11/02/2017

A Melhor Ideia

Meu nome é Louise e moro na França com a minha mãe Augustine.

Eu tinha uma irmã chamada Francine, éramos gêmeas e super unidas, fazíamos tudo juntas e nossa época favorita era o inverno. Saiamos com nossa mãe para comprar belos casacos e caminhar até a Torre Eiffel. Era incrível admirar aquela torre coberta de neve.

No nosso aniversário de 17 anos tivemos uma festa na piscina, todos os nossos amigos da escola estavam presentes, foi melhor festa que tivemos juntas, mas também foi a última.

Poucos dias após a festa ela desenvolveu uma pneumonia aguda, os médicos fizeram tudo o que podiam, mas ela não resistiu. Chorei durante dias e mal comia, minha mãe tentava ser forte, mas seus olhos sempre estavam vermelhos de tanto chorar.

A parte mais difícil foi ir ao enterro e ver a terra sendo jogada sobre o seu caixão branco, lembro-me de ter ajoelhado e gritado no momento em que a última pá de terra foi jogada.

Com o passar dos dias a dor não diminuía, éramos tão ligadas e a dor era tão forte que o tempo parecia não passar. Minha mãe nunca mais foi a mesma, estava sempre no quarto chorando assim como eu. Às vezes eu ia até o sótão brincar com as bonecas velhas dela, dava para esquecer um pouco daquele momento tão difícil, mas quando voltava para o meu quarto a tristeza preenchia tudo ao meu redor; juro que tentava ser forte, mas não dava.

Minha mãe entrou numa forte depressão e eu tive que dar forças à ela mesmo sem ter nenhuma, os calmantes faziam-na dormir o dia inteiro e eu tinha que me virar, foi nessa época que aprendi a fazer todas as tarefas domésticas e ainda arranjar tempo para estudar. Eu arrumava toda a casa menos a cama da minha irmã que ficava ao lado da minha, o seu cheiro ainda estava lá junto com alguns fios de cabelo ruivo em seu travesseiro azul. 

Costumava entrar no closet, as vezes passava um sábado inteiro lá dentro, todos aqueles casacos que compramos juntas me deixavam mais perto das boas memórias, nem acendia a luz só ficava lá sentada abraçando o casaco de linho preto que ela sempre usava.

Passados alguns meses eu já estava um pouco melhor e minha mãe continuava a tomar remédios sem parar, tinha se viciado e não importava o quanto eu implorasse, sempre encontra um frasco vazio no lixo do banheiro.

Faz um mês que encontrei a minha mãe morta em cima da cama, em suas mãos havia um frasco de antidepressivo vazio, sua pele estava pálida e gelada, seus olhos borrados de maquiagem entregavam as lagrimas que tinha derramado antes de morrer. Naquele mesmo momento decidi que não ia perder a minha mãe também, não suportaria passar por mais um velório. Fui até o banheiro, peguei algodão, loção demaquilante e as maquiagens que ela guardava na bolsa e retoquei tudo, parecia viva novamente. Foi naquele momento em que tive a melhor ideia que poderia ter tido na vida.

Arrastei minha mãe até o meu quarto e a coloquei com muito esforço em cima da cama de Francine, nem sei de onde tirei tanta força, talvez minha irmã estivesse me ajudando. Peguei 15 euros em sua bolsa e fui até outro lado da rua onde existe uma loja de fantasias, comprei uma peruca ruiva com franja idêntica ao cabelo da minha irmã.

De segunda a sexta-feira eu fico com a minha irmã no quarto e visto casacos nela. Aos finais de semana é a vez de ficar com a minha mãe e sempre conversamos sobre tudo inclusive sobre o atendente gatinho da loja de fantasias, acho que ele gosta de mim.

Minha mãe guardava muito dinheiro em casa então eu não preciso trabalhar por enquanto, mas confesso que gasto bastante com aromatizador de ambientes, o corpo dela está apodrecendo cada vez mais e eu não posso deixar que os vizinhos percebam e tirem a minha família de mim. 

(Autor: Andrey D. Menezes)
Agradecimento especial a Divina que me dá muito apoio :) <3 


36 comentários:

  1. Kkk, andrey deixou o melhor para o final.
    Creepy cliché 7/10

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  2. Para um autor que comecou a um mes, ja ta foda. Parabens pela evolucao car

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  3. Ta bom para alguem que ta aqui a pouco tempo...Ficou meio cliche, mas...Ta bom...6/10

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  4. Pessoal critica muito o Andrey, mas tudo sem razão. É um cara começando e tropeçando aos poucos, mas tem se mostrado um ótimo escritor!! Admiro!

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  5. Adorei a atitude de mudar os créditos para sua posição correta, parabéns pela creepy. Tu avançou muito nessa aí, parabens msm, foi legalzinha.
    5/10

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  6. E eu esperando um fantasma e o Andrey me joga uma esquizofrênica na cara!!!
    Muito bem garoto!!!

    Continue assim!!

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  7. Cara, eu fico zuando ele que ele é o "Rei do Plot Twist" mas a própria história dele no CPBR é um plot twist. Eu mesmo, nos primeiros posts dele ficava falando comigo mesmo "Que bosta, é o cúmulo do desespero o CPBR ter colocado esse cara pra fazer post" aí ele vem e PAHHH
    Ele começa a fazer um monte de post foda. Caralho cara, já está na hora de passar pra outro tipo de história, não?

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  8. Curti bastante, Andrey! Você tem lá uns tropeços, mas se esforça bastante e a gente nota o resultado :)
    Continue escrevendo!

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  9. Da pra notar sua evolução! Parabéns

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  10. Incrivelmente coincidência a personagem morta de bates motel se chamar norma Louise bates?
    Cara, me diz que vc não se inspirou na série, e eu como um rato morto!

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  11. Nossa gente para de pegar no pé do menino... Pelo menos agora tem post quase todo dia

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    1. Acho q é pq o pessoal prefere qualidade do q quantidade

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  12. Nossaaaaaaaa alguém da família morreu ela surtou e mantém o cadáver ESTOU ABISMADO COM TANTA ORIGINALIDADE

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  13. Que show, mt boa a creepy
    Continue assim!

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  14. Ta muito boa apesar do cleche mas tirando isso e considerando que o Andrey ta escrevendo a um mes percebo a evolução parabens cara

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  15. "o motivo da mamae andar de cadeira de rodas"

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  16. O bagulho é tão loko q até o cadáver tem dupla personalidade... Deve ser pra economizar defunto

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