10/10/13

Amarga realidade

Quando eu era criança eu tinha uma imaginação muito fértil. Criava cenários em minha mente, pensava em personagens e preparava toda uma história para por a minha irmãzinha para dormir... Eu acreditava que tinha talento para isso. Meus pais sorriam quando comecei a usar meus talentos artísticos na escola. Pinturas, histórias, músicas... e minha mãe me abraçava e sussurrava em meu ouvido;

“Terry, você tem um presente incrível.” E esse presente ficou comigo por toda a minha vida.

No ensino fundamental eu não tinha muitos amigos, então comecei a cria-los. Em minha mente. Eu tinha um novo amigo todos os dias. Então comecei a desenha-los em um dos meus livros. As crianças riam de mim mais eu não ligava. Eu tinha a minha mente, e ela era a minha amiga. Eu sentava sozinho e conversava com meus personagens. Eles também tinham personalidades diferentes. Os professores riam sempre que eu passava por eles.

“Como vai a sua imaginação?”

“Bem,” Eu respondia, “Frank brincou comigo hoje.”

“Que legal querido. Agora vamos para a aula.”

Isso é tudo que me lembro daquela época, além das minhas aventuras imaginárias. Mas no ensino médio, conheci uma garota. Eu nunca tinha feito um... amigo de verdade antes, então eu estava realmente tímido. Eu me aproximei dela e comecei a conversar.

“Olá, sou o Terry.” Sorri para ela, ignorando meus amigos imaginários dando risinhos atrás de mim. Eu nunca havia me expressado tanto fora da minha imaginação.

“Oi, meu nome é Janet,” Ela falou em um tom doce. “Quer ser meu amigo?”

Desse momento em diante passei grande parte dos meus dias com a Janet. Meus amigos imaginários logo começaram a partir, desapareceram e sumiram da minha memoria. Mas eu tinha uma amiga. Não uma amiga de mentira, era uma amiga de verdade. Uma amiga com quem poderia conversar com quem poderia brincar.

Saímos em encontros por alguns anos depois que nos formamos. Tínhamos o mesmo emprego, passamos e viver juntos, tínhamos todo o tempo que precisávamos para ficarmos juntos. Então, quando completei vinte e cinco anos, fiz a proposta para ela. E ela disse sim!

Planejamos nosso casamento nos próximos seis meses, e alguns dias antes do casamento Janet conversou comigo:

“Depois que nos casarmos, podemos ir para algum lugar?” Ela perguntou.

“Sim,” Eu respondi feliz. “Eu sempre quis ir para a França. Você quer ir para lá?”

“Então vamos para a França!” Ela respondeu feliz. Me abraçando apertado. Então as paredes do quarto de onde estávamos começaram a ficar brancas. Um branco profundo. Como nenhum outro branco que eu já tinha visto. Os móveis começaram a dissolver, as luzes desapareceram e eu agarrei Janet e corri para a porta. Pus a mão na maçaneta e... me virei e olhei para trás. O quarto estava vazio, apenas eu e Janet estávamos ali dentro. As paredes estavam preenchidas por travesseiros e havia uma cama em um canto. Olhei para Janet, ela olhou para mim. Então ela começou a desaparecer, lentamente no inicio e depois ficou mais rápido, e rápido. Tentei segura-la mais os meus braços estavam presos por dentro de uma grande camisa. Eu tentei, tentei e tentei, mas não consegui me soltar. Eu a vi desaparecer. Meu amor, minha vida, minha única amiga. Se foi. Me deixando nesse quarto vazio, nessa prisão. Nesse... nesse hospício.

28 comentários:

  1. Creepy boa, mas no meio ficou claro o que iria acontecer no final.

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  2. Boa mais nao deu pra intender direito se a historia dos amigos imaginarios deles foram reais ou era so a loucura dele depois de velho

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    1. Ele tinha ficado louco antes mesmo de entrar no ensino medio ele criou tudo, ele acabou confundindo tudo, pra ele, ele tinha conhecido uma garota e pediu ela em casamento mais isso so fez parte de sua imaginação

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  3. No começo foi empolGANTE, mas o meio, como o Igor disse, nos deu uma prévia do final e desmoronou a esperança.

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    1. Também acho! XD
      Se o mundo real não serve, então viva mesmo no imaginário. A realidade é percepção, afinal de contas, então tudo o que pode ser sentido é real...

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    2. então quer dizer o que pode é real pode ser sentido, contas de afinal, percepção é realidade a.

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    3. -Alô, policia? É que eu quero denunciar um povo mt zuero no CPBR....

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  5. A historia da minha vida!
    menos a parte do hospicio é claro

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    1. Ou será que não? Ou será que toda sua vida até agora foi baseada em mentiras e que na verdade "nós" estamos fazendo uma lobotomia em vc por uma suposta crise que vc teve semana passada pela abstinencia de remedios ..

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  6. aff o slender nao deixa eu kibar :'C

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  7. aff o slender nao deixa eu kibar :'C

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  8. O grupo no skype já foi criado. Precisamos de mais gente

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  9. ou tem outra opção ele pode ter matado a janette por isso ele foi pro hospicio

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  10. Eu tinha amigos imaginários quando tinha 4 anos- sinistro

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  11. Meus amiguinhos imaginarios disseram q isso é super normal! hunf!

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  12. Deve ser por isso que minha mamãe, hoje de manhã, me disse que eu sou uma criança muito especial, enquanto colocava delicadamente um remedio em minha boca :)

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