23/07/14

Creepypasta dos Fãs: Último Adeus

Isso tudo ocorreu no dia 14/03/2011. Na época eu tinha apenas 15 anos.

Meus pais tinham ido viajar, estava sozinho em casa. A não ser pelo meu irmão mais novo, Julio. Ele tinha apenas 4 anos então resolvi ligar para minha namorada e a convidei para passar o dia comigo. Ela aceitou e depois de uns 15 minutos já estava lá. Nós ouvimos músicas, conversamos e brincamos com meu irmão. 

Quando já estava a noite fui dar banho em Julio e coloca-lo para dormir. Voltei para a sala, eu minha namorada fomos ver uns filmes de terror. Ela odiava essas coisas, já eu amava. Amava do verbo não amo mais pois hoje em dia não gosto nem de lembrar dessas coisas. Ela começou a ficar assustada e ficou se escondendo em mim. O clima foi esquentando e nós dois começamos a nos agarrar ali mesmo.. Nenhum de nós era experiente, tanto eu quanto ela éramos virgens. Ela foi minha primeira namorada e vice-versa. 

Começou com uns beijos e ela começou a descer e passar a mão, não podia estar mais excitado. Ela olhou para mim com um olhar perverso como quem quer algo mas não tem certeza. Dei um sinal de positivo, estava com os nervos a flor da pele. Enquanto isso o filme continuará passando na tv.. De repente nós ouvimos um barulho. Logo pensei: "Droga, ela nem começou nada e esse barulho já estragou tudo!".

Ela olhou para mim e disse:

- Vá olhar o que foi isso, estou assutada.

Concordei e fui até o andar de cima ver o que havia acontecido, ela estava atrás de mim se segurando em meus ombros. No começo não vimos nada então resolvemos descer. Ri da situação e deitamos no sofá novamente. Claro que não deu pra continuar o que havia começado, como ela estava um pouco assustada não fiz pressão nem nada. Continuamos assistindo o filme como se nada tivesse acontecido. Eu apenas ria das reações que ela tinha quando aparecia algum espírito no filme ou algo do tipo. Ela ficava nervosa e me xingava. O filme havia acabado e ela estava com sono, liguei na TV a cabo e sem querer cochilamos ali mesmo.

Um tempo depois ouvimos o barulho de novo, ela acordou assustada e falou que queria sair da casa. Eu falei para ela não se preocupar pois talvez fosse apenas os móveis ranjendo a noite. Fui até o andar de cima ver o que estava acontecendo, mas dessa vez a deixei no sofá a minha espera. Chegando lá não havia nada, só meu irmão dormindo em seu quarto com seu urso de pelúcia. Eu nunca gostei daquele urso, mas não, ele não era um urso maligno ou demoníaco que matou todos nós. Isso não tem a ver com o urso, infelizmente. Meu irmão acordou, se levantou e foi em minha direção. Perguntei a ele se estava tudo bem e ele meio sonolento apenas balançou a cabeça e disse que estava com medo. Não entendi muito bem e questionei-o:

- Medo do quê Julio?

Ele olhando para os lados respondeu:

- Um moço veio aqui duas vezes e conversou comigo, ele disse que não queria me fazer mal. Ele disse que queria que eu o acompanhasse até sua casa para eu poder brincar com as outras crianças. Eu disse que não queria, ele ficou nervoso e sumiu. Ele apareceu para mim de novo, mas não falou nada, só me observava. 

Ele era como uma sombra e não tinha rosto. Estou assustado, quero sair daqui Bernardo.

Fiquei pensando como alguém poderia ter entrado na minha casa e eu não havia percebido. Gritei Juliana que estava lá em baixo e não ouve resposta. Fiquei preocupado, peguei meu irmão no colo e desci até lá em baixo. Não havia ninguém, logo entrei em desespero. Aonde ela estava? Chequei as portas e todas estavam trancadas assim como eu havia deixado. Fui ligar para a policia mas não havia sinal no meu celular e muito menos no telefone, nem se quer o ''tu'' fazia. Quando me deparei com os fios arrancados e mastigados. Eu não tinha nenhum animal de estimação, minha namorada obviamente não iria fazer isso e fugir, e Julio nem dentes tem direito. Deduzi que havia outra pessoa na casa. Tentei abrir as portas mas as chaves haviam sumido. Subi e fui procurar por Juliana, gritei o nome dela mas não ouvia nada. Apenas a minha respiração junto a do meu irmão era ouvida naquele lugar. Aquele silêncio estava me torturando. Peguei meu irmão e o levei para o banheiro, era o único lugar que não havia janelas. Disse para ele trancar a porta e só abrir quando eu subisse e falasse para ele abrir. Ele trancou e ficou lá dentro.

