28/06/14

Creepypasta dos Fãs: Você Está Morto

Eram cerca de quatro da manhã, era noite de Natal e eu estava com minha família na fazenda de meus avós. Eu dormia no quarto do andar de cima daquela velha casa de madeira, junto de minha prima mais velha e meu irmão. Eu era a mais nova dos três.

Enfim, acordei de madrugada para ir ao banheiro, que ficava do outro lado do corredor. Levantei da cama normalmente, com sono e somente com a vontade de me aliviar logo para voltar a dormir. Caminhei meio sem jeito na escuridão enquanto tateava a parede a procura do interruptor, e como não achei, segui no escuro mesmo porque já conhecia o caminho daquela casa. Tenho que acrescentar que nunca tive medo do escuro, até aquela noite.

Para ir ao banheiro, eu tinha de passar em frente ao quarto de meus avós. Até aí, nada demais. Porém, enquanto eu caminhava sonolenta até onde eu devia ir, no exato momento em que eu passei em frente à porta do quarto deles, ela se abriu lentamente e rangendo muito. Simplesmente achando que era o vento eu fechei a porta de novo. Ela então, se abriu mais uma vez e, dessa vez, não podia ter sido o vento, a não ser que ele soubesse girar maçanetas.

Estranhando um pouco aquela situação, olhei para o interior do quarto dos meus avós a procura de alguma coisa que pudesse ser o significado daquilo. Na cama, os dois idosos queridos dormiam tranquilamente e sem preocupações. Sem ligar muito, já estava indo embora quando a figura negra de um homem sentado ao pé da cama deles me chamou a atenção. Na hora, não soube o que pensar, somente senti meu coração disparar no mesmo instante e meu corpo gelar. Pensei ser um assaltante ou um ladrão naquela hora, quem dera que realmente fosse um. Tentei chamar por alguém, mas o susto do momento foi tão repentino que eu fiquei completamente sem reação.

“Não precisa ter medo... Ainda.” Ele disse com sua voz masculina.

Como eu só conseguia ver uma silhueta negra do que aquele ser era, as únicas coisas que sabia a respeito dele era que era um homem e que usava um chapéu tão escuro quanto ele era. E então, de dentro de algum bolso que ele tinha, ele tirou um facão brilhoso e afiado. Perdi a respiração e minha visão falhou, minha garganta secou e minha voz sumiu. Levantando-se com movimentos delicados, ele disse: “Não precisa temer nada, é apenas uma brincadeira que eu gosto de fazer.”.

De repente, ele fez algo que me fez chorar de desespero. O homem escuro passou a faca pela garganta de meu avô, degolando-o. Sangue escorreu pelo pescoço do meu avô inundando o cobertor e a roupa dele. Não satisfeito com o horror que tinha feito, o homem usou a mesma faca suja de sangue para cortar a garganta de minha vó também, e o sangue jorrou e escorreu do corpo daquela inocente senhora. Tentei gritar por socorro, mas minha voz ficou presa dentro de minha garganta, que estava seca como areia. Eu chorava desesperadamente, mais do que eu havia chorado minha vida inteira.

“Eles ainda não estão morto.” O homem disse e, mesmo que eu não pudesse ver seu rosto, eu sabia que ele estava sorrindo. Como assim eles ainda não estão mortos?! Eu gritava em minha mente. “Eles ainda não morreram.” Ele repetiu com a faca pingando sangue em suas mãos. “Eles não morreram ainda, mas quando acordarem vão sentir tanta dor que será melhor para eles estarem mortos mesmo...” Ele fez uma pausa enquanto pareceu lamber o sangue em sua faca. “A brincadeira começa aqui.” Ele disse fincando a faca na barriga de meu avô com uma força brutal. Eu gritei, mas nenhum som saiu de minha boca. “Eles logo vão acordar, e você vai ter que convencê-los de que estão mortos! Caso contrário, vão sofrer até se darem conta disso!” Ele afundou mais o facão na barria de meu avô e disse: “Boa sorte.” Com um estalo de dedos aquela criatura sumiu, e na mesma hora meus avôs acordaram.

Meus avós acordaram berrando de dor. Meu avô tirou a faca de sua barriga e mais sangue começou a escorrer de seu corpo. Eles gritavam e nunca havia visto nenhum dos dois chorar daquele jeito. Meu avô segurava sua garganta degolada e berrava de dor, assim como minha vó fazia. Eu me perguntava como uma coisa daquelas era possível, mas a resposta era óbvia e única: Eu tinha que fazer o que aquele desgraçado me pedira antes.

