Postagens Semanais

Segunda-Feira
Francis Divina

Terça-Feira
Gabriel Azevedo

Quarta-Feira
Francis Divina

Quinta-Feira
Gabriel Azevedo

Sexta-Feira
Talisson Bruce

Sábado
==========

Domingo
==========

Traição de um Coelhinho

As lágrimas escorriam pelo seu rosto, o som de seus lamentos preenchia o quarto. Ela não entendia, como ele pode fazer aquilo? Depois de tantos anos juntos, depois de todas aquelas juras de amor, depois de tudo o que ela fez por ele. No fim, era tudo uma grande mentira.

Quanto mais pensava em sua desgraça, quanto mais se lembrava daquela época mágica que passou ao lado dele, mais seu coração enchia-se de ódio.

Ele iria pagar.
Com um plano em mente, a jovem de 16 anos se dirigiu até seu armário, de lá retirou um belo vestido preto com lantejoulas (o mesmo vestido que usou no primeiro encontro que teve com o rapaz que lhe partiu o coração), aplicou uma maquiagem noturna e calçou uma sandália azul escuro de salto alto.

Saiu de casa e seguiu pela rua até a moradia dele, tocou a campainha, a porta se abre e revela uma mulher de belas feições e sorriso meigo.

-Olá querida. Nossa! Como está bonita! Alguma ocasião especial?

-De certa forma sim, Coelhinho está? Preciso falar com ele. – perguntou com um sorriso ao pronunciar o apelido que havia dado ao ex-namorado.

-Não, sinto muito.

-Posso espera-lo então?

-Claro, entre. – deu espaço para que a jovem pudesse adentrar na casa.

Ela passou pela entrada com um sorriso largo, se dirigiu para a cozinha e retirou uma faca do faqueiro.

Agora a diversão iria começar.

Uma hora depois um carro estaciona na garagem da casa, do veículo desembarca um casal de jovens, ambos estão com as roupas amassadas e os cabelos bagunçados.

O par se dirigiu até a cozinha e encontram alguns biscoitos sobre a bancada, ao lado daquelas suculentas guloseimas um bilhete da mãe do garoto manchado com um liquido carmim que supuseram ser groselha, nele estava escrito que a matriarca saíra para fazer compras e que não demoraria a voltar.

Os dois se entreolharam e sorriram, comeram alguns dos biscoitos e subiram para o quarto do jovem.

Foram entre beijos e suspiros que ele se viu nu em sua cama, deitado ao lado da parceira que em meio aos gemidos pedia cada vez mais prazer. Quando ambos já estavam perto do tão aclamado auge daquela paixão, um cansaço debilitante tomou conta dos dois corpos presentes naquele cômodo, ambos nem tiveram tempo para pensar antes de caírem em um sono profundo.



-Acorde Coelhinho. – disse uma voz doce e familiar que em questão de segundos o despertou.

Demorou para que pudesse se acostumar com a fraca luz que tentava iluminar o recinto, delongou mais alguns minutos até o cansaço o abandonar por completo.

Com um sorriso paciente estampado no rosto, a jovem observava atentamente o rapaz à sua frente.

Quando percebeu quem era aquela o fitando, se surpreende.

-O que você...?

-Vim ver o meu amorzinho. – disse com um largo sorriso.

Ele pretendia responder, dizer para ela que tudo havia acabado, que não possuía mais o direito de chama-lo daquela forma melosa, mas quando abriu a boca suas palavras não saíram. Um medo súbito tomou conta dele. Ele percebeu o líquido rubro que banhava o vestido de sua antiga namorada. Percebeu o cheiro metálico que percorria pelo cômodo.

-Hum? Isso? – disse a garota apontando para a própria vestimenta – Você demorou demais para acordar, então eu e a vadiazinha decidimos brincar um pouco. – ela saiu do campo de visão do rapaz e deu espaço para uma cena de puro terror.

A amante do rapaz, presa em uma cadeira, seu rosto completamente desfigurado por cortes de uma lâmina, os olhos que antes esbanjavam malícia e vontade de viver se encontravam sem brilho e arregalados, os cabelos – antes longos e belos – estavam cortados de forma desajeitada e se encontravam encharcados de sangue, seus seios agora se encontravam rasgados e deformados, suas pernas e braços não apresentavam mais pele, seus dedos estavam espalhados pelo chão, sua barriga cortada em “X” revelava um conjunto de órgãos que se apoiavam de forma desajeitada em suas coxas, para completar aquele cenário de horror, ainda ligado ao peito da jovem, em meio aos cortes e ao sangue, seu próprio coração enfiado na boca.

