de um fundo que consistia todo o grupo: Amy, Cream, Knuckles, Tails e Robotnik apareceram, todos em suas formas desfiguradas e com expressões de tristeza. Também tinha o Sonic, mas de uma forma quase que irreconhecível. Ele tinha um sorriso largo no rosto, com dentes afiados. Seus olhos eram pretos, com pontos vermelhos como pupilas, os quais estavam sangrando. Parecia que ele ia chegar à frente de sua silhueta. Eu tentei mover Sally, tirá-la de lá, mas nenhuma parede se mexia. Tudo estava muito escuro. Eu parei no meio e, para meu horror, o cenário começou a encolher, e as paredes foram se fechando sobre Sally. Eu tentei movê-la, correr, mas não adiantou. Deixei a Sally no meio da tela enquanto as paredes se fechavam sobre ela. Ela se agachou antes de desaparecer completamente no escuro.

“SPLAT!”

A escrita vermelha apareceu na tela novamente: “Sonic, meu amor...”

Subitamente, uma cena familiar começou a aparecer... Eu reconheci imediatamente. Sonic SatAM estava passando, aquela parte onde o CD havia cortado! Porém, Sonic tinha um tom mais avermelhado, e aqueles... Olhos pretos, sangrentos, demoníacos. De repente, apareceu uma imagem na tela... Era Sally. Seus olhos estavam faltando. Era como se eles tivessem sido retirados, e o crânio dela fora costurado e fechado novamente. O sangue escorria de sua ferida. Aquilo fez meu estomago revirar. Então voltou para o desenho. Sonic puxou Sally como no episódio, mas então, coisas pularam pra fora de sua boca, fazendo barulhos nojentos e de mastigação. Eu podia até ver a protuberância na garganta de Sally. A pior coisa era que eles pareciam estar curtindo aquilo. Pude ver Tails e Knuckles corrompidos no cenário também. Sonic se afastou. “Então?", ele disse. “Nada mal!”, Sally simplesmente respondeu.

Eu me silenciei e desviei o olhar da tela. De canto, notei algo em minha cama...

Era aquela boneca da Sally que vi no E-bay... Com os olhos faltando.

Tradução: Gabriela Prado

08/03/2016

Duas Faces

É normal se ver casos de pessoas que sofreram choque térmico devido a uma forte mudança climática, casos como essa já aconteceram com pessoas durante o banho, levando até mesmo ao desmaio em algumas situações e nas mais extremas, fazendo com que a pessoa morra, mas esses casos são a minoria.

No entanto há sinistros relatos de algumas dessas vítimas que são no mínimo curiosas, falando que pouco antes do choque térmico aconteceu algo que pode ser considerado no mínimo intrigante. Segundo alguns, durante o banho, viram uma pessoa dentro do banheiro.

Não existe um nome específico para a tal aparição, mas alguns a chamam de "Duas Faces", isso porque embora os relatos variem em diversos detalhes, alguns desses detalhes se fazem presentes na maioria dos casos relatados. A pessoa vai tomar banho e o vapor gerado pela água começa a surgir, fazendo com que o vidro do box comece a ficar embaçado, tudo parece normal até a pessoa perceber o som de uma canção baixa e lenta e quando ela olha pra fora do box, percebe um vulto humano no local, daí quando a pessoa passa a mão no vidro para ver quem é, o vulto aparece bem em frente ao vidro e a pessoa pode ver sua cara, que é caída, como se a pele não estivesse grudada na carne com um aspecto de velha, e então a pessoa ouve ela sussurrar "Duas Faces".

Após isso os relatos variam em detalhes, alguns desmaiam, outros saem correndo e quando abrem o box não há mais ninguém. Todos sofrem choques térmicos e paralisia facial, mas na maioria dos casos é reversível. Não se sabe exatamente porque a entidade fala "Duas Faces", mas alguns dizem que ela tenta se referir ao rosto da pessoa ao sofrer o choque térmico, uma espécie de maldição lançada pelo ser, outros acreditam que a criatura se refere ao seu próprio rosto deformado e tenta substituir o seu rosto pelo da pessoa.

