16/10/2017

Foi a pior coisa que ele já viu

ATENÇÃO: ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE.


Quando meu velho amigo da escola, Eric, ligou para casa, eu fiquei mais do que chocado. E pensar que ele lembrava o número. Havia trocado meu celular várias vezes desde a última vez que havia falado com ele.



"Quanto tempo, Keener", ele disse para mim.

"Você ainda se lembra do apelido também", respondi, sorrindo para o nada.

"Nunca esqueço", ele disse, rindo, "Então, vou estar na cidade esse final de semana, só no sábado, você está livre?"

"Sim cara, vai ser ótimo ver você."

"Digo o mesmo. Darren e Gazz ainda estão por aí?"

"Não, eles foram para a universidade e eu meio que perdi o contato."

"Você é bom nisso", ele disse, se referindo ao fato de não termos conversado por um longo tempo.

"Ei, é uma via de mão dupla."

"Brincadeira, nos vemos no Charlie's às sete?"

"Sim, é um dos únicos lugares que ainda tem aqui. Quando o mundo acabar, a última coisa a sumir provavelmente vai ser aquela placa."

Nós dois rimos.

"Estou ansioso para te ver."

E foi isso. Uma conversa rápida, como se não houvéssemos nos separado nem por um dia, imagina quatro anos.

É incrível como sua cidade natal muda conforme o tempo. Quando você mora nela, as mudanças são pequenas e infrequentes, é como se nunca mudasse realmente. Mas para o Eric, ia parecer tão diferente. A biblioteca do cruzamento era agora uma pilha de entulho. O posto policial era meu vizinho, vindo da extremidade da cidade. E os semáforos, eles não estavam lá antes. Mas agora eles brilhavam em fases como luzes natalinas.

Cheguei ao Charlie's. A placa de neon desafiava os anos enquanto iluminava o céu noturno. Ela zumbia e piscava, chamando a atenção dos clientes, persuadindo-os a entrar. Sabendo que dentro seria aconchegante, e teria cerveja no balcão.

Uma fumaça fedorenta me cumprimentou assim que abri a porta. A jukebox retrô dava seu máximo em tocar a música country que lhe empurraram; como um velho recitando canções que há muito esquecera. E lá estava ele, sentado em um banco de frente com o bar.

"Ei, Eric, já podemos te chamar de Doutor?"

Ele corou, "Ainda não, Mike, tem mais alguns anos até poderem."

"Bom te ver, cara", ele disse, me dando tapinhas nas costas.

Ele exalava álcool.

"Igualmente. A quanto tempo está aqui bebendo? Seu hálito parece vodka pura!"

"Eu cheguei um pouquinho mais cedo, e temos que viver o presente."

O encarei, preocupado em ter ofendido meu velho amigo. Pelo que pareceram minutos, nós permanecemos olhando um nos olhos do outro, até que Eric se rendeu, um sorriso apareceu em seu rosto.

"Tô zoando! Só porque fui para a faculdade de medicina, não significa que não tenho senso de humor."

Aliviado, eu sorri de volta.

"Deveríamos pegar uma mesa?" Eu perguntei.

"Tudo no seu tempo; deixe eu te pagar uma bebida, qual você quer?"

"Uma cerveja?"

"Bom, pelo menos seu gosto não mudou. Ei Mike, você se lembra de quando Darren bebeu todo o Miller Light do seu pai? Nós o encontramos numa piscina de vômito no porão."

"Sabe, meu pai ainda menciona isso quando descemos lá. A marca do vômito ainda aparece no concreto", eu disse rindo.

Era como se ele nunca tivesse me deixado.

Peguei minha cerveja e nos dirigimos para uma mesa.

"Então, como a Universidade te tratou?" perguntei.

"Foi bom, bom. Trabalho pesado, mas vale a pena."

"Por que você não voltou antes?"

"Uh," ele gaguejou.

"Tudo bem, você não queria se misturar com a gente, caipiras, é muito baixo para o seu nível." Respondi.

"Ah, cara, não é bem assim."

"Estou brincando, você está muito nervoso."

