12/09/2017

Como sobreviver no Inferno: Parte 2

Olá, pessoas.

Bruce aqui trazendo pra vocês a segunda parte da série.
Para ler a primeira parte clique aqui.


ATENÇÃO: ESTA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE .

NÃO É PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 


Agora você já deve ter uma boa ideia do que esperar do Inferno. Você sabe como matar a primeira pessoa que vê assim que sair de uma placenta. Sabe encontrar roupas, ferramentas e abrigo. Sabe que, não importa o que você faça, o quão bem você faça, algum dia voltará a ser carne fresca.

Dis é a maior cidade que você pode imaginar. Tribos lutam e morrem por território e dar um passo errado é uma maldita sentença de morte. Eventualmente você terá uma ideia de onde deve ou não deve ir, desenvolverá o tipo de inteligência de rua que precisa para permanecer um residente por mais um dia.

Mesmo assim, existem lugares em Dis que você deveria conhecer. Vamos fazer um pequeno passeio pelo Inferno, talvez o aviso prévio te faça algum bem.


Rua da Pele



Permita-me falar sobre a primeira vez que eu vi a Rua da Pele. Eu deixei minha placenta na estrada, me levantei e me preparei para lutar. Ninguém estava lá. Nem sequer uma pessoa. Eu relaxei um pouco e olhei ao redor.

A maioria das ruas de Dis são uma rede de edifícios labirínticos. Você passa a maior parte da sua estadia no Inferno com a paranóia de que, ao virar a esquina seguinte, haverá alguém pronto para atacá-lo. A Rua da Pele não é assim. É uma única linha reta com apenas a chuva e a escuridão para dificultar a visibilidade.

Eu me senti mais vulnerável lá do que em qualquer outra parte de Dis. Você já entrou em um espaço largo e vazio e de repente se sentiu exposto? Sim, imagine também estar nu, desarmado e no Inferno. Ainda assim, eu sabia o que eu deveria fazer. O primeiro passo era encontrar roupas.

Foi aí que eu entendi como a Rua da Pele recebeu esse nome. Todos os edifícios, todas as luzes de rua e lâmpada de gás era cobertas por pele esfolada. Eu já estava no Inferno tempo suficiente para me assustar, mas estaria mentindo se dissesse que não me afetou. De alguma forma, me lembrou o Natal. Sabe? Pessoas pendurando coroas e luzes em suas casas, esse tipo de coisa. Me lembrei do tempo que passei com minha família... com meus filhos na manhã de Natal.

Sentimentos como esse te matam. Os empurrei de volta e tirei algumas sobras do prédio mais próximo. Se aluguém pode deixar materiais de vestimenta caídos ali, eu também posso levá-los, certo?

Eu não sabia disso no momento, mas cada passo que dava na Rua da Pele estava sendo observado. Quando o ataque veio, eu nem vi de quem era. Bang! Meu crânio rachou com o movimento suave de um taco de golfe. Quem me atingiu passou pelos meus olhos no momento em que caí. Eu estava cego e chorando como um bebê quando ele começou a retirar minha pele.

Mas é o seguinte, algumas pessoas são fodidas da cabeça até para os padrões do Inferno. Os solitários, serial killers, perseguidores e psicopatas seguem para a Rua da Pele no final. Eles deixam seus ornamentos como isca para os ignorantes, espreitando nas sombras e esperando o melhor momento para emboscar.

Se você está na Rua da Pele, terá que pensar rápido. Esqueça a roupa, basta pegar uma pedra, um pedaço de madeira ou qualquer outra coisa que você possa usar como arma. Fique longe das sombras, sempre cheque atrás de você e saia dali o mais rápido que puder.


Fazendas da Perdição



Você será perseguido no inferno, isso é inevitável. Em algum momento, você vai trombar com alguém maior do que você ou estará em menor número. Esqueça uma briga justa, se alguém pode te derrubar sem que você consiga lutar, pode apostar que é o que eles farão.

É fácil perder o foco quando se está correndo por sua vida. Você pode esquecer de prestar atenção aos seus arredores. Isso, meu amigo, é um grande erro.

Os arredores das Fazendas da Perdição estão repletos de outdoors. Eles prometem comida e segurança grátis a qualquer um que seja idiota o suficiente para acreditar neles. As tribos que lutam sobre esse território em particular gostam de conduzir pessoas das ruas para o complexo industrial que eles chamam de lar.

A boa notícia é que essas tribos não vão te matar. A má notícia é que eles são grandes fãs de levar as pessoas vivas. Eles têm um projeto da qual estão trabalhando por mais tempo do que eu consigo lembrar. Eu não poderia lhe dizer quem originalmente decidiu que o Inferno deveria ter organizado a produção de alimentos, só que a ideia ficou atrapalhada e, ao longo dos anos, inúmeras tribos resolveram tentar fazer esse sonho uma realidade.

Seja capturado por eles e você pode se preparar para um pouco de trabalho escravo.

As tribos das Fazendas da Perdição tentam fazer uso das placentas como fonte de alimento. Eles forçam seus escravos a colhê-las das paredes, triturá-las em tonéis industriais, misturá-las com sangue, partes do corpo, água da chuva e qualquer outra coisa que possa criar um caldo.

A vida de um escravo é curta, brutal e nojenta, principalmente quando esses escravos são então usados ​​como cobaias para o último preparo. Sabe, o líquido amniótico pode ser bebido se você estiver desesperado, embora beber muito é garantido para fazer você esvaziar o estômago de cada orifício disponível. A carne das placentas é uma questão diferente.

Eu não poderia te dizer exatamente o que são as placentas. Algumas pessoas dizem que são carne real, enquanto outros juram que elas são mais como um fungo. O que sei é que elas se regeneram ao longo do tempo. Coma uma parte da sua carne e, ao longo dos próximos dias, você criará uma nova placenta dentro de você. É um pequeno ato de misericórdia que você não viva o tempo suficiente para vê-lo rasgar sua pele. Você estará morto logo após o estômago explodir.

Se você tiver sorte, seus dias como escravo vão acabar quando a tribo decidir que eles querem alguma carne de verdade. Eles não são tão estúpidos para testar o próprio caldo, não quando há escravos de sobra no Inferno.

Olha, não posso forçá-lo a ficar longe das Fazendas da Perdição. Só posso dar conselhos. Na minha opinião, se você acha que está sendo conduzido até lá, é melhor pegar qualquer coisa e cortar sua própria garganta. Eu prefiro mil vezes o status de carne fresca do que passar outro dia nas fazendas.


O Jardim dos Ossos



Talvez você esteja pensando consigo mesmo: "Ei. Eu sou o tipo de louco que se juntaria a um culto. Há algo no Inferno pra mim?"

Se isso for algo do qual você pensaria, o Jardim dos Ossos cuidará disso. Há um certo tipo de fanáticos religiosos que realmente pertencem ao Inferno. Eu não estou falando sobre os queridos velhos que fazem bolos para arrecadar dinheiro para o novo telhado da igreja daqui. Estou falando dos caras que foram à guerra, porque Deus ordenou, que queimassem as mulheres por supostamente se juntarem com demônios e que não viram nada de errado com o cachorrinho estranho.

