07/07/14

Creepypasta dos Fãs: Andresa

Contarei uma historia que aconteceu comigo há três, três meses e meio atrás. Não há nada de sobrenatural ou fantástico no acontecimento, mas há coisas meio... Perturbadoras, estranhas, que deixam com uma sensação estranha.

Estudo num colégio pequeno em relação aos outros, e tinha alguns bons amigos lá. Há uma garota chamada Andresa, ela é do 2º no do ensino médio (eu sou do 3º). Ela é uma garota bonita: tem um cabelo preto cacheado, seios e glúteos grandes, um estilo de roupa original e olhos profundos (falaremos deles mais tarde). Apesar disso, ela tem uma reputação duvidosa. Dizem que ela é uma pessoa sádica, maldosa, que já fez algumas pessoas sofrerem. Apesar disso, nunca havia conversado com ela antes.

Num certo dia, tive que ficar na escola para fazer um trabalho de artes e, pouco antes de ir embora, encontrei ela sentada no refeitório. Já que só havia nós dois lá, resolvi conversar com ela. O diálogo foi mais ou menos assim:

Eu: Ficou aqui pra fazer trabalho também?-ela me olhou por um tempo e então respondeu.

Ela: História...

Eu: Você é a Andresa né? Do 2º ano?

Ela: Sim. Qual o seu nome?

Eu: Eduardo

Conversamos mais um pouco até eu perguntar o seguinte:

Eu: Você namora?

Ela: Você não acha que está querendo saber coisas de mais sobre mim? Quer que eu escreva a história da minha vida e te mande por e-mail?

Eu: Você não acha que está se comportando como um animal com uma pessoa que está apenas conversando com você? – Ela me encarou seriamente por uns 5 segundos, e então ez uma coisa inesperada: inclinou a cabeça para baixo, levantou uma das sobrancelhas e abriu um sorriso medonho, algo como: “isso, faça isso”. Esse olhar dela era hipnotizante, seus olhos eram profundos e, combinados com as expressões que fazia, criava um olhar simplesmente surreal, era algo assustador. Ela poderia persuadir qualquer um com aquilo.

Ela: Gostei de você...

Continuamos a conversar por mais uns 2 minutos, até minha mãe chegar e eu ir embora. Peguei o facebook dela e a adicionei quando cheguei à minha casa.

No dia seguinte, vi-a no corredor e dei um “oi”, mas só falei isso, e ela respondeu. Isso se repetiu por mais uns dois dias, te que no 3º dia, falei com ela pelo facebook.

A conversa foi meio longa, mas começamos conversando sobre coisas do cotidiano, e me surpreendi com o ato dela não estar sendo grossa comigo. Será que eram apenas boatos que as pessoas contavam sobre ela?

Pouco a pouco, de uma forma muito discreta e pouquíssima perceptível, ela foi levando a conversa para o assunto “relacionamentos”. Só percebi isso há mais ou menos um mês atrás, na verdade. Enfim, acabei contando a ela que eu estava cansado de apenas “ficar” com garotas sem nenhum compromisso, e que queria algo mais afetivo e profundo. Ela falou de uma amiga dela que estava sentindo algo parecido com isso, e queria que nos conhecêssemos. A essa altura, eu já deveria desconfiar de que alguma coisa estava errada. Ela era estava sendo boa demais. Deveria ter sido menos ingênuo, mas infelizmente, deixei-me manipular.

Enfim, ela me passou o link da página do facebook da garota. Como não era amigo dela, consegui ver apenas algumas fotos, fotos de um, um ano e meio atrás. Achei-a bonita, e disse para Andresa falar de mim para ela.

Dali a duas horas, vi um pedido de amizade na minha página: era a amiga de Andresa. Por motivos que vocês entenderão depois, não irei dar o nome verdadeiro da garota, então chamá-la-emos de Camila.

Agora que tinha ela como amiga, vi a página dela novamente, procurando por novas fotos, novas informações. As coisas ficaram um pouco estranhas, ai: a garota tinha postagens e publicações de coisas de um, um ano e meio atrás. Mas não liguei para isso, comecei uma conversa com ela.

Era uma garota muito simpática, muito legal, e parecia estar interessada na conversa. Durante uns quatro, cinco dias, conversei com ela pelo facebook. Conversava de vez em quando com Andresa, para falar que a amiga dela era muito legal, divertida etc.

Após esses cinco dias, combinamos de sair. Eu dei a idéia de irmos ao cinema, no shopping JK. Combinamos de nos encontrar lá às sete da noite.

No dia, cheguei lá sete e dez, mais ou menos, e ela não estava lá. Esperei até as oito e meia, e ela não apareceu. Frustrado, voltei para casa e perguntei pelo facebook por que ela não havia ido. Depois de umas quatro horas, ela disse que tinha chegado lá no horário em que combinamos: nove horas. Pelo que entendi, foi um mal entendido. Ela pediu desculpas e marcamos de nos encontrar de novo.

Combinamos dessa vez, de ir ao Parque Ibirapuera. Novamente, cheguei no horário combinado, mas ela novamente não foi.