Alguns falam que já a viram de forma diferente, não durante o banho, mas sim no espelho embaçado do banheiro, assim que passaram a mão para se olhar, a viram em um canto. Tem também quem diga que alguns dias após a aparição, ainda ouviram a estranha canção saindo dos ralos dos banheiros. Algumas das vítimas dizem que isso é um aviso e que Duas Faces irá retornar e continuará tentando até conseguir o rosto da pessoa que está sendo atormentada, e essa vai ficar com rosto deformado da criatura para resto da vida.

Então para aqueles que acreditam nessas coisas, fiquem avisados, se estiverem no banho e por acaso ouvirem uma canção, é melhor se virar, desligar o chuveiro e esperar todo o vapor ir embora, pois podem não gostar nem um pouco do que verão se ficarem curiosos.

04/03/2016

Compilação de Lendas Urbanas - parte 3: O experimento russo da privação de sono

Terceira parte do Lendas Urbanas retirado deste link.

                                                                                                                                                                   

Pesquisadores russos, no final da década de 1940, mantiveram 5 pessoas acordadas por 15 dias inalando um gás estimulante experimental. Elas foram mantidas em um ambiente fechado para que monitorassem  cuidadosamente sua inalação de oxigênio a fim de que o gás não os matasse, pois este continha uma grande concentração de toxinas. Isso foi antes da invenção do circuito fechado de câmeras, de modo que só tinham microfones e janelas redondas de vidro de mais ou menos 13 centímetros de espessura na câmara para monitorá-los. A câmara continha com livros, camas dobráveis para dormirem, mas sem roupa de cama, continha água corrente, banheiro e comida desidratada o suficiente para viverem os cinco por um mês.
Russian Sleep Experiment
Os sujeitos testados eram prisioneiros políticos julgados inimigos do estado durante a Segunda Guerra Mundial.
Tudo estava bem durante os primeiros 5 dias, eles quase não reclamavam sobre terem prometido (falsamente) que seriam soltos caso se submetessem ao teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas e notou-se que eles continuavam a falar sobre incidentes cada vez mais traumáticos de seus passados, e no geral o tom das conversas ganhou um aspecto sombrio após o quarto dia.
Após cinco dias, eles começaram a reclamar sobre as circunstâncias e eventos que os levaram para onde estavam e começaram a demonstrar uma paranoia grave. Pararam de falar uns com os outros e começaram a sussurrar alternadamente nos microfones e nas janelas espelhadas. Curiosamente, todos pareciam pensar que poderiam ganhar a confiança dos pesquisadores tornando-se seus camaradas, outros sujeitos em cativeiro com eles. De primeiro, os pesquisadores suspeitaram que fosse um efeito do gás...
Após nove dias, o primeiro deles começou a gritar. Ele correu pela câmara gritando repetidamente por três horas a fio, e continuou tentando gritar, mas apenas conseguiu produzir alguns grunhidos. Os pesquisadores sugeriram que ele havia rompidos suas cordas vocais. O mais surpreendente sobre esse comportamento é como os outros em cativeiro reagiram... ou como não reagiram. Eles continuaram sussurrando nos microfones até o segundo em que começaram a gritar. Os dois que não estavam gritando que pegaram livros, sujaram página por página com suas próprias vezes e as passaram calmamente pela janela arredondada de vidro. A gritaria cessou prontamente.
Assim como o sussurro nos microfones.
Mais três dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que estavam funcionando, pois achavam impossível que nenhum som estivesse vindo dos cinco ali dentro. O consumo de oxigênio na câmara indicava que os 5 deviam ainda estar vivos. Na verdade, essa era a quantidade de oxigênio que cinco pessoas consumiriam em exercício de um nível de esforço muito alto. Na manhã do 14º dia, os pesquisadores fizeram uma coisa que disseram que não fariam para obter a reação dos sujeitos em cativeiro. Eles usaram o interfone dentro da câmara, esperando provocar alguma resposta deles, pois temiam que estivessem mortos ou em estado vegetativo.
Eles anunciaram:

 Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, mantenham distância das portas e deitem-se no chão, ou atiraremos. Bom comportamento garantirá a um de vocês a liberdade imediata.
Para a surpresa deles, ouviram uma única frase dita em uma voz calma responder:

 Não queremos ser libertados.
Um debate se iniciou entre os pesquisadores e as forças militares  que estavam financiando a pesquisa. Incapazes que provocar alguma outra resposta usando o interfone, finalmente decidiram abrir a câmara à meia-noite do décimo quinto dia.
O gás estimulante foi retirado da câmara e esta foi preenchida com ar fresco, e imediatamente vozes dos microfones começaram a contestar. Três vozes diferentes começaram a implorar, como se estivessem implorando pela vida de seus amados, para que voltassem com o gás. A câmara foi aberta e os soldados entraram para recolher os sujeitos testados. Eles começaram a gritar mais alto do que nunca, assim como os soldados o fizeram quando viram o que havia lá dentro. Quatro dos cinco sujeitos estavam vivos, embora nenhum pudesse dizer com certeza o estado de nenhum deles em "vida".
As rações de comida não haviam sido muito tocadas após o quinto dia. Havia pedaços de carne da coxa e da bochecha do sujeito testado morto dentro do ralo no centro da câmara, bloqueando-o e fazendo com que mais ou menos 10 centímetros de água se acumulasse no chão. Nunca foi determinado com precisão o quanto de água era na verdade sangue. Todos os quatro "sobreviventes" testados também tinham grandes pedaços de músculo e pede arrancados de seus corpos. A destruição da carne e o osso exposto nas pontas dos dedos indicavam que os ferimentos haviam sido feitos usando a mão, e não com os dentes, como os pesquisadores inicialmente pensaram. Uma examinação mais de perto sobre a posição e dos ângulos das feridas indicaram que a maioria, se não todas, haviam sido feitas pela própria pessoa.
Os órgãos do abdômen abaixo da caixa torácica de todos os quatro sujeitos testados foram removidos. Enquanto o coração, pulmões e diafragma permaneciam em seus lugares, a pele e a maioria dos músculos ligados às costelas haviam sido arrancados, expondo os pulmões através da caixa torácica. Todas as veias e órgãos permaneceram intactos, somente tendo sido tirados e colocados no chão, espalhando-se em volta dos corpos eviscerados porém ainda vivos dos sujeitos. O trato digestivo dos quatro podia ser visto trabalhar, digerindo comido. Rapidamente se tornou aparente que o que eles digeriam era sua própria carne que haviam arrancado e comido ao longo dos dias.
A maioria dos soldados no local fazia parte das operações especais russas, mas muitos continuaram se recusando a retornar à câmara para retirar os sujeitos testados de lá. Eles continuavam a gritar para serem deixados na câmara e imploravam alternadamente e exigiam que o gás fosse novamente acionado, a fim de que não dormissem...
Para a surpresa de todos, os sujeitos iniciaram uma batalha feroz no processo de serem retirados da câmara. Um dos soldados russos morreu por ter tido sua garganta rasgada, outro foi gravemente ferido, pois teve os testículos arrancados e uma artéria em sua perna pelos dentes de um dos sujeitos. Outros cinco dos soldados perderam suas vidas, se você contar aqueles que cometeram suicídio nas semanas após o incidente.