Quando essas pessoas chegam ao Inferno, elas são muito estúpidas para entender o que aconteceu. Por que enfrentar a realidade quando você pode fingir que é tudo apenas uma prova de fé? Muitos têm esse mesmo pensamento no Jardim dos Ossos.

Dizem que o Jardim dos Ossos era uma catedral cercada por um cemitério que se estendia de horizonte a horizonte. Talvez seja verdade, não sei. Hoje em dia, é uma favela de templos e igrejas construídas a partir de materiais retirados das ruas.
Em qualquer lugar que você olhar, encontrará fanáticos de olhos curiosos pregando sua própria versão retorcida de redenção e gangues de homens mascarados à procura de novos convertidos.

A mortificação da carne é o principal passatempo no Jardim dos Ossos. Se você ouvir a cacofonia dos sermões, será informado de como a carne é perversa e deve ser purgada do pecado. Quão afortunados somos por receber um dever tão sagrado e quão afortunados somos por ter a oportunidade de nos redimir diante de Deus.

As pessoas do Jardim dos Ossos tiveram muito tempo e muita prática quando se trata de dominar a arte da tortura e degradação. Eu não sou uma boa pessoa. Eu matei, estuprei e pratiquei canibalismo, mas posso dizer honestamente que jamais conseguiria sonhar com algumas das merdas que acontecem no Jardim dos Ossos.

Eu passei por lá por acaso uma vez e até hoje meu cérebro não conseguiu assimilar direito o que vi. Eu vi uma mulher, nua e amarrada, forçada a se ajoelhar e violada com varas de ferro. Um pregador costurou os próprios olhos e os lábios na frente de uma multidão antes de cortar sua "masculinidade" com um pedaço de ardósia. Um menino de talvez quatorze anos foi crucificado publicamente, uma menina foi afundada em merda, um homem mais velho tinha um pedregulho afiado sob as unhas... Eu poderia enumerar cem outras atrocidades feitas em nome da redenção.

Fique longe do Jardim dos Ossos. As pessoas lá decidiram que o inferno simplesmente não é infernal o suficiente para seu gosto.

Esqueça a redenção. Esqueça de Deus. A única maneira de sair do Inferno é montando um pilar de fogo e assumindo um corpo vivo. Concentre-se nisso se quiser escapar. Os condenados não podem te oferecer salvação. Os condenados só oferecem dor.




Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

10/09/2017

Litchinks


 - Entregue-se! Vocês não têm mais escolha!

 - Eu não quero fazer isso! – ela gritava, com os pulsos e as pernas amarrados, enquanto ele a levantava pelos cabelos.

 - Não há muito o que fazer. Você é nossa agora, mas pode vir para o nosso lado da maneira menos agressiva. – ele passava a faca pela garganta dela, a ponta brilhava conforme a luz do sol batia enquanto entrava através do único buraco que havia naquele porão.

 - Peça! – ele enfiou ainda mais a ponta da faça em seu pescoço, fazendo escorrer uma gota de sangue.

 - Meus desejos não te pertencem!

 - Pertencem. Vocês não merecem mais tê-los. Servirão a nós, este planeta agora é nosso!– sussurrou ele no ouvido dela.

 - Jamais, eu irei lutar contra todos vocês! – gritava ela enquanto ele amarrava seus pulsos sob duas hastes metálicas que estavam encaixadas em duas vigas de ferro serradas até a metade.

- Absorvedores, entrem!

Aos poucos, criaturas altas e prateadas, com olhos cor de safira e enormes dedos pontiagudos, entraram na sala através da porta de aço. O homem que a segurava, que poderia ser chamado de soldado interplanetário, afastou-se da moça, e logo em seguida esses seres formaram uma roda em volta dela. Seus olhos suplicavam por liberdade, e seus gritos eram agudos. Quando o círculo perfeito se formou, agarraram cada parte de seu corpo e introduziram seus dedo pontiagudos em cada poro que ela continha. Os olhos deles estavam agora vermelho-sangue, e brilhavam cada vez mais forte conforme iam sugando. De dentro dela, saía um líquido amarelado, às vezes avermelhado e um pouco dourado.

Agora ela seria mais uma escrava dos Litchinks, mais uma a servir a ele na dominação do planeta terra.

07/09/2017

O Outro Eu

Estive sofrendo com pesadelos cada vez mais frequentes todas as noites. Os pesadelos geralmente eram partes de algum evento maior, na verdade, eram como pedaços incompletos de um único sonho. 

Sempre começavam do mesmo jeito; Eu estava no escuro, um corredor familiar, com uma escada no final. Em todos os sonhos eu avançava cada vez mais pelo corredor e subia as escadas, os sonhos sempre acabavam de repente, com alguém gritando. Na verdade, o grito soava muito como o meu próprio. 

Uma noite pude ter o sonho completo. Eu estava no familiar corredor escuro, andando lentamente para as escadas. Dessa vez, porém, algo estava diferente. Eu ouvia vozes sussurrando coisas como: Tudo ficará bem. 

Quando finalmente cheguei no topo das escadas, encontrei uma porta. Eu a abri, e dentro havia um grande quarto. Ali dentro, a única luz vinha de uma pequena janela na parede à esquerda. O quarto estava completamente vazio, exceto pelos dois berços. Alguém se curvava sobre eles; parecia ser a pessoa cuja voz eu ouvi no corredor. Quando fechei a porta, os bebes nos berços começaram a chorar, e a pessoa virou-se para me olhar. Ele era eu, um outro eu. Ele se aproximou e começou a me enforcar, sorrindo e gritando: Como você pôde viver? 

Ele se parecia exatamente como eu, exceto por uma marca de nascença em sua bochecha esquerda. 

Foi assim que o sonho acabou. Nunca mais tive o mesmo sonho. Isso foi a quase um ano. 

Há pouco mais de uma semana, fui com minha mãe, visitar a casa onde passei a minha infância. Reconheci o corredor, a escada e até o quarto. Perguntei para minha mãe o que havia naquele quarto quando marávamos ali. 

O berçário onde você ficava com o seu irmão, ela me contou. 

Eu nunca soube que tinha um irmão, e ela pôde ler a surpresa em meu rosto. Ela me contou que eu tive um irmão gêmeo que morreu quando tinha dois anos. Ela disse que ele se parecia comigo, exceto pela marca na bochecha esquerda...

05/09/2017

Como sobreviver no Inferno: Parte 1

Olá, pessoas. 

Aqui é o Bruce. Trazendo pra vocês uma nova série em 3 partes, espero que gostem!



ATENÇÃO: ESTA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE .

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Acordei em uma espécie de placenta. Em pânico e sufocado pelo líquido amniótico, toquei nas paredes de carne, lutando aterrorizado com todas as minhas forças para me libertar. Com um som molhado, fui jogado pelas pedras enlameadas da rua abaixo, torcendo o tornozelo enquanto caía.

A chuva fria limpou meu corpo nu do líquido da bolsa, tentei e não consegui me levantar. A rua parecia estranha para mim, uma mistura insana de arquitetura que varia do moderno ao pré-histórico. O céu acima ferveu com nuvens de tempestade, iluminando ao redor com flashes sem parar, relâmpagos.

Um homem caminhou até mim, seu cabelo estava coberto de sujeira e a chuva encharcou suas roupas de couro. Ele não disse nada, apenas me observava contorcer no chão.

