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Nunca confie em seus vizinhos

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Eu morei nesse condomínio desde os meus quatro anos de idade, meus pais estavam felizes na época (e muito bem resolvidos) em finalmente poderem sair da nossa casa velha e despedaçada pra morar nesse condomínio de 10 andares (que apesar de também ser velho, de acordo com minha mãe, seu tamanho interno era muito maior do que nossa pequena casa). Moramos no oitavo andar desde então.

Muitas das minhas amigas de escola me perguntavam se podiam passar o fim de semana lá em casa. Eu sempre perguntava a minha mãe sobre isso, afinal, eu era doida para brincar ou assistir desenhos com alguém durante minha infância e a resposta era sempre a mesma: um sonoro ‘’Não’’. Algo que mais tarde, eu entenderia o motivo.

Sempre achei esse condomínio chato e grande parte da minha infância e início da minha adolescência, por incrível que pareça de todos os dez andares, nunca houve nenhuma criança que eu pudesse brincar na minha infância ou posteriormente na minha adolescência, ninguém da minha idade pra eu pelo menos conversar. Isso sempre foi um saco pra mim, afinal, uma das vantagens de se morar em um condomínio é poder conhecer ou talvez apenas coexistir com outras pessoas num mesmo ambiente. Certo?

Desde que me mudei pra cá, uma velha condômina recém-chegada a meia idade, me chamou atenção. Sempre quando era de noite, ela ligava o interruptor do corredor e deixava a luz acesa ou quando era visitada por sua filha de 30 anos, pedia duas vezes ou mais para a garota se certificar de trancar a porta quando chegava e quando saia (aparentemente, a moça jovem adulta tem uma cópia da casa). Minha mãe e meu pai nunca se deram bem com ela e sempre me pediram pra andar afastado dela e principalmente de tomar cuidado. Bah! Pura bobagem, eu passei a pensar no inicio da minha puberdade quando tomei noção das coisas e tive minha primeira menstruação. Porém, com o passar do tempo, toda a conduta daquela mulher passou a me deixar profundamente perturbada.

Em reuniões com o sindico de acordo com meu pai, ela sempre era contra colocarem uma lâmpada com sensor de presença (uma das razões de ainda não existirem no corredor estreito próximo a seu apartamento) e qualquer tipo de inovação existente (como câmeras dentro do nosso condomínio, que até essa época, inexistentes). De dia, eu nunca conseguia ouvi-la, seu condomínio era o mais silencioso de todos os outros, menos nos dias de sábado, onde as vezes, eu jurava poder ouvir gritos e barulhos de choro vindo na direção de seu apartamento. Com o passar do tempo, também passei a suspeitar que ela talvez sofresse de algum distúrbio mental como depressão, ou na pior das hipóteses, esquizofrenia. Minha mãe disse que acredita que ela seja uma viúva.

Recentemente, meus pais se separaram e acabei ficando na custódia de minha mãe (meu pai saia pra beber cedo do dia e voltava tarde da noite, quase desmaiando de bêbado).

E bem, os eventos que vou contar me aconteceram recentemente e me deixaram ainda mais chocada com toda essa situação. Foi um sábado comum durante o dia, mas tudo começou durante a noite. Mamãe já tinha ido dormir, porém eu estava um ataque de terrores noturnos, acordei e olhei pro meu celular, eram 3h da manhã exatas, eu não lembrava o motivo de ter acordado no meio da noite e estar suando daquele jeito. Descansei minha cabeça na minha almofada e olhei pro canto do meu quarto, olhei fixamente pra lá e gelei. Pude ver uma figura alta e pálida se aproximando da minha cama, parecia ser um homem, usava roupas estranhamente largas e expressava um sorriso diabólico no rosto e olhos grandes e esbugalhados, gritei forte e fechei meus olhos e pude ouvir risos profundos e contínuos vindo do meu quarto, era ele, ou sei lá oque era aquela maldita criatura no meu quarto, comecei a repetir na minha cabeça que aquilo não era real e ele não parava de gargalhar....até que parou. A luz do meu quarto estava acesa e minha mãe estava parada em frente a porta, ela veio até a mim, perguntou se estava tudo bem e eu contei tudo oque aconteceu a ela. Ela disse que estava tudo bem e que talvez tivesse sido somente um sonho ruim e que nós estávamos seguras no oitavo andar e me convidou para dormir num colchão no mesmo quarto que ela. Tentei relaxar minha mente, fui até lá e me deitei no colchão situado no chão, ‘’Está tudo bem’’ aquela voz relaxante de alguma forma ecoou na minha cabeça a noite toda, não parecia ser da minha mãe, era uma voz masculina e grossa e pude jurar que estivesse tendo um sonho dessa vez.

No dia seguinte, acordei e não consegui enxergar minha mãe na cama, era cedo da manhã, vasculhei por toda a casa e não a encontrei, tentei procurar pelo menos um bilhete e também não achei, era estranho demais pra ser verdade. Saí do meu condomínio e notei que a porta da velha senhora que era minha vizinha estava completamente aberta em pleno domingo, tudo parecia tão estranho que questionei se estava realmente num sonho ou já tinha acordado, andei pelo corredor e me dirigi a porta da casa dela.

Parecia loucura tudo aquilo que estava acontecendo, mas de algum jeito, eu precisava saber oque estava acontecendo e pensei que como dentro do nosso condomínio não haviam câmeras, não faria mal ver oque tudo isso significava, algo dentro de mim me disse pra entrar no apartamento dela e no fim-eu entrei.

