26/07/14

Creepypasta dos Fãs: Fui longe demais...

Oi, você aí que está lendo esse texto, que, por ansiedade ou somente por diversão costuma morder e arrancar literalmente nos dentes as cutículas. Sabe, aquela pelinha na lateral das unhas? Então, é essa mesma! Deixa eu falar uma coisa:

Eu tenho 25 anos e adquiri esse hábito (péssimo por sinal) nem sei quando. Quando percebi, cada segundo de ócio era prontamente preenchido por lascas de pele entre meus dentes. Por vezes, me encontrava com pequenos curativos cobrindo pequenos machucados com pequenos sangramentos. Era assim, pequeno no geral, o estrago que eu deixava nas pontas dos meus dedos. Fui aprimorando a técnica, melhorando o tato dental e com o tempo era menos frequente o uso de band aid. Apesar disso, eu não ficava satisfeita. O último médico com quem me consultei atribuiu essa mania a minha ansiedade exagerada, mas eu nunca percebi dessa forma, para mim, era somente uma mania, como outra qualquer...

Como disse aí em cima, eu não ficava satisfeita por mais fundo que eu fosse na minha escavação cotidiana, até que, bem...cheguei até aqui, no meu quarto, onde eu estou nesse exato momento. A obsessão em querer ver meus dedos livres de excesso de pele me levou a uma compulsão ao qual não me dei conta. Era um incômodo inexplicável, uma ansiedade sobre a ansiedade, um ciclo sem fim. Talvez eu pudesse procurar uma manicure para usar um alicate de unhas e fazer o serviço da maneira correta, mas só agora eu percebo que a coisa toda já não tinha motivo, não havia razão para que eu mordesse meus dedos daquela forma, era tão inexplicavelmente prazeroso tirar nos dentes aquelas cascas finas e tenras nas pontas dos dedos, ouvindo aqueles leves estalos próximos ao ouvido que eu nem ligava para o que sobrava deles no final do processo.

Comecei a passar um bom tempo naquilo que já está durando umas três horas trancada no meu quarto. Minha mãe bateu umas duas vezes na porta e eu disse que estava estudando, mas não sei o que fazer. Entrei aqui assim que cheguei da faculdade já com a mão na boca, talvez as coisas não estejam muito boas para mim, afinal eu não teria perdido o controle a tal ponto. Enfim. Entrei no meu quarto, tranquei a porta e deitei na cama, olhando para o teto. O dia ensolarado, quente e meu ambiente tranquilo, fresquinho por causa do ar condicionado. Tão aconchegante. Comecei. Senti um leve ardor no meu dedo indicador, a pele que arranquei logo de começo foi além do que esperava e o vermelho da minha carne se mostrava um pouco, contrastando com minha pele branca. Mesmo assim continuei, troquei de dedo e os leves beliscões dos dentes foram arrancando, um a um, pedaços de pele cada vez maiores, cada vez mais dolorosos...prazerosos também. Estranho como alguém pode sentir prazer na dor, e era assim que me sentia, realizada. O gosto de metal do líquido vermelho que brotava e escorria pelas mãos me tirava o paladar mas me proporcionava um sabor único a cada sugada. Fechei os olhos e os virei, me contorci num orgasmo que não havia experimentado antes. Acho que estava durante todo o tempo esperando por isso, ensaiando esse momento. Sentir na boca o sabor da minha carne era surpreendentemente bom. Até eu querer ir além. Beijei de leve meus dedos, e os beijos se tornaram mordidas, cada vez mais fortes, cada vez mais intensas. "Como eu sou macia e gostosa!".Brincava comigo mesma. Fui até sentir um pequeno pedaço molhado na boca. Masquei e num breve momento de lucidez em meio àquela luxúria gulosa cuspi na cama. Meus olhos arregalaram para o pedaço de carne sobre o edredom, um fio de baba vermelho saia da minha boca, meu queixo úmido, ensanguentado, ficou imóvel...o que eu estava fazendo com aquele pedaço de mim mesma, ali, na minha frente? Rapidamente, com minhas mãos latejando devolvi o pedaço de carne à boca e desesperadamente mastiguei até engolir. Avancei novamente e puxei, mais uma vez e de novo e de novo e de novo.

Nem as lágrimas que não cessavam me fizeram parar. Mas eu estou cansada agora, e já se passaram três horas. Eu nem tenho como sair daqui e deixar que alguém veja. Eu estou num estado deplorável, minha mão direita está dilacerada, meus dedos quase nao existem mais. Não sei o que fazer. Ainda estou com fome.


Autor: victor2236

13 comentários:

  1. .... vai no mequidonaudis e compra um mequicarnihumana feliz dai nao precisa come seu braço

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  2. Etah peste! Menina te é muito loka, vc se comeu literalmente, isso n é normal, queria ter visto sua dificuldade pra digitar esse texto com uma mão só

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  3. Pensei na conchita quando li isso

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    1. Amém....
      Senhor...existe vocaloisdters por aqui..
      Eu tbm pensei na Chinchita quando li isso...

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  4. Aike agonia, Quando estava lendo a creepy, comecei a fazer a mesma coisa. Dai cheguei ao final e fiquei meio o.O


    Nunca mais faço sá coisa, Mania do cão. auhsjuha =')

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  5. Quando comecei a ler a creepy, estava justamente roendo as unhas/dedo '-'

    TO NO CHÃO RAPARIGA

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  6. ... era só ir até o Doggs e ccmprar um cachorro-quente que é a mesma coisa, podia gozar a vontade com a salsicha xDD

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