"Por favor", suspirei. "Me ajude."

Ele respondeu chutando meu rosto, quebrando meu maxilar e fazendo minha visão embaçar. Ele se moveu para meus braços, puxando até ouvir os ossos se solatrem. Aleijado, nu e gritando, não havia nada que eu pudesse fazer para me defender quando ele começou a me comer vivo.

Minha introdução ao inferno não era incomum. Poucas pessoas sobrevivem em sua primeira hora, muito menos a primeira noite. Quando eles morrem, eles passam pelo mesmo novamente, saindo de uma nova placenta em outra parte da cidade. Eventualmente, eles atacam a primeira pessoa que vêem e, se tiverem sorte, poderão matar essa pessoa.

Essa é a única regra do Inferno, o mais forte pega do mais fraco. Acostume-se com a ideia e você pode acabar com a vida após a morte.

Eu vou te ajudar. Considere este seu manual para o Inferno, um guia do Inferno. Não cometa erros, eu não estou fazendo isso por bondade do meu coração. Quando você morrer, você me deve uma. Não se preocupe em tentar me encontrar, eu garanto que nos encontraremos eventualmente. A eternidade é um tempo longo pra caralho, então é uma questão de "quando" em vez de "se".

Faça o que digo e você terá uma chance melhor do que a maioria de evitar minha própria introdução desagradável à cova.


Bem-vindo ao Inferno



Algumas pessoas juram que viram uma luz no final do túnel quando morreram. Na minha opinião, essas pessoas estão alucinadas ou estão mentindo. A maioria de nós apenas acorda em uma placenta alguns minutos depois da morte. Os edifícios do inferno estão cobertos por coisas horríveis, como espinhos amarelados que crescem pelo tijolo.

Já mencionei que a primeira coisa que você precisa fazer é abrir caminho e se preparar para lutar. É aí que a fica realmente difícil, já que nem todo mundo tem a força para romper a carne da bolsa. Você fica com o mesmo corpo que você tinha antes de morrer. Então, digamos que você nasceu paralítico ou talvez tenha morrido jovem demais ou velho demais... Uma merda. Você vai passar a eternidade se afogando no líquido por não ter forças para sair.

Se você conseguir se libertar de sua bolsa, não perca tempo enrolando, perguntando o que aconteceu. Levante-se e prepare-se para se defender. As chances são altas de que a primeira pessoa que vir você terá fome. Não há plantas ou animais no inferno, então o canibalismo é a sua única opção se você não quiser morrer de fome e ter que começar de novo. Tenha a intenção de matar a primeira pessoa que você ver.

Pode levar algumas tentativas. A maioria dos habitantes do inferno tem lutado por sobrevivência muito mais do que você. Eles podem ter armaduras feitas de pele bronzeada, metal  e osso. Eles quase certamente terão uma espécie de faca, um tacape ou um machado. Tudo isso lhe será útil se você puder pegar.

A próxima coisa a fazer é encontrar abrigo. Nunca pára de chover no inferno e a pneumonia é uma maneira de merda de morrer. Por sorte, você terá uma seleção de edifícios para escolher. Já quis viver em uma mansão vitoriana degradada com metade do teto e sem móveis? Que tal uma antiga caverna de tijolos de lama egípcia? Se as pessoas o construíram, você pode encontrar uma versão em ruínas no Inferno. Escolha um prédio, mate todos os invasores que você encontrar e se mude.

As melhores casas são as que vêm com um suprimento de sucata e madeira. Não só são bons para fazer armas, como também são vitais para obter água potável. Aprendi da maneira mais difícil que a chuva do Inferno está cheia de doenças. Tem que ser fervida antes que seja segura, então fazer uma fogueira e algo para criar uma tigela é uma necessidade.

Então, matamos nosso primeiro homem e encontramos uma casa. As coisas estão indo bem. Chegue tão longe e você vai querer manter o que tem para sempre. Você não vai. Alguma coisa o matará eventualmente e você terá que começar de novo. Meu recorde é 1 ano, se quiser vencer, precisará entender o Inferno e seus habitantes.


Os Condenados



As pessoas do inferno podem ser agrupadas em duas categorias. A primeira, a carne fresca, são aqueles que acabaram de sair de uma placenta. É matar ou ser morto quando se trata de carne fresca, sempre foi. O recém-nascido quer roupas e ferramentas e vai matar para consegui-las. A segunda categoria, os moradores, vê a carne fresca como um suprimento rápido e fácil de alimentos, couro e osso.

Os residentes têm um tempo mais fácil com certeza e todos lutarão para manter o status de residente durante o tempo que puderem. Não cometer nenhum erro, porém, os moradores se vitimizam tanto quanto eles se alimentam da carne fresca. Se você é uma mulher, por exemplo, bem, é melhor você superar todos os complexos que você tem sobre estupro. As mulheres são estupradas no inferno muito mais que os homens, é apenas um fato. Se você não é um desses marombas ou lutadoras, faça a coisa inteligente e se prostitua por proteção. O auto-respeito não o mantém respirando.

Lembra como conseguiu o corpo que você tinha antes de morrer? Bem, esse fato constitui o núcleo da sociedade do inferno. A verdade é que ao longo da história, geralmente tem homens que morrem em batalha. Isso significa que no Inferno, há muitos homens com corpos jovens e fortes para a guerra. Esses são os caras que chamam os tiros. Se você não pode lutar contra eles, é melhor você fazer o que mandam.

Se você viver tempo suficiente e lutar bem o suficiente, você pode ser convidado para uma das tribos residentes. Estes são grupos de pessoas que se unem pelo bem da segurança em números. Acredite, fazer parte de um grupo torna as coisas muito mais fáceis no Inferno. No entanto, tenha em mente que você é apenas parte da tribo enquanto for residente. Seja morto e voltará a ser carne fresca.

As tribos oferecem a coisa mais próxima de uma sociedade civilizada que você encontrará no Inferno. Se você é parte de uma tribo, você tem pessoas do seu lado que provavelmente não vão matar você, a menos que as coisas fiquem difíceis.

Meu próprio recorde de sobrevivência foi graças a ter entrado em uma tribo. A vida foi boa por algum tempo. Tivemos cerca de cinquenta soldados e muitas garotas para foder. Ninguém podia nos tocar e os homens respeitavam um código de honra, então o medo comum de ser esfaqueado nas costas por seus amigos não era um problema. Eu poderia ter passado a minha eternidade com um conforto razoável, mas o inferno tem maneiras de foder com uma coisa boa.

A carne humana e a água da chuva fervida não fazem exatamente uma dieta equilibrada e, mais cedo ou mais tarde, o morador mais forte morre de desnutrição. Eu fiz bem em durar um ano, embora nos últimos meses tenham sido uma agonia. Se eu acreditasse em Deus, eu juraria que ele projetou o Inferno de tal forma que ninguém permanecia em cima da cadeia alimentar por muito tempo.


A Cidade e a Terra Perdida



A maioria dos condenados vivem em Dis, a cidade do inferno. É aí que nascem todas as carnes frescas e, considerando o tamanho do lugar, juntamente com a curta expectativa de vida, muitas pessoas passarão a eternidade sem nunca colocar o pé fora de Dis.

Siga meu conselho, não saia da cidade. As coisas são difíceis nas ruas, é verdade, mas confie em mim quando digo que isso piora muito se você tentar sair.