A casa tinha um cheiro incontrolavelmente ruim, fui até a cozinha e pude notar uma torre de pratos e copos não lavados, o chão era sujo e o carpete da sala estava volumoso por baixo e cheio de baratas entrando e saindo por ele, um sentimento de repugnância misturado com o medo do que poderia encontrar me fez embrulhar o estômago. Decidi ficar longe do tapete e explorei o resto da sala, havia uma televisão velha preto-e-branco com interferência que eu não sabia de forma alguma como ainda estava ali, um VHS estava localizado conectado a tevê e uma variedade de fitas se encontravam numa coleção, algumas com nomes bizarros como ‘’A vida não tem sentido’’, ‘’Auto-mutilação, um ritual xamã de invocação’’ e ‘’Não existe felicidade’’. Andei pelo corredor até o último quarto (o resto dos quartos estava trancado de alguma forma) e acabei vomitando com oque vi.

Um banco estava no chão estrategicamente e a corda estava amarrada numa hélice do ventilador-de-teto, a velha mulher estava com a corda pendurada em seu pescoço e seu corpo roxo e sem vida estava suspenso sobre o ar como se fosse mera mobília de decoração do quarto. Seus olhos eram vazios e seu rosto havia uma expressão de melancolia profunda, dentro de sua boca saíram baratas que percorriam todo seu corpo e na cama...havia um bilhete anotado num papel velho.

‘’Eu me arrependo do que fiz há anos atrás. Eu sei que não deveria ter feito, ele me avisou que quando fosse o dia certo, num sábado, ele viria aqui pra pegar tudo que restou de mim, esperei 25 anos da minha vida e sempre pedi que minha filha nunca viesse aqui num sábado e foi hoje que descobri, foi hoje que vi que ele veio, pude sentir sua presença daqui, ele disse que queria fazer um sacrifício e que se eu morresse antes do dia, ele teria que levar alguém inocente, me perdoem...’’

Pude notar marcas de lágrimas secas nessa parte da carta, oque tornava ilegível certa parte do texto (que já possuía vários garranchos por sinal), continuei a ler mesmo assim

‘’...Eu não pude evitar, preferi morrer assim do que ser levada por ele. Me perdoem.’’

Eu ainda não podia acreditar no que havia lido. Saí do quarto rapidamente e fui até a sala e me aproximei do tapete, mesmo sabendo que oque eu veria não seria bom, me deitei e olhei oque estava debaixo do carpete e vi o rosto pálido da minha mãe ali, sua boca estava preenchida por partes do seu intestino propositalmente, como se uma pessoa muito doente tivesse a matado e colocado tripas na sua boca. Não sabia se me sentia triste ou enojada. Chorei compulsivamente enquanto olhava pro seu rosto. Me levantei com meu coração ardendo de dor e novamente com vontade de vomitar. Olhei para a porta na qual entrei e vi que tinha sido arrombada. Eu estava prestes a ligar pra policia quando subitamente me lembrei de algo, algo que me fez gelar e sentir um profundo medo do que quando eu vi o homem pálido no meu quarto.

Minha mente me levou de volta pra noite anterior, quando minha mãe disse que estava tudo bem...ela parecia estranha, seus olhos pareciam olhar fixamente pra mim, mas eu não me importei. Quando ela me levou pro seu quarto e me apontou o colchão no chão, eu estava sonolenta e havia olhado pra janela (mesmo que havia demorado pra eu lembrar) e ela estava aberta, a cortina estava para o lado e a janela estava visivelmente destrancada e com o reflexo da lua refletindo sobre o quarto, criando um jogo de luzes. Eu havia me deitado no colchão e minha mãe havia se sentado do meu lado e acariciado meu cabelo e dito novamente ‘’Tudo bem’’.

Que engraçado... Sua voz parecia tão grossa e masculina quando ela repetiu aquilo nos meus ouvidos.

Autora: Daniela Barros

13 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. D+ a quanto tempo não entro aqui kkk

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  3. Pô, curti, acho legal quando as creepys deixam um mistério no ar, ficamos criando teorias rs

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  4. Não achei das melhores, e dessa vez de fato observei alguns erros gramaticais de de concordância. Mas o que importa se o material normalmente é top? Ideias muitas vezes sensacionais.

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  5. Meeehhh... Um pouco fraquinha, mas gostei

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  6. Não entendi, o homem vinha pegar a menina mas pegou a mulher estranha?

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    1. A mulher estranha pelo o que eu entendi dez um pacto com o homem e talz, e depois de um tempo, em um sabádo ele viria tirar a vida dela, caso ela morre-se antes ele tiraria a vida de uma pessoa inocente, que no caso foi a mãe da menina

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  7. Legalzinha ;) nao curto muito essas creepies de demonios mas n foi ruim tb.. 7/10

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  8. Eu gostei bastante apesar dos erros

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  9. Teve vários erros, faltou aprofundamento na historia, usar o parênteses muitas vezes não fica tão bom, tente colocar na história essa parte q ficou entre parenteses pq qnd aparece um parênteses com uma informação que as vezes nem é tão relevante quebra o clima.
    Mas no geral ficou boa, a ideia tava muito legal, no começo nem parecia q era btbrasilei, eu percebi qnd falou do pai bêbado kkkkkk
    Mas continue escrevendo, q vc tem talento.
    Espero ver mais Creepypastas suas aqui.

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