Durante a luta, um dos quatro sobreviventes do teste teve seu baço rompido e começou a sangrar quase que instantaneamente. Os médicos pesquisadores tentaram sedá-lo, mas perceberam que seria impossível.  Injetaram doses morfina nele mais de dez vezes, e ele continuava a lutar como um animal encurralado, quebrando as costelas e o braço de um dos médicos. Quando seu coração bateu durante dois minutos, ele sangrou tanto que havia mais ar do que sangue em seu sistema. Mesmo após ter parado de sangrar, ele continuou a gritar e a se debater por mais 3 minutos, lutando contra qualquer um que chegasse e apenas repetindo a palavra "MAIS" repetidamente e cada vez mais fraco, até que finalmente ficou em silêncio.
Os outros três sobreviventes foram contidos e movidos para uma unidade de saúde. Os dois com as cordas vocais intactas imploravam sem parar pelo gás, exigindo serem mantidos acordados...
O mais ferido dos três foi levado para a única sala de cirurgia que a unidade tinha. No processo de preparar o sujeito para ter os seus órgãos novamente dentro de seu corpo, descobriram que ele era imune ao sedativo que o deram para prepará-lo para a cirurgia. Ele lutou furiosamente contra a imobilização quando o gás anestésico foi colocado para apagá-lo.Conseguiu rasgar quase que completamente uma tira de couro de mais ou menos 10 centímetros de largura presa em seu pulso, mesmo que um soldado de 90 kg também estivesse segurando o seu pulso. Foi necessário apenas mais um pouco de anestésico para apagá-lo, e no instante em que seus olho se fecharam, seu coração parou. Na autópsia, que aconteceu na mesa de operações, foi descoberto que seu sangue continha três vezes mais oxigênio do que o normal. Seus músculos que ainda estavam grudados ao esqueleto estavam bastante desgastados, e ele quebrou 9 ossos em sua luta para não ser sedado. A maior parte desses machucados foram feitos pelos próprios esforços do paciente.
O segundos sobrevivente tinha sido o primeiro do grupo de cinco a começar a gritar. Suas cordas vocais foram destruídas e ele não conseguia implorar ou exigir uma cirurgia, e sua única reação era chacoalhar a cabeça violentamente em sinal de desaprovação quando a o gás anestésico foi colocar perto dele. Ele chacoalhou a cabeça durante as 6 horas do procedimento de recolocar seus órgãos abdominais e tentativa de recobri-lo com o resto de pele que tinha. O cirurgião que coordenou a operação afirmou repetidamente que seria possível que o paciente sobrevivesse. Uma enfermeira horrorizada que assistia à cirurgia afirmou ter visto a boca dos pacientes curvar-se em um sorriso inúmeras vezes, sempre que seus olhos encontravam os dela.
Quando a cirurgia acabou, o sujeito olhou para o cirurgião e começou a ofegar muito alto, tentando falar enquanto lutava contra sua respiração. Entendendo que isso deveria ser algo extremamente importante, o cirurgião pegou uma caneta e um bloco de notas para que o paciente pudesse escrever sua mensagem. Era simplesmente: "Continue a cortar".
Os dois dois sujeitos foram submetidos à mesma cirurgia, ambos com anestesia. Entretanto, tiveram de injetar neles paralisantes para que a operação prosseguisse. O cirurgião disse que era impossível prosseguir enquanto os pacientes riam sem parar. Uma vez paralisados, eles apenas podiam seguir os pesquisadores presentes com os olhos. O paralisador saiu de seus sistemas em um perioco curto de tempo fora do normal, e logo eles já estavam tentando se soltar. No momento em que conseguiram falar, perguntaram novamente pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar o motivo que eles haviam se machucado, porque haviam arrancado suas próprias vísceras e o porquê de quererem tanto o gás de novo.
Apenas uma resposta foi dada: 
 Eu devo permanecer acordado.
 A imobilização dos três sujeitos foi reforçada e eles foram colocados de volta na câmara, à espera de uma determinação sobre o que deveria ser feito com eles. Os pesquisadores enfrentavam a ira de seus "benfeitores" militares por terem falhado com os objetivos de seu projeto, que considerava a eutanásia para os sobreviventes da pesquisa. O comandante, um ex-KGB, em vez disso, viu potencial, e quis ver o que aconteceria se eles fossem colocados de novo sob o gás. Os pesquisadores refutaram veementemente, mas rejeitaram suas opiniões.
Durante a preparação para serem colocados na câmara novamente, os sujeitos foram conectados a um monitor de eletroencefalograma, e suas amarras foram acolchoadas para que aguentassem o longo tempo de confinamento. Para a surpresa de todos, os três pararam de lutar no momento em que os avisaram de que voltariam para o gás. Era óbvio que à essa altura os três estavam se esforçando muito para permanecerem acordados. Um dos que podia falar cantarolava alto e sem parar; o que era mudo, torcia suas pernas contra a tira de couro com toda a sua força, primeiro a esquerda, depois a direita, e a esquerda de novo para ter algo em que se focar. O último sujeito afastava sua cabeça do travesseiro e piscava rapidamente. Tendo sido o primeiro a ser conectado ao aparelho de eletroencefalograma, a maioria dos investigadores estavam monitorando suas ondas cerebrais surpresos. Elas eram normais na maioria do tempo, mas às vezes sumiam inexplicavelmente. Parecia que ele estava sofrendo repetidamente de morte cerebral antes de voltar ao normal. Conforme eles focaram no papel que saía do monitor de ondas cerebrais, apenas uma enfermeira viu seus olhos se fecharem no mesmo instante em que sua cabeça deitou-se sobre o travesseiro. Suas ondas cerebrais imediatamente mudaram para as de sono profundo, e então caíram pela última vez conforme seu coração parou simultaneamente. 
O último sujeito que sobreviveu que podia falar começou a gritar para ser  selado naquele instante. Suas ondas cerebrais estavam retas como as do homem que acabara de morrer após adormecer. O comandante deu ordens para selar a câmara com os dois sujeitos lá dentro, assim como os 3 pesquisadores. Imediatamente um dos pesquisadores sacou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, e então virou sua arma para o sujeito mudo e atirou em sua cabeça também.
Ele apontou sua arma para o sujeito que restava, ainda preso à cama enquanto os outro membros da equipe de médicos e pesquisa saía da sala. 