Dis é cercada por uma terra devastada chamada Gehenna. À primeira vista, não parece grande coisa, apenas uma extensão vazia de cinza que se estende para o infinito. Às vezes, os condenados perdem aquele fogo na alma, a vontade de sobreviver e partem vagando para Gehenna. A maioria deles nunca mais volta.

Eu fiz a caminhada uma vez, há muito tempo. Não me importo com o quão durão você acha que é, passe tempo suficiente no inferno e isso começa a acabar com você. Não vou me sentar aqui e dizer-lhe que sou uma boa pessoa que nunca mereceu isso. Ninguém pode dizer isso e não ser um mentiroso. Ainda não sou malvado... ou melhor, não era. Não até eu chegar ao Inferno.

Você assassina, estupra e tortura porque sabe que eles fariam o mesmo com você. Você é assassinado, estuprado e torturado porque sabem que você fará o mesmo com eles. Depois de um tempo você simplesmente não quer mais enfrentá-los. É aí que você começa a caminhada à Gehenna.

Os primeiros quilômetros que andei não foram nada de especial. A chuva parou depois de um tempo, o lodo debaixo dos meus pés dando lugar a cinzas, e tive meu primeiro vislumbre do céu do Inferno além das nuvens. Era um cinza plano com um sol branco, completamente desprovido de beleza ou calor. 

Ao caminhar para Gehenna, perdi qualquer desejo de comer, beber ou dormir. Meu corpo começou a perecer, mas não me importava. Mesmo quando minha pele começou a descascar e meus ossos estavam expostos, não me importava. Quanto mais eu adava, mais vazio eu me tornava em mente, corpo e alma.

Não sei o que aconteceria se eu continuasse. Francamente, não quero saber. Alguma parte de mim ainda queria viver, então eu voltei. Eu andei por dias, talvez semanas, mas quando eu me virei, Dis estava a poucos passos de distância.

Voltei para a cidade e meu corpo finalmente desmoronou. Quando eu saí da minha placenta, eu jurei nunca pisar novamente em Gehenna novamente.


Escapando do Inferno



Existem maneiras de sair do inferno. Isso deveria ser óbvio, caso contrário eu não estaria falando com você, estaria?

Às vezes, os vivos colocam em suas cabeças que querem conversar com os mortos. Eles conseguem seus painéis de cristais, incensos e tábuas ouija com a esperança de alcançar seus entes queridos. A maioria não faz nada além de se enganar pensando que eles fizeram contato. Eles sorriem ou choram, convencidos de que a amada vovó está tocando a harpa em uma nuvem em algum lugar antes de continuar suas vidas.

Alguns têm a habilidade de realmente nos alcançar. Eles podem abrir um portão entre o Inferno e o mundo dos vivos que percebemos como um pilar de fogo que se estende das nuvens. Assim que um desses pilares aparece, começa a maldita disputada de quem será o primeiro a chegar a lá.

Você não viu a verdadeira natureza do homem até ter observado milhares de malditos bandos um sobre o outro, chutando, mordendo e arranhando para ser aquele que escapa. O contato com os mortos sempre resulta em um banho de sangue. Mesmo as tribos mais civilizadas se desmoronam no instante em que fica claro que apenas um deles pode sair.

Eu saí do inferno duas vezes já, deixei meu corpo para trás e montei aquele pilar de fogo nas nuvens.

Algumas pessoas acreditam que você pode ser possuído por demônios. Deixe-me te dizer algo... os demônios não são reais. O que os vivos vêem como possessão demoníaca é apenas um dos malditos testes de seu novo corpo. Vamos encarar isso, se você lutou pelo Inferno para voltar ao mundo dos vivos, você não estará no seu melhor comportamento por muito tempo.

Mais cedo ou mais tarde, nós levamos as coisas muito longe. Nosso hospedeiro morre ou sua família recruta um exorcista, depois estamos frescos numa placenta e nas ruas novamente.

Tenho que ir agora. Quando você chegar ao Inferno, lembre-se do meu conselho e que você me deve uma. Talvez possamos formar uma tribo algum dia?

Por enquanto, quero ver o que o meu novo corpo pode fazer.


FONTE



Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigado! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

03/09/2017

O Oitavo Anão

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE (ABUSO SEXUAL).


NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

A história da Branca de Neve conta sobre uma moça branca que se perdeu dentro da floresta negra e achou uma casinha com sete incríveis anões. Mestre, Dengoso, Atchim, Feliz, Dunga, Soneca e Zangado.

Entretanto, havia um oitavo anão antes da Branca de Neve.

Caçador, como era conhecido por não ter um nome, era marcado pelo seu comportamento maldoso. Dizem que ele é a razão pelo qual Dunga nunca fala.

Antes da Branca de Neve, tinha outra garota. O nome dela era Íris. Ela veio do mesmo lugar que a Branca de Neve, porém vários anos antes. Ela tinha apenas 14 anos e usava roupas velhas, rasgadas e remendadas. Ela fugiu do reino depois de ter sido estuprada por um homem ao colher flores a noite, e seria obrigada a casar com ele por isso.

Íris fugiu pela mesma floresta durante a noite, mas ela não achou a casa. Ela acertou uma árvore em meio a escuridão e desmaiou. No outro dia, durante o trabalho, os sete anões que trabalhavam em uma mina ali próximo acharam a menina desacordada no chão. Eles a levaram pra casa, cuidaram dela e a deixaram em uma das camas para voltarem a trabalhar. O Caçador, por sua vez, não trabalhava no minério, mas sim caçando a comida dos seus companheiros.

Ele viu a garota dormindo no quarto e se sentou ao lado dela. Ele era maldoso desde o dia que nasceu, e a inocência daquela garotinha chamou sua atenção. Ele começou a tocar as pernas dela, mexendo nas roupas, e levemente deslizou o dedo entre as pernas dela. Se sentindo muito desconfortável, Íris acordou gritando. O dedo enrugado do anão saiu ensanguentado, e ele partiu para abafar os gritos da menina.

Íris estava totalmente em panico. Ela empurrava o anão com todas as suas forças enquanto ele tentava beija-la. Eventualmente, conseguiu escapar e correr pra fora da pequena casa gritando por ajuda. O Caçador então pegou seu rifle e atirou nas costas dela pela janela.

O som do tiro fora tão alto que os outros anões ouviram lá da mina. Ele a trouxe para dentro da casa e continuou a estupra-la. Os outros anões chegaram na casa e o puxaram de cima de Íris que já estava morta na cama, seu sangue escorrendo da cama ao chão.

Caçador tentou fugir da casa, mas os outros o derrubaram do lado de fora, o amarraram em um árvore e o queimaram vivo. Apenas observaram a pele dele derretendo-se ao calor pelo que havia feito.

Eles então fizeram uma promesa ente si: Nunca mais falar sobre o Caçador novamente.

Autor: Carlos Alberto 

Drink

AVISO: Essa creepy não é indicada para menores de 18 anos. 

Eliza sempre gostou de trabalhar durante a noite, depois do trabalho na lavanderia se reunia com suas amigas em um bar que ficava do outro lado da rua. Sempre muito bem vestida ela chamava a atenção de todos os homens que ali frequentavam.