O garoto tentava ao máximo escapar, mas suas pernas e braços estavam presos por firmes amarras que o mantinham ligado à cadeira que estava sentado.

A carcereira volta para o campo de visão dele com um sorriso.

-Sabe, eu não entendo porque você preferiu ela do que a mim. O que ela tem que eu não tenho? Porque, se bem me lembro, você disse que me amava, que eu era a melhor e que nunca iria me abandonar. Mas olha só que ironia! Eu vou até um hotel de terceira por causa de uma ligação de uma pessoa qualquer e em um dos quartos encontro o MEU namorado transando com uma outra qualquer! – o sorriso paciente aos poucos se transformou em uma expressão de pura repugnância – Francamente, eu esperava mais do aluno "nota dez" da sala.

Ele não conseguia dizer uma resposta, estava com medo, em todos aqueles anos que esteve ao lado dela ele nunca tinha visto aquela face de sua ex.

-Sem resposta? Bem, dizem que uma ação vale mais que mil palavras, suas ações já me disseram muito, mas eu ainda não te disse algo, né?

Ela levantou o braço esquerdo e revelou uma faca de cozinha ensanguentada na mão.

-Vamos brincar, Coelhinho? – ela se aproxima lentamente dele.

O adolescente grita por socorro. Mas ninguém aparece para salva-lo.

A garota ria com a tentativa patética daquele traidor.

-Hahahaha, isso! Grite o quanto quiser, ninguém virá te salvar. – ela se aproxima mais e mais, chega bem perto e se senta nas pernas do rapaz em desespero – Vejamos, por onde devo começar?

A faca passeia pelo rosto dele enquanto ela cantarola uma suave melodia. Quinze segundos depois a faca é enfiada na bochecha direita dele e a lâmina é arrastada até sua boca, cortando seu rosto e enchendo-o de sangue.

Ele grita desesperadamente, o sorriso dela se alarga.

-Isso! Grite e sofra Coelhinho!

A lâmina passeia suavemente pelo corpo dele, de segundo em segundo ela enfia a faca e rasga o corpo de sua vítima. O peito, os braços, a faca descia e cortava cada canto dele.

-Foi esse o motivo de você ter me deixado, não é? – disse ela apontando para o membro exposto do rapaz – Por quê? Se cansou do que eu fazia? Se cansou do prazer que eu te dava? Se cansou dos meus gemidos? – os olhos dela brilhavam com o mais puro ódio – Bem, agora vamos ver se você terá algo para se cansar agora. – a faca é enfiada no órgão e o corta ao meio em uma linha transversal.

Os gritos são incessantes, os risos se tornam cada vez mais altos. O sangue escorre do corpo dele, tingindo o cômodo e os dois jovens.

A garota desce do colo dele, levanta o braço e enfia a faca nas coxas do rapaz, ela repete o ato varias vezes conforme os gritos chegam aos seus ouvidos. As risadas ressoam e o sangue pinta o quadro de terror.

O sorriso psicótico se torna cada vez maior. Cada corte se torna a dor na alma da jovem estampada no corpo do rapaz.

Em um determinado momento o jovem perde as forças, os gritos deixam de ressoar, ele fica preso à vida por um único fio de destino.

Os lábios da garota se contraem e formam uma expressão de decepção, a cabeça se inclina e uma voz manhosa ressoa.

-Coelhinho cansou? – mais uma vez o sorriso volta – Então está na hora do gran finale.

A faca sobe até o peito dele, a lâmina é fincada e corta a região, as mãos da jovem adentram no interior do corpo, logo depois elas são retiradas com o coração dele entre os dedos da jovem.

-Abra a boquinha. – a mão esquerda se estende e força-o a abrir a boca.

Usando a outra mão ela introduz o órgão no orifício.

O rapaz tentava se manter vivo, mas a morte se aproximava cada vez mais.

A jovem olhou-o por alguns segundos e depois se dirigiu para a porta que levava para a saída daquele cômodo. Ela abriu a porta e antes de partir se vira e diz com um sorriso:

-Boa noite, Coelhinho.

Autora: Joyce Piv