 Não serei selado aqui com essas coisas! Não com você!  ele gritava ao homem amarrado à cama.  O QUE VOCÊ É?  ele ordenava.  EU EXIJO SABER!
O sujeito sorriu.
 Como você esqueceu assim tão fácil?  o sujeito perguntou  Nós somos vocês. Somos a loucura que se esconde em todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento no fundo de sua mente animalesca. Nós somos o que você esconde em suas camas toda noite. Nós somos o que vocês sedam em silêncio e paralisam quando atingem o paraíso noturno onde não podemos nos levantar.
O pesquisador parou, e então mirou no coração do sujeito e atirou.
O aparelho de eletroencefalograma zerou enquanto o sujeito gaguejava sem força:

 Qua... se... livre..."


01/03/2016

Microcontos de terror

Aqui vão alguns microcontos de terror encontrados neste site aqui.

                                                                                                                                                                   

"Eu continuo a alimentando, mas ela sempre me diz que está com fome. Não sei o que farei quando a vizinhança ficar sem gatos."

"A primeira vez que pinguei sangue no livro foi sem querer, mas meu desejo ainda assim foi concedido. O único problema é que você precisa do sangue de uma pessoa diferente a cada desejo."

"O cabelo de uma mulher é sua característica mais atraente. Acho que nunca ficarei satisfeito."

"O choro dela ao pé da cama me acordou. Eu queria perguntar à minha namorada o que estava acontecendo, mas ela estava encolhida ao meu lado."

"Era uma coisa de bom samaritano atravessar a velhinha para o outro lado, mas ela não largou minha mão após dizer 'obrigada'. Ela me arrastou pela calçada até a casa dela, e em vão eu tentei me soltar de sua mão."

"Tudo na minha geladeira está no lugar errado. Não reconheço nenhuma das marcas nos rótulos."

"Achei que as pessoas estavam me achando engraçado, como se eu fosse algo nojento ou terrível. Levou um tempo para eu perceber que elas estavam olhando por cima do meu ombro."

"Sou nova na cidade, todos parecem muito legais. Ninguém diz nada, mas sorriem e acenam quando tento falar com eles."

"Meu histórico da internet tem centenas de sites pornográficos de fantasia violenta logados que nunca visitei. Eu moro sozinho há seis anos."

"A mulher em minha cama e em minhas fotos não é minha namorada. Quando perguntei quem ela era, ela me respondeu: 
- Não quer fazer este trabalho?"

"Meu filho tem amigos por perto o tempo todo. Acho que nunca vi nenhum deles ir embora."

"Achei uma arma na mesa do meu chefe. Tinha um post-it colado nela, onde se lia "Em breve"."

"Minha esposa começou com jardinagem, mas nunca a vi comprar fertilizante. Minha ex parou de me perturbar com ligações há uma semana."

"Faltou luz e os únicos em casa somos eu e meu cachorro. Então, quem continua dizendo o meu nome?"

"Mais cedo, meus vizinhos me perguntaram sobre a garota bonita que viram entrando e saindo de meu apartamento bem tarde da noite. Eu não tenho namorada e não convido ninguém para vir aqui há meses."

"Nossa casa era uma das mais antigas na cidade antes do incêndio. Agora só preciso descobrir para onde os meus pais se mudaram depois que saí."

"Minha esposa e eu estamos juntos há dezoito anos. Encontrar as partes substitutas dela é um preço pequeno a se pagar por esse tipo de felicidade"

"Achei que o pedaço de pele seca fosse descascar quando eu coçasse. Eu não esperava que meu dedo fosse afundar no buraco que fiz, ou que fosse tão frio lá dentro."

"Todos no shopping pararam o que estavam fazendo e olharam para mim quando o telefone tocou. Eles não piscaram ou se moveram quando li a mensagem de texto que recebera: 'Te encontrei' ".

"O saco de lixo suportava trinta litros. Eric pesava apenas seis, então seria grande o suficiente, certo?"