Uma mulher de cabelos castanhos e longos com uma pele rosada e olhos verdes jamais passaria despercebida por ali, se não fosse por sua beleza certamente seria pelo seu jeito de olhar. Mas Eliza tinha um jeito diferente; sempre ao sentar próxima ao balcão fazia questão de olhar diretamente para todos os homens que ali estavam.  Ela sempre saía do bar acompanhada no fim da noite.

Até o homem mais sem vergonha se tornava tímido diante de seu olhar sedutor e penetrante, mas sempre tinha algum corajoso que ia até ela passar uma cantada. Numa certa noite o bar não abriu devido a morte da filha do dono.

Enquanto suas amigas foram para casa, se sentou na calçada olhando para os carros que passavam; era por volta de 23:00 quando um táxi parou perto da calçada, o motorista que aparentava ter por volta de 54 anos sentou ao lado dela e começou a soltar cantadas nojentas que saiam de sua boca cobertas pelo bafo de cachaça.

Sem expressar qualquer emoção entrou no táxi sem dizer qualquer palavra, o motorista entrou no carro logo em seguida perguntado para onde ela desejava ir, mas Eliza permaneceu calada e imóvel.

O táxi ligado na bandeira dois começou a andar e a todo o momento o motorista a observava pelo retrovisor, carregando nos olhos o desejo de possuí-la ali mesmo.

Ao chegar na avenida Duquesa de Goiás localizada no bairro Morumbi a levou para o motel mais próximo e pediu a suíte mais barata que eles tinham, como se ela fosse uma simples vadia qualquer.

Se recusando a mover qualquer parte do corpo ele a retirou do carro e a levou paro o quarto jogando-a em cima da cama com lençóis manchados e ainda com cheiro de sexo. Nem o cheiro a deixava incomodada, era como se nada a fizesse ter reação.  O motorista tropeçou perto da cama e deixou a garrafa de cerveja cair, acabou cortando o pé, mas nem isso o impediu de abrir o zíper e se jogar em cima da cama como um porco faminto.

O cheiro de sexo e sangue estava por toda parte, sua roupa estava sendo tirada, quase que rasgada devido a tanta pressa que ele tinha de vê-la nua. Mesmo sem entender sua falta de reação continuou a se aproveitar dela e esfregar suas mãos grossas por todo seu corpo.

O motorista deitou sobre seu corpo e aproximou sua boca do ouvido dela fazendo a pergunta que jamais deveria ter feito a ela: O que você quer beber pra ficar soltinha?

Sua resposta foi dada com uma mordida voraz em seu pescoço, com os seus dentes cravados no pescoço do motorista Eliza tomou a melhor bebida da noite. O sangue de um homem aproveitador e machista que descia pela sua garganta suavemente.

Autor: Andrey D. Menezes. 
Depois de tanto tempo longe aqui estou, fiz um acordo com o gabs e vou postar somente quando der. Trabalho e facul me sugando muito e eu ainda tô me dedicando a terminar o ebook. <3 

01/09/2017

INFESTATIO

Boa noite, perdão pela demora. Segue então, a terça parte da Infestatio.



PARTE - III



O relógio apontava o horário da refeição de grande parte da fábrica e Veronica ainda não tinha chego para dar início ao seu turno, Marta pensava que devia estar de ressaca já que sua amiga nem por motivo de doença havia faltado ao compromisso uma única vez sequer.

Segurando sua bandeja, ergueu a cabeça e pôde ver a cabeça(baixa) cinzenta e raspada de Frank, Cruz usando o smartphone e Sara um tanto quanto inquieta mastigando um palito de dente no canto da boca, batia o pé repetidamente no chão e desenhava círculos imaginários no plástico que forrava a mesa.  Após as saudações, Sara foi se atropelando: - Nós precisamos adiantar aquela reunião para hoje, de verdade, é o tipo de coisa que nos deixa em desvantagem a cada precioso segundo que passa, o Cruz tem um primo na polícia o Frank conhece...- Foi interrompida pela colega.

- Aqui não.-Em severo tom de advertência.

Sara fez menção de voltar a falar e foi advertida com um simples olhar de Frank.

Cruz perguntou: - Onde está a Veronica? Todos olharam ao mesmo tempo para Marta que apenas balançou a cabeça negativamente.

Marta daria carona a Cruz e Frank após o expediente, esperaria por eles, buscaria Sara em casa e iriam até a colega que faltava. Voltaram aos seus afazeres.

Pouco tempo depois de estarem na produção ambos os homens foram chamados para uma nova pesagem e atualização de "dados médicos". Sem questionar, mas já sabendo que algo estranho acontecia foram ao local determinado pela voz que vinha das gigantescas caixas de som.

Cruz pensou na hora: "Santa Maria!"

Frank pensou na hora: "Se soubesse, teria vindo trabalhar bêbado..."

Marta ficava em um local isolado, a substância que manipulava não podia ser exposta ao calor ou grandes vibrações, por isso as paredes eram acolchoadas, o informe era que a um simples movimento brusco nas pinças metálicas poderia alterar o composto químico dentro da ampola e tornar o fluído em algo inutilizável, tanto é que rádio, celulares e conversas exaltadas eram estritamente proibidas.

Ouviu um leve rugido mecânico, achou que havia feito algo de errado pois nunca ouvira aquilo antes. Ao se locomover pela sala, de canto de olho percebeu que a câmera que era postada atrás dela seguia seus movimentos incessantemente, tratou aquilo como natural sem transparecer que estava ciente ou incomodada com aquilo.

Marta pensou na hora: "Hmmm... fodeu mesmo..."

Sara antes de entrar em sua sala recebeu a notificação da visita técnica da Thitronic, com o serviço de manutenção no intuito de rodar uma completa análise em todos os servidores e sistemas para prevenção de perda/corrupção de dados.

Sara pensou na hora: "É assim que saberão o que eu sei. Não, é assim que irão saber o que eu quero descobrir. Não, são as duas coisas"- E de pronto buscou em seu bolso outro palito de dentes para ficar mordendo, como alívio de sua tensão.

 Entendendo no que aquilo poderia acarretar e sabendo exatamente ao que seria submetida, desviou seu caminho para o banheiro feminino, na companhia da bolsa que protegia seu laptop. Escolheu a cabine que ficava bem embaixo da janela espelhada e abriu o máximo que conseguia. Caso houvesse uma câmera no teto, por conta do reflexo seria incapaz de capturar as imagens dela, sentou na privada com o aparato no colo. Ficou feliz por ter gasto um extra pela tecnologia que envolvia as teclas, garantindo absoluto silêncio.

A diferença entre Sara e seu novo grupo de colegas era que de maneira aplicada, em exercício de sua função, não havia ninguém que entendesse tanto, fosse tão especialista, tivesse tanto conhecimento e pleno domínio como ela. E por hora, essa era a única vantagem que todos eles possuíam.

Com eficácia conseguiu mascarar todos os "passos virtuais" dela, Ninguém saberia o que havia descoberto ( e estava ansiosa para revelar) , não havia pista alguma que pudesse ter deixado para trás.

Recebeu um SMS de Cruz naquele momento.

Não era uma estrategista, mas concluiu que se estavam a investigando é porque de algo sabiam e algo esperavam encontrar... Pois sabiam que algo haveria... Então obrigatoriamente teria que deixar "algo errado" para trás. Estar totalmente limpa seria mais suspeito que cometer uma pequena infração. E soube exatamente o que deveria fazer.

