06/09/14

Creepypasta dos Fãs: Suicídio?

" Nunca acreditei em algo assim, nunca pensei que algo assim pudesses existir. O mundo fica mais complexo a cada dia, e o que eu posso dizer?
 Moro no sul do país, mais precisamente, Mississípi. Apesar da má fama por violência, o que vou relatar aqui é totalmente diferente de tudo. Não é simplesmente mais um caso. É uma reviravolta acontecendo em minha vida.
 Tenho 21 anos e estou cursando a faculdade de engenharia, moro no campus da minha universidade como qualquer aluno normal, e divido o quarto com meu companheiro de quarto Mike, meu nome é  Jensen.
 Só para nota, hoje é dezembro, vigésimo dia de 2012. Agora são 14:08.
 Está 52°F aqui, mas estou morrendo de calor, e de medo.
 Não valeu nem a ida ao psiquiatra, eles acham que eu estou louco, então parei antes que me forçassem a ser internado.
 Vou parar de enrolar e começar a história desde o começo, à 5 meses atrás.
 Tudo começou na primeira semana de Agosto, onde estávamos, eu e minha família viajávamos por Arkansas, Oklahoma, para alcançar Nebraska, e visitar a família que morava por lá, aproveitar o clima agradável, e aquela atmosfera de faroeste.
 Apesar de demorar mais que o esperado para chegar lá, nada digno de nota aconteceu até chegarmos à Cambrigde, uma cidade relativamente pequena, apesar de ser cortada por Highways, o que facilitou nossa chegada nela.
 Meus familiares moram no interior da cidade, onde há grandes campos, plantações e pequenas florestas.
 É uma cidade agradável, e eu adoro ir para lá. Chegando lá, dei um abraço nos meus avós, que possuíam a casa desde 1980, ela era o ponto de encontro da família espalhada pelo mapa dos EUA. Meus familiares sempre foram muito legais, e as reuniões de família eram até que divertidas conforme eu ia crescendo.
 Como estava de tarde, não havia o que fazer, eu resolvi sentar na sombra de uma árvore e mexer no meu celular, um iPhone 4, porém, o sinal era ruim, o que me fez ir para a cidade, almoçar num restaurante, para poder usar sua internet.
 Pedi apenas um lanche rápido, e fiquei por ali mesmo, mexendo no Facebook. Fiquei sentado do lado do vidro da janela, e olhando para o celular, foi quando eu percebi que algo estava fazendo sombra, olhando para o lado, meu coração quase parou, não esbocei nenhuma reação, simplesmente não conseguia, apenas olhei fixamente, era uma criança, uma garotinha loira, vestida normalmente, porém pálida demais, mas nada chamava mais atenção que seus olhos, totalmente negros. Era como se ela só possuísse a pupila, e não o plasma ou a íris. Era assustador, eram brilhantes, me deu enjoo, ela olhava diretamente para mim, o que me assustava imenso. Mas, rapidamente voltei a olhar ao meu celular. Olhei para as outras pessoas no restaurante, que eram, no máximo cinco, nenhuma havia percebido a presença da garotinha. Tornei a olhar para o lado. Ela havia desaparecido. Provavelmente era uma pegadinha, então pesquisei quanto custavam lentes negras. Eram pouco caras, pelo o que os sites diziam. Mas decidi ignorar e voltar para a fazenda, estava entardecendo, o sol estava se pondo e o céu estava vermelho. Quando estava chegando lá, uma garotinha loira correu em minha direção me abraçando. Era Alice, minha prima de NY, tinha os olhos azuis da mesma cor quando uma nuvem se dissipa no céu azul. Tinha 11 anos, ela me adorava:
-J! Que saudades!
-Oi Alice, como está minha garota favorita?
-Estou com ciúmes, soube que você tem uma namorada na sua cidade.
-Esquece, você sabe que eu prometi casar com você - ri e entrei na casa.
 A família inteira estava lá, comprimentei todos. Depois do jantar, as crianças estavam dormindo e os adultos começaram a beber vinho, estávamos todos dando risada e vermelhos no rosto. Foi quanto eu avistei, pela janela, a garotinha novamente. Sai discretamente, onde a garotinha veio até mim, e com a voz mais doce do mundo, uma voz realmente linda, nunca ouvi uma voz tão cativante assim:
-Me empresta seu celular para fazer uma ligação?
 Repensando tudo que eu havia engenhado, achei que estivesse errado. Havia exagerado em pensar mal. Olhei pela janela pelo lado de fora, e vi que estavam todos se recolhendo para ir dormir:
-Toma - entreguei meu celular -, mas seja rápida, pois tenho que dormir.
 Depois da ligação ela me perguntou:
-Posso esperar em sua casa, até meus pais vir? Eu tenho medo de esperar aqui fora, no escuro.