"Desculpa, me sinto mal sobre isso. Você sabe como é, em período letivo eu não podia, e nos feriados eu estava trabalhando."

"Trabalhando no quê?"

Eric tomou um grande gole de cerveja antes de admitir, "Estive trabalhando no necrotério da Universidade, sabe, ajudando."

"Puta merda, sério?"

"Sim, eles pagam muito bem."

"O que você fazia?"

"Tinha que lavar os corpos para a preparação dos funerais."

"Porra, não tem dinheiro que pague isso. Quanto você ganhava?"

"$50 por hora."

"$50 por hora? Ok, talvez isso pague o serviço."

"Não é fácil como você está pensando."

"Que? Pegue uma esponja, esfregue em algum velho e leve para casa um puta dinheiro?"

"Essa parte é fácil. É quando o corpo não está em perfeitas condições que você realmente começa a batalhar pelo dinheiro."

"Como assim?"

"Bom, corpos baleados são mais difíceis de limpar. Você tem que tomar cuidado para não desmanchar tudo."

"Desmanchar?"

"Sim, se alguém foi baleado no rosto, você tem que tomar cuidado em não mexer muito na cabeça. Os técnicos do necrotério fazem o melhor para reconstruir as coisas, mas não é como se colocassem chapas de metal."

"Por exemplo, se alguém morre numa batida de carro, os ossos não vão se curar. Manter o cadáver parecendo um humano é um trabalho difícil. E quando você pega um resmungão... Isso vai te assustar pra caralho."

"Um resmungão?" perguntei, tomando outro gole da minha bebida.

"Imagina, você está trabalhando até tarde. É um dia ruim; algumas vezes, eu tive seis corpos para lavar. Eles estão deitados em suas respectivas macas de ferro. Você tenta ser o mais respeitoso possível. Mas cada corpo tem a mesma incisão em formato de Y da autópsia. Algumas são piores, devido à quantidade de teste forenses e seus abusos. Você se torna distraído, já que normalmente trabalha sozinho, e de repente houve um gemido."

"Você olha ao redor para ver se tem mais alguém ali. Mas você está sozinho, a única companhia sendo a morte. O gemido se torna mais alto antes de você ver um dos corpos se sentar. Você derruba o quer que esteja em suas mãos e corre igual um desgraçado!"

"Porra cara! Eles estavam vivos?"

Eric ri com escárnio, "Não. Quando você atinge o topo das escadas e vê um zelador encerando o chão, as luzes fluorescentes do hospital te acordam. Você desce as escadas, um pouco envergonhado, e volta ao necrotério."

"Você vê o corpo que agora estende no chão, por ter caído de sua maca. Você se repreende por ter de assustando tanto. A coisa mais vergonhosa é quando você precisa procurar por ajuda para colocar o cadáver de volta no lugar."

"Uma vez, tentei mover um sozinho, e devo ter rompido os pontos, porque os intestinos se espalharam pelo chão como cobras."

"Mas então o que causa isso?", perguntei.

"Dilatação de gás. Acontece com mais frequência do que você poderia imaginar. O cheiro que deixa é horrível. Eu uso Vick Vaporub como se fosse licor de malte."

"Mudei de ideia; $50 por hora não é suficiente!" eu falei envergonhado, "Acho que precisamos de mais bebida."

Eu sinalizei para a garçonete, que se aproximou e anotou nossos pedidos.

"Minha vez", falei, estendendo minha carteira para Eric. Ele tirou uma nota vinte. "Pegue algo legal pra você, linda", ele disse para a garçonete, antes de bater na bunda dela. Ela riu. Não soube se ela estava sendo educada ou tinha curtido.

"Jesus, cara, você tem mais algumas histórias?", perguntei intrigado.

"Sim, isso aconteceu algumas vezes, mas a primeira delas foi assustadora pra porra. Quando você está lavando os corpos, usa luvas e ensaboa as coisas. Tem que levantar os braços e ter certeza de que limpou tudo. De vez em quando, a mão do cadáver vai agarrar a sua com força. Nunca fica mais fácil, sempre assusta. Você encara o corpo, procurando por algum sinal de movimento, e quando não há, você solta os dedos dele um por vez."
"Às vezes você ouve um estalo quando a pressão sobe. Os novatos sempre entram em pânico e não há nada que se possa fazer além de rir. Você tem que encontrar humor nesse trabalho, entende?"