Em nenhum momento na sua curta existência de vinte e três anos chegou tão perto de ter o rosto modelado por um sorriso tão maquiavélico, tal engenhosidade não era de seu feitio, a situação da qual se encontrava despertou algo novo em seu ser.  

A vontade de ser parte do jogo.

Pela mensagem de Cruz, soube que provavelmente todos eles estariam sendo vigiados, a solução momentânea que encontrou da maneira que todos eles pudessem ser amarrados era a seguinte: Sara deixaria transparecer que usou de sua posição para obter informações particulares de Frank (como se demonstrasse interesse em se envolver com o homem) esse que era amigo de Cruz, ambos vizinhos de Marta que com toda certeza chamaria sua melhor amiga para comparecer a uma confraternização, no caso Veronica. Marta conhecia Dra.Michelle, irmã de Sara, dessa maneira fora estabelecido o contato inicial, no intuito de "arranjar" um encontro entre Sara e Frank. Era perfeito..
.
Saiu do toilette um pouco descabelada e carregando a mão esquerda sob o ventre, como quem gostaria de passar a mensagem de que estava com problemas intestinais...

Sentou-se em sua mesa, retirou o laptop e assim que acionou o botão power recebeu a sugestão de "emprestar" o eletrônico para o técnico, e o fez sem oferecer resistência.

Enquanto esperava a inspeção, impedida de continuar a trabalhar encarava o vasto corredor que tinha o ponto de partida em sua própria porta.

Ao final dele uma figura esguia apareceu, vestido de seda azul, cabelos negros que pareciam ter mais vida que a própria essência da palavra em si. Era como se o tempo estivesse desacelerando e fosse cada vez mais difícil de respirar, como se o ar de repente havia ganhado peso, ainda que os olhares não houvessem se encontrado, era como se os olhos dela, os olhos de Kaba tivessem a capacidade de penetrar o seu mais íntimo pensamento obscuro, como se suas particularidades e segredos ganhassem uma forma física e se revelassem a um público inteiramente desconhecido de maneira que pudessem apalpá-los e que pudessem fazer o que bem entendessem. O olhar de Kaba, como duas opalas em pleno ardor das chamas desconstruía todas as defesas internas de um ser humano, era como se estivesse na presença de algo realmente divino, sacro, antigo e único.

Com toda pressão que sua presença exercia, com toda severidade que seus traços clamavam, com toda beleza opressiva de sua pele amendoada e flavescente ela se postou em uma cadeira de frente a Sara e com uma voz que transmitia uma hipnotizante calma, conforto e leve euforia seus finos lábios desenharam a sentença: - Precisamos conversar.



Veronica pensou na hora: " Que coisa asquerosa!"

No momento da filmagem, sua residência estava completamente escura, dificultando em muito a captura da movimentação, mas partindo do princípio que aquilo ali era sério, nem de longe um show de marionetes, ainda que distorcida, a informação contida ali era suficiente, mais que suficiente por assim dizer...

Eu passei as horas em claro, fingindo estar dormindo, tinha uma raquete elétrica comigo, embaixo do edredom, olhava fixamente para a entrada da cozinha, esperando toda a movimentação começar... Eu não tossi, não espirrei, não bocejei, não realizei movimentos bruscos, não bufei, apenas aguardei de maneira estática.

Ficava passando, repassando, reavaliando em minha mente as imagens que eu vi em minha própria casa e me recusava a acreditar. Sabia que passando todas essas horas em claro resultaria em minha primeira abstenção ao labor, mas valeria! Com certeza! Ligaria de tarde dizendo que estava mais uma vez sentindo enjoo matinal, provavelmente gostariam da informação achando que estivesse grávida.

Nada aconteceu.

Adormeci profundamente.

Acordei com o som de buzinas, pareciam estar dentro da minha cabeça.
Teria de receber os convidados...

A reunião que aconteceria entre nós cinco nesse dia seria "absurdamente absurda" Psiquiatras se matariam para ter acesso ao nosso encontro se o mesmo fosse registrado seja em papel, áudio, vídeo ou até mesmo pela testemunho de alguém presente. Se a minha vida fosse um seriado de televisão ou um livro bem clichê, com certeza o episódio/capítulo ganharia um nome espalhafatoso entre "A Revelação", "A Exposição", "A Verdade" ou qualquer merda do tipo.

Cruz apresentaria documentos confidenciais da polícia.

Frank apresentaria documentos de planos de logística de uma terceirizada da Infestatio.

Marta apresentaria plantas de estruturas subterrâneas ameaçadoras.

Eu apresentaria o vídeo da futura ameaça que enfrentaremos.

Sara apresentaria uma planilha de custos e planejamento.

Naquele momento ficou claro, o nosso papel foi descobrir, quanto ao papel do resto da humanidade, era apresentar medo e submissão...

...Através do diálogo, talvez poderíamos virar o jogo.

Apenas talvez.































31/08/2017

A noite em que a criatura respondeu

Todas as noite, antes de meu irmão mais velho e eu irmos dormir, chamávamos as criaturas que vagavam pela noite. Claro que não pensávamos que funcionaria, mas era um ótimo momento em que passávamos juntos.

Ficávamos na cama, com as luzes desligadas, janela aberta para que a lua iluminasse o quarto, nossas mãos nos ombros um do outro, e nossas cabeças abaixadas, chamávamos:

"Ubi sunt vobis?"

Nunca respondiam… mas naquela noite… naquela noite foi, para dizer no mínimo, diferente. Quando chamamos, uma súbita explosão de energia subiu por nossos corpos, quase fazendo com que gritássemos de dor. Nos seguramos com mais força, tentando lutar contra a vontade de gritar em agonia.

A dor parou.

Tudo ficou estranhamente quieto, parecia que não existia nenhum tipo de som. Soltei meu irmão e olhei para trás dele, pronto para dormir, pensando que o estranho evento já tinha acabado. Mas eu estava muito errado...

Quando olhei para trás dele, vi uma grande figura, mas era difícil descrevê-la, já que o quarto estava escuro. Ele deveria ter uns 2 metros. De pé com as patas traseiras, ele era negro, quase como como o sangue escuro, veias pulsavam em seus braços e peito, como se ele fosse feito apenas de músculos. O que mais me perturbou foi o rosto da criatura... ele se parecia muito com o de um cachorro, mas seus dentes... eram dentes humanos, esticados em um sorriso maníaco. Ele tinha pequenos e redondos olhos amarelos e brilhantes que pareciam queimar em sua alma.

Ele ficou ali parado…

Alcancei meu irmão, abraçando com força, e ele respondeu com um abraço ainda mais forte, percebendo que algo estava errado. Fechei os olhos, não me atrevendo a olhar para a criatura que estava de pé em nosso quarto.

Ouvimos ela se aproximar, e ambos nos sentamos ali, tremendo, apenas esperando que a coisa acabasse com nossas vidas.

Resolvi chamar uma última vez...

"Ubi sunt vobis...?"

E ele respondeu com uma voz fria e rouca, fazendo com que eu me arrepiasse.

Sum ius hic..."