 Deixei ela entrar, pois tive muita dó da garotinha. Havia julgado-a mal, deixei-a entrar, servi-lhe limonada e alguns biscoitos. Senti um zumbido em meu ouvido. Daqueles que começam de repente como quando recebemos uma bola na orelha quando jogamos futebol. Levantei-me, o barulho começou a ser insurdecedor, minha cabeça começou a esquentar e eu a ficar vermelho. Meu estômago começou a embrulhar, cai de joelhos com as mãos em minha barriga e comecei vomitar, cinco minutos consecutivos, apenas vomitando, foi quando começou escorrer pus dos meus olhos e sangue do meu nariz. Tudo que eu enxergava era clarão, meu corpo começou esquentar de uma forma incrível, como o instante em que você encosta no ferro quente. Meu corpo queimava, minha garganta começou se fechar e eu não conseguia pedir por ajuda. Senti algo agarrar meu pescoço, acordei em minha cama. Fui correndo até o banheiro, torcendo para que nenhum dos meus familiares me visse, com sucesso, olhei no espelho do banheiro. Estava com olheiras negras, e meus lábios estavam como o de alguém que usasse batom. Minha pele estava mais pálida que uma folha em branco, comecei a me desesperar, meu cabelo estava em um tom pouco mais claro, acredito que isso era imperceptível, mas eu conseguia ver, estava diferente.
 Fui a cozinha onde todos se espantaram ao me ver, contei a história, eles pareciam não acreditar, tentei explicar que eu não estava inventando, mesmo assim eles achavam que eu teria que ir ao médico, e talvez, ao psicólogo.
 Como a cidade era pequena, eu poderia ir ao médico normalmente a tarde, já que ninguém mais ia, e poderia fazer qualquer exame, mas eu não iria ao psicólogo. Me recusava a aceitar que aquilo era alucinação.
 Sentei-me perto dar árvores, onde Carol veio falar comigo, ela não tinha nenhum tipo de ligação comigo, não éramos parentes nem nada, mas ela era uma pessoa adorável, seus cabelos eram loiro-escuro e sua pele era totalmente lisa, seus olhos eram verdes claros, e ela tinha o equivalente à minha altura:
-Tudo bem, eu acredito em você. Eu sei como você se sente. Não se preocupa com isso.
 Ignorei, não sabia exatamente o que falar. Não me sentia a vontade em falar. Tive uma súbita vontade de matar todos ao meu redor, ou me matar, estava ficando com nojo das pessoas e pensei que seria melhor sem elas, quando voltasse ao Mississipi iria terminar com minha namorada, para ficar sozinho. Não conseguia me imaginar com absolutamente ninguém. Entrei na sala, onde meu avô estava escutando um disco do Led Zeppelin, estava na faixa In My Time Of Dying. Eu simplismente amava aquela musica. Então sentei no sofá e comecei ouvir com ele, e acabei dormindo no sofá, já que a música dura uns 10 minutos. Acordei com o sol da tarde ardendo minha face intensamente, ninguém estava ali, exceto, que, no centro da sala, o sol batia na garotinha pálida de olhos negros. Corri em sua direção para lhe atingir. Acordei numa cama de hospital (daqueles hospitais caipiras). Ouvi minha mãe falando ao médico "É a segunda vez que ele tenta se matar".Enfurecido, levanto gritando:
-Eu não tentei me matar! Nem minha família me apóia! Me ajudem!
-Vai ter que se acalmar ou terei que te dar um sedativo.
-Sedativo? - minha voz rasgava conforme eu aumentava cada vez mais meu tom - Eu estou sofrendo e ninguém quer me ajudar?
-Realmente não parece ser suicídio...
-VOCÊ CALA A BOCA! VOCÊ É SÓ A MERDA DE UM DOUTOR CAIPIRA - eu sentia como se a minha voz estivesse no volume máximo, mas ela sempre aumentava consideravelmente, quebrando os padrões humanos.
-Vou ter que pedir para se acalmar.
 O que eu gritava já não era audível, as pessoas próximas a mim, enfermeiras, minha mãe, o médico, todos cairam de joelhos com as mãos nos ouvidos. Minha raiva só crescia, comecei a quebrar as coisas, jogá-las ao ar, mas fui impedito a continuar por um súbito desmaio, causado pelo soco que o médico acertou em minha mandíbula.
Acordei em casa, minha pele tinha um tom de branco que eu nunca tinha visto antes. Era tão extremo que eu pus uma folha perto de minha mão, e a folha era mais escura, minha mão parecia incrivelmente mais clara. Quando me olhei no espelho percebi que tudo que estava pouco escuro antes, como minhas pálpebras, ou meus lábios, estavam completamente pretos como se tivessem sido pintados. Minha mãe já havia feito as malas para voltar para casa, e eu estava muito feliz por ter que voltar para casa. Dormi no carro até chegarmos em casa, pouco de noite. As poucas pessoas que caminhavam na rua ficavam olhando para mim, como se estivesse zombando. Vi o rosto da garotinha no rosto de uma velha dama, saí correndo em direção, poderia acabar com tudo ali mesmo. Agarrei-me a pescoço dela, minha mãe tentou me impedir. Ela não entendia que o meu sofrimento acabaria ali. A velha atirou spray de pimenta em meus olhos, e recebi uma pancada na cabeça, caí no chão, vi que havia pessoas reunindo para ajudar a garotinha disfarçada de velha. Corri, então com minha mãe para dentro de sua casa. Ela começou gritar comigo, então subi as escadas para meu antigo quarto e dormi deitado no chão. Acordei com meus pais batendo na porta. Depois de contar tudo a eles, enfureci-me, pois eles achavam que eu estava mentindo e estavam querendo que eu fosse ao psicólogo, então me recusei.
Eu precisava contar isso à vocês pois estava me corroendo e ninguém mais acreditava em mim, e eu precisava compartilhar isso com alguém pois eu não paro de ver a garotinha sempre parada perto do ponto de ônibus, ou na parte escura da casa, ela parece estar em todos os lugares. Eu espero que tudo isso acabe, e os comentários de vocês só me fazem sentir melhor."