Eu estava com o medo nos meus olhos, eu sentia que nunca iria esquecer aquela noite. Fui até meu quarto ver se Juliana estava lá quando as luzes se apagaram de repente. Se eu já estava com medo no claro imaginem no escuro. Mas não me deixei levar, eu tinha que achar minha namorada, se ela estivesse morta eu nunca iria me perdoar. Fui me guiando pelas paredes do meu quarto até chegar em uma gaveta, abri e peguei um isqueiro e uma lanterna que ela mesma havia me dado pois eu amava acampar. Peguei a lanterna e liguei, desci para procura-lá, inutilmente pois obviamente ela não estava mais lá. Angustiado sentei no sofá onde nós estávamos antes e comecei a chorar. Fiquei ali por um tempo imaginando como seria se eu não tivesse ligado para ela e tivesse saído da casa na primeira vez que ouvimos o barulho. Inconformado com tudo aquilo eu subi para pegar meu irmão e tentar sair da casa. Quando levanto escuto gritos, era a Juliana!

Não conseguia distinguir o que ela estava falando mas era algo como:

- Corra, fuja, não fique aqui!

Nenhuma palavra saia da minha boca, minhas pernas não obedeciam meu comando, parece que eu não estava mais no comando do meu próprio corpo. Depois de alguns segundos ouvindo aquela gritaria e tentando fazer alguma coisa consegui correr. Segui a voz e deu no porão, lugar aonde eu não havia procurado. A porta estava entre-aberta, como um convite para mim descer. De longe avistei Juliana, ela estava virada para a parede, corri em sua direção e a abracei o mais forte que pude. Ela estava aos prantos, olhou para mim e disse em meio a soluços:

- Você tem que sair daqui Bernardo. Ele vai me levar, e se você não for embora vai ser levado também, vá pegar o Julio e fuja daqui, não é seguro.

Eu olhei para ela chorando e respondi:

- Quem é ele Juliana? O que ele fez com você?

Ela não respondeu. Ficou sem silêncio e olhando para o chão se lamentando. Levantei-a do chão e levei até a porta do porão. Enquanto íamos até lá pude ouvi-lá dizer num tom de voz muito baixo: "Está tudo acabado, é o fim."

Eu apenas ignorei, não queria acreditar naquilo. Chegando até a porta vi uma coisa que eu daria tudo no mundo para não ter visto. Era uma sombra, sim uma sombra. Estava com meu irmão no colo. Eu pude jurar que aquilo estava rindo de mim. Juliana gritou e começou a chorar, eu estava em choque, sem reação alguma. Meu irmão estava chorando. Eu não ia deixar aquela coisa leva-lo, não mesmo. Gritei com uma grande raiva e disse:

- O que você quer? Deixe meu irmão e ela em paz.

Acredite se quiser, aquilo riu de mim, realmente riu, riu como se eu houvesse contado uma piada muito engraçada. Depois de um tempo olhando para mim ele disse:

- Eu quero você, mas antes eu preciso atingir as pessoas que você ama até conseguir faze-lo ceder ao prazer de se juntar a mim.

Tentei bater naquilo mas foi em vão. Era um espírito certo? Uma sombra. Durante anos sendo fã de terror e filmes do gênero eu já havia aprendido que um espírito não pode ser atingido por humanos. Mas eu não consegui entender como puderá segurar meu irmão no colo. Novamente ele riu. Então cansado daquele joguinho eu disse:

- Tudo bem, se é a mim que você quer me leve. Estou aqui, agora deixe eles fora disso.

Juliana me segurou e disse que eu não podia cair na cilada que ele estava armando. Eu a ignorei, logo aquilo soltou meu irmão, que veio correndo em minha direção chorando e soluçando como eu nunca tinha o visto chorar. Aquele monstro me estendeu a mão e disse que seria ótimo me ter ao seu lado pois eu era um garoto muito esperto. Eu abracei Juliana e Julio e me despedi, como se eu estivesse indo viajar. Mas uma viagem sem volta. Aquilo me sugou e me trouxe até aqui. Depois daquele dia nunca vi nem Juliana e muito menos meu irmão. Vivo aqui como um bicho, estou nesse lugar a tanto tempo que nem sei quantos anos tenho, que dia é hoje, ou em que mês nós estamos. Sinto falta da minha namorada e da minha família. Mas ora não é tão ruim assim, agora só estou a espera de algum casal sozinho para um deles se juntar a mim e aos outros que aqui vivem.

Autor: Vitória Silva


12 comentários:

  1. Primeira vez q vejo alguem fikar excitado com filme de terror

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  2. Que bom que não tenho namorada. Se bem que é meio triste, mas ok.

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    1. Nada de namorados! Que o futuro seja morar numa casa com 60 gatos e fazer sopa toda noite! ô//
      .-. uahsjas

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  3. 15 anos, namoradinhas, Puberdade! :*
    .-.

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  4. '-'
    Carai mano...ele vai ser virgin pela eternidade huehuehuehue por isso ele ta com tanta raiva kkkk'

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  5. Morreu virj....Foi tipo mirai nikki....mas o yuki comeu a Yuno antes de virar deus...
    FO-DA...!
    Sem palavras pra isso....tá bem legal Vitória...sério....9.99/10....
    acabou muito rápido...mas foi legal...
    (eu e minhas idéias de fazer um mangá dessas creepys...alguém apoia??

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  6. Todo protagonista é sempre tão corajoso... Se fosse comigo eu metia o pé e foda-se os outros.

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  7. Super normal o clima esquentar com filme de terror, coitados nem se descabaçaram '-'

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