A resposta pela qual estávamos sempre esperando… desabei em choro, sabendo que ele nos mataria a qualquer momento. Voltei a olhar para a criatura demoníaca, esperando pelo meu destino.

Ela gritou, desdobrando suas assas enormes, e voou pela janela que ainda estava aberta, nos deixando tremendo de medo. Até hoje não sei o que era aquela criatura, mas sei que eu e o meu irmão não voltaremos a chama-la.

29/08/2017

Relâmpago

ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE .

NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 

Nós tínhamos acabado de nos mudar para uma casa de fazenda nos subúrbios. Um bairro digno de livro de histórias - vizinhos amigáveis, silenciosos, cercas de piquete e tudo mais. Basta dizer que isso deveria ser um novo começo para mim, um pai solteiro e meu filho de três anos. Um bom lugar para deixar o drama e estresse do ano anterior no passado.

Vi a tempestade como uma metáfora para este novo começo: um último show de teatro antes da sujeira do ano passado ser lavada. Meu filho adorou mesmo assim, mesmo tendo sido tão intensa. Foi a primeira grande tempestade que viu na vida. Flashes de relâmpagos inundaram os quartos vazios de nossa casa, transmitindo caixas descompactadas com longas sombras rastejantes nas paredes, e ele pulava e gritava quando os trovões rugiam. Já tinha passado da hora de dormir quando ele finalmente se sentiu confortável para ir pra cama.

Na manhã seguinte, encontrei-o acordado na cama e sorrindo. "Eu assisti o relâmpago da minha janela!", Anunciou com orgulho.

Algumas manhãs depois, me disse o mesmo. "Você é bobo", falei. "Não houve tempestade na noite passada, você estava sonhando!" "Oh..." Ele pareceu um tanto desanimado. Afaguei-lhe os cabelos e disse para não se preocupar, deveria haver outra tempestade em breve.

Então, tornou-se um padrão. Me contava como assistia o relâmpago ao lado da janela pelo menos duas vezes por semana, apesar de não haver tempestades. Sonhos recorrentes daquela primeira tempestade memorável, imaginei.

É fácil me odiar em retrospectiva. Todo mundo me assegura que não havia nada que eu pudesse ter feito, de jeito nenhum que eu pudesse saber. Mas eu deveria ser o protetor do meu filho, e essas são palavras inúteis de conforto. Revivo constantemente naquela manhã: fazendo meu café, despejando leite sobre meu cereal e pegando o jornal para ler sobre o pedófilo, as autoridades locais tinham acabado de prendê-lo. Era coisa de primeira página. Aparentemente, esse cara selecionava uma criança-alvo (geralmente um menino), vigiava sua casa por um tempo e tirava fotos instantâneas deles através da janela enquanto dormiam. Às vezes fazia mais. Meu estômago se embrulhou quando a conexão em minha cabeça foi feita.

Na época, era apenas algo da imaginação de uma criança. Em retrospectiva, é a coisa mais assustadora que já ouvi. Cerca de uma semana antes que o predador fosse pego, meu filho veio até mim usando seus pijamas. "Adivinha?", Perguntou ele.

"O que?"

"Não tem mais relâmpagos na minha janela!"

Eu entrei na dele. "Oh, isso é legal, ele finalmente foi embora, hein?"

"Não! Agora está no meu armário!"

Ainda não vi as fotos que a polícia coletou.

Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião! 

Entediado?

Talvez seja tarde da noite, mas você não consegue dormir. Está entediado, ou não consegue parar os milhares de pensamentos que correm pelo seu cérebro, ou talvez tenha tomado muito café, ou esteja um pouco bêbado. Seja como for, eu estive lá, meu amigo. Sei como é sentar lá e perceber que você realmente não está vivendo o agora. Está apenas existindo. Certamente há algo que você pode fazer, não é mesmo?

Mas não importa o quê, nenhuma opção apresentada parece algo certo. Definitivamente, não é uma noite notável. Assistir TV ou jogar videogames parece ser uma tentação mental e você provavelmente esteve navegando na internet a noite toda e percebeu quão pouca satisfação está tendo disso também.

Bem, boas notícias, porque tenho uma solução. Esta opção pode exigir que você coloque calças e caminhe para algum lugar, mas vale a pena, te garanto isso.

Veja, há um prédio a nem mesmo um quarteirão de onde você mora, e a qualquer hora da noite você encontrará a entrada traseira desbloqueada. Durante o dia, o lugar é bloqueado por uma caçamba, mas por algum motivo, assim que a noite cai, a qualquer hora que caia em qualquer época do ano, você verá que a entrada traseira está aberta e aguardando por você.

O que você está esperando? O Natal? Pegue suas calças, coloque seus sapatos e levante este maldito traseiro daí. Não prometi que valeria a pena?

Apenas uma coisa. Você deve seguir minhas instruções na carta. Isso é muito importante. Entendeu? Ok, ótimo. Você está pronto? Então vamos.

O prédio está à frente. Está vendo? É um antigo complexo de escritórios que atualmente está desocupado. Não tenho certeza de quais empresas já passaram por aqui, mas, por enquanto, está vazio. Já faz anos e não me lembro de um momento em que havia um negócio real aberto lá.

Sim, claro, tenho certeza de que a entrada traseira está desbloqueada. Não disse isso? Vamos dar uma volta até lá atrás. Não se preocupe, eu sei que as luzes estão apagadas. Não é assim que este edifício anuncia ao público em geral. Apenas alguns selecionados tentaram o que você está prestes a tentar. Pare de se preocupar, ok? Vai ficar tudo bem, desde que você siga minhas instruções.

Há a entrada. Continue e tente a porta. Viu? Ela abre, assim como eu disse que abriria. Agora, vá para o primeiro elevador que ver. Como assim "está muito escuro para ver"? Apenas use sua lanterna. Você não trouxe uma lanterna? Não te disse? Ah não. Minha culpa. Bem, você já começou. Não pode mais voltar. Você não vai querer saber o que acontece se me ignorar e voltar agora. Você só precisará usar a luz da lua para continuar. 

Ok, o elevador está a dez passos à frente e à direita. Este prédio tem dez andares. Você vai ao décimo primeiro andar. O que você... cala a boca, estou explicando. O que você precisa fazer é entrar no elevador e imediatamente pressionar e manter pressionado o botão para o décimo andar. Quando começar a piscar, solte-o imediatamente e toque o botão no primeiro andar...

Ufa. Você fez um bom trabalho lá. Agora o elevador está no décimo primeiro andar. Se você tivesse pressionado esses botões de forma diferente, poderia ter acabado em um andar diferente, e acredite em mim, você não quer isso.

As portas do elevador abrem em um corredor que leva direto para um sinal de SAÍDA brilhantemente iluminado. Este não é o nosso caminho. Se correr para essa saída, provavelmente nunca vai chegar lá. Se fizer isso, descobrirá que o sinal está mentindo. Em vez disso, você precisa virar para a esquerda e entrar na primeira porta que ver.

Espere! Essa é realmente a primeira porta que você viu? Você estava prestes a entrar nela sem sequer perceber que não era a primeira porta que viu. Foi a segunda. A primeira porta que você viu foi aquela que seus olhos lançaram quando estava girando. É a segunda porta à esquerda, verdade, mas foi a primeira porta que você viu depois de eu dar as instruções.