Mandei uma mensagem para ela e ela não respondeu. Falei com a Andresa no dia seguinte, e de vez em quando, ao conversarmos, ela começava a rir como se estivesse debochando de mim. Disse que se sua amiga não estava interessada em mim, ela não podia fazer nada.

Achei aquilo muito estranho. Chegando a casa, tinha uma mensagem de Camila: ela pediu desculpas, mas não conseguiu me achar no parque. Uma desculpa meio esfarrapada, não?

Após isso, ela perguntou se podia desabafar de uma coisa comigo. Ela começou a me contar sobre seus problemas familiares, sobre seus momentos de insegurança etc. Ela falou isso de forma que foi me envolvendo. Comecei a sentir que eu era importante para ela. Eu comecei a ficar sentimental pelos problemas dela. Era uma sensação boa. Parecia que eu era íntimo dela.

Nos próximos cinco dias, conversamos direto: sete, oito horas por dia trocando mensagens, conhecendo um ao outro. Estava me envolvendo com ela. Já sabia muita coisa da vida dela e ela, da minha. Eu estava me apaixonando, apesar de nunca ter visto ela. Era um sentimento ótimo. Adorava aquela garota.

Após isso, estávamos loucos para nos ver. Estávamos mais próximos e ela admitiu que não havia ido aos outros dois encontros por uma questão de insegurança. Eu nem ligava, só me importava com o próximo.

Combinamos de ir ao cinema, como na primeira tentativa. Cheguei lá e fiquei esperando. Estava muito feliz por finalmente ver como ela era pessoalmente. Nunca havia estado tão apaixonado. Infelizmente, mais uma vez ela não compareceu e, mais uma vez, fiquei arrasado. Essa história já estava muito estranha, então resolvi fazer o seguinte: fui à lista de amigos dela no facebook e procurei alguém com o mesmo sobre nome que ela, esperando que fosse da família dela e que soubesse o que estava acontecendo. Escolhi uma garota chamada Raquel e tivemos a seguinte conversa:

Eu: Olá, tudo bem? Meu nome é Eduardo. Você conhece uma garota chamada Camila?

Ela: Era minha sobrinha. Por quê? Você conhecia ela?

Eu: Então, uma amiga minha, pelo facebook, me apresentou pra ela, mas todas as vezes que combinamos de sair ela não aparece. Você sabe o que está acontecendo? Tem como você me ajudar.

Ela: Querido....A Camila morreu há um ano num acidente de carro....Quem foi que falou dela pra você?

Sua resposta me trouxe vários sentimentos e sensações ao mesmo tempo. Só queria saber por que Andresa havia feito aquilo comigo. Nem respondi à irmã de Camila.

No dia seguinte, ui furioso falar com Andresa. Perguntei a ela por que ela havia feito aquilo comigo. Ela respondeu: “para você aprender a não responder pra mim”. Olhei com raiva pra ela e distanciei-me. Mais tarde descobri que Andresa havia pegado a senha da conta do facebook da amiga e, assim, bloqueado todas as informações de que ela estava morta, como comentários de amigos, comentários de fotos que desejavam que ela descansasse em paz etc.

No dia seguinte, descobri que ela havia espalhado coisas íntimas minhas, coisas que contei quando estava “apaixonado” por Camila, como por exemplo, acontecimentos marcantes, medos e até fetiches sexuais. Muitas pessoas ficaram sabendo demais sobre mim. Algumas faziam comentários, outras não falavam daquilo perto de mim e algumas nem sabiam.

Nesse mesmo dia, olhei para Andresa no corredor, e ela estava olhando para mim com aquele olhar hipnotizante, manipulador, maldoso.

Autor: Alberto Ragazzi Pauli Gebrim


17 comentários:

  1. Gostei dessa menina EAHUEAUEAHUEA.
    As creepy's de hoje estão mais legais que o normal. Que continue assim *--*.
    Bom trabalho, Alberto Ragazzi. :3

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    1. Ele diz que isso aconteceu mesmo, e parece mesmo real.

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  2. friendzone fora do normal... muito legal, Alberto >.<

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  3. Q?...
    A irmã dela tbm é a tia?...
    '-'
    #querocontinuação

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  4. Muito bom! Aconteceu mesmo?
    Fiquei com dó :(
    #quedóquedóquedó

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  5. Carai, comece a pensar no suicidio, vai que os outros descobre que seu fetiche é fazer um menage com o kid bengala, é jovi se mata.

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  6. Ki rampera! Logo mandava os maluko apaga ela.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Possível de acontecer...
    Mas achei os sentimentos do garoto muito intensos para uma criança que é buscada na escola pela mãe.

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  9. Quebrava essa vagabunda na porrada!

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  10. Sinceramente, acho que vcs deveriam pedir permissão para o autor dessa história para gravá-la naquele projeto de vcs (dos videos, dramaturgia)... apesar de não ser terror, é mui foda!

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  11. Hahaha isso que dá se apaixonar por uma garota que nem conhece direito. ANDRESA dando lição de moral! *o*

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  12. Mas, ele disse que não ia falar o nome dela e depois fala '-' wtf

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