"Puta merda, cara", falei, "você sai por alguns anos e volta um filho da puta mórbido. Então, você cheira a formaldeído o tempo todo e essas bostas?"

"Bom, os banhos são mais longos e tenho que limpar minhas narinas profundamente. Senão, o cheiro da morte dura por dias."

"Isso é loucura cara. Por que você faz?”

Ele esfregou os dedos, simbolizando dinheiro, "$50 por hora, amigo."

Terminei minha primeira bebida e comecei a nova.

"Então, o que você tem feito?" Eric perguntou.

"Nada demais, trabalhando com construções."

"Como é isso?"

"Nem metade do seu trabalho. Fico muito tempo ao ar livre. Não é ruim, pra falar a verdade. Poderia ser pior, tipo lavar o saco de algum cadáver. Mas isso é mais a sua cara."

Ele sorriu. Eu estava feliz em estar com meu amigo, com quem eu tinha passado tanto tempo da minha vida. É incrível como amigos verdadeiros podem fazer você voltar no tempo. Foi esse sentimento que me fez sentir culpa.

"Sinto muito por não ter mantido contato", falei.

"Parece que a cerveja foi direto pra sua cabeça."

"Não é isso, é que eu deveria ter mantido."

"Ei, eu também não mantive. Mas estamos aqui agora. Aproveite isso."

"Qual foi a pior coisa que já aconteceu?"

"O que, no meu trabalho?" Eric perguntou, confuso.

"Qualquer lugar, quero ficar traumatizado."

Ele ergueu sua cabeça e encarou um ponto distante. Um sorriso brincou no canto da sua boca, seus olhos foram de um lado para o outro, como se ele lembrasse de alguma coisa. Pegou sua bebida com uma mão e a levou até a boca.

"Se eu te contar, você promete nunca falar pra ninguém? Tipo, sério."

"Bom, eu não sei o que é ainda."

Ele abaixou a cerveja.

Seu tom se tornou mais baixo e sombrio, "Posso confiar em você, não posso, Mike?"

"Claro", falei, me inclinando intrigado.

"Lembre-se que eu sei onde você mora."

Me sentei ereto novamente.

"Isso é meio sinistro."

Ele riu, "Não estou brincando."

"Prometo."

Ele assentiu, como se juntando a coragem para contar esta história. Seus olhos se voltaram para mim de novo e ele começou.

"Era verão, eu tinha 16 anos. Você estava fora visitando parentes. Me lembro de como estava sozinho, então meu pai me levou para seu trabalho no posto. Como você sabe, ele era policial. Já tinha ido trabalhar com ele antes. Mas quando eu era menor, ele me colocava sentado com a secretária, e me pegava na hora de ir pra casa. Aquele dia foi diferente.

Ele me disse que eu era um homem jovem agora, e que se eu quisesse, podia ir com ele. Ele estava programando a busca por uma garota perdida da nossa escola.

"Eita porra, eu lembro disso", falei.

Eric ficou irritado com minha interrupção, "Você quer que eu conte a história ou não?"

"Foi mal, cara. Continue."

"Nós dirigimos em silêncio por algumas quadras, antes de virar uma rua para o bosque Mayberry. Enquanto nos aproximávamos do estacionamento de cascalho, puder ver vários carros estacionados. Reconheci alguma das pessoas, familiares e vizinhos. Meu pai estava feliz, disse que era uma boa ajuda. Quanto mais gente, melhor. Que cada minuto contava enquanto procurávamos por alguém vivo."

"Saímos do carro e ele começou a reunir todas as pessoas. Lhes deu instruções. Deveriam se dividir em grupos e andar em linhas retas dentro do bosque. Para cobrir a maior área possível."

"Eu fiquei no meio do aglomerado, fascinado como o jeito que todos ouviam e obedeciam meu pai. Alguém nos entregou apitos. Meu pai explicou para os usarmos quando encontrássemos algo interessante. Assim que ele terminou, todos estavam se dividindo e cuidando de seus trabalhos. Sendo um adolescente, fiquei para trás, chutando pedras, minhas mãos enfiadas nos meus bolsos. Depois de mais ou menos quinze minutos, fiquei entediado."