Mesmo com medo e desesperada, eu tentei acalmar os dois. “Acalmem-se! Vô! Vó! Por favor! Eu sei que dói, dói muito!” Eu chorava tanto quanto eles, apesar de eu não sentir dor nenhuma. “Olhem em meus olhos! Nos meus olhos! Vocês morreram! Vocês estão mortos!” Aquilo era a coisa mais estranha que você podia dizer a alguém, mas era a verdade, simplesmente o que eu devia dizer.

Nenhum dos dois pareceu me ouvir, e então, segurando os braços enrugados de minha avó, eu a olhei bem nos olhos e disse com lágrimas escorrendo em minha face: “Vó, ouça sua neta, você morreu! Você vai conhecer o Senhor agora, aceite isso! Por favor, pare de gritar! Você teve sua garganta cortada!” Num ato rápido, eu botei a mão dela em sua garganta, e ela sentiu o corte. De repente, me deparei com a cena mais estranha de minha vida. Assim que minha vó sentiu a ferida, ela parou de berrar e chorar, sorriu, fechou os olhos e se deitou, já morta.

Agora restava meu avô, que incrivelmente estava de pé. Segurei seus braços assim como fiz com ela e disse: “Vô, vô! Por favor, pare! Você está morto! Você está morto! Sinta essas feridas!” Eu passei as mãos deles em seu corte assim como fiz com minha avó, mas dessa vez não teve efeito e ele não se deu conta de que havia morrido. Continuou berrando e gritando e largou minhas mãos. Fraco demais, ele caiu no chão, sangrando.

“Vô...” Eu disse tentando parecer a mais delicada possível. “Eu te amo, te amo mesmo, do fundo do meu coração. Mas algo sobrenatural aconteceu aqui... Sinta suas feridas, elas teriam matado qualquer um, e não foi diferente com você. Eu não quero que você vá, mas é verdade. Vô, você está morto. Você está morto. Você está morto!” Os olhos de meu avô se fecharam lentamente e então, meu pesadelo estava acabado. Na mesma hora todo mundo entrou correndo no quarto e se depararam com aquela cena maligna.

Na manhã seguinte eu dei meu relato para muitos policiais, e sei que nenhum deles acreditou, e é por isso que recorri a esse texto para dizer o que aconteceu aquela noite. Se você, algum dia encontrar esse homem, que na verdade não passa de um vulto negro com uma maldita faca, corra, corra como nunca correu na vida, porque ele vai fazer o mesmo com você.



Acredite em mim, a pior coisa que você pode fazer em sua vida é tentar convencer alguém de que esta pessoa já partiu. Até hoje essa frase não sai de minha cabeça... Você está morto.


Autor: Stephen Júnior


27 comentários:

  1. Gosto de crrepys longas pq só os fortes comentam XD

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  2. Essa menina divia ter seguido oq minha avó diz:"Preto num presta"

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    1. HWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWE!

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  3. “preto se não caga na entrada, caga na saída" — Lispector, Minha Veia

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    1. Hwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwehwe!

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  4. Porque homem preto do chapeu , porque? ;-;

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  5. Creppys longas são cansativas kkkkkk
    Mas minossasinhoraquenumquerdito pq ele fez issu com os os velhinhu ms pq? TT.TT

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  6. gente parem com esse racismo pois racismo é crime e crime coisa de preto

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  7. Estória muito boa, pitadas de sobrenatural fundido com violência extrema, pesada e impactante. Construção muito boa fora alguns erros de digitação, mas que passam quase despercebidos. Só podia ter o nome do gênio. Parabéns Stephen ^^ 9/10

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    1. Não manolinho. É a conta que separei pro cpbr ^^ (homi)

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  8. Policial: Quer dizer que o sujeito apareceu no quarto do seus avós do nada, e após os esfaquear ele desapareceu? Ta, e como ele era?
    Garota: Bem, pelo que vi ele era pret...
    Policial: Não precisa explicar mais nada, 01 prepara o saco!

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    1. HWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWEHWE!

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    2. Eahueahaueaheahueaaaahaue

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  9. Gent calma eraa so a morte testando sua arma nova

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  10. interessante, mas teve bastante repetição de "na mesma hora/instante".

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  11. interessante, mas teve bastante repetição de "na mesma hora/instante".

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  12. Respostas
    1. "Quando você estiver respondendo esse comentário, eu vou estar lá."

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  13. Ele era preto, andava preto, mancava um pouco preto, tinha uma marca preta, olhos pretos, cabelo preto e foi correndo preto

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  14. A pior coisa que pode fazer é ler essa creepy sozinho, a noite, em seu quarto...

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