Entende o que eu quero dizer? Você deve seguir exatamente as minhas instruções que estão nessa carta. Essa é a última vez que aviso que você está escolhendo erroneamente. Preste muita atenção a partir de agora ou quem sabe o que pode acontecer?

Entre pela porta e sente-se imediatamente.

Bom trabalho. Você aparentemente entende agora. Faça o que eu digo, e apenas como eu digo, se espera passar por isso com sua sanidade e/ou vida intacta. Ignore esse suor frio no seu couro cabeludo e felicite-se por não ter fechado a porta, mas sim sentar-se imediatamente como mandei.

A sala diante de você é preta. Mais preta do que qualquer coisa que já viu. Você não consegue ver suas mãos diante de seu rosto. Precisa sentar-se lá, perfeitamente imóvel, sem mover um músculo, até eu dizer que sim.

Conte seus batimentos cardíacos. Quando chegar a vinte, levante-se. Um... dois... Lembre-se de contar batimentos cardíacos, não segundos.

Certo. Você contou vinte e está de pé. Agora, anuncie à sala: "Aquilo que é mais escuro sempre está mais perto. Aquilo que está mais perto sempre está te observando. Aquilo que está te observando, sempre está mais longe".

Você falou? Não hesitou depois de ficar de pé, não é? Você falou conforme eu ia lhe dizendo as palavras ou esperou até ouvir todas? Se esperou, você está prestes a sofrer.

Ok, parece que estão satisfeitos. Essa é uma boa notícia. Pode prosseguir. Dê um passo em frente e depois vire à direita. Avance até chegar a uma porta. Abra, feche imediatamente e fique de costas para a sala. Este quarto será tão escuro quanto o primeiro.

Pare de respirar. Mantenha o fôlego e não importa o quanto doa, não deixe sair. O que está nesta sala segue o som da respiração, e se ele ouvir algo, bem, não vou te dizer o que ele vai fazer, ou você vai liberar a respiração e correr. Continue mantendo o fôlego e conte outros vinte batimentos cardíacos.

Agora, prender a respiração deve estar realmente machucando seus pulmões. Eu já entendi. Fique de frente para a porta, mas caminhe para trás até sua parte traseira pressionar contra a parede distante. Continue prendendo a respiração. Ande devagar. Ooh, eu aposto que você simplesmente não aguenta mais, não é? Você simplesmente vai soltar a respiração. Não posso te parar. Tudo o que posso fazer é lembrá-lo de que você não está sozinho nesta sala, e respirar seria muito pior do que simplesmente segurar a respiração...

Há a parede mais distante. Sem olhar, tateia uma maçaneta. Abra. Atravesse e feche-a. Agora você pode liberar o fôlego. Parece bem agora, não é? Você está cerca de um quarto do caminho e ainda está vivo e ainda é o mesmo de quando saiu de casa. Está indo muito bem até agora.

O quarto em que você está agora não está escuro, como os outros. É iluminado por uma pequena fogueira na extremidade mais distante. Uma figura amontoada está sentada junto a esse fogo. Não vire! Pelo menos, não faça isso, até você ficar em pé e anunciar com uma voz clara: "Posso compartilhar do seu fogo por um momento?"

Agora aguarde. Conte seus batimentos cardíacos novamente. Se você chegar a dez e não ouvir nada, prenda sua respiração novamente e corra de volta através da porta que você entrou sem olhar para trás.

Certo. Foi um grunhido suave? Isso veio da figura? Seja cuidadoso. Pense muito sobre isso. Se você decidir que foi realmente um suave grunhido de ascensão, vire e vá até fogo e se agache. Ao caminhar, provavelmente percebeu que há cinco portas nesta sala, incluindo a que você encontrou.

Adormeça no lado oposto do fogo em que a criatura está, mas certifique-se de aconchegar-se na mesma posição. Nunca olhe diretamente para ele. Não vai gostar do que vai ver. Agora pode fazer qualquer pergunta que você queira. Mas tem um problema. Se for a pergunta errada, você ficará preso nessa posição, enquanto ele pode se levantar e sair. A maioria das pessoas pergunta qual porta seguir.

Bom, você está perguntando a ele qual porta seguir. E se você ouvir, ele irá dizer-lhe que é a porta direita mais próxima da que você veio.

Não levante ainda! Considere o fato de que essa figura não é sua amiga. Não conhece você, e provavelmente não gosta muito de ti. Poderia ele ter mentido? Talvez você devesse pegar exatamente a porta oposta que ele sugeriu. Ou talvez essa criatura não possa mentir, e você deva ouvi-la.

Não, não me pergunte. Eu realmente não sei. Uma dessas portas é a certa, mas nunca é a mesma porta. Você deve escolher se acredita nele ou não.

Parece que você escolheu ouvi-lo. Vamos ver o que acontece…

Uau. Parece que hoje é o seu dia de sorte. Você está indo muito bem até agora.

Você se encontra em outro longo corredor. Este é mais longo e muito, muito mais escuro. Há duas portas no final. Se você caminhar diretamente para aquelas portas, será forçado a escolher uma, e nenhuma delas está marcada. Você consegue sentir essa presença, não consegue? Aquilo que está logo atrás de você. Você pode sentir sua respiração em seu pescoço. Pode sentir o quão perto está. Os pelos do pescoço se arrepiam.

Ele vai segui-lo. Se você olhar ao redor, vai se arrepender. Não fale com ele. Não mostre que o sente de forma alguma. Apenas ande. Caminhe até ouvi-lo sussurrar. Se eu fosse você, eu daria atenção a esse sussurro. Não só o que está sendo dito como a porta de onde vem.

Você o ouve agora, não é? Sim, apenas à direita, à direita. Você parou logo que o ouviu. Ainda está ouvindo. Você está indo tão bem. Sim, ainda está lá, e sim, você ainda precisa ignorá-lo. Volte para a porta da qual ouve e ande direto para ela. Coloque a mão na maçaneta.

Agora, aqui é onde as coisas ficam complicadas. Do outro lado da porta é o que você está imaginando na sua cabeça quando segurou a maçaneta. Portanto, é de vital importância que você não pense no que mais teme. Sabe essa coisa que às vezes o mantém acordado à noite porque está certo de que, se você fechar os olhos, virá para você? Esse sentimento rastejante quando você acha que alguém está te observando? Essa ideia ou pensamento que seus pesadelos mais profundos tentam esconder de você?

Estou te avisando, se está pensando sobre isso, pare. Não gire essa maçaneta até que você tenha esvaziado sua mente. Ainda está pensando nisso? Está, não está? A presença atrás de você está se aproximando. Você tem três maneiras de sair disso. Você pode correr para as duas portas no final e aceitar o que o destino lhe reserva além delas, você pode deixar a presença atrás de você te pegar e fazer o que quer que seja, ou você pode parar de pensar sobre seu medo agora e abrir essa porta!

Seja qual for sua escolha, você não está mais entediado. Eu te disse que valia a pena.


Esse conto foi traduzido exclusivamente para o site Creepypasta Brasil. Se você vê-lo em outro site do gênero e sem créditos ou fonte, nos avise! Obrigada! Se gostou, comente, só assim saberemos se você está gostando dos contos e/ou séries que estamos postando. A qualidade do nosso blog depende muito da sua opinião!