Esse texto foi retirado do site tellyoursecrets.com(um site onde você conta seus segredos anonimamente para alguém), postado pelo usuário JenKZut. Também foi retirado por um usuário de lá. O que torna essa história muito mais assustadora é que, JenKZut ou Jensen(escritor deste conto), cometeu suicídio, ainda em janeiro. A polícia norte-americana pediu para que retirasse este contos de todos os sites americanos onde circulavam, inclusive do Tell Your Secrets. A família não fala sobre o assunto. Pelo o que parece, em Cambrigde, as pessoas foram proibídas de tocar no assunto, então só esta sendo falado na internet. Pelo o que se sabe, esse cara morreu de convulsão enquanto estava no banheiro. E foi proibido a qualquer mídia estadunidense a publicar qualquer coisa sobre o ocorrido.
 Entusiastas da internet logo começaram a associar a garotinha com os Black Eyed Children ou BEC, que é uma lenda recorrente de crianças com olhos negros que pedem a estranhos em estradas ou em casa por um copo d'água ou para fazer uma ligação. E que a morte de Jensen não tinha nada haver com alucinações e suicídio, mas sim, da aparição de um desses BEC.

Enviando por: maki_knt


5 comentários:

  1. Só eu senti uma forte presença do Google Tradutor nessa creepy aqui?

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  2. Nunca consigo percebe numa creepy se e um garoto ou garota

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  3. A garota é um vampiro, saquei isso quando ela precisou ser convidada para entrar na casa. Vampiros também são mestres de ilusionismo, têm pele pálida, olheiras profundas, alergia ao sol e ódio mortal por humanos como um todo. O cara começou a se transformar em um depois do primeiro ataque, dentro da casa. Os sintomas são típicos, visão mais clara, sensações de queimação (vampiros detestam calor e luz) e esbranquiçamento da pele.

    Achei legal finalmente ver uma creepy baseada em um monstro clássico, ao invés desses Sleenders e Jeffs da vida

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