"Não notei quão longe eu tinha ficado do grupo. Gritei e não ouvi nada. Comecei a ficar nervoso. Eu estive naquele bosque muitas vezes antes, mas agora eu estava sozinho. Em todas as direções, haviam apenas árvores, a desorientação veio sem que eu percebesse, e não tinha nem ideia de onde eu havia vindo."

"Apressei o passo, primeiro em uma direção, depois parando e indo em outra. Me lembro de estar me sentindo doente enquanto corria e meu coração esmurrava meu peito. Passei debaixo de galhos e pulei por raízes. Antes de perceber, estava com a cara no chão. Não tinha ideia do que acontecera. Olhei para cima e as árvores giravam enquanto eu tentava meu melhor para retomar o controle. Pequenos pontos brancos dançavam na minha visão."

"Quando me virei para levantar, paralisei. Lá, olhando para trás de mim de dentro dos arbustos tinha um rosto. Um rosto pálido, quase como um fantasma. Tropecei em pânico e fiquei sobre meus joelhos. Pude ver tudo dela. Folhas cobriam a maior parte de seu corpo nu e ela estava deitada imóvel."

"Eu queria gritar, dizer que havia a encontrado. Mas não conseguia. Tudo que pode fazer foi encarar. Seus olhos brilhavam na luz do sol, como se ainda houvesse vida por trás deles. Eu nunca havia visto um cadáver antes, foi inacreditável. Ela parecia tão em paz. Me lembro de ter sorrido, pensando em como
a morte não era tão ruim. Especialmente se você pudesse ficar tão bem nela."

"Meu encanto foi quebrado quando ouvi o eco de um apito pela floresta. Não sei quanto tempo se passou até alguém me encontrar e não sei o que fiz nesse tempo. Disseram que era hora de ir, que eles a haviam encontrado."

"Porra, que pesado."

Eric não disse uma palavra, só abaixou sua bebida.

"Outra?" perguntei, chacoalhando o copo vazio em sua frente.

Ele assentiu. Chamei a garçonete de novo e decidi pedir alguns shots pra tomarmos com a cerveja.

"Não consigo acreditar que nunca me contou isso."

"Eu não terminei", ele disse, num tom sério. "Quando chegamos em casa, meu pai contou à minha mãe o quão bem eu tinha ido. Mais tarde, nos sentamos em frente a TV para assistir o jornal. Meu pai ficou radiante ao ver sua entrevista. Uma foto da garota desaparecida tomou conta da tela e o medo me dominou. Era a cor de sua pele — um marrom pálido. Eu não entendia como a pele podia perder sua cor na morte, e isso me assustou."

"Meu pai me parabenizou de novo pelo bom trabalho. Disse que eu estava pálido e perguntou se me sentia bem. Assenti e tentei esquecer a imagem do corpo branco de porcelana que tinha visto mais cedo aquele dia."

"Foi ela quem você viu?" perguntei.

"Dois dias depois, meu pai chegou em casa chateado, murmurando algo sobre negligência e suspensão para minha mãe. Eu vi na TV depois, um segundo corpo. Ela havia se arrastado pela floresta nua e colapsou na extremidades do caminho. Um guarda florestal a encontrou, mas ela morreu antes da ambulância chegar. Eu a vi, a garota pálida daquele dia no bosque. Ela estava viva e eu poderia ter ajudado. Mas não o fiz, tive medo."

"Você não sabia."

"Eu não contei isso pra ninguém antes. É como tirar um peso dos meus ombros. Obrigada. Me sinto melhor."

"Você acha que esse é o motivo de ter optado pela medicina?"

"Sabe, nunca pensei por esse lado", falou, balançando a cabeça. "Ei, você sabe o nome da garçonete?"

"Não, as mudanças aqui são frequentes. Nunca a vi antes de hoje."

"Vou pedir mais algumas cervejas, ver se consigo o número dela."

"Preciso mijar. Vou pular essa rodada.", falei, me levantando de minha cadeira.

Cambaleei um pouco, o álcool e a revelação que ouvi me deixando tonto. Fiquei na frente da urinária e pensei no meu amigo. Como ele havia carregado aquilo em segredo por tantos anos. Me fez perceber o quão pouco eu o conhecia. Mas o fato de ele ter desabafado, me fez sentir mais próximo a ele do que nunca.

Voltei para nossa mesa, para encontrar assentos vazios. Uma pequena nota de papel estava debaixo da minha cerveja. A peguei, o círculo molhado da latinha atrapalhando a leitura.

"Mike, a garçonete é corajosa. Desculpa te deixar na mão. Lembre-se, eu sei onde você mora ;)"

Havia uma nota de vinte dólares na mesa. Me afundei na cadeira para terminar minha cerveja. Eu não o conhecia, depois de tudo. Paguei nossa conta no bar e terminei a cerveja nos bancos de lá.

Algumas horas depois, caminhei até minha casa. Meus pais já dormiam. Peguei uma cerveja da geladeira e me prometi que aquela seria a última. Deitei no sofá e liguei a TV. Dormi enquanto algum comercial de ginástica passava.

Despertei cedo no outro dia. A claridade da TV machucou meus olhos e eu os desviei. Me arrestei até a cozinha e tirei uma garrafa de OJ da geladeira. Bebi o máximo que pude, tossindo em busca de ar quando terminei. A secretária eletrônica apitou. Cliquei no botão como um zumbi.

"Ei Mike, obrigada pela noite passada. Desculpe por ter saído com pressa. Bem, merda, eu fiquei com a sua carteira. Vou mandar pelo correio ou algo assim, não se preocupe, sei onde você mora. Legal te ver."

Levei as mãos aos bolsos. Porra, ela não estava lá. Procurei pela minha carteira no sofá, olhando cada fresta entre as almofadas. Ouvi o boletim policial na TV.

"Nas primeiras horas da manhã, o corpo de Daniela Smith..."

Me virei para assistir. Uma foto apareceu na tela. Eu a reconheci, mas não sabia de onde.

"Funcionária do Charlie's Bar e Grill, situado no 158. A polícia está atrás deste homem, cuja carteira de motorista foi encontrada junto ao corpo."

Me senti fraco e caí no chão. Era eu. Uma imagem da minha carteira de motorista apareceu no monitor. Eu sabia que era questão de tempo até eles virem atrás de mim. E eu sei que vai ser o pai do Eric que baterá na minha porta. Eu liguei para a Universidade hoje, e eles não ouviram de Eric. Me colocaram para falar com do necrotério. A pessoa com quem falei reconheceu minha descrição. Disseram que ele havia sido demitido por má conduta com os corpos anos atrás. Pedi por detalhes, me foram negados.

E agora eu espero. Está anoitecendo em uma pequena cidade. A polícia estará aqui logo e não acreditarão em mim.


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se vocês estão gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!




14 comentários:

  1. Eita D: ja dizia minha vó "não confie em ninguém, nem mesmo em sua própria sombra". O cara foi confiar no abiguinho... se lascou auehuaeh

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  2. Pelo menos o plano do cara foi bom kjkjk ótima creepy ;)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Mt bom esse creepy 10/10 e essa guria Júllia é mt linda

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    1. Eu tenho uma teoria de que todas as Julias são lindas

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  5. WOW!! Fiquei arrepiado. 10/10! Parabéns!
    Esta estória me lembrou o caso dos irmãos Ibrahim e Henrique, na década de 1990, que ficaram conhecidos como "os irmãos necrófilos". Eles foram acusados de 22 homicídios, sendo efetivamente culpados por 8, e pelo estupro dos corpos das vítimas mulheres. O ocorrido se deu na zona rural do município de Nova Friburgo - RJ. A polícia do estado do Rio de Janeiro mobilizou cerca de 250 policiais e ainda contou com a ajuda de mais de 100 aventureiros, motivados por uma recompensa de R$5mil. O caso brasileiro pode não ser tão sombrio quanto a creepypasta, mas não deixa